#181213-02
13/12/2018

Safra de café do Brasil é recorde, diz IBGE

País deve produzir 59,6 milhões de sacas de 60 kg este ano, indica o levantamento de novembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estática.

O volume de café produzido pelo Brasil este ano é recorde, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE). O levantamento de novembro foi divulgado na terça-feira (11) e aponta para 59,6 milhões de sacas de 60 kg produzidas. O volume corresponde a 3,6 milhões de toneladas do grão. O número representa crescimento de 30% em relação ao total de 46 milhões de sacas, ou 2,77 milhões de toneladas, produzidas em 2017, segundo o IBGE.

Segundo Instituto, o número foi alavancado pela bienalidade positiva do cultivo, que costuma produzir menos em um ano e mais no ano seguinte. O IBGE indica o clima mais chuvoso nas principais regiões produtoras e os maiores investimentos em tratos culturais realizados pelos produtores como motivos para o recorde.

O dado acompanha o crescimento das exportações de café de 24,4% em novembro em relação ao mesmo mês de 2017, de acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O total de café (incluindo grão verde, solúvel e torrado & moído) exportado foi de 3,68 milhões de sacas em novembro.

Em relação ao ano anterior, a produção da espécie arábica teve elevação de 28,2%. Outro aumento considerável foi na produção do café robusta, que apresentou crescimento de 30,4%. Os dados que mais chamam atenção são dos estados do Espírito Santo (53,0%) e Bahia (15,7%). Ambos são grandes produtores do café robusta e sofreram com déficit hídrico nos últimos anos. Agora, as produções vêm se recuperando.

Em novembro, houve redução das produções de Rondônia (1,2%) e Minas Gerais (12,3%), comparando com o mesmo mês de 2017.

FONTE: ANBA - Agência de Notícias Brasil-Árabe
#181212-01
12/12/2018

Maior exportador mundial, Brasil fatura US$ 7,51 bilhões com vendas externas de celulose

Maior exportador mundial de celulose, segundo maior produtor atrás apenas dos Estados Unidos, o Brasil tem aproveitado a valorização do dólar e o aumento sustentável das importações de países como a China, Estados Unidos e da Europa para ampliar suas vendas externas. De janeiro a novembro, as exportações de celulose cresceram 31,1% comparativamente com o mesmo período de 2017, totalizaram 13,7 milhões de toneladas  e geraram receita no valor de US$ 7,51 bilhões.

De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), nos onze primeiros meses deste ano a celulose respondeu por 3,4% das exportações totais do Brasil e, em termos de receita, foi o quarto principal item da pauta exportadora nacional. A celulose foi ainda o líder nas vendas externas de produtos semimanufaturados, respondendo por uma fatia de 26,8% das exportações desse tipo de produtos.

Os dados do MDIC revelam um sólido crescimento das exportações de celulose para todos os principais mercados, a começar pelo maior deles, a China, que ampliou suas importações em 42,3% para US$ 3,19 bilhões e foi o principal destino da celulose brasileira, absorvendo 42% das exportações.

Também cresceram, ainda que em ritmo menos acentuado, as vendas para os Estados Unidos (alta de 1,8%), que somaram US$ 953 milhões, equivalentes a 13% do volume total exportado. Terceiro maior importador da celulose brasileira, os Países Baixos importaram US$ 788  milhões (alta de 17,7% e participação de 10% nas vendas externas nacionais). Por sua vez a Itália, quarto principal mercado, ampliou suas compras em 36,7% para US$ 730 milhões, equivalentes a 9,7% do total embarcado.

Entre os estados exportadores, o grande destaque foi o Mato Grosso do Sul, com exportações no valor de US$ 1,74 bilhão (alta de 89,0% e participação de 23,2% nas exportações totais brasileiras do produto), seguido pela Bahia, com US$ 1,32 bilhão (aumento de 9,4% e participação de 17,5%), Espírito Santo (US$ 819 milhões e participação de 10,8%), Maranhão (US$ 798 milhões e participação de 10,6%), Minas Gerais (US$ 689 milhões e 9,17% de participação), Rio Grande do Sul (US$ 679 milhões, correspondentes a  9,042% das exportações), Paraná (US$ 657 milhões e 8,75% de participação nas vendas externas) e São Paulo, com embarques no valor de US$ 582 milhões e 7,75% de participação no total embarcado para o exterior.

FONTE: Comex do Brasil
#181203-01
03/12/2018

Brasil tem superávit comercial de US$ 4,062 bi em novembro

O Brasil teve superávit comercial de US$ 4,062 bilhões em novembro, resultado abaixo do esperado pelo mercado, mas com o acumulado no ano já batendo a projeção do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) para o desempenho fechado de 2018.

Em pesquisa da agência de notícias Reuters, a expectativa era de um saldo positivo em US$ 4,3 bilhões em novembro.

No acumulado dos 11 meses deste ano, o superávit das trocas comerciais chegou a US$ 51,698 bilhões, queda de 16,6% sobre igual período de 2017, mas já acima da marca de US$ 50 bilhões anteriormente projetada pelo MDIC para todo ano de 2018, informou a pasta nesta segunda-feira (3).

Em 2017, a balança teve um saldo positivo recorde de US$ 67 bilhões. A desaceleração neste ano veio na esteira de maior fôlego das importações, que têm ganhado tração diante de maior ímpeto da atividade econômica.

De janeiro a novembro, as importações tiveram um crescimento de 21,3%, pela média diária, a US$ 168,304 bilhões. Já as exportações avançaram 9,4%, a US$ 220,002 bilhões.

"Importante destacar que os resultados até novembro de 2018 mostram de maneira inequívoca que, apesar de um superávit expressivo, mas menor que o de 2017, o desempenho do comércio exterior brasileiro em 2018 supera em qualidade e em dimensão os resultados do ano passado", afirmou o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto.

"Exemplo disso é que os valores das exportações e importações, até novembro, já ultrapassaram o valor total das importações e exportações do ano de 2017", acrescentou.

Efeitos da guerra comercial EUA-China

Questionado se a guerra comercial tem ajudado o Brasil, Abrão ponderou que, no longo prazo, as tensões sempre serão prejudiciais para o comércio global e, por conseguinte, para o país.

No curto prazo, porém, reconheceu que o país tem registrado ganhos.

"É claro que em alguns setores específicos, e a soja é o exemplo mais claro disso, houve alguns transbordamentos para o comércio exterior brasileiro", disse.

Após os presidentes dos Estados Unidos e da China terem concordado no final de semana em suspender novas tarifas comerciais por 90 dias, Abrão avaliou que esse congelamento é um sinal positivo.

"Obviamente há muitos capítulos dessas conversas bilaterais entre Brasil e China e esperamos que conduzam a um cenário mais previsível no comércio internacional geral", disse.

Nos 11 meses de 2018, houve elevação de 32% das exportações de soja à China, a US$ 25,8 bilhões. O embarque tem sido favorecido pela guerra comercial já que, em uma das várias retaliações que adotou, Pequim impôs em julho tarifa de 25% sobre a soja dos EUA, respondendo a medidas do governo de Donald Trump de taxar importados chineses para forçar a revisão da pauta comercial e diminuir o déficit com o gigante asiático.

Novembro

Em novembro, as importações avançaram 28,3% sobre igual mês do ano passado, pela média diária, a US$ 16,860 bilhões. As exportações, por sua vez, tiveram alta de 25,4% na mesma base, a US$ 20,922 bilhões.

As importações tiveram como destaque a expansão de 170,2% em bens de capital. Enquanto isso, as compras de bens intermediários subiram 15,7% e as de combustíveis e lubrificantes, 12,6%. Em contrapartida, as importações de bens de consumo caíram 7,1%.

Já as exportações em novembro foram puxadas principalmente pela venda de básicos (+40,1%), com manufaturados (+25%) e semimanufaturados (4,5%) aparecendo em seguida.

No grupo dos básicos, as vendas de soja subiram 145,8% sobre o mesmo mês do ano passado, para US$ 2 bilhões, com as vendas de petróleo em bruto subindo 103,6%, a US$ 1,8 bilhão.

FONTE: Uol Economia
#181129-03
29/11/2018

Mapa publica norma que simplifica exportação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa) publicou na terça-feira (27) a Instrução Normativa (IN) n° 71, no Diário Oficial da União (DOU), estabelecendo procedimentos e critérios para a emissão do Certificado Fitossanitário (CE) e do Certificado Fitossanitário de Reexportação (CFR).

Os documentos são utilizados na certificação fitossanitária internacional de vegetais, partes de vegetais, produtos de origem vegetal e outros artigos regulamentados e exportados pelo Brasil.

De acordo com o coordenador de Fiscalização e Certificação Fitossanitária Internacional do Departamento de Sanidade Vegetal (DSV), Carlos Goulart, “o principal objetivo da norma é simplificar os procedimentos de certificação, vigentes desde 2013, contemplados pelo Plano Agro+. A IN terá impacto positivo no comércio internacional dos produtos brasileiros, inclusive, mantendo as garantias das conformidades fitossanitárias e aumentando a confiabilidade da nossa certificação”, explicou.

As principais mudanças foram: atualização de banco de dados no site do Mapa, com exigências dos países importadores de forma simplificada e harmonizada; retirada da necessidade de autorizações de embarque e de declarações, que dificultavam o comércio internacional de sementes; facilidades na emissão de certificados, com a possibilidade de inserção de informação em outros idiomas, além do português; e mecanismos de autenticidade nos certificados emitidos pelo Governo Federal, dificultando fraudes e proporcionando maior confiabilidade.

O departamento realizará, nos 90 dias de prazo para a entrada em vigor da norma, reuniões com as equipes internas e setores privados para conhecimento e harmonização dos novos procedimentos.

FONTE: Paraná Portal
#181129-02
29/11/2018

Exportações de celulose e derivados tem alta de 26,0% em 2018

No acumulado do ano o setor movimentou US$ 8,8 bilhões

Um levantamento realizado pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) apontou que o setor de celulose e derivados cresceu 26,0% de janeiro a outro de 2018. Além disso, o órgão apontou que setor movimentou US$ 8,8 bilhões, no período.

O Boletim Cenários Ibá indicou alta nas exportações de celulose (+33,7%), painel de madeira (+5,0%) e papel (+4,2%) na comparação anual. Já o saldo da balança comercial do setor também foi positivo, com avanço de 28,7% e resultado final de US$ 7,9 bilhões.

A representatividade da balança do setor seguiu com bons resultados e aumentou entre janeiro e outubro deste ano, totalizando 4,4% do total de exportações brasileiras e 10,4% das exportações do agronegócio.

Ainda conforme o estudo, a China segue como principal mercado externo para comercialização da celulose e até outubro adquiriu US$2,9 bilhões do produto brasileiro, aumento de 39,1% em relação ao mesmo período de 2017. O papel, por sua vez, continua com seu foco de negociações externas na América Latina, que apresentou avanço de 9,0% no valor negociado. A América Latina ainda é o principal destino dos painéis de madeira e investiu US$ 142 milhões na aquisição do produto neste ano, alta de 12,7%.

FONTE: Capital News
#181128-03
28/11/2018

Tratado com Chile terá impacto positivo no Porto de Paranaguá

O acordo assinado pelo presidente do Brasil, Michel Temer, e do Chile, Sebastian Piñera, no dia 21 de novembro, deverá ampliar a exportação e importação de cargas pelo Porto de Paranaguá. Atualmente, o Chile é responsável por 3,28% das importações e 0,01% das exportações no porto paranaense.

O objetivo do novo acordo é desburocratizar o comércio entre empresas brasileiras e chilenas, com a retirada de 17 temas de natureza não tarifária, como burocracia excessiva e regulamentações diferentes, que atrasam o processo aduaneiro.

Em 2017, a entrada de produtos chilenos representou US$ 167,73 milhões em movimentação via Paranaguá. Em 2018, de janeiro a setembro, foram US$ 139,57 milhões. As mercadorias mais importadas neste ano foram produtos químicos orgânicos (284 mil toneladas), fertilizantes (74,3 mil) e sal (37,3 mil).

AUMENTO - Nas exportações, os valores movimentados nos primeiros nove meses de 2018 cresceram 729%. Foram US$ 13,111 milhões em transações e mais de 1,5 milhão de toneladas de produtos saídos de Paranaguá com destino ao mercado chileno. Destaque para veículos (1.571 unidades), máquinas e equipamentos (63 mil toneladas) e madeira (101 mil toneladas).

“A nossa perspectiva é que o novo tratado melhore o processo aduaneiro, diminua a morosidade e a burocracia. Quem ganha são os empresários e o setor produtivo, dos dois países”, destaca o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Lourenço Fregonese.

Com o acordo de livre-comércio com o Chile, o Brasil avança na integração com outros países, tendo o parceiro andino como acesso aos mercados que fazem parte da Parceria do Transpacífico (TPP), que envolve o Chile, México, Peru, Canadá e Japão. O país também participa da Aliança do Pacífico, junto com Peru, Colômbia e México, que é considerada uma ponte comercial importante entre a América Latina e os mercados asiáticos.

FONTE: ANBA - Agência de Notícias Brasil-Árabe
#181128-02
28/11/2018

Brasil abre mercado saudita de genética bovina e avícola

Arábia Saudita autorizou importações de material genético animal brasileiro pela primeira vez. Diretor da Câmara Árabe estima crescimento de 30% nas exportações de genética bovina para os árabes em 2019.

A Arábia Saudita autorizou a importação de material genético bovino e avícola do Brasil. O comunicado das autoridades sanitárias sauditas foi recebido segunda-feira (26) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Estão autorizadas as exportações brasileiras de ovos férteis, pintos de um dia, embriões bovinos “in vivo”, embriões “in vitro” e sêmen bovino.

As negociações sanitárias começaram no 2º semestre de 2017 com base em ações de prospecção de mercados realizadas pelo Mapa junto ao setor agropecuário brasileiro. Foi identificada a oportunidade de exportação desses materiais para o mercado saudita. Na foto acima, fazenda de gado leiteiro na Arábia Saudita.

O Ministério de Meio Ambiente, Água e Agricultura saudita (Mewa, na sigla em inglês) aprovou os modelos de Certificado Zoosanitário Internacional (CZI) de material genético bovino e avícola do Brasil elaborados pelo Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa. Em outubro, foi realizada uma missão técnica ao país árabe liderada pelo secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel, com o diretor do DSA, Guilherme Marques, que contribuiu para o avanço nas negociações com as autoridades árabes.

“Estimamos um crescimento de 30% na exportação de material genético bovino para os países árabes em 2019”, informou o diretor-geral interino da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Tamer Mansour. Ele disse que, com essa conquista, o Brasil está se tornando um país pioneiro no setor de tecnologia genética, e que o fato de a Arábia Saudita ter aprovado as certificações demonstra confiança do governo saudita quanto ao sistema de vigilância sanitária brasileiro, e indica que os dois governos estão “falando a mesma língua”.

Os sauditas são o segundo maior parceiro do Brasil na compra de carne de frango e já compravam ovos férteis. No setor de carne bovina, os sauditas ficam em sétimo lugar nas exportações brasileiras. Os dados são de janeiro a outubro de 2018. “Essas cooperações técnicas incrementam cada vez mais as parcerias governamentais e a iniciativa privada, tornando o Brasil não apenas um exportador, mas um parceiro estratégico na relação entre os países”, completou Mansour. Na semana passada, a Arábia Saudita havia autorizado a importação de mel e derivados do Brasil.

O Brasil já exporta material genético bovino para os Emirados Árabes Unidos e para o Egito, fazendo da Arábia Saudita o terceiro país árabe a comprar o produto brasileiro. Segundo a gerente de relações internacionais da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Icce Garbellini, o Brasil exporta material genético bovino principalmente para países da América Latina, como Colômbia, Panamá e Paraguai.

“A ABCZ vem auxiliando o Mapa nas articulações para aprovação dos protocolos sanitários em vários países, e a Arábia Saudita foi um deles”, disse Garbellini. A gerente informou que o material genético pode ser utilizado tanto para a criação de gado de corte quanto para gado de leite, dependendo da demanda do criador. “Os países árabes têm um enorme potencial e estamos trabalhando articulações com outros países da região do Oriente Médio e Norte da África”, contou.

O material genético avícola brasileiro é exportado para mais de 50 países entre Américas, Oriente Médio, África, Europa e Ásia. Entre os árabes, a Arábia Saudita entra na lista que inclui Sudão, Omã e Emirados, segundo relatório anual da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) 2018, que contém dados das exportações de 2017.

A ampliação de mercados importadores de ovos férteis e pintos de um dia do Brasil vem se expandindo nos últimos anos. Segundo Guilherme Marques, um dos principais fatores para a conquista de novos mercados foi o reconhecimento internacional da condição sanitária dos plantéis avícolas nacionais – o Brasil nunca teve casos de Influenza Aviária. Marques citou ainda, de acordo com nota do Mapa, “o nível de biosseguridade implementado pelos produtores de genética brasileira, as linhagens avícolas e a transferência de aspectos que permitem desenvolver produtos com qualidade e produtividade”.

Segundo o comunicado do Mapa, o Brasil tem ampliado o número de mercados importadores de embriões bovinos “in vivo” (estimulação hormonal dos ovários de uma vaca doadora para induzir o desenvolvimento e a maturação de vários folículos simultaneamente), embriões “in vitro” (maturação e fecundação in vitro de células sexuais produzidas nos ovários, obtidos de novilhas ou vacas) e sêmen bovinos. Marques atribuiu o crescimento do setor aos avanços sanitários das últimas décadas, e destacou o reconhecimento do Brasil pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em maio, como país livre de febre aftosa com vacinação.

O diretor citou também o melhoramento genético nas raças bovinas taurinas e zebuínas, a consolidação da produção e transferência de embriões “in vivo” e o crescente uso da fertilização “in vitro”, além do investimento pelos centros de coleta e processamento de sêmen e embriões em tecnologia e biosseguridade para atendimento a exigências internacionais.

Em nota, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, ressaltou a importância da Arábia Saudita como parceiro comercial do Brasil – o país importou mais de US$ 2,6 bilhões em produtos brasileiros em 2017, sendo mais de US$ 1 bilhão somente em carne de frango. Maggi destacou que a abertura de novos mercados ajuda na diversificação da pauta e contribui para o alcance da meta de 10% de participação do Brasil no mercado mundial de produtos agropecuários.

FONTE: ANBA - Agência de Notícias Brasil-Árabe
#181106-01
18/11/2018

Com guerra comercial, exportação brasileira é a maior em cinco anos

Até outubro, as exportações já somaram US$ 199,1 bilhões.

A guerra comercial travada entre Estados Unidos e China, cujo desfecho ainda é imprevisível, tem turbinado as exportações brasileiras. A projeção é que as vendas dos produtos nacionais ao exterior encerrem 2018 com o melhor resultado em cinco anos.


Até outubro, as exportações já somaram US$ 199,1 bilhões. Nesse ritmo, a expectativa de analistas é que fechem o ano acima dos R$ 230 bilhões – maior patamar desde 2013. O recorde nas vendas anuais foi em 2011, de US$ 256 bilhões, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

O aumento das exportações incrementa o número de empregos nos setores envolvidos e, em parte, compensa a lenta recuperação do mercado interno. Além disso, traz mais dólares ao País, melhorando o saldo nas contas externas.

“Há alguns meses, se projetava que as exportações ficariam perto de US$ 218 bilhões. São as commodities, favorecidas pela guerra comercial, que têm ajudado”, diz José Augusto de Castro, da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

O governo Trump impôs tarifas e cotas de importação a diversos parceiros, para reduzir o déficit comercial – quando o país compra mais do que vende. Aos chineses, com quem esse déficit é maior, foram impostas taxas sobre importados, para forçar os asiáticos a fazerem concessões. Essa política, retaliada pela China, levou os dois países à guerra comercial.

A briga alterou o fluxo de comércio. As vendas brasileiras de soja para a China foram beneficiadas quando o país asiático impôs tarifas de 25% sobre o grão americano. Os EUA exportavam 40 milhões de toneladas aos chineses; o Brasil, cerca de 50 milhões. Até agosto, as exportações de soja brasileira subiram 20% ante 2017. Além da soja, o Brasil se beneficiou da alta do preço do petróleo.

Os bens manufaturados brasileiros, porém, não têm tido o mesmo desempenho. Enquanto a participação dos bens primários nas exportações subiu quase três pontos porcentuais nos nove primeiros meses do ano, a fatia dos manufaturados nas vendas caiu um ponto.

Entre especialistas, há dúvidas de quanto tempo esse período favorável às exportações vai durar. “A janela é estreita”, diz Lia Valls, da FGV. “Em 2019, com a previsão de alta das tarifas impostas pelos EUA, haverá uma resposta agressiva chinesa, o que levaria a mais protecionismo.”

Michael McDougall, vice-presidente da consultoria americana ED&F Man Capital Markets, tem porém uma visão diferente. “A negociação entre eles (EUA e China) vai demorar. Assim, o Brasil tem oportunidade de exportar mais para a China e deve aproveitar isso ampliando, por exemplo, o plantio de soja, pois levará anos para os chineses diversificarem o fornecimento da oleaginosa”, disse.

‘Vendendo soja ainda embaixo da terra’

Com o cenário favorável à exportação do grão brasileiro, produtores de soja estão ampliando a venda antecipada da safra que ainda está sendo plantada nas principais regiões produtoras do País. Pelo menos a metade da produção futura dos 3 mil hectares que o produtor Silvio Malutta acaba de plantar nas áreas de cultivo da Fazenda Fratelli, em Itapeva (SP), já está vendida. “Estou vendendo a soja que está embaixo da terra, pois, em muitos talhões, as sementes ainda nem brotaram”, diz. Experiente, o produtor já sabe que deve colher em torno de 80 sacas por hectare. “A gente antecipa a venda para recuperar o dinheiro investido no plantio. Para uma parte vendida há três meses, com o dólar mais alto, consegui travar o preço em R$ 81 a saca aqui na fazenda. De lá para cá, o cenário piorou um pouco”, disse.

Malutta não vê só vantagens para a soja brasileira na disputa comercial entre EUA e China. “Num primeiro momento, eu acreditei que essa briga seria interessante para nós, mas agora tenho dúvidas. Os americanos têm condições de vender para a Europa e nós podemos perder parceiros. A China é um grande mercado, mas é ruim ficarmos na dependência de um comprador só”, disse. Ele avalia que os preços da soja chegaram a subir em função da disputa, mas não se sustentaram porque, com menos venda da soja americana, os estoques aumentaram. Na quarta-feira passada, 14, a soja levada ao porto de Santos, livre do frete, estava a R$ 75 a saca.

O produtor Maurício Fernandes Dias, da Fazenda Capituva, em Taquarivaí, já vendeu quase 70% da soja que acabou de plantar. “Aproveitei a subida do dólar, que chegou a R$ 4,30. Nesse momento, as vendas futuras não estão com preço muito bom”, disse. Dias avalia que o impacto da guerra comercial ficou abaixo da expectativa. “Era esperado um preço melhor para a soja este ano. Fechamos a saca a R$ 78 em média, ante a média de R$ 73 no ano passado, porque o dólar subiu em relação ao real.” Ele lembra que os custos de produção também aumentaram.

O produtor é um dos que apostaram num cenário favorável para a soja brasileira motivado também pela expectativa de aumento no consumo mundial do grão. Na região de Itapeva, Dias ampliou a área de soja de 3,8 mil hectares, na safra passada, para 5 mil hectares agora.

A região de Itapeva é a que mais produz soja no Estado de São Paulo. São 196 mil hectares, com produção de 11 milhões de sacas. São Paulo está em oitavo lugar entre os Estados na produção nacional de soja, liderada pelo Mato Grosso. Lá, com 90% da nova safra semeados, os produtores já venderam 35% da produção futura, um volume 3% mais alto que na safra passada, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada (Imea).

Conforme o Imea, as vendas futuras foram aceleradas entre setembro e outubro, com o dólar mais alto. Isso aconteceu mesmo com o tabelamento do frete rodoviário pelo governo federal, após a greve dos caminhoneiros, em maio, que aumentou o custo para os produtores.

Para Nelson Schreiner Junior, presidente da Nutriceler, empresa que fabrica fertilizantes, a variação recente do preço da soja em função da guerra comercial não foi drástica. “O mercado de commodities é muito vulnerável. É normal que, diante de qualquer fato especulativo, o produtor venda nos momentos de alta”, afirma. “Mas o ganho em produtividade e a redução de custo também são pontos importantes no aumento da rentabilidade.” Junior, que também é produtor, conta que aprendeu com o pai, agricultor experiente, a estratégia de vender parte da produção no mercado futuro e parte só após a colheita. “Ele sempre acertou nos dois tipos de venda”, disse.

Acordo EUA/China

As fazendas da família de Lynn Rohrscheib, em Fairmoun, no Estado de Illinois, tiveram uma boa safra de soja em 2018, mas toda a produção foi parar dentro do espaço de armazenagem da propriedade. “A maioria de nós está tentando estocar o máximo possível. No caso da minha operação, estamos praticamente com toda nossa safra de 2018 de soja estocada, esperando um aumento dos preços para vender”, afirmou. Como presidente da Associação dos Produtores de Soja de Illinois, um dos principais Estados de produção de grãos no país, Lynn afirma que há quem esteja em situação pior: “Tem sido um desafio para os que não têm tanto espaço de armazenamento dentro da fazenda”.

Os produtores de soja americanos foram diretamente afetados pela queda de braço entre Washington e Pequim, na guerra comercial encampada pelo presidente Donald Trump. Com esperança de uma saída política, eles estocam a soja confiantes de que o governo americano entrará em um acordo rápido com os chineses que os faça vender a produção estocada.

A China é a maior importadora de soja do mundo, sendo a principal compradora da região de Illinois. Nos Estados Unidos, como um todo, 30% da safra era destinada ao país asiático. Neste ano, contudo, Pequim impôs uma tarifa de 25% em uma lista de produtos americanos – entre eles, a soja, fazendo o preço das sacas cair desde abril. A medida é uma reação às tarifas impostas pelo governo Trump a produtos chineses.

Trump terá um encontro com o presidente da China, Xi Jinping, na Argentina, no fim do mês, antes da cúpula do G-20. A expectativa de produtores americanos é de que os dois cheguem a um consenso para amenizar a situação.

Na sexta-feira, 16, o líder dos EUA disse que o governo chinês não está disposto a fazer um acordo. No dia anterior, o secretário de Comércio americano, Wilbur Ross, havia afirmado que a ideia é discutir apenas a estrutura de um acordo, que só seria finalizado no futuro. Segundo ele, os EUA ainda planejam aumentar tarifas de importação da China e seria “impossível” chegar a um acordo final em janeiro.

“Quando começarmos a ver o preço subir, ainda que pouco, vamos começar a vender. Queremos o espaço de armazenagem vazio até o verão de 2019 (junho)”, diz Lynn. O Departamento de Agricultura dos EUA anunciou em agosto assistência na casa de US$ 3,6 bilhões a produtores de soja afetados pela guerra comercial, parte de um compromisso de US$ 12 bilhões. A intenção, segundo o governo americano, é “ganhar tempo” enquanto Trump negocia “acordos comerciais duradouros”.

Garantias

Mas a luta dos produtores é justamente contra o tempo. O maior medo, hoje, é que o mercado perdido nunca seja recuperado, com a substituição por outros países, como o Brasil. Para Tarso Veloso analista baseado em Chicago da ARC Mercosul, consultoria de commodities com escritórios no Brasil, ainda que os governos cheguem a um acordo não há garantia de que os EUA retomem o espaço no mercado chinês. “No longo prazo outros países passam a fomentar a produção de soja e os americanos vão perdendo esse comércio. Hoje se está estimulando a produção de soja no Brasil, na Argentina e o produtor americano reduz o seu plantio, porque não tem para quem vender”, afirma Veloso. Para ele, os brasileiros foram os maiores ganhadores dessa guerra comercial.

Lynn diz que a sua geração de produtores nunca passou por situação semelhante a essa, mas tem memória de histórias contadas por seu pai sobre “o momento com os russos” – em referência ao embargo de grãos imposto em 1980 por Jimmy Carter à União Soviética e a queda nos preços da produção.

A situação não é só um problema econômico nos EUA, mas político e social. Lynn afirma que os ajustes já começaram e a maioria dos produtores passou a mudar seu perfil de consumo e de serviços, que impulsionam as comunidades locais. “Nós todos estamos buscando maneiras de cortar nossos custos porque não estamos ganhando dinheiro. Não vamos comprar novos equipamentos, estamos tentando resolver as questões por nós mesmos, na fazenda e em casa, e pequenos negócios da comunidade rural ficam prejudicados”, afirmou.

Reportagem do Washington Post com dados de pesquisa do Instituto Brookings aponta que quase 1,6 milhão de pessoas trabalha em indústrias expostas a efeitos da guerra comercial de tarifas com a China – sendo três quartos desse número em produção ligada a alimentos, fazenda ou pesca. Nas áreas rurais dos Estados Unidos segundo o estudo, 1 a cada 33 empregos está exposto ao impacto das tarifas. Nas grandes cidades, o número cai para 1 em cada 200.

A expectativa dos produtores sobre uma solução política reside no fato de que as áreas rurais dão importante suporte ao partido republicano – e a Trump -, mas têm sido castigadas por sua política de comércio exterior. “Aguardamos alguma resolução sobre essas tarifas ou outro tipo de uso para a soja que nos ajude nesses tempos difíceis, com aumento na mistura do biodiesel ou aumentar a produção animal. Um produtor não pode continuar produzindo sem conseguir ganhar dinheiro com sua produção”, afirma Lynn.

“Não há uma alternativa viável a ser implementada imediatamente. O que normalmente acontece é uma gradual substituição de uma produção por outra, mas, neste caso, foi de repente. O que o produtor americano quer é que o governo faça acordo”, afirma o analista da ARC Mercosul.

Soja não responde bem ao armazenamento

A soja não é como o milho. Ela não responde bem ao armazenamento. Se não forem mantidos hipersecos, os grãos umedecem rapidamente e apodrecem, perdendo valor.

“O grão cheira a animal morto na estrada e fica com a consistência de um purê de batata, liso e pastoso”, disse Wayne Humpreys, fazendeiro de Iowa.

Mas Humphreys vem armazenando sua colheita em silos: “Isto dá a você algum controle.”

No caso de alguns agricultores não há outra escolha senão guardar sua colheita. Milhões de bushels (unidade de medida que equivale a cerca de 27 kg de soja) não têm comprador. Os terminais em Portland, porta de saída importante para a China a noroeste do Pacífico, raramente abrem concorrência. Os suprimentos estão obstruindo terminais e elevadores, mesmo com o clima frio e úmido em Dakota do Norte, que deixou muitos hectares de cultivo não colhidos. Os estoques de soja do país mais do que dobraram, somando 955 milhões de bushels no final da colheita deste ano, segundo o Departamento de Agricultura.

Robb Ewoldt, que tem sua plantação desde 1996 em Iowa, vem armazenando sua soja pela primeira vez em 15 anos. Sua safra normalmente segue pelo rio Mississippi em barcos para ser exportada para a China e outros países através do Golfo do México. Este ano a produção foi armazenada em silos.

Illinois, o maior Estado produtor de soja dos EUA é quem mais sofre com a escassez de armazéns, disse Tim Brusnahan, analista da empresa de consultoria e corretagem Brock Associates.

Carne também se beneficia

A guerra comercial entre Estados Unidos e China não beneficiou apenas as exportações de soja. Na carne bovina, o dado mais recente, da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), mostra que a China passou a representar, em outubro, 44,1% das exportações brasileiras – ante 37,1% em igual mês do ano passado. Para a China e Hong Kong foram embarcadas, no mês passado, 585.263 toneladas, ante 448.721 toneladas em igual período de 2017.

No acumulado do ano, até setembro, o avanço é bastante expressivo: embarques 56% maiores de carne bovina para a China, com faturamento adicional de 68%, conforme a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Na soja só em outubro, foram 5,04 milhões de toneladas exportadas, 132% mais que no mesmo mês de 2017, com receita de US$ 1,98 bilhão, uma alta em valores de 141%.

“Os exportadores de soja brasileira já levaram uma fortuna com a guerra comercial”, disse o vice-presidente da consultoria americana ED&F Man Capital Markets, Michael McDougall, que participou na terça-feira do Summit Agronegócio 2018. Ele disse acreditar que a guerra comercial está longe do fim por causa do caráter agressivo do presidente americano, Donald Trump. “Em vez de investir em diplomacia, Trump investe em armas, aumentando o orçamento para militares”, observou.

Mas há alguns fatores de risco domésticos que podem estragar esse cenário. Um ponto de atenção é a definição da política externa do novo governo. O setor está atento a atitudes e declarações feitas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), em relação à China – como a visita que o então presidenciável fez, no início do ano, a Taiwan, considerada uma ilha rebelde por Pequim. No início de novembro, Bolsonaro, já eleito, se encontrou com o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, para acalmar os ânimos.

Procurada na quarta-feira, 14, a futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, evitou dar declarações sobre os efeitos da guerra comercial EUA-China nas exportações brasileiras. Em entrevista na semana anterior, porém, havia assinalado a importância do diálogo. “O diálogo é fundamental. O presidente tem de dizer claramente qual é a política internacional que ele quer adotar”, disse, na ocasião.

 

FONTE: Valor Econômico
#181106-01
06/11/2018

JBS fecha acordo de US$ 1,5 bi com Alibaba para vender carnes à China

A JBS assinou hoje um memorando de entendimentos com a Win Chain, subsidiária do grupo chinês Alibaba, para exportar carnes do Brasil ao país asiático nos próximos três anos. O acordo, de US$ 1,5 bilhão (mais de R$ 5,5 bilhões ao câmbio de hoje), foi fechado na feira China International Import Expo (CIIE), em Xangai. A expectativa é que os primeiros embarques do contrato aconteçam em 30 dias.

Em entrevista ao Valor, o presidente da JBS Carnes, Renato Costa, disse que a carne bovina deverá ser o produto incluído no contrato mais demandado pelos chineses. Segundo o executivo, a JBS já vinha desenvolvendo cortes e embalagens de carne para atender ao comércio eletrônico.

Em parceria com a Win Chain, braço de alimentos frescos do Alibaba, a empresa brasileira já havia feito alguns embarques “piloto”, disse Costa. Na China, a logística de distribuição dos produtos da JBS ficará por conta da Win Chain. “Eles têm toda a plataforma logística”, acrescentou.

Segundo Costa, o acordo firmado com a JBS faz parte de um pacote de US$ 200 bilhões em compras assinado hoje pela Win Chain com diversas empresas de alimentos. Ao longo dos próximos quatro anos, o braço do Alibaba gastará US$ 50 bilhões anuais em importação.

Atualmente, a JBS conta com seis frigoríficos de bovinos no Brasil autorizados a vender aos chineses. De acordo com o executivo, essas unidades são capazes de cumprir o novo contrato com a Win Chain e também com os atuais fornecedores. A China já é o maior destino das exportações de carne bovina da JBS a partir do Brasil, disse o executivo.

Neste ano, lembrou Costa, a JBS investiu R$ 45 milhões para ampliar a capacidade dos frigoríficos de Iturama e Ituiutaba, em Minas Gerais. Essas duas unidades estão entre as plantas autorizadas a exportar aos chineses. Além dessas, a JBS também pode vender pelas unidades de Lins (SP), Andradina (SP), Mozarlândia (GO) e Barra do Garças (MT).

Entre janeiro e setembro, o Brasil exportou 227,6 mil toneladas de carne bovina à China, o que representou 18% do volume total comercializado no período, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. Em receita, as importações chinesas renderam mais de US$ 1,2 bilhão.

Durante a China International Import Expo (CIIE), uma das maiores feiras da China, a JBS ocupou posição de destaque. Na abertura do evento, Renato Costa representou a empresa em um encontro privado com o presidente da China, Xi Jinping. Desse encontro participaram 21 CEOs de todo o mundo. Costa foi o único de uma empresa sul-americana.

FONTE: Valor Econômico
#181106-03
06/11/2018

Comércio exterior: Brasil tem superávit de US$4,5 bilhões no intercâmbio com o Irã em 2018

As exportações brasileiras para o Irã, alavancadas por um aumento de 526,3% nos embarques de milho em grãos deram um salto de 136,56% de janeiro a setembro e com isso a balança comercial entre os dois países proporcionou ao Brasil um superávit de US$ 4,551 bilhões, o segundo maior saldo apurado pelo Brasil no intercâmbio com os demais países, atrás apenas da China, que alcançou a cifra recorde de US$ 20,4 bilhões no período. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

De janeiro a setembro, o Brasil exportou para o Irã mercadorias no valor total de US$ 4,588 bilhões, o que fez do país persa o sexto principal mercado para as vendas externas brasileiras. Em contrapartida, as importações de produtos iranianos somaram modestos US$ 38 milhões.

Os produtos básicos, com alta de 195,0% este ano e vendas no valor de US$ 4,46 bilhões, foram os principais itens da pauta exportadora para o Irã. E o grande destaque foi o milho em grãos, com embarques no valor de US$ 3,5 bilhões, correspondentes a 76% das exportações totais para aquele país.

Outros produtos em destaque foram a soja (US$ 511 milhões e participação de 11%), carne bovina (US$ 261 milhões e uma fatia de 5,7%), farelo de soja (US$ 185 milhões e 4,0% nos embarques) e chassis para automóveis  (no total de US$ 66 milhões e participação de 1,4% nas vendas aos iranianos.

Nas demais categorias, por fator agregado, as exportações brasileiras para o Irã apresentaram números bastante modestos. Em relação aos produtos semimanufaturados, as vendas somaram US$ 49 milhões, com uma participação de 1,0%, enquanto os embarques de produtos manufaturados geraram receita de US$ 77 milhões, equivalentes a um percentual de 1,69% de todo o volume embarcado para o Irã.

FONTE: Comex do Brasil
#181105-06
05/11/2018

Presidente da China promete aumentar importações

O presidente chinês, Xi Jinping, prometeu nesta segunda-feira que vai reduzir tarifas, ampliar o acesso ao mercado e importar mais do exterior, no início de uma feira comercial realizada para demonstrar boa vontade em meio aos crescentes atritos com os Estados Unidos e outros.

A Exposição Internacional de Importação da China (CIIE, na sigla em inglês), realizada de 5 a 10 de novembro, reunirá milhares de empresas estrangeiras com compradores chineses em uma tentativa de demonstrar o potencial importador da segunda maior economia do mundo.

Em um discurso que ecoou promessas anteriores, Xi disse que a China vai acelerar a abertura dos setores de educação, telecomunicações e cultura, protegendo os interesses das empresas estrangeiras e punindo as violações dos direitos de propriedade intelectual.

Ele também disse que espera que a China importe 30 trilhões de dólares em produtos e 10 trilhões de dólares em serviços nos próximos 15 anos. No ano passado, Xi estimou que a China importará 24 trilhões de dólares em mercadorias nos próximos 15 anos.

“A CIIE é uma importante iniciativa da China para abrir proativamente seu mercado para o mundo”, disse Xi.

Xi afirmou que a exposição mostra o desejo da China de apoiar o livre comércio global, acrescentando - sem mencionar os Estados Unidos - que os países devem se opor ao protecionismo.

Ele disse que “o multilateralismo e o sistema de livre comércio estão sob ataque, que os fatores de instabilidade e incerteza são numerosos, e os riscos e obstáculos estão aumentando”.

Louis Kuijs, chefe de economia da Ásia na Oxford Economics, disse que o discurso foi significativo, ainda que escasso em relação a novas iniciativas.

“Eu não acho que houve necessariamente novas reformas inovadoras anunciadas por ele hoje, mas acho que eu considero isso como uma confirmação de que a China está muito interessada em ser vista como um país que está se abrindo mais e se comprometendo com essa postura”, disse ele.

FONTE: O bom da notícia
#181026-01
26/10/2018

Brasil manda delegação à feira de importação chinesa

Três ministros e 87 empresas vão participar de feira em novembro em Xangai para tentar ‘vender’ produtos do País

A China tem a disposição de comprar US$ 10 trilhões em produtos de outros países ao longo dos próximos cinco anos e o Brasil precisa aproveitar melhor essa oportunidade, segundo a ministra-conselheira para assuntos Econômicos e Comerciais da Embaixada da China, Xia Xiaoling.

No início de novembro, a China promoverá a Feira Internacional de Importação, em Xangai. Apontada nos meios especializados como um divisor de águas no comércio internacional, a feira contará com 2,8 mil empresas expositoras.

O Brasil irá com uma delegação grande. A Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) levará 87 empresas. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também organiza uma delegação e, igualmente, o Ministério da Agricultura. Três ministros vão participar do evento: o das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, o da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, e o da Agricultura, Blairo Maggi. “Esse tipo de iniciativa é importante, uma vez que se torna vitrine para nossos produtos. As ações de promoção comercial são essenciais para garantir a abertura de mercado para produtos brasileiros. Estou certo que os resultados serão os mais promissores possíveis”, disse o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Marcos Jorge.

Desafio

“A China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, mas nós vendemos basicamente commodities”, disse o gerente do Núcleo China da Apex, Augusto de Castro. O desafio, diz ele, é vender diretamente para o consumidor chinês e tornar os produtos brasileiros mais conhecidos. O Brasil é há cinco anos o principal fornecedor de carne bovina e de aves para a China, mas o consumidor local não sabe disso.

Uma forma de fazer uma conexão direta com o consumidor chinês é o comércio eletrônico. A Apex vai levar 20 empresas brasileiras para fazer um treinamento no Alibaba, um dos maiores marketplaces do mundo. Também será assinado um memorando de entendimentos para que empresas brasileiras possam vender pelo Alibaba, o T-Mall e o Jumore.

Para Castro, é além da participação brasileira na feira, é preciso mudar a conscientização do empresário brasileiro quanto às oportunidades oferecidas pelo mercado chinês. Para melhor explorá-las, a melhor forma é a empresa se instalar lá. Isso demanda investimentos elevados não só na estrutura, como na montagem de uma cadeia logística e marketing. Porém, o mercado é muito grande.

“O que falta ao Brasil é divulgação, é dar a conhecer seus produtos”, disse Xia. “A China tem 1,3 bilhão de consumidores e esse é um mercado enorme que o Brasil não pode perder.”

Para além das commodities, disse ela, o Brasil tem a oferecer itens como os aviões da Embraer, os biocombustíveis e os veículos flex, que podem ter um bom mercado nesse momento em que a China precisa aumentar seu consumo de etanol. E outros produtos nem tão conhecidos do chinês, como o vinho, a cachaça, o “melhor chocolate do mundo”, derivados de leite, além de produtos de moda, como vestuário e calçados.

“As delegações que vêm da China fazem muitas compras na loja da Melissa”, contou. O interesse é tanto que, segundo ela, empresários chineses promovem e comercializam produtos brasileiros em seu país.

Xia informou que a decisão de realizar a feira foi tomada no ano passado. “Nessa altura, a guerra comercial (entre EUA e China) ainda não era como hoje, não estava em fase de crise.” Mesmo em meio à guerra, empresas americanas estarão presentes na feira.

FONTE: Estadão
#181024-06
24/10/2018

Alta da exportação brasileira desafia onda protecionista

2018 deve fechar entre os quatro anos mais positivos para as exportações em quase três décadas e segundo maior saldo superavitário da história

O governo brasileiro estima que 2018 terminará com as exportações em um patamar elevado e entre os resultados mais expressivos nos últimos 30 anos, desafiando a onda protecionista no mundo. Para a Secretaria de Comércio Exterior, um dos cenários mais provável é de que o resultado do ano esteja perto de US$ 240 bilhões, uma expansão de cerca de 10% em comparação a 2017. 

Até hoje, o governo registrou taxas acima de US$ 240 bilhões em três anos. Isso ocorreu em 2013, 2012 e 2011, quando o recorde foi atingido com vendas de US$ 255 bilhões e no auge do boom dos preços agrícolas.

No ano passado, as exportações tinham somado US$ 217 bilhões e a previsão é de que a expansão fique em cerca de 10% para 2018.  Até a terceira semana de outubro, o valor já chegou a US$ 194 bilhões. 

Abrão Miguel Árabe Neto, secretário de Comércio Exterior, destaca que os resultados positivos vêm tanto da alta nos preços de commodities como no incremento dos volumes vendidos pelo Brasil. Segundo ele, as exportações de soja, minérios de ferro e petróleo bateram marcas inéditas. 

Outro fator que pesou foi a decisão de empresas de dar maior atenção ao comércio exterior diante das dificuldades ainda encontradas no mercado doméstico brasileiro. Ajudou ainda a entrada em vigor de acordos comerciais com o Egito e no setor automotivo com a Colômbia. 

Para o secretário, porém, alguns determinados setores ainda tiveram ganhos específicos diante da guerra comercial travada entre americanos e chineses, ainda que ele alerte que tal cenário não é positivo para as exportações nacionais no longo prazo. 

"A guerra comercial tem alterado fluxos, como é o caso da soja", disse, destacando que a soja no mercado chinês acabou sendo favorecida. Segundo ele, em produtos específicos, os ganhos podem ser registrados com as retaliações mútuas entre americanos e chineses. 

"Mas, para o Brasil, é importante ter um comércio internacional previsível, com segurança jurídica", defendeu. "No longo prazo, o resultado é negativo", alertou, apontando como instituições internacionais estão revendo para baixo as expectativas de crescimento do PIB e de comércio. 

"Temos tido alguns ganhos setoriais. Mas, no acumulado, ela é negativa", alertou. Segundo o secretário, existem ainda mais pelo menos dois riscos diante da guerra comercial. O primeiro deles seria um eventual desvio dos produtos americanos e chineses para mercados como o do Brasil. Outro fenômeno seria uma maior concorrência entre os produtos brasileiros e chineses em terceiros mercados. 

O embaixador Roberto Jaguaribe, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, também aponta para a mesma previsão de crescimento das exportações. "Vamos ter um crescimento importante nas exportações e um saldo comercial importante", disse. "Pode chegar a US$ 240 bilhões", avaliou, fazendo um cálculo a partir do que já era o resultado até setembro. "Minha impressão é de que pode ser perto disso", disse.

Saldo - Mas se a exportação aumentou em 10% ao longo do ano, as importações sofreram um salto ainda maior, de mais de 20,8%. Até a terceira semana de outubro, as compras do mercado nacional chagaram a US$ 145 bilhões. 

De acordo com o secretário, a balança comercial continua superavitária em US$ 48 bilhões, mas é 14% aos volumes de 2017. Sua expectativa é de que o ano termine com um saldo positivo de US$ 50 bilhões, o segundo melhor desde 1989. 

No ano passado, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 67 bilhões, o maior volume em 29 anos. No ano anterior, em 2016, a balança também registrou superávit, mas menor: US$ 47,68 bilhões.

"Se analisarmos o perfil da balança, obviamente ele está muito melhor que no ano passado", defendeu. "Houve um crescimento nos dois fluxos de comércio e isso significa que o comércio está movendo mais a economia, gerando empregos e renda. O saldo é consequência disso. Mas ainda assim é o segundo maior saldo desde 1989", completou.

FONTE: Estadão
#181024-04
24/10/2018

Países inusitados estão na pauta das exportações brasileiras

China, Estados Unidos, Argentina, Holanda e Japão são alguns dos principais compradores dos artigos “made in Brazil”. Mas o país também manda seus produtos para países pouco conhecidos ou, no mínimo, inusitados como Camboja, Romênia, Finlândia, Ilhas Fiji, Estônia, Madagascar, Sri Lanka e Benin, entre outros.

A lista de produtos exportados para estes países é variada. Nas operações realizadas, [...] são destaque os artigos eletrônicos, madeiras, móveis, celulose, vestuário e gelatina animal. Madagascar, país insular no Oceano Índico e bastante conhecido no Brasil por ser tema de uma produção cinematográfica infantil, por exemplo, importa peças da indústria têxtil brasileira.

O Camboja, país localizado na porção sul da península da Indochina, no Sudeste Asiático, importa peças eletrônicas do Brasil; enquanto o Sri Lanka, na Ásia, é comprador de itens como gelatina animal. "O Brasil possui uma geografia extensa, com climas bem diferentes, Isso proporciona uma gama grande de oportunidades de plantio e produtos agrícolas, atendendo demandas de diferentes países. No que tange a produtos manufaturados, os principais polos de produção e logística do país contam com amplo desenvolvimento para as demandas externas. Também vale ressaltar a boa adaptabilidade dos exportadores para atender a certificações para a inclusão de produtos nos mais variados mercados do planeta” [...].

Em 2018 a balança comercial – diferença entre exportações e importações – acumula superávit de US$ 37,811 bilhões em oito meses. O valor é 21,8% inferior ao do mesmo período do ano passado pelo critério da média diária. O recuo do saldo da balança deve-se ao maior crescimento das importações em relação às exportações.

Em agosto deste ano, as vendas externas somaram US$ 22,5 bilhões, alta de 15,8% em relação a agosto de 2017 pelo critério da média diária. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), esse foi o segundo maior valor exportado para o mês, só perdendo para agosto de 2011. As importações, no entanto, somaram US$ 18,777 bilhões, alta de 35,3% em relação a agosto do ano passado, também pela média diária.

10 países inusitados que importam do Brasil

Camboja (Ásia)

Romênia (Europa)

Finlândia (Europa)

Ilhas Fiji (Oceania)

Estônia (Europa)

Madagascar (África)

Sri Lanka (Ásia)

Benin (África)

Guatemala (América Central)

Kweiti (Ásia)

FONTE: Globo Rural
#181018-01
18/10/2018

Maggi assina normas para facilitar o comércio internacional

O ministério da Agricultura diz que a medida vai desburocratizar a fiscalização e promover celeridade dos fluxos de cargas

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, assinou na quarta-feira (17/10) normas que visam facilitar o comércio agropecuário, como a que dispensa a exigência de Certificado Fitossanitário para importações em Áreas de Controle Integrado (ACI) no âmbito do Mercosul.

Em nota, a pasta diz que a medida vai desburocratizar a fiscalização e promover celeridade dos fluxos de cargas em fronteiras como as de Foz do Iguaçu e Santa Helena (PR), Uruguaiana e São Borja (RS) e Dionísio Cerqueira (SC), entre outras.

Ainda segundo o ministério, Maggi também assinou proposta de Instrução Normativa Conjunta com a Receita Federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que institui as Comissões Locais de Facilitação de Comércio (Colfacs) vinculadas ao Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac). O Comitê é integrante da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e foi criado em 2016.

Blairo Maggi participou, em Curitiba, da Abertura da 1ª Reunião Nacional do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) e da comemoração de 20 anos de existência do sistema.

FONTE: Globo Rural
#181015-06
15/10/2018

Superávit da balança na 2ª semana de outubro foi de US$ 1,746 bilhão, diz MDIC

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,746 bilhão na segunda semana de outubro (de 8 a 14). De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 15, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o valor foi alcançado com exportações de US$ 4,467 bilhões e importações de US$ 2,721 bilhões.

Em outubro, o saldo é positivo em US$ 3,059 bilhões até o dia 14. No ano, o superávit comercial acumulado é de US$ 47,374 bilhões, queda de 15% em relação ao mesmo período de 2017. A estimativa do governo para este ano é que a balança encerre o ano com superávit pouco acima de US$ 50 bilhões.

Em outubro, houve alta de 17,7% na média diária das exportações na comparação com o mesmo mês do ano passado, com aumento nas vendas de produtos básicos (+26,2%), semimanufaturados (+23,7%) e manufaturados (+10,4%).

Já as importações registraram alta de 10,2% na mesma comparação, com crescimento nos gastos, principalmente com adubos e fertilizantes (+68,7%), químicos orgânicos e inorgânicos (+36,7%), farmacêuticos (+26,5%), combustíveis e lubrificantes (+12,1%) e equipamentos mecânicos (+9,1%).

FONTE: Uol Economia
#181008-06
08/10/2018

Analistas projetam superávit de mais de US$ 25 bilhões no comércio com a China em 2018

A balança comercial brasileira com a China poderá fechar o ano de 2018 com um superávit de mais de US$ 25 bilhões a favor do Brasil, segundo   projeções feitas por analistas em comércio exterior a partir de dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) relativos aos nove primeiros meses do ano. De acordo com esses dados, de janeiro a setembro, as trocas entre os dois países proporcionaram ao Brasil um saldo de US$ 20,418 bilhões, resultado de exportações no montante de US$ 47, 205 bilhões e importações no valor de US$ 26,786 bilhões.

De janeiro a setembro, o fluxo de comércio entre os dois países registrou um forte crescimento tanto nas exportações brasileiras quanto nos embarques chineses. As vendas brasileiras cresceram 22,6% comparativamente com igual período de 2017, por conta da soja em grão, petróleo em bruto, celulose, carne bovina e suína, ferro-ligas, minério de cobre, catodos de cobre, minério de ferro, bombas e compressores, óleos combustíveis, farelo de soja, polímeros plásticos, miudezas de animais, tripas e buchos de animais, hidrocarbonetos e açúcar em bruto.

Em termos de valor agregado, as exportações de produtos básicos tiveram um incremento de 25,8% para US$ 41,99 bilhões, correspondentes a 89,0% das vendas totais para o país asiático. Os produtos semimanufaturados, com variação de +24,3%, geraram receita no valor de US$ 4,18 bilhões, equivalentes a 8,85% do volume total exportado. Por outro lado, as exportações de produtos industrializados  responderam por um percentual pouco expressivo (apenas 2,18%) nas vendas para os chineses, com um total de US$ 1,03 bilhão.

Até setembro, a soja liderou com ampla folga a relação dos principais produtos exportados para a China, com um total de US$  21,96 bilhões, equivalentes a quase a metade (exatamente 47%) de todos os embarques com destino ao mercado chinês nos nove primeiros meses do ano.

Outros destaques na pauta exportadora foram o petróleo (US$ 9,59 bilhões e 20% nas exportações),minérios de ferro (US$ 7,82 bilhões e uma fatia de 17% nos embarques), celulose (US$ 2,69 bilhões, correspondentes a 5,6% das vendas) e carne bovina (US$ 1,06 bilhão, representando 2,2% de todo o volume vendido pelo Brasil ao seu principal parceiro comercial em todo o mundo).

FONTE: Comex do Brasil
#181008-05
08/10/2018

Balança comercial registra superávit de US$ 45,5 bilhões na parcial de 2018

 

Informação foi divulgada nesta segunda pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Na primeira semana de outubro, saldo positivo soma US$ 1,27 bilhão.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) informou nesta segunda-feira (8) que a balança comercial registrou superávit de US$ 45,586 bilhões na parcial de 2018.

Isso significa que, de janeiro até este domingo (7), as exportações superam as importações neste valor.

O resultado, é 17,3% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o saldo positivo da balança foi registrado em US$ 55,154 bilhões.

No acumulado deste ano, informou o MDIC, as exportações somaram US$ 184,670 bilhões, com média diária de US$ 956 milhões (alta de 8,9% sobre o mesmo período do ano passado).

As importações, por sua vez, totalizaram US$ 139,084 bilhões, ou US$ 720 milhões por dia útil (aumento de 21,5% em relação ao mesmo período de 2017).

Em todo ano passado, a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 67 bilhões, o melhor resultado para um ano fechado desde o início da série histórica do ministério, em 1989.

Primeira semana de outubro

Na primeira semana de outubro, o governo informou que as exportações superaram as importações em US$ 1,272 bilhão.

Segundo o governo, as exportações somaram, na parcial deste mês, US$ 5,011 bilhões (crescimento de 11,5% na comparação com o mesmo período do ano passado) e, as importações, US$ 3,739 bilhões (alta de 14,8%).

Contra outubro de 2017, aumentaram as exportações de produtos básicos (+28,5%) e de produtos manufaturados (+4,8%), ao mesmo tempo em que recuaram as vendas de produtos semimanufaturados (-10,3%).

Do lado das importações, cresceram as compras de adubos e fertilizantes (+44,7%), combustíveis e lubrificantes (+37,9%), químicos orgânicos e inorgânicos (+33,3%), plásticos e suas obras (+21,6%) e equipamentos mecânicos (+8,1%).

Previsões para 2018

A expectativa do mercado financeiro para este ano é de piora do saldo comercial na comparação com 2017, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada.

A previsão dos analistas dos bancos é de um superávit de US$ 55 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior para 2018. Para o Ministério da Indústria, o saldo positivo ficará na casa de US$ 50 bilhões neste ano.

O Banco Central, por sua vez, prevê um superávit da balança comercial de US$ 55,3 bilhões para este ano, com exportações em US$ 231 bilhões e importações no valor de US$ 175,7 bilhões.

 

 

 

FONTE: G1
#181008-04
08/10/2018

Balança tem superávit de US$ 1,272 bi na 1ª semana do mês

Na primeira semana de outubro de 2018, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,272 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 5,011 bilhões e importações de US$ 3,739 bilhões, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. No ano, as exportações somam US$ 184,670 bilhões e as importações, US$ 139,084 bilhões, com saldo positivo de US$ 45,586 bilhões.

Mês

Nas exportações, comparadas as médias da 1ª semana de outubro/2018 (US$ 1,002 bilhão) com a de outubro/2017 (US$ 898,7 milhões), houve aumento de 11,5%, em razão do aumento nas vendas de produtos básicos (+28,5%, de US$ 403,1 milhões para US$ 517,8 milhões por conta de soja em grãos, petróleo em bruto, minério cobre, minério de manganês, farelo de soja e carne bovina) e manufaturados (+4,8%, de US$ 333,2 milhões para US$ 349,3 milhões por conta de óleos combustíveis, gasolina, partes de motores e turbinas de aviação, etanol, ônibus e outros veículos p/ mais de 10 pessoas).

Por outro lado, diminuíram as vendas de produtos semimanufaturados (-10,3%, de US$ 140,8 milhões para US$ 126,3 milhões por conta de açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro/aço, ferro fundido, couros e peles, catodos de cobre, óleo de soja em bruto). Relativamente a setembro/2018, houve diminuição de 0,1%, em virtude da queda nas vendas de produtos semimanufaturados (-14,9%, de 148,4 milhões para US$ 126,3 milhões), enquanto cresceram as vendas de produtos manufaturados (+5,8%, de US$ 330,2 milhões para US$ 349,3 milhões) e básicos (+0,5%, de US$ 515,5 milhões para US$ 517,8 milhões).

Nas importações, a média diária da 1ª semana de outubro/2018, de US$ 747,8 milhões, ficou 14,8% acima da média de outubro/2017 (US$ 651,4 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (+44,7%), combustíveis e lubrificantes (+37,9%), químicos orgânicos e inorgânicos (+33,3%), plásticos e suas obras (+21,6%) e equipamentos mecânicos (+8,1%). Ante setembro/2018, houve crescimento nas importações de 0,7%, pelo aumento em combustíveis e lubrificantes (+41,7%), filamentos e fibras sintéticas e artificiais (+27,6%), plásticos e suas obras (+10,7%), equipamentos mecânicos (+5,4%) e químicos orgânicos e inorgânicos (+2,6%).

FONTE: Investimentos e Notícias
#180928-02
28/09/2018

Cadeias exportadoras contribuem com o saldo positivo das balança

De 2001 para cá, a balança comercial brasileira tem alcançado uma sequência de resultados positivos, com exceção de 2014, ano em que a queda no preço das commodities (em especial, o minério de ferro), a crise econômica argentina e a compra acima do previsto de combustíveis, fez com que o Brasil fechasse suas contas no vermelho. Mas os números poderiam ser mais amargos, não fosse a crescente e regular contribuição do agronegócio.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), no ano passado, por exemplo, o saldo ficou em R$ 66,98 bilhões, com exportações da ordem de R$ 217,74 bilhões. Do total embarcado, as cinco principais cadeias exportadoras do agronegócio (soja, carnes, café, setor sucroenergético e suco de laranja) foram responsáveis por R$ 66,16 bilhões. Não estão incluídos na conta itens de menor peso na balança, como cacau, leite e derivados, mel, pescados, frutas e demais produtos. A tendência é que o quadro se repita em 2018. Nos primeiros oito meses, as exportações registraram vendas de R$ 158,90 bilhões, sendo que os cinco principais itens participaram com R$ 46,66 bilhões.

A participação pode ser ainda maior, se for incluída a produção de etanol voltada para o mercado interno, volume que substitui a importação de gasolina, segundo Plinio Nastari, presidente da consultoria Datagro, especializada no setor sucroenergético. "Em 2017, o etanol substituiu 21,470 bilhões de litros de gasolina e, em 2018, cerca de 12,920 bilhões. Neste ano, considerando o preço médio da importação de gasolina em torno de US$ 0,482/litro, a economia proporcionada é de US$ 6,27 bilhões", diz. No caso do açúcar, a expectativa é fechar o ano com vendas abaixo das registradas em 2017, que foram de 28,7 milhões de toneladas, devido à queda de preços no mercado internacional em função do excesso de produção da Índia e da Tailândia.

Há mais de 15 anos na liderança do ranking do agronegócio, a soja tem se beneficiado da guerra comercial entre os EUA (maior produtor mundial) e China, principal mercado das vendas brasileiras. "Temos alta produtividade na lavoura, com até 57,8 sacas/hectare, mas sofremos com a logística precária e os custos do frete", afirma Daniel Latorraca, superintendente do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea). Maior produtor nacional, com 9,460 milhões de hectares, Mato Grosso tem no agronegócio cerca de 50% do seu PIB, estimado em R$ 107 bilhões em 2015, pelo IBGE. Além da soja, o Estado se destaca pela cultura do algodão e pela pecuária. Segundo Antonio Galvan, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT), a alta produtividade permite que novas áreas sejam exploradas.

O Brasil ainda é líder mundial na produção e exportação de café. "A indústria tem evoluído em equipamentos nas fábricas e tecnologia na lavoura. Em 1990, exportávamos 15 milhões de sacas e hoje exportamos 34 milhões de sacas", diz Eduardo Heron Santos, diretor técnico do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Enviado para cerca de 120 países, o café em grão é exportado até para grandes produtores, como Vietnã e Colômbia. Segundo Santos, o mercado consumidor cresce 2% ao ano no planeta e a expectativa é que haja um incremento de mais de 30 milhões de sacas/ano até 2030. O maior entrave do Brasil, diz, é a legislação protecionista na União Europeia em favor dos produtores africanos e do café colombiano. "O café brasileiro torrado e moído é taxado em 7,5%."

FONTE: Portos e Navios
#180925-02
25/09/2018

Brado recebe o lançamento da terceira edição da Expedição Suinocultura

Roteiro que inicia no Mato Grosso apresentará evolução da produção e perspectivas sobre a ótica de produtores, frigoríficos e cooperativas de seis estados

A Brado sedia nesta quarta-feira (26/9) o lançamento da terceira edição da Expedição Suinocultura. O terminal da Companhia em Rondonópolis (MT), no Centro-Oeste do País, será o ponto de partida do projeto organizado pelo Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo. O evento apresentará o roteiro e a temática da série de reportagens, que discutirá as novas condições para ampliar as exportações e incentivar o consumo de carne suína no mercado interno.

Especialista na movimentação de contêineres e na inteligência logística, a unidade de Rondonópolis é uma das principais referências das operações multimodais do Estado. De lá, a Brado organiza saídas alternadas de trens para Sumaré (SP) e Santos (SP). O transporte para o Porto de Santos é feito por uma locomotiva com 100 contêineres carregados para abastecer o mercado de exportação, volume que representa 70% das operações do terminal.

“Rondonópolis ocupa posição estratégica para o abastecimento do mercado interno e externo”, diz Marcelo Saraiva, diretor Comercial e de Operações da Brado. “Cada produto que passa pelo local é acondicionado em contêineres customizados de acordo com as necessidades do cliente.”

A Brado oferece as soluções procuradas pelos produtores da suinocultura realizando o transporte de contêineres reefer (congelados) pelo modal ferroviário, para o mercado interno e externo.

“A carne suína é um dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros nas festividades de fim de ano” afirma Carlos Pelc, gerente executivo de cargas reefer. “Temos uma frota preparada para atender as demandas desta época, garantindo a segurança e qualidade do produto da origem até o seu destino.”

Conforme o levantamento técnico da última edição do Expedição Suinocultura, o Brasil é o quarto maior produtor e exportador de carne suína no mundo. Assim como em 2017, o roteiro vai percorrer os Estados do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que concentram mais de 90% do mercado de produção e exportação da proteína animal.

Sobre a Brado

A Brado é referência nacional em serviços de logística de contêineres. Possui estrutura própria composta por 16 locomotivas, mais de 3 mil contêineres e 2,4 mil vagões, equipamentos, armazéns e terminais, complementadas por meio de parcerias estratégicas nos principais centros de consumo do País. Com atuação cada vez mais adaptada às necessidades do mercado de importação, exportação e mercado interno, a empresa preza pela excelência na movimentação de contêineres no Brasil, focado na integração multimodal.

FONTE: Grupo Segs
#180917-09
17/09/2018

Brasil passa a ser 3º maior exportador agrícola, mas clima ameaça futuro

ONU alerta que exportações para China e Europa podem ser afetadas até 2050 por mudanças climáticas

O Brasil já é o terceiro maior exportador agrícola do mundo. Mas as mudanças climáticas podem representar um desafio real para a expansão produtora do País e gerar uma contração das vendas externas até 2050.

Os dados são da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), que, nesta segunda-feira, 17, apresentou seu informe anual sobre a produção de commodities. No levantamento, o Brasil terminou o ano de 2016 com uma fatia de 5,7% do mercado global, abaixo apenas dos Estados Unidos, com 11%, e Europa, com 41%.

No início do século, o Brasil era superado por Canadá e Austrália, somando apenas 3,2% das exportações mundiais e disputando posição com a China, com 3%. De acordo com a FAO, o valor adicionado da agricultura por trabalhador também dobrou entre 2000 e 2015. No início do século, ele era de US$ 4,5 mil, chegando a US$ 11,1 mil em 2015.

A expansão não se limitou ao Brasil. De acordo com a entidade liderada pelo brasileiro José Graziano da Silva, os países emergentes já representavam 20,1% do mercado agrícola global em 2015, contra apenas 9,4% em 2000. Além de Brasil e China, Indonésia e Índia foram os principais motores dessa expansão. Dos dez primeiros exportadores hoje, quatro são economias em desenvolvimento.

Enquanto isso, o porcentual do mercado dominado por EUA, União Europeia, Austrália e Canadá foi reduzido em dez pontos porcentuais.

Se o Brasil ganhou espaço entre os exportadores, ele desapareceu da lista dos 20 maiores importadores de alimentos. Em 2000, o Brasil era o 13.º maior importador, com 0,9% do mercado mundial. Em 2016, a lista dos 20 primeiros colocados já não traz o mercado brasileiro.

O mercado mundial, enquanto isso, triplicou. O comércio agrícola, que movimentava US$ 570 bilhões em 2000, passou a registrar um fluxo de US$ 1,6 trilhão em 2016.  A expansão econômica da China e a demanda por biocombustíveis foram os principais fatores desse crescimento.

Mudanças climáticas podem afetar produção

Mas se a expansão foi clara nos 15 primeiros anos do século, os cenários até 2050 para o Brasil vão depender do impacto das mudanças climáticas no planeta. De acordo com a FAO, o mundo terá de dobrar sua produção agrícola nos próximos 30 anos.

Mas o impacto das mudanças climáticas pode representar desafios reais para a produção brasileira, que poderia inclusive sofrer uma queda. “Mudanças climáticas vão afetar a agricultura global de forma desigual, melhorando as condições de produção em alguns locais. Mas afetando outros e criando “vencedores” e “perdedores”, indicou o informe da FAO.

Os países em baixas latitudes seriam aqueles que mais sofreriam. Já regiões com climas temperados poderiam ver uma maior produção agrícola, diante da elevação de temperatura.

No caso do Brasil, a previsão é de que, se nada for feito no mercado global, suas exportações seriam afetadas negativamente e haveria até uma leve queda no volume vendido. O mesmo ocorreria com o restante da América do Sul e países africanos. Já Europa, EUA e Canadá registrariam fortes desempenhos.

As exportações brasileiras para África e Índia aumentariam. Mas haveria também incremento de importações vindas da América do Norte e Europa. Já as vendas brasileiras para a Europa e China - seus dois principais mercados - poderiam ser reduzidas em mais de US$ 1 bilhão cada.

O temor da FAO é que as mudanças climáticas aprofundem a disparidade entre países ricos e emergentes, já que a produção agrícola poderia ser afetada. “Precisamos garantir que a evolução e a expansão do comércio agrícola funcionem para eliminar a fome e a desnutrição”, disse José Graziano da Silva.

Para ele, o comércio internacional tem o potencial de estabilizar os mercados e realocar alimentos de regiões com superávit para aqueles com déficit. Caso as mudanças climáticas fossem acompanhadas, até 2050, pela abertura dos mercados, o Brasil seria o país que veria uma das maiores expansões do comércio agrícola.

FONTE: Estadão
#180917-04
17/09/2018

Superávit da balança comercial atinge marca de US$ 40 bilhões na parcial de 2018

Houve queda de 19,2% frente ao mesmo período do ano passado, quando saldo comercial positivo somou US$ 49,57 bilhões. Governo estima superávit na balança de R$ 50 bilhões para 2018.

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 40,038 bilhões na parcial de 2018, informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta segunda-feira (17).

Isso significa que, do início do ano até o último domingo (16), as exportações superaram as importações nesse valor.

O resultado, porém, é 19,2% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o saldo positivo da balança foi de US$ 49,579 bilhões.

No acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 168,439 bilhões, com média diária de US$ 946 milhões (alta de 8,7% sobre o mesmo período do ano passado).

As importações, por sua vez, totalizaram US$ 128,400 bilhões, ou US$ 721 milhões por dia útil (aumento de 23,5% em relação ao mesmo período de 2017).

Em todo ano passado, a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 67 bilhões, o melhor resultado para um ano fechado desde o início da série histórica do ministério, em 1989.

Mês de setembro

Somente no mês de setembro, até domingo (16), as exportações superaram as importações em US$ 2,361 bilhões.

Segundo o governo, as exportações somaram, na parcial deste mês, US$ 9,535 bilhões (crescimento de 13,6% na comparação com o mesmo período do ano passado) e, as importações, US$ 7,174 bilhões (alta de 18,2%).

Nessa comparação, aumentaram as exportações das três categorias de produtos: semimanufaturados (+9,2%), manufaturados (+11,4%) e básicos (+18,9%).

Do lado das importações, cresceram as compras de adubos e fertilizantes (+71,2%), combustíveis e lubrificantes (+51,1%), siderúrgicos (+50,1%), veículos automóveis e partes (+48,1%) e equipamentos eletroeletrônicos (+4,9%).

Previsão para 2018

A expectativa do mercado financeiro para este ano é de piora do saldo comercial na comparação com 2017, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada.

A previsão dos analistas dos bancos é de um superávit de US$ 55 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior para 2018. Para o Ministério da Indústria, o saldo positivo ficará na casa de US$ 50 bilhões neste ano.

O Banco Central, por sua vez, prevê um superávit da balança comercial de US$ 61 bilhões para este ano, com exportações em US$ 228 bilhões e importações no valor de US$ 167 bilhões.

FONTE: G1
#180814-01
14/08/2018

China consolida com ampla folga liderança nos rankings de importação e exportação do Brasil

A série histórica do comércio exterior brasileiro, elaborada  desde 1997 pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), jamais teve um país que ocupasse com tanto destaque a liderança nos rankings brasileiros de exportação e importação como acontece atualmente com a China.

No tocante às exportações, de janeiro a julho, o país asiático foi o destino final de 26,7,% de todas as mercadorias embarcadas pelo Brasil para o exterior. Em matéria de importação, a China foi a origem de 18,8% das aquisições feitas pelo país junto aos seus parceiros comerciais.

Outro dado relevante: de janeiro a julho de 2018, o intercâmbio comercial com a China proporcionou ao Brasil um superávit de US$ 17,170 bilhões.

Nos sete primeiros meses de 2018, as exportações brasileiras para a China totalizaram US$ 36,457 bilhões, com uma alta de 16,43% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse aumento deveu-se a uma forte alta nos embarques de soja em grão, petróleo em bruto, celulose, carne bovina e suína, ferro-ligas, catodos de cobre, bomba e compressores, farelo de soja, minério de manganês, miudezas comestíveis, minério de cobre, polímeros plásticos, óleos combustíveis, fumo em folhas, tripas/buchosde animais, entre outros produtos.

De acordo com dados do MDIC, os principais países de destino das exportações no acumulado janeiro/julho de 2018 foram: 1) China (US$ 36,457  bilhões), 2) Estados Unidos (US$ 15,6 bilhões), 3) Argentina (US$ 10,0 bilhões), 4) Países Baixos (US$ 7,2 bilhões) e 5) Chile (US$ 3,5 bilhões).

Em relação às importações brasileiras, graças sobretudo a um forte aumento de 32,9% nas compras de bens chineses, o país asiático elevou de 17,6% para 18,8% sua participação nas importações feitas pelo Brasil de janeiro a julho deste ano, com embarques no total de US$ 19,286 bilhões.

Os principais responsáveis pelo aumento da participação chinesa nas importações globais brasileiras foram plataforma para extração de petróleo, compostos heterocíclicos, artes de aparelhos transmissores/receptores, dispositivos semicondutores, autopeças, inseticidas, partes e acessórios de máquinas automáticas, compostos organo-inorgânicos, obras de alumínio, bombas e compressoras e aparelhos de ar condicionado.

Além da China, com um total de US$ 19,286 bilhões, a relação dos principais parceiros do Brasil em importação até o mês de julho foi integrada pelos Estados Unidos (US$ 16,1 bilhões), Alemanha (US$ 6,2 bilhões), Argentina (US$ 6,1 bilhões) e Coreia do Sul (US$ 3,3 bilhões).

FONTE: Comex do Brasil.
#180801-04
01/08/2018

Importações mantém crescimento maior do que as exportações

Em julho, Brasil importou 42,7% mais do que no mesmo mês do ano passado, enquanto exportações aumentaram 16,4%. Saldo comercial recuou 32,7%.

As importações brasileiras continuam a crescer mais que as exportações, reduzindo o superávit comercial. Em julho, o Brasil importou o equivalente a US$ 18,643 bilhões, o que representa um aumento de 42,7% em relação ao mesmo mês de 2017, pela média diária. Já as exportações somaram US$ 22,87 bilhões, crescimento de 16,4% no mesmo comparativo.

O saldo comercial ficou positivo em US$ 4,227 bilhões, valor 32,7% inferior ao registrado em igual mês do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (01) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Em julho, as exportações de produtos básicos cresceram 48,3%, enquanto as vendas de semimanufaturados caíram 11,8%, e as de manufaturados, 6,2%.

Entre os básicos, avançaram os embarques de petróleo bruto, minério de cobre, farelo de soja, soja em grãos, minério de ferro, carne bovina, carne de frango, e tripas e buchos de animais.

No grupo dos semimanufaturados, recuaram as exportações de couros, açúcar bruto, ferro fundido, ouro em forma semimanufaturada e madeira serrada. Já entre os manufaturados houve queda nas vendas de aviões, automóveis, veículos de carga, tratores, autopeças, polímeros plásticos, óxidos e hidróxidos de alumínio, e motores para veículos e partes.

Na seara das importações, cresceram em julho as compras de bens de capital (239,8%), bens intermediários (22,3%), bens de consumo (20,1%) e combustíveis e lubrificantes (0,5%).

O Brasil comprou 9,8% mais produtos do Oriente Médio, principalmente adubos e fertilizantes, gás natural, inseticidas, óleos lubrificantes, polímeros plásticos, alumínio em desperdícios, compostos heterocíclicos, compostos de funções nitrogenadas, óleos combustíveis e alumínio bruto.

No acumulado de janeiro a julho, as exportações somaram US$ 136,582 bilhões, aumento de 7,3% pela média diária sobre o mesmo período do ano passado; as importações totalizaram US$ 102,423 bilhões, subindo 21,1% na mesma comparação. O saldo comercial ficou positivo em US$ 34,16 bilhões, 19,6% a menos do que nos primeiros sete meses de 2017.

FONTE: ANBA - Agência de Notícias Brasil-Árabe.
#180730-01
30/07/2018

Brasil sobrevive e até ganha com restrições de Trump ao comércio de aço

Vendas de aço aumentaram em junho de 2018 comparadas com o mesmo período do ano passado -- país já conseguiu negociar cotas de exportações

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, afirmou no começo de julho que as exportações brasileiras de aço para os Estados Unidos ainda não foram afetadas pela mudança no comércio imposta pelo presidente estadunidense Donald Trump em fevereiro, que colocou cotas de vendas específicas aos países fornecedores.

Ele afirmou, porém, que ainda é preciso acompanhar quais serão os efeitos das alterações no fluxo comercial por mais tempo. “Temos de observar mais adiante como as exportações de aço vão se comportar. Até agora, conseguimos manter a média de exportações de aço para os Estados Unidos. O Brasil tem uma quota reduzida para o aço acabado, que está sendo acomodada internamente. Entretanto temos que observar como os embarques vão se comportar até dezembro”, declarou em um evento em Brasília.

De acordo com a pasta, o país exportou US$ 622 milhões de produtos semimanufaturados de ferro e aço em junho. Foi o dobro de tudo o que o Brasil vendeu no mesmo mês de 2017 (US$ 312 milhões). Os dados ainda mostram números melhores nas exportações de tubos flexíveis de aço e ferro no período: de US$ 156 milhões no ano passado para US$ 161 milhões em 2018.

Em outras palavras, as restrições estadunidenses acabaram por colaborar com a indústria brasileira: na comparação com maio, quando a produção caiu por causa da paralisação dos caminhoneiros no país, as vendas de aço do Brasil para os EUA aumentaram 395%, de acordo com o Ministério da Indústria e Comércio Exterior.

Em fevereiro visando principalmente atingir o comércio dos Estados Unidos com a China, Trump impôs uma sobretaxa de 25% para todo o aço comprado pelo país de fornecedores estrangeiros. No mês seguinte, o Brasil enviou representantes para negociar com a Casa Branca um volume de cotas de acordo com a média exportada em anos anteriores -- o mesmo foi feito pela Argentina e pela Coreia do Sul.

De acordo com a Agência Brasil, o limite de exportação de aço semiacabado -- usado como insumo por siderúrgicas estadunidenses -- equivalerá a 100% dessa média. Para os produtos acabados (como aços longos, planos, inoxidáveis e tubos), a quota corresponderá a 70% desse montante.

No Brasil, o mesmo aço serve tanto para combustível de outras indústrias como para produção de mercadorias-base da economia nacional, como a geladeira inox, que faz parte da linha branca.

O governo brasileiro ainda não chegou a um acordo com os EUA pelas cotas de exportação de alumínio, pagando uma sobretaxa de 10% por tudo o que envia aos estadunidenses relacionado ao produto.

À Folha de S. Paulo, um empresário do ramo de siderurgia afirmou que o Brasil se beneficiou com as restrições porque elas seguem valendo para todos os fornecedores de aço dos EUA, com exceção, além do nosso país, da Argentina e da Coreia. "Os que ainda têm espaço dentro da cota para vender, como o Brasil, estão tentando exportar o mais rapidamente possível para tentar aproveitar a alta da demanda durante a temporada de preços elevados", diz o texto.

As importações de produtos brasileiros pelos Estados Unidos representam 13% de tudo o que o país vende para o exterior por ano, de acordo com o Ministério da Indústria e do Comércio Exterior. O Brasil só fica atrás do Canadá (16,1%) em volume de produtos negociados com os EUA -- está à frente de Coreia do Sul, México, Rússia, Turquia e Japão.

FONTE: Portal Segs.
#180726-02
26/07/2018

Brasil e China discutem maior aproximação comercial no setor de agro

Reunião de hoje — Governo brasileiro se reuniu com o presidente da China Xi Jinping durante a 10ª Cúpula do Brics, em Joanesburgo, África do Sul

O governo brasileiro e da China se reuniram nesta quinta-feira durante a 10ª Cúpula do Brics para discutir a pauta econômica, especificamente a agrícola. Com o presidente da China Xi Jinping foi tratado o fim da sobretaxa imposta pelo país asiático ao frango e ao açúcar brasileiros.

A comitiva brasileira afirma que o governo chinês recebeu a questão com acolhimento e se comprometeu a examinar com prioridade como estreitar as relações comerciais entre os dois países. “O presidente chinês disse que vai fazer o encaminhamento necessário. Nossa pauta de exportação com eles precisa ser aumentada e Jinping disse que quer ampliar o mercado”, afirmou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, após a reunião bilateral em Joanesburgo, na África do Sul.

O Brasil, que exporta grão de soja em grande quantidade para a China, também busca alcançar a exportação de elementos processados, ou seja, óleo e farelo de soja. “Este é o 5º encontro que nós temos e o que vem se solidificando é essa pauta agrícola com a China”, concluiu o presidente Michel Temer.

Concessões

A participação chinesa em empresas brasileiras também foi tema debatido nesse primeiro diálogo do dia, diante da percepção de que as parcerias que já ocorrem têm sido positivas e de que novas podem ser fechadas, especialmente nos campos de ferrovias, portos, aeroportos, linhas de transmissão e distribuidoras de energia. De acordo com a quarta edição do Boletim sobre Investimentos Chineses no Brasil, lançado em 9 de maio pelo Ministério do Planejamento, a China integrou 262 projetos no Brasil no período entre 2003 e 2018, com valores totais de US$ 126,7 bilhões. Os dados apontam aumento da diversificação dos investimentos das empresas privadas chinesas.

O encontro

A 10ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vai até sexta-feira (27). Durante a cúpula, os países do bloco devem discutir a abertura de um escritório regional do Novo Banco do Desenvolvimento (NBD), o Banco do Brics, em São Paulo, com escritório também em Brasília.

Os países integrantes do Brics representam 43% da população mundial e 26% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta.

FONTE: Último Instante.
#180725-02
25/07/2018

Governo cria selo para produtos de exportação

Criado pelo Ministério da Agricultura, o selo identifica produtos do agronegócio de origem brasileira no exterior

Para incentivar a abertura de novos mercados, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou um selo que identifica no exterior os produtos do agronegócio de origem brasileira. Conhecido como Brazil Agro - Good for Nature, o selo é voltado para produtos da pauta de exportação, como carne e leite. Segundo o Mapa, a identificação vai ficar contida por meio de um QR Code com informações de origem dos alimentos, adesivados em embalagens e latarias.

As empresas brasileiras que desejam garantir a certificação devem aderir ao programa através do ministério. De acordo com o ministro do Mapa, Blairo Maggi, nove associações que representam dezenas de empresas já demonstraram interesse em aderir ao selo. Para obter o selo, algumas das exigências são as boas práticas e o bem estar animal, o cumprimento da legislação, a conformidade internacional, o uso sustentável dos recursos e a preservação do meio ambiente. Isso tudo é para garantir qualidade nas mercadorias.

Segundo o ministério, essa é uma medida voltada para buscar crescimentos financeiros dos produtos brasileiros em outros países. A expectativa é atingir a meta de conquistar a elevação da participação do País no mercado mundial de alimentos dos atuais US$ 96 bilhões para aproximadamente US$ 146 bilhões. A intenção é associar produtos do setor a sua origem, a condições de qualidade, sustentabilidade e de padrões internacionais. Assim, será possível consolidar a imagem do Brasil como produtor e exportador de mercadorias seguras para os consumidores.

A assinatura do termo de autorização para que seja utilizado o selo aconteceu na última segunda-feira durante o evento internacional Global Agribusiness Fórum 2018, que aconteceu em São Paulo. O desenvolvimento do selo foi discutido com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no mês passado.

FONTE: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.
#180720-02
20/07/2018

Exportação de soja do Brasil deve ir a recorde de 75 mi t no próximo ano, diz Safras

As exportações brasileiras de soja devem crescer no próximo ano para um novo recorde, de 75 milhões de toneladas, projetou nesta sexta-feira a Safras & Mercado, em meio a um cenário de produção novamente volumosa.

De acordo com a consultoria, que considera em sua estimativa o ano comercial 2019/20, de fevereiro a janeiro, os embarques representariam aumento de 1 por cento ante os 74,5 milhões de toneladas previstos para o atual ciclo 2018/19. O Brasil é o maior exportador global da oleaginosa em grão.

A projeção se dá em meio a expectativas de uma produção recorde no ano que vem, de quase 120 milhões de toneladas, conforme a Safras.

A consultoria não cita justificativas para suas previsões, mas as exportações recordes também podem incorporar o potencial de uma maior demanda da China, que trava uma guerra comercial com os Estados Unidos, incluindo a aplicação de taxas sobre a compra de soja norte-americana.

De acordo com a Safras, o esmagamento de soja no Brasil no próximo ano será de 44 milhões de toneladas, aumento de 2 por cento na comparação com a atual temporada. Os estoques ao término do ciclo seguinte devem cair para 429 mil toneladas, de 2,5 milhões, em razão das exportações e também de um consumo 1 por cento superior.

DERIVADOS

A Safras prevê uma produção de farelo de soja de 33,47 milhões de toneladas no próximo ano, alta de 2 por cento, mas com exportações 13 por cento menores, em 15 milhões de toneladas

No caso do óleo de soja, a expectativa da consultoria é de produção de 8,735 milhões de toneladas, com embarques de 1,1 milhão de toneladas, recuo de 8 por cento.

Os estoques finais de farelo e óleo no ano que vem devem somar 2,142 milhões e 114 mil toneladas, respectivamente.

FONTE: Notícias Agrícolas
#180718-04
18/07/2018

Brasil ainda importa a maioria dos fertilizantes usados na agricultura

Segundo o engenheiro agrônomo, Wladimir Chaga, os fertilizantes especiais também chamados de micronutrientes são produzidos em sua maioria localmente

Quase 80% da nossa produção é fertilizada por insumos que vem de fora do país. Enquanto a produção local do produto não passa de 15% da necessidade do mercado. Sobre esse assunto, o programa conversou com o engenheiro agrônomo e presidente da Brandt no Brasil, Wladimir Chaga.

De acordo com ele, "para a adubação a gente fala praticamente de três fontes: o calcário, que é a correção do solo; uma segunda que são os nitrogênios, fósforos e potássio. Já a Brandt trabalha com fertilizantes especiais, que são os micronutrientes. Então a base da adubação é o nitrogênio, fósforo e potássio enquanto os micronutrientes são aqueles elementos básicos mas essenciais. Se você não tem, por exemplo, um micronutriente disponível na planta, às vezes, ela não consegue absorver aquele potássio, fósforo que está no solo", explica Chaga. 

Hoje o Brasil é o segundo maior competidor de grandes culturas no mundo. Ficando só um pouquinho atrás dos EUA. Mas ainda não temos condições de usar todos os recursos produzidos no país. Sendo o mercado hoje, a maioria, proveniente de importação. Segundo Chaga, diferente dos fertilizantes comuns, os foliares que são os micronutrientes são em sua maioria produzidos localmente. Mercado esse que vem crescendo bastante de uns anos para cá. 

FONTE: EBC - Empresa Brasil de Comunicação
#180712-02
12/07/2018

Exportação de aço do Brasil para os Estados Unidos cresce após tarifa

Vendas de aço para os EUA aumentaram tanto em valor quanto em volume

No primeiro mês após a introdução da tarifa de 25% pelo governo do presidente Donald Trump sobre o aço importado pelos Estados Unidos, as siderúrgicas brasileiras aumentaram as vendas do produto para o país. Em junho, as exportações de aço do Brasil para o mercado norte-americano somaram US$ 548,6 milhões, quase o triplo em relação a junho de 2017 (US$ 210,8 milhões).

Em volume de embarques, a exportação também aumentou: de 386,9 mil toneladas em junho de 2017 para 885,2 mil no mês passado. Os números foram divulgados hoje(12) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que detalhou as vendas do produto para o mercado norte-americano.

Um dos fatores que explicam o aumento das exportações de aço foi o fim da greve dos caminhoneiros. Por causa da paralisação, as vendas do produto para os Estados Unidos caíram para US$ 110,8 milhões em maio. Em junho, os embarques se recompuseram, com as siderúrgicas desovando a produção não exportada nos cercade dez dias de greve.

Medidas restritivas

Outro fator que pode ter ajudado a elevar as vendas de aço foi a exclusão do Brasil da sobretaxação. Depois de negociações, o governo norte-americano concordou em excluir o aço brasileiro, argentino e sul-coreano da tarifa de 25% mediante a imposição de cotas de exportação. No caso do Brasil, o limite para o aço semiacabado (como blocos e placas), usados como insumo por siderúrgicas norte-americanas, equivalerá a 100% da média exportada de 2015 a 2017.

Para os produtos acabados (aços longos, planos, inoxidáveis e tubos), a cota corresponderá a 70% desse montante. Os limites entraram em vigor em 1º de junho. Enquanto as cotas de exportação para 2018 não são atingidas, o Brasil beneficia-se da ausência de taxação e do alto preço do aço no mercado internacional.

FONTE: Agência Brasil
#180711-01
11/07/2018

Rumo bate novo recorde em transportes de cargas em junho

Rumo e o transporte — Foram quase 5 milhões de toneladas de produtos carregados pela ferrovia

A Rumo divulgou nesta quarta-feira o resultado de suas operações para o mês de junho, que foi considerado o melhor de sua história com a quebra de recordes operacionais no transporte ferroviário de cargas. Em 30 dias, o aumento da eficiência logística da Companhia resultou no transporte de quase 5 milhões de toneladas de produtos agrícolas e industriais pelos seis estados em que atua (MT, MS, SP, RS, SC e PR). Desse total, mais de 56% (2,8 milhões de toneladas) foram produtos agrícolas como soja, trigo, farelo de soja e milho destinados à exportação.

Na Operação Norte, que reúne ferrovias em Mato Grosso e São Paulo, o volume total transportado chegou aos 2,5 milhões de toneladas, quantidade 24% maior do que em junho do ano passado.

Nos trilhos da Operação Sul, a carga total foi de 2,4 milhões de toneladas, 9% a mais do que em 2017. As cargas percorrem os trilhos do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, tendo como principais destinos os portos de Paranaguá (PR), São Francisco (SC) e Rio Grande (RS).

Grãos: aumento médio de 17%

O crescimento do transporte de grãos em junho foi destaque nas duas operações da Rumo. Juntas, elas escoaram 2,8 milhões de toneladas, o que equivaleu a 56% do total transportado pela Companhia.

Na Operação Norte, o crescimento foi de 12%, com 1,7 milhões de toneladas transportadas entre Mato Grosso e o porto de Santos (SP), o principal corredor ferroviário de exportação agrícola do País.

Já nas ferrovias da Sul, a movimentação foi de 1,1 milhão de toneladas, e o aumento percentual foi maior: 25% a mais do que no mesmo mês de 2017.

FONTE: Último Instante
#180710-02
10/07/2018

Energia solar dá grande salto em cinco anos

Área vem avançando rapidamente graças a consumidores residenciais, ao agronegócio, indústrias e algumas distribuidoras privadas de eletricidade

Embora o Brasil esteja ainda muito longe de aproveitar bem seu imenso potencial em energia solar, essa área vem avançando rapidamente no País, graças a consumidores residenciais, ao agronegócio, indústrias e algumas distribuidoras privadas de eletricidade. Segundo dados recentes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o número de conexões para a microgeração de energia saltou de 23 em junho de 2013 para 30.900 agora, sendo 99% desse total está voltado para utilização de energia solar.

Mais de dois terços das conexões foram feitas por consumidores residenciais, que não se limitam a proprietários de grandes mansões, mas abrangem, principalmente, edifícios de apartamentos de classe média, cujos condôminos resolveram investir na instalação de painéis solares com o objetivo de poupar gastos com eletricidade a mais longo prazo. Em um país como o Brasil, com intensa insolação em todo o seu território, durante praticamente o ano inteiro, essas instalações colocam também seus usuários a salvo de apagões nas redes de transmissão de grandes distribuidoras.

A opção pela energia solar também tem se mostrado vantajosa no campo, especialmente em fazendas mais afastadas, que podem prescindir de extensas linhas de transmissão. Indústrias de ramos diversos, instaladas em diferentes regiões do País, também têm recorrido com mais frequência a microusinas solares, de modo a cortar custos fixos, como eletricidade, que podem vir a prejudicar sua competitividade.

Uma questão que se coloca é o custo dos equipamentos para a microgeração solar, considerado elevado, embora tenha baixado bastante nos últimos anos, com a maior competição entre fornecedores. Calcula-se que, para uma residência média, os painéis custem por volta de R$ 20 mil. Para empreendimentos de maior porte que exigem uma multiplicidade de painéis, o custo pode ser inicialmente pesado, considerando sobretudo a recente alta da cotação do dólar, sendo todos os equipamentos atualmente importados.

Tudo isso vem ocorrendo no âmbito da iniciativa privada, mas o governo tem procurado ajudar por meio do BNDES, que financia pessoas físicas interessadas em utilizar energia solar com empréstimos a taxas de 4,03% a 4,55% ao ano, pelo prazo de até 12 anos, com 24 meses de carência.

FONTE: Estadão
#180710-01
10/07/2018

Exportação continua sendo o ponto forte da economia brasileira e pode ajudar na recuperação, aponta Sardenberg

Comentarista econômico aponta que a tendência é que o país, grande produtor de commodities e outros itens, continue a ter um bom desempenho nas vendas internacionais.

O Brasil está entre os líderes mundiais na exportação de açúcar, carne, café, grãos, aviões, tabaco e álcool, entre outros produtos. Esse desempenho pode ajudar no processo de recuperação econômica do país. A avaliação foi feita nesta segunda-feira (10), em palestra em Campo Grande, do comentarista econômico do Jornal da Globo, Carlos Alberto Sardenberg.

Sardenberg aponta que a tendência é que o país, grande produtor de commodities e outros itens, continue a ter um bom desempenho nas vendas internacionais, salvo exceção, se as condições do ambiente comercial mundial piorarem como reflexo das disputas fiscais de países como os Estados Unidos e a China, o que poderia gerar uma onda de protecionismo econômico em várias nações.

O comentarista econômico lembrou que a globalização tem sido um grande indutor de desenvolvimento mundial e que o Brasil, ainda que de modo mais lento, também tem sido impulsionado por esse fator. Destacou que em 2017, o país já registrou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1% e que a projeção para este ano é de um incremento de 2,3% e de 2,5% em 2019.

Ele não deixou de ressaltar que o Brasil precisa resolver alguns questões para que a retomada econômica possa ser acelerada, como, por exemplo, a redução dos gastos públicos com a previdência e o funcionalismo, para que aumente o volume de recursos disponíveis para investimentos.

Sardenberg destacou ainda que a experiência de recuperação econômica acumulada em outros momentos difíceis da história do país, como o Plano Real, por exemplo, deve ajudar o Brasil nesta nova retomada.

FONTE: G1
#180708-01
08/07/2018

O mundo a caminhar para uma guerra comercial.

"Esta matéria é uma publicação com o idioma em Português (Portugal)".

 

Ao princípio ainda se pensava que pudesse ser apenas um bluff de Donald Trump, que dificilmente se concretizaria num país em que os dois grandes partidos (e principalmente o Republicano) são históricos defensores do comércio livre. Mas a verdade é que, passo a passo, a política proteccionista do presidente norte-americano está a ser passada à prática e a gerar reacções dos outros países que são em tudo semelhantes às registadas nas grandes guerras comerciais do passado.

Promessas de Trump
Durante a campanha eleitoral, a principal ideia de Donald Trump para revitalizar a economia norte-americana foi sempre a de alterar a relação de forças nas relações comerciais internacionais. Principalmente a China, mas também o México e a Alemanha, foram várias vezes apontados como países que se aproveitavam de acordos “injustos” assinados pelos Estados Unidos. E a saída de acordos multilaterais era também prometida.

Painéis solares para começar
Depois de fazer parar definitivamente uma negociação comercial com a UE que já dava sinais de problemas, as primeiras medidas da administração Trump na área comercial demoraram algum tempo a chegar foram relativamente modestas. Em Janeiro de 2018, os EUA agravaram as taxas alfandegárias nas importações de painéis solares e de máquinas de lavar, uma área em que algumas empresas norte-americanas sentiam sérias dificuldades em competir com países como a China ou a Coreia. Os outros governos esperaram que os EUA ficassem por aqui.

Aço e alumínio penalizados
Em Março, contudo, outro sector, de maior peso, foi alvo de subidas de taxas alfandegárias pelos EUA. A taxa das importações de aço foi elevada para 25% e a do alumínio para 10%. Inicialmente contudo, os EUA isentaram a Europa, Canadá e outros países, dando-lhes um mês (e depois mais um) para apresentarem os seus argumentos. A 31 de Maio, a Casa Branca passou à prática a subida de taxas para todos os países, invocando questões de segurança, o que irritou ainda mais os seus parceiros tradicionais.

As primeiras retaliações
União Europeia, Canadá e México anunciaram rapidamente a intenção de retaliar contra as medidas dos EUA. No caso europeu, essa retaliação consumou-se no dia 22 de Junho, com a aplicaçãoo de taxas mais altas nas importações de 180 tipos de produtos provenientes dos EUA, alguns simbólicos, como as motos Harley-Davidson, o bourbon, ou as calças jeans.

China como principal alvo
Rapidamente, contudo, a administração Trump mostrou que é na China que tem o seu principal alvo e a 6 de Julho concretizou a imposição de taxas alfandegárias sobre importações chinesas, num valor calculado em 34 mil milhões de dólares (cerca de 29 mil milhões de euros). Para os próximos dias espera-se a imposição de novas taxas no valor de 16 mil milhões de dólares e a entrada em vigor de restrições ao investimento e à emissão de vistos para cidadãos chineses. A China tinha preparada uma resposta imediata envolvendo a subida de taxas em 545 produtos norte-americanos.

As medidas que se seguem
A UE, contudo, não está livre de voltar a ser um alvo. Donald Trump, assim que a Europa anunciou retaliações, deixou no ar a ameaça de subir as taxas alfandegárias sobre a entrada nos EUA dos automóveis dos outros países, convidando as empresas europeias a trazerem as suas fábricas para os EUA se quiserem evitar taxas. Neste momento, está a ser preparado um relatório sobre o assunto pelo Departamento do Comércio dos EUA e o anúncio de medidas pode estar para breve. Donald Trump também reagiu à retaliação chinesa com a promessa de aplicar taxas mais altas, não apenas a alguns produtos chineses, mas a todos.

FONTE: Publico - Portugal
#180704-04
04/07/2018

Camex inclui 7 itens na Letec e zera tarifa de importação de alumínio não ligado

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou no Diário Oficial da União (DOU) resolução que altera a Lista Brasileira de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul (Letec). Pela decisão, foram incluídos sete produtos na Letec. Dentre eles, estão “alumínio não ligado, na forma de lingotes padrão, sow ou T-bar”, que terá o Imposto de Importação zerado por um período de 12 meses, e papéis para fabricação de placas de gesso, com alíquota de 2%, também por 12 meses.

Além disso, a decisão retira da lista 11 itens, dos quais artigos e aparelhos para fraturas, artigos de laboratório ou de farmácia e produtos imunológicos.

FONTE: ISTOÉ
#180703-01
03/07/2018

Balança comercial registra superávit de US$ 5,882 bilhões em junho

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 5,882 bilhões em junho, informou nesta terça-feira (3) o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). O valor representa um recuo de 18,1% na comparação com junho do ano passado.
O saldo do mês é resultado de US$ 20,202 bilhões em exportações (aumento de 2,1% em relação a junho do ano passado, considerando a média diária) e US$ 14,320 bilhões em importações (avanço de 13,7%).
Em junho, nas exportações, houve crescimento em óleos combustíveis (+136%), óxidos/hidróxidos de alumínio (+56%) e máquinas para terraplenagem (+51%). Já as importações do período foram puxadas por bens de capital (avanço de 33%), bens de consumo (+20%) e bens intermediários (+13%). Retrocederam as compras de combustíveis e lubrificantes (caíram 7,7%).

Semestre

Considerando o acumulado no primeiro semestre, o superávit da balança comercial foi de US$ 30,055 bilhões. O número representa um recuo de 17% na comparação com um ano antes.
Nos seis meses, as exportações chegaram a US$ 113,834 bilhões (aumento de 5,7% pela média diária na comparação com o mesmo período de um ano atrás) e importações de US$ 83,779 bilhões (avanço de 17,2%).
No período de janeiro a junho de 2018, as exportações foram puxadas em termos percentuais por manufaturados (crescimento de 9,1% contra mesmo período de um ano atrás), seguidos por produtos básicos (+4,6%) e semimanufaturados (+0,5%).
No grupo dos manufaturados, houve crescimento no semestre em plataforma de extração de petróleo (de zero para US$ 1,5 bilhão), suco de laranja congelado (+64%) e óleos combustíveis (+50%). Dentre os básicos, houve avanço no semestre principalmente em algodão em bruto (+57%), milho em grão (+52%) e fumo em folhas (+30%). Já no caso dos semimanufaturados, os maiores aumentos em termos percentuais foram em celulose (+44%), ferro-ligas (+25%) e semimanufaturados de ferro e aço (+18%).
Já as importações, no semestre, foram puxadas, em termos percentuais, por bens de capital (avanço de 53,4%), seguida por combustíveis e lubrificantes (+24,6%), bens de consumo (+16,5%) e bens intermediários (10,3%).
O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Abrão Neto, afirmou que o avanço na importação de bens de capital no mês e no ano sinaliza o investimento das empresas nacionais na capacidade produtiva.
"Tivemos o 11º mês consecutivo de crescimento na importação de bens de capital. Isso reflete o aumento do setor produtivo no Brasil", afirmou o secretário.
Para o governo, os números da balança comercial indicam uma retomada das atividades no país - quando tradicionalmente ocorre um aumento nas importações.
"O que ocorre e provavelmente seguirá ocorrendo no decorrer do ano é o crescimento maior das importações do que das exportações. Isso é sempre um reflexo da demanda interna. A recuperação que se iniciou no ano passado agora se reflete na procura por produtos do exterior", disse Abrão Neto.

Petróleo

O saldo da balança comercial de petróleo e derivados cresceu 6,2% no primeiro semestre do ano, em relação ao mesmo período de 2017. O superávit foi de US$ 3,542 bilhões de janeiro a junho.
As exportações de óleo bruto e combustíveis aumentaram 13,9% pela média diária e alcançaram US$ 13,194 bilhões no acumulado de 2018. No caso das importações, houve crescimento de 17% para US$ 9,651 bilhões.

Greve dos caminhoneiros

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, afirmou, nesta terça, que a greve dos caminhoneiros reduziu em cerca de 30% o volume de exportações brasileiras na comparação com as médias de dias anteriores e posteriores à paralisação e afetou a balança de junho.

FONTE: Valor Econômico
#180625-01
25/06/2018

SP incentiva energia solar para depender menos de outros estados

Parceria entre órgãos públicos estaduais quer facilitar financiamento a projetos de geração de energia solar fotovoltaica de pequenas e médias empresas

A Secretaria de Estado de Energia e Mineração e a Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista anunciaram um acordo para incentivar empresas de pequeno e médio porte a fazerem projetos para geração de energia solar. A intenção da parceria é facilitar o acesso ao financiamento de longo prazo para empresas de São Paulo.

As empresas deverão enviar os projetos de implantação de sistemas de mini e microgeração distribuída e de energia fotovoltaica para a Desenvolve SP, que enviará para uma curadoria da Secretaria de Energia responsável pela avaliação e orientação técnica dos projetos.

Com a medida, o governo paulista espera reduzir a demanda de importação de energia para consumo, que atualmente chega a 60%, segundo dados da Secretaria de Energia e Mineração. A Desenvolve SP também conta com outras linhas de financiamento, como a Economia Verde, que também permite crédito para compra e instalação de placas solares, aerogeradores e outros equipamentos para geração energia limpa.

FONTE: AECweb
#180514-01
14/05/2018

Congresso Nacional aprova Acordo de Assistência Mútua em Matéria Aduaneira Brasil-China

O acordo tem como principal objetivo promover a cooperação entre as Administrações Aduaneiras dos dois países

Nesta quarta-feira, 10 de maio, o Senado Federal aprovou o Acordo celebrado entre Brasil e China, que aguarda apenas a edição do decreto presidencial para a conclusão da sua internalização. Celebrado em 2012, o acordo tem como principal objetivo promover a cooperação entre as Administrações Aduaneiras dos dois países, visando assegurar a correta aplicação da legislação, a segurança na logística do comércio internacional, a prevenção e a investigação e a repressão a ilícitos aduaneiros.

A celebração desse tipo de acordo reforça a crescente tendência de cooperação entre países, principalmente após compromissos assumidos no âmbito da Organização Mundial de Comércio por meio Acordo de Facilitação do Comércio, assim como contribui para a modernização de métodos e processos aduaneiros através de trocas de experiências entre as partes envolvidas.

O Acordo em questão admite o intercâmbio de informações aduaneiras relativas, principalmente nos casos em que possa envolver dano substancial à economia, à saúde pública, incluindo a segurança da cadeia logística do comércio internacional ou outros interesses vitais dos dois países. A troca de informações para fins aduaneiros tem se tornado cada vez mais intensa e justificada no contexto da globalização e facilitação de comércio, pois fortalece os sistemas de gestão de riscos alfandegários, fazendo com que os trâmites sejam mais ágeis e seguros.

A aprovação desse acordo é muito importante para o Brasil na medida em que envolve seu maior parceiro comercial, que representou no ano de 2017 cerca de 22% (U$ 47,4 bilhões) das exportações e 18% (U$ 27,3 bilhões) das importações brasileiras.

Por meio desse acordo, a Receita Federal poderá utilizar informações no combate à fraude, assim como poderá firmar um Acordo de Reconhecimento Mútuo (ARM) entre seus programas de Operador Econômico Autorizado.

Além da conclusão dos trâmites legislativos relacionados ao Acordo de Cooperação Mútua Brasil-China, os dois países vêm reforçando o relacionamento no campo aduaneiro de forma bilateral e multilateral. Nesta semana, 25 auditores-fiscais embarcaram para a China, a convite desse país, a fim de trocarem experiências, durante 20 dias, sobre temas técnicos de interesse mútuo das respectivas Aduanas. Trata-se de iniciativa relevante, haja vista o comércio intenso entre os dois países.

No que se refere à iniciativas multilaterais, Brasil e China também interagem no Fórum dos BRICS. Recentemente, as Aduanas desses cinco países se reuniram na África do Sul para tratar de projetos e iniciativas que fortaleçam o controle aduaneiro e facilitem o comércio internacional no âmbito dos BRICS.

Essas ações concretizam o interesse mútuo do Brasil e da China em estreitar os laços de amizade entre as duas nações.

FONTE: Receita Federal
#180323-01
23/03/2018

QUASE 80% DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA BRASILEIRA É FERTILIZADA POR ESTRANGEIROS

Mesmo sendo um dos líderes mundiais na agricultura, Brasil depende quase que integralmente da importação de fertilizantes. Produção local do produto não passa de 15% da necessidade do mercado

Segundo maior produtor de grãos do planeta, o Brasil vive um dilema. Com uma produção de 218 milhões de grãos no ano passado, e projeção para 221 neste ano, segundo o índice Expedição Safra, por que 76% dos fertilizantes utilizados nas lavouras ainda precisam ser importados?

Presidente da Brandt no Brasil, uma das maiores empresas de fertilizantes foliares do mundo, Wladimir Chaga destaca alguns motivos:

“Normalmente a dificuldade é em relação a licenças ambientais. Também existe a concentração do segmento de jazidas [de cloreto de potássio] pela Vale. Já a Petrobrás concentra os nitrogenados. Com isso nas mãos de poucas empresas e o mercado com o dólar preso, acaba compensando a importação”. O cloreto de potássio e o gás natural são ingredientes essenciais para a produção de fertilizantes.

A tendência, explica o especialista, é que a dependência continue crescendo: “A expectativa para a safra 18/19, em nossa visão, é de crescimento de 5%. Por isso, a tendência é que continue importando”. A avaliação segue em linha com dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda): o ano de 2017 encerrou com queda na produção nacional de fertilizantes (-9,5%) e aumento das importações (+7,5%) e do consumo no Brasil (+1%).

Fertilizantes foliares

No cenário internacional, restrições ambientais quanto ao uso de carvão em usinas chinesas, além da forte demanda local, deve manter restrita a oferta de fertilizantes à base de nitrogênio, demandados especialmente pelos cultivos de milho. Com isso, o produtor fica exposto aos preços internacionais.

Em meio a esse cenário, aumentar a produtividade da lavoura é uma alternativa para melhorar a rentabilidade e o agricultor se capitalizar. Por isso, a aposta da Brandt no mercado de foliares (aplicados diretamente na planta) é uma chance de os produtores ‘irem além’ do uso dos fertilizantes “tradicionais”.

“Se analisarmos o custo de uma lavoura de soja, semente e fertilizante representam basicamente 50% do custo de produção. Os outros são distribuídos em arrendamento, valor da terra, equipamento, combustíveis e derivados”, explica Chaga.

Na avaliação do presidente da empresa, uma parte menor do custo, de 2% a 5%, seria para lançar mão dos chamados fertilizantes especiais e tratamentos com micronutrientes. “O ganho de quem utiliza esse recurso é de três a dez sacas por hectare”, afirma o executivo, referindo-se às lavouras de soja. Ele explica que, além de colaborar com a saúde da planta, o uso foliar facilita a absorção de defensivos agrícolas, como herbicidas.

Segundo Chagas, diferente dos fertilizantes comuns, os foliares são em sua maioria produzidos localmente. “Cerca de 90% do que é vendido no mercado nacional é fabricado no Brasil e 10% são importados. Esse mercado vem crescendo de 20 a 30% ao ano”, destaca.

Pensando nesse crescimento, a Brandt, que tem sede em Londrina (PR) e fábrica em Olímpia (SP) deve construir um novo parque fabril no Norte do Paraná. “Nosso plano é construir uma nova fábrica na região de Londrina, entre três em cinco anos, porque é um polo muito interessante”, afirma Chaga. Ele destaca a presença de centros como empresas de tecnologias de sementes, a Embrapa Soja, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o Iapar na cidade como fortes atrativos para montagem de um novo centro de produção.

FONTE: Gazeta do povo
#180321-01
21/03/2018

Petrobras decide suspender produção de duas fábricas de fertilizante

Empresa quer estancar prejuízos de R$ 800 milhões

A Petrobras decidiu suspender a produção das fábricas de fertilizantes de Sergipe e da Bahia para estancar prejuízos que totalizaram R$ 800 milhões só no ano passado. Em comunicado ao mercado nesta terça-feira, a Petrobras anunciou que decidiu interromper as atividades em suas Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) em Sergipe e na Bahia.

O diretor de Refino e Gás da companhia, Jorge Celestino, explicou que as duas unidades, assim como as outras duas, a UFN-III, em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, e a Ansa, em Araucária, no Paraná, estão no programa de desinvestimentos da Petrobras. No entanto, a decisão de hibernar as duas fábricas agora foi para a companhia não ter mais prejuízos com sua operação. Jorge Celestino explicou que os fertilizantes nitrogenados produzidos pelas duas fábricas não estavam conseguindo competir com os produtos importados.

— Desde 2016, as duas fábricas davam resultados negativos. Analisando o mercado para os próximos doze anos, viu-se que não haveria reversão dos resultados negativos. Por isso decidimos hiberná-las e deixar o equipamento pronto em caso de aparecer um comprador. O custo elevado da matéria-prima, o GNL, não tornava o fertilizante competitivo com importados — explicou Jorge Celestino. 

Segundo o diretor, os custos da matéria-prima usada nas duas fábricas, o Gás Natural Liquefeito (GNL) importado não permitia que os preços dos fertilizantes produzidos fossem competitivos com os importados.

CUSTO DE R$ 300 MIL MENSAL

De acordo com o diretor, o custo de manter as duas fábricas paradas, até encontrar comprador, será em torno de R$ 300 mil mensais, um valor bem inferior ao de manter em operação até conseguir vender esses dois ativos.

— As duas fábricas de Sergipe e Bahia não têm acesso a matéria-prima barata, e estão longe do mercado consumidor, o que se reflete em resultados negativos — destacou o diretor.

Atualmente cerca de 85% do mercado de fertilizantes do país são atendidos por importações. A parcela que era produzida pela Petrobras passará para o setor privado assim que as fábricas forem vendidas. Os maiores produtores de fertilizantes estão no Oriente Médio, Rússia e África, onde tem acesso a matéria-prima barata.

As duas fábricas produzem cerca de 700 mil toneladas anuais de fertilizantes nitrogenados. No ano passado a Petrobras fez uma provisão de perdas (Impairment) para as duas fábricas no valor de de R$ 1,3 bilhão.

FONTE: O Globo
#2018020501
 
01/02/2017

BalanÇa Comercial fecha janeiro com maior saldo mensal em 12 anos

De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), divulgados nesta quinta-feira (22), a balança comercial brasileira encerrou janeiro com um superávit de US$ 2,768 bilhões. Isso representa uma alta de 2,1% em relação ao mesmo período de 2017.

No mês de 22 dias úteis, a exportação alcançou cifra de US$ 16,968 bilhões. Sobre janeiro de 2017, as exportações registraram crescimento de 13,8%, e retração de 12,3% em relação a dezembro de 2017, pela média diária.

As importações totalizaram US$ 14,199 bilhões. Sobre igual período do ano anterior, as importações apresentaram aumento de 16,4%, e de 2,5% sobre dezembro de 2017, pela média diária.

Exportações

As exportações de produtos básicos subiram 11,2%, totalizando US$ 7,544 bilhões, as de produtos manufaturados cresceram 23,6%, somando US$ 6,327 bilhões, e as de produtos semimanufaturados aumentaram 1,1%, chegando a US$ 2,625 bilhões.

No grupo dos manufaturados, quando comparado com janeiro de 2017, cresceram as vendas principalmente de aviões (+474,4%, para US$ 198 milhões), óleos combustíveis (+323,4%, para US$ 122 milhões), açúcar refinado (+294,9%, para US$ 115 milhões), máquinas p/terraplanagem (+171,2%, para US$ 259 milhões), pneumáticos (+92,1%, para US$ 96 milhões), polímeros plásticos (+74,2%, para US$ 165 milhões), laminados planos (+49,0%, para US$ 163 milhões), óxidos/hidróxidos de alumínio (+31,2%, para US$ 326 milhões), tubos flexíveis de ferro/aço (+17,8%, para US$ 150 milhões), autopeças (+6,2%, para US$ 167 milhões) e automóveis de passageiros (+3,7%, para US$ 359 milhões).

No grupo dos básicos, quando comparado com janeiro de 2017, cresceram as vendas principalmente de algodão em bruto (+166,1%, para US$ 130 milhões), fumo em folhas (+123,4%, para US$ 161 milhões), milho em grão (+92,4%, para US$ 469 milhões), soja em grão (+62,9%, para US$ 594 milhões), carne bovina (+20,9%, para US$ 426 milhões) e petróleo em bruto (+18,9%, para US$ 2,1 bilhões).

No grupo dos semimanufaturados, quando comparado com janeiro de 2017, aumentaram as vendas principalmente de catodos de cobre (+207,1%, para US$ 36 milhões), madeira serrada (+103,0%, para US$ 55 milhões), ferro fundido (+75,2%, para US$ 54 milhões), semimanufaturados de ferro/aço (+35,0%, para US$ 416 milhões), ferro ligas (+34,3%, para US$ 237 milhões) e celulose (+19,8%, para US$ 713 milhões).

Importações

No mês, cresceram as importações de combustíveis e lubrificantes (+96,3%), bens de consumo (+19,2%), bens de capital (+11,4%) e bens intermediários (+5,8%).

No grupo dos combustíveis e lubrificantes, o crescimento ocorreu principalmente pelo aumento de óleo diesel, petróleo em bruto, propanos liquefeitos, gás natural, gasolinas, energia elétrica, querosenes de aviação.

No segmento bens de consumo, os principais aumentos foram observados nas importações de automóveis de passageiros, frações de sangue, medicamentos, produtos imunológicos, azeite de oliva, preparações p/alimentação de animais, fritadoras eletrotérmicas, preparações alimentícias.

Com relação a bens de capital, cresceram, principalmente, veículos de carga, locomotivas diesel-elétricas, dumpers p/transporte de mercadoria, motores elétricos, lâmpadas de LED, máquinas p/elevação de carga, aviões, chassis c/motor, quadros de energia, bulldozers/angledozers, robôs industriais.

No segmento de bens intermediários cresceram as aquisições de partes para aparelhos de radiodifusão, caixas de marchas, torres e pórticos de ferro fundido, câtodos de cobre, pigmento rutilo, laminados planos, hidróxido de sódio, circuitos integrados, microprocessadores.

Histórico
Em janeiro, após 22 dias úteis, as exportações somaram US$ 16,968 bilhões e as importações totalizaram US$ 14,199 bilhões. O saldo do mês é de US$ 2,768 bilhões.

Em dezembro de 2017, após 20 dias úteis, as exportações no Brasil somaram US$ 17,595 bilhões. As importações totalizaram US$ 12,598 bilhões e o saldo do mês foi de US$ 4,998 bilhões.

Em 2018, após 22 dias úteis, as exportações somaram US$ 16,968 bilhões e as importações totalizaram US$ 14,199 bilhões. O saldo do mês é de US$ 2,768 bilhões.

FONTE: ADVFN news
#201712140
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14/12/2017

Governo reduz a zero imposto de importação de 1.116 itens sem produção nacional

Objetivo da medida é reduzir custos e incentivar novos investimentos produtivos no Brasil, informou ministério. Redução tarifária é temporária – até junho de 2019.

Resoluções da ca Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicadas no "Diário Oficial da União" desta quinta-feira (14) reduziram de 16% e 14% para zero o imposto de importação de 1.116 máquinas e equipamentos industriais sem produção no Brasil, informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Segundo o governo, as reduções tarifárias são temporárias, e as importações sem tarifas podem ser feitas até 30 de junho de 2019.

O MDIC informou que as empresas do país informaram que os equipamentos serão utilizados em projetos que representam novos investimentos no valor de US$ 2,41 bilhões.

Os principais setores contemplados em relação aos novos investimentos serão automotivo, eletroeletrônico e bens de capital.

Entre os principais projetos beneficiados estão a melhoria de qualidade e produtividade no processo produtivo de uma fábrica de automóveis; a produção local de smartphones, e a expansão de fábricas de painéis fotovoltaicos, informou o ministério.

O governo lembrou que o regime de "ex-tarifário" consiste na redução temporária da alíquota do Imposto de Importação de bens de capital (BK) e de informática e telecomunicação (BIT), que estão na Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC), quando não houver a produção nacional equivalente.

Segundo explicou o MDIC, isso representa uma "redução no custo do investimento e produz um efeito multiplicador de emprego e renda sobre segmentos diferenciados da economia nacional".

FONTE: Gazeta do Povo
#201712070
 
07/12/2017

Governo aumenta imposto de importação sobre a cebola

Setor produtivo cobrava medida há quase um ano, diante da invasão estrangeira nas gôndolas e dos preços baixos pagos ao produtor; para o consumidor, a cebola deve ficar mais cara

Se o bife acebolado já tinha a cara do Brasil, agora vai ter ainda mais. O Governo Federal anunciou que vai aumentar o imposto sobre as importações de cebola, passando de 10% para 25% já a partir de 2018. A decisão foi tomada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex).

O objetivo da medida é amenizar a “invasão” estrangeira – sobretudo europeia - nos mercados do país, com preços mais em conta que o produto nacional.

A cebola da Holanda, por exemplo, que detém 15% da produção mundial, chega aqui por R$ 14,50 (saca de 20 kg), ao passo que o custo de produção no Brasil é de R$ 16,50, principalmente porque, de acordo com a Associação Nacional de Produtores de Cebola (Anace), 85% da colheita nacional são feitos em pequenas propriedades.

Segundo o coordenador de olericultura da Emater, Iniberto Hamerschmidt, produtores paranaenses têm vendido a saca de cebola a R$ 10 diante da concorrência. “Não cobre nem o custo de produção”, frisa. “Estamos nessa luta há quase um ano. Queríamos até 35% de imposto, mas o governo concedeu 25%. Mas, em termos gerais, isso vai ser muito bom.”

Ainda que a elevação do imposto aumente a competitividade para os agricultores daqui, ela não vale para sempre. De acordo com o ministério da agricultura (Mapa), a alíquota voltará a 10% em 2021, de forma gradativa ao longo dos anos. “Na pior das hipóteses, isso vai nos ajudar a sair da crise. É claro que tudo depende de como estiver o mercado, mas vamos pleitear novamente para, no mínimo, manter os 25%”, afirma Hamerschmidt.

Em Santa Catarina, que é o maior produtor do Brasil, a notícia era bastante esperada. De acordo com o secretário estadual de agricultura em exercício, Airton Spies, a safra de cebola acontece apenas em alguns meses do ano e a importação justamente nessa época acaba contribuindo para reduzir ainda mais os preços. “Isso acontece justamente no período em que os produtores precisam vender. Por ser um produto perecível, os produtores acabam perdendo sua renda”, ressalta. Santa Catarina deve colher uma safra recorde de 630 mil toneladas em 2017. A produção nacional é de 1,7 milhão de toneladas, de acordo com IBGE.

Importações
De janeiro a outubro deste ano, o Brasil importou 63,8 mil toneladas de cebolas frescas, principalmente da Argentina, Holanda, Espanha e Chile. Em 2016, foram 178 mil toneladas.

Com o aumento do imposto, o consumidor deve sentir o aumento nos preços, hoje entre R$ 1 e R$ 3 o quilo. Para Iniberto Hamerschmidt, entretanto, é preciso buscar equilíbrio. “Estamos em plena fase de colheita no Sul do Brasil, então o impacto não deve ser imediato. Mas o preço está muito baixo, o produtor consegue só R$ 0,50 por quilo”, diz. “O consumidor não vai sofrer tanto com isso. Se continuar por esse valor, o agricultor não sobrevive na atividade.”

Gecex
O Comitê Executivo de Gestão (Gecex) é o núcleo executivo colegiado da Camex, e conta com representantes da Casa Civil, dos ministérios da Agricultura, da Indústria e Comércio Exterior, das Relações Exteriores, da Fazenda, do Planejamento, dos Transportes e da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Secretaria Geral da Presidência da República.

FONTE: Gazeta do Povo
#201712061
 
06/12/2017

Exportações de carne podem superar alta prevista

Se ritmo se mantiver, embarques de carne bovina devem crescer acima dos 10% esperados, diz Abrafrigo

Ampliar foto Exportações de carne podem superar alta prevista Mercado chinês continua a ser o maior comprador de carne brasileira
A se manter o atual ritmo das exportações de carne bovina in natura e processada, o volume total comercializado em 2017 poderá até ultrapassar o crescimento de 10% estimado para este ano, informa a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), depois de compilar os dados de novembro fornecidos pelo fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da Secex/Decex.

No mês passado as vendas atingiram a 141.950 toneladas contra 95.648 toneladas no mesmo mês de 2016, num crescimento de 48%. Em receita, o crescimento foi de 45%, passando de US$ 409,5 milhões para US$ 593 milhões em 2017.

Com este resultado, segundo a Abrafrigo, o acumulado do ano já alcança 1.351.103 toneladas, enquanto que, em 2016, este número era de 1.241.55 toneladas no mesmo período. Ou seja, em volume, as exportações já apresentam crescimento de 9%. Na receita, o crescimento foi mais significativo, de 13%, passando de US$ 4,901 bilhões em 2016 para US$ 5,521 bilhões até novembro em 2017.

O mercado chinês é o grande responsável pela recuperação nas vendas de carne bovina em 2017. Importações pela cidade estado de Hong Kong e pelo continente alcançaram 412.750 toneladas no mesmo período de 2016, com uma participação de 33,3% no total da comercialização brasileira. Em 2017, as compras chinesas saltaram para 509.726 toneladas até o momento, elevando a participação para 37,8% do total exportado pelo Brasil.

Entre os 20 maiores compradores do produto brasileiro, além da China, se destacam a Arábia Saudita e o Irã, elevando suas aquisições em 53,9% e 42,4% respectivamente. As compras da Rússia cresceram 16,1%, e a dos Estados Unidos 19,5%. Emirados Árabes (+ 16,2%); Israel (+22,7%) e Cingapura (+15,8%) também ampliaram sua movimentação. São Paulo foi o Estado que mais exportou carne bovina, com 21,8% do total até novembro; Mato Grosso ficou na segunda posição, com 19,8%, enquanto Goiás manteve o terceiro lugar com 13,1%.

FONTE: Abrafrigo
#201712060
 
06/12/2017 atualização

Entidades alertam para a produção em excesso do feijão caupi em 2018

A safra de 2016/2017 foi uma temporada difícil para o produtor de feijão em termos de remuneração. Na hora de comercializar o produto os preços ficaram muito abaixo do custos de produção, além do excesso de feijão carioca na praça. Para se ter uma ideia, o preço médio em Minas Gerais do feijão carioca fechou R$ 107,00 saca de 60 kg e em São Paulo R$ 100,00. Com este cenário, existe uma preocupação que este problema de preços e excesso de carioca se estenda para o feijão Caupi em 2018.

Em entrevista para o Notícias Agrícolas, o presidente do IBRAFE (Instituto Brasileiro do Feijão), Marcelo Lüders, alertou que há uma forte tendência no plantio do feijão caupi. “Os produtores precisam tomar cuidado para não acontecer o mesmo que está acontecendo com o feijão carioca”. Lüders aconselha os produtores a diversificar o plantio de Caupi com outras variedades para evitar gerar uma oferta excessiva do grão.

O feijão Caupi apresenta algumas vantagens diante do feijão carioca e preto. Uma delas é a precocidade. De acordo com o pesquisador da Embrapa Meio-Norte, Kaesel Damasceno, em alguns estados da região Nordeste o feijão Caupi colhe em 70 dias devido ao calor intenso. No Norte entre 75 e 80 dias. No Mato Grosso em 85 dias.

“Essa precocidade do feijão caupi atraiu os produtores porque eles conseguem plantar em safrinha. O Caupi entrou na janela que os produtores produziam milho” contou o pesquisador. Outra vantagem do Caupi diante dos outros feijões é que o grão é mais tolerante a seca devido a sua origem geográfica que é a África e também é mais tolerante a pragas.

Além da precocidade, resistência a pragas e menor custo de produção, outro atrativo para os produtores é que o feijão caupi tem bastante procura na exportação. “A Índia é um país com muito potencial para a exportação”, afirmou Kaesel.

Na safra 2016/2017 o estado do Mato Grosso foi o estado que mais produziu feijão caupi com 226 mil toneladas devido ao alto nível tecnológico dos produtores. A previsão é que área plantada aumente de 209 para 350 mil hectares, segundo o pesquisador. Fora os estados de Goiás e Minas Gerais que não tinham tradição na produção de feijão caupi e tem comprado sementes, além da região Nordeste que já produz tradicionalmente.

O fato é que a produção vai aumentar, mas para evitar o mesmo problema do feijão carioca o pesquisador faz um alerta. “O risco pode ser aliviado desde que exista diversificação na produção. Existem diversas variedades de feijão Caupi. O produtor precisa se informar. Vai vender bem quem tiver qualidade”.

FONTE: Notícias Agrícolas
#201712040
 
04/12/2017

Representantes do Mercosul encaminham documento para viabilizar Rota do Milho

A partir desta semana será encaminhado para os países do Mercosul um documento denominado Carta de Chapecó, elaborado durante o Mercosul Cidadão por representantes de cinco países, evento que encerrou na sexta-feira na capital do Oeste. Na carta estão algumas demandas para a viabilização da Rota do Milho, que pretende criar um fluxo de importação do cereal do Paraguai para atender as agroindústrias de Santa Catarina.

Um dos pedidos é a adoção de medidas para a facilitação dos desembaraços aduaneiros, evitando filas nas fronteiras. Também foi sugerido que o Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) financie a pavimentação e 30 quilômetros da rodovia em Major Otaño, no Paraguai, que servirá de ligação com Eldorado, na Argentina.

Também foi sugerido que o Focem financie uma ponte sobre o Rio Paraná, entre as duas cidades, pois inicialmente o transporte dos caminhões será feito via balsa. O gerente de políticas econômicas da Agência de Desenvolvimento Rural de Chapecó, Mauro Zandavalli, que é um dos catarinenses que está acompanhando o projeto, disse que já está sendo feita a terraplanagem para o pátio de manobras dos caminhões.

— Queremos fazer a primeira importação ainda neste ano para mostrar que é viável, posteriormente a demanda vai pressionar para que sejam feitas as melhorias necessárias para garantir o fluxo — explicou.

Ele lembrou que a transformação da Inspetoria da Receita Federal de Dionísio Cerqueira em Alfândega vai facilitar o processo, pois a unidade terá mais autonomia. Santa Catarina produz metade do próprio consumo anual de milho, que é de 6,5 milhões de toneladas. A outra parte vem, em maioria, do Mato Grosso, que fica a mil quilômetros de distância. O milho do Paraguai está a menos de 500 quilômetros da região Oeste, por isso a discussão sobre a rota.

FONTE: Notícias Agrícolas
#201712020
 
02/12/2017

Balança comercial brasileira registra marca inédita no acumulado de 2017

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, foram comercializados US$ 338,301 bilhões, crescimento de 14,6% em relação ao mesmo período de 2016

Neste ano, o Brasil registrou o maior superávit comercial da história, US$ 62 bilhões. De janeiro a novembro, as exportações chegaram a US$ 200,154 bilhões, número 18,2% maior que em 2016 pela média diária; e as importações foram de US$ 138,146 bilhões, 9,6% a mais que no mesmo período do ano passado, quando foi registrado o último recorde da balança comercial (US$ 43,3 bi).

Soma de todas as transações, a corrente de comércio atingiu US$ 338,301 bilhões, crescimento de 14,6% em relação aos mesmos meses de 2016 pela média diária (US$ 295,321 bilhões). "As exportações e importações brasileiras de janeiro a novembro registraram crescimento de quase todos os produtos, e muitos tiveram aumento em quantidade e preço", explicou o secretário de Comércio Exterior da pasta, Abrão Neto. O preço das vendas externas aumentou 10,7% e as quantidades, 6,9%, enquanto nas importações, valores subiram 3,7% e as quantidades, 5,8%.

Em novembro, a corrente de comércio foi de US$ 29,830 bilhões, resultado 7,8% melhor que em relação ao mesmo mês do ano passado. O saldo foi superavitário em US$ 3,546 bilhões: vendas externas atingiram, em novembro, um total de US$ 16,688 bilhões, cifra 2,9% maior que a do mesmo mês de 2016. Já as importações foram de US$ 13,142 bilhões no mês, 14,7% a mais que novembro de 2016.

O resultado do mês foi puxado pela escalada da importação de bens de capital (10,8%), em especial máquinas e equipamentos de agricultura e terraplanagem. "É o quarto mês consecutivo de crescimento de importações de bens de capital, o que não ocorria desde março de 2013, o que demonstra a retomada de investimentos produtivos no País", disse Abrão Neto.

Nos primeiros onze meses deste ano, aumentaram as exportações para a Ásia (26,9%), Mercosul (18,6%), Estados Unidos (17,3%), Oriente Médio (16%), América Central e Caribe (+14,4%), Oceania (4,6%), e União Europeia (4,1%). Já os países em que a importação foi mais intensa foram a China (US$ 46,4 bilhões); Estados Unidos (US$ 24,5 bilhões); Argentina (US$ 16,0 bilhões); Países Baixos (US$ 8,6 bilhões) e Japão (US$ 4,8 bilhões).

Todas as três categorias de produtos avaliadas na balança comercial – básicos, semimanufaturados e manufaturados – obtiveram resultados positivos no acumulado deste ano, na comparação com o ano passado. Entre os básicos, que cresceram 28%, subiu a receita de petróleo em bruto, minério de ferro, minério de cobre, soja em grão, carne bovina, milho em grão, carne de frango, carne suína e algodão em bruto.

Dos manufaturados, que registraram aumento de 13,8%, destacaram-se derivados de ferro e aço, ferro fundido, madeira serrada, ferro-ligas, óleo de soja em bruto, açúcar em bruto e celulose. Por último, os manufaturados, cujas vendas aumentaram 9% no período, tiveram proeminência de óleos combustíveis, máquinas para terraplanagem, tratores, automóveis de passageiros, veículos de carga, laminados planos, óxidos e hidróxidos de alumínio, chassis com motor, açúcar refinado, autopeças, calçados, pneumáticos, motores para veículos e partes.

FONTE: Governo do Brasil
#201712010
 
01/12/2017

Megaoperação embarca mais de 27 mil bois em navio no Porto de Santos

Há quase duas décadas cais santista não movimentava "carga viva".

Mais de 27 mil bois que eram criados em fazendas no interior de São Paulo estão sendo embarcados no Porto de Santos, no litoral do Estado, em um navio com destino a Turquia. A megaoperação deve durar até cinco dias e marca a retomada de movimentação de "carga viva" no complexo portuário santista após quase duas décadas.

A operação teve início na noite de quarta-feira (29), mas foi intensificada ao longo de quinta-feira (30), quando o cais passou a receber por hora três caminhões com 90 cabeças de gado cada. Os animais são procedente de fazendas localizadas em Altinópolis e em Sabino, distantes 500 quilômetros do litoral, aproximadamente.

Assim que chegam ao terminal portuário, os caminhões se posicionam de modo que os animais entrem em um corredor e depois passem por uma plataforma até embarcar no navio Nada, capaz de receber até 30 mil bois. A embarcação, de 12 decks (andares), possui veterinários e vaqueiros entre os 80 tripulantes.

"Essa operação tem muito a ver com o momento que o porto vive. O exportador começou a procurar alternativa e Santos sempre foi colocado como um porto difícil e caro, mais dedicado a outras cargas. Ela mostra que há como atender essa demanda", explica o diretor comercial do terminal Ecoporto, Luiz Araújo.

Os trabalhos foram planejados nos últimos meses e contaram com o apoio da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pela equipe da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro).

A aparente inexperiência na movimentação de animais Porto de Santos preocupou os envolvidos na operação. "Os fiscais do Mapa estão monitorando tudo. Tudo está muito limpo, diferente do que nós imaginamos anteriormente. O fluxo de carretas também está ocorrendo normalmente, sem problemas", afirma Araújo.

A Codesp, que participou desse planejamento, prospecta oportunidades. "O porto tem que atender todas as demandas. Foi colocada uma nova possibilidade e ela está sendo adotada. Toda a cadeia logística está se mostrando favorável", explica o diretor de Relações com o mercado da estatal, Cleveland Sampaio Lofrano.

A perspectiva é que, em janeiro de 2018, um novo embarque de cabeças de gado deva ocorrer no cais santista. Tudo depende do resultado desta operação, prevista para terminar até segunda-feira (4), após o recebimento de todos os animais que deverão ser transportados até o porto em cerca de 300 caminhões.

As cabeças de gado tem como destino o Porto de Iskenderun, no Mar Mediterrâneo. A navegação dura aproximadamente 15 dias e os animais serão alimentados com pelo menos 60 toneladas de ração, que também foram embarcadas em Santos. Na Turquia, eles seguem para fazendas e, posteriomente, para consumo.

O Nada, conforme informações oficiais, é considerado o maior navio em operação no mundo voltado para o transporte de animais vivos. Construído em 1993 para carregar contêineres e cargas de projeto, foi adaptado na última década. A embarcação tem 201 metros de comprimento e 32 metros de largura (boca).

A última vez que o Porto de Santos movimentou esse tipo de "carga" ocorreu em 2000, mas na direção inversa. Na ocasião, foram importados ao país pelo menos 647 avestruzes provenientes da Espanha, que foram descarregados no cais do Paquetá. No Estado, "cargas vivas" tem maior movimentação no porto de São Sebastião.

FONTE: G1
#201711300
 
30/11/2017

CNA quer impedir aumento da alíquota de importação de defensivos agrícolas

Os produtos formulados são registrados e utilizados para controle de pragas em hortaliças, soja, milho, algodão, café, cana, citros e feijão
Farming Brasil

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) está mobilizada para impedir o aumento das alíquotas de importação de alguns defensivos agrícolas da Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec). Representantes da indústria brasileira de defensivos agrícolas solicitaram a exclusão de seis produtos formulados da Letec: Clorpirifós, Fipronil, Imidacloprido, Metomil, Carbedazim e Tebutiurom. O pedido de elevação da alíquota de importação foi encaminhado à Câmara de Comércio Exterior (Camex) e deverá ser deliberado na próxima reunião do Comitê Executivo de Gestão da Camex (Gecex), prevista para o dia 5 de dezembro.

Importação de defensivos agrícolas
Esses produtos formulados são registrados e utilizados para controle de pragas em hortaliças, soja, milho, algodão, café, cana, citros e feijão. A CNA se posicionou contrária ao retorno da alíquota de importação de 8% e solicitou que os produtos fossem mantidos na Letec, pois a taxa elevaria o custo de produção dessas culturas. Hoje, por estarem na Letec, a alíquota para importação desses defensivos é de 0%.

Custo de defensivos agrícolas
Na safra 2015/2016, por exemplo, o custo com defensivos agrícolas representou, em média, 32% dos custos operacionais efetivos para os produtores de soja de Sorriso (MT). Para o café, o aumento da alíquota para os produtos Clorpirifós e Imidacloprido causará prejuízos fitossanitários, pois a elevação dos preços desses defensivos pode dificultar o controle de pragas como a broca-do-café, cigarras e bicho-mineiro.

“São produtos amplamente utilizados pelos produtores brasileiros e de outros países. Entendemos o pleito das indústrias, mas elevar os custos aos produtores rurais em um momento de dificuldade como agora não é a melhor estratégia para aumentar a competitividade da agropecuária brasileira”, afirmou a Coordenadora de Produção Agrícola da CNA, Natália Fernandes.

Demanda nacional
Outra preocupação é em relação à capacidade das indústrias para atender a demanda nacional desses defensivos. Em caso de uma incidência de pragas e doenças, a demanda aumentaria e a oferta não atenderia a necessidade no curto e médio prazo, elevando assim o custo do produto e de produção do agricultor.

A CNA tem feito esforços necessários, em conjunto com representantes das empresas produtoras de defensivos agrícolas, para modernizar e dar mais transparência ao processo de registro desses produtos no Brasil, o que contribuirá para a melhoria da competitividade da indústria e dos produtores rurais.

Apoio de entidades
O Ministério da Agricultura apoia a reivindicação da CNA e se posicionou contrariamente à elevação da alíquota do imposto de importação para os referidos insumos. Desde o final do ano passado, a entidade atua para garantir a manutenção desses defensivos agrícolas na Letec. Além do envio de ofício ao ministro da Agricultura Blairo Maggi, foram encaminhados argumentos técnicos e pedidos de apoio ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) e ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

A CNA também se reuniu com a Secretária-Executiva da Camex, Marcela Carvalho, para explicar a demanda do setor agrícola, falar sobre as dificuldades que o setor passa diante do moroso processo de registro de defensivos agrícolas e a preocupação com a possível elevação dos preços dos produtos formulados.

“Temos enviado informações técnicas e colocado argumentos durante o ano inteiro para sustentar o pleito dos produtores rurais. Esperamos que essa seja a decisão da Camex, tendo em vista a importância do setor agropecuário para o País”, diz Natália.

FONTE: SF Agro | Farming Brasil
28/11/2017

Enel inaugura no Piauí maior usina solar do país

RIBEIRA DO PIAUÍ, PI (FOLHAPRESS) - A companhia de energia italiana Enel inaugurou nesta terça (28) o maior parque de geração de energia solar do país, com capacidade instalada de 292 megawatts (MW), energia suficiente para abastecer cerca de 300 mil residências.

Com planos para ampliar sua presença neste setor, a companhia avalia que é "um erro" tentar nacionalizar a produção de painéis fotovoltaicos, hoje importados da China.

O Parque Solar Nova Olinda teve investimento de US$ 300 milhões e está localizado em Ribeira do Piauí, cidade de 4.263 habitantes (segundo o IBGE) a cerca de 380 quilômetros de Teresina.

O parque ocupa uma área de 690 hectares, o equivalente a 700 campos de futebol, em meio à caatinga e tem quase 1 milhão de painéis para a geração de energia.

É o terceiro parque solar da empresa em operação no país. Os outros dois estão na Bahia, onde a empresa conclui as obras de um quarto empreendimento do tipo, que deve iniciar as operações em dezembro.

Ao todo, o conjunto acumula investimentos de US$ 1 bilhão, com capacidade somada de 819 MW.

A companhia vendeu a energia de Nova Olinda em leilão realizado pelo governo em 2015, ao preço de R$ 302 por megawatt-hora (MWh).

O presidente da Enel Green Power, braço de energia renovável do grupo, Antonio Cammisecra, disse que a empresa tem planos de expandir sua atuação no Brasil e avalia participar dos leilões de energia que o governo realizará este ano.

Ele disse que a companhia já tem em vista um projeto eólico no Piauí, chamado Lagoa do Barro, e estuda disputar também com usinas solares, mas não deu detalhes.

Embora veja potencial de crescimento da energia solar no Brasil, Cammisecra, disse que "é um erro" fomentar a produção de painéis fotovoltaicos no país.

Todos os 930 mil painéis do parque Nova Olinda foram comprados na China, com custo equivalente a 30% do total investido (ou aproximadamente US$ 100 milhões).

"São coisas que se convém comprar na China, porque estão muito baratos", disse ele, em entrevista após a cerimônia de inauguração do parque.

Segundo o executivo, será difícil para qualquer país alcançar um nível de competitividade para disputar com o país asiático neste item.

Cammisecra disse que o Brasil tem potencial para fornecer transformadores, estruturas para os painéis e engenharia para os projetos.

ELETROBRAS

Controladora de distribuidoras de eletricidade no Rio e em Goiás, a Enel é apontada pelo mercado como uma das concorrentes pelas distribuidoras de eletricidade da Eletrobras.

O presidente da empresa no Brasil, Carlo Zorzoli, voltou a reafirmar o interesse da companhia em ativos no país, mas disse que não comentaria casos específicos.

"A Enel está mirando o Brasil e quer ser parte do processo de consolidação do setor", comentou.

A companhia atua ainda na área de energia éolica, com 670 MW em operação e 172 MW em construção, e tem a hidrelétrica de Volta Grande, com 380 MW.

FONTE: Folhapress