#181213-01
13/12/2018

Goiás deve fechar 2018 com novo recorde em exportações

As exportações goianas em 2018 devem ultrapassar os US$ 8 bilhões, atingindo novo recorde, segundo estimativa da Superintendência Executiva de Comércio Exterior da Secretaria Estadual de Desenvolvimento (SED). Somente entre janeiro e novembro de 2018, as vendas para outros países alcançaram US$ 6,94 bilhões, superando o acumulado em todo o ano de 2017, quando o total foi de US$ 6,90 bilhões, maior valor histórico até então. O resultado da balança comercial de novembro foi divulgado nesta quinta-feira (13/12) pela SED.

“Já atingimos o patamar do fechamento do ano de 2017, então ainda temos um mês de crédito. Para 2019, a expectativa é de resultados ainda melhores. O trabalho realizado nestes últimos quatro anos deve refletir positivamente, abrindo portas para as relações internacionais e, consequentemente, para o comércio exterior”, afirma o superintendente Executivo de Comércio Exterior,William O´Dwyer.

Segundo ele, as missões comerciais realizadas pelo Governo de Goiás para outros países, além dos investimentos das empresas na melhoria da qualidade de produção e na diversificação dos produtos, abriram as portas para os produtos goianos no exterior.

Novembro

A balança comercial de Goiás continuou sua trajetória positiva em novembro de 2018, com saldo comercial superavitário de US$ 177,76 milhões. Esse resultado de bem-sucedidas negociações de 368 produtos diferentes com 119 parceiros internacionais valeu para o Estado o ranking positivo pelo 59º mês consecutivo.

As exportações goianas em novembro atingiram o montante de US$ 458,93 milhões, com retração de 18,12% na comparação com o mês anterior e decréscimo de 14,44% em relação ao mesmo período de 2017. As importações totalizaram US$ 281,17 milhões, com crescimento de 7,04% em relação a novembro de 2017, apesar da pequena redução de 3,33% em relação ao mês anterior.

Exportações

As exportações de carnes sobressaíram-se em relação aos demais produtos da balança comercial goiana, somando US$ 119,01 milhões, ou 25,93% do total, índice 3,07% maior que o registrado em novembro de 2017. O protagonismo das carnes continuou em novembro, com crescimento de 4,01% de vendas das carnes bovinas e de 38,92% a mais nas vendas de carnes de aves.

Em segundo lugar na planilha das exportações estão as ferroligas, com US$ 80,81 milhões no volume de negócios, ou seja, 17,61% de todo o valor exportado no período, e mesmo em relação a novembro de 2017 as ferroligas registraram crescimento de 54,03% nas exportações.

O complexo soja ocupou o terceiro lugar no ranking das exportações, com US$ 40,25 milhões em volume de negócios, ou 11,16% do montante comercializado no mês passado, tendo a China e a Índia como principais destinos. Em relação a novembro de 2017, a soja apresentou retração de 48,32% no volume de vendas, recuo devido ao período de entressafra.

Ainda na tabela de exportados, Goiás comercializou US$ 40.253 milhões de complexo milho, que mesmo retraindo-se em 40,58% em relação a novembro de 2017, chegou no mesmo período deste ano a 8,77% do montante das exportações feitas pelo Estado.

Os países de destino dos produtos goianos continuam sendo os fiéis parceiros: China em primeiro lugar, com a aquisição de 29,54% dos produtos comercializados, ou US$ 135.581 milhões. A Índia aparece como segunda maior parceira comercial de Goiás, com US$ 35.335 milhões em aquisições, ou 7,79% do total. Os Estados Unidos ocuparam a terceira colocação de novembro nas vendas do Estado, com 6,29% dos produtos.

Importações

Em novembro de 2018, foram importados 1.319 produtos diferentes de 68 países, com destaque para os produtos farmacêuticos, mais uma vez liderando o menu dos produtos importados graças ao dinamismo do polo farmacêutico de Goiás, o terceiro maior do País. Foram US$ 107,74 milhões em importações, ou 38,32% do total.

Com crescimento de 36,73% em relação a novembro do ano passado, seguiram-se entre os produtos importados, máquinas e equipamentos e aparelhos elétricos e mecânicos, representando 14,32% do volume, ou US$ 40,2 milhões. Em terceiro lugar apareceram adubos (fertilizantes) com 12,29%, seguidos por veículos e suas partes, com 12,13%, entre outros.

Os Estados Unidos, mais uma vez, ocuparam o primeiro lugar no ranking dos países de origem das importações, com 21,28% das aquisições na balança de Goiás, totalizando US$ 59,8 milhões.

Os dados da balança comercial compilados pela SED têm como fonte o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

FONTE: Jornal Hora Extra
#181129-04
29/11/2018

Exportações goianas de carnes bovina geram negócios de US$ 1 bilhão

Goiás deve fechar o ano com exportações superiores a 230 mil toneladas de carne bovina, quantidade recorde nos últimos 20 anos, contabilizando negócios que podem chegar a US$ 1 bilhão neste segmento. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, até outubro deste ano as vendas externas de carne bovina de Goiás somaram 195.207 toneladas, com movimentação financeira de US$ 804,361 milhões.

A carne exportada em dez meses de 2018 já supera o total enviado ao exterior em 2017, quando foram embarcadas 189.938 toneladas, conforme a Superintendência de Comércio Exterior da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Goiás (SED). Além do mercado externo, Goiás se destaca como um dos principais vendedores de carne bovina para o mercado nacional.

A rigor, o que ocorreu com a bovinocultura de corte em Goiás nos últimos 20 anos pode ser classificado como verdadeira revolução. Em 1998, o Estado exportou 11.253 toneladas de carne, totalizando negócios que somaram US$ 30,3 milhões. Os produtos bovinos goianos, naquele ano, se destinaram a apenas 22 países.

Considerando o desempenho do ano de 2018, o crescimento das exportações deverá superar 2000% em 20 anos, se atingidas as vendas externas de 230 mil toneladas. Também o número de países-destino da carne goiana saltou mais de 200%, saindo de 22 em 1998 para 66 em 2017, segundo dados consolidados da Superintendência de Comércio Exterior da SED.

Nos últimos 20 anos a carne bovina goiana já foi comercializada para 127 países em todos os continentes. Em relação ao valor global dos negócios, o crescimento nos últimos 20 anos supera os 3.300 por cento, saindo de US$ 30 milhões para US$ 1 bilhão projetados para este ano.

Nas últimas duas décadas, o rebanho bovino goiano apresentou elevado crescimento numérico, saindo de um plantel próximo de 18 milhões de cabeças em 1998 para 22,68 milhões de cabeças em 2018, conforme dados da Agência Goiana de Defesa Agropecuária – Agrodefesa. Outro fator relevante se refere ao número de unidades frigoríficas localizadas em Goiás registradas no Mapa com cadastro para exportação. Em 1998, eram apenas duas plantas industriais. Atualmente são 24.

Há que se considerar também o avanço na taxa de desfrute do rebanho, atualmente em torno de 15% ao ano, com abate anual aproximado de 3 milhões de cabeças. Ganhos significativos foram registrados também nos índices de produtividade, pela implementação de técnicas modernas de produção, nutrição e sanidade.

Parceria de resultados

Os avanços alcançados pela bovinocultura de corte no Estado decorrem principalmente da parceria estabelecida pelo setor público com os pecuaristas, por meio da consolidação de um processo duradouro de confiança, conscientização e cooperação, sempre com foco na busca de resultados positivos para todos os segmentos envolvidos.

Conforme o presidente da Agrodefesa, José Manoel Caixeta, um dos pontos mais relevantes nesses últimos anos foram as medidas que culminaram com a garantia da qualidade dos produtos, em especial os programas de sanidade animal como o controle e combate da febre aftosa, combate da raiva dos herbívoros e controle da brucelose, além de outros. “O significado mais expressivo de tudo isso é que ao longo dos anos os criadores compreenderam e aderiram definitivamente aos programas propostos pelo poder público”, afirma Caixeta.

Programa Estadual de Enfermidades Vesiculares (Febre Aftosa), coordenado pela Agrodefesa, tem sido fundamental para assegurar a qualidade da carne produzida em Goiás. Embora a vacinação obrigatória ocorra nacionalmente há quase 60 anos, foi nas últimas duas décadas que o programa se intensificou e conseguiu barrar o surgimento de casos da doença. Em Goiás, o último foco de febre aftosa comprovado ocorreu em agosto de 1995, portanto há mais de 23 anos. Tanto que Goiás conquistou recentemente o certificado de Estado livre de febre aftosa, com vacinação.

Conforme José Manoel Caixeta, o Programa de Combate à Aftosa, com sucessivas campanhas de vacinação, alcançou plenamente seus objetivos e tem proporcionado ganhos substanciais aos produtores e ao Estado. Esta semana mesmo (dia 30), será concluída a segunda etapa deste ano, com previsão de imunizar 9,5 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos de zero a 24 meses. De igual modo, os programas de controle da raiva e da brucelose também se destacam nas ações da Agrodefesa, com envolvimento e conscientização dos pecuaristas que cumprem rigorosamente as normas legais.

O próximo passo será a obtenção do status de Estado livre da febre aftosa sem vacinação. Para tanto, o Ministério da Agricultura elaborou o Plano Estratégico da Retirada da Vacinação Febre Aftosa, a ser implementado no período de 2019 a 2026. Com base nesta programação, o Estado de Goiás vai proceder a última vacinação do rebanho (animais de todas as idades) em maio de 2021.

Após isso, haverá um período de acompanhamento e avaliação e a previsão é que em 2023 o Mapa declare Goiás e os demais estados brasileiros livre de febre aftosa, sem vacinação. Por fim, em 2026, espera-se a conquista definitiva do título de Brasil Livre da Aftosa a ser outorgado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), unidade da Organização das Nações Unidas, com sede em Paris.

FONTE: Último Instante.
#180726-03
26/07/2018

Brasil e China discutem maior aproximação comercial no setor de agro

Reunião de hoje — Governo brasileiro se reuniu com o presidente da China Xi Jinping durante a 10ª Cúpula do Brics, em Joanesburgo, África do Sul

O governo brasileiro e da China se reuniram nesta quinta-feira durante a 10ª Cúpula do Brics para discutir a pauta econômica, especificamente a agrícola. Com o presidente da China Xi Jinping foi tratado o fim da sobretaxa imposta pelo país asiático ao frango e ao açúcar brasileiros.

A comitiva brasileira afirma que o governo chinês recebeu a questão com acolhimento e se comprometeu a examinar com prioridade como estreitar as relações comerciais entre os dois países. “O presidente chinês disse que vai fazer o encaminhamento necessário. Nossa pauta de exportação com eles precisa ser aumentada e Jinping disse que quer ampliar o mercado”, afirmou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, após a reunião bilateral em Joanesburgo, na África do Sul.

O Brasil, que exporta grão de soja em grande quantidade para a China, também busca alcançar a exportação de elementos processados, ou seja, óleo e farelo de soja. “Este é o 5º encontro que nós temos e o que vem se solidificando é essa pauta agrícola com a China”, concluiu o presidente Michel Temer.

Concessões

A participação chinesa em empresas brasileiras também foi tema debatido nesse primeiro diálogo do dia, diante da percepção de que as parcerias que já ocorrem têm sido positivas e de que novas podem ser fechadas, especialmente nos campos de ferrovias, portos, aeroportos, linhas de transmissão e distribuidoras de energia. De acordo com a quarta edição do Boletim sobre Investimentos Chineses no Brasil, lançado em 9 de maio pelo Ministério do Planejamento, a China integrou 262 projetos no Brasil no período entre 2003 e 2018, com valores totais de US$ 126,7 bilhões. Os dados apontam aumento da diversificação dos investimentos das empresas privadas chinesas.

O encontro

A 10ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vai até sexta-feira (27). Durante a cúpula, os países do bloco devem discutir a abertura de um escritório regional do Novo Banco do Desenvolvimento (NBD), o Banco do Brics, em São Paulo, com escritório também em Brasília.

Os países integrantes do Brics representam 43% da população mundial e 26% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta.

FONTE: Último Instante.
#180725-03
25/07/2018

Governo cria selo para produtos de exportação

Criado pelo Ministério da Agricultura, o selo identifica produtos do agronegócio de origem brasileira no exterior

Para incentivar a abertura de novos mercados, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou um selo que identifica no exterior os produtos do agronegócio de origem brasileira. Conhecido como Brazil Agro - Good for Nature, o selo é voltado para produtos da pauta de exportação, como carne e leite. Segundo o Mapa, a identificação vai ficar contida por meio de um QR Code com informações de origem dos alimentos, adesivados em embalagens e latarias.

As empresas brasileiras que desejam garantir a certificação devem aderir ao programa através do ministério. De acordo com o ministro do Mapa, Blairo Maggi, nove associações que representam dezenas de empresas já demonstraram interesse em aderir ao selo. Para obter o selo, algumas das exigências são as boas práticas e o bem estar animal, o cumprimento da legislação, a conformidade internacional, o uso sustentável dos recursos e a preservação do meio ambiente. Isso tudo é para garantir qualidade nas mercadorias.

Segundo o ministério, essa é uma medida voltada para buscar crescimentos financeiros dos produtos brasileiros em outros países. A expectativa é atingir a meta de conquistar a elevação da participação do País no mercado mundial de alimentos dos atuais US$ 96 bilhões para aproximadamente US$ 146 bilhões. A intenção é associar produtos do setor a sua origem, a condições de qualidade, sustentabilidade e de padrões internacionais. Assim, será possível consolidar a imagem do Brasil como produtor e exportador de mercadorias seguras para os consumidores.

A assinatura do termo de autorização para que seja utilizado o selo aconteceu na última segunda-feira durante o evento internacional Global Agribusiness Fórum 2018, que aconteceu em São Paulo. O desenvolvimento do selo foi discutido com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no mês passado.

FONTE: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.
#180720-03
20/07/2018

Exportação de soja do Brasil deve ir a recorde de 75 mi t no próximo ano, diz Safras

As exportações brasileiras de soja devem crescer no próximo ano para um novo recorde, de 75 milhões de toneladas, projetou nesta sexta-feira a Safras & Mercado, em meio a um cenário de produção novamente volumosa.

De acordo com a consultoria, que considera em sua estimativa o ano comercial 2019/20, de fevereiro a janeiro, os embarques representariam aumento de 1 por cento ante os 74,5 milhões de toneladas previstos para o atual ciclo 2018/19. O Brasil é o maior exportador global da oleaginosa em grão.

A projeção se dá em meio a expectativas de uma produção recorde no ano que vem, de quase 120 milhões de toneladas, conforme a Safras.

A consultoria não cita justificativas para suas previsões, mas as exportações recordes também podem incorporar o potencial de uma maior demanda da China, que trava uma guerra comercial com os Estados Unidos, incluindo a aplicação de taxas sobre a compra de soja norte-americana.

De acordo com a Safras, o esmagamento de soja no Brasil no próximo ano será de 44 milhões de toneladas, aumento de 2 por cento na comparação com a atual temporada. Os estoques ao término do ciclo seguinte devem cair para 429 mil toneladas, de 2,5 milhões, em razão das exportações e também de um consumo 1 por cento superior.

DERIVADOS

A Safras prevê uma produção de farelo de soja de 33,47 milhões de toneladas no próximo ano, alta de 2 por cento, mas com exportações 13 por cento menores, em 15 milhões de toneladas

No caso do óleo de soja, a expectativa da consultoria é de produção de 8,735 milhões de toneladas, com embarques de 1,1 milhão de toneladas, recuo de 8 por cento.

Os estoques finais de farelo e óleo no ano que vem devem somar 2,142 milhões e 114 mil toneladas, respectivamente.

FONTE: Notícias Agrícolas