#180918-02
10/11/2018

Saldo da balança comercial tem queda de 21,5% neste ano

Embarques de minério de ferro somaram US$ 5,933 bilhões entre janeiro e outubro

A queda das exportações e o aumento das importações continuam pressionando o saldo da balança comercial de Minas Gerais, que, mesmo assim, se manteve positivo em US$ 12,027 bilhões entre janeiro e outubro. Porém, na comparação com o resultado também positivo de US$ 15,303 bilhões nos mesmos meses de 2017, houve uma redução de 21,5%. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

No acumulado até outubro deste ano, as exportações estaduais somaram US$ 19,674 bilhões, 8% menos que em igual período de 2017 (US$ 21,373 bilhões). Ao mesmo tempo e na mesma comparação, as importações chegaram a US$ 7,647 bilhões neste ano contra US$ 6,070 bilhões, aumento de 25,9%.

O principal motivo para a queda no rendimento das exportações foi o desempenho mais fraco, neste ano, das vendas externas de minério de ferro e do café, os dois produtos mais importantes para os embarques estaduais, com participação de 42,3%, juntos. Já as importações foram alavancadas pela entrada de automóveis das unidades da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) instaladas na América Latina.

As remessas de minério de ferro entre janeiro e outubro deste ano somaram US$ 5,933 bilhões sobre US$ 7,426 bilhões no mesmo intervalo de 2017, recuo de 20,2%. Mesmo com a queda, o minério continua como o principal produto da pauta de exportações, com participação de 30,1%.

As vendas externas de café também caíram. As remessas do grão ao mercado externo renderam US$ 2,391 bilhões até outubro sobre US$ 2,790 bilhões no mesmo período do ano passado, com uma queda de 14,4%, com base nas informações do Mdic.

Ao contrário do minério de ferro e do café, as exportações de soja e ferroligas, especialmente o nióbio, aumentaram de 69,8% e 13,6% entre janeiro e outubro, respectivamente, em relação ao mesmo intervalo de 2017. No caso do ouro e da celulose, foram registradas evoluções de 2,1%, 20,4%, nesta ordem.

Desembarques– No âmbito das importações, o produto mais comprado pelo Estado no mercado externo foram os veículos, praticamente a totalidade pela FCA. Os desembarques de automóveis e veículos pesados somaram US$ 892,5 milhões de janeiro a outubro sobre US$ 184,8 milhões no mesmo período de 2017, um salto de 382,9%. Os veículos representaram 12% de tudo que Minas comprou no exterior em 2018.

A hulha betuminosa, que é o carvão mineral, usado nos altos-fornos de usinas instaladas no território mineiro, foi o segundo produto mais comprado pelo Estado no exterior. Até outubro deste ano, a importação do item cresceu 2,1% e sua participação foi de 8,2% nos desembarques totais do intervalo.

Parceiros – Entre os principais parceiros de Minas no comércio exterior, a China é o país que mais vende e que mais compra mercadorias do Brasil. Até outubro deste ano, o país asiático foi destino de 28,8% de tudo que o Estado exportou, a maior parte em minério de ferro e soja e também foi a origem de 18,5% de tudo que Minas comprou.

FONTE: Diário do Comércio
#180918-02
18/09/2018

Safra 2018 de café deve ser a maior da história com 60 milhões de sacas

Os dados foram divulgados pela Conab nesta terça-feira. O volume representa um crescimento de 33,2% em relação à safra passada

O terceiro levantamento da safra 2018 de café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira, dia 18, confirmou que o Brasil terá a maior produção da sua história. Ao todo, deverão ser colhidas 59,9 milhões de sacas de 60 quilos, o que representa um crescimento de 33,2% em relação à safra passada, que alcançou 45 milhões de sacas.

Do total estimado, 45,9 milhões de sacas são do café arábica que teve um aumento de 34,1%. Já o café conilon, com menor volume, deverá alcançar 14 milhões de sacas, o que representa um aumento de 30,3%. De acordo com o estudo, a bienalidade positiva e as boas condições climáticas são as principais responsáveis pelos bons resultados. Soma-se a isto, o avanço da tecnologia neste setor, sobretudo em relação à produtividade.

O período mais recente de alta bienalidade ocorreu em 2016, quando o Brasil teve uma produção de 51,4 milhões de sacas que foi considerada, até então, a maior safra do grão no país, superada agora por esse recorde deste ano.

Minas Gerais continua como o maior estado produtor, com 31,9 milhões de sacas, sendo 31,6 milhões do arábica e 218,3 mil sacas do conilon. No Espírito Santo, a produção chegou a 13,5 milhões de sacas, com 8,8 milhões para conilon e 4,7 milhões para arábica.

Em São Paulo, a produção é exclusivamente de café arábica e a quantidade chegou a 6,2 milhões de sacas. A Bahia teve uma produção de 2,9 milhões do conilon e 1,9 milhão do arábica.

Outro estado que apresentou bons resultados foi Rondônia, com uma produção de 1,9 milhão de sacas, devido ao maior investimento na cultura, com a produtividade aumentando significativamente nos últimos 6 anos, passando de 10,8 sacas por hectare em 2012 para 30,9 sacas na safra atual.

A área total engloba os cafezais em formação e em produção em todo o país e deve alcançar 2,16 milhões de hectares, sendo 294,4 mil para o café em formação e 1,86 milhão de hectares para o que está em produção.

FONTE: Canal Rural
#180913-02
13/09/2018

China e Rússia impulsionam alta das exportações em Uberlândia

Cidade comercializou US$ 278,89 mi em produtos para os dois países de janeiro a maio, crescimento de 183% em relação a 2017. Dados são apresentados pelo Cepes da UFU.

As exportações de Uberlândia nos primeiros cinco meses do ano apresentaram expressivo crescimento de 183% em comparação ao mesmo período de 2017. A demanda de países como China e Rússia impulsionou a alta, movimentando US$ 278,89 milhões em produtos comercializados para os dois destinos.

O G1 mostra esse cenário na segunda reportagem da série sobre a maior cidade do Triângulo Mineiro com base na oitava edição do Painel de Informações Municipais que foi lançado nesta semana pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projeto Econômico-Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (Cepes/UFU).

A série é composta de três matérias e a primeira, publicada nesta quarta-feira (12), destacou os dados demográficos do município.

O panorama do comércio internacional da cidade tomou como referência os indicadores divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDI).

De janeiro a maio do ano passado, a cidade exportou US$ 144,81 milhões ante US$ 409,46 milhões no mesmo período do atual ano. Segundo a análise do Cepes, a recuperação ocorreu, principalmente, por causa da expansão da exportação de produtos básicos.

Entre os produtos que lideram a lista de exportações de Uberlândia para mais de 60 países estão: soja - com participação de 82,08% - couros preparados (3,08%), além de charutos, cigarrilhas e cigarros (0,66%).

 

Exportações de Uberlândia por destinos – 2017 (jan – mai) e 2018 (jan – mai)
País 2017 (US$) 2018 (US$)
China 50,13 145,40
Rússia --- 133,49
Países Baixos (Holanda) 17,13 36,26
Tailândia 1,91 14,63
Vietnã 34,65 14,48
Espanha 0,04 9,85
Arábia Saudita 2,59 6,74
Alemanha 0,00 5,34
Índia 3,95 4,27
Estados Unidos 4,45 3,85

Fonte: Cepes/UFU

Importações

As importações para o mesmo período analisados, por sua vez, apresentaram queda de 18,36%. O relatório apontou que a queda ocorreu por causa da redução das importações de produtos manufaturados (-10,35%), semimanufaturados (-8,60%) e de básicos (-48,43%).

As principais quedas das importações ocorrem por Paraguai (variação de US$ -5,43 milhões) e China (variação de US$ -3,21 milhões).

Apesar da queda de algumas categorias, alguns produtos apresentaram crescimento como é o caso do malte com expansão da quantidade importada de 66,31% no período avaliado e redução no preço em -2,81%.

As importações da Argentina (variação de US$ 3,11 milhões) e Malásia (variação de US$ 2,31 milhões) mostraram elevação no período.

PIB

O Painel de Informações Municipais 2018 também apresentou a atualização do Produto Interno Bruto (PIB) de Uberlândia no período avaliado de 2010 a 2015.

Segundo a equipe técnica do Cepes/UFU, a cidade se manteve à frente de 16 capitais brasileiras. Além disso, a participação relativa do PIB de Uberlândia em relação do PIB do Brasil foi de 0,49% nos anos 2010, 2014 e 2015.

No PIB do Estado de Minas Gerais, o município de Uberlândia contribuiu com cerca de 5%. Já em relação ao PIB da região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (TMAP), Uberlândia teve a importante participação de 35,61% em 2015.

Considerando a composição setorial do PIB municipal, Uberlândia se posiciona como a segunda cidade com maior participação na economia de Minas Gerais, atrás apenas da capital Belo Horizonte. O setor de serviços correspondeu a 70,7% do PIB municipal em 2015, seguido da indústria (27,3%) e agropecuária (2%).

FONTE: G1
#180815-01
15/08/2018

Balança tem superávit em Minas Gerais, mas recua 21,6% no ano

Com queda de 9,6% nas exportações e aumento de 22% nas importações entre janeiro e julho deste ano, na comparação com os mesmos meses de 2017, o saldo da balança comercial de Minas Gerais (exportações menos importações) permaneceu positivo, mas caiu 21,6% neste ano.

O superávit da balança comercial do Estado no acumulado até julho ficou em US$ 8,443 bilhões, mas diminuiu em relação ao resultado, também positivo, dos mesmos meses de 2017, que foi de US$ 10,768 bilhões. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

As exportações caíram principalmente por causa das menores remessas de minério de ferro e café ao exterior. Esses dois produtos são os mais importantes para a pauta de exportações do Estado, com participação de 40,2%, juntos. Já as importações foram alavancadas pela compra de automóveis de unidades da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) instaladas na América Latina.

Com base nos dados do Mdic, as exportações estaduais somaram US$ 13,476 bilhões até julho deste ano, sobre US$ 14,892 bilhões em iguais meses de 2017, queda de 9,6%. A retração reflete, em especial, as menores vendas externas do minério de ferro (-28,5%) e do café (-19,4%).

Os embarques de minério de ferro, entre janeiro e julho deste ano, somaram US$ 3,915 bilhões, contra US$ 5,470 bilhões no mesmo intervalo de 2017. O Estado embarcou praticamente 267,5 milhões de toneladas a menos em 2018. Ainda assim, o minério continua como o principal produto da pauta de exportações, com participação de 29%.

As vendas externas de café também caíram em volume e receita. O Estado embarcou 12% a menos em quantidade no acumulado até julho, ante o mesmo período de 2017. As remessas do grão ao mercado internacional renderam US$ 1,515 bilhão, sobre US$ 1,879 bilhão, queda de 19,4%, em igual confronto.

Ao contrário do minério de ferro e do café, as exportações de soja e do ferronióbio, entre janeiro e julho, tiveram crescimentos de 60,2% e 31%, respectivamente, em relação ao mesmo intervalo de 2017. No caso do ouro, foi registrada uma redução de 1,4% nos embarques deste ano.

Importações - As compras de Minas no mercado externo totalizaram US$ 5,033 bilhões até julho, 22% de alta frente aos mesmos meses de 2017, quando as importações estaduais somaram (US$ 4,124 bilhões). O produto mais comprado por Minas no mercado externo foi a hulha betuminosa - que é o carvão mineral, usado nos altos-fornos de usinas instaladas no território mineiro -, com participação de 8,2% nos desembarques do intervalo.

No entanto, foi a importação de veículos, praticamente a totalidade pela FCA, que impulsionou as compras externas de Minas Gerais. O desembarque de automóveis somou US$ 400 milhões de janeiro a julho, sobre US$ 100,8 milhões no mesmo período de 2017, uma evolução de 296,8%.

Na divisão por blocos econômicos, a Ásia foi a maior parceira comercial de Minas Gerais, tanto em termos de exportações, quanto de importações. Até julho deste ano, os países asiáticos foram destino de 42,2% de tudo que o Estado exportou, a maior parte em minério de ferro e soja para a China. A Ásia também foi a origem de 26,7% de tudo que Minas comprou.

FONTE: Diário do Comércio.
#180802-02
01/08/2018

Faturamento por exportação cresce em Uberlândia; soja lidera a lista de produtos

No primeiro semestre, crescimento foi 37% se comparado a todo ano de 2017. Presidente da Aciub fala sobre situação.

Este ano já pode ser considerado um dos mais positivos em relação à exportação de produtos de Uberlândia. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) o primeiro semestre de 2018 teve um faturamento de 37% a mais do que todo o ano de 2017. A soja lidera a lista de produtos mais exportados.

De acordo com o Mdic foram aproximadamente US$ 378,06 milhões em negócios fechados com países parceiros nos primeiros seis meses de 2018, enquanto esse montante foi de US$ 275,81 milhões considerando de janeiro a dezembro do ano passado.

O levantamento do Ministério apontou ainda que as compras de produtos comercializados em Uberlândia cresceram mais em países como a Rússia, Espanha e Arábia Saudita. Dessa forma, os três países entraram na lista daqueles que mais negociam com a cidade junto à China, Alemanha, Tailândia, Vietnã, Holanda, Índia e Estados Unidos.

A soja e os derivados são os primeiros da lista de faturamento com exportação na cidade, arrecadando US$ 402 milhões, contabilizando um total de 92% do total arrecado na cidade. Em seguida ficam os couros, com US$ 17.913.427, o tabaco com US$ 4.219.299, o milho com US$ 1.387.225 e vestuário que arrecadou cerca de US$ 783.759.

Já as importações caíram de US$ 140 milhões para US$ 59 milhões. A diferença foi o motivo do crescimento de aproximadamente 40% na balança comercial. Porém, para o presidente da Aciub, Fábio Pergher, os números não refletem uma melhora na economia do setor.

“Quando o dólar sobe nos níveis que subiu, nosso produto se torna mais barato para o mercado externo, e consequentemente a gente tem maior facilidade para exportar. E também com o dólar alto aos níveis que chegou, as importações caíram bastante, então quando importa menos e exporta um pouco mais, essa variação da balança cresce, o que é muito positivo para o Brasil. O que não quer dizer que seja tão positivo para os empresários, pois os insumos são todos em dólar, então esse preço vai chegar para nós também”, explicou.

FONTE: G1.
#180801-02
01/08/2018

Colheita de café segue firme em Minas Gerais

Previsão é de que a produção supere em 26% a safra passada, mas os preços pagos estão abaixo do esperado

A colheita do café, em Minas Gerais, segue em ritmo acelerado e o destaque deste ano, até o momento, tem sido a boa qualidade da safra. Com previsão inicial de colher um volume 26% maior, somando 30,36 milhões de sacas de 60 quilos do arábica, a colheita no Estado já alcança em torno de 65% a 70% do previsto. Apesar da qualidade melhor neste ano, os preços pagos pelo café estão abaixo do esperado pelo setor.

De acordo com o diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e presidente das Comissões de Cafeicultura da Faemg e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita, a falta de chuvas, a princípio, tem contribuído para a evolução da colheita e da preservação da qualidade do café. Porém, o setor está receoso em relação à próxima safra, uma vez que o déficit hídrico pode impactar de forma negativa no próximo ano.

“Esse ano, até o momento, estamos sem chuvas e isso tem implicado em uma qualidade melhor da safra. O índice de colheita nos cafezais já está em torno de 65% a 70%”, informou Mesquita. No entanto, em relação ao volume a ser colhido no Estado, ele considera que “ainda é cedo para estimar, prefiro aguardar a conclusão porque tem regiões com uma safra muito boa e algumas foram afetadas pelo clima. Se por um lado as chuvas são positivas para a colheita, por outro, nos deixa bastante receosos em relação às condições do cafezal para a próxima safra”, explicou.  

Outra preocupação dos cafeicultores se refere aos preços pagos pelo café, considerado abaixo do necessário para garantir a remuneração dos produtores, principalmente nas áreas montanhosas, onde o custo de produção é maior em função do emprego de mão de obra. “Hoje a cotação da saca de café está situada entre R$ 400 e R$ 420, valor que realmente não remunera as principais regiões de Minas Gerais e do Brasil”.

Especiais - Com preços pouco remuneradores, a saída para os cafeicultores tem sido os investimentos nos café especiais, que tem demanda alta no mercado, principalmente internacional, e preços valorizados, o que é essencial para gerar lucro.

“Este ano, o clima tem ajudado e a qualidade tem sobressaído, é um fator muito positivo. Minas Gerais e o Brasil têm que entrar na agenda internacional de produtores de cafés de excelente qualidade, não só de commodity, que é importante também, mas, principalmente, de cafés diferenciados, de várias regiões de Minas e do Brasil e que tem os seus encantos baseados nas características de cada região”, indica Mesquita.

Ainda segundo ele, há sinais positivos. “Hoje posso garantir que em um grão de café, em uma muda de café, tem muita tecnologia aplicada, não é uma commodity simplesmente. A transferência tecnológica dos nossos pesquisadores, dos nossos laboratórios de tecnologia para o campo, é fantástica.

CLIMA FAVORECE AUMENTO DE QUALIDADE DO CAFÉ

Nas regiões produtoras de Minas Gerais, a qualidade do café da safra 2018 tem agradado os produtores. Na Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), no Sul de Minas, a colheita tem avançado e a qualidade do café está alta.

De acordo com o diretor técnico industrial da Cocatrel, Francisco de Paula Vitor Miranda, o recebimento total esperado pela cooperativa, na safra atual, é de 1,7 milhão de sacas de 60 quilos, volume maior que os 1,1 milhão registrados em 2017.

“Com o avanço da colheita, estamos observando uma qualidade fantástica do café, em termos de bebida e aspecto. O que está aquém do esperado é o rendimento das peneiras, que está menor. Imaginamos que é consequência do clima. As chuvas foram relativamente boas, mas irregulares, e isso afetou o desenvolvimento em algumas regiões”, disse Miranda.

Para superar o gargalo dos preços baixos pagos pelo café, principalmente pelo fato de a região ser montanhosa e depender da mão de obra, a cooperativa tem investido e estimulado a produção do café especial. O objetivo é atender aos mercados mais exigentes, que pagam valores diferenciados pelos grãos especiais, o que é considerado fundamental para gerar rentabilidade.

“O café especial é muito interessante para o produtor. A Cocatrel abriu um departamento somente para estes grãos e estamos incentivando a produção e ficamos em busca dos melhores cafés. Nossos produtores participam de diversos concursos e temos o próprio, da cooperativa. Esse trabalho tem como objetivo proporcionar uma melhor remuneração para o cafeicultor. O mercado do café especial tem uma demanda elevada e paga valores diferenciados”, explicou Miranda.

As expectativas em relação à safra também são positivas na região de abrangência da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha (Coocafé), nas Matas de Minas. De acordo com o diretor de produção e comercialização da Coocafé, Pedro Araújo, a colheita da safra já atingiu cerca de 50% da área e a expectativa é que os cooperados colham cerca de 2 milhões de sacas na atual temporada.

“Nossa safra está com boa qualidade e atendendo nossas expectativas. Porém, os preços não remuneram o produtor. Hoje, estamos negociando o café a R$ 385, enquanto o custo é de R$ 400 por saca”, disse Araújo.

Feira - Com a colheita em ritmo acelerado, a cooperativa vai realizar entre hoje e o dia 4 de agosto a 7ª Feira de Negócios da Coocafé. O evento conta com a participação de 55 expositores voltados para a cafeicultura. A feira é considerada fundamental para que os produtores possam adquirir insumos, máquinas e equipamentos com preços diferenciados. O faturamento esperado é de R$ 100 milhões.

“Todo ano, a cooperativa realiza a feira com o objetivo de oferecer ao cafeicultor melhores condições para que ele invista na produção e continue na atividade. Além de preços especiais, é possível trocar o café por produtos, alternativa que também é interessante para os cafeicultores”.

FONTE: Diário do Comércio.
#180726-04
26/07/2018

Brasil e China discutem maior aproximação comercial no setor de agro

Reunião de hoje — Governo brasileiro se reuniu com o presidente da China Xi Jinping durante a 10ª Cúpula do Brics, em Joanesburgo, África do Sul

O governo brasileiro e da China se reuniram nesta quinta-feira durante a 10ª Cúpula do Brics para discutir a pauta econômica, especificamente a agrícola. Com o presidente da China Xi Jinping foi tratado o fim da sobretaxa imposta pelo país asiático ao frango e ao açúcar brasileiros.

A comitiva brasileira afirma que o governo chinês recebeu a questão com acolhimento e se comprometeu a examinar com prioridade como estreitar as relações comerciais entre os dois países. “O presidente chinês disse que vai fazer o encaminhamento necessário. Nossa pauta de exportação com eles precisa ser aumentada e Jinping disse que quer ampliar o mercado”, afirmou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, após a reunião bilateral em Joanesburgo, na África do Sul.

O Brasil, que exporta grão de soja em grande quantidade para a China, também busca alcançar a exportação de elementos processados, ou seja, óleo e farelo de soja. “Este é o 5º encontro que nós temos e o que vem se solidificando é essa pauta agrícola com a China”, concluiu o presidente Michel Temer.

Concessões

A participação chinesa em empresas brasileiras também foi tema debatido nesse primeiro diálogo do dia, diante da percepção de que as parcerias que já ocorrem têm sido positivas e de que novas podem ser fechadas, especialmente nos campos de ferrovias, portos, aeroportos, linhas de transmissão e distribuidoras de energia. De acordo com a quarta edição do Boletim sobre Investimentos Chineses no Brasil, lançado em 9 de maio pelo Ministério do Planejamento, a China integrou 262 projetos no Brasil no período entre 2003 e 2018, com valores totais de US$ 126,7 bilhões. Os dados apontam aumento da diversificação dos investimentos das empresas privadas chinesas.

O encontro

A 10ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vai até sexta-feira (27). Durante a cúpula, os países do bloco devem discutir a abertura de um escritório regional do Novo Banco do Desenvolvimento (NBD), o Banco do Brics, em São Paulo, com escritório também em Brasília.

Os países integrantes do Brics representam 43% da população mundial e 26% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta.

FONTE: Último Instante.
#180725-04
25/07/2018

Governo cria selo para produtos de exportação

Criado pelo Ministério da Agricultura, o selo identifica produtos do agronegócio de origem brasileira no exterior

Para incentivar a abertura de novos mercados, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou um selo que identifica no exterior os produtos do agronegócio de origem brasileira. Conhecido como Brazil Agro - Good for Nature, o selo é voltado para produtos da pauta de exportação, como carne e leite. Segundo o Mapa, a identificação vai ficar contida por meio de um QR Code com informações de origem dos alimentos, adesivados em embalagens e latarias.

As empresas brasileiras que desejam garantir a certificação devem aderir ao programa através do ministério. De acordo com o ministro do Mapa, Blairo Maggi, nove associações que representam dezenas de empresas já demonstraram interesse em aderir ao selo. Para obter o selo, algumas das exigências são as boas práticas e o bem estar animal, o cumprimento da legislação, a conformidade internacional, o uso sustentável dos recursos e a preservação do meio ambiente. Isso tudo é para garantir qualidade nas mercadorias.

Segundo o ministério, essa é uma medida voltada para buscar crescimentos financeiros dos produtos brasileiros em outros países. A expectativa é atingir a meta de conquistar a elevação da participação do País no mercado mundial de alimentos dos atuais US$ 96 bilhões para aproximadamente US$ 146 bilhões. A intenção é associar produtos do setor a sua origem, a condições de qualidade, sustentabilidade e de padrões internacionais. Assim, será possível consolidar a imagem do Brasil como produtor e exportador de mercadorias seguras para os consumidores.

A assinatura do termo de autorização para que seja utilizado o selo aconteceu na última segunda-feira durante o evento internacional Global Agribusiness Fórum 2018, que aconteceu em São Paulo. O desenvolvimento do selo foi discutido com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no mês passado.

FONTE: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.
#180723-01
23/07/2018

Exportação de café verde do Brasil em julho deve ser de cerca de 2 mi sacas, diz Cecafé

Carvalhaes falou no intervalo do Global Agribusiness Forum (GAF), em São Paulo

A exportação de café verde do Brasil em julho deve ficar próxima de 2 milhões de sacas, em linha com o observado em junho, mas tende a aumentar a partir de agosto, conforme mais café da safra nova chega ao mercado, disse nesta segunda-feira o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.

Para ele, a qualidade do produto neste ano tem sido "espetacular".

"A partir de agosto os volumes de exportação do Brasil vão apresentar recuperação expressiva", disse, projetando uma maior oferta pelo maior produtor e exportador global da commodity.

Carvalhaes falou no intervalo do Global Agribusiness Forum (GAF), em São Paulo.

FONTE: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.
#180720-04
20/07/2018

Exportação de soja do Brasil deve ir a recorde de 75 mi t no próximo ano, diz Safras

As exportações brasileiras de soja devem crescer no próximo ano para um novo recorde, de 75 milhões de toneladas, projetou nesta sexta-feira a Safras & Mercado, em meio a um cenário de produção novamente volumosa.

De acordo com a consultoria, que considera em sua estimativa o ano comercial 2019/20, de fevereiro a janeiro, os embarques representariam aumento de 1 por cento ante os 74,5 milhões de toneladas previstos para o atual ciclo 2018/19. O Brasil é o maior exportador global da oleaginosa em grão.

A projeção se dá em meio a expectativas de uma produção recorde no ano que vem, de quase 120 milhões de toneladas, conforme a Safras.

A consultoria não cita justificativas para suas previsões, mas as exportações recordes também podem incorporar o potencial de uma maior demanda da China, que trava uma guerra comercial com os Estados Unidos, incluindo a aplicação de taxas sobre a compra de soja norte-americana.

De acordo com a Safras, o esmagamento de soja no Brasil no próximo ano será de 44 milhões de toneladas, aumento de 2 por cento na comparação com a atual temporada. Os estoques ao término do ciclo seguinte devem cair para 429 mil toneladas, de 2,5 milhões, em razão das exportações e também de um consumo 1 por cento superior.

DERIVADOS

A Safras prevê uma produção de farelo de soja de 33,47 milhões de toneladas no próximo ano, alta de 2 por cento, mas com exportações 13 por cento menores, em 15 milhões de toneladas

No caso do óleo de soja, a expectativa da consultoria é de produção de 8,735 milhões de toneladas, com embarques de 1,1 milhão de toneladas, recuo de 8 por cento.

Os estoques finais de farelo e óleo no ano que vem devem somar 2,142 milhões e 114 mil toneladas, respectivamente.

FONTE: Notícias Agrícolas
#180710-03
 
10/07/2018

Saldo da balança comercial em Minas cai 24,2% no 1º semestre

O comércio exterior de Minas Gerais na primeira metade do ano ficou marcado pela queda das exportações (-12,3%) e pelo aumento das importações (19,2%) na comparação com os mesmos meses de 2017. Com isso, o saldo da balança comercial (exportações – importações) permaneceu positivo, mas caiu 24,2% para o período.

As exportações caíram, principalmente, por menos remessas de minério de ferro e café ao exterior, principais produtos da pauta de exportações do Estado, com participação de 38,2%, juntos. Já as importações foram alavancadas pela entrada de automóveis da Fiat Chrysler Automobiles (FCA).

Com base nos dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), as exportações estaduais somaram US$ 11,531 bilhões no primeiro semestre, contra US$ 13,157 bilhões em iguais meses de 2017, queda de 12,3%. A retração reflete, em especial, as menores vendas externas do minério de ferro (-36,5%) e do café (-18,4%).

As vendas externas de minério de ferro na primeira metade do ano totalizaram US$ 3,031 bilhões, contra US$ 4,779 bilhões no mesmo intervalo de 2017, recuo de 36,5%. O Estado embarcou praticamente 27 milhões de toneladas a menos em 2018. Ainda assim, o minério continua como principal produto da pauta de exportações, com participação de 26,2%.

As exportações de café também caíram em volume e receita. O Estado embarcou 10,4% a menos em quantidade no acumulado até junho em relação aos mesmos meses de 2017. As remessas do grão ao mercado externo renderam US$ 1,377 bilhão ante US$ 1,688 bilhão, queda de 18,4%, em igual comparação.

Na contramão do minério de ferro e do café, as exportações de soja e do ferronióbio entre janeiro e junho cresceram de 43% e 31,4%, respectivamente, em relação ao mesmo intervalo de 2017. Os embarques de ouro reduziram em 10,9%.

As importações estaduais somaram US$ 4,279 bilhões no primeiro semestre, 19,2% de crescimento em comparação com os mesmos meses de 2017, quando as compras externas do Estado foram de US$ 3,590 bilhões. O produto mais comprado por Minas no mercado externo foi a hulha betuminosa, o carvão mineral, usado nos altos-fornos de usinas instaladas no território mineiro, com participação de 7,8% nos desembarques do período.

Porém, foi a importação de veículos, praticamente toda pela FCA, com salto de 633,3%, que impulsionou as compras externas de Minas. Considerando automóveis de 1 mil a 3 mil cilindradas, os desembarques somaram US$ 341 milhões de janeiro a junho sobre US$ 46,5 milhões no mesmo período de 2017.

Com o aumento das importações (19,2%) e queda das exportações (-12,3%), o saldo da balança comercial de Minas Gerais permaneceu positivo em US$ 7,252 bilhões entre janeiro e junho, mas caiu 24,2% em relação ao resultado, também positivo, dos mesmos meses de 2017, que foi de US$ 9,567 bilhões.

FONTE: Diário do Comércio
#180606-01
 
06/06/2018

Rússia e China podem apoiar investimentos em energia e logística em Uberaba

Países mostraram interesse em projetos do município

Empreendimentos na cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro, principalmente nas áreas de energia solar, amônia e logística, podem ganhar um impulso vindo da Rússia e China. O prefeito de Uberaba, Paulo Piau (MDB), voltou nesta semana de viagem aos dois países e tem dever de casa a cumprir para acelerar parcerias que podem garantir investimentos estrangeiros. Segundo ele, será marcada, em um prazo aproximado de 60 dias, visita à cidade mineira de representantes de uma empresa chinesa na área de energia solar. Além disso, há dois estudos em andamento para projetos do Aeroporto Internacional de Cargas, o Intervales, e da planta de amônia. “São estudos de viabilidade que servirão como ponto de partida para investidores”, disse.

O nome da empresa chinesa que está interessada em investir em energia solar a partir de Uberaba precisa ser preservado por enquanto, segundo Piau. “A China tem muito interesse na energia solar. É uma determinação do governo para reduzir a emissão de carbono. Com isso, o país constrói esse caminho sustentável e desenvolve equipamentos. Uberaba tem interesse na área e, por sua vez, a China se interessa pelo mercado brasileiro”, disse.

De acordo com ele, um dos diferenciais de Uberaba para atrair esse e outros investidores é a Zona de Processamento de Exportação (ZPE). Nesse caso, a estrutura – que já está pronta – pode atender ao interesse da China de alcançar outros mercados na América Latina.

Outro foco de interesse dos investidores é o Aeroporto Internacional de Cargas, o Intervales. A empresa Urban Systems deve finalizar em 40 dias o estudo de viabilidade da estrutura. “Rússia e China ficaram interessados no Intervales. Há uma verdadeira ‘obsessão’ por infraestrutura, pois não há por que produzir se não há como entregar a produção por meios eficientes”, diz Piau.

A Prefeitura de Uberaba também buscou investidores para a planta de amônia. Para acelerar os negócios, a prefeitura já contratou a Fundação Getulio Vargas (FGV) para elaborar o projeto de viabilidade de implantação da planta.

Projeto iniciado pela Petrobras, a planta de amônia em Uberaba acabou sendo abandonada pela estatal. A prefeitura busca meios para viabilizar os investimentos necessários para o projeto, que tem potencial para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados.

Interesse em parcerias - Segundo Piau, foi possível perceber que os investidores estão mais interessados em parcerias do que em assumir projetos em sua totalidade. “Na cidade de Changzhou (China), que visitamos, há 25 empresas brasileiras. Em todas elas, o Estado é sócio majoritário. Esse é o modelo deles. Mas é possível perceber que esses investidores têm interesse em fazer parcerias e não bancar 100% dos projetos”, informou.

Também na China foram feitos contatos com empresas de LED. A Prefeitura de Uberaba acaba de lançar edital para operacionalizar um contrato de parceria público-privada (PPP) de iluminação pública. Segundo a prefeitura, os chineses mostraram interesse em participar da licitação, sendo demonstrados exemplos que garantem mais de 50% de economia no consumo de energia pública.

Como desafios para o Brasil, segundo Piau, estão estabilidade da moeda, redução da burocracia e melhoria da segurança.

Na Rússia, o prefeito participou de encontros no Ministério de Desenvolvimento Econômico e na Embaixada Brasileira em Moscou. A viagem à Rússia foi encerrada no último dia 25, com visita ao Skolkovo Technopark, parque tecnológico com o qual a prefeitura pretende firmar cooperação. Na China, o prefeito Paulo Piau foi recebido pela equipe do Ministério de Desenvolvimento. Em ambos os países, foram realizadas reuniões com empresas e investidores.

Ataques - O prefeito de Uberaba também comentou ontem a onda de ataques criminosos que vem acontecendo em Minas, com incêndios a ônibus, entre outros. Ele informou que espera que o governo do Estado identifique, o mais rápido possível, as causas do ataque. Em Uberaba, foi reforçada a segurança aos coletivos para que o serviço continue a ser prestado.
FONTE: Diário do Comércio