#181212-02
12/12/2018

MS se consolida como um dos principais produtores e exportadores agropecuários do país

Dados do VBP apresentados nesta quarta-feira reforçam a projeção de crescimento do setor.

Em 2018, Mato Grosso do Sul se consolidou ainda mais como um dos principais produtores agropecuários do país e também de exportação destas commodities e dos industrializados que têm como matéria-prima produtos do setor.

Levantamento da Federação de Agricultura e Pecuária do estado (Sistema Famasul), divulgado nesta quarta-feira (12) mostra que o estado está no “top 10” da produção e exportação de seis dos principais produtos agropecuários do país:


O presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito, comenta que o volume diário de produção da soja no estado este ano chegou, por exemplo, 26,6 mil toneladas, o do milho, a 18 mil toneladas e a da cana-de-açúcar, 130 mil toneladas.

Já a de carne bovina, conforme ele, atingiu 2,3 mil toneladas diárias, de carne suína, 491 toneladas, de carne de aves, 1,1 mil toneladas e de leite a 528 mil litros.

A consolidação do estado com um dos grandes produtos do agro do país, conforme Saito, se deve principalmente a um conjunto de fatores como os investimentos dos produtos em tecnologia e inovação, possibilitando uma produção cada vez mais tecnificada; ao trabalho das instituições de pesquisa, como as fundações e as Embrapas e ao trabalho de entidades representativas do setor, que tem contribuindo para auxiliar os produtores a desenvolverem sua atividade, do campo até a comercialização.

VBP indica desenvolvimento do setor

O Valor Bruto de Produção (VBP) é um dos principais indicadores da atividade agropecuária. Ele é calculado baseado nos volumes de produção e preços médios da agricultura e pecuária do estado, e os dados apresentados nesta quarta-feira reforçam a projeção de crescimento do setor.

Conforme Saito, o VBP de 2018 deve ter um incremento de 11,35% frente ao de 2017, passando de R$ 28,71 bilhões para R$ 31,90 bilhões.

Especificamente da agricultura, o indicador deve crescer 14,07%, de R$ 17,27 bilhões para R$ 19,70 bilhões. A soja deve ter o maior aumento, 37,74%, saltando de R$ 8,44 bilhões para R$ 11,63 bilhões.

Na pecuária, o aumento deve ser de 6,30%, com o VBP passando de R$ 8,86 bilhões par R$ 9,41 bilhões. O crescimento mais expressivo vai ser da criação de bovinos, 7,44%, de R$ 7,04 bilhões para R$ 7,57 bilhões.

FONTE: G1
#181128-04
28/11/2018

Governo de MS quer novo porto seco de Corumbá operando ramal ferroviário

O Governo de Mato Grosso do Sul defendeu a implantação de um novo porto seco em Corumbá com estrutura rodoferroviária para se integrar à Ferrovia Malha-Oeste, cuja recuperação foi garantida pelo presidente eleito Jair Bolsonaro com investimentos de R$ 5 bilhões. O desenvolvimento logístico é estratégico para o Estado e o ramal ferroviário na área alfandegária é fundamental para atender o crescente comércio com a Bolívia. 

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, participou da audiência pública promovida pela Receita Federal sobre o novo porto seco, em Corumbá, na terça-feira (27), e sugeriu a construção do terminal ferroviário, que não estava contemplado no edital da nova estrutura. A proposta deve alterar o projeto original, cuja licitação está prevista para abril de 2019. 

“O que destacamos na audiência foi que o porto seco deve ter a dimensão de prever o que nós, como Governo do Estado, temos como meta para o desenvolvimento futuro de Corumbá e região”, disse. Ele citou o empenho do governador Reinaldo Azambuja para efetivar a reconstrução da Malha-Oeste e concretizar a implantação do corredor biocecânico – que ligará o Porto de Santos (SP) ao porto de Ilo, no Peru, passando por Mato Grosso do Sul. 

Foco na intermodalidade 

Para o secretário, as alterações sugeridas no edital garantem uma nova estrutura alfandegária que não venha a atender as necessidades de Corumbá para agora, mas para os próximos 25 anos, com a inversão do fluxo de mercadorias na fronteira a partir da exportação de ureia e outros produtos pela Bolívia. “Éramos eminentemente exportadores, contudo passamos a importar 300 mil toneladas de ureia e já sinaliza-se contratos de cloreto de potássio”, pontuou. 

Outro fator preponderante nessa discussão – adiantou Verruck -, que deve ser considerada, é a posição tomada pela Bolívia de eleger a Hidrovia do Paraguai como o caminho para chegar seus produtos ao mercado internacional. “O acesso à hidrovia é por Corumbá e vivenciamos um momento importante e estratégico para o porto seco, tornando o município no principal entreposto comercial dessa integração intermodal intercontinental”, falou. 

A intermodalidade é um ponto fundamental quando se trata de logística, argumentou o secretário. “O porto seco vai permitir esse fluxo de exportação e importação, mas temos que focar a questão da intermodalidade para o desenvolvimento”, frisou, salientando as tratativas do Estado com a Receita Federal para implantar os portos secos de Três Lagoas e Campo Grande, onde outra alternativa é ampliar a área alfandegária do aeroporto internacional. 

Obra inicia em 2019 

O presidente da Associação Comercial de Corumbá, Lourival Vieira Costa, também destacou a importância de um novo porto seco na região fronteiriça para eliminar os gargalos do transporte. “O fluxo de cargas se inverteu e a atual estrutura não suporta a demanda, se perde muito tempo e dinheiro na passagem dessa mercadoria”, afirmou. O novo porto seco, segundo ele, vai facilitar para todos, da indústria ao importador, evitando-se prejuízos. 

O atual armazém alfandegário de Corumbá, a Agesa, apresenta deficiências estruturais depois de 26 anos em operação e sua concessão, autorizada pela Receita Federal, foi encerrada. O novo porto seco, conforme estudos de viabilidade apresentada pela Receita, poderá ser construído também no município vizinho, Ladário. O edital da obra será lançado no dia 29 de janeiro de 2019, com licitação prevista para abril e execução a partir de julho. 

O porto seco de Corumbá abrange a captação de cargas de todo o País, principalmente das regiões Sul e Sudeste. Dados de 2015, apontam que mais de 90% da movimentação (856 mil toneladas) eram para exportação, cabendo às importações a fração de 51 mil toneladas. Nesse ano, segundo a Agesa, as importações da Bolívia, sustentadas principalmente pela ureia, devem fechar em 200 mil toneladas, com previsão de dobrar o volume a curto prazo. 

A audiência pública 

A audiência pública foi realizada na Associação Comercial de Corumbá, durante a manhã desta terça-feira (27.11), coordenada pela Comissão de Licitação da Receita Federal, em Brasília. Presentes também a coordenadora de Competitividade Empresarial da Semagro, Fernanda Lopes; o secretário de Governo de Corumbá, Cássio Costa Marques; e representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de MS (Setlog) e operadores. 

FONTE: MS Notícias
#181109-04
09/11/2018

Exportação em MS cresce em 29%, saldo da balança comercial é puxado pela soja e celulose

Houve queda nas exportações do setor de carnes sul-mato-grossense

Os valores exportados de Mato Grosso do Sul novamente tiveram bom desempenho no comércio exterior, puxados pela soja e celulose. De janeiro a outubro de 2018 houve um aumento de cerca de 18% nos valores exportados, saltando de 4,1 bilhões de dólares nos dez primeiros meses de 2017 para 4,8 bilhões de dólares no mesmo período deste ano.

Esse resultado gerou um superávit de 2,6 bilhões de dólares, superior em 29% ao verificado para o mesmo período em 2017. Os dados estão na Carta de Conjuntura do Setor Externo, elaborada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro).

“Esse bom desempenho é explicado pelo aumento nos valores exportados dos principais produtos da pauta como a soja, que teve alta de 30,9% e a celulose, que ampliou 43,73% em relação ao ano passado. Esses dois produtos lideram o ranking de exportações e representam 44% do volume total exportado pelo Estado”, comenta o titular da pasta, Jaime Verruck.

O secretário acrescenta que “O cenário internacional está favorável para a soja brasileira devido em grande parte à política “American First”, adotada pelo governo dos EUA, que sobretaxou em 25% os produtos chineses. Isso fez aumentar a demanda por produtores brasileiros, que não são sobretaxados. Essa situação favoreceu ainda mais os produtos de Mato Grosso do Sul”.

Houve queda nas exportações do setor de carnes sul-mato-grossense em função do mercado interno e externo. As carnes de bovinos caíram 15,48% e as carnes de aves recuaram 25,84%. “Ainda não tivemos uma retomada significativa de carne bovina e de aves. Estamos operando em volumes inferiores ao ano passado. A melhora depende de acordos comerciais e do restabelecimento de credenciamento de frigoríficos”.

A variação do câmbio também é destacada no documento da Semagro. No mês de outubro, a cotação do dólar apresentou desvalorização em relação ao mês anterior, chegando a uma taxa média de R$ 3,75, cerca de 8,70% abaixo da taxa média de setembro. “Essa variação implica diretamente na remuneração do exportador”, acrescenta o secretário.

China e Argentina como principais destinos

Em termos de destino das exportações há uma concentração nas exportações para a China, que representou 48,51% do valor total das exportações de janeiro a outubro deste ano. Na análise isolada de outubro, no entanto, a Argentina representou 46,82% e a China, 40,78%. Na avaliação de Jaime Verruck, “a manutenção da atual política econômica brasileira de comércio exterior com relação a China favorece Mato Grosso do Sul. Nós acreditamos que a nova equipe econômica do Governo Federal terá essa sensibilidade em não prejudicar os acordos comerciais com o mercado chinês.

Com relação à Argentina, o titular da Semagro lembra que “além de ser um importante parceiro comercial, empresas argentinas já sinalizaram com investimentos nas estruturas do terminal portuário de Porto Murtinho. Isso é fundamental para o escoamento do minério de ferro vindo de Corumbá e da soja em grão, por Porto Murtinho”. De janeiro a outubro deste ano, as exportações via Porto Murtinho cresceram 152,84% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto que, por Corumbá, aumentaram 6,37%.

Em termos regionais, o município de Três Lagoas segue em destaque, com 49,41%% dos valores exportados, principalmente pelo principal produto – a celulose – que fez crescer em 78,73% dos despachos do município de janeiro a outubro de 2018 em comparação ao mesmo período do ano passado.

FONTE: MS Notícias
#181105-01
05/11/2018

Reativação de ferrovia vai impulsionar economia do MS, diz Reinaldo

Governador aguarda acordo entre Rumo e ANTT para que retornem os investimentos e ampliação da malha

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) revelou que vai se reunir em Brasília, nesta semana, com representantes da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), para discutir a reativação da ferrovia da malha oeste, que corta Mato Grosso do Sul, que está sendo viabilizada junto a empresa Rumo Logística. O tucano disse que a retomada deste modal vai “crescer” a economia do Estado.

“Um dos projetos vitais para Mato Grosso do Sul é a reativação da ferrovia, que faz pate do projeto Transamericana, que vai integrar o Estado ao Oceano Pacífico. No nosso trecho (malha oeste) falta apenas fechar o acordo para empresa (Rumo) conseguir mais 30 anos de concessão e assim ampliar toda malha, com investimento robusto”, disse ele.

Reinaldo explicou, durante agenda pública em Corumbá, que a reativação da ferrovia a médio prazo, vai ligar Mato Grosso do Sul e o Brasil com a Bolívia, Peru e Chile, chegando ao Oceano Pacífico. “Corumbá por exemplo fica a 1514 km dos portos chilenos, quando hoje toda exportação é feita pelo Oceano Atlântico, pelos portos de Santos e Paranaguá”, comparou.

Para o tucano esta “nova saída” ao Oceano Pacífico vai trazer um ganho “extraordinário” para economia local e nacional. “Se trata de um projeto de quatro ferrovias, que inclui a malha paulista, de Mato Grosso do Sul, Bolívia e Andina (Chile e Peru) dentro da América da Sul”. Ele citou que Corumbá passaria a ser o “meio do caminho” e não o “fim da linha” do modal.

Exportação - O governador também destacou que 66% da exportação de Mato Grosso do Sul segue para países asiáticos, que se fosse encaminhado pelo Oceano Pacífico seria mais vantajoso. “Vai crescer ainda mais a demanda dos asiáticos por alimento, o que pode nos favorecer pela produção. Esta revitalização (ferrovias) se trata de um dos maiores projetos mundiais de logística”.

Segundo Azambuja, o governo estadual vai fazer sua parte por meio de liberação das licenças ambientais (ferrovias), assim como desapropriação de áreas para “acelerar” a ampliação do modal dentro do Estado, restando a empresa responsável pela ferrovia (Rumo Logística) fazer os investimentos e obras necessárias.

Projeto – A Ferrovia Transamericana se trata de um modal logístico de 2,4 mil quilômetros entre o porto de Santos (SP) e o interior da Bolívia, valendo-se do traçado da estrada de ferro hoje existente. Neste trajeto inclui 1,6 mil quilômetros de estradas de ferro entre Santos e Corumbá, e outros 600 quilômetros em território boliviano.

Ela (Transamericana) é defendida como um corredor logístico integrado, conectando terminais, ferrovias e portos. Estudos de viabilidade econômica revelaram potencial para que o modal seja usado no escoamento de celulose, grãos (soja, milho e farelo), combustível, fertilizantes, ferro-gusa, minério de ferro, ureia, madeira e açúcar, entre outros produtos.

FONTE: Campo Grande News
#181022-01
22/10/2018

Exportações de carne bovina in natura de MS sobem 9% em 2018

O setor pecuário de Mato Grosso do Sul vem registrando desempenho positivo ao longo deste ano.

A informação é do Boletim Casa Rural elaborado pela Unidade Técnica do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS.

Entre janeiro e setembro deste ano, as vendas de carne bovina in natura de Mato Grosso do Sul somaram 95,2 mil toneladas, com incremento de quase 9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as exportações totalizaram 87,7 mil toneladas.

Os dados da Secex – Secretaria de Comércio Exterior comprovam a análise do diretor da Famasul: no ranking dos destinos da carne bovina in natura de Mato Grosso do Sul, o Chile respondeu por 26,8% da receita, seguido por Hong Kong com 21,2% do faturamento com os embarques para o mercado externo no período de janeiro a setembro de 2018.

A receita total atingiu US$ 395,4 milhões, com elevação de 6,1% frente aos US$ 372,6 milhões do janeiro a setembro de 2017.

FONTE: MSpontocom
#181016-08
16/10/2018

Celulose e carnes de bovinos e aves alavancam exportações de industrializados de MS

Celulose, carnes desossadas de bovinos congeladas, carnes desossadas de bovinos refrigeradas e pedaços e miudezas de aves congelados são os principais produtos responsáveis pelo crescimento de 23% na receita com exportações de industrializados de Mato Grosso do Sul nos primeiros nove meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, que aumentou de US$ 2,19 bilhões para US$ 2,69 bilhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. 

Apenas em setembro, a receita com a exportação de produtos industriais alcançou US$ 287,4 milhões, apresentando estabilidade em relação ao mesmo mês de 2017, quando o valor foi de US$ 286,8 milhões. “Ainda assim, esse foi o melhor resultado para o mês de setembro dos últimos cinco anos”, de acordo com avaliação do coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

Quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 76% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano a participação ficou em 60%. O economista explica que, de janeiro a setembro, os principais destaques ficaram por conta dos grupos “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Extrativo Mineral”, “Óleos Vegetais”, “Açúcar e Etanol” e “Couros e Peles”, que, somados, representaram 98% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior.

Celulose e carnes

No grupo “Celulose e Papel”, a receita no período avaliado foi de US$ 1,41 bilhão, crescimento de 94% nos nove meses de 2018 comparado com a somatória de janeiro a setembro de 2017, dos quais 97,6% foram obtidos apenas com a venda da celulose (US$ 1,38 bilhão), tendo como principais compradores China, com US$ 758,8 milhões, Itália, com US$ 160 milhões, Holanda, com US$ 129,1 milhões, Estados Unidos, com US$ 92,7 milhões, e Coreia do Sul, com US$ 37,9 milhões. 

“A produção de celulose segue em expansão, registrando recordes consecutivos nos últimos anos. Tal resultado é derivado da demanda externa aquecida, principalmente na China e na Europa, que são os principais mercados de destino da nossa produção. O cenário continua positivo para 2018, com preços em elevado patamar e produção em crescimento”, destacou Ezequiel Resende. 

Já no grupo “Complexo Frigorífico” a receita conseguida na soma de janeiro a setembro deste ano foi de US$ 686,3 milhões, uma redução de 1% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que 35,9% do total alcançado são oriundos das carnes desossadas de bovinos congeladas, que totalizaram US$ 246,3 milhões, tendo como principais compradores Hong Kong, com US$ 139,6 milhões, Chile, com US$ 110,2 milhões, China, com US$ 49,9 milhões, Arábia Saudita, com US$ 44,2 milhões, e Irã, com US$ 42,9 milhões.

“As exportações de carne de frango do Brasil em setembro alcançaram 363,8 mil toneladas, queda de 6% em relação a setembro de 2017. O volume leva em conta todos os produtos, entre in natura e processados, e gerou receita de US$ 582,3 milhões, 8,8% abaixo do reportado há um ano. Contudo, o volume de exportações registrado em setembro foi expressivo diante do número menor de dias úteis do período, se compararmos com outros meses do ano”, ressaltou o economista. 

Outros grupos

O grupo “Extrativo Mineral” aparece em terceiro com melhor desempenho, tendo uma receita de US$ 183 milhões no período analisado, aumento de 20% comparado com a somatória de janeiro a setembro do ano passado, sendo que 80,2% desse montante foi alcançado pelos minérios de ferro e seus concentrados, que somaram US$ 113,1 milhões, tendo como principais compradores Argentina, com US$ 107,7 milhões, e Uruguai, com US$ 70 milhões.

“As exportações de minérios pelo Brasil devem crescer 2,5% neste ano, ante 2017, para 410 milhões de toneladas, em meio a uma expectativa de aumento de investimentos no setor. A expansão nas vendas externas ocorre diante do crescimento das atividades da mineradora Vale, maior produtora e exportadora global de minério de ferro e uma das principais do setor de níquel, que vem registrando diversos recordes de extração”, detalhou Ezequiel Resende.

Para o grupo “Óleos Vegetais”, a receita alcançou US$ 163,9 milhões nos nove primeiros meses deste ano, um crescimento de 79% na comparação com o mesmo período do ano passado, com destaque para farinhas e pellets, que somaram US$ 114,9 milhões, tendo como principais compradores Tailândia, com US$ 47,8 milhões, Coreia do Sul, com US$ 26,7 milhões, Indonésia, com US$ 24 milhões, Vietnã, com US$ 22,7 milhões, e Holanda, com US$ 9,8 milhões. 

“As exportações brasileiras do complexo soja somaram 5,984 milhões de toneladas em setembro, gerando uma receita de US$ 2,40 bilhões. Em relação a igual período de 2017, o volume aumentou 9,9% e a receita, 19,3%. Neste ano, a demanda pela oleaginosa brasileira aumentou com a quebra na safra de soja da Argentina e a disputa comercial entre Estados Unidos e China. Isso, aliado ao atraso na colheita de milho e à safrinha menor do cereal, fez com que a janela de exportação de soja, que tradicionalmente ocorre no primeiro semestre, se estendesse ao longo do terceiro trimestre”, pontuou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

FONTE: FIEMS.
#180917-02
17/09/2018

Exportação de industrializados de MS tem melhor agosto dos últimos 4 anos

A receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul apresentou crescimento de 24% nos primeiros oito meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, aumentando de US$ 1,90 bilhão para US$ 2,35 bilhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Se considerarmos apenas agosto deste ano comparado com agosto do ano passado, o aumento nas exportações de industrializados foi de 9%, saltando de US$ 289,7 milhões para US$ 316,5 milhões.

Na prática, esse montante representa o melhor resultado das exportações sul-mato-grossense para o mês de agosto dos últimos quatro anos, conforme a avaliação do coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende. “Em relação ao volume, no ano, tivemos aumento de 8% e, quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 70% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano a participação ficou em 59%”, detalhou.

O economista explica que, de janeiro a agosto, os principais destaques ficaram por conta dos grupos “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Extrativo Mineral”, “Óleos Vegetais”, “Açúcar e Etanol” e “Couros e Peles”. “A produção desses grupos somadas representaram 98% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior”, informou.

Celulose e carnes

No grupo “Celulose e Papel”, a receita no período avaliado foi de US$ 1,27 bilhão, crescimento de 100% nos oito meses de 2018 comparado com a somatória de janeiro a agosto de 2017, dos quais 105% foram obtidos apenas com a venda da celulose (US$ 1,24 bilhão), tendo como principais compradores China, com US$ 690,9 milhões, Itália, com US$ 143,3 milhões, Holanda, com US$ 104,1 milhões, Estados Unidos, com US$ 81,8 milhões, e Coreia do Sul, com US$ 35,7 milhões. 

“A produção de celulose segue em expansão, registrando recordes consecutivos nos últimos anos. Tal resultado é derivado da demanda externa aquecida, principalmente na China e na Europa. Cenário continua positivo para 2018 com preços em elevado patamar e produção em crescimento”, destacou Ezequiel Resende. 

Já no grupo “Complexo Frigorífico” a receita conseguida na soma de janeiro a agosto deste ano foi de US$ 565 milhões, uma redução de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que 36,5% do total alcançado são oriundos das carnes bovinas desossadas congeladas, que totalizaram US$ 206,3 milhões, tendo como principais compradores Hong Kong, com US$ 124,4 milhões, Chile, com US$ 95 milhões, China, com US$ 37,8 milhões, Arábia Saudita, com US$ 37,4 milhões, e Irã, com US$ 35,8 milhões.

“O recente desempenho do comércio brasileiro com os BRICS mostra como os produtores de carne do país estão direcionando seus esforços para a China na intenção de mitigar os impactos causados pela restrição russa à proteína animal. Atualmente os embarques de carne para a Rússia pararam completamente, enquanto as exportações de carga refrigerada da China continuam crescendo”, ressaltou o economista. 

Outros grupos

O grupo “Extrativo Mineral” aparece em terceiro com melhor desempenho, tendo uma receita de US$ 166,7 milhões no período analisado, aumento de 25% comparado com a somatória de janeiro a agosto do ano passado, sendo que 79,9% desse montante foi alcançado pelos minérios de ferro e seus concentrados, que somaram US$ 102,3 milhões, tendo como principais compradores Argentina, com US$ 97,6 milhões, e Uruguai, com US$ 64,5 milhões.

“Investimentos em minério de ferro vinham desacelerando nos últimos anos, refletindo a sobre oferta global e consequentemente, preços menos atrativos. Mesmo assim, a produção global será crescente com a entrada de projetos na Austrália e aceleração da produção no Brasil. Preços de minério de ferro neste ano devem ficar em torno de US$ 65,00 a tonelada. O preço, portanto, ficará abaixo da média registrada em 2017, de forma a equilibrar aceleração da demanda mundial e a expansão da produção”, detalhou Ezequiel Resende.

Para o grupo “Óleos Vegetais”, a receita alcançou US$ 150,9 milhões nos oito primeiros meses deste ano, um crescimento de 90% na comparação com o mesmo período do ano passado, com destaque para farinhas e pellets, que somaram US$ 104,6 milhões, tendo como principais compradores Tailândia, com US$ 46,2 milhões, Indonésia, como US$ 23,9 milhões, Vietnã, com US$ 21,8 milhões, Coreia do Sul, com US$ 16,5 milhões, e Holanda, com US$ 9,6 milhões. 

“A quebra da safra argentina de grãos está rendendo bons resultados para a cadeia produtiva de soja no Brasil. A demanda adicional gerada pela redução da oferta no vizinho, deverá elevar os embarques do segmento para perto de US$ 40 bilhões em 2018, o melhor resultado da história. Para o farelo, a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) passou a projetar exportações de 17 milhões de toneladas neste ano, quase 20% mais que em 2017, a um preço médio de US$ 390 por tonelada, 11% superior na mesma comparação”, pontuou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

FONTE: FIEMS.
#180821-01
21/08/2018

Exportação de industrializados de MS alcança US$ 2,04 bilhões em sete meses

A balança comercial do setor no Estado saiu de US$ 663,1 milhões em 2007 para US$ 3,05 bilhões em 2017

A receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul apresenta crescimento de 26% nos primeiros sete meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, aumentando de US$ 1,61 bilhão para US$ 2,04 bilhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, quando se fala em exportações de industrializados, nos últimos 10 anos, a balança comercial do setor no Estado saiu de US$ 663,1 milhões em 2007 para US$ 3,05 bilhões em 2017, ou seja, um crescimento de 360%.

“Isso é uma amostra clara do potencial de Mato Grosso do Sul no setor industrial, revelando o tamanho do campo para crescer que o Estado tem. Isso é uma conta muito clara de que Mato Grosso do Sul vem se industrializando a passos largos. Hoje, o que nós produzimos no Estado tem aceitação no mercado mundial, seja minério de ferro, celulose ou carnes bovina, suína e de aves”, pontuou Sérgio Longen. 

O presidente da Fiems acrescenta que o Mato Grosso do Sul vem avançando muito positivamente nas exportações, o que contribui para a consolidação da indústria. “Quando você pega o mapa industrial de Mato Grosso do Sul, é possível verificar que diversos segmentos do setor estão crescendo em regiões que antes não tínhamos indústrias e o reflexo disso podemos constatar no aumento das exportações”, reforçou.

Se considerarmos apenas o mês de julho deste ano comparado com julho do ano passado, o aumento nas exportações de industrializados foi de 30%, saltando de US$ 228,8 milhões para US$ 296,7 milhões. De acordo com a avaliação do coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, esse foi o melhor resultado para o mês de julho dos últimos quatro anos em Mato Grosso do Sul. 

“Em relação ao volume, no ano, teve aumento de 16%. Quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 55% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano, a participação ficou em 58%”, destacou o economista, completando que os principais destaques ficaram por conta dos grupos “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Extrativo Mineral”, “Óleos Vegetais”, “Açúcar e Etanol” e “Couros e Peles” que, somados, representaram 98% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior. 

Celulose e carnes

No grupo “Celulose e Papel”, a receita no período avaliado foi de US$ 1,12 bilhão, crescimento de 99% nos sete meses de 2018 comparado com a somatória de janeiro a julho de 2017, dos quais 105% foram obtidos apenas com a venda da celulose (US$ 1,09 bilhão), tendo como principais compradores China, com US$ 619,7 milhões, Itália, com US$ 123,9 milhões, Holanda, com US$ 89 milhões, Estados Unidos, com US$ 69,1 milhões, e Coreia do Sul, com US$ 31,5 milhões. “Atualmente o mercado global de celulose passa por um momento positivo, na onda da recuperação econômica dos Estados Unidos e Europa. Segundo a projeção de diferentes economistas, o ciclo do aumento de preços deve durar até 2019, uma vez que o crescimento da demanda é linear, enquanto que a oferta não acompanha o mesmo ritmo”, destacou Ezequiel Resende. 

Já no grupo “Complexo Frigorífico” a receita conseguida na soma de janeiro a julho deste ano foi de US$ 483,4 milhões, uma redução de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que 34,7% do total alcançado são oriundos das carnes bovinas desossadas congeladas, que totalizaram US$ 167,8 milhões, tendo como principais compradores Hong Kong, com US$ 104,1 milhões, Chile, com US$ 77,6 milhões, China, com US$ 33,8 milhões, Arábia Saudita, com US$ 31,7 milhões, e Irã, com US$ 29,4 milhões. 

“O recente desempenho do comércio brasileiro com os BRICS mostra como os produtores de carne do País estão direcionando seus esforços para a China na intenção de mitigar os impactos causados pela restrição russa à proteína animal. Atualmente, os embarques de carne para a Rússia pararam completamente, enquanto as exportações de carga refrigerada da China continuam crescendo. No segundo semestre, o forte desempenho da exportação de carne para a China seguirá pressionando a capacidade de todas as empresas de transporte marítimo”, ressaltou o economista. 

Outros grupos

O grupo “Extrativo Mineral” aparece em terceiro com melhor desempenho, tendo uma receita de US$ 142,5 milhões no período analisado, aumento de 32% comparado com a somatória de janeiro a julho do ano passado, sendo que 80,6% desse montante foi alcançado pelos minérios de ferro e seus concentrados, que somaram US$ 89 milhões, tendo como principais compradores Argentina, com US$ 78,5 milhões, e Uruguai, com US$ 59,5 milhões.

“As exportações de minérios pelo Brasil devem crescer 2,5% neste ano, para 410 milhões de toneladas, em meio a uma expectativa de aumento de investimentos no setor, segundo projeções do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), que representa mineradoras responsáveis por 90% da produção mineral do País”, detalhou Ezequiel Resende.

Para o grupo “Óleos Vegetais”, a receita alcançou US$ 125 milhões nos sete primeiros meses deste ano, um crescimento de 107% na comparação com o mesmo período do ano passado, com destaque para farinhas e pellets, que somaram US$ 79,9 milhões, tendo como principais compradores Tailândia, com US$ 46,2 milhões, Indonésia, como US$ 23,7 milhões, Vietnã, com US$ 10,6 milhões, Holanda, com US$ 9 milhões, e Espanha, com US$ 8,6 milhões. 

“Um dos destaques da balança comercial do agronegócio deste ano é o farelo de soja. As exportações do mês passado foram 43% superiores, em volume, às de igual período de 2017. Os preços subiram 20%. Volume e preços maiores garantiram ao Brasil receitas, em julho, 72% superiores às de igual período do ano passado, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior)”, pontuou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

FONTE: FIEMS.
#180806-01
06/08/2018

Em acumulado de janeiro a julho de 2018, exportação de MS tem melhor resultado da história

Nestes sete meses de 2018, o estado vendeu para o exterior em produtos, US$ 3,541 bilhões. Frente ao mesmo período de 2017, quando a comercialização atingiu os US$ 2,780 bilhões, o incremento foi de 27,35%.

o acumulado de janeiro a julho de 2018, as exportações de Mato Grosso do Sul registraram o melhor resultado da história do estado na comparação com o mesmo intervalo de tempo de anos anteriores, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Nestes sete meses de 2018, o estado vendeu para o exterior em produtos, US$ 3,541 bilhões. Frente ao mesmo período de 2017, quando a comercialização atingiu os US$ 2,780 bilhões, o incremento foi de 27,35%.

Antes de 2018, as melhores parciais de janeiro a julho das exportações sul-mato-grossenses haviam sido obtidas em 2014, US$ 3,342 bilhões e em 2013, US$ 3,232 bilhões.

Entre janeiro e julho deste ano um grupo de cinco produtos respondeu por 83,39% do total exportado pelo estado. O principal foi a soja, com vendas de US$ 1,444 bilhão (40,78% do total); celulose, com US$ 1,097 bilhão (30,98%); carne desossada de bovino congelada, com US$ 167,889 milhões (4,74%); pedaços e miudezas comestíveis de galos e galinhas congelados, com US$ 136,823 milhões (3,86%) e carne desossada de bovino fresca ou refrigerada, com US$ 107,548 milhões (3,03%).

O maior parceiro comercial de Mato Grosso do Sul continua sendo a China, conforme os dados do MDIC. O país asiático foi responsável nestes sete meses por 52,46% de toda a receita do estado com as exportações, o que representou US$ 1,857 bilhão, adquirindo 12 tipos de produtos.

O peso da China para o comércio exterior sul-mato-grossense é tão grande, que o país comprou de janeiro a julho, 81,85% de toda a soja exportada pelo estado e 56,43% do total de celulose.

Acumulado nas exportações de MS entre janeiro e julho

FONTE: G1.
#180726-05
26/07/2018

Brasil e China discutem maior aproximação comercial no setor de agro

Reunião de hoje — Governo brasileiro se reuniu com o presidente da China Xi Jinping durante a 10ª Cúpula do Brics, em Joanesburgo, África do Sul

O governo brasileiro e da China se reuniram nesta quinta-feira durante a 10ª Cúpula do Brics para discutir a pauta econômica, especificamente a agrícola. Com o presidente da China Xi Jinping foi tratado o fim da sobretaxa imposta pelo país asiático ao frango e ao açúcar brasileiros.

A comitiva brasileira afirma que o governo chinês recebeu a questão com acolhimento e se comprometeu a examinar com prioridade como estreitar as relações comerciais entre os dois países. “O presidente chinês disse que vai fazer o encaminhamento necessário. Nossa pauta de exportação com eles precisa ser aumentada e Jinping disse que quer ampliar o mercado”, afirmou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, após a reunião bilateral em Joanesburgo, na África do Sul.

O Brasil, que exporta grão de soja em grande quantidade para a China, também busca alcançar a exportação de elementos processados, ou seja, óleo e farelo de soja. “Este é o 5º encontro que nós temos e o que vem se solidificando é essa pauta agrícola com a China”, concluiu o presidente Michel Temer.

Concessões

A participação chinesa em empresas brasileiras também foi tema debatido nesse primeiro diálogo do dia, diante da percepção de que as parcerias que já ocorrem têm sido positivas e de que novas podem ser fechadas, especialmente nos campos de ferrovias, portos, aeroportos, linhas de transmissão e distribuidoras de energia. De acordo com a quarta edição do Boletim sobre Investimentos Chineses no Brasil, lançado em 9 de maio pelo Ministério do Planejamento, a China integrou 262 projetos no Brasil no período entre 2003 e 2018, com valores totais de US$ 126,7 bilhões. Os dados apontam aumento da diversificação dos investimentos das empresas privadas chinesas.

O encontro

A 10ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vai até sexta-feira (27). Durante a cúpula, os países do bloco devem discutir a abertura de um escritório regional do Novo Banco do Desenvolvimento (NBD), o Banco do Brics, em São Paulo, com escritório também em Brasília.

Os países integrantes do Brics representam 43% da população mundial e 26% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta.

FONTE: Último Instante.
#180725-05
25/07/2018

Governo cria selo para produtos de exportação

Criado pelo Ministério da Agricultura, o selo identifica produtos do agronegócio de origem brasileira no exterior

Para incentivar a abertura de novos mercados, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou um selo que identifica no exterior os produtos do agronegócio de origem brasileira. Conhecido como Brazil Agro - Good for Nature, o selo é voltado para produtos da pauta de exportação, como carne e leite. Segundo o Mapa, a identificação vai ficar contida por meio de um QR Code com informações de origem dos alimentos, adesivados em embalagens e latarias.

As empresas brasileiras que desejam garantir a certificação devem aderir ao programa através do ministério. De acordo com o ministro do Mapa, Blairo Maggi, nove associações que representam dezenas de empresas já demonstraram interesse em aderir ao selo. Para obter o selo, algumas das exigências são as boas práticas e o bem estar animal, o cumprimento da legislação, a conformidade internacional, o uso sustentável dos recursos e a preservação do meio ambiente. Isso tudo é para garantir qualidade nas mercadorias.

Segundo o ministério, essa é uma medida voltada para buscar crescimentos financeiros dos produtos brasileiros em outros países. A expectativa é atingir a meta de conquistar a elevação da participação do País no mercado mundial de alimentos dos atuais US$ 96 bilhões para aproximadamente US$ 146 bilhões. A intenção é associar produtos do setor a sua origem, a condições de qualidade, sustentabilidade e de padrões internacionais. Assim, será possível consolidar a imagem do Brasil como produtor e exportador de mercadorias seguras para os consumidores.

A assinatura do termo de autorização para que seja utilizado o selo aconteceu na última segunda-feira durante o evento internacional Global Agribusiness Fórum 2018, que aconteceu em São Paulo. O desenvolvimento do selo foi discutido com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no mês passado.

FONTE: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.
#180724-01
24/07/2018

Safra de cana 2018/19 em Mato Grosso do Sul deve crescer a 50 mi t, diz Biosul

Estado deve produzir cerca de 50 milhões de toneladas de cana na temporada vigente, contra 47 milhões na temporada passada

A safra de cana 2018/19 em Mato Grosso do Sul, quarto maior produtor do país, deve crescer 6,4 por cento ante o ciclo passado, na contramão do restante do centro-sul do Brasil, conforme o Estado foi menos impactado pela seca dos últimos meses, disse nesta terça-feira o presidente da associação dos produtores Biosul, Roberto Hollanda Filho.

"A falta de chuvas levanta preocupações, mas em Mato Grosso do Sul foi menos intensa do que em São Paulo e Paraná, por exemplo", destacou ele no intervalo do Global Agribusiness Forum (GAF), em São Paulo.

Conforme ele, o Estado deve produzir cerca de 50 milhões de toneladas de cana na temporada vigente, contra 47 milhões na temporada passada, marcada por uma forte geada em julho –o fenômeno climático, por sinal, provocou perdas nos canaviais sul-mato-grossenses nos invernos dos últimos anos, algo não observado em 2018 até agora.

O aumento contrasta com o desempenho esperado para o centro-sul como um todo. Recentemente, por exemplo, a consultoria INTL FCStone projetou que a moagem na principal região produtora do maior player global do setor sucroenergético será a menor desde 2014/15.

Hollanda Filho disse que Mato Grosso do Sul já colheu até o momento 20,8 milhões de toneladas de cana, com produção de 414 mil toneladas de açúcar, 300 milhões de litros de etanol anidro e 1,03 bilhão de litros de hidratado.

Ele destacou ainda que, por ora, a seca não representa riscos para a safra do ano que vem e tem contribuído para uma maior concentração de sacarose na cana. O nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) está 5 por cento maior em 2018/19 em Mato Grosso do Sul, com quase 129 kg por tonelada de cana processada.

FONTE: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.
#180720-05
20/07/2018

Exportação de soja do Brasil deve ir a recorde de 75 mi t no próximo ano, diz Safras

As exportações brasileiras de soja devem crescer no próximo ano para um novo recorde, de 75 milhões de toneladas, projetou nesta sexta-feira a Safras & Mercado, em meio a um cenário de produção novamente volumosa.

De acordo com a consultoria, que considera em sua estimativa o ano comercial 2019/20, de fevereiro a janeiro, os embarques representariam aumento de 1 por cento ante os 74,5 milhões de toneladas previstos para o atual ciclo 2018/19. O Brasil é o maior exportador global da oleaginosa em grão.

A projeção se dá em meio a expectativas de uma produção recorde no ano que vem, de quase 120 milhões de toneladas, conforme a Safras.

A consultoria não cita justificativas para suas previsões, mas as exportações recordes também podem incorporar o potencial de uma maior demanda da China, que trava uma guerra comercial com os Estados Unidos, incluindo a aplicação de taxas sobre a compra de soja norte-americana.

De acordo com a Safras, o esmagamento de soja no Brasil no próximo ano será de 44 milhões de toneladas, aumento de 2 por cento na comparação com a atual temporada. Os estoques ao término do ciclo seguinte devem cair para 429 mil toneladas, de 2,5 milhões, em razão das exportações e também de um consumo 1 por cento superior.

DERIVADOS

A Safras prevê uma produção de farelo de soja de 33,47 milhões de toneladas no próximo ano, alta de 2 por cento, mas com exportações 13 por cento menores, em 15 milhões de toneladas

No caso do óleo de soja, a expectativa da consultoria é de produção de 8,735 milhões de toneladas, com embarques de 1,1 milhão de toneladas, recuo de 8 por cento.

Os estoques finais de farelo e óleo no ano que vem devem somar 2,142 milhões e 114 mil toneladas, respectivamente.

FONTE: Notícias Agrícolas
#180717-03
 
17/07/2018

Exportação de industrializados cresce 26% no primeiro semestre em Mato Grosso do Sul

Indústria teve o melhor mês de junho dos últimos quatro anos

A receita com a exportação de produtos industrializados cresceu 26% no primeiro semestre deste ano em Mato Grosso do Sul. Os dados comparam a exportação no mesmo período do ano passado, segundo levantamento do Radar Industrial da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul).

Segundo os dados, o estado exportou US% 1,39 bilhão em produtos industrializados no ano passado, contra US$ 1,75 bilhão registrados nos seis primeiros meses deste ano.  Se a avaliação considerar apenas o mês de junho, o aumento foi de 32% comparado com o mesmo mês de 2017. Ezequiel Resende, coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems explica que este foi o melhor resultado para o mês de junho dos últimos quatro anos no estado.

Quanto ao volume, as exportações de industrializados registram alta de 17% em Mato Grosso do Sul. A indústria respondeu por 48% de toda a receita de exportação no estado no mês de junho. “De janeiro a junho, os principais destaques ficaram por conta dos grupos Celulose e Papel, Complexo Frigorífico, Extrativo Mineral, Óleos Vegetais, Açúcar e Etanol e Couros e Peles, que, somados, representaram 98,2% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior”, informou o economista.

No caso do grupo “Celulose e Papel”, a receita no período avaliado foi de US$ 968,22 milhões, crescimento de 93% no semestre comparado com o mesmo período do ano passado. Deste total, 98% foram obtidos apenas com a venda da celulose.

Impacto da greve

Já no grupo “Complexo Frigorífico” a soma da receita dos meses de janeiro a junho deste ano foi de US$ 421,5 milhões e houve uma redução em relação ao mesmo período do ano passado. Resende explica que a baixa quantidade de carne embarcada no mês de junho pode ser um reflexo da greve dos caminhoneiros, que impediu que cargas saíssem dos frigoríficos e entrassem nos portos no fim de maio. “Além disso, o preço da tonelada da carne brasileira em patamar recorde também pode ter limitado as compras por parte de alguns países, já que reduz a competitividade da proteína nacional”, ressaltou o economista.

FONTE: Midiamax
#180706-01
 
06/07/2018

Exportação de celulose dobra e atinge US$ 944 milhões

Ao todo, vendas de MS tiveram alta de 25% no semestre

O bom desempenho nas vendas externas da soja e da celulose, que praticamente dobrou sua receita, contribuiu para Mato Grosso do Sul fechar o primeiro semestre deste ano com crescimento de 25,77% nas exportações em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), para a celulose, segundo principal produto vendido ao exterior (com 31,36% de participação), o salto em receita foi de 97,82%, passando de US$ 477,381 milhões para US$ 944,346 milhões. O volume comercializado cresceu 69,65% e foi de 1,197 milhão para 2,031 milhões de toneladas.

A abertura da segunda planta da Fibria, em Três Lagoas, que entrou em operações em agosto do ano passado, é uma das variáveis que explicam o aumento expressivo de vendas do insumo neste primeiro semestre do ano. A segunda fábrica abriu com capacidade de produção de 1,95 milhão de toneladas de celulose por ano. Somando a primeira unidade, a empresa passou a ter uma capacidade de produção de 3,25 milhões de toneladas de celulose/ano.

FONTE: Correio do Estado
#180704-03
 
04/07/2018

Argentinos querem investir US$ 40 mi em porto de MS

PTP Group, holding de capitais argentinos, apresentou projeto para assumir o terminal portuário de Porto Murtinho

O PTP Group, holding de capitais argentinos que atua no setor logístico na Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil avançou nas tratativas com o Governo do Estado para realizar e assumir a operação do terminal portuário de Porto Murtinho. Em reunião com o governador Reinaldo Azambuja e o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, o grupo apresentou o projeto de um Terminal Portuário Fluvial Multipropósito (TPFM) de Uso Privativo em Porto Murtinho, com investimento inicial na ordem de US$ 40 milhões.

A reunião, realizada na semana passada na governadoria, contou com a presenca do presidente do PTP Group, Guillermo Misiano e do diretor Hugo Rene Gorgone. Eles apresentaram o Desenho Conceitual do Terminal Portuário TPFM, cujo objetivo é operar diferentes cargas: contêineres, cargas fracionadas, veículos, grãos, combustível líquido (e todo tipo de granel líquido), celulose e fertilizantes.

“A proposta envolve a construção de armazéns privados, terceirizados, casada com a operação do embarque do grupo. Eles apresentaram a proposta e solicitaram ao Governo do Estado a cedência de uma área de 15 hectares. O Governo se comprometeu com essa doação e vai verificar as condições adequadas para que a empresa possa fazer todos os trâmites de licenciamento junto à Antaq e órgãos ambientais para a construção de um novo terminal. A estimativa é de um investimento inicial em torno de US$ 40 milhões”, comentou Jaime Verruck.

O projeto do PTP Group prevê a construção de um terminal Portuário Multipropósito para as operações com contêineres, carga break-bulk (carga geral ou fracionada), veículos e granéis minerais, além da construção de um Terminal Portuário de Grãos, com sistema de recebimento e carregamento de grãos, estruturas de galpões e silos. O investimento total nas duas estruturas chega aos US$ 76 milhões, sendo que já haveria disponibilidade de um aporte inicial no valor de US$ 40 milhões. Outra proposta dos argentinos é a utilização de barcaças e empurradores desenvolvidos especificamente para o rio Paraguai – as atuais são “modelo Missisipi” e Paraná.

“A empresa deve começar com o transporte de grãos, mas também deve trazer fertilizantes, pois já fazem essa operação por meio de Concepción e planejam estendê-la a Porto Murtinho em 2019. A ideia é trabalhar com as commodities tradicionais, soja e milho mas também realizar importação de trigo e fertilizantes”, informou o secretário.

Em 2015, o Governo do Estado retomou o incentivo ao uso da hidrovia do rio Paraguai para o escoamento da produção de minério e de grãos de Mato Grosso do Sul para os portos da Argentina. Em novembro daquele ano, instituiu o Programa de Estímulo à Exportação ou Importação pelo Porto de Porto Murtinho (Proeip) e estendeu essas medidas aos portos de Ladário e Corumbá.

Pelo terminal Portuário de Porto Murtinho passaram seis mil toneladas de produtos em 2015; 45.607,66 toneladas exportadas em 2016 e 183.796,38 toneladas exportadas em 2017. Pelo terminal Portuário de Corumbá foram exportadas 4.815.118,99 de toneladas de minério em 2015; 3.981.577,64 toneladas em 2016 e 3.881.530,88 toneladas em 2017.

“A hidrovia foi um dos pontos elencados e a primeira ação do Governo foi a reabertura do terminal Portuário de Porto Murtinho. Fizemos um acordo judicial e publicamos um decreto que criou uma Zona Especial de Exportação que engloba Porto Murtinho, Corumbá e Ladário”, lembrou Jaime Verruck.

“Esse conjunto de fatores proporcionou a retomada das atividades no terminal e a competitividade da saída de produtos via Porto Murtinho. Felizmente, em um curto espaço de tempo, a capacidade atual instalada do local foi atingida de forma plena. Essa opção de escoamento já gerou um ganho aos produtores rural por conta da redução no custo logístico. Isso melhora a remuneração ao produtor. A saída via Porto Murtinho permite que as empresas de trade paguem hoje até R$ 2,00 a mais por saca em função da redução desse custo logístico. A ideia sempre foi essa e Porto Murtinho nos mostrou isso”, finalizou.

FONTE: Diário Digital
#180703-02
 
03/07/2018

Novo terminal ferroviário de Chapadão do Sul será inaugurado

A capacidade de embarque será de até dois milhões de toneladas em grãos por ano

O novo terminal ferroviário de Chapadão do Sul será inaugurado nesta quarta-feira (04). A obra vai beneficiar os produtores da região, reduzir custos com transporte e melhorar a logística.

Reativado em fevereiro de 2017, foram movimentadas 600 mil toneladas de soja e milho até o fim do último ano. O novo terminal passa a ter capacidade de embarcar até dois milhões de toneladas de grãos em 12 meses. O crescimento é estimado em mais de 300%.

A ampliação contou com investimento de R$ 27 milhões da Rumo Logística, concessionária que administra a Ferronorte, em parceria com a Engelhart Commodities Trading Partners (ECTP).

O plano de obras foi dividido em duas etapas. A primeira parte consistiu na reforma estrutural do terminal, para garantir a reativação das operações. Em seguida, os serviços foram concentrados na ampliação. Foram instalados um novo tombador e duas novas tulhas, com aumento na capacidade estática de nove mil para 39 mil toneladas.

De acordo com o secretário de Estado Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, o objetivo é gerar transporte mais eficiente e barato. A expectativa é que o terminal atraia a produção de toda região norte de Mato Grosso do Sul e municípios de Goiás que fazem divisa com o estado.

Na mesma ferrovia, foi inaugurado o terminal de celulose de Aparecida do Taboado, no ano passado. “Então, hoje essa ferrovia já está levando celulose, agora a parte de grãos e, futuramente, etanol. Portanto ela está focada em commodities. Dessa forma nós podemos, a partir desse terminal, mandar etanol para São Paulo e trazer combustível de São Paulo para Chapadão.”

Ferronorte

A Ferronorte ou Ferrovia Norte Brasil (EF-364) estende-se por 755 quilômetros, de Santa Fé do Sul (SP) a Rondonópolis (MT), cortando em seu trajeto o Nordeste de Mato Grosso do Sul. A Ferronorte, junto com a Malha Paulista, forma o principal corredor de exportação agrícola do Brasil, ligando as regiões produtoras de grãos do Centro-Oeste brasileiro ao porto de Santos.

FONTE: Capital News