#181211-04
11/12/2018

MT tem melhor novembro em exportações de carne mas greve prejudicou desempenho anual

Mato Grosso teve, em novembro, o melhor mês em exportações de carne bovina da história. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Estado enviou, ao exterior, 27,84 mil toneladas da proteína. Apesar do bom resultado, houve queda de 5,61%, em relação a outubro.

Segundo o Imea, as exportações mato-grossenses de carne tiveram redução de 4,5%, de janeiro a novembro, no comparativo com o mesmo período de 2017. O instituto credita o desempenho ruim à “dependência do modal rodoviário, o qual teve grandes problemas no 2º trimestre, devido à greve dos caminhoneiros”.

Conforme o Imea, “para não ‘perder’ mercado”, alternativas para diminuição da “dependência rodoviária necessitam ser dialogadas”.

FONTE: Só Notícias
#181211-03
11/12/2018

Comercialização da soja avança em Mato Grosso com proximidade de colheita

A comercialização antecipada da soja em Mato Grosso, safra 2018/19, avançou 5,59 pontos percentuais no último mês, no comparativo com outubro, e totalizou 41,33%. Os dados foram divulgados, nesta segunda-feira, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que ainda apontou um avanço de 1,38 pontos percentuais da safra 2017/18, chegando a 98,7% de comercialização.

De acordo com o instituto, o progresso para ambas as safras no período é reflexo da “aproximação da colheita da nova safra, seja para liberar espaço nos armazéns, quanto para a garantia de preços”. Os analistas destacam que o último mês foi marcado por “movimentações nos principais “drives” de formação de preços, principalmente da queda nos prêmios de exportação nos portos brasileiros”.

Segundo o instituto, o preço médio mensal de comercialização para a safra 17/18 ficou em R$ 67,48/sc, enquanto que para a 18/19 ficou em R$ 63,45/sc, redução de 1,7% e 2,98% no mês, respectivamente.

FONTE: Só Notícias
#181209-01
09/12/2018

Importante polo misturador de fertilizantes

Para dar êxito à maior produção agrícola do Brasil é preciso ter o suporte dos insumos vitais, especialmente do fertilizante. Com base nessa premissa, a maior parte das empresas misturadoras de fertilizantes de Mato Grosso concentrou sua instalação em Rondonópolis se valendo também da logística de recebimento e distribuição da matéria-prima.

As fábricas com atuação em Rondonópolis impulsionam a importação de bens da cidade. Tanto é que historicamente o município tem se mantido como o maior importador de Mato Grosso, tendo como principais itens adquiridos os insumos utilizados na composição de fertilizantes/adubos e produção agrícola.

As mais diversas empresas do ramo possuem unidades em Rondonópolis, como Mosaic, Fertipar, Península, Yara do Brasil, Sudoeste, Heringer, Araguaia e Andali. Um novo e recente investimento na área se deu neste ano, com a operação das atividades da JM-Link no terminal ferroviário, com mistura e recebimento de fertilizantes, que possibilita ainda o retorno da carga de Santos/SP com fertilizantes, podendo abastecer o Estado.

FONTE: A Tribuna MT
#181127-02
27/11/2018

Missão chinesa vistoria frigorífico em Mato Grosso

Uma missão técnica da China realiza auditorias em unidades frigoríficas de todo o país. Em Mato Grosso, duas indústrias foram vistoriadas na última semana, sendo uma de aves e uma de bovinos. A expectativa é que nas primeiras semanas do próximo ano os técnicos encaminhem os relatórios referentes às auditorias e, a partir de 20 de janeiro de 2019, se inicie o processo de habilitação. A última missão técnica chinesa é do início do ano 2000.

As informações foram confirmadas pelo Secretário de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luís Eduardo Rangel. De acordo com o executivo, a missão vem sendo planejada desde 2015, quando as indústrias nacionais deram início ao preenchimento dos questionários exigidos pela China para se tornarem aptas à exportação.

“Esta missão era para ter acontecido ano passado, mas devido à uma reestruturação do órgão responsável pela aduana chinesa acabou sendo adiada. Este era um processo muito aguardado e que teve início em 2015. Trabalhamos para viabilizar a missão e temos condições de habilitar mais unidades”, afirma Luís Eduardo Rangel.

A unidade de abate e processamento de bovinos visitada em Mato Grosso está instalada no município de Tangará da Serra (a 240 km da capital). Esta indústria será a primeira planta ter o sistema de verificação de origem do Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC) em operação. O presidente do Instituto, Guilherme Linares Nolasco, explica que a ampliação das exportações de carne para a China vem sendo trabalhada pelo IMAC também. 

“Este ano assinamos um protocolo de intenções com Centro Nacional de Melhoramento da Carne da China, da província de Shaanxi, para a habilitação de mais indústrias instaladas em Mato Grosso. É uma prerrogativa do IMAC divulgar a carne de Mato Grosso e se aproximar dos mercados consumidores”, explica Guilherme Nolasco.

A auditoria realizada pela China é por amostragem, ou seja, foram selecionadas algumas unidades que deverão representar todas as 78 indústrias em processo de habilitação. De acordo com Luís Eduardo Rangel, neste momento somente frigoríficos de aves e de bovinos passaram por auditorias e que as de suínos deverão passar por inspeção futuramente.

Somente depois da conclusão deste processo de certificação para exportação para a China, um novo programa deverá ser aberto para as indústrias que não preencheram os questionários desta edição possam requerer a habilitação.

Mercado chinês

China e Hong Kong foram responsáveis por 33% do comércio internacional da carne mato-grossense de janeiro a outubro deste ano, o equivalente a US$ 299,18 milhões de um total de US$ 893,2 milhões. Ano passado, os dois destinos somaram US$ 340,76 milhões.

“A China tem este peso nas nossas exportações com apenas uma unidade industrial habilitada, o que indica que podemos ampliar muito este mercado. O IMAC trabalha justamente para garantir comprados para nossa carne, agregando valor à produção em todas as etapas”, afirma Guilherme Nolasco, presidente do IMAC. Atualmente somente uma indústria instalada em Barra do Garças (a 515 km da capital) exporta carne bovina para a China.

FONTE: Hiper Noticias
#181118-02
18/11/2018

PIB de Mato Grosso salta 118% e chega a R$ 123,8 bi em 6 anos

Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso mais que dobrou em 6 anos. A evolução foi de 118% entre 2010 e 2016, ao saltar de R$ 56,601 bilhões para R$ 123,834 bilhões. No período, a participação de Mato Grosso na economia do país cresceu, passando de 1,5% para 2%. Já na região Centro-Oeste, a participação foi de 15,9% em 2010 para 19,5% em 2016. Os dados são das Contas Regionais 2016, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (16).

O valor da remuneração (somado salários e contribuição social) avançou de R$ 22,234 bilhões em 2010 para R$ 45,484 bilhões em 2016 (104%). No entanto, a participação da remuneração no PIB caiu de 39,3% para 36,7%. A fatia dos impostos sobre a produção baixou, de 13% para 9,5%, embora em volume tenha crescido de R$ 7,379 bilhões para R$ 11,747 bilhões (59,2%). Já a participação do excedente operacional bruto e rendimento misto cresceu. Somou 26,988 bilhões (47,7%) em 2010 e R$ 66,603 bilhões em 2016 (53,8%).

Entre 2015 e 2016, o PIB estadual caiu 6,3%. A produção agrícola aumentou e representou 18,6% da economia do Estado, contra 15,9% em 2015, embora tenha registrado recuo no volume produzido de 28,2%, por conta da estiagem, especialmente, no período de 2ª safra.

Antonio Galvan, presidente da Aprosoja, relembra que o problema climático fez muitos produtores perderem dinheiro, mesmo com a valorização de preços, em decorrência da queda na oferta. “Só ganhou quem não vendeu safra antecipada ou segurou parte dela, já que se vende cerca de 60% da safra antes. Não resultou vantagem financeira ao produtor e ao Estado”.

A Indústria apresentou queda em volume de 4,5%, em que pesou o desempenho da atividade da construção, com decréscimo de 12,9%. Serviços recuou 1,9%; comércio e reparação de veículos automotores e transporte, armazenagem e correio, baixaram 9,4% e 5%, respectivamente.

O economista Edisantos Amorim, avalia que o agronegócio puxa as demais atividades do Estado, mas alerta que é preciso investir em outros setores, como a indústria, para não ter a economia tão dependente de um setor. “A indústria é o que pode dar sustentabilidade para que o PIB estadual continue crescendo”. Também pondera que o peso dos impostos tem que ser menor, para não atrapalhar o desempenho da economia. “Os impostos sempre foram o maior gargalo de crescimento, de desempenho de qualquer economia, e precisa reduzir. Quanto menor a carga tributária, mais você consegue investir, gerar emprego, renda e o crescimento em toda a atividade econômica”.

4º maior

O PIB per capita de Mato Grosso cresceu 415% em 14 anos. O valor foi de R$ 37.462,74 em 2016 e ocupou a 4ª colocação entre as 27 unidades da federação. Evoluiu em relação ao valor registrado em 2002, quando ocupava a 11ª colocação entre os Estados, e o PIB per capita era de R$ 7.265,37. Em 2016, o valor matogrossense representou 3 vezes o do Maranhão, de R$ 12.264,28, o menor do país. Os dados são do IBGE.

O economista Edisantos Amorim avalia que a renda per capita tem acompanhado o desenvolvimento da região, que evolui em conjunto com o agronegócio e os principais produtos do Estado. Esse desempenho explica o crescimento da participação estadual no PIB nacional e no ranking entre os maiores PIBs per capita do país.

“O agronegócio lidera o ranking do crescimento do PIB no Estado e vem sustentando a economia de uma forma geral e contribui para o PIB nacional e estadual. Algumas atividades vêm crescendo e sendo destaque no agronegócio. Há um tempo olhávamos para a soja e milho, produtos que a cada ano têm recordes de colheita, área plantada e exportação. Agora observamos que outros produtos estão tendo destaque, como a pecuária bovina, e todos os outros produtos que vem crescendo, ajudam a elevar o PIB. A renda passa a ser percebida nesse crescimento”.

A renda per capita apurada pelo IBGE é distante da maior parte dos trabalhadores, mas há outros que conseguem superar esse patamar, como o microempreendedor Rodrigo Machado, 38, que fatura cerca de R$ 5 mil/mês. “Mato Grosso é bem rico em vista de outros Estados. Toda a produção dividida por pessoa dá bem acima do esperado, mas está mais voltado ao agronegócio e tem cidades em que a renda é bem maior”.

FONTE: Cenário MT
#181108-03
08/11/2018

Exportação da carne de Mato Grosso movimenta US$ 115 milhões

A exportação de carne bovina registrou uma receita de US$ 115,39 milhões em outubro em decorrência do embarque de aproximadamente 30 mil toneladas. Hong Kong e China lideram a importação da carne mato-grossense com uma participação 33% do total exportado de Mato Grosso.

O valor decorrente das exportações em outubro é menor do que os US$ 130,55 milhões registrados em setembro, queda de 11% no comparativo mensal. Vale lembrar que setembro registrou o maior volume de carne exportado este ano.

O presidente do Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC), Guilherme Linares Nolasco, afirma que desde a greve dos caminhoneiros em maio e a forte queda nas exportações em junho, o mercado vem se recuperando mês a mês. “Desde junho, esta foi a primeira vez que as exportações caíram e coincide com o fim do primeiro ciclo do confinamento, concluído em setembro. Outubro é um mês de acomodação e em novembro pode haver recuperação de mercado. Para dezembro a perspectiva de crescimento nas vendas internas também”, detalha Nolasco.

No acumulado do ano, a exportação de carne bovina soma US$ 893,87 milhões em receita, volume 4% inferior ao período de janeiro a outubro de 2017. O IMAC é uma instituição que integra produtores, indústria e o governo estadual em busca da promoção da carne de Mato Grosso, abertura de novos mercados e agregação de valor à cadeia produtiva.

Nos últimos 15 dias, diretores da entidade participaram de eventos internacionais na França e na China, onde foi confirmada a visita de uma missão de representantes do governo chinês a plantas frigoríficas instaladas em Mato Grosso. De acordo com Guilherme Nolasco, a visita é muito positiva e, caso mais unidades sejam habilitadas, a relação entre Mato Grosso e China deve se fortalecer.

“Se com apenas uma planta frigorífica habilitada para vender, a China já é um dos maiores clientes da nossa carne, com a ampliação do número de fornecedores credenciados, vamos vender ainda mais. Sem falar na reabertura do mercado russo, anunciado recentemente, e que deverá trazer impacto positivo para nossa balança comercial”, afirma Guilherme Nolasco. As unidades que devem receber a missão chinesa ainda não foram identificadas, nem a data da visita confirmada.

FONTE: Gestão no Campo
#181108-04
08/11/2018

Governo revê números, e receitas com exportações de milho são menores

Exportações do cereal para o Irã, líder nas compras do produto brasileiro, foram revistas.

O saldo da balança comercial agrícola encolheu. Em setembro, o sistema de informações de exportações e de importações do governo —o Comex Stat— indicava receitas de US$ 4,9 bilhões com as vendas externas do milho no acumulado do ano.

Os dados mais recentes, e que mostram as receitas de janeiro a outubro, apontam um total de apenas US$ 2,7 bilhões.

O número inflado ocorreu devido a divergências nos preços nas exportações para o Irã, líder nas importações de milho do Brasil.

Até setembro, os números indicavam gastos de US$ 3,5 bilhões pelo Irã no Brasil, valor que foi corrigido para US$ 795 milhões no período.

As diferenças estavam nos valores e não no volume exportado. O Irã continua sendo o principal comprador do cereal brasileiro. De janeiro a outubro, importou 5,2 milhões de toneladas.

O segundo lugar ficou com o Egito, país que comprou 1,6 milhão de toneladas, no valor de US$ 283 milhões. Espanha, Vietnã e Malásia vêm a seguir.

Os egípcios, devido a uma possível transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, possibilidade anunciada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, interromperam negociações com uma delegação brasileira que estava no país nesta semana.

A interrupção de negociações comerciais por parte do Egito poderá dificultar ainda mais as exportações de milho do Brasil.

Pelo ritmo atual, as vendas externas de milho deverão, neste ano, ficar bem abaixo das dos anos anteriores.

Até outubro, as exportações somaram 15,8 milhões de toneladas. No mesmo período de 2017, haviam atingido 22 milhões.

As estimativas de algumas consultorias indicam que o país deverá colocar próximo de 20 milhões de toneladas de milho no mercado externo neste ano. Em 2017, foram 29,3 milhões

FONTE: Mato Grosso Digital
#181101-01
01/11/2018

Rússia reabre mercado para carnes de MT que estava embargado há quase um ano

A notícia foi divulgada pelo ministro, Blairo Maggi. Em 2017, Mato Grosso exportou para a Rússia mais de 16 mil toneladas de carne bovina

O anúncio de que a Rússia reabrirá o mercado à carne brasileira foi feito pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, na quarta-feira (31). Ele diz que recebeu a notícia durante a missão comercial da qual participa, na China. A medida vale para carnes bovinas e suínas.

A Rússia deixou de importar carnes bovina e suína do Brasil em dezembro de 2017 e, segundo documento emitido pelo Mapa à época, o embargo ocorreu "em razão da presença da substância ractopamina em análises de carne brasileira”.

De acordo com dados da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), somente no ano passado, o estado exportou 16,16 mil toneladas de carne para a Rússia. O país forneceu quase 180 mil toneladas.

Segundo o presidente da Acrimat, Marco Túlio Duarte Soares, desde que o mercado russo foi fechado, as instituições representativas junto com os produtores e o Mapa, se uniram numa força tarefa para reverter a situação e garantir que a carne brasileira fosse aceita novamente.

“O Brasil tem o segundo maior rebanho do mundo, com 249 milhões de cabeças, é o segundo maior produtor de carnes e, certamente, com a reabertura do mercado russo haverá um aumento significativo na demanda, já que a Rússia chegou a ser responsável por aproximadamente 10% das nossas exportações”, disse ele.

Ainda segundo a Acrimat, em termos econômicos, a exportação para a Rússia proporcionou mais de R$ 1,5 bilhão para Mato Grosso, em 2017.

FONTE: G1
#181029-01
29/10/2018

Mercado externo de Sorriso cresce 178% e se torna o 7º maior exportador do Brasil

Os produtores rurais de Sorriso aumentaram suas exportações em 178% entre os meses de janeiro a setembro de 2018 na comparação com o mesmo período do ano passado. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram que o município chegou a U$ 3,4 bilhões em exportação contra os U$ 1,2 bilhões vendidos nos nove primeiros meses de 2017. Os valores mantêm a cidade como a maior exportadora de Mato Grosso e a elevam à 7ª maior exportadora do Brasil, à frente de cidades como Santos, em São Paulo, e Macaé, no Rio de Janeiro. No mesmo período do ano passado, Sorriso ocupava a 24ª colocação no ranking nacional.

Os valores exportados por Sorriso representam 33,7% do que Mato Grosso envia ao mercado exterior e deixam o município com um superávit de U$ 3,3 bilhões na balança comercial, que é o valor das exportações diminuído pelas importações, que recuaram 21% este ano, chegando a U$ 154 milhões.

O salto no ranking nacional de exportadores se deve à grande venda de milho feita ao Irã, que após romper o pacto nuclear com os Estados Unidos e sofrer sanções econômicas, buscou o mercado brasileiro. A soja, que no ano passado inteiro correspondia a 57% das exportações, teve uma redução de 41% nas vendas e passou a responder por 14% das vendas neste ano até setembro. O milho passou a brilhar e subiu de 35% em 2017 inteiro para 81% da participação nas exportações este ano, com uma variação superior a 1000%.

O destino dos produtos de Sorriso também mudou. Em 2017, 47% do que se produziu em Sorriso foi para a China, ao passo que este ano, 81% das vendas, ou U$ 2,9 bilhões, foram para o Irã, que, conforme Só Notícias já informou, se tornou o segundo maior parceiro comercial de Mato Grosso impulsionado pela negociação de milho.

FONTE: Só Notícias
#181025-03
25/10/2018

Impulsionado pelo milho, Irã se isola como 2º mercado exportador de Mato Grosso

O Irã se isolou na segunda colocação como o segundo maior mercado exportador de Mato Grosso, aproximando-se da China, que ainda lidera o ranking com 31% das compras. De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o país do Oriente Médio responde por 24% das vendas externas estaduais, o equivalente a U$ 3,6 bilhões, entre os meses de janeiro e setembro deste ano. A variação é de 463%, ou U$ 2,99 bilhões, a mais do que o mesmo período.

Dentro do Brasil, o estado é o principal mercado iraniano. Dos U$ 4,5 bilhões exportados para o país, U$ 3,6 saíram de Mato Grosso. O valor ajudou a elevar o Irã ao 6º lugar no ranking de maiores compradores do Brasil. O produto preferido dos persas é o milho, que responde por 79% das compras no Brasil todo, a soja tem 11% de participação e a carne tem 5,7%.

O avanço iraniano ao milho muda o perfil da balança comercial de Sorriso, que, na maioria do tempo, tinha a soja como principal produto de exportação. De janeiro a setembro, o MDIC mostra que o milho domina 84% das vendas dos produtores do município e que o Irã é o destino de 81% das vendas.

As vendas para o Oriente Médio ajudaram melhorar o resultado da balança comercial de Mato Grosso, que, conforme Só Notícias já mostrou, tem saldo de U$ 14,3 bilhões entre janeiro e setembro. No superávit de quase U$ 4 bilhões, pelo menos U$ 2,99 pode ser colocado na conta do Irã.

Em 2015 o Irã já havia feito uma grande investida ao milho mato-grossense. Agora, após o rompimento do acordo nuclear com os Estados Unidos e a imposição de sanções econômicas, os persas começaram a procurar outros mercados e a favorecer o Brasil. Especialistas acreditam que o mesmo deve acontecer com a China, que está numa batalha tarifária com os Estados Unidos, principal concorrente do Brasil na exportação de grãos.

FONTE: Só Notícias
#181024-03
24/10/2018

MT deve exportar 19 milhões de ton de soja em 2018/19

A produção de soja em Mato Grosso, após o recorde de 32,5 milhões de toneladas em 2017/18, deverá cair para 32,3 milhões nesta safra 2018/19, que está sendo semeada.

O potencial de exportação do estado permanece em 19,1 milhões de toneladas, praticamente igual ao da safra anterior, segundo dados do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).

A área destinada à produção da oleaginosa será de 9,6 milhões de hectares, 1,2% acima da de 2017. O espaço dedicado à soja neste ano, porém, é 14% maior do que o da média das últimas cinco safras, segundo o Imea.

FONTE: Brasilagro
#181023-03
23/10/2018

Mato Grosso já contabiliza mais de U$ 15 bilhões em exportações; China é maior cliente

Mato Grosso chegou a setembro com um saldo positivo de U$ 14,3 bilhões na balança comercial.  O saldo é o resultado de U$ 15,4 bilhões de exportação deduzidos pouco mais de U$ 1 bilhão de importação. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e se referem aos oito primeiros meses de 2018.

O superávit é de quase U$ 4 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado, quando o saldo era de U$ 10,5 bilhões para o período. O crescimento de 32,3% no valor de exportação e a queda de 8,6% nas importações ajudam a justificar o saldo.

A soja continua sendo o principal produto de exportação mato-grossense respondendo por mais de 61% das vendas ao exterior, seguida do milho com 28% da participação e da carne com 5,1% da fatia. Algodão, com 2,5% das vendas aparece na sequência.

A China e o principal destino dos produtos estaduais, comprando 31% da produção exportada. O Irã aumentou a participação em 463% e agora é o segundo maior comprador de Mato Grosso, com 24%, seguido de Holanda (5,1%), Tailândia (4,6%) e Espanha (4%).

FONTE: Só Notícias
#181022-02
22/10/2018

Brasil vai exportar gado vivo para o Irã; Mato Grosso deve se beneficiar com a medida

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou hoje (22) que o Brasil vai exportar gado vivo ao Irã. Desde 2014, o Departamento de Saúde Animal do ministério negocia com os iranianos para a abertura deste mercado, que tem potencial de comprar inicialmente pelo menos 100 mil cabeças de bovinos do Brasil por ano.

A aprovação do Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), que permite o embarque dos animais, foi comunicada nesta segunda-feira pela Organização Veterinária do Irã ao Departamento de Saúde Animal.

O ministério explica que a conquista desta certificação se deve ao reconhecimento de que o Brasil está livre de febre aftosa com vacinação e do chamado Mal da Vaca Louca, uma vez que a exportação de gado vivo é feita somente por países que possuem rígido controle sanitário dos seus rebanhos.

Segundo a pasta, a exportação de gado vivo também representa um canal de escoamento da produção que pode contribuir para melhorar a rentabilidade e a gestão do produtor rural, a sanidade dos animais, atender os protocolos nutricionais, gerar empregos e receita cambial.

De 2010 a 2017, a exportação de gado vivo gerou US$ 3,7 bilhões em divisas para o Brasil. No ano passado, a atividade faturou mais de US$ 276 milhões e, até julho deste ano, o volume de embarques alcançou US$ 301 milhões.

A medida deve beneficiar Mato Grosso, que segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Estatística de Geografia (IBGE) divulgado no mês passado, tinha maior rebanho bovino do país em 2017. Ao todo, o Estado representa 13,8% da produção nacional, com 214,9 milhões de cabeças de gado.

FONTE: Só Notícias
#181015-03
15/10/2018

Conab vê safra e exportação recordes de algodão do País

O Brasil poderá elevar em até 20,4 por cento o plantio de algodão na safra 2018/19, com impulso de bons negócios já realizados, o que permitirá colheita e exportação recordes na nova temporada, avaliou nesta quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em sua primeira estimativa para o ciclo.

Se o tempo for favorável, o Brasil poderia produzir entre 2,0,8 milhões e 2,3 milhões de toneladas da pluma, ante um recorde de 2 milhões de toneladas registrado na temporada anterior.

O plantio de algodão, uma cultura das mais intensivas em capital e tecnologia, atingiria históricos 1,4 milhão de hectares no país, disse a Conab.

“A comercialização da safra 2017/18, aliada às boas perspectivas futuras de mercado, vem gerando um ambiente de otimismo no setor produtivo”, afirmou a companhia em relatório, no qual também estimou volumosas safras de soja e milho, cujo plantio já se desenvolve no Brasil.

O plantio de algodão começa mais tarde nos principais produtores (Mato Grosso e Bahia), nos próximos meses.

A Conab destacou que a comercialização da safra 2018/19 em Mato Grosso está avançada, já atingindo 67 por cento do total.

“Em Mato Grosso, maior produtor nacional, o plantio ocorre apenas a partir de dezembro... Todavia, já é possível estimar um aumento significativo na área plantada devido aos bons retornos financeiros da cultura”, disse.

O analista sênior de agronegócios do Itaú BBA, Guilherme Bellotti, apontou que os números do algodão da Conab, que vieram dentro da expectativa, destacam-se no relatório da estatal.

O aumento “significativo” de área, acrescentou ele, “é resultado das boas margens que têm sido observadas na safra 17/18 e das perspectivas positivas para a próxima safra”.

Com uma boa safra, o Departamento de Agricultura norte-americano estima que o Brasil poderá superar a Índia em 2018/19 como o segundo maior exportador global da pluma, ficando apenas atrás dos EUA.

A Conab estima exportações de 1,33 milhão de toneladas da pluma em 2018/19, ante a marca histórica de 1 milhão de toneladas de 2017/18. O consumo do país deverá crescer em 50 mil toneladas na nova safra, para 750 mil.

FONTE: Avicultura Industrial
#181005-01
05/10/2018

Após missão árabe visitar Mato Grosso negociação para exportar bovinos vivos é definida

Para acertar os detalhes operacionais e comerciais de exportação de bovinos vivos para a Arábia Saudita, integrantes do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Ministério de Meio Ambiente, Água e Agricultura daquele país (MEWA), além de empresários dos países, se reunirão em novembro, em Riade. O diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques, disse que produtores brasileiros preveem exportar até 150 mil animais por ano destinados ao abate e reprodução.

Há poucos dias, o Brasil concluiu negociação iniciada em 2014 para a exportação de animais vivos à Arábia Saudita, durante missão organizada pelo ministério. Na oportunidade, foi acertado o modelo de certificação que será firmado pelo Mapa para animais destinados aquele país.

A abertura de mercado foi baseada em resultados da missão veterinária saudita que esteve no Brasil em maio. Na oportunidade, inspetores sauditas visitaram os escritórios do ministério no Mato Grosso e no Pará, o laboratório oficial (Lanagro/PE), o porto de exportação de animais vivos localizado no Pará, e fazendas de criação e de exportação de gado. A missão técnica concluiu que os controles aplicados pelo Brasil para Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) estão de acordo com as condições estabelecidas pela Arábia Saudita e pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Conforme o diretor, a exportação de gado vivo é uma atividade praticada somente por países que possuem rígido controle sanitário dos seus rebanhos. A exportação de gado também representa um canal de escoamento da produção, contribuindo para a melhoria da rentabilidade do produtor rural que consegue melhorar a sanidade do plantel, os protocolos nutricionais, a gestão da propriedade e, consequentemente, gerar emprego e contribuir com a balança comercial brasileira.

Nos últimos sete anos (2010-2017), a atividade gerou US$ 3,7 bilhões em divisas ao país. No ano passado, a exportação de bovinos vivo garantiu faturamento de mais de US$ 276 milhões e neste ano as exportações já superaram US$ 300 milhões.

Os sauditas também querem iniciar tratativas para a elaboração de normas (Certificado Zoosanitário Internacional) que viabilizem a importação de material genético de bois e de aves do Brasil. “A Arábia representa a possibilidade dos exportadores brasileiros diversificarem suas vendas no Oriente, em um mercado de alto poder aquisitivo”, observou o diretor.

FONTE: G1
#181003-02
03/10/2018

Preço do milho em Mato Grosso aumenta fortalecido pela demanda interna

O milho teve alta alta semanal de 0,78% e cotação  média de R$ 22,72/saca, na última semana, aponta o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária. O preço em Mato Grosso ainda segue fortalecido pela procura da demanda interna.

O instituto também avalia que, diante de uma demanda mais elevada pelo milho norte-americano, as cotações na CME-Group
para dezembro deste ano e julho de 2019, após contínuas quedas,  apresentaram semana passada um avanço de 3,52%  e
2,76 %, respectivamente.

Mesmo com a desvalorização nas cotações do dólar, a alta na CME e nos prêmios fez com que a paridade de exportação para julho do ano que vem exibisse  avanço de 2,16% e cotação média de R$ 21,61/saca, conclui o Imea, em seu boletim semanal.

FONTE: G1
#181001-02
01/10/2018

Moinho para o beneficiamento do trigo produzido em MT deve ser instalado em Cuiabá

Pesquisadores avaliam custo-benefício de beneficiamento de trigo no estado. Apenas Mato Grosso importa 140 mil toneladas de farinha de trigo por ano.

Um moinho deverá ser instalado em Cuiabá para o beneficiamento do plantio de trigo em Mato Grosso. Pesquisadores estão fazendo o cultivo e manejo da plantação para avaliar o custo-benefício para a comercialização e exportação.

Em uma fazenda que fica em Pedra Preta, a 243 km de Cuiabá, foi plantado trigo em quase um hectare da área. Segundo o engenheiro agrônomo Davi Dorigon, o plantio ainda está em fase de teste.

"Fizemos esse plantio para sabermos como é o manejo e, futuramente, poder comercializar", contou.

O trigo geralmente é cultivado no sul do país, onde o clima é mais propício para a cultura. Há alguns anos, pesquisadores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão fazendo análises para verificar a viabilidade do plantio no estado.

Segundo o pesquisador da Embrapa, Valter José Peters, o estado tem regiões com potencial para o plantio e comercialização do trigo.

"Temos áreas com grande potencial e, quando o agricultor despertar para isso, nós precisamos ter tecnologia para usar", disse.

O ciclo do trigo varia entre 90 e 115 dias, dependendo do modo de cultivação da planta. Ele pode ser cultivado de duas formas, sendo o sequeiro com o início do plantio em fevereiro por causa das chuvas, e o irrigado que é plantado em maio.

A principal doença do trigo é a brusone, conhecido também como branqueamento da espiga.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil consome mais de 11 milhões de toneladas de trigo por ano, sendo a produção interna de 5,2 milhões de toneladas. Apenas o estado importa 140 mil toneladas de farinha de trigo por ano.

Outra dificuldade encontrada pelos produtores é a falta de escoamento do trigo, pois no estado não tem indústria de beneficiamento.

O preço da tonelada de trigo está sendo de R$ 1.150 mil. Segundo o empresário João Antônio Sentchuk, um moinho será instalado em Cuiabá, no Distrito Industrial.

"Iremos instalar esse moinho para que os produtores de Campo Verde, Nova Mutum e Pedra Preta, possam fazer o beneficiamento do trigo", afirmou.

FONTE: G1
#180928-01
28/09/2018

Cadeias exportadoras contribuem com o saldo positivo das balança

De 2001 para cá, a balança comercial brasileira tem alcançado uma sequência de resultados positivos, com exceção de 2014, ano em que a queda no preço das commodities (em especial, o minério de ferro), a crise econômica argentina e a compra acima do previsto de combustíveis, fez com que o Brasil fechasse suas contas no vermelho. Mas os números poderiam ser mais amargos, não fosse a crescente e regular contribuição do agronegócio.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), no ano passado, por exemplo, o saldo ficou em R$ 66,98 bilhões, com exportações da ordem de R$ 217,74 bilhões. Do total embarcado, as cinco principais cadeias exportadoras do agronegócio (soja, carnes, café, setor sucroenergético e suco de laranja) foram responsáveis por R$ 66,16 bilhões. Não estão incluídos na conta itens de menor peso na balança, como cacau, leite e derivados, mel, pescados, frutas e demais produtos. A tendência é que o quadro se repita em 2018. Nos primeiros oito meses, as exportações registraram vendas de R$ 158,90 bilhões, sendo que os cinco principais itens participaram com R$ 46,66 bilhões.

A participação pode ser ainda maior, se for incluída a produção de etanol voltada para o mercado interno, volume que substitui a importação de gasolina, segundo Plinio Nastari, presidente da consultoria Datagro, especializada no setor sucroenergético. "Em 2017, o etanol substituiu 21,470 bilhões de litros de gasolina e, em 2018, cerca de 12,920 bilhões. Neste ano, considerando o preço médio da importação de gasolina em torno de US$ 0,482/litro, a economia proporcionada é de US$ 6,27 bilhões", diz. No caso do açúcar, a expectativa é fechar o ano com vendas abaixo das registradas em 2017, que foram de 28,7 milhões de toneladas, devido à queda de preços no mercado internacional em função do excesso de produção da Índia e da Tailândia.

Há mais de 15 anos na liderança do ranking do agronegócio, a soja tem se beneficiado da guerra comercial entre os EUA (maior produtor mundial) e China, principal mercado das vendas brasileiras. "Temos alta produtividade na lavoura, com até 57,8 sacas/hectare, mas sofremos com a logística precária e os custos do frete", afirma Daniel Latorraca, superintendente do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea). Maior produtor nacional, com 9,460 milhões de hectares, Mato Grosso tem no agronegócio cerca de 50% do seu PIB, estimado em R$ 107 bilhões em 2015, pelo IBGE. Além da soja, o Estado se destaca pela cultura do algodão e pela pecuária. Segundo Antonio Galvan, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT), a alta produtividade permite que novas áreas sejam exploradas.

O Brasil ainda é líder mundial na produção e exportação de café. "A indústria tem evoluído em equipamentos nas fábricas e tecnologia na lavoura. Em 1990, exportávamos 15 milhões de sacas e hoje exportamos 34 milhões de sacas", diz Eduardo Heron Santos, diretor técnico do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Enviado para cerca de 120 países, o café em grão é exportado até para grandes produtores, como Vietnã e Colômbia. Segundo Santos, o mercado consumidor cresce 2% ao ano no planeta e a expectativa é que haja um incremento de mais de 30 milhões de sacas/ano até 2030. O maior entrave do Brasil, diz, é a legislação protecionista na União Europeia em favor dos produtores africanos e do café colombiano. "O café brasileiro torrado e moído é taxado em 7,5%."

FONTE: Portos e Navios
#180926-05
26/09/2018

Próxima safra de milho em MT será 14% mais cara

Se engana quem pensa que é apenas o plantio da soja que recebe o foco dos agricultores neste momento. Ao mesmo tempo em que decidem o melhor momento de levar as plantadeiras para o campo, os produtores também se programam para o cultivo da segunda safra, que ocupará o campo após a colheita das lavouras que são semeadas agora.

Em ano com tantas variáveis “extra-campo” interferindo com força no mercado das commodities – como dólar, guerra comercial entre China e EUA, eleições, tabelamento do frete – é preciso redobrar a atenção para conseguir identificar os eventuais riscos e oportunidades que venham a surgir. Manter o olhar atento aos gastos com o custeio da lavoura, por exemplo, é uma das importantes estratégias para minimizar os riscos.

Normalmente, os agricultores em Mato Grosso costumam comprar com muita antecedência a maior parte dos insumos que vão ser utilizados na segunda safra. Muitos, inclusive, fazem esta aquisição no mesmo momento da compra dos produtos que vão ser usados na safra de soja, numa tentativa – geralmente bem sucedida – de reduzir as despesas.

Com a disparada do dólar nos últimos meses (apesar da oscilação negativa dos últimos dias), o custo da próxima safra de milho subiu. A despesa especialmente com os fertilizantes, que são em maior parte importados, saltou 1,6% entre julho e agosto segundo o Imea. Na comparação com agosto do ano passado, a alta chega a 11%.

O insumo foi um dos principais responsáveis pelo aumento considerável das “despesas de custeio da lavoura”, que envolvem os gastos previstos com as operações com máquinas, mão-de-obra, sementes, corretivos, macro e micronutrientes e defensivos químicos. Juntas, as despesas com estes itens subiram 14% em um ano, conforme mostra o acompanhamento mensal realizado pelo Imea. Em agosto de 2017, o desembolso médio com o custeio de uma lavoura de “alta tecnologia” girou em torno de R$ 1.314,89 por hectare. Já em agosto deste ano, a compra dos mesmos produtos comprometeu R$ 1.500,30 por hectare.

O custo mais alto reforça a necessidade de manter atenção às oportunidades que possam surgir no mercado. É claro que o mesmo dólar que eleva as contas também reflete nos preços. Mas em ano de eleições, quem se arrisca a afirmar que o câmbio vai continuar nos mesmos patamares atuais? E, reforçando, essa é apenas uma das variáveis que podem influenciar na rentabilidade da “safrinha”. Na dúvida, vale a máxima da cautela: é importante ter na ponta do lápis o valor necessário para cobrir os custos e – ao menos – uma pequena margem. Com este cálculo nas mãos, a decisão sobre a melhor hora de vender a futura produção tende a ser (um pouco) menos difícil.

 

FONTE: Canal Rural
#180926-02
26/09/2018

Dados: China registra redução na importação de grãos

Dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China indicam que o país asiático registrou uma redução significativa nas importações de grãos após impor tarifas aos embarques dos Estados Unidos. De acordo com as informações, a China comprou apenas 60 mil toneladas de sorgo em agosto, 79% abaixo das 259.892 toneladas importadas no ano anterior.

Nesse cenário, a Administração Geral das Alfândegas indicou que foram adquiridas apenas 330 mil toneladas de milho em agosto, uma queda de 13,5% em relação às 377,5 mil toneladas de agosto do ano passado. Além disso, as importações de trigo também caíram 51,6%, com 140 mil toneladas recebidas.

Embora a instituição não ter listado os dados totais de importação de países específicos, como os Estados Unidos que são os mais influenciados pela medida, a China tipicamente importa cerca de um terço de seu milho e trigo e quase todo o seu sorgo dos norte-americanos. Em julho, os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre todo o alumínio e o aço provenientes da China, e os chineses responderam cobrando tarifas de vários produtos norte-americanos, incluindo soja, sorgo e milho.

Os volumes totais de importação de soja para agosto não foram listados no relatório, mas o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou recentemente que as importações chinesas para o ano comercial de 2018-2019 deverão cair em 1 milhão de toneladas. Sendo assim, o alvo dos orientais passa a ser o mercado sul-americano da oleaginosa, com destaque para Brasil e Argentina, que já exportaram uma quantidade significativa de soja para a China na última safra.

FONTE: Cenário MT
#180925-04
25/09/2018

Brado recebe o lançamento da terceira edição da Expedição Suinocultura

Roteiro que inicia no Mato Grosso apresentará evolução da produção e perspectivas sobre a ótica de produtores, frigoríficos e cooperativas de seis estados

A Brado sedia nesta quarta-feira (26/9) o lançamento da terceira edição da Expedição Suinocultura. O terminal da Companhia em Rondonópolis (MT), no Centro-Oeste do País, será o ponto de partida do projeto organizado pelo Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo. O evento apresentará o roteiro e a temática da série de reportagens, que discutirá as novas condições para ampliar as exportações e incentivar o consumo de carne suína no mercado interno.

Especialista na movimentação de contêineres e na inteligência logística, a unidade de Rondonópolis é uma das principais referências das operações multimodais do Estado. De lá, a Brado organiza saídas alternadas de trens para Sumaré (SP) e Santos (SP). O transporte para o Porto de Santos é feito por uma locomotiva com 100 contêineres carregados para abastecer o mercado de exportação, volume que representa 70% das operações do terminal.

“Rondonópolis ocupa posição estratégica para o abastecimento do mercado interno e externo”, diz Marcelo Saraiva, diretor Comercial e de Operações da Brado. “Cada produto que passa pelo local é acondicionado em contêineres customizados de acordo com as necessidades do cliente.”

A Brado oferece as soluções procuradas pelos produtores da suinocultura realizando o transporte de contêineres reefer (congelados) pelo modal ferroviário, para o mercado interno e externo.

“A carne suína é um dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros nas festividades de fim de ano” afirma Carlos Pelc, gerente executivo de cargas reefer. “Temos uma frota preparada para atender as demandas desta época, garantindo a segurança e qualidade do produto da origem até o seu destino.”

Conforme o levantamento técnico da última edição do Expedição Suinocultura, o Brasil é o quarto maior produtor e exportador de carne suína no mundo. Assim como em 2017, o roteiro vai percorrer os Estados do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que concentram mais de 90% do mercado de produção e exportação da proteína animal.

Sobre a Brado

A Brado é referência nacional em serviços de logística de contêineres. Possui estrutura própria composta por 16 locomotivas, mais de 3 mil contêineres e 2,4 mil vagões, equipamentos, armazéns e terminais, complementadas por meio de parcerias estratégicas nos principais centros de consumo do País. Com atuação cada vez mais adaptada às necessidades do mercado de importação, exportação e mercado interno, a empresa preza pela excelência na movimentação de contêineres no Brasil, focado na integração multimodal.

FONTE: Grupo Segs
#180925-03
25/09/2018

Duvidas quanto a próxima safra de milho no Mato Grosso

Mão dupla: O dólar detém grande influência na agricultura em MT e neste momento vem sendo uma das principais incógnitas para a próxima safra de milho, em consequência da sua valorização ante o real estar encarecendo os custos de produção, mas também favorecendo os preços dos contratos futuros.

Nesse sentido, o Imea divulgou o custo operacional referente ao mês de agosto para o milho de alta tecnologia em MT, apresentando um acréscimo de 0,65% e com isso passa a ser de R$ 2.353,80/ha.

Dentre as despesas que mais aumentaram, o destaque se deu para os custos com corretivo do solo, devido à relação de oferta e demanda e aumento do frete, aliada à alta nas despesas com fertilizantes, em reflexo da valorização do dólar.

Assim, é de suma importância, neste período de intensificação nas compras dos insumos, que o produtor esteja atento ao bom gerenciamento das despesas e aproveitamento das oportunidades de negócios para viabilizar a próxima safra.

 

Confira os principais destaques do boletim:

• O preço do cereal mato-grossense encerrou a semana com queda de 2,93%, e cotação média de R$ 22,55/sc, impactado pela baixa na bolsa B3.

• Ainda em reflexo do relatório de oferta e demanda do USDA, a cotação do milho na CMEGroup para jul/19 fechou a semana com recuo de 0,97% e cotação média de US$ 3,76/bu.

• O dólar fechou a semana com queda de 1,12%, em consequência das perspectivas quanto as eleições brasileiras, em conjunto com o alívio do mercado externo em relação a guerra comercial entre os EUA e a China.

• Com a desvalorização nas cotações do dólar e do milho em Chicago para jul/19, a paridade de exportação exibiu variação negativa de 6,07%, porém ainda está R$ 8,11/sc acima em relação ao mesmo período do ano passado.

FOCO NOS INSUMOS:

Na última semana foi finalizado o período do vazio sanitário da soja em MT, restando poucos insumos para o sojicultor adquirir. Com isso, daqui para frente as compras de insumos do milho passam a ser intensificadas para o novo ano-agrícola do Estado, sendo de grande importância estar atento ao valor do custo de produção em saca.

Nesse sentido, considerando uma produtividade de alta tecnologia de 112,02 sc/ha, o custo variável do milho em MT está em R$ 18,99/sc. Tal valor, quando comparado ao preço médio mensal na comercialização do cereal em ago/18, está 15,56% menor, mostrando que, apesar do impacto altista do dólar nas despesas nos últimos meses, este também tem trazido melhores oportunidades para os preços do cereal, que vêm trabalhando acima do ponto de equilíbrio para cobrir o custo variável da próxima safra.

Mas cabe salientar que ainda resta a definição de importantes fatores para a consolidação de um cenário para a próxima safra.

FONTE: Cenário MT
#180924-01
24/09/2018

Estado será sede da Conferência Anual da Aliança Internacional da Carne em 2019

Desafios como sustentabilidade, bem-estar animal, mercado internacional, exportação e foco no consumidor foram os principais temas debatidos durante a Conferência Anual da Aliança Internacional da Carne Bovina (International Beef Alliance – IBA), realizada no Canadá. Desde 2015, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) representa o Brasil na Conferência e, nesta edição, foi confirmado que Mato Grosso será sede do encontro em 2019.

Um dos motivos da escolha é o fato de o Brasil ser responsável pelo maior rebanho bovino comercial do mundo. A Conferência Anual reúne os presidentes e CEO’s das principais entidades representativas dos produtores de carne bovina da Austrália, Brasil, Canadá, México, Nova Zelândia, Paraguai e Estados Unidos. Juntos esses países são responsáveis por mais de 50% da produção e 62% da exportação mundial de carne bovina.

De acordo com o vice-presidente da Acrimat, Amarildo Merotti, o encontro é uma oportunidade para compartilhar conhecimento, estratégias e discutir o futuro da pecuária mundial. “Embora disputemos mercados internacionais, tanto o Brasil quanto os demais países que compõem a Aliança têm muitas questões em comum. É o caso da sucessão familiar, o aumento do consumo de carne por habitante, equilíbrio nos três pilares sustentabilidade, econômica, ambiental e social e, ainda, a defesa dos nossos interesses enquanto produtores.

As nossas demandas não são muito diferentes e isso faz a Aliança cada vez mais forte”, afirmou o vice-presidente, que participou do encontro realizado entre os dias 17 e 21 de setembro. O Canadá possui um rebanho de 15 milhões de cabeças de gado bovino e abate 5 milhões de cabeças, por ano.

Com produção direta de carne para os consumidores locais e exportação do produto – que chega a 50% da produção -, o Canadá também exporta animais vivos para os Estados Unidos.

Além das discussões, os líderes do segmento puderam visitar propriedades na região de Vancouver e Alberta, que abrigam o maior rebanho do Canadá e também é o cinturão da produção de grãos e forragem canadense.

Para o diretor técnico da Acrimat, Francisco Manzi, o encontro é fundamental para a troca de experiências. “Tivemos a oportunidade de conhecer todo o sistema de produção local passando pela cria, recria e engorda, onde quase a totalidade é feita em confinamento. Pudemos avaliar o sistema de produção, adequação e verificar melhorias na qualidade, tanto da criação dos animais como do produto final, para atender aos consumidores cada vez mais exigentes”, disse Manzi.

Além dos líderes, a Aliança possui um programa para desenvolver a liderança entre os jovens. Neste ano, os participantes foram responsáveis por apresentações sobre o uso de antibióticos e a proteína feita em laboratório, conhecida como carne falsa.

FONTE: RD News
#180917-08
17/09/2018

FEIJÃO: Cenário atual e futuro

Em agosto se vendeu abaixo do preço de custo. Devemos ter diminuição na área plantada

Na última reportagem da série, o Portal Agrolink questionou o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, sobre como está o momento econômico do mercado do feijão no Brasil. “No feijão-carioca [principal variedade], produtores estão com margens muito baixas este ano. Inclusive durante agosto se vendeu abaixo do preço de custo”, lamenta.

Por outro lado, diz o especialista, no feijão-rajado os produtores estão vendendo com boa margem, de até 30%. “Pela primeira vez está sendo exportado”, comemora Lüders. Ele acrescenta que, o feijão-preto está com preço estável, dando pequena margem média na faixa de 20%, enquanto no feijão-caupi do Mato Grosso há excesso de oferta.

Perguntado sobre quais seriam as explicações para esse cenário atual, o presidente do Ibrafe diz que 70% da área é plantado com feijão-carioca, e há aumento de produtividade. Além disso aponta a capacidade de armazenagem (com armazéns climatizados), variedades que não perdem a cor e, por fim, aumento de área de pivôs de irrigação.

“Devemos ter, no início do próximo ano, diminuição na área plantada com feijão-carioca e um pequeno aumento da área plantada com feijão-rajado e preto. Portanto há chance do feijão-carioca ter um preço médio melhor no primeiro trimestre de 2019 do que entre junho-agosto de 2018. Se houver este cenário os produtores se sentirão confiantes para novamente aumentar a área de plantio da segunda safra de feijão-carioca. Recomendo buscar informações, pouco antes da época do plantio, de quais são as previsões para o momento da colheita. Bem orientado, o produtor poderá aproveitar bons momentos de mercado de outros feijões”, conclui.

FONTE: Agrolink
#180912-01
12/09/2018

Rumo quer ampliar 700 km de ferrovia ligando Rondonópolis a Cuiabá e Sorriso

Para otimizar as operações ferroviárias no Centro-Oeste e incrementar a logística do agronegócio mato-grossense, a Rumo apresentou nesta semana a proposta de ampliação da Malha Norte – que forma, com a Malha Paulista, também sob concessão da Rumo, o principal corredor de exportação do País, ligando Rondonópolis ao Porto de Santos (SP).

O estudo prevê um investimento de R$ 6 bilhões em obras para viabilizar um novo trecho com 700 quilômetros de extensão entre Rondonópolis e Sorriso, passando por Cuiabá. Os incrementos logísticos impactarão fortemente a economia da região, tanto por conta do escoamento de grãos de Sorriso como pelo aumento da circulação de cargas industriais e bens de consumo na capital mato-grossense.

O assunto foi debatido nesta segunda (10) no encontro “Ferrovia em Cuiabá, integração e desenvolvimento”, realizado pelo Fórum Pró-Ferrovia na capital mato-grossense. Durante o encontro, o diretor regulatório institucional da Rumo, Guilherme Penin, explicou a importância dessa extensão da Malha Norte: “Chegar a Sorriso permitirá escoar a produção agrícola do Meio-Norte, pois será melhor atendida pela ferrovia. No caminho, os trilhos alcançarão também a região de Cuiabá, que constitui o maior centro consumidor e industrial do Estado”. Trata-se de uma área de baixo impacto ambiental e que propicia sinergia com as atuais oficinas, postos de abastecimento e equipamentos de manutenção de via que a Rumo administra em Mato Grosso.

A construção desse novo trecho está atrelada ao processo de renovação antecipada da concessão da Malha Paulista, que foi aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em 29 de agosto, e publicado no Diário Oficial da União (DOU) dois dias depois. Esta é uma etapa fundamental para a conclusão do processo. A proposta agora se encontra sob análise do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, seguindo depois para a análise a aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU).

A prorrogação da concessão por mais 30 anos (até 2058) viabilizará R$ 6 bilhões em investimentos, elevando a capacidade de transporte entre Rondonópolis (MT) e Santos (SP) dos atuais 30 milhões de toneladas/ano para 75 milhões de toneladas/ano. Ou seja, um crescimento de 150%. Esse aporte será direcionado a duplicações de trechos, modernização das vias, ampliações de pátios e obras diversas para reduzir os impactos urbanos nas cidades por onde os trilhos passam.

A resolução do gargalo representado pela Malha Paulista abrirá caminho para a extensão da Malha Norte até Cuiabá e Sorriso. A concessionária estuda quatro possíveis traçados para essa extensão, todos ainda em fase de análise de viabilidade técnica. Contabilizando todas as etapas de planejamento e execução, a previsão é que as operações possam ser iniciadas em 2023.

Durante o encontro, representantes do Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá assinaram um documento de apoio à expansão da Malha Norte e também à renovação da concessão da Malha Paulista, que será encaminhado ao Ministério dos Transportes e ao TCU. Entre os signatários, estão; a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de Cuiabá, Governo de Mato Grosso, o Consórcio do Vale do Rio Cuiabá (composto por 13 municípios), senador Wellington Fagundes, representando o Senado Federal, deputado federal Nilson Leitão, representando a Câmara dos Deputados; e entidades que integram o Fórum Pró-Ferrovia (CDL, FCDL, OAB-MT, FIEMT, AEDIC, FEMAB, Sebrae, Porto Seco, Fecomércio MT, Sinduscon MT, Trade Turismo, Aprosoja Mato Grosso, Corecon MT, UFMT, Crea, Famato e Sindipetroleo). O envolvimento das instituições evidencia o caráter suprapartidário que marcou tanto o evento quanto o apoio ao projeto da Rumo.

Sobre a Rumo

A Rumo é a maior operadora logística com base ferroviária independente do Brasil e América Latina. A Companhia tem mais de 12 mil quilômetros de trilhos formados por quatro concessões em seis estados: São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Com mil locomotivas e 25 mil vagões, a empresa oferece uma gama completa de serviços interligando centros de produção, polos consumidores e portos marítimos.

FONTE:

RD News

#180820-01
20/08/2018

Mato Grosso é o estado que mais exportou produtos em 2018, aponta Mapa

Segundo o órgão, o estado foi responsável por 17,30% de todos os produtos exportados. Nos sete primeiros meses de 2018, as vendas externas de MT somaram US$ 10,2 bilhões.

Até julho deste ano, Mato Grosso foi o estado que mais exportou produtos do agronegócio, segundo dados do Agrostat, que divulga estatísticas de comércio exterior e é ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Segundo o órgão, o estado foi responsável por 17,30% de todos os produtos exportados no país e lidera o ranking.

Em seguida, aparecem: São Paulo (16,85%), Rio Grande do Sul (11,81%) e Minas Gerais (7,45%).

Nos sete primeiros meses de 2018, as vendas externas de Mato Grosso somaram US$ 10,2 bilhões.

No estado, o complexo de soja se destacou como principal produto e gerou US$ 8,2 bilhões. Já o Brasil, arrecadou US$ 59,2 bilhões.

A China foi o país que mais comprou produtos agropecuários do Brasil. As compras do país asiático representam 26,63% do total exportado.

A União Europeia e os Estados Unidos aparecem em seguida com 25,67% e 19,09%, respectivamente.

FONTE:

G1.

#180814-03
14/08/2018

Mais de 90% do milho exportado é de Mato Grosso; ritmo de escoamento é menor

A Secex – Secretaria de Comércio Exterior- registrou que, mês passado, começaram as exportações da safra 2017/18 de milho no Brasil, apresentando 1,17 milhão de toneladas.  92,7% deste total é do milho que foi produzido em Mato Grosso. Este volume “traz atenção ao ritmo do escoamento do cereal no país, visto que está 49,6% abaixo em relação ao mesmo período do ano passado. Além do recuo da produção nacional neste ano-safra, os principais motivos para o baixo ritmo nas saídas foram os atrasos na colheita em grande parte dos estados e a imprevisibilidade quanto a o frete rodoviário, que acabaram por estender a janela de exportação da soja”, analisa o IMEA – Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária- em boletim divulgado ontem à tarde.

“Outro fator que também tem pesado nessa conta é a estiagem no rio Madeira, que prejudicou as navegações por Porto Velho. Analisando os fluxos dos line-ups portuários para exportação de milho, a situação parece se manter no próximo mês, visto que os volumes registrados continuam significativamente abaixo aos dos anos anteriores”, acrescenta o instituto.

A colheita da safra atual em Mato Grosso está praticamente na reta final e atingiu 95,93% das áreas, exibindo um avanço semanal de 6,21 pontos percentuais.

FONTE: Só Notícias.
#180814-02
14/08/2018

Festival valoriza produto que movimenta balança comercial de MT

Bovinos são o maior rendimento no campo de MT sendo responsáveis por 76,52% do valor gerado pela produção de proteína animal

NMato Grosso é responsável pela maior produção de bovinos do país com mais de 30 milhões de cabeças, que são comercializadas no mercado interno e em mais de 80 países do mundo, segundo dados da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

Esses números fazem com que a carne bovina seja um forte item na balança comercial do Estado – figurando entre os principais geradores de divisas ao lado da soja, do algodão e do milho.

Mas, alcançar patamar de reconhecimento dessas commodities agrícolas é o grande desafio da carne mato-grossense. E esse é um dos objetivos do Festival Braseiro, que chega em Rondonópolis [a 240 km de Cuiabá], no próximo dia 8 de setembro, para sua 5ª edição.

Entre os produtos pecuários – que também incluem suínos, frango, leite e ovos –, os bovinos são os de maior rendimento no campo mato-grossense, sendo responsáveis por 76,52% de todo o valor que é gerado pela produção de proteína animal [R$ 11,803 bilhões dos R$ 15,423 bilhões que deverão ser gerados este ano], conforme projeção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Conforme explica o presidente da Acrimat, Marco Túlio Duarte Soares, nem sempre a população tem a dimensão de todos esses números e do que eles representam para o estado de Mato Grosso.

De acordo com ele, eventos como Braseiro – que é considerado o maior festival de carnes nobres do país – ajudam a ampliar o potencial da carne bovina mato-grossense e a dar a verdadeira dimensão dessa cadeia produtiva. Marco Túlio também é idealizador do Festival.

“O Festival Braseiro nasceu porque somos apaixonados por carne, estamos no maior Estado produtor dessa proteína e que tem o maior rebanho do Brasil – considerado também o sexto maior do mundo. A questão é que nem sempre o grande público tem noção de quão importante economicamente a carne bovina é para o Estado. Precisamos valorizar a criação de gado bovino em Mato Grosso”, avalia.

Neste viés, Marco Túlio destaca que a proteína animal pode ser explorada de diversas formas. “Uma delas, por exemplo, é gastronomicamente, que é um nicho de grande poder econômico e gerador de emprego e renda. Até porque possuímos a melhor carne do país. Inclusive, no Braseiro, o público poderá contar com carne de qualidade, com cortes selecionados e de raças diferenciadas – que têm ganhado cada vez mais espaço na pecuária nacional, como é o caso das raças Angus e Wagyu, além daquelas mais tradicionais como a Nelore”, pondera.

Valor bruto

Nos últimos nove anos, o valor bruto da produção de carne bovina em Mato Grosso aumentou 50,24%, passando de R$ 7,856 bilhões em 2009 para R$ 11,803 bilhões em 2018. O valor corresponde a 18,50% do total que é gerado no campo em Mato Grosso, cuja previsão para este ano é de R$ 83,333 bilhões incluindo as produções agrícolas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, como estima o Mapa. “Todos esses números revelam a grandeza e o importante papel que a carne bovina tem para a economia do Estado e do país”, reforça Marco Túlio.

Exportação

O Brasil exportou mais carnes in natura em julho em relação a junho deste ano. Superado o efeito da greve dos caminhoneiros, que paralisou o escoamento no fim de maio e afetou o desempenho dos embarques em junho deste ano, o mercado registrou no sétimo mês do ano uma retomada no ritmo das exportações, segundo aponta um levantamento do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), divulgado no último dia 1.

Como tradicionalmente acontece no segundo semestre, a demanda externa também se mostrou aquecida. A exportação de carne bovina in natura somou 130,9 mil toneladas – volume 140,6% superior ao total de 54,4 mil toneladas embarcadas em junho. Na variação anual, o avanço foi de 24,4% perante as 105,2 mil toneladas vendidas ao exterior em julho de 2017. A receita com as vendas da proteína animal atingiu US$ 636,7 milhões em junho, aumento de 128,3% comparado ao mês anterior, quando o faturamento bateu em US$ 278,9 milhões. O montante é 42,7% maior que os US$ 446,2 milhões obtidos em igual mês do ano passado.

No acumulado dos seis primeiros meses de 2018, o desempenho da carne bovina in natura ainda é positivo. Os embarques somam 664,9 mil toneladas, 5,65% maiores do que as 629,3 mil toneladas embarcadas de janeiro a julho de 2017. A receita cresceu 13,1%, de US$ 2,538 bilhões para US$ 2,872 bilhões.

Festival Braseiro

No dia 8 de setembro, mais de 250 churrasqueiros irão se mobilizar para comandar 41 estações de preparo de carnes especiais e assar cerca de quatro toneladas de cortes de bovino, suíno, aves, peixe e cordeiro em harmonia perfeita com o clima de fazenda propício para confraternizações ao ar livre.

Realizado pela Associação Braseiro, o Festival Braseiro traz em seus pilares um cunho social. Todos os churrasqueiros trabalham voluntariamente e 100% do lucro será revertido para entidades – a serem definidas por meio de edital, previsto para abrir em agosto. A 5ª edição do evento ainda contará com shows da banda nacional Texas Radio, da dupla Paulo Mafra e Thulio Viola e do grupo Henrique Maluf & Cerrado Groove.

FONTE: Midia News.
#180801-01
01/08/2018

Industriais da Grande Cuiabá apresentam demandas do setor

A última etapa do circuito de eventos “Prioridades da Indústria 2019-2022” foi realizada nesta terça-feira (31/07), na sede da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), em Cuiabá. O encontro já foi realizado em Sinop, Cáceres e Rondonópolis. Em cada cidade, os empresários elencaram as demandas regionais do setor industrial que farão parte de um documento, que será entregue aos candidatos do Executivo e Legislativo nas eleições deste ano.

Na Fiemt, o vice-presidente Wilmar Franzner deu as boas-vindas aos participantes e agradeceu a presença dos diretores, presidentes de sindicatos e demais empresários. “Vamos sair daqui com propostas que serão entregues aos candidatos e, posteriormente, cobrar o cumprimento de nossas reivindicações”, disse.

Durante o encontro, o superintendente da Fiemt, Mauro Santos, apresentou os 11 fatores principais que impulsionam a competitividade da indústria, dentre eles: segurança jurídica, ambiente macroeconômico, tributação, politica industrial, relações do trabalho.

Para o empresário Hélio Barbosa, do segmento de comércio exterior, o evento foi uma excelente oportunidade para identificar e apresentar os problemas enfrentados diariamente. “Mesmo em segmentos distintos, as demandas são parecidas, como logística e carga tributária.

Já Rodrigo Guerra, presidente do Sindicato das Indústrias de Biodiesel no Estado do Mato Grosso (Sindibio-MT), destacou a relevância do evento para a indústria como um todo. “Foi uma tarde proveitosa, com várias propostas apresentadas que vão ajudar na industrialização do nosso estado”.

Dentre as principais demandas apresentadas pelos industriais da Grande Cuiabá e cidades do interior estão: logística, alto preço da energia, carga tributária, falta de apoio às pequenas indústrias, dentre outros. Todas as demandas levantadas pelos empresários de Mato Grosso serão compiladas e entregues aos candidatos às eleições de 2018. O objetivo da Fiemt com a iniciativa, que foi in loco ouvir os empresários, é de elaborar a pauta do setor industrial, com as prioridades e medidas necessárias para o crescimento da economia do estado.

FONTE: Cenário MT.
#180726-06
26/07/2018

Brasil e China discutem maior aproximação comercial no setor de agro

Reunião de hoje — Governo brasileiro se reuniu com o presidente da China Xi Jinping durante a 10ª Cúpula do Brics, em Joanesburgo, África do Sul

O governo brasileiro e da China se reuniram nesta quinta-feira durante a 10ª Cúpula do Brics para discutir a pauta econômica, especificamente a agrícola. Com o presidente da China Xi Jinping foi tratado o fim da sobretaxa imposta pelo país asiático ao frango e ao açúcar brasileiros.

A comitiva brasileira afirma que o governo chinês recebeu a questão com acolhimento e se comprometeu a examinar com prioridade como estreitar as relações comerciais entre os dois países. “O presidente chinês disse que vai fazer o encaminhamento necessário. Nossa pauta de exportação com eles precisa ser aumentada e Jinping disse que quer ampliar o mercado”, afirmou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, após a reunião bilateral em Joanesburgo, na África do Sul.

O Brasil, que exporta grão de soja em grande quantidade para a China, também busca alcançar a exportação de elementos processados, ou seja, óleo e farelo de soja. “Este é o 5º encontro que nós temos e o que vem se solidificando é essa pauta agrícola com a China”, concluiu o presidente Michel Temer.

Concessões

A participação chinesa em empresas brasileiras também foi tema debatido nesse primeiro diálogo do dia, diante da percepção de que as parcerias que já ocorrem têm sido positivas e de que novas podem ser fechadas, especialmente nos campos de ferrovias, portos, aeroportos, linhas de transmissão e distribuidoras de energia. De acordo com a quarta edição do Boletim sobre Investimentos Chineses no Brasil, lançado em 9 de maio pelo Ministério do Planejamento, a China integrou 262 projetos no Brasil no período entre 2003 e 2018, com valores totais de US$ 126,7 bilhões. Os dados apontam aumento da diversificação dos investimentos das empresas privadas chinesas.

O encontro

A 10ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vai até sexta-feira (27). Durante a cúpula, os países do bloco devem discutir a abertura de um escritório regional do Novo Banco do Desenvolvimento (NBD), o Banco do Brics, em São Paulo, com escritório também em Brasília.

Os países integrantes do Brics representam 43% da população mundial e 26% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta.

FONTE: Último Instante.
#180725-06
25/07/2018

Governo cria selo para produtos de exportação

Criado pelo Ministério da Agricultura, o selo identifica produtos do agronegócio de origem brasileira no exterior

Para incentivar a abertura de novos mercados, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou um selo que identifica no exterior os produtos do agronegócio de origem brasileira. Conhecido como Brazil Agro - Good for Nature, o selo é voltado para produtos da pauta de exportação, como carne e leite. Segundo o Mapa, a identificação vai ficar contida por meio de um QR Code com informações de origem dos alimentos, adesivados em embalagens e latarias.

As empresas brasileiras que desejam garantir a certificação devem aderir ao programa através do ministério. De acordo com o ministro do Mapa, Blairo Maggi, nove associações que representam dezenas de empresas já demonstraram interesse em aderir ao selo. Para obter o selo, algumas das exigências são as boas práticas e o bem estar animal, o cumprimento da legislação, a conformidade internacional, o uso sustentável dos recursos e a preservação do meio ambiente. Isso tudo é para garantir qualidade nas mercadorias.

Segundo o ministério, essa é uma medida voltada para buscar crescimentos financeiros dos produtos brasileiros em outros países. A expectativa é atingir a meta de conquistar a elevação da participação do País no mercado mundial de alimentos dos atuais US$ 96 bilhões para aproximadamente US$ 146 bilhões. A intenção é associar produtos do setor a sua origem, a condições de qualidade, sustentabilidade e de padrões internacionais. Assim, será possível consolidar a imagem do Brasil como produtor e exportador de mercadorias seguras para os consumidores.

A assinatura do termo de autorização para que seja utilizado o selo aconteceu na última segunda-feira durante o evento internacional Global Agribusiness Fórum 2018, que aconteceu em São Paulo. O desenvolvimento do selo foi discutido com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no mês passado.

FONTE: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.
#180721-01
21/07/2018

Mato Grosso registra maior saldo comercial do país

Mato Grosso, além de encerrar o primeiro semestre do ano com acréscimo de 7,57% na receita das exportações – em comparação com o mesmo período do ano passado – registra o maior saldo da Balança Comercial do país, superando estados ‘cativos’ desse indicador como Minas Gerais e o Pará. Mesmo exportando commodities in natura, especialmente soja em grão, o faturamento alcançou US$ 8,10 bilhões, acima do contabilizado nos outros estados, US$ 7,25 bilhões e US$ 6,49 bilhões, respectivamente.

Fora o recorde sobre o saldo comercial do período, a receita mato-grossense de US$ 8,10 bilhões corresponde a 27% do total faturado pela Balança Comercial brasileira que de janeiro a junho contabilizou US$ 29,93 bilhões. O superávit estadual também apresenta avanço anual de 11,79% na comparação com os seis primeiros meses de 2017, quando o resultado – das exportações deduzidos das importações o que forma o saldo da Balança – foi de US$ 7,24 bilhões.

O economista-chefe da PR Consultoria, Carlos Vitor Timo Ribeiro, destaca que além da posição histórica do Estado, em relação à Balança Comercial, o faturamento anual cresceu na contramão do que foi verificado no país. “O saldo comercial de Mato Grosso fecha o período com resultado positivo, com expansão, enquanto que no país o semestre foi de retração de 17,34%, com a receita encolhendo de US$ 36,21 bilhões para US$ 29,93 bilhões”.

Timo Ribeiro aponta ainda que mesmo com avanços das vendas externas, o saldo comercial de Mato Grosso nesse primeiro acumulado do ano reflete uma significativa queda nas importações. “As exportações mato-grossenses somaram de US$ 8,65 bilhões registrando aumento de 7,57% em relação aos US$ 8,04 bilhões de 2017, mas com queda substancial das importações de 30,73% contribuindo para um recorde estadual no saldo da balança comercial”. As importações acumularam de janeiro a junho desse ano US$ 552 milhões contra US$ 796,95 milhões em igual acumulado do ano passado.

CÂMBIO – Outro destaque que o economista traz em sua análise é a reversão do efeito do câmbio sobre as exportações, que passa de uma situação de ‘perdas’ para fechar o semestre com ‘ganhos’. Como explica, “felizmente temos um ‘ganho’ de R$ 4,2 milhões, por conta da apreciação (valorização) de 14,7% do dólar frente ao real, no período”.

Como explica, com o dólar médio de junho desse ano em R$ 3,783, as exportações totalizam R$ 32,74 bilhões, contra R$ 28,53 bilhões com o dólar médio de junho do ano passado que esteve em R$ 3,297, “daí vem a diferença positiva de R$ 4,20 milhões com a conversão da moeda, o que denominamos ‘ganho cambial’ com reflexos positivos para a economia mato-grossense, que tem nas exportações, contribuição expressiva na formação histórica do PIB estadual”.

O segmento exportador mato-grossense conseguiu fechar o primeiro semestre do ano sem registrar perdas severas em razão da greve dos caminhoneiros, paralisação que atingiu em cheio o transporte de cargas no país entre os dias 21 de maio a 2 de junho. Os efeitos do movimento derrubaram importantes indicadores estaduais como as vendas do varejo (-2,1%), o setor de prestação de serviços (-9,3%) e a produção industrial, que teve no Estado a maior retração do país, 21%, conforme dados do IBGE até maio. Entretanto na comparação mensal entre a receita das exportações de maio ante a de junho, o saldo variou em -18,37%, passando de US$ 1,85 bilhão para US$ 1,51 bilhão.

FONTE: Cenário MT
#180720-06
20/07/2018

Exportação de soja do Brasil deve ir a recorde de 75 mi t no próximo ano, diz Safras

As exportações brasileiras de soja devem crescer no próximo ano para um novo recorde, de 75 milhões de toneladas, projetou nesta sexta-feira a Safras & Mercado, em meio a um cenário de produção novamente volumosa.

De acordo com a consultoria, que considera em sua estimativa o ano comercial 2019/20, de fevereiro a janeiro, os embarques representariam aumento de 1 por cento ante os 74,5 milhões de toneladas previstos para o atual ciclo 2018/19. O Brasil é o maior exportador global da oleaginosa em grão.

A projeção se dá em meio a expectativas de uma produção recorde no ano que vem, de quase 120 milhões de toneladas, conforme a Safras.

A consultoria não cita justificativas para suas previsões, mas as exportações recordes também podem incorporar o potencial de uma maior demanda da China, que trava uma guerra comercial com os Estados Unidos, incluindo a aplicação de taxas sobre a compra de soja norte-americana.

De acordo com a Safras, o esmagamento de soja no Brasil no próximo ano será de 44 milhões de toneladas, aumento de 2 por cento na comparação com a atual temporada. Os estoques ao término do ciclo seguinte devem cair para 429 mil toneladas, de 2,5 milhões, em razão das exportações e também de um consumo 1 por cento superior.

DERIVADOS

A Safras prevê uma produção de farelo de soja de 33,47 milhões de toneladas no próximo ano, alta de 2 por cento, mas com exportações 13 por cento menores, em 15 milhões de toneladas

No caso do óleo de soja, a expectativa da consultoria é de produção de 8,735 milhões de toneladas, com embarques de 1,1 milhão de toneladas, recuo de 8 por cento.

Os estoques finais de farelo e óleo no ano que vem devem somar 2,142 milhões e 114 mil toneladas, respectivamente.

FONTE: Notícias Agrícolas
#180718-05
18/07/2018

Aos poucos, negócios são retomados em Lucas do Rio Verde (MT), mas atraso na entrega dos fertilizantes ainda preocupa

Frete está mais alto e conta está sendo paga pelos produtores rurais. Atraso na entrega dos fertilizantes pode afetar a produtividade das lavouras na próxima safra. No milho, colheita se aproxima do final e rendimento médio gira em torno de 90 a 120 scs/ha. Saca é cotada ao redor de R$ 20,00 na região.

A questão do tabelamento do frete continua sem uma solução, porém, os negócios começam a ser retomados aos poucos nas principais regiões de produção no Brasil. Após a MP 832 ter sido aprovada na Câmara dos Deputados e no Senado, a expectativa é que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) reporte uma nova tabela nesta sexta-feira (20) atendendo todos os setores.

Em Lucas do Rio Verde, importante região produtora em Mato Grosso, as tradings retomaram os negócios com a soja nos últimos quinze dias. "Temos um menor valor em dólar, com a saca do grão a US$ 18,00, mas o câmbio subiu muito, dessa forma, temos uma equalização dos preços em reais. Não sabemos como o acerto foi feito, só sabemos que o frete está mais alto e os produtores estão pagando essa conta", explica o presidente do Sindicato Rural do município, Carlos Alberto Simon.

Paralelamente, o atraso na entrega dos fertilizantes segue como uma preocupação dos produtores rurais também na região. A perspectiva é que o cenário afete a produtividade das lavouras de soja da safra 2018/19, que começa a ser cultivada em meados de setembro na região.

Milho Safrinha

No caso da safrinha, a colheita entrou na reta final na região, com rendimentos entre 90 até 120 sacas do grão por hectare, dependendo do nível de tecnologia empregada. Ao contrário de outras localidades no estado, as lavouras do cereal foram mais penalizadas com excesso de chuvas entre os meses de fevereiro e março, o que resultou em lixiviação dos fertilizantes.

"E com o escoamento mais lento e a soja, que ainda não foi retirada dos armazéns por conta do impasse do frete, utilizamos silos bolsa para a estocagem do grão. Os preços estão próximos de R$ 20,00 a saca e o consumo está sendo direcionado para uma empresa de etanol de milho na nossa região e para a BRF", pondera a liderança.

Já os negócios para exportação são menos atrativos nesse momento devido ao encarecimento do frete, ainda na visão do presidente do sindicato. Em Mato Grosso, cerca de 49,83% da área cultivada já colhida até o momento, conforme dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). No mesmo período do ano anterior, o estado já havia colhido 62,02% da área.

FONTE: Notícias Agrícolas
#180718-03
18/07/2018

Brasil ainda importa a maioria dos fertilizantes usados na agricultura

Segundo o engenheiro agrônomo, Wladimir Chaga, os fertilizantes especiais também chamados de micronutrientes são produzidos em sua maioria localmente

Quase 80% da nossa produção é fertilizada por insumos que vem de fora do país. Enquanto a produção local do produto não passa de 15% da necessidade do mercado. Sobre esse assunto, o programa conversou com o engenheiro agrônomo e presidente da Brandt no Brasil, Wladimir Chaga.

De acordo com ele, "para a adubação a gente fala praticamente de três fontes: o calcário, que é a correção do solo; uma segunda que são os nitrogênios, fósforos e potássio. Já a Brandt trabalha com fertilizantes especiais, que são os micronutrientes. Então a base da adubação é o nitrogênio, fósforo e potássio enquanto os micronutrientes são aqueles elementos básicos mas essenciais. Se você não tem, por exemplo, um micronutriente disponível na planta, às vezes, ela não consegue absorver aquele potássio, fósforo que está no solo", explica Chaga. 

Hoje o Brasil é o segundo maior competidor de grandes culturas no mundo. Ficando só um pouquinho atrás dos EUA. Mas ainda não temos condições de usar todos os recursos produzidos no país. Sendo o mercado hoje, a maioria, proveniente de importação. Segundo Chaga, diferente dos fertilizantes comuns, os foliares que são os micronutrientes são em sua maioria produzidos localmente. Mercado esse que vem crescendo bastante de uns anos para cá. 

FONTE: EBC - Empresa Brasil de Comunicação
#180717-04
17/07/2018

Demanda por soja em MT na safra 2018/2019 deverá ficar estável

Imea prevê exportação de 18,5 milhões de toneladas e consumo interno no Estado de 9,32 milhões de toneladas

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta que a demanda por soja produzida no Estado na temporada 2018/2019 deve atingir 32,42 milhões de toneladas, patamar próximo ao estimado para o ciclo atual (32,43 milhões de toneladas). Citando "a expectativa de competitividade da oleaginosa mato-grossense", o Imea prevê exportação de 18,5 milhões de toneladas em 2018/2019, queda de 0,71% ante o volume de 18,63 milhões de toneladas projetado para 2017/18. Com relação ao consumo dentro do Estado, o instituto prevê que 9,32 milhões de toneladas de soja serão processadas em Mato Grosso, ante 9,29 milhões de toneladas em 2017/2018.

O envio de soja em grão a outros Estados deve atingir 4,6 milhões de toneladas, 2,2% acima do total de 4,5 milhões de toneladas previsto para 2017/2018. O Imea prevê que a oferta do Estado em 2018/2019 deve somar 32,79 milhões de toneladas, queda de 0,33% ante a temporada anterior. O instituto reforçou a previsão de safra divulgada em maio de 32,32 milhões de toneladas, abaixo da projeção de 32,52 milhões de toneladas para a safra 2017/2018.

Conforme o instituto, em virtude da leve redução na oferta e da demanda ainda firme, os estoques em Mato Grosso devem encerrar a safra 2018/19 em 370 mil toneladas, ante 480 mil toneladas esperadas para 2017/18.

FONTE: Globo Rural
#180717-02
17/07/2018

Principal aeroporto de Mato Grosso duplica movimentação de cargas no 1º semestre

O Terminal de Logística de Carga (Teca) do Aeroporto Internacional Marechal Rondon (MT), de Cuiabá-Várzea Grande, praticamente dobrou o volume de cargas movimentadas no primeiro semestre deste ano. O crescimento registrado foi de 94,1% superior em relação ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros seis meses, foram processadas 24 toneladas entre importações e exportações. Já no mesmo período do ano passado, foram 12,4 toneladas.

O destaque foi o setor de importações, responsável por 92,91% da movimentação de cargas, com 22,3 toneladas. Os principais volumes importados no período a partir do Teca cuiabano foram aeronaves agrícolas, equipamentos de pesquisa, peças de aeronaves e industriais. A maior parte desse material foi enviada para países da América do Norte.

As exportações somaram 1,8 tonelada, representando pouco mais de 7% do volume total do complexo logístico neste semestre. Apesar da menor representatividade no total de movimentação de cargas, as exportações mais que triplicaram, com crescimento de 244,9%. No primeiro semestre de 2017 foi exportada somente meia tonelada. Os destaques em 2018 foram o envio de uma aeronave aos Estados Unidos e gelatinas que são destinadas a países europeus.

Quando a análise dos dados é feita apenas sobre as importações, sem considerar as exportações, o crescimento no período foi de 87,4%. Em 2017, foram 11,9 toneladas de importações movimentadas no Teca de Cuiabá (22,3 toneladas no primeiro semestre de 2018).

De acordo com a assessoria da Infraero, o aumento do volume de cargas no Teca de Cuiabá acompanha a retomada do crescimento econômico do país. Aliado a isso, houve incremento na importação de aeronaves e peças no período. Os Terminais de Cargas possuem empilhadeiras, plataforma hidráulica, carrinhos hidráulicos, transpaleteira elétrica, câmaras frigoríficas, área destinada às cargas perigosas, uma linha de rack com balança com capacidade de pesagem de até seis toneladas; e balança com capacidade para pesar 2,5 toneladas.

FONTE: Só Notícias
#180717-01
17/07/2018

Vice-prefeito recebe comitiva chinesa para reunião no Palácio Paiaguás

O vice-prefeito Niuan Ribeiro esteve, nesta segunda-feira (16), no Palácio Paiaguás, em uma reunião com governador Pedro Taques, para receber a delegação do governo da província de Shaanxi, na China. Na ocasião, foram assinados dois protocolos de intenções com o objetivo de estabelecer ações voltadas ao livre comércio entre os dois países.

A proposta oficializada visa estreitar o relacionamento do Estado com a cidade Shaanxi e consolidar negócios nas áreas do turismo, agronegócio, mineração, tecnologia, inovação, comércio exterior, infraestrutura e logística. Essa parceria entre o mercado chinês é muito positiva para todo Mato Grosso, tendo em vista que a milenar província tem uma população de aproximadamente 37,5 milhões de habitantes, enquanto todo centro-oeste tem pouco menos que a metade, o que seria perfeito para o consumo de nossos produtos, principalmente da agricultura e da pecuária.

Niuan Ribeiro valeu-se do momento, para dizer que este intercâmbio com os chineses é de suma importância para a cidade, que está às vésperas de completar seus 300 anos, destacando nossos potenciais.

“Em nome do prefeito Emanuel Pinheiro cumprimento toda a comitiva da cidade de Shaanxi. Hoje estou aqui para representar uma cidade que vem trabalhando para oferecer toda a estrutura para receber quaisquer tipos de parcerias e dizer que nóss cuiabanoss somos um povo hospitaleiro, que recebe muito bem quem vem de fora. Hoje possuímos uma rede hoteleira de qualidade, capaz de suportar grandes eventos, como foi a Copa do Mundo FIFA 2014, com centros de convenções de primeira linha, preparados para realizar eventos entre a China e o Brasil. Somos também a porta de entrada da Amazônia, capital do Pantanal e do Agronegócio, além de ser o principal polo industrial, comercial e de serviços do estado. E a Prefeitura de Cuiabá vem atuando de forma incessante, para que toda essa produção beneficie nosso território, para agregar valor aos nossos produtos e assim exportar para a China. Nos colocamos à disposição da comitiva, como também de toda a população da cidade de Shaanxi. Aproveito para reforçar o convite para que venham participar das comemorações dos nossos 300 Anos.

Os estrangeiros pretendem executar projetos conjuntos para o fomento do comércio, principalmente com produtos como soja, milho e carnes. Entre as expectativas de investimento, estão a tecnologia ao intercâmbio de conhecimento. Nos últimos três anos, a China investiu mais de R$ 22 milhões no estado. Entretanto, a delegação capitaneada pelo governador e secretário do Comitê do Partido Comunista da China na Província de Shaanxi, H.E Hu Heping, pretende ainda estender esses investimentos para outra áreas.

“Primeiramente quero expressar nossa gratidão com esta recepção calorosa. Nos sentimos como se vocês fossem nossos melhores amigos ou como uma família.  Dessa vez, nossa delegação vem aqui para estreitar nossa amizade e o nossos interesses comerciais e desejar esse crescimento entre Shaanxi e Mato Grosso. O Brasil é o primeiro parceiro da China na américa latina. Aqui temos interesses que vão além da economia, como também em fazer parcerias na cultura, no esporte e no turismo. Pretendemos para o ano que vem realizar o Brics no Brasil”, sugeriu o Governador.

O Brics é um termo utilizado para designar o grupo de países de economias emergentes formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A última reunião de Cúpula dos Brics ocorreu em setembro 2017, em Xiamen, na China.

A delegação de Shaanxi foi composta pelo os seguintes integrantes: Zhao Xiaoming, vice-secretário Geral do Comitê do Partido Comunista da China na Província de Shaanxi; Lu Jianjun, diretor-geral da Comissão de Desenvolvimento e Reforma; Zhao Runmin, diretor-geral do Departamento de Comércio; Yao Hongjuan, diretor-geral do Gabinete de Relações Internacionais; Zhang Jianguo, vice-diretor Geral da Associação Popular para Amizade com Países Estrangeiros; Lu Yang, vice-diretor do Escritório Geral do Comitê do Partido Comunista da China; Zhang Qidong, vice-diretor do Comitê Administrativo de Yangling; Zan Linsen, vice-diretor Geral da Faculdade de Ciências Animal e Tecnologia da Northwest A & F University; Zhao Xiaoning, diretor do Escritório Geral do Comitê do Partido Comunista da China; Li Xiongbin, diretor da Comissão de Desenvolvimento e Reforma; Li Guanghui, intérprete do Gabinete de Relações Internacionais; Li Jia, intérprete da Associação Popular para Amizade com os Países Estrangeiros; e Wang Jiayi, repórter da Estação Provincial de Rádio e Televisão de Shaanxi.

O encontro também contou com a presença do Secretário de Cultura, Esporte e Turismo do Municipio Francisco Vuolo.

FONTE: Mato Grosso Mais
#180715-01
15/07/2018

Mato grosso fecha parcerias com governo chinês

O governo de Mato Grosso recebe, nesta segunda-feira (16.07), uma comitiva com 56 integrantes do governo da China para a assinatura de três protocolos de intenções estabelecendo ações voltadas aos setores de Pecuária e Agricultura.

A primeira parceria será assinada com o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), e diz respeito ao apoio para habilitação de novas plantas frigoríficas no Estado, bem como pesquisas para a melhoria da carne. Já a segunda, está focada no investimento em novas tecnologias para agricultura/pecuária, segurança alimentar e mercados. E, a terceira está voltada fortalecimento das relações entre o governo de Shaanxi e Mato Grosso, por meio de parcerias e intercâmbio de pessoas e conhecimento em diversos setores.

A proposta será oficializada no auditório Ponce de Arruda, no Palácio Paiaguás, às 11h30. Depois da solenidade, os chineses seguirão para um almoço com integrantes do governo de Mato Grosso e em seguida, seguirão para o Hotel Deville Prime, por volta das 14h.

No local, participarão do Fórum de Cooperação Econômica e Comercial Shaanxi/China e Mato Grosso/ Brasil, evento que visa estreitar o relacionamento com o governo chinês e consolidar negócios no ramo de turismo, agronegócio, mineração, tecnologia, inovação, comércio exterior, infraestrutura e logística.

A união entre os países terá saldo positivo para o Estado, já que o mercado consumidor chinês, apenas na província de Shaanxi, tem uma população de aproximadamente 37,5 milhões de habitantes, enquanto todo Centro-Oeste brasileiro não ultrapassa os 15 milhões.

O objetivo dos estrangeiros é executar projetos conjuntos para o fomento do comércio bilateral, principalmente com os produtos, como soja, sorgo e carnes bovinas. Entre as expectativas de investimento estão a agroecologia e o fomento ao intercâmbio de conhecimento. Nos últimos 3 anos, a China investiu mais de R$ 22 milhões no Estado.

Além de integrantes do executivo chinês, estarão presentes empresários dos mais diversos segmentos como: energia limpa, construção, produtos naturais/saúde e equipamentos eletrônicos.

FONTE: Só Notícias
#180712-01
12/07/2018

Mato Grosso fecha semestre com aumento de quase 8% nas exportações e superávit de U$ 8 bilhões

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) fechou hoje o balanço semestral das exportações e o resultado é positivo para a economia de Mato Grosso. Os números revelam que já foram exportados U$ 8,6 bilhões nos seis primeiros meses de 2018, o que representa um crescimento de 7,6% em relação ao período passado, quando o valor era de U$ 8 bilhões. As importações, por outro lado, diminuíram 29,5%, caindo de U$ 797 milhões no primeiro semestre de 2017 para U$ 562 milhões neste ano. Com isso, o saldo da balança comercial também ficou positivo e acima do ano passado. Até agora, o superávit mato-grossense é de quase U$ 8,1 bilhões, contra U$ 7,2 bilhões no semestre passado. Todos estes números colocam Mato Grosso como o 6º estado que mais exporta no Brasil e como o 16º que mais importa.

A cadeia produtiva do agronegócio é a responsável por toda a exportação mato-grossense, que vende seus produtos pouco industrializados. A soja é o produto mais exportado, com cerca de 80% da representatividade, se considerar a oleaginosa em grãos, farelo e industrializada, como em óleo, por exemplo. O milho em grão toma 7% das exportações, e é seguido pela carne, com aproximadamente 6%, e pelo algodão, com 4%. Com menos de 1% de representatividade, aparecem madeira, arroz, castanha do Pará, pedras preciosas, café, açúcar, cimento e até cerveja.

Só a China, maior parceiro comercial do Brasil, consome 41% dos produtos exportados de Mato Grosso e responde por 3,5 bilhões de dólares que entram no estado. A Holanda (5,95%), Irã (5,8%), Tailândia (5,75) e a Espanha (5%) completam a lista dos cinco maiores compradores de Mato Grosso. Destes, apenas Irã e Espanha aumentaram sua participação.

Para compensar perdas importantes de grandes exportadores, principalmente da China, os produtores locais diversificaram seus mercados e passaram a vender para destinos improváveis, como a Palestina, e pouco conhecidos, como as Ilhas Seicheles e Reunião (um departamento ultramarino Francês).

FONTE: Só Notícias
#180704-02
04/07/2018

Impacto da greve dos caminhoneiros no comércio exterior foi revertido

O impacto da greve dos caminhoneiros nas exportações e importações foi completamente revertido, disse hoje (3) o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Neto. Segundo ele, as exportações voltaram à média observada antes da paralisação na terceira semana de junho. As importações recuperaram-se antes, na segunda semana do mês.

De acordo com o secretário, antes da greve, as exportações estavam na casa de US$ 1 bilhão por semana. Elas caíram para US$ 699 milhões na terceira semana de maio e para US$ 642 milhões na última semana de maio. Em junho, somaram US$ 738 milhões na primeira semana do mês e US$ 812 milhões nos sete dias seguintes. Somente na terceira semana de junho, as vendas externas atingiram US$ 1,115 bilhão, voltando a superar a barreira de US$ 1 bilhão.

Em relação às importações, cuja média semanal estava em US$ 700 milhões antes da paralisação, as compras externas caíram para US$ 550 milhões na terceira semana de maio, US$ 459 milhões na última semana do mês e US$ 404 milhões na primeira semana de junho. Na segunda semana do mês, no entanto, as vendas externas reagiram e somaram US$ 709 milhões.

Em junho, as exportações somaram US$ 20,202 bilhões, alta de 2,1% pela média diária em relação ao mesmo mês de 2017. Segundo o ministro Marcos Jorge de Lima, titular do MDIC, o crescimento poderia ter sido maior não fosse a paralisação dos caminhoneiros, mas os efeitos da greve estão superados.

“Tínhamos expectativa de maior crescimento para este mês. Acredito que a greve dos caminhoneiros foi um dos fatores que impactou menor crescimento das exportações. Mas o comércio exterior já se recuperou”, declarou o ministro. Ele manteve a previsão de que o país terminará o ano com as exportações superando as importações em torno de US$ 50 bilhões.

Plataformas de petróleo

O secretário de Comércio Exterior do MDIC ressaltou que o novo Repetro, regime aduaneiro especial que isenta bens destinados à exploração de petróleo, fará as subsidiárias de petroleiras trazerem ao país plataformas de petróleo e demais equipamentos registrados no exterior. Essa medida, admitiu o secretário, deverá impactar a balança comercial, mas de forma gradual porque as empresas do setor têm até dois anos para se adaptar às novas regras.

“No momento, não dá para estimar em quanto o novo regime vai aumentar as importações e reduzir o saldo da balança comercial, até porque outros produtos além das plataformas de petróleo estão registrados em subsidiárias fora do país. No entanto, a internalização desses equipamentos dependerá do cronograma de cada empresa, que tem até dois anos para se adequarem ao novo Repetro”, declarou Abrão Neto.

FONTE: Cenário MT
#180628-01
28/06/2018

Balança comercial de Cuiabá tem aumento de U$ 93 milhões

A capital de Mato Grosso registrou aumento de 87,7% na balança comercial durante os cinco primeiros meses de 2018 numa comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que faz a avaliação em todos os municípios exportadores. Neste ano o saldo já é de U$ 199 milhões, que representam U$ 93 milhões a mais do que os U$ 106 milhões de superávit de 2017. Os números se justificam por um aumento de 64,5% nas exportações deste ano e por uma redução de 25,5% no valor de importação na comparação dos cinco primeiros meses de cada ano. De janeiro a maio de 2018, Cuiabá exportou U$ 219 milhões contra os U$ 133 milhões do ano passado. Por outro lado, o valor de importação caiu de U$ 27 milhões em 2017 para U$ 20 milhões neste ano. As exportações são quase que na totalidade de produtos do agronegócio. A soja responde por 68% das vendas e seus derivados, como óleo e resíduos sólidos, por 28%. Depois aparece o algodão com 2,6%. A China é disparada o maior mercado cuiabano, com 52% dos seus produtos indo para o país asiático. Depois vem a Holanda, com 28% da participação, Noruega, com 7,1% e Alemanha, com 5,1%.

A Bolívia e a China são os principais parceiros de compra das indústrias cuiabanas, que importam principalmente, gás, aço e maquinários agrícolas.

FONTE: Só Notícias/Marco Stamm (foto: assessoria/arquivo)
#180620-01
20/06/2018

Vila Rica, em Mato Grosso, quer porto seco na cidade

Cerca de 400 mil hectares no município têm potencial para agricultura, mas, hoje, apenas 45 mil são cultivados

Localizada no nordeste de Mato Grosso, Vila Rica tem quase 600 mil hectares com pastagens e apenas 45 mil hectares com agricultura (boa parte em integração lavoura-pecuária), mas com potencial de ampliar a atividade para 400 mil hectares. “Somos a última fronteira agrícola do Estado”, diz Anísio Vilela Junqueira Neto, presidente do Sindicato Rural de Vila Rica. Para estimular esse avanço, o município tenta viabilizar a criação de um porto seco (terminal alfandegário fora do porto principal em que podem ser feitas as documentações e deixadas as cargas de importação ou exportação). “Ajudaria no desenvolvimento da região e traria melhor viabilidade para importar e exportar por causa da redução de custos”, afirma Neto.

O presidente do sindicato ressalta, porém, que a ideia não é reduzir a atividade pecuária no município, que conta com rebanho de cerca de 625 mil cabeças atualmente. “Não é que vai entrar a agricultura e acabar com o gado. Pelo contrário, vai produzir alimento para os animais”. De acordo com Neto, o avanço da integração permitiria aumentar o rebanho para 800, 900 mil cabeças sem abrir novas áreas, apenas recuperando pastagens degradadas. Seria também uma forma, segundo ele, de melhorar a situação do produtor. “Com a integração, você praticamente faz três ciclos. Faz safra, safrinha e ainda tem o boi para aproveitar no período da estiagem”.

De acordo com ele, uma reunião foi realizada recentemente na cidade e contou com a participação de possíveis investidores e administradores de outros empreendimentos, como o do porto seco Centro-Oeste, de Anápolis, GO. As conversas ainda estão no início e o próximo passo será contratar um profissional para fazer um estudo de viabilidade na região. “Já encontramos quem pode fazer esse serviço. Ele conhece a região e tem experiência nisso. Estou apenas esperando a resposta de algumas pessoas que vão ajudar a pagar essa pesquisa, porque o sindicato não vai bancar tudo sozinho”, afirma o presidente.

FONTE: Portal DBO
#180425-01
25/04/2018

Importações feitas por empresas de Sinop crescem mais de 900% no primeiro trimestre

Sinop fechou o primeiro trimestre de 2018 com um saldo de U$ 2,18 milhões de importação, um salto positivo de 938% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números são da movimentação da balança comercial fornecidos pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e colocam o município como o 13º que mais importa em Mato Grosso.

Apesar do crescimento percentual, o valor ainda é baixo e representa apenas 0,9% das compras mato-grossenses. Dos U$ 2,18 importados, 53% representam veículos aéreos vindos dos Estados Unidos, 30% de ferramentas de serviços compradas na Suíça e 10% são de ferramentas vindas da Alemanha. O restante é de produtos diversos.

O economista e professor diretor de inovações tecnológicas da Unemat, Feliciano Azuaga, explica que o crescimento nas importações é atípico e, pelo extrato apresentado pelo MDIC, o valor pode ter ser explicada por uma única compra de avião. “O valor de importação de Sinop é muito baixo e qualquer valor acima do normal faz estourar a balança comercial”, declarou.

O fato de importar pouco, não significa, segundo Azuaga, que Sinop seja independente de produtos estrangeiros. Assim como Mato Grosso, Sinop também depende de insumos agrícolas importados, mas que não são repassados diretamente. “Os escritórios das tradings não estão em Sinop. Estão em Cuiabá e Rondonópolis, que importam os insumos e os repassam para outros municípios”, explicou.

FONTE: Só Notícias
#180417-01
17/04/2018

Exportação da carne mato-grossense segue tendência de crescimento

Em março, a receita da exportação foi de US$ 89 milhões, 16% a mais do que a registrada em fevereiro

A exportação de carne in natura de Mato Grosso atingiu o melhor resultado para o trimestre nos últimos quatro anos. De janeiro a março de 2018, o Estado comercializou o equivalente a US$ 257,564 milhões, maior receita desde 2014, quando o embarque de carne bovina somou US$ 292,762 milhões. No país, a exportação de carne in natura correspondeu a US$ 1,285 bilhão no primeiro trimestre do ano.

Em março, a receita da exportação da carne mato-grossense foi de US$ 89 milhões, 16% a mais do que a registrada em fevereiro deste ano, US$ 76,351 milhões. De acordo com relatório do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o bom desempenho decorre das compras direcionadas ao Oriente Médio, responsável pela aquisição de 42% do total exportado por Mato Grosso.

O diretor-executivo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, explica que o mercado internacional da carne bovina mato-grossense está em expansão e com perspectiva de novos compradores.  “O país tem conquistados novos consumidores e isso está segurando o desempenho do setor. Apesar da recuperação econômica do Brasil, o mercado interno ainda não retomou patamares anteriores e a venda de carne sente os reflexos diretos da crise”.

Do total de carne produzido no Estado, 80% abastece o mercado nacional e 20% vai para  exportação. Apesar da menor proporção, nos primeiros três meses foram mais 60,7 mil toneladas de carne in naturaembarcadas.

Novos Mercados

Na última semana, durante a 7ª edição da InterCorte Cuiabá, palestrantes falaram da importância destes novos mercados internacional para o consumo da produção brasileira, mas destacaram que são consumidores exigentes. “O horizonte aponta uma demanda promissora para a carne, mas com exigências. É preciso padronizar nosso produto”, afirma Fabiano Tito Rosa, zootecnista e gerente de compra de gado do grupo Minerva.

E o produtor está atento a esta demanda. Em Mato Grosso, muitos pecuaristas já produzem para atender mercados específicos, como é caso do de Mário Wolf, de Nova Canaã do Norte. Ele produz animais da raça Rubia Gallega para uma grande rede de supermercado do Brasil. A carne é direcionada a consumidores que exigem modelos sustentáveis de produção, como o adotado pelo senhor Mário Wolf por meio da integração lavoura-pecuária.

O pecuarista, porém, alerta para a necessidade de remunerar pelos produtos que possuem padronização. “Falta a indústria pagar um diferencial ao produtor que investe para atingir a qualidade exigida. Temos muitos pecuaristas aptos para atender a estes mercados, mas não são remunerados para isso”, explica Mário Wolf.

center
FONTE: Notícias Agrícolas
#180413-01
13/04/2018

Atraso em obra da ZPE coloca Governo em 'saia justa' para rescindir contrato com empreiteira

O Governo de Mato Grosso está numa verdadeira ‘sinuca de bico’ com a distante conclusão da Zona de Processamento de Exportação de Cáceres (ZPE), obra aguardada há mais de 20 anos, sob a responsabilidade da empresa Primus Incorporação e Construção Ltda., de propriedade do empresário Robério Garcia, conhecido por Bérinho, e pai do deputado federal Fabio Garcia (DEM).

A ZPE, orçada perto dos R$ 16 milhões, deu início no dia 6 de maio do ano passado, ..., considerada uma das mais importantes obras da gestão tucana.

De acordo com informações da Secretaria de Cidades, responsável por fiscalizar e licitar a obra, o contrato firmado com a construtora tem vigência até 2019, mas o contrato de execução vence no dia 31 de maio, e o Governo ainda não decidiu se rescinde o contrato com a construtora.

Com o ano eleitoral começando, as questões políticas podem pesar na decisão do Governo de rescindir ou não o contrato com a Primus, uma vez que, o filho do proprietário da construtora, deputado federal Fabio Garcia (DEM), assumiu o posto de presidente regional do Partido Democratas, partido esse que Taques pretende tentar uma aproximação para fortalecer seu projeto de reeleição.

A Zona de Processamento de Exportação de Cáceres é de responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a Sedec.

A previsão de entrega da ZPE é para maio deste ano, data limite estabelecida em contrato, mas a Secid acredita ser pouco provável que isso ocorra, já que a obra está muito longe do que prevê o cronograma, já que ela tem em torno de 10% concluída.

A ZPE está prevista para ser construída em uma área de 239,68 hectares, dividida em cinco módulos. O espaço terá capacidade de abrigar 230 indústrias, principalmente das áreas de agronegócio e alimentação.

Entre as obras previstas na primeira fase dos trabalhos estão o prédio administrativo da ZPE, um restaurante, o bloco da Receita Federal, um pátio de manobra, além da guarita principal de pedestre, guarita principal de veículos, guarita secundária de veículos e um galpão.

Também estão previstas a construção da rede de água, uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), drenagem, além de estações elétricas.

As ZPE’s são distritos industriais que possibilitam a comercialização de mercadorias com isenção fiscal.

A escolha de Cáceres para a construção da zona aduaneira deve-se à localização estratégica, que possibilita o transporte dos produtos via Oceano Pacífico.

Essa é a quarta obra em que a empresa Primus coloca em ‘xeque’ as promessas do governador Pedro Taques. O chefe do executivo dificilmente deve entregar a ZPE este ano e as três Escolas Técnicas que também estavam sob a responsabilidade da construtora, mas que por causa da demora na entrega, teve o contrato rescendido pela Secitec.

FONTE: Mato Grosso Mais
#180410-02
10/04/2018

Produção do agronegócio no Estado deve ultrapassar R$ 63 bi em 2018, diz Imea

A produção do agronegócio mato-grossense deverá crescer 4,4% este ano na comparação com ano passado, totalizando R$ 63,9 bilhões. Os dados são da estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VPB) referentes a abril, do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Na projeção da conjuntura econômica de março deste ano, o VPB do Imea apontava um valor de R$ 61,2 bilhões. Com a atual projeção de R$ 63,9 bilhões, o valor da produção do agronegócio mato-grossense, se consolidada, deverá superar em R$ 440 milhões o valor bruto gerado pela agropecuária em 2017. O VBP é baseado sobre a multiplicação do valor de mercado pela quantidade de produção. 

De acordo com os técnicos do Imea, as revisões positivas nas estimativas de safras para culturas de soja, milho e algodão impulsionaram o aumento na perspectiva da produção econômica no Estado.

“Desta maneira, o VBP da agricultura e floresta passou a participar com 77% sobre o VBP total, enquanto que o VBP da pecuária, com 23%. Já na atualização da sexta estimativa para 2017 houve uma estabilização, com variação de -0,3% perante a quinta estimativa. O valor total foi de R$ 63,5 bilhões, com as maiores mudanças advindas dos setores de arroz e aves, ambos em queda devido aos preços mais baixos praticados nos últimos três meses”, destacam os técnicos do Imea.

De acordo com a projeção, outros fatores também influenciarão o desempenho positivo da produção mato-grossense, a exemplo do aumento de 1,2% no valor do dólar verificado nas últimas semanas, com a cotação da moeda americana cotada em R$ 3,36/US$. De acordo com o Relatório Focus, essa alta se deu em razão do receio da guerra comercial e as tensões diplomáticas com a Rússia.

Outro fator que contribuía para a conjuntura econômica mato-grossense são as importações do Estado, que registraram avanço de 16,7%, que, segundo o Imea, pode ser esclarecido pela maior obtenção de produtos, como adubos e fertilizantes, que em fevereiro deste ano voltaram a subir, sendo importados US$ 64,9 milhões, sendo o maior valor desde novembro de 2017.

Por fim, o Imea denota que em março deste ano a maioria dos índices do varejo apontou variações de queda, mas próximas à estabilidade se comparado a fevereiro deste ano.

Avanço moderado

De acordo com o Imea, no comparativo entre os anos, o VBP 2018 apresentou um crescimento de 0,7%, com destaque para os avanços no algodão (+18,9%) no segmento da agricultura e a bovinocultura de corte (+9,8%) no segmento da pecuária.

Em 2017, o algodão rendeu R$ 6,4 bilhões em Mato Grosso de VBP. Para este ano, a estimativa é que o valor se situe em R$ 7,6 bilhões. Já a produção de carne bovina em 2017 alcançou a cifra de R$ 10,9 bilhões, enquanto que a previsão para este ano seja de R$ 11,9 bilhões.

Conforme o relatório, no caso do algodão, a alta se deu devido à revisão para cima da estimativa de produção de pluma e caroço na safra 17/18, enquanto que na bovinocultura de corte a perspectiva é de maior abate e de preços melhores na média anual, se comparados aos preços recebidos pelo produtor rural no último ano.

"Já em relação à soja, que é a cultura que possui maior representatividade no VBP, é esperada para o ano atual uma leve queda de 2,1%, pois os preços praticados na comercialização desta safra vêm se apresentando ligeiramente menores até o momento quando comparados aos preços da safra passada”, pontua.

Em 2017, a soja rendeu R$ 32,2 bilhões em Mato Grosso, enquanto que para este ano, a última projeção do Imea é que se situe em R$ 31,6 bilhões.

FONTE: RD NEWS
#180405-04
05/04/2018

De janeiro a março, Mato Grosso já exportou US$ 3,65 bilhões

Março foi o melhor mês do ano para as exportações mato-grossenses. As cifras apuradas no mês passado apontam crescimento de mais de 81% sobre o resultado de fevereiro. Conforme dados divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), a receita somou US$ 1,78 bilhão ante US$ 983 milhões. Pouco mais de 50,6% desse faturamento foram gerados com os embarques de soja em grão.

O saldo de março ajudou, e muito, a sustentar os resultados positivos desse primeiro trimestre que fecha com avanço anual de 11,64%. De janeiro a março, o faturamento da pauta mato-grossense somou US$ 3,65 bilhões ante US$ 3,27 bilhões.

O desempenho positivo também pôde ser observado na comparação entre os meses de março de 2018 ante igual momento do ano passado, quando as vendas atingiram US$ 1,58 bilhão, apontando aumento de 12,65%.

Mesmo respondendo por mais da metade do faturamento as pauta estadual, a soja ainda registra desempenho aquém do apurado no primeiro trimestre do ano passado. Conforme o Mdic, os embarques do grão somam US$ 1,85 bilhão, -4,46% em relação ao mesmo momento do ano passado, quando as vendas totalizaram US$ 1,94 bilhão. A perda financeira é proporcional ao volume exportado que passou de 4,90 milhões de toneladas para atuais 4,83 milhões/t. No ano passado, por exemplo, a receita gerada pela soja fechava o trimestre participando com quase 60% de tudo que a pauta faturou de janeiro a março.

O segundo produto mais exportado do período foi o milho, item que dobrou a participação na pauta, graças ao incremento das exportações. Nesse trimestre, o cereal gerou US$ 564,10 milhões, alta de 128,36% em relação ao ano passado, respondendo por 15,41% do total da pauta, com envio de mais de 3,22 milhões t. Há um ano a receita com o milho foi de US$ 247 milhões, e, embarque de 1,47 milhão/t. Esse faturamento representou no trimestre passado pouco mais de 7% da receita total.

DESTINOS – A China segue liderando o ranking dos maiores parceiros de Mato Grosso, respondendo por 34,61% de tudo que foi exportado nesse primeiro acumulado do ano. A China, sozinha, negociou US$ 1,26 bilhão, -11,76% em relação ao ano passado.

Na sequencia e pela ordem de participação, estão Irã, US$ 303,11 milhões, Espanha, US$ 210,15 milhões, Países Baixos (Holanda), US$ 192,76 milhões e a Tailândia, US$ 188 milhões.

FONTE: CenárioMT.
#180323-02
23/03/2018

Marconi transfere a Pedro Taques presidência do Consórcio de Desenvolvimento do Brasil Central

Avanços como negociação das dívidas dos estados foram conseguidos pelo Consórcio sob a presidência do governador Marconi

O governador Marconi Perillo transferiu, na manhã desta sexta-feira (23/3), no Palácio do Itamarati, em Brasília, a presidência do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC), para a qual foi eleito duas vezes, exercendo o mandato por três anos -, ao governador do Mato Grosso, Pedro Taques. A posse do governador mato-grossense deu-se durante a primeira reunião anual do Consórcio, que aconteceu em Brasília ontem à noite e hoje pela manhã.

Durante o período em que esteve à frente do fórum de governadores, Marconi conseguiu avanços significativos no fortalecimento dos estados integrantes – Goiás – Distrito Federal – Mato Grosso do Sul – Mato Grosso – Tocantins – Rondônia e Maranhão, este último recentemente integrado ao bloco.

Com o apoio da unanimidade dos governadores, ele implementou ações que fortaleceram os laços de amizade, comercial e institucional entre os Estados, a exemplo da regulamentação do E-Comerce; a negociação das dívidas dos estados; a repatriação de recursos do exterior e divisão com estados e municípios; a regulamentação dos empréstimos vindos dos depósitos judiciais públicos e privados; a compensação previdenciária; as compras compartilhadas de medicamentos de alto custo; a integração e cooperação entre os estados; a maior articulação conjunta com o Congresso Nacional; as trocas de experiências para superação de governar na crise; a criação do eixo integrador de segurança pública; o Itaú Social em vários estados; a tutoria e, de agora em diante, o consorcio nos municípios.

Idealizado pelo filósofo e teórico social brasileiro, Mangabeira Unger, ao longo de sua existência, o Consórcio realizou 19 reuniões, a cada dois meses em uma capital dos estados membros.

Para este ano, o Consórcio de Governadores irá trabalhar no sentido de dar efetividade às ações que foram delineadas nas últimas reuniões de 2017, ou seja, atuará na busca de um modelo federativo para enfrentar as dificuldades de infraestrutura vividas pelos Estados. É senso comum que, para se fortalecerem e enfrentarem a concorrência de Estados mais desenvolvidos economicamente, as unidades integrantes do bloco do Centro-Oeste necessitam de malha viária à altura da sua grande produção, como rodovias, hidrovias e ferrovias.

Agenda internacional 

A reunião de Brasília do BrC foi aberta neste dia 23 com o “Seminário Brasil Central: Transpondo barreiras e ampliando fronteiras”. Confrontados com o tema Articulação Institucional e Internacional, os governadores discutiram e levantaram soluções para construir e firmar alianças e acordos comerciais com entes públicos e privados, nacionais e internacionais, com o intuito de desenvolver formas de ampliar as exportações na região.

No encontro de Brasília também foi apresentada a Agenda Internacional do BrC, documento que pretende ser uma ferramenta de auxílio para o fortalecimento do posicionamento de interesses comerciais dos entes do Consórcio em relação às estratégias de exportação.

O documento foi criado para ser uma ferramenta que ajude a melhorar as condições de acesso a mercados externos para os produtos de interesse da região do BrC. A intenção é facilitar as negociações de acordos preferenciais de comércio, importantes para enfrentar as barreiras protecionistas de alguns países e instituições.

A agenda pode ser resumida como um compilado de estratégias para aumentar as exportações dos entes consorciados de forma conjunta. Elas são estruturadas em três elementos: principais produtos para exportações; lista de países mais vantajosos para fazer negociações, e temas importantes que precisam ser tratados pelo governo brasileiro para facilitar o aumento das relações no comércio exterior.

A agenda é um dos eixos principais do projeto Estratégia Unificada de Exportações do BrC. A proposta da iniciativa é aumentar a representatividade dos interesses dos estados e do Distrito Federal nas negociações do governo federal de acordos comerciais por meio de planos de ações de promoção das exportações. Além da agenda, o outro eixo prioritário do projeto é a formulação de ações para fortalecer as exportações de seis produtos da região.

O encontro foi encerrado com a mesa redonda “Oportunidades e desafios para o Brasil Central no contexto Internacional”, onde os governadores debateram as dificuldades que precisam ser superadas nas relações de comércio exterior. Fechando as discussões, Roberto Jaguaribe Gomes de Mattos, Presidente da APEX-Brasil, ministrou a palestra “O futuro do comércio na globalização: O papel do Brasil nesse novo cenário”.

FONTE: Jornal Opção
#180321-01
21/03/2018

Petrobras decide suspender produção de duas fábricas de fertilizante

Empresa quer estancar prejuízos de R$ 800 milhões

A Petrobras decidiu suspender a produção das fábricas de fertilizantes de Sergipe e da Bahia para estancar prejuízos que totalizaram R$ 800 milhões só no ano passado. Em comunicado ao mercado nesta terça-feira, a Petrobras anunciou que decidiu interromper as atividades em suas Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) em Sergipe e na Bahia.

O diretor de Refino e Gás da companhia, Jorge Celestino, explicou que as duas unidades, assim como as outras duas, a UFN-III, em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, e a Ansa, em Araucária, no Paraná, estão no programa de desinvestimentos da Petrobras. No entanto, a decisão de hibernar as duas fábricas agora foi para a companhia não ter mais prejuízos com sua operação. Jorge Celestino explicou que os fertilizantes nitrogenados produzidos pelas duas fábricas não estavam conseguindo competir com os produtos importados.

— Desde 2016, as duas fábricas davam resultados negativos. Analisando o mercado para os próximos doze anos, viu-se que não haveria reversão dos resultados negativos. Por isso decidimos hiberná-las e deixar o equipamento pronto em caso de aparecer um comprador. O custo elevado da matéria-prima, o GNL, não tornava o fertilizante competitivo com importados — explicou Jorge Celestino. 

Segundo o diretor, os custos da matéria-prima usada nas duas fábricas, o Gás Natural Liquefeito (GNL) importado não permitia que os preços dos fertilizantes produzidos fossem competitivos com os importados.

CUSTO DE R$ 300 MIL MENSAL

De acordo com o diretor, o custo de manter as duas fábricas paradas, até encontrar comprador, será em torno de R$ 300 mil mensais, um valor bem inferior ao de manter em operação até conseguir vender esses dois ativos.

— As duas fábricas de Sergipe e Bahia não têm acesso a matéria-prima barata, e estão longe do mercado consumidor, o que se reflete em resultados negativos — destacou o diretor.

Atualmente cerca de 85% do mercado de fertilizantes do país são atendidos por importações. A parcela que era produzida pela Petrobras passará para o setor privado assim que as fábricas forem vendidas. Os maiores produtores de fertilizantes estão no Oriente Médio, Rússia e África, onde tem acesso a matéria-prima barata.

As duas fábricas produzem cerca de 700 mil toneladas anuais de fertilizantes nitrogenados. No ano passado a Petrobras fez uma provisão de perdas (Impairment) para as duas fábricas no valor de de R$ 1,3 bilhão.

FONTE: O Globo
#180319-01
19/03/2018

Exportação de carne cai 17,25% em fevereiro

No mês de fevereiro/18, Mato Grosso enviou 18,44 mil toneladas de carne bovina in natura para outros países, gerando uma receita de US$ 76,72 milhões. No comparativo mensal houve uma redução de 17,25% na receita total. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) e consta no site do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Conforme os dados, a redução de 17,25% na receita total já era esperada para fev/18, dado que esse mês é o mais curto do ano e houve o feriado de Carnaval. Além disto, a Rússia totalmente fora das compras desde jan/18 e a queda considerável nas importações do Irã, que passa por um momento interno conturbado, contribuíram para essa redução no comparativo mensal.

Porém, no comparativo anual, pelo 2° mês consecutivo, a receita com exportações de proteína bovina in natura apresentou aumento, registrando neste mês evolução de 7,06%. Tal fato pode transmitir esperanças aos pecuaristas e às indústrias frigoríficas de que 2018 possa ser um ano melhor do que 2017.

FONTE: AgoraMT
#180316-01
14/03/2018

BR-163 continua interditada no nortÃo

O trecho da BR-163 desmoronou após chuvas. Motoristas têm que percorrer caminho 100 km mais longo

A Superintendência Regional do DNIT em Mato Grosso informou agora a pouco, por volta das 12h55 desta quarta-feira(14) que devido a problemas no aterro da pista da BR-163/MT, no km 933, próximo ao município de Itaúba, o trecho, a pedido do DNIT, encontra-se interditado pela equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Uma equipe do DNIT se encontra mobilizada no trecho, efetuando serviços de recuperação. Como não há possibilidade de execução de desvio no local, os trabalhos de recuperação, em caráter emergencial, visam a liberação de meia pista até amanhã, 15 de março, às 12h.

O asfalto da pista desmoronou devido às fortes chuvas que atingiram a região, segundo a PRF. A PRF orienta os motoristas a utilizarem o desvio pelo município de Marcelândia, a 712 km de Cuiabá, o que aumenta em mais de 100 km o percurso da estrada.

FONTE: CenárioMT
#180314-01
12/03/2018

Taques chama FEX de "merreca", mas É contra taxaÇÃo do agronegÓcio

Ministro Henrique Meirelles diz que avalia antecipar pagamento do FEX para o 1º semestre

O governador Pedro Taques afirmou aos jornalistas nesta manhã, durante um evento em Cuiabá, que o Governo Federal está “devendo” ao Estado. Ele sugeriu a criação de um fundo para compensar as perdas relativas a Lei Kandir e pediu o pagamento do Fundo de Apoio às Exportações (FEX) de 2018 ainda no primeiro semestre deste ano.

“Defendo que a União crie um fundo para compensar a desoneração da Lei Kandir. Os commodities para exportação, são desonerados. Precisamos ser recompensados, não apenas com o FEX, mas com um fundo. Não com R$ 500 milhões por ano, mas sim R$ 5 bilhões, que é o que temos direito. Com este novo fundo, resolveríamos os problemas do Estado e dos municípios. O Brasil precisa olhar de forma diferenciada para o Mato Grosso”, afirmou Taques.

O governador, que chamou o FEX de merreca, afirmou ser contrário a taxação do agronegócio. Taques também criticou o Governo Federal, dizendo que a União não contribui em absolutamente nada com o estado e citou o exemplo das estradas mato-grossenses.

“Sou contrário à taxação do agronegócio, mas sou favorável de que a União faça sua parte. Ela nos dá uma merreca do FEX. Nós contribuímos muito e seguramos a balança comercial para o Brasil e o país não contribui em absolutamente nada com o Estado de Mato Grosso. Em dois anos e meio, fizemos 2.600 quilômetros de estrada e a União não fez nem 100 quilômetros, o que prova que o Governo Federal está devendo ao Estado de Mato Grosso”.

Durante o evento, em seu discurso, Taques questionou ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sobre a possibilidade de que o Governo Federal pague o FEX ainda no primeiro semestre deste ano. Ele citou o apoio de entidades como a Frente Parlamentar de Agricultura do Congresso Nacional (FPA), presidida pelo deputado federal Nilson Leitão (PSDB). “O fundo de exportação, todo ano, é pago no último dia e os governadores ficam chorando atrás do senhor. Então vamos começar a chorar desde agora. Não há nada na legislação que proíba o pagamento do FEX no primeiro semestre. Precisamos deste dinheiro do FEX. São R$ 550 milhões para Mato Grosso. A FPA apoia esta demanda. Se a União puder pagar o FEX ainda no primeiro semestre, para nós seria maravilhoso”, afirmou.

SEM GARANTIA

Meireles retrucou em tom de brincadeira, de que vai tentar raspar o caixa e “chorar” no Ministério da Agricultura, com o ministro Blairo Maggi. Depois, disse que o assunto pode ser discutido, mas que a prioridade do Governo Federal, neste momento, envolve a questão da segurança pública.

“Nós vamos analisar com os demais ministérios da área econômica e também com o Tesouro Nacional pra ver exatamente as disponibilidades dentre as prioridades do país. Temos agora a prioridade muito grande que é a questão da segurança. Houve a intervenção federal no Rio de Janeiro, um problema de segurança no país como um todo, que o governo está enfrentando”, disse.

Em relação ao aumento da participação do Estado no FEX, declarou que não é uma atribuição que cabe ao poder executivo. "É uma definição legal e que qualquer mudança tem que ser aprovada no Congresso Nacional", assinalou.

FONTE: FolhaMax
#180228-01
26/02/2018

Mato Grosso vai sufocar suas indústrias

O governo de Mato Grosso ensaia a adoção de uma medida que pode jogar por terra o tímido avanço verificado na confiança dos empreendedores em relação a superação da crise econômica. A criação de um Fundo Estadual de Estabilização Fiscal vem sendo divulgada como saída para o desequilíbrio entre as receitas e as despesas do Estado. Porém, na verdade o que se propõe é um aumento de carga tributária que, se realmente efetivado, constitui o maior retrocesso dos últimos anos no ambiente de negócios estadual, afetando diretamente os investimentos e a geração de empregos.

Uma das medidas propostas é a de aumentar a carga tributária sobre um importante insumo da economia: o óleo diesel, o que impacta diretamente no custo logístico do transporte rodoviário de cargas e passageiros, das passagens de ônibus urbanos e de operações logísticas mais avançadas. Majorar a alíquota de impostos sobre o diesel significa ter um combustível ainda mais caro do que hoje, e com custo muito mais elevado do que em estados vizinhos, como Goiás e Pará.

Outra medida estudada é o aumento da contribuição financeira das empresas incentivadas com programas de desenvolvimento, como o PRODEIC. As indústrias que não fecharem as portas se mudarão para outros estados ou se verão forçadas a tomar decisões radicais para sobreviver, tais como reduzir investimentos, vender ativos ou fechar postos de trabalho. De novo, retrocesso na economia à vista.

Esses dois exemplos demonstram que o governo pretende ajustar suas contas aumentando a receita em cima da mesma base de contribuição, evitando cortes nas despesas.

Todos sabemos que não é assim que funciona. As famílias e empresas brasileiras conhecem muito bem a arte de cortar despesas para que caibam em suas receitas. A administração pública é a única exceção: quando gasta mais do que arrecada, tem o péssimo hábito de impor ou majorar tributos e taxas para compensar. E esses valores sempre acabam saindo do bolso da população, independentemente de afetarem inicialmente a indústria, o comércio ou o setor agrícola. O desajuste nas contas do governo está claramente nas despesas e não nas receitas do Estado. Aumentar a receita sem estancar o descontrole nas despesas é uma saída antiga e simplista, que não traz nenhum progresso, mas sim, retrocesso.

A Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) repudia qualquer tentativa de mudar as regras do Prodeic, principalmente durante o prazo de vigência dos termos de acordo, tanto pela ilegalidade da ação quanto pelos efeitos desastrosos desse tipo de iniciativa. As indústrias mato-grossenses já cumprem diversas contrapartidas para fazer jus ao benefício – inclusive o pagamento de 7% do valor incentivado a três fundos estaduais diferentes. Além disso, se comprometem a investir e aumentar os empregos gerados, a melhorar a qualificação da mão de obra com treinamentos e capacitação e a desenvolver novas tecnologias.

Lembremos que a indústria responde por uma parcela inexplicavelmente desproporcional da arrecadação do ICMS em Mato Grosso. Com 12,6% das empresas do Estado, a indústria consegue gerar 17,5% do PIB, emprega 17% dos trabalhadores – e paga injustificáveis 39,1% do ICMS!

O Estado de Mato Grosso, ao contrário de outros estados brasileiros que vivem profunda crise fiscal, não teve queda de Receitas Tributárias, como tiveram Rio de Janeiro, Minas Gerais e outros. Seu desequilíbrio se deve à velha prática pública brasileira de assumir compromissos de despesa sem verificar se cabem no orçamento. A despesa pública de Mato Grosso explodiu nos últimos anos, de forma muito desproporcional aos índices de inflação. Apenas como exemplo: a folha de pagamento e encargos dobrou entre 2012 e 2017, um aumento de 99%. A renda média mensal no setor público cresceu 44,6% de 2012 a 2016 – bem acima dos 24,1% observados no setor privado.

É urgente que Mato Grosso consolide seu processo de industrialização, a fim de fomentar seu desenvolvimento interno e a exportação de produtos com maior valor agregado, multiplicando a geração de riqueza e trazendo muito mais crescimento, empregos, qualificação e renda para nossa população. Tudo isso gera aumento de arrecadação, porém de forma sólida e sustentável. O governador costuma dizer que “as forças que nos trouxeram até aqui não são as mesmas que nos levarão adiante”. Acreditamos que a consolidação dos processos de industrialização do Estado seja essa nova força, a força que nos levará a uma onda de desenvolvimento jamais vista.

A Fiemt apela ao governador e aos deputados estaduais, para que não levem adiante um projeto tão prejudicial para Mato Grosso. Estamos à disposição para cooperar na busca de soluções que impulsionem nosso desenvolvimento. Porém, a população já está além do limite do pagamento de tributos - e o setor produtivo também. A indústria mato-grossense não quer, não merece e nem pode ser sufocada.

FONTE: FolhaMax
#201712210
21/12/2017
Mato Grosso vai ampliar a aviação regional

O governador Pedro Taques, o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, e os prefeitos de Cáceres, Francis Maris, e Tangará da Serra, Fábio Junqueira, assinaram os convênios de investimentos para melhorias nos aeroportos regionais dos municípios. O evento foi realizado nesta quarta-feira (20.12), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.

“Ontem foi um dia importante para a logística de Mato Grosso, pois assinamos junto com o Ministério dos Transportes e com a Secretaria de Aviação Civil três convênios significativos. O primeiro deles para reformar o aeroporto de Cáceres, porque com a ZPE, a hidrovia e a possível pavimentação de 315 km ligando San Matias e San Ignácio de Velasco (Bolívia), Cáceres cada dia mais vai se tornar um polo de desenvolvimento. Os outros dois são Tangará da Serra e Sinop que também serão contemplados, juntos os três receberão investimentos de R$ 18 milhões”, disse o governador Pedro Taques.

Mato Grosso aumentará para sete o número de aeroportos habilitados para aviação regional comercial. A ampliação é resultado da viagem à Brasília do governador Pedro Taques e do secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, que asseguraram novos recursos junto ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

Para as novas rotas aéreas que dão acesso para o Pantanal e municípios com potencial turístico e de negócios, três aeroportos regionais do Estado vão receber investimentos para melhoria da infraestrutura e segurança das unidades. O governador Pedro Taques, o secretário Marcelo Duarte e o ministro Maurício Quintella assinaram Termos de Compromisso que totalizam R$ 18 milhões para os aeroportos de Tangará da Serra, Cáceres e Sinop.

“Antes no Estado existia aviação regional em Rondonópolis, Alta Floresta e Sinop. Reformamos e ampliamos os aeroportos de Barra do Garças e Sorriso que agora recebem voos regulares. Com esta parceria, vamos promover melhorias nos regionais de Cáceres e Tangará da Serra para que eles sejam habilitados para voos. Já em Sinop o nosso objetivo inicial é realizar obras para garantir uma maior segurança na unidade. Assim ampliaremos de três para sete unidades com aviação regional comercial”, explicou Marcelo Duarte.

Em Cáceres, o aeroporto receberá investimentos na ordem de R$ 4,9 milhões, em que serão elaborados projetos, sinalização horizontal e vertical, balizamento luminoso, além da reforma do terminal de passageiros. São obras importantes que visam o desenvolvimento econômico e turístico da região.

O prefeito de Cáceres, Francis Maris, enfatizou o desenvolvimento econômico que o aeroporto trará para a região oeste, tendo em vista o número de empreendedores que vão circular no município com a construção da Zona de Processamento de Exportação (ZPE). Outro levantamento feito pelo gestor foi do incentivo ao turismo no município pantaneiro.

“O anseio da população é ter uma linha aérea ligando Cáceres e Cuiabá, com isto vai incentivar o turismo, já que o município é uma das 55 cidades indutoras do turismo, já que temos muitos atrativos. Outro ponto será o desenvolvimento econômico através dos negócios e o município está se preparando para implantação da ZPE, que está em construção, também os portos, com isto os investidores precisam do aeroporto como um centro de negócios”, enfatizou o prefeito de Cáceres.

Com investimentos de R$ 4,9 milhões, o município de Tangará da Serra receberá o projeto do aeroporto municipal e obras para recuperação da pista de pouso e taxiway, sinalização horizontal e vertical, balizamento luminoso completo, incluindo farol rotativo e biruta iluminada. “Temos uma população superior a 100 mil habitantes, um município com dois frigoríficos, que produz soja, girassol e produtos do agronegócio, com comercio pujante e a população necessita de serviços de aviação regional”, disse o prefeito de Tangará da Serra, Fábio Junqueira.

Concessões
A parceria do Governo de Mato Grosso com o Governo Federal também será na área de concessões.

O Aeroporto Internacional Marechal Rondon, localizado em Várzea Grande, e os aeroportos de Sinop, Alta Floresta, Barra do Garças e Rondonópolis serão concessionados em 2018. A iniciativa busca melhorar a infraestrutura das unidades a partir de investimentos de recursos privados. Mato Grosso será o único estado brasileiro a ter um bloco de concessões próprio.

O leilão em bloco dos aeroportos de Mato Grosso foi proposto pelo governador Pedro Taques e aceito pelo Ministérios dos Transportes, Portos e Aviação Civil. A estratégia de repassar à iniciativa privada a administração dos aeroportos, por período determinado, busca melhorar a infraestrutura destes aeroportos, além de melhorar o caixa da União e estimular a economia.

Segundo explicou o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, pelo novo modelo, a empresa vencedora da licitação para gerir o aeroporto Marechal Rondon deverá converter o valor da outorga em investimentos a serem destinados para melhoria da estrutura dos quatro regionais.

FONTE: FolhaMax
22/11/2017
MP pede alterações na concessão de incentivos fiscais no Estado

O Ministério Público Estadual (MPE) recomendou ao governo do Estado alterações na política de concessão de incentivos fiscais a empresas privadas após vir a tona diversos esquemas de corrupção e má utilização envolvendo atos da gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). 

A promotora de Justiça Ana Cristina Bardusco destaca que a adoção de medidas preventivas e corretivas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, responsável pelo Prodeic (Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial) é necessária diante de apontamentos de indícios de irregularidades identificada em uma auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE). 

“Foi possível constatar que na gestão governamental passada, o Prodeic foi utilizado de forma abusiva e desmedida para satisfazer interesses escusos, precedente de conduta corruptiva”, ressalta a promotora Ana Cristina Bardusco em documento já devidamente protocolado. 

Dentre as medidas defendidas, o MPE propõe que a concessão de incentivos fiscais seja fixada em valores e não mais em porcentagens. Além disso, o incentivo fiscal seria limitado a um percentual máximo do valor total do investimento proposto, como parâmetro para definição do montante do benefício mensal a ser usufruído. 

O investimento a ser feito pela empresa atingiria R$ 1 milhão e o incentivo concedido em até 70% do valor proposto pela iniciativa privada. 

Ainda seria estabelecido o limite de prazo de 10 anos para a empresa usufruir do incentivo fiscal sem a possibilidade de renovação. E o benefício concedido não poderia exceder, em hipótese alguma, o valor do investimento proposto, bem como o usufruto não seja maior que o valor do investimento realizado. 

Um esquema de cobrança de propinas para a inclusão de empresas privadas no programa de incentivos fiscais culminou em setembro de 2015 na primeira fase da Operação Sodoma da Polícia Civil. 

Naquela ocasião, foram presos preventivamente o ex-governador Silval Barbosa e os ex-secretários de Estado Pedro Nadaf (Casa Civil) e Marcel de Cursi (Fazenda). Atualmente, todos estão em liberdade e cumprem medidas cautelares determinadas pelo Judiciário. 

O dinheiro arrecadado serviria para cobrir despesas de campanha eleitoral e favorecer os agentes políticos com enriquecimento ilícito. O empresário João Batista Rosa confessou em depoimento à Polícia Civil que pagou R$ 2,5 milhões a Nadaf para ter as empresas do grupo Tractor Parts favorecidas com incentivos fiscais. 

A promotora Ana Cristina Bardusco alega que a falta de critérios e parâmetros na concessão de incentivos fiscais favoreceu esquemas de corrupção e reduziu a contrapartida das empresas em suas sedes. 

Ao ser favorecida com incentivos fiscais que é o abatimento de impostos como o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), as empresas se comprometem a gerar determinada quantia de emprego direto e indireto e benfeitorias sociais no município em que irá se instalar como a construção de uma creche ou praça pública. 

FONTE: Diário de Cuiabá
22/11/2017
Presidente de empresa detalhará em Nova Mutum plano de expansão de ferrovia

O Fórum Ferrovias e a Integração dos Modais é uma iniciativa da Prefeitura de Nova Mutum. 16/11/2017 - 18:17:35

O presidente da Rumo Logística (companhia ferroviária e de logística brasileira), Júlio Fontana, vai apresentar durante o fórum “Ferrovias e a Integração dos Modais”, no próximo dia 23, em Nova Mutum o plano de expansão da empresa para Mato Grosso. Maior empresa de transporte ferroviário do Brasil com mais de 12 mil quilômetros de ferrovia com área de atuação em Mato Grosso, São Paulo, Paraná e sudoeste, a empresa é responsável pelo transporte anual de 30 milhões de toneladas de produtos. Atualmente, tem um terminal de cargas em Rondonópolis e projeto de expansão da ferrovia até Cuiabá. A mobilização é para que os trilhos sejam expandidos até o Médio Norte.

Nos últimos dois anos, a empresa realizou investimentos no plano de melhoria da malha ferroviária, compreendendo que os trilhos, como modal de transporte é parte de todo o processo de exportações, informa a assessoria.

O fórum Ferrovias e a Integração dos Modais terá ainda palestra do presidente do Banco do Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES), Paulo Rabello, e debates com o diiretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Jorge Bastos, presidente da Cosan, Mário Lutz, o governador Pedro Taques, dentre outras lideranças. O evento é iniciativa da prefeitura de Nova Mutum e tem o objetivo de reunir as principais entidades do agronegócio, autoridades estaduais e nacionais para fortalecer o debate de propostas estratégicas a serem exploradas pelo setor de logística no Brasil.

De acordo com o prefeito Adriano Pivetta, a demanda do setor privado por soluções no setor ferroviário segue em alta. "Sabemos dos grandes gargalos que temos em relação a logística para escoarmos nossa produção, precisamos buscar novas alternativas e mesmo diante do cenário de crise, vejo que é possível seguirmos com esse debate para quem Nova Mutum entre na rota das discussões e no futuro tenhamos em nossa cidade um porto seco", disse, através da assessoria.

FONTE: MT Agora - Só Notícias
22/11/2017
Ministro vai à Europa apresentar ferrovia Sinop-Pará a investidores

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, confirmou que vai à Alemanha, no próximo dia 30, apresentar a ferrovia EF-170, conhecida como “Ferrogrão”, que ligará Sinop ao porto de Miritituba, no Pará, a investidores estrangeiros. “Estarei fazendo um ‘road show’ de apresentação a investidores, não só da Alemanha, mas da Europa inteira, incluindo russos e também chineses. Há também as tradings que já demonstraram interesse”, afirmou, ontem, durante audiência pública realizada na câmara de Sinop.

O leilão da ferrovia está previsto para o primeiro semestre do ano que vem. O prazo de concessão será de 65 anos. Ela terá extensão de 1.142 quilômetros e transportará, segundo estimativa, 25 milhões de toneladas de produtos em 2020, e 42 milhões de toneladas, em 2050. Conforme Quintella, o empreendimento é considerado “prioridade número um” do governo federal. “Terá investimentos de R$ 12 bilhões e será mais um corredor de exportação. O Arco Norte cresceu este ano, em relação ao ano passado, 24%. Temos que nos prepararmos”.

Entre as principais interessadas na Ferrogrão estão tradings que utilizam o corredor do Arco Norte para exportação de grãos. Atualmente, o processo está em fase de audiência pública. A primeira sessão será hoje, em Cuiabá. Em seguida, em Belém (PA), no dia 27 de novembro, em Itaituba, no dia 3 de dezembro, e em Novo Progresso (PA), no dia 4 de dezembro. Em Sinop, a audiência pública será no dia 8 de dezembro, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). A última sessão será realizada em Brasília, no dia 12 de dezembro.

O ministro também comentou o interesse da empresa Rumo em expandir a Ferronorte, que liga Rondonópolis, ao porto de Santos (SP). A concessionária informou que tem interesse em trazer a ferrovia até a região Norte de Mato Grosso, no entanto, depende de ampliação no prazo de concessão da malha paulista. “Trazer ela até Sinop, ligando Santos a Miritituba, é uma realidade. Estamos estudando. Justamente a renovação da malha ferroviária é que permitirá este novo investimento”.

Conforme Só Notícias já informou, Quintella visitou Sinop para participar de audiência pública requerida, em abril deste ano, pelo deputado federal Nilson Leitão, por meio da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. O principal objetivo da mesa redonda foi discutir a situação da concessão da BR-163 no Estado, e outras obras de infraestrutura.

FONTE: FolhaMax
21/11/2017
CST da Fronteira Brasil/Bolívia e ZPE entrega relatório final na AL

A Câmara Setorial Temática (CST) criada para discutir a Fronteira entre Mato Grosso e Bolívia e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) entregou oficialmente o relatório final dos trabalhos, na manhã desta terça-feira (21). Foram 360 dias, 180 prorrogados por mais 180, de estudos para preparar um texto com várias sugestões de políticas públicas de integração internacional, com foco no desenvolvimento social, econômico e de segurança.

“Não podemos falar de fronteia só para falar de mazelas, coisas ruins. É uma oportunidade de progresso. Só o Departamento de Santa Cruz tem mais habitantes que todo o Mato Grosso e muitas vezes não pesamos isso. Toda essa entrada, se chegarmos do Chile, ao Peru, temos mais de 60 milhões de pessoas. Isso é uma oportunidade muito grande comércio”, afirmou o deputado Dr Leonardo (PSD), requerente da CST).
Os trabalhos foram desenvolvidos sob a presidência do advogado Carlos Eduardo de Souza e relatoria de Daniel Macedo, agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Após ouvirem várias entidades, especialistas, analisarem dados dos 28 municípios da faixa de fronteira, concluíram trabalhos com apontamentos a favor de políticas de desenvolvimento da faixa de Fronteira.

“Chegamos a conclusão que políticas de desenvolvimento social, inclusivas, representam a melhor estratégia para melhorar a questão da segurança. Pessoas, sociedade incluída no mercado de trabalho, com acesso a serviços públicos de qualidade, que exerce sua cidadania, tendem a ser menos vulneráveis a ação nefasta do crime organizado. Isso é muito pertinente na questão de fronteira”, concluiu Daniel Macedo.

A ZPE de Cáceres é um dos mecanismos que pode dar um impulso de desenvolvimento a toda uma região, com geração de emprego e renda. A chegada da uma escola técnica no mesmo município, após trabalho de articulação do deputado Dr Leonardo junto ao secretário Domingos Sávio, de Ciência e Tecnologia, e o governador Pedro Taques (PSDB), é outra forma de garantir o desenvolvimento social.

“Precisamos evitar que aconteça o mesmo que ocorreu na África, onde ocorreu um grande desenvolvimento na área do turismo, mas os melhores empregos ficaram com europeus porque a população local não foi preparada. Precisamos garantir os empregos para as pessoas da região, para existir um verdadeira desenvolvimento”, disse Leonardo.

Além disso, o relatório aponta a necessidade de investimentos no Gefron, da finalização da implantação do sistema de fronteira pelo Governo Federal, pela ampliação da infraestrutura para favorecer novos empreendimentos. E tudo isso a partir da melhoria das relações Brasil Bolívia, que já começaram a acontecer com interlocução da Assembleia Legislativa.

FONTE: FolhaMax
17/11/2017
Ferrovia como fator de competitividade

Cadeias produtivas dos mais diversos setores precisam operar sistemas logísticos eficientes para competir no mercado global e nacional. Na maioria das vezes, a disponibilização da infraestrutura de transportes, papel do Estado, deve preceder a formação de cadeias produtivas competitivas. Contudo, este definitivamente não é o caso de Mato Grosso.

Há décadas, temos no Estado uma das cadeias produtivas de grãos mais competitivas do Planeta, mas ainda temos que enfrentar todos os dias o desafio de superar a distância entre o produtor e os portos.

O cenário não é dos melhores. São rodovias sem pavimentação em uma ponta, transporte caro no meio e portos ineficientes na outra ponta. Quer dizer, muita coisa precisa ser feita para avançarmos, agregarmos valor e nos tornarmos eficientes também da “porteira para fora”.

Acreditamos que, em um sistema logístico, a multimodalidade é uma das palavras chave na busca pela otimização e eficiência. Ela poderá fortalecer mais o agronegócio mato-grossense, que sustenta a balança comercial brasileira. O que proponho, neste artigo, é uma análise criteriosa da importância das rodovias e ferrovias para o escoamento da produção.

Confiança na produção

Entendemos que cada modal de transporte, seja o rodoviário, o ferroviário, o hidroviário e o aeroviário tem suas características, vantagens e desvantagens dependendo do tipo de transporte (passageiro ou carga), do tipo de carga, da distância e das características do mercado. Em geral, os modais precisam coexistir, complementando-se, por isso a necessidade da multimodalidade.

No transporte das principais commodities de Mato Grosso (soja, milho e carne bovina), nas quais somos maiores produtores do país, com produção total na última safra de mais de 60 milhões de toneladas de grãos e rebanho de mais de 30 milhões de cabeças, o sistema logístico é muito beneficiado pela confiabilidade do que é produzido por aqui.

Confiança que nasce do fato de Mato Grosso ter pouco histórico de quebra de safras, se comparado a outras regiões do Brasil e do Mundo. E pela ótima distribuição sazonal da produção: metade é escoada no primeiro semestre (soja), e outra metade no segundo (milho), enquanto o boi é transportado o ano todo.

No entanto, mesmo com todo este potencial, a dispersão da produção inclusive em lugares remotos do Estado e a distância para os portos, muitas vezes chegando a mais de 2.000 km, são certamente grandes desafios.

Rodovias

O primeiro desafio só será vencido com um eficiente sistema de rodovias estaduais. Para superar este entrave, o dever de casa tem sido feito. Isso eu posso assegurar. Os números falam por si: são 6.624,88 km de rodovias pavimentadas em Mato Grosso. Das quais, mais de 1.000 foram pavimentadas e outras 1.300 foram restauradas na atual gestão do governador Pedro Taques. Um avanço significativo se comparado com o atraso histórico verificado em gestões anteriores.

E muito mais ações em infraestrutura vem por aí. Neste sentido, asseguramos que o programa Pró-Estradas, os recursos do Fethab, as concessões de rodovias, as operações de crédito (atualmente R$ 2 bilhões) e a captação de recursos novo na ordem de R$ 420 milhões que estaremos obtendo junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) são fundamentais para promover estes investimentos necessários nas nossas rodovias estaduais.

Ferrovia em Cuiabá

No modal ferroviário, temos a infraestrutura, mesmo que insuficiente, operando dentro de nosso estado. Com pouco mais de 300 km de trilhos em Mato Grosso, a antiga Ferronorte, hoje Malha Norte da Rumo, representa o mais importante corredor de escoamento de nossas commodities.

A partir, principalmente do terminal de Rondonópolis, inaugurado em 2013, a Rumo escoa 25 milhões toneladas de nossos produtos para o Porto de Santos, e ainda retorna para nosso Estado com fertilizantes e combustíveis.

Por isso, os trilhos da Malha Norte precisam avançar para dentro de Mato Grosso! O governador Pedro Taques vem liderando uma discussão nacional sobre este tema desde o início de 2015, em parceria com o Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá, para que os trilhos finalmente cheguem até nossa capital.

Pleito

A Rumo tem interesse, mas depende ainda de alguns entraves: primeiro a autorização da antecipação da renovação da concessão da Malha Paulista, que vence em 2028. Segundo a aprovação do ramal de Rondonópolis a Sorriso, passando por Cuiabá. A antecipação da renovação é o item mais complexo e atualmente encontra-se no Tribunal de Contas da União (TCU), sob a relatoria do Ministro Augusto Nardes.

A Malha Paulista inclui o trecho da divisa com o estado de São Paulo até o Porto de Santos, e encontra-se sucateada, necessitando de mais de R$ 5 bilhões em investimentos na sua infraestrutura. Com isso, o crescimento da Malha Norte (localizada em MT) está limitado pelos trilhos antigos da Malha Paulista. Isso porque, para investir agora nos trilhos de São Paulo, a concessionaria Rumo (antiga ALL) alega que precisa de mais prazo. O Governo de Mato Grosso apoia este pleito, porque sabe que só assim os trilhos avançarão no Estado, que receberia novos e vultuosos investimentos com a renovação da Malha Paulista.

De qualquer forma, a Rumo sabe que precisa ampliar os investimentos na ferrovia Mato Grosso-Santos, pois terá competição no futuro. Além da falada Ferrovia Bioceânica, que ainda está longe de ser um projeto.

Ao analisarmos o cenário atual, porém, apontamos a Ferrogrão como uma real ameaça ao domínio da Rumo no Estado. Afinal, a Ferrogrão irá consolidar o novo corredor de exportação do Brasil pelo Arco Norte. Esta ferrovia tem uma extensão de quase 1.000 km e conectará o norte de Mato Grosso ao Pará, terminando no terminal hidroviário de Miritituba, no rio Tapajós. Com investimentos previstos de R$ 12,6 bilhões, esta ferrovia está projetada para escoar na sua primeira fase mais de 25 milhões de toneladas.

Os novos projetos ferroviários aumentarão muito a capacidade de transporte do estado, e, consequentemente, melhorarão nossa competitividade. Além disso, as condições de tráfego da rodovia BR-163 (hoje parcialmente concessionada) melhorarão sensivelmente, reduzindo o fluxo de caminhões pesados que transportam grãos, e diminuindo o número de acidentes e o tempo de viagem de carro.

Agenda positiva

A próxima semana será muito importante para os dois projetos ferroviários aqui abordados. Dia 21 estaremos com uma delegação do Governo do Estado e do Fórum Pró-Ferrovia em Brasília para tratar com os ministros do TCU Augusto Nardes e Raimundo Carreiro sobre a prorrogação da Malha Paulista da Rumo. No dia 22 de novembro haverá realização de audiência pública da Ferrogrão em Cuiabá. E um evento sobre o tema no dia 23 em Nova Mutum.

Não temos dúvidas, a multimodalidade impulsionará ainda mais o escoamento da produção de grãos de Mato Grosso, assegurando uma competividade única no cenário internacional. Para avançarmos, precisamos de projetos arrojados, como este da Ferrovia em Cuiabá, como melhoria das nossas rodovias estaduais quanto dos corredores de escoamento.

O Governo do Estado tem uma agenda clara de prioridades e sabemos que não temos tempo a perder, pois os mato-grossenses tem pressa! Essa é a hora. Estamos lutando para enfrentar a crise e assegurar o desenvolvimento do nosso Estado. Esta é uma agenda necessária e urgente, porque o Governo Federal sabe que precisa ajudar mais o Estado que mais socorre o país.

A situação de Mato Grosso é difícil, e me fez lembrar da mitologia grega. Atlás era um titã que foi condenado por Zeus a sustentar os céus sobre os ombros para sempre. O Estado é forte, assegura com muitas dificuldades, de forma decisiva, os constantes superávits na balança comercial brasileira. Mas já passou da hora de deixar de ser o Atlas do Brasil e receber o apoio devido nessa missão.

Marcelo Duarte é secretário de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), presidente do Conselho Nacional de Secretários de Transportes (Consetrans), mestre pela Universidade de Lincoln (Nova Zelândia), com curso de gestão pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos (EUA). É graduado em Administração pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Master in Business Administration (MBA) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

FONTE: Só Notícias
17/11/2017
Chineses vem a Mato Grosso para conhecer produção de suínos

Na próxima terça-feira (21.11), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) recebe um grupo de empresários chineses interessados em conhecer mais sobre a cadeia da suinocultura do Estado. A visita dos chineses já é um desdobramento da recente viagem de uma comitiva do Governo de Mato Grosso até a china e será uma oportunidade de prospectar negócios e investimentos.

A China é líder mundial na produção, no consumo e na importação de carne suína e a demanda por carne e por sua qualidade vem aumentando. Além disso, há uma crescente pressão dos desafios ambientais e o governo vem colocando regulamentos mais rígidos para se adequar às mudanças climáticas de forma a garantir a segurança alimentar e o abastecimento seguro e equilibrado de alimentos.

Conforme dados apresentados pela equipe chinesa, nos últimos 30 anos o consumo de carne da China quadruplicou. Mesmo com a produção própria, o país segue dependendo da importação de outras matérias-primas para alimentação. Mato Grosso tem grande potencial para atender a esta demanda. Ainda conforme informações fornecidas pelo grupo, as importações da China equivalem a aproximadamente 50% do volume anual total de importação de soja do Brasil, e, cerca de 80% desse montante é todo direcionado para a indústria de alimentos para animais.

Neste contexto, Mato Grosso tem papel de destaque, pois, além do clima favorável para a produção animal e vegetal, o Estado é beneficiado pela disponibilidade de água doce e alta oferta de grãos para a ração animal, como a soja e o milho, garantindo volume e sanidade na produção com preços competitivos.

Para recepcionar o grupo, liderado pela maior empresa de criação de suínos da China a Muyuan Group e mais 27 representantes de empresas ligadas à suinocultura, diversas ações estão previstas para apresentar o potencial industrial de suínos e grãos mato-grossense.

Na terça (21.11), será realizada a recepção da comitiva com a presença do governador Pedro Taques, do vice-governador Carlos Fávaro, do secretário da Sedec, Carlos Avalone, e de algumas entidades representativas do setor como a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e a Associação dos criadores de suínos de Mato Grosso (Acrismat). No dia seguinte, o grupo segue para o município de Sorriso (420km de Cuiabá) onde haverá uma reunião com empresários locais do ramo da suinocultura, além de visitas técnicas em frigoríficos.

Conforme o secretário Carlos Avalone, Mato Grosso tem se mostrado acima da média nacional quando a questão é desenvolvimento. "Tudo isso está fazendo com que o nosso Estado se destaque e chame a atenção de outros países que desejam investir no Brasil, no caso da China, essa relação vem se estreitando cada vez mais forte, e, são essas visitas técnicas que tem fortalecido a troca de experiências e as possíveis parcerias comerciais para que novos investimentos cheguem por aqui”, explica.

FONTE: 24 Horas News