#190211-15
11/02/2019

Idaron cadastra produtores de soja de Rondônia para garantir plantio saudável

É importante o cadastramento, o qual possibilita delimitar as áreas que possuem o cultivo de soja e permite que a Idaron possa acompanhar a ocorrência de pragas, em especial a ferrugem asiática.

O saldo comercial de Goiás de janeiro de 2019 apresentou um superávit de US$ 134,25 milhões, mas confirmou a tendência de queda nos negócios constatada em 2018, com diminuição nos volumes de importações e exportações. O montante atingido no último mês é 17,4% menor do que o índice de janeiro de 2018, que foi de US$ 162,53 milhões.

“Mesmo com a má gestão no Estado nos últimos anos, ainda há superávit na balança, mas é muito aquém do potencial da economia goiana. Os números de janeiro ainda são reflexo das más gestões anteriores, mas estamos trabalhando para que haja uma retomada”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Adriano da Rocha Lima.

Para Adriano, as ações desenvolvidas na secretaria já nos primeiros dias de 2019 vão recolocar a economia goiana nos trilhos do crescimento.

“Já conseguimos um investimento de US$ 8 bilhões para a instalação de uma usina fotovoltaica e estamos prospectando novos investimentos nacionais e internacionais, além de criar um novo foco voltado para empresas com alto grau de inovação, que irão diversificar nossa economia. Em poucos meses, já veremos esse impacto positivo”, explica.

As exportações em janeiro de 2019 atingiram US$ 400,81 milhões, um decréscimo de 10,51% em relação a janeiro do ano passado. Na comparação com dezembro de 2018, o resultado mostra uma retração ainda maior, de 24,54% no volume de exportações.

Em janeiro deste ano, foram exportados 281 diferentes produtos para 106 países, com destaque para o complexo soja, que alcançou US$ 95,14 milhões e 23,74% do total exportado por Goiás no referido mês. Em relação a janeiro de 2018, porém, houve decréscimo de 19,11%.

Em segundo lugar, está a exportação de carnes, que totalizou US$ 87,53 milhões, mas também representando queda de 12,86% em relação ao mesmo período do ano passado. O ouro ocupou o terceiro lugar no ranking de produtos exportados neste mês, totalizando US$ 55,065 milhões, representando 13,74% de todo o valor exportado no período.

Os principais destinos dos produtos exportados por Goiás são a China, com US$ 126,41 milhões, representando 31,54% do total. Em segundo lugar, aparece a Itália, com US$ 39.42 milhões, totalizando 9,84%. Em terceiro, estão os Países Baixos, que compraram US$ 34,21 milhões, o que 8,54% das exportações.

Importação

Em janeiro, as importações tiveram queda de 6,58% em relação a janeiro de 2018, apresentando cifras de US$ 266,55 milhões. Em relação a dezembro de 2018, o decréscimo é ainda maior, totalizando 12,76%.

 No primeiro mês de 2019, foram importados 1339 produtos diferentes de 64 países. Em primeiro lugar aparecem os produtos farmacêuticos que somaram US$ 65,25 milhões, totalizando uma participação de 24,48% do valor total das importações do Estado, mas apresentando queda de 23,01% em relação a janeiro de 2018.

Em segundo lugar, estão os Adubos (fertilizantes) representando 18,76% de todo valor importado pelo Estado em janeiro, totalizando US$ 50,01 milhões. Em terceiro lugar, apareceram Veículos automóveis terrestres, suas partes e acessórios com participação de 12,56%.

Do total de importações, os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar no ranking de países dos quais o Estado importou em janeiro de 2019, totalizando US$ 43.351.047 milhões ou 16,26% do total das importações. O segundo lugar ficou com a China, com 15,83% do total, seguida pelo Japão (9,22%).

FONTE: Tudo Rondônia
#190206-06
06/02/2019

MOBILIDADE: Fórum discute a implantação de linha férrea ligando Porto Velho a Cuiabá

A construção vai trazer investimento e progresso para todos os municípios de RO em um médio espaço de tempo

A Pró Ferrovia – MAFERRON -, uma iniciativa empresarial que defende a construção do “Modal Ferroviário de Rondônia", realizou nesta terça feira (05), o primeiro Fórum PRÓ FERROVIA, que visa garantir o avanço dos trilhos para definir os gargalos que impedem o progresso e crescimento do empreendimentos produtivos no estado.

De acordo com o presidente do Fórum, Antônio José Magalhães, o novo trecho a ser construído beneficiará o escoamento agrícola, a mobilidade de passageiros e a movimentação de cargas. “O comércio e a indústria necessitam de um transporte mais barato para os seus produtos. A construção de um modal ferroviário ligando Porto Velho e Cuiabá-MT vai gerar um grande progresso socioeconômico em nosso estado, e ajudará e muito, o crescimento de todos os municípios por onde a linha passar”, defende o presidente do Fórum.

Ainda de acordo, o presidente relata que esse modal vai atrair investimentos do governo federal e posicionar Rondônia como um grande exportador e produtor em agronegócios. “É preciso agir, pois temos concorrentes nesse investimento no interior de São Paulo e no Pará. Podemos perder importantes mercados por conta desse vácuo dos empreendimentos. Esses modais vai atender e expandir a demanda de transporte, barateando os custos, gerando muito emprego e renda, fomentando a economia estadual e nacional através da exportação do setor primário, manufaturados, agronegócios, agregando valores aos insumos e matérias primas feitas aqui em Rondônia", completou Antônio José.

Estiveram discutindo no Fórum diversas autoridades, assim como o Vice governador, José Jodam, presidente do Fiero, Marcelo Thomé, secretários de agricultura, investidores, empresários e produtores de soja, o presidente do Conselho de Engenharia e Agronomia de RO, Carlão Xavier, entre outros convidados.

CREA – RO VÊ COM BONS OLHOS A GERAÇÃO DE OPORTUNIDADES DE TRABALHO PARA OS PROFISSIONAIS NO ESTADO

Para o presidente do CREA-RO, Carlão Xavier, essa construção vai gerar centenas de empregos para os engenheiros em todos os setores. “A engenharia, aliada a tecnologia, é capaz de construir até 4 km de linha férrea ao dia de trabalho, além da ligação através de dezenas de pontes levantadas ao longo do trajeto”, comenta Carlão.

Segundo o Fórum Pró Ferrovia, a proposta inicial é fazer uma linha paralela a BR 364, e isso significa o baixo o custo da escoação da produção. “Entendi que será necessário um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental do trecho ligando as duas Capitais. Já há uma consciência de compensação social, e isso é importante para uma obra tão valorosa para nossa região. A engenharia vai dar um salto com tamanha visão de empreendimento gerando a diminuição de custos”, finaliza o presidente do CREA-RO.

FONTE: Rondonia ao vivo
#190117-01
17/01/2019

Balança tem superávit de US$ 58,7 bilhões em 2018, aponta FGV/Icomex

A balança comercial fechou o ano de 2018 com um superávit de US$ 58,7 bilhões, com destaque para a participação da China como principal destino das exportações brasileiras. Embora o resultado tenha sido inferior ao de 2017, de US$ 67 bilhões, foi o segundo melhor desempenho da série histórica, segundo os dados do Indicador do Comércio Exterior (Icomex), divulgado nesta quinta-feira, 17, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A China deteve 26,8% das exportações brasileiras, mais do que o dobro da participação dos Estados Unidos, responsável por 12% das vendas externas do Brasil. O terceiro principal parceiro foi a Argentina, embora esta tenha reduzido sua participação no ranking de destino de exportações, passando de 8,1% em 2017 para 6,2% em 2018.

No ano passado, os chineses aumentaram sua participação nas exportações do Brasil, em relação a 2017, quando compraram 21,8% do total exportado. O crescimento de 35,2% nas exportações para a China em 2018 foi puxado pela soja em grão, petróleo bruto e minério de ferro. Os três produtos somam 82% das exportações brasileiras para território chinês.

O petróleo superou a participação do minério de ferro pela primeira vez nas vendas externas brasileiras para a China, ressaltou a FGV.

"A importância da China para as exportações brasileiras é reafirmada quando analisamos os dez principais produtos exportados pelo Brasil", declara o relatório do Icomex. "O segundo principal produto exportado pelo Brasil é o óleo bruto de petróleo e a participação da China no total exportado passou de 44,2% para 57%, entre 2017 e 2018. Nas exportações de carne bovina, oitavo principal produto, o porcentual da China foi de 18,3% em 2017, e de 27,2% em 2018", completou.

Quanto às importações, a China é o principal mercado de origem, mas com menor diferença em relação ao segundo colocado. A China foi responsável por 19,2% das importações brasileiras, enquanto os Estados Unidos detiveram 18,1% das importações totais em 2018.

A FGV lembrou ainda que houve extraordinariamente um aumento nas importações totais em 2018 influenciado pelas mudanças do Repetro, regime fiscal do setor de óleo e gás.

Em 2018, o volume exportado pelo Brasil cresceu 4,6% em 2018, enquanto as importações subiram 12%. Se excluídas as plataformas, a alta no volume importado seria de 6%. A FGV espera algumas eventuais operações de retorno contábil das plataformas de petróleo via importações em 2019, "no entanto, não se espera um impacto semelhante ao que ocorreu em 2018", prevê o relatório.

FONTE: Uol Economia
#181217-01
17/12/2018

Porto de Porto Velho comemora 43 anos de instalação iniciando exportação de mil toneladas de algodão

No dia em que comemorou 43 anos de instalação, com base na Lei Federal nº 6.222, de 10 de julho de 1975, o Porto Organizado de Porto Velho registrou mais um avanço nesta segunda-feira (17), com o início da exportação de mil toneladas de algodão proveniente do estado de Mato Grosso, por meio da Operadora FH de Oliveira Peixoto. Na solenidade realizada com a presença de funcionários e convidados, o governador Daniel Pereira falou sobre os ciclos econômicos vivenciados por Rondônia, com destaque para o início da construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), ciclo este que terá sequência em um futuro próximo, conforme espera o governador, com a ferrovia que ligará Rondônia ao restante do País, tornando mais rápido o transporte que desde a década de 60 é feito pela BR-364, desembocando no porto (único da região alfandegado) via BR-319.

O governador citou que depois de mais de 100 anos do Tratado de Petrópolis, que delimitou em v1903 as terras bolivianas e brasileiras a partir do estado do Acre, Rondônia avançou com a revitalização do porto da capital, possibilitando o escoamento da produção boliviana, além da carne rondoniense para o Peru. Projeto estabelecendo a instalação de câmeras frias também é analisado, entre outros investimentos, para ampliar a exportação a outros países, inclusive de algodão rondoniense, cujo plantio foi iniciado em 100 hectares na região Sul do estado, com perspectivas de expansão, assim como ocorreu com a soja. “Fizemos os últimos ajustes sábado, em Vilhena, para podermos competir com Mato Grosso, Goiás e Bahia, com a vantagem de que esses dois primeiros estados não têm porto estruturado”, afirmou Daniel.

Na solenidade ainda foram prestadas homenagens com a entrega de placas pelo diretor-presidente da Sociedade de Porto e Hidrovias (Soph), Leudo Buriti, ao governador, à assistente técnico administrativo, Carmelita Alves, primeira funcionária do porto; a Almeidino Brasil, primeiro armador; aos assistentes técnicos Edvaldo de Oliveira, Jucilene Gadelha e Maurício Ferreira, além da técnica em contabilidade, Maria Elenita do Nascimento; José Rosário Monteiro, trabalhador portuário mais antigo; João Alexandre dos Reis, presidente do Conselho de Autoridades; Lins Murici, representando Raimundo Holanda, primeiro operador; e o coronel Vanderlei Costa, responsável pela implantação de Planos e Projetos Estruturantes do Porto.

“Este é um momento de gratidão”, disse Leudo Buriti, citando que hoje são transportadas via porto cerca de 14 milhões de toneladas de produtos, sete delas só de grãos. “Este é setor próspero e consolidado”, arrematou.

Ao final o governador entregou exemplares do livro Teixeirão – Um Estadista a Serviço de Rondônia, lançado na noite de quinta-feira.

Um pouco do porto

A construção do porto de Porto Velho foi iniciada em 1973 pelo Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis (DNPVN), do então Ministério dos Transportes e Comércios, que tinha por objetivo substituir as antigas rampas de embarque e desembarque implantadas durante a construção da EFMM e atender à movimentação de cargas. Com a extinção do DNPVN, foi criada a partir da Lei nº 6.222, a Empresa de Portos do Brasil S.A (Portobras), que no mesmo ano instalou as duas gruas com lança no topo da barranca do rio Madeira, atual local do porto. A partir de então diversas obras de infraestrutura foram implementadas com a execução de um terminal para operações roll-on/roll-off (sobem e descem rolando), pavimentação de pátios, construção do cais flutuante e armazéns, além de instalações administrativas. Só em 1985 foi formada a administração local, antes subordinada à Companhia Docas do Pará. Em novembro de 1997, convênio firmado entre o Ministério dos Transportes e o Estado de Rondônia delegou à Sociedade de Portos e Hidrovias (Soph) a administração e exploração.

FONTE: Portal Espigão
#181212-03
12/12/2018

Um século depois, Rondônia vai se unir ao sul do Amazonas, Acre e Bolívia para exportar borracha; Irã é o principal cliente

Quase um século depois do final do ciclo da borracha, a Amazônia terá chance de resgatar a exploração de seringueiras nativas e novamente exportar látex natural.

“Na próxima sexta-feira, a Mesa da Irmandade se reúne das 9h ao meio-dia, no Palácio Rio Madeira, em Porto Velho, para debater o potencial de oferta de cada interessado”, anunciou hoje (12) o secretário subchefe da Casa Civil do Governo de Rondônia, Hélder Risler de Oliveira.

Segundo ele, o Irã tem necessidade de borracha e manifestou disposição de adquirir 400 toneladas/mês. A reunião mobilizará representantes comerciais de Rondônia, Acre, sul do Amazonas, e das regiões do Beni e Pando, na Bolívia.

Com embargo dos Estados Unidos para adquirir látex artificial, o Irã optou pela compra do látex de seringais nativos. Há um mês, uma delegação daquele país visitou Rondônia, expondo a vontade de importar.

O Instituto de Economia Agrícola de São Paulo informa que em outubro, a cotação do quilo do látex coagulado era R$ 2,34.

“Sozinha, Rondônia não tem capacidade de formar o estoque exigido por iranianos, mas a Mesa da Irmandade formará parcerias com os vizinhos”, explicou Hélder Risler.

Ele acredita na possibilidade de haver novo boom no setor, a partir das primeiras exportações, pelo porto organizado de Porto Velho: “Ainda temos imensos seringais nativos aí, fazendo sombra, dando lucro ambiental, mas eles, os donos, não fazem uso econômico, quem sabe seja esse o novo ciclo da borracha na região”.

Um negócio puxa outro, analisa o subchefe da Casa Civil: “Na recente visita dos iranianos, a delegação empresarial manifestou interesse em adquirir 5 mil toneladas de carne bovina/mês a partir de fevereiro de 2019. Então, frigoríficos com certificação internacional para o abate animal poderão expandir mercados”.

FONTE: Portal Espigão
#181129-07
29/11/2018

FRONTEIRAS: Assinado acordo reconhecimento mútuo entre aduaneiras do Brasil e Peru

Tratado semelhante já havia sido feito com o Uruguai em 2016

O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e o superintendente Adjunto de Aduanas do Peru, Rafael Garcia Melgar, assinaram hoje, durante o Seminário Internacional "Programas OEA nas Américas" um acordo de Reconhecimento Mútuo entre os dois países.

O acordo visa a implementar, no âmbito dos Programas Operador Econômico Autorizado (OEA) nas Américas, o reconhecimento os procedimentos das aduanas dos dois países com o objetivo principal de reduzir custos, propiciar maior segurança e diminuir a burocracias nos processos alfandegários em toda a América latina.

O mesmo acordo já tinha sido assinado entre Brasil e Uruguai em encontro dos Operadores Econômicos Autorizados em Brasília entre 29 e 31 de março de 2016, em Brasília.

Antes, durante palestra que fez durante o evento, Rachid falou sobre Portal Único de Comércio Exterior, uma iniciativa de reformulação dos processos de importação, exportação e trânsito aduaneiro. De acordo com o secretário, o programa contribuiu para a redução em 90% dos documentos recebidos pela Receita Federal para procedimentos de importação e exportação entre 2017 e 2018.

Ele disse que, para outubro, a expectativa é a de que o tempo para a conclusão dos processos de importação tenha caído 40%. "É esse programa que gostaríamos que fosse expandido para os países aqui representados", disse Rachid. O evento conta com representantes aduaneiros de Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Guatemala, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai.

FONTE: Rondônia ao vivo
#181023-04
23/10/2018

Exportação de milho soma 2,273 mi de toneladas em outubro

O preço médio da tonelada ficou em US$ 174,40

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 396,5 milhões em outubro (14 dias úteis), com média diária de US$ 28,3 milhões.

A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 2,273 milhões de toneladas, com média de 162,4 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 174,40.

Na comparação com a média diária de setembro, houve uma retração de 10,5% no valor médio exportado, uma baixa de 9,9% na quantidade média diária e queda de 0,7% no preço médio.

Na comparação com outubro de 2017, houve perda de 23,2% no valor médio diário exportado, retração de 32,2% na quantidade média diária e valorização de 13,2% no preço médio.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

FONTE: Agro Rondônia
#181017-05
15/10/2018

Empresários bolivianos visitam Porto de Porto Velho

Uma comitiva formada por empresários da Bolívia esteve terça-feira (16), em Porto Velho, para conferir “in loco” as instalações do Porto de Porto Velho, com as atenções voltadas para a exportação e importação de produtos passando pela hidrovia do Rio Madeira. No final da tarde de terça-feira, os empresários do país vizinho foram recebidos pelo secretário-subchefe da Casa Civil, Hélder Risler, juntamente com o presidente da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph), Leudo Buriti, com intuito de fortalecimento da integração entre os dois países.

Durante a reunião, realizada no Palácio Rio Madeira (PRM), sede do governo estadual, o presidente da Câmara Nacional de Comércio Exterior da Bolívia, Wilfred Rojo, ressaltou a importância do apoio ao fortalecimento do diálogo comercial, ou seja, o crescimento da Política de Integração e Desenvolvimento Brasil-Bolívia. Ele lembrou da ida do governador Daniel Pereira à Bolívia para estreitar o laço de irmandade entre os países. “Antecipo que esperamos receber novamente na Bolívia o governador de Rondônia para que possamos agradecer toda a atenção e estamos perto de um trabalho de continuidade. Estamos conhecendo o sistema portuário de Rondônia que garante potencial com vista na exportação de produtos da Bolívia”, ressaltou Rojo afirmando que a entidade defende os interesses de seus associados, promovendo o desenvolvimento comercial dos setores de comércio e serviços.

Segundo argumentou o presidente da Soph, os empresários estão conhecendo as alternativas e possibilidades para que possam utilizar a hidrovia do Rio Madeira e o Porto do Porto de Porto Velho como rota para suas exportações e importações. “Hoje, por uma cultura de décadas, eles utilizam portos do Peru e do Chile quando que pelo Porto de Porto Velho há possibilidade concreta para obter custos menores no transporte de produtos, como por exemplo a soja, uma das culturas promissoras da Bolívia”, destacou.

Segundo afirmou Leudo Buriti, o governador já esteve algumas vezes na Bolívia e mostrou, através de apresentações, o Porto de Porto Velho, citando suas vantagens para empresários bolivianos. “Esses empresários vieram conhecer e nossa estrutura. Nosso Porto tem recebido investimentos necessários e hoje estamos dotados de infraestrutura de equipamentos e por ser o único Porto de Rondônia alfandegado tem despertado total interesse dos empresários da Bolívia. Estamos em condições de atender todas as demandas dos países vizinhos e enviar produtos nossos e os deles para qualquer parte do mundo”, frisou.

Conforme aponta o presidente da Soph, os produtos de origem do país vizinho passando por Rondônia deixam em torno de 25% de tarifas por conta de movimentações em hotéis e restaurantes e o Porto fatura. Ao mesmo tempo abre-se um leque de geração de emprego e renda, bem como agrega valores para a economia do Estado.

“Podemos citar a cidade de Santa Cruz que já produz soja e hoje esse produto sai pela Argentina e eles gastam muito mais com tarifas. Ocorre uma demora muito grande com a entrega e tempo hoje é dinheiro. O interesse do grupo é referente à logística e nesse sentido estamos demonstrando para esses empresários que por aqui é muito mais rápido e econômico, ou seja, o Porto de Porto Velho representa uma oportunidade para escoar com menor custo a produção da Bolívia”, disse Leudo, enfatizando, ainda, que Rondônia já passou por vários ciclos e hoje vive uma economia sustentável que garante um crescimento econômico e a integração é positiva para os interesses do Estado e do país vizinho.

FONTE: Rondônia Dinâmica
#181015-10
15/10/2018

Rondônia planeja ações para o mercado árabe

Câmara Árabe apresentou potencial econômico de países árabes a empresários do estado em workshop nesta segunda-feira, em Porto Velho. Lideranças locais planejam novos encontros e missão ao mundo árabe no ano que vem.

A capital de Rondônia, Porto Velho, recebeu nesta segunda-feira (15) um workshop sobre o mercado árabe e lideranças locais já planejam novas ações para fazer o estado crescer como parceiro comercial dos países da região. O encontro reuniu representantes de empresas e de associações, que puderam conhecer um pouco mais sobre os mercados árabe e africano.

O encontro ocorreu na Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), com a presença de cerca de 30 pessoas, que ouviram apresentações da Câmara de Comércio Árabe Brasileira e da Câmara de Comércio Afro-Brasileira (Afrochamber), em uma iniciativa conjunta com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Rondônia (Sebrae-RO).

A partir da experiência está sendo planejada uma missão de empresas rondonianas para os países árabes em busca de investimentos. Segundo o superintendente do Sebrae em Rondônia, Valdemar Camata Júnior, serão elencados planos de negócios que possam ser apresentados a investidores em viagem no ano que vem. A ideia é propor, por exemplo, joint-ventures, investimento private equity ou aporte de capital.

Camata acredita que o estado tem potencial para atrair investimentos árabes em setores que possam atender o mercado mundial. O superintendente falou à ANBA que Rondônia é conhecida por ser uma das novas fronteiras agrícolas brasileiras e está em franco desenvolvimento. O estado tem 14 milhões de bois, é o quinto maior exportar de carnes do Brasil e o oitavo maior produtor de leite. “O estado tem um terço da indústria de alimentos no Norte do Brasil”, afirmou Camata.

Mas ele acredita que o potencial do estado para parcerias comerciais com os árabes vai além da carne e do leite, e abrange áreas como as de grãos, soja, milho e café, além da mineração. Rondônia produz minerais como estanho, manganês, ouro, nióbio e diamantes. O superintendente do Sebrae-RO percebe três possibilidades para o estado com os árabes: atender o mercado da região com seus produtos, comprar mais fertilizantes destes países e atrair investimentos.

Do workshop na sede da Fiero participaram empresas de vários portes, ente elas produtoras de alimentos como carnes, castanhas e peixes, e de outros segmentos como construção, educação e de confecção. Entre as autoridades, participaram do encontro o governador do estado, Daniel Pereira, o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, o presidente da Fiero, Marcelo Thomé, o presidente da Afrochamber, Rui Mucaje, e o CEO da Câmara Árabe, Michel Alaby.

Juntamente com a executiva de Negócios Internacionais da Câmara Árabe, Fernanda Baltazar, Alaby deu aos presentes um panorama sobre o mercado árabe e respondeu perguntas. Os empresários foram convidados a participar de missões para os países árabes, entre elas a que a Câmara Árabe promove ao Catar em dezembro e a que o Itamaraty e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) realizam ao Egito em novembro.

Em entrevista à ANBA, Alaby destacou o potencial do estado na área agroalimentar e a vontade de atrair capital árabe. Ele lembrou que Rondônia já exporta carne bovina para o Egito e que estas vendas geraram US$ 110 milhões de janeiro a setembro deste ano. Alaby afirma que vê ainda potencial para o estado fornecer aos árabes produtos como castanha, peixes, café, milho, frutas e gado vivo. “Rondônia tem solo fértil e não tem problema de água”, disse o CEO da Câmara Árabe.

Mucaje acredita na possibilidade de um trabalho conjunto entre Rondônia, a Afrochamber e a Câmara Árabe para levar a países africanos a tecnologia agrícola utilizada pelos rondonianos, com financiamento de países árabes. Ele conta que a Afrochamber já tem um trabalho de parceria com Rondônia e na última feira Rondônia Rural Show participaram representantes de 12 países africanos. A Afrochamber também já trabalha em parceria e em sinergia com a Câmara Árabe.

No final da tarde, as lideranças envolvidas na organização do encontro conversaram sobre como continuar o trabalho de aproximação comercial entre empresários árabes, africanos e rondonianos. Camata falou à ANBA que ficou muito satisfeito com o evento e que o encontro superou as suas expectativas em relação ao conjunto de ideias e propostas para dar sequência ao trabalho.

FONTE: Rondônia ao vivo
#180917-03
17/09/2018

ESTRADA DO PACÍFICO: Rondônia exporta primeira remessa de carne para o Peru

A carne será distribuída na capital, com cerca de 120 mil moradores, e por toda a região, com mais de 1 milhão de habitantes

Pela primeira vez, Rondônia exportou a primeira remessa de carne para o país vizinho, o Peru. Foram 22 toneladas exportadas pelo frigorífico Frigon, que levou 12 dias para concluir o processo de negociação, e o carregamento foi pela rodovia Carreteira Interoceânica, conhecida como Estrada do Pacífico, percorrendo uma distância de 1.300 quilômetros de Jaru até Puerto Maldonado, capital do departamento Madre de Dios. A carne será distribuída na capital, com cerca de 120 mil moradores, e por toda a região, com mais de 1 milhão de habitantes.

Antes da carne, as transações já estavam acontecendo com outros produtos, sendo que toda semana cerca de 15 toneladas de peixe (tambaqui) já estão sendo exportadas para o Peru, bem como milho, o arroz, e a ração, que é distribuída para os piscicultores da região de Madre de Dios. Rondônia importa do Peru produtos como orégano, alho, batata, que são os de maior interesse do mercado local.

FONTE: Rondônia ao vivo
#180803-03
03/08/2018

'O agronegócio é a solução para a capital', diz prefeito Hildon Chaves no lançamento da Portoagro

Com destaque ao agronegócio, apontando a agricultura familiar como um dos grandes potenciais produtivos e econômicos de Porto Velho, o prefeito Hildon Chaves fez, na noite desta última quinta-feira, 8, o lançamento oficial da terceira edição da Feira de Negócios Tecnologias Rurais Sustentáveis de Porto Velho, a Portoagro.

“O agronegócio é a solução para Porto Velho”, acentuou, acrescentando que a indústria da agricultura é um dos principais geradores de emprego e renda aos moradores da capital. “Nosso próximo passo é buscar a regulamentação fundiária nos distritos para que os produtores tenham acesso garantindo às linhas de créditos oferecidas pelas entidades financeiras”, completou.

Francisco Evaldo, titular da Subsecretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric), um dos responsáveis pela consolidação da feira em Porto Velho, classificou a Portoagro como “uma grande oportunidade de fortalecimento do setor primário em Porto Velho”.

“Na feira reunimos pessoas do setor produtivo, empresários, presidentes de associações e agentes financeiros para realizarmos um grande negócio em favor do desenvolvimento econômico da capital”, explicou.

A Portoagro inicia dia 29 de agosto segue até o 1º de setembro. “Teremos um volume de negócios que deve superar os R$ 100 milhões”, informou, dizendo ainda que, nos quatro dias de evento, mais de 30 mil pessoas devem circular pela feira.

O lançamento da Portoagro aconteceu no auditório do Senac e, além de produtores e empresários, contou com a participação do governador do Estado, Daniel Pereira e secretários, do Estado e do Município.

FONTE: Rondônia Dinâmica.
#180726-07
26/07/2018

Brasil e China discutem maior aproximação comercial no setor de agro

Reunião de hoje — Governo brasileiro se reuniu com o presidente da China Xi Jinping durante a 10ª Cúpula do Brics, em Joanesburgo, África do Sul

O governo brasileiro e da China se reuniram nesta quinta-feira durante a 10ª Cúpula do Brics para discutir a pauta econômica, especificamente a agrícola. Com o presidente da China Xi Jinping foi tratado o fim da sobretaxa imposta pelo país asiático ao frango e ao açúcar brasileiros.

A comitiva brasileira afirma que o governo chinês recebeu a questão com acolhimento e se comprometeu a examinar com prioridade como estreitar as relações comerciais entre os dois países. “O presidente chinês disse que vai fazer o encaminhamento necessário. Nossa pauta de exportação com eles precisa ser aumentada e Jinping disse que quer ampliar o mercado”, afirmou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, após a reunião bilateral em Joanesburgo, na África do Sul.

O Brasil, que exporta grão de soja em grande quantidade para a China, também busca alcançar a exportação de elementos processados, ou seja, óleo e farelo de soja. “Este é o 5º encontro que nós temos e o que vem se solidificando é essa pauta agrícola com a China”, concluiu o presidente Michel Temer.

Concessões

A participação chinesa em empresas brasileiras também foi tema debatido nesse primeiro diálogo do dia, diante da percepção de que as parcerias que já ocorrem têm sido positivas e de que novas podem ser fechadas, especialmente nos campos de ferrovias, portos, aeroportos, linhas de transmissão e distribuidoras de energia. De acordo com a quarta edição do Boletim sobre Investimentos Chineses no Brasil, lançado em 9 de maio pelo Ministério do Planejamento, a China integrou 262 projetos no Brasil no período entre 2003 e 2018, com valores totais de US$ 126,7 bilhões. Os dados apontam aumento da diversificação dos investimentos das empresas privadas chinesas.

O encontro

A 10ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vai até sexta-feira (27). Durante a cúpula, os países do bloco devem discutir a abertura de um escritório regional do Novo Banco do Desenvolvimento (NBD), o Banco do Brics, em São Paulo, com escritório também em Brasília.

Os países integrantes do Brics representam 43% da população mundial e 26% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta.

FONTE: Último Instante.
#180725-07
25/07/2018

Governo cria selo para produtos de exportação

Criado pelo Ministério da Agricultura, o selo identifica produtos do agronegócio de origem brasileira no exterior

Para incentivar a abertura de novos mercados, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou um selo que identifica no exterior os produtos do agronegócio de origem brasileira. Conhecido como Brazil Agro - Good for Nature, o selo é voltado para produtos da pauta de exportação, como carne e leite. Segundo o Mapa, a identificação vai ficar contida por meio de um QR Code com informações de origem dos alimentos, adesivados em embalagens e latarias.

As empresas brasileiras que desejam garantir a certificação devem aderir ao programa através do ministério. De acordo com o ministro do Mapa, Blairo Maggi, nove associações que representam dezenas de empresas já demonstraram interesse em aderir ao selo. Para obter o selo, algumas das exigências são as boas práticas e o bem estar animal, o cumprimento da legislação, a conformidade internacional, o uso sustentável dos recursos e a preservação do meio ambiente. Isso tudo é para garantir qualidade nas mercadorias.

Segundo o ministério, essa é uma medida voltada para buscar crescimentos financeiros dos produtos brasileiros em outros países. A expectativa é atingir a meta de conquistar a elevação da participação do País no mercado mundial de alimentos dos atuais US$ 96 bilhões para aproximadamente US$ 146 bilhões. A intenção é associar produtos do setor a sua origem, a condições de qualidade, sustentabilidade e de padrões internacionais. Assim, será possível consolidar a imagem do Brasil como produtor e exportador de mercadorias seguras para os consumidores.

A assinatura do termo de autorização para que seja utilizado o selo aconteceu na última segunda-feira durante o evento internacional Global Agribusiness Fórum 2018, que aconteceu em São Paulo. O desenvolvimento do selo foi discutido com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no mês passado.

FONTE: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.