#181213-03
13/12/2018

Receita com exportações de carne bovina devem chegar a US$ 6,5 bilhões, segundo a Abiec

As exportações brasileiras de carne bovina podem chegar a 1,62 milhão de toneladas até o final do ano, um aumento de 10% em relação a 2017, de acordo com previsão da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Se o volume for confirmado, será um recorde, dando sequência a uma tendência de alta dos embarques brasileiros, que nos últimos dois anos vêm crescendo numa média de 10% ao ano em volume e faturamento. A estimativa é que a receita com as vendas externas alcance US$ 6,541 bilhões, valor 7,4% superior ao do ano passado.

Segundo o presidente da Abiec, Antônio Camardelli, o resultado de 2018 confirma que a carne brasileira mantém uma boa imagem e que sua qualidade é reconhecida internacionalmente. “O setor passa por um processo de melhoria contínua e o crescimento das exportações mostra a qualidade e competitividade da nossa carne, além da confiança dos mercados internacionais no nosso produto”, afirmou ele, em nota divulgada pela entidade.

De janeiro a novembro, as vendas totalizaram 1,49 milhão de toneladas, um aumento de 10,67% ante igual período de 2017; o faturamento foi de US$ 5,99 bilhões, valor 8,31% superior no mesmo comparativo.

O segundo semestre registrou os melhores resultados do ano, com destaque para o mês de setembro, em que os embarques somaram 178 mil toneladas, e o faturamento, US$ 700 milhões. Tal resultado representa alta de 31,75% em volume e 25,86% em faturamento se comparado com igual mês do ano passado.

Países

Três países árabes estão entre os dez principais importadores de carne bovina brasileira, considerando o período de janeiro a novembro deste ano. O Egito aparece em terceiro lugar, à frente de todo o bloco da União Europeia, com US$ 485,6 milhões em vendas e mais de 166 mil toneladas embarcadas, um crescimento de 1,32% em receita e de 20,1% em volume, em relação ao mesmo período de 2017. A Arábia Saudita está em 7º lugar, com US$ 143,5 milhões e 38,5 mil toneladas, uma baixa de quase 11% na receita e de 4,27% no volume. Os Emirados Árabes Unidos vêm em 9ª colocação, com quase US$ 105 milhões e 26,6 mil toneladas, e crescimento de mais de 20% em receita e de 31,6% em volume no período.

Os Top 10, em ordem decrescente, são Hong Kong, China, Egito, União Europeia, Chile, Irã, Arábia Saudita, Estados Unidos, Emirados e Filipinas. Hong Kong e China se revezam como o principal destino da carne bovina do País.

Egito, União Europeia e Chile são mercados de destaque entre os principais países compradores, com crescimento tanto em volume quanto em faturamento no acumulado de janeiro a novembro.

Perspectivas

As perspectivas para 2019, segundo a Abiec, são positivas. Considerando os números de 2018, a entidade projeta um crescimento de 10,7% no volume exportado em 2019, chegando a 1,8 milhão de toneladas, e uma alta de 11% em faturamento, totalizando US$ 7,26 bilhões.

De acordo com a associação, os fatores que devem favorecer os resultados esperados para 2019 são a retomada das exportações para a Rússia – que em 2017 comprou mais de 130 mil toneladas e mais de US$ 452 milhões -, a expectativa de retorno ao mercado americano e o crescimento dos embarques para a China.

FONTE: Comex do Brasil
#181213-02
13/12/2018

Safra de café do Brasil é recorde, diz IBGE

País deve produzir 59,6 milhões de sacas de 60 kg este ano, indica o levantamento de novembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estática.

O volume de café produzido pelo Brasil este ano é recorde, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE). O levantamento de novembro foi divulgado na terça-feira (11) e aponta para 59,6 milhões de sacas de 60 kg produzidas. O volume corresponde a 3,6 milhões de toneladas do grão. O número representa crescimento de 30% em relação ao total de 46 milhões de sacas, ou 2,77 milhões de toneladas, produzidas em 2017, segundo o IBGE.

Segundo Instituto, o número foi alavancado pela bienalidade positiva do cultivo, que costuma produzir menos em um ano e mais no ano seguinte. O IBGE indica o clima mais chuvoso nas principais regiões produtoras e os maiores investimentos em tratos culturais realizados pelos produtores como motivos para o recorde.

O dado acompanha o crescimento das exportações de café de 24,4% em novembro em relação ao mesmo mês de 2017, de acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O total de café (incluindo grão verde, solúvel e torrado & moído) exportado foi de 3,68 milhões de sacas em novembro.

Em relação ao ano anterior, a produção da espécie arábica teve elevação de 28,2%. Outro aumento considerável foi na produção do café robusta, que apresentou crescimento de 30,4%. Os dados que mais chamam atenção são dos estados do Espírito Santo (53,0%) e Bahia (15,7%). Ambos são grandes produtores do café robusta e sofreram com déficit hídrico nos últimos anos. Agora, as produções vêm se recuperando.

Em novembro, houve redução das produções de Rondônia (1,2%) e Minas Gerais (12,3%), comparando com o mesmo mês de 2017.

FONTE: ANBA - Agência de Notícias Brasil-Árabe
#181211-02
11/12/2018

Abiec: volume de exportação de carne bovina deve fechar 2018 a 1,626 mi de toneladas

A exportação brasileira total de carne bovina – que considera o produto in natura, industrializado, além de cortes salgados e miúdos – deve fechar 2018 com 1,626 milhão de toneladas, aumento de 10% em relação ao volume embarcado pelo País em 2017, estima o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli.

Em receita, a expectativa é atingir US$ 6,541 bilhões, montante 7,4% maior que o registrado no acumulado do ano passado.

De acordo com o executivo, o principal destino comprador foi Hong Kong, responsável por 24,3% do volume embarcado. Na sequência, aparece a China, que correspondeu a 19,7% do volume da proteína exportada pelo Brasil. Na terceira posição está o Egito, com 11,2% do total.

Camardelli explica que, até o momento, o acordo sanitário estabelecido com os chineses permite que seja enviada apenas carne bovina in natura. Por meio de Hong Kong, também há possibilidade de embarcar carne com osso e miúdos de boi. “Podemos adiantar que a China aceitou nossas ponderações e estamos trabalhando para ter o mesmo benefício que o Uruguai e poder mandar carne com osso e alguns miúdos diretamente para a China”, afirma.

Em virtude da concentração dos embarques nas duas regiões asiáticas, o executivo destaca que os frigoríficos brasileiros precisam manter “os olhos abertos” com relação à manutenção do status sanitário da carne, dado o rigor dos compradores.

Questionado sobre o efeito da constatação de um surto de Peste Suína Africana na China, o presidente da Abiec afasta a possibilidade de substituição de proteínas e espera que haja algum aumento apenas nas importações de carne suína, e não bovina, especificamente em razão desse problema.

FONTE: Isto É Dinheiro
#181211-01
11/12/2018

Soja: importação da China cai quase 40% e tem pior desempenho em 2 anos

Segundo dados divulgados pelo Departamento de Alfândegas da China, os embarques para chineses totalizaram 5,38 milhões toneladas no período

As importações chinesas de soja em novembro caíram 38% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados pelo Departamento de Alfândegas da China, os embarques para os chineses totalizaram 5,38 milhões de toneladas. Já no acumulado de janeiro a novembro de 2018, foram importados 82,31 milhões de toneladas, recuo de 4,3% na comparação anual.

[...]

FONTE: Canal Rural
#181203-02
03/12/2018

Milho: volume exportado em novembro sobe 13,5% em relação a 2017

No acumulado do ano, no entanto, embarques do cereal tiveram queda de 20% em relação aos primeiros 11 meses do ano passado, de acordo com Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

As exportações brasileiras de milho em novembro totalizaram 3,996 milhões de toneladas, 13,5% acima do volume embarcado em novembro de 2017, quando somaram 3,519 milhões de toneladas. A receita com as vendas externas do cereal chegou a US$ 711,9 milhões, 32,5% maior que a registrada em novembro do ano passado, que foi de US$ 537,1 milhões. Os dados foram divulgados nesta tarde de segunda-feira, dia 3, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e consideram 20 dias úteis.

Na comparação com outubro, quando os embarques somaram 3,2 milhões de toneladas, o volume exportado em novembro foi 24% maior. A receita também subiu de um mês para o outro, 28% – em outubro, atingiu US$ 554 milhões.

Os embarques mensais foram impulsionados principalmente pelos estados do Centro-Oeste. Mato Grosso, por exemplo, costuma embarcar grandes volumes para o exterior em novembro. Além disso, a valorização do dólar estimulou os embarques. A alta na exportação inverte uma curva descendente – de julho até outubro os embarques vinham caindo, na comparação anual.

No acumulado de 11 meses, a exportação do cereal alcança 19,885 milhões de toneladas, 20% menos que os 24,931 milhões de toneladas embarcadas em igual intervalo de 2017. A receita cambial obtida entre janeiro e novembro deste ano, de US$ 3,412 bilhões, foi 15,4% menor que a registrada no intervalo correspondente do ano passado, de US$ 4,036 bilhões.

O preço médio do cereal exportado em novembro foi de US$ 178,1 a tonelada, ante US$ 173,1 em outubro e US$ 152,6 por tonelada em novembro de 2017.


FONTE: Canal Rural
#181129-08
29/11/2018

Pouco caupi também afeta o Feijão-carioca

Um fator que tem contribuído em algum grau para que o Feijão-carioca siga firme é que os estoques de caupis baixaram bastante também. Muitos dos consumidores do Nordeste acabam migrando para outros Feijões e, neste momento, é a vez do carioca. Exportação, consumo interno e parte destinada para ração deram conta de diminuir os estoques de todos os Feijões de corda.

Ontem, o fato de a adrenalina ficar menor nas negociações não significou absolutamente nada de diferente nos valores praticados nas fontes. Com o Feijão em mãos de poucos produtores no Centro-Oeste e já sendo colhido mais lentamente em São Paulo, os preços continuam firmes nos patamares de R$ 150/160 em Minas Gerais, dependendo da cor, e R$ 170/180 em São Paulo, dependendo da umidade.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181129-06
29/11/2018

Empresas de agronegócio apostam em certificação internacional para ampliar faturamento

Cada vez mais, as empresas brasileiras de agronegócio estão investindo em certificações internacionais. Uma das mais procuradas é a GLOBALG.A.P., referência mundial para a área agrícola, em especial para o setor de frutas, legumes e verdura.

Luciano Grassi Tamiso, responsável pelo desenvolvimento de novos negócios da WQS do Brasil, que atua no setor de certificação, inspeção e treinamentos, explica que, nos últimos anos, surgiu um movimento interessante de empresas em busca desta certificação. “As solicitações para obter a certificação GLOBALG.A.P. cresceram basicamente por dois motivos: a) diferenciar-se no mercado interno e se posicionar como uma empresa que oferece mais qualidade e segurança do alimento para o comprador; ou b) querem iniciar ou ampliar as exportações”, acrescenta Tamiso.

O responsável pelo desenvolvimento de novos negócios da WQS acrescenta que, embora o mercado interno não exija a certificação, algumas empresas já definiram prazos para seus fornecedores se certificarem. “É o caso do Walmart Brasil, que está cobrando a certificação GLOBALG.A.P. de forma gradativa, desde o ano passado, para todos os seus produtores de verduras e legumes”, explica.

Plano de Expansão - A AlfaCitrus, uma das cinco maiores beneficiadoras de laranjas e tangerinas do Brasil, acaba de ser certificada no padrão GLOBALG.A.P.. Emílio Favero, sócio e diretor comercial da empresa, destaca que esta certificação irá contribuir para o plano de expansão da AlfaCitrus em 2019. “No próximo ano, temos a intensão de diversificar a venda de laranjas e tangerinas, iniciando a exportação de frutas. A maior parte dos importadores exige a certificação GLOBALG.A.P. para comprar produtos do Brasil, uma vez que ela garante uma excelente qualidade das frutas e boas práticas de produção”, observa Favero.

O diretor da AlfaCitrus destaca que a certificação GLOBALG.A.P. reforça a preocupação da empresa em fornecer produtos seguros e saudáveis. “Com mais de 40 anos de tradição na produção e comercialização de laranjas e tangerinas, utilizamos sempre as melhores práticas, que unem tecnologia e trabalho manual, para garantir que os consumidores tenham acesso a ótimos produtos”.

FONTE: Revista Cultivar
#181129-05
29/11/2018

Brasil pode encerrar 2018 com recorde na exportação de soja

Os exportadores de soja em grãos têm bons motivos para comemorar o desempenho do setor ao longo de 2018, mantendo-se na liderança do ranking internacional, posição que tem-se alternado com os Estados Unidos. A projeção é a de atingir, no fechamento do ano, 80 milhões de toneladas, número que ainda pode ser acrescido em mais dois milhões de toneladas. Caso se confirme, o Brasil terá exportado uma quantidade 19,4% superior à do ano passado, de 67 milhões de toneladas).

Esse volume superou as expectativas do setor, que projetava algo em torno de 70 milhões de toneladas, de acordo com Sergio Mendes, diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Ele disse que além do câmbio favorável, dos bons preços na cotação da commoditie, esse resultado, sem dúvida, teve a influência do fato de os chineses terem sobretaxado a soja americana.

Apesar disso, o executivo destacou que “o Brasil é competitivo em qualquer situação e não precisa que os Estados Unidos tenham problemas comerciais com a China”, se referindo às negociações com o grão. Mendes informou que, sozinho, os chineses consomem 80% da soja exportada e os 20% restante seguem para outros países asiáticos e parte da Europa.

Para o próximo ano, o dirigente acredita que o setor continuará obtendo bons resultados, mas avalia ser difícil fazer qualquer projeção justificando que tudo vai depender do comportamento do mercado. “Vamos crescer em 3% na produção, mas precisamos esperar um pouco mais para estimar se as exportações poderão crescer também”.

Sergio Mendes manifestou a expectativa de que seja mantida a política de desoneração do setor por meio da Lei Kandir, já que, uma eventual revogação seria “uma burrice e uma verdadeira maldição” porque o Brasil só se tornou competitivo nesse setor justamente pelos incentivos fiscais.

Mendes também queixou-se das desvantagens de custo com seu maior competidor no mercado internacional, apontando que o país gasta por tonelada US$ 40 a mais do que os Estados Unidos para embarcar a mercadoria.

FONTE: Agência Brasil
#181129-01
29/11/2018

Exportações de carne em ritmo acelerado em novembro

Até a quarta semana do mês, média diária embarcada foi 24,6% maior do que no ano anterior

As exportações brasileiras de carne bovina têm mantido ritmo acelerado em novembro. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, até a quarta semana do mês, o Brasil exportou 107.900 toneladas de carne bovina in natura.

O volume diário embarcado foi de 7.200 toneladas, alta de 24,6% na comparação anual e 16,4% frente à média de outubro de 2018. Se o ritmo continuar, o país exportará 143.840 toneladas de carne bovina in natura no acumulado de novembro.

O dólar valorizado ante o real tem colaborado com este cenário.

Apesar do mercado externo absorver, historicamente, cerca de 20% da produção de carne bovina, esta ainda é uma importante via de escoamento e o aumento da exportação do produto pode colaborar com a maior precificação da carne no mercado interno.

FONTE: Portal DBO
#181128-06
28/11/2018

Milho: bom ritmo de exportações sustenta preços no Brasil

Bolsa de de Chicago para o milho fechou com preços mistos, próximos da estabilidade

Os preços internos do milho ficaram firmes nesta terça-feira, dia 27. Segundo o analista de Safras & Mercado Paulo Molinari, o mercado paulista foi o mais valorizado. “De uma forma geral, o movimento de exportação segue bom, aliviando a pressão da oferta interna”, disse.

A Bolsa de de Chicago para o milho fechou com preços mistos, próximos da estabilidade. Durante boa parte do dia, o mercado tentou uma recuperação técnica frente às perdas da sessão anterior. As dúvidas quanto a um acordo entre Estados Unidos e China contribuíram para a pressão negativa no fim da sessão.

Com a colheita praticamente encaminhada nos EUA, as atenções agora se voltam para o clima na América do Sul. O mercado também foca as na reunião da cúpula do G-20, que ocorre na sexta-feira e no sábado, na Argentina.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de milho. Até 25 de novembro, a área colhida estava em 94%. Em igual período do ano passado o número era de 94%. A média para os últimos cinco anos é de 96%. Na semana anterior, o percentual era de 90 pontos.

FONTE: Sistema FAEP
#181128-02
28/11/2018

Brasil abre mercado saudita de genética bovina e avícola

Arábia Saudita autorizou importações de material genético animal brasileiro pela primeira vez. Diretor da Câmara Árabe estima crescimento de 30% nas exportações de genética bovina para os árabes em 2019.

A Arábia Saudita autorizou a importação de material genético bovino e avícola do Brasil. O comunicado das autoridades sanitárias sauditas foi recebido segunda-feira (26) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Estão autorizadas as exportações brasileiras de ovos férteis, pintos de um dia, embriões bovinos “in vivo”, embriões “in vitro” e sêmen bovino.

As negociações sanitárias começaram no 2º semestre de 2017 com base em ações de prospecção de mercados realizadas pelo Mapa junto ao setor agropecuário brasileiro. Foi identificada a oportunidade de exportação desses materiais para o mercado saudita. Na foto acima, fazenda de gado leiteiro na Arábia Saudita.

O Ministério de Meio Ambiente, Água e Agricultura saudita (Mewa, na sigla em inglês) aprovou os modelos de Certificado Zoosanitário Internacional (CZI) de material genético bovino e avícola do Brasil elaborados pelo Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa. Em outubro, foi realizada uma missão técnica ao país árabe liderada pelo secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel, com o diretor do DSA, Guilherme Marques, que contribuiu para o avanço nas negociações com as autoridades árabes.

“Estimamos um crescimento de 30% na exportação de material genético bovino para os países árabes em 2019”, informou o diretor-geral interino da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Tamer Mansour. Ele disse que, com essa conquista, o Brasil está se tornando um país pioneiro no setor de tecnologia genética, e que o fato de a Arábia Saudita ter aprovado as certificações demonstra confiança do governo saudita quanto ao sistema de vigilância sanitária brasileiro, e indica que os dois governos estão “falando a mesma língua”.

Os sauditas são o segundo maior parceiro do Brasil na compra de carne de frango e já compravam ovos férteis. No setor de carne bovina, os sauditas ficam em sétimo lugar nas exportações brasileiras. Os dados são de janeiro a outubro de 2018. “Essas cooperações técnicas incrementam cada vez mais as parcerias governamentais e a iniciativa privada, tornando o Brasil não apenas um exportador, mas um parceiro estratégico na relação entre os países”, completou Mansour. Na semana passada, a Arábia Saudita havia autorizado a importação de mel e derivados do Brasil.

O Brasil já exporta material genético bovino para os Emirados Árabes Unidos e para o Egito, fazendo da Arábia Saudita o terceiro país árabe a comprar o produto brasileiro. Segundo a gerente de relações internacionais da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Icce Garbellini, o Brasil exporta material genético bovino principalmente para países da América Latina, como Colômbia, Panamá e Paraguai.

“A ABCZ vem auxiliando o Mapa nas articulações para aprovação dos protocolos sanitários em vários países, e a Arábia Saudita foi um deles”, disse Garbellini. A gerente informou que o material genético pode ser utilizado tanto para a criação de gado de corte quanto para gado de leite, dependendo da demanda do criador. “Os países árabes têm um enorme potencial e estamos trabalhando articulações com outros países da região do Oriente Médio e Norte da África”, contou.

O material genético avícola brasileiro é exportado para mais de 50 países entre Américas, Oriente Médio, África, Europa e Ásia. Entre os árabes, a Arábia Saudita entra na lista que inclui Sudão, Omã e Emirados, segundo relatório anual da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) 2018, que contém dados das exportações de 2017.

A ampliação de mercados importadores de ovos férteis e pintos de um dia do Brasil vem se expandindo nos últimos anos. Segundo Guilherme Marques, um dos principais fatores para a conquista de novos mercados foi o reconhecimento internacional da condição sanitária dos plantéis avícolas nacionais – o Brasil nunca teve casos de Influenza Aviária. Marques citou ainda, de acordo com nota do Mapa, “o nível de biosseguridade implementado pelos produtores de genética brasileira, as linhagens avícolas e a transferência de aspectos que permitem desenvolver produtos com qualidade e produtividade”.

Segundo o comunicado do Mapa, o Brasil tem ampliado o número de mercados importadores de embriões bovinos “in vivo” (estimulação hormonal dos ovários de uma vaca doadora para induzir o desenvolvimento e a maturação de vários folículos simultaneamente), embriões “in vitro” (maturação e fecundação in vitro de células sexuais produzidas nos ovários, obtidos de novilhas ou vacas) e sêmen bovinos. Marques atribuiu o crescimento do setor aos avanços sanitários das últimas décadas, e destacou o reconhecimento do Brasil pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em maio, como país livre de febre aftosa com vacinação.

O diretor citou também o melhoramento genético nas raças bovinas taurinas e zebuínas, a consolidação da produção e transferência de embriões “in vivo” e o crescente uso da fertilização “in vitro”, além do investimento pelos centros de coleta e processamento de sêmen e embriões em tecnologia e biosseguridade para atendimento a exigências internacionais.

Em nota, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, ressaltou a importância da Arábia Saudita como parceiro comercial do Brasil – o país importou mais de US$ 2,6 bilhões em produtos brasileiros em 2017, sendo mais de US$ 1 bilhão somente em carne de frango. Maggi destacou que a abertura de novos mercados ajuda na diversificação da pauta e contribui para o alcance da meta de 10% de participação do Brasil no mercado mundial de produtos agropecuários.

FONTE: ANBA - Agência de Notícias Brasil-Árabe
#181127-01
27/11/2018

Maersk vê aumento de mais de 50% em exportação de algodão do Brasil até 2020/21

As exportações de algodão em pluma do Brasil devem aumentar mais de 50 por cento nos próximos três anos, para acima de 2 milhões de toneladas, em meio a uma safra também crescente, projetou nesta terça-feira a Maersk Line, ponderando sobre a possibilidade de uma nova dinâmica nos embarques por falta de contêineres.

Em relatório, a companhia marítima disse que os envios de algodão do Brasil devem oscilar de 1,4 milhão a 1,5 milhão de toneladas na atual safra 2018/19, subindo para algo entre 2,1 milhões e 2,2 milhões em 2020/21.

No mesmo período, a produção nacional da fibra deve ir a 3 milhões de toneladas, de 2,2 milhões esperados para o ciclo vigente.

Líder em carregamento de algodão, a Maersk fez suas estimativas com base em informações obtidas junto a agentes do mercado.

As projeções da companhia são bem semelhantes às do governo brasileiro. Em seu mais recente boletim, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou uma safra de algodão 2018/19 em 2,2 milhões de toneladas, com exportações de 1,3 milhão de toneladas.

As perspectivas para este ano são recordes e refletem um aumento forte na área plantada. A semeadura se concentra nos Estados de Mato Grosso e Bahia, e a colheita se desenrola em meados do ano, com os embarques se intensificando ao longo do segundo semestre.

Mas conforme Denis Freitas, diretor da Safmarine, subsidiária da Maersk, esse pico de vendas está mais "diluído" pela falta de contêineres no país.

"As exportações tinham pico em setembro, outubro e novembro. Mas agora já estão entrando para o ano seguinte. Já temos expectativa de carregar ao longo de todo o primeiro trimestre (de 2019)", afirmou à Reuters.

O Brasil é um grande exportador de produtos, desde agrícolas até manufaturados, ao passo que importa menos do que vende ao exterior. Com isso, há menos contêineres vindo ao país e mais necessidade desses equipamentos para envios, afirmou Freitas.

É isso que tem afetado --e pode continuar afetando-- as exportações de algodão do Brasil.

"Com essa queda na importação... A gente está vendo os navios vindo para o Brasil com bem menos contêineres. Pode ter uma falta de equipamento para atender a demanda de exportação... Quando encontramos um balanço saudável entre exportação e importação, não temos o custo de trazer contêiner vazio para o Brasil", disse o diretor da Safmarine, que responde pela Costa Leste da América do Sul.

FONTE: Extra
#181112-01
12/11/2018

Só o Brasil pode elevar a produção de soja, diz executivo chinês

A China está precisando de mais soja, e o Brasil é o único lugar que pode aumentar a produção da oleaginosa, porque os EUA já estão em posição estável e a Argentina também, destacou o presidente da trading chinesa Hopefull Grain and Oil, Lin Tan, durante a palestra o “Mercado de soja em época de conflito comercial”, no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), em Cuiabá. “Somente o Brasil pode satisfazer o mercado da China”, enfatizou.

Durante a palestra, realizada na semana passada, Lin Tan disse também que a “guerra comercial” entre os Estados Unidos e a China” tem potencial de abalar a atividade econômica global, com reflexos no mercado da soja.

Segundo Lin Tan, os governos dos EUA e da China afirmam que não se trata de uma guerra comercial, mas quando um país impõe tarifas comerciais à importação de uma nação, sobretaxando os produtos de seu concorrente, pode ser entendido como uma guerra comercial.

O palestrante disse ainda que as guerras comerciais podem gerar impactos negativos para os dois lados, caso não terminem em uma solução negociada. Ele entende que, por se tratar das duas maiores potências mundiais, os conflitos tendem a afetar a economia de outros países, porque as cadeias de produção e consumo estão interligadas.

“Os conflitos podem levar a uma escalada de tarifas, aumentar os custos, as exportações e gerar um ciclo de diminuição do comércio internacional. E, consequentemente, isso “freia” o crescimento econômico global”, observou Lin Tan.

Os conflitos começaram na primeira semana de março deste ano, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs tarifas de 25% sobre a importação de aço e 10% sobre o alumínio de diversos países. Segundo o chinês, esse desequilíbrio no comércio internacional pode exercer pressão sobre o câmbio.

“O que vai ocorrer é uma valorização do dólar e uma desvalorização das moedas, especialmente nos países emergentes. A queda estimularia a exportação, mas implicaria numa importação mais cara”, apontou Lin Tan.

Os Estados Unidos têm com a China um déficit comercial, que é o que ocorre quando as suas importações são maiores do que as exportações. Para tentar equilibrar a situação, o governo Trump quer reduzir em pelo menos US$ 100 bilhões o rombo com a China. Entretanto, os países se divergem nas contas.

Consumo global da oleaginosa

Lin Tan apresentou dados de oferta e demanda mundial, ilustrando os principais países produtores e apontando a China como maior consumidora mundial da oleaginosa.

A China importou soja pela primeira vez em 1996 e, desde então, não parou mais. A nação asiática importou 28% mais soja do Brasil em setembro deste ano. Normalmente, os chineses compram a maior parte de sua soja no quarto semestre do ano nos Estados Unidos, mas, neste ano, isso mudou por causa da guerra comercial.

“As compras da oleaginosa brasileira, em setembro, totalizaram 7,59 milhões de toneladas, contra 5,49 milhões do mesmo mês em 2017. Assim, o Brasil respondeu por 95% das importações de soja da China, que foram de 8,01 milhões de toneladas, contra 73% do mesmo período no ano passado”, ilustrou.

Se a China e os EUA entrarem em um acordo no encontro do G-20, previsto para o fim deste mês, na Argentina, provavelmente os chineses vão aceitar comprar mais soja dos americanos e os prêmios no Brasil devem cair bastante, o que deve reduzir os preços para o produtor brasileiro. Caso não haja um consenso, os prêmios e os preços no Brasil continuarão como estão por mais uma safra. Mas, em longo prazo, com ou sem acerto, o mercado deve voltar ao normal.

FONTE: Agro em dia
#181109-03
09/11/2018

Exportação de café foi recorde em outubro

As exportações brasileiras de café bateram recorde mensal em outubro deste ano. Segundo dados divulgados ontem pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), os embarques somaram 3.746 milhões de sacas no mês passado, com aumento de 29,1% em relação às 2.9 milhões de sacas exportadas em igual mês de 2017.

Os volumes incluem café verde, torrado e moído, e café solúvel. Segundo o Cecafé, foram exportadas 3.091 milhões de sacas de café arábica, um aumento de 20,2% em relação à outubro de 2017. Os embarques de café conilon totalizaram 364.715 sacas, com aumento de 1.796,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Os embarques de café industrializado caíram 6,8%, para 290.942 sacas. O forte incremento das vendas externas de conilon no mês passado reflete a recuperação da safra no Espírito Santo, maior produtor da espécie no Brasil, após duas temporadas afetadas pela seca.

Apesar da alta nos volumes, a receita com as vendas externas de café em outubro ficou praticamente estável em relação a igual mês de 2017 (alta de 0,7%) e somou US$ 490.289 milhões. A razão é que o preço médio na exportação continua em queda, em decorrência da pressão nas cotações internacionais. Em outubro, o valor médio da saca foi US$ 130,86 por saca, 22% abaixo de igual mês de 2017.

No acumulado de janeiro a outubro, as exportações brasileiras de café alcançaram 27.501 milhões de sacas (café verde e industrializado), com alta de 10,3% sobre igual intervalo de 2017. Mas com os preços internacionais deprimidos, a receita com exportações de café no período caiu 4,9%, para US$ 4.042 bilhões.

Segundo o Cecafé, as vendas externas de arábica no período totalizaram 22.408 milhões de sacas, com alta de 2,6% sobre janeiro a outubro de 2017. Os embarques de conilon, por sua vez, cresceram expressivos 874,5% no período, para 2.072 milhões de sacas. O avanço também reflete a retomada produção capixaba.

“Os volumes de exportação de café foram muito positivos no mês de outubro, registrando um novo recorde de volume mensal atingido. Continuamos com os problemas de rolagem dos embarques nos navios. Caso contrário, poderíamos ter atingido o patamar de quatro milhões de sacas”, disse, em nota, Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.

“Os dados indicam uma performance positiva para os próximos meses, encerrando o ano civil com bons resultados e consolidando cada vez mais a liderança do Brasil em volumes exportados e o compromisso com a qualidade e a sustentabilidade”.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181109-02
09/11/2018

Por conta dos direitos de exportação, Argentina deve plantar 1 mi ha a menos em 2019

Por conta do aumento dos direitos de exportação, as chamadas "retenciones" e a volta de casos nos quais os impostos tinham baixado para 0%, como no trigo e no milho, entre outros produtos, a próxima safra agrícola deverá ter uma queda de um milhão de hectares na área plantada.

Além disso, por efeito dessas medidas que impactam sobre as decisões dos produtores, na soma das safras 2018/19 e 2019/20 a Argentina deverá ter 0,2% e 0,4% de crescimento, respectivamente.

Esses dados são de um boletim do Instituto de Economia da Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Em setembro do ano passado, a soja teve um direito de exportação efetivo de 28%, com 18% fixos e o restante proveniente do novo esquema de AR$4 por dólar exportado. Contudo, o trigo, o milho, o girassol, entre outros produtos, passaram a ter também o esquema de AR$4 por dólar exportado.

Segundo o trabalho, as medidas impactarão de maneira negativa sobre a área plantada, o investimento por hectare, a produção, a moagem e as exportações.

"Como boa parte das decisões de plantio para a safra 2018/19 já estavam tomadas quando foram feitos os anúncios, a próxima safra apenas que irá refletir completamente os efeitos: a redução da superfície plantada poderá alcançar um milhão de hectares, com o ajuste mais importante na área de milho (-5,3%)", destaca o trabalho.

Vale lembra que em setembro do ano passado a entidade projetou um plantio total de 33,53 milhões de hectares, com um aumento de 3,6% versus o ciclo anterior.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181109-01
09/11/2018

Exportação de carne bovina no acumulado até outubro. Dados de 10 anos!

Os dados de exportação de carne bovina do Brasil no acumulado de 2018, até outubro, é recorde histórico.

O ano de 2018 tem tudo para ser recorde histórico quando o assunto é embarques e faturamento de carne bovina, como sugerem os dados apresentados na Tabela abaixo.

Entre janeiro e outubro de 2018 o Brasil exportou o equivalente a US$4,59 bilhões em carne bovina, valor 11,2% superior ao faturamento observado no mesmo período de 2017 e inferior apenas ao total faturamento para o período, em 2014.

Apesar do faturamento na parcial de 2018 ser inferior a receita apurada em 2014, em termos de embarques de carne bovina, o valor de 2018 é recorde histórico para o período. Isso porque em 2018, até outubro, o Brasil exportou 1.096 mil toneladas de carne bovina in natura, valor 11,2% maior que o total comercializado em 2017 e superior ao recorde anterior de 2014, quando o País vendeu 1.028,9 mil toneladas de carne bovina in natura.

Pois é, em 2018 o faturamento apenas não é recorde histórico porque o preço médio da carne bovina é menor quando comparado ao preço praticado em 2014. Em 2014 o preço médio da carne bovina exportada do Brasil foi de US$4,71 mil por tonelada, enquanto entre janeiro e outubro de 2018 a média foi de US$4,19 mil por tonelada.

Vale destacar também que a exportação de carne bovina do Brasil cresceu 86,8% na última década, saindo de um faturamento de US$2,46 bilhões entre janeiro e outubro de 2009 para US$4,59 bilhões em 2018. Já em termos de embarques, o crescimento foi de 42,4% no período, variando de 769,3 mil toneladas para 1.096,0 mil toneladas.

Aliás, a Figura a seguir ilustra a evolução do ritmo de embarques de carne bovina do Brasil no acumulado até outubro de cada ano, de 2009 a 2018, em mil toneladas.

 

FONTE: Farmnews
#181108-02
08/11/2018

Exportação de carne suína sobe 11% em outubro

As exportações de carne suína in natura registraram alta de 11% em outubro deste ano, totalizando 54,3 mil toneladas. As informações divulgadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicaram que em receita, houve retração de 18,8%, alcançando US$ 97,3 milhões.

Considerando as vendas registradas entre janeiro e outubro, os embarques do setor alcançaram 450,2 mil toneladas, volume 10,5% menor que as 502,9 mil toneladas exportadas em 2017. Em receita, as vendas de 2018 atingiram US$ 925,8 milhões, 26,1% a menos que o saldo dos 10 primeiros meses do ano passado, com US$ 1,252 bilhão.

“A China continua se destacando como destino com maior elevação nas importações, compensando as perdas causadas pelo fechamento do mercado russo, agora, reaberto para o Brasil. As vendas para mercados da América do Sul, como Argentina, Chile e Uruguai, juntamente com Angola, também ajudaram a sustentar o bom desempenho de outubro”, explica Ricardo Santin, diretor-executivo da entidade.

Carne de frango
O levantamentos da ABPA também mostrou que os embarques de carne de frango totalizaram em outubro 366,3 mil toneladas, volume que supera em 0,4% as exportações realizadas no mesmo mês do ano passado, com 364,3 mil toneladas.

Em receita, as vendas do período alcançaram US$ 578,5 milhões, número 8,3% menor que o resultado obtido em outubro de 2017, com US$ 631,2 milhões.

No acumulado do ano, o setor exportou 3,425 milhões de toneladas, volume 6,7% menor que as 3,673 milhões de toneladas embarcadas entre janeiro e outubro de 2017. Em receita, a retração é de 11,2%, com US$ 5,4 bilhões de toneladas nos 10 primeiros meses deste ano, contra US$ 6,1 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

“A média das exportações registradas ao longo deste segundo semestre, de 397 mil toneladas mensais, superam em mais de 8% do desempenho alcançado no ano passado, o que confirma a perspectiva de recuperação apontada pela ABPA para 2018”, destacou Francisco Turra, presidente da entidade.

FONTE: Alvorada Notícias
#181108-01
08/11/2018

Abiove prevê crescimento de 2,6% na exportação de soja em 2018, de 77 milhões para 79 milhões de toneladas

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) divulgou, nesta terça (6), as estatísticas mensais do complexo soja. Neste ano, a entidade projeta que o Brasil, maior exportador mundial de soja, finalize 2018 com alta na produção e nos embarques.

A estimativa de produção foi revisada para cima 0,8%, de 119,5 para 120,5 milhões de toneladas enquanto a projeção de exportação aumentou 2,6%, passando de 77 milhões para 79 milhões de toneladas de soja em grão. Segundo Daniel Furlan Amaral, economista-chefe da ABIOVE, o cenário atual é decorrente dos efeitos do embate comercial entre Estados Unidos e China.

Para o farelo, a associação estima que os números se manterão estáveis para esse ano. A produção esperada é 32,8 milhões de toneladas e a exportação em 16,750 milhões de toneladas.

A Abiove aumentou a previsão de exportação de óleo em 3,6%, de 1,4 milhão para 1,450 milhão de toneladas. A China também é o principal destino desses embarques.

Já para os estoques finais de soja é esperado uma redução de 27,3%, de 1,465 para 1,065 milhões de toneladas. O farelo poderá continuar com 2,694 milhões de toneladas.

2019
Para o ano que vem, a Abiove prevê redução de 6,5% para a exportação de soja, 73,9 milhões de toneladas, ante 79 milhões de toneladas da previsão para 2018.

No farelo, a entidade projeta que a exportação cairá 3,3%, de 16,750 para 16,2 milhões de toneladas e a produção reduzirá 0,6%, de 32,8 para 32,6 milhões de toneladas.

A aprovação da mistura do aumento do biodiesel para B11, a partir de junho, deve aumentar a demanda interna do óleo. A Abiove estima crescimento do consumo de 7,9%, passando de 7,6 para 8,2 milhões de toneladas. Com a demanda maior, a associação projeta que o embarque no exterior diminuirá 72,4%, de 1450 para 400 mil toneladas.

Para o próximo ano, a ABIOVE projeta estoques finais de 1,365 milhão de toneladas para a soja, 2,894 milhões de toneladas para o farelo e 113 mil toneladas para o óleo de soja.

FONTE: Revista Cultivar
#181106-01
06/11/2018

JBS fecha acordo de US$ 1,5 bi com Alibaba para vender carnes à China

A JBS assinou hoje um memorando de entendimentos com a Win Chain, subsidiária do grupo chinês Alibaba, para exportar carnes do Brasil ao país asiático nos próximos três anos. O acordo, de US$ 1,5 bilhão (mais de R$ 5,5 bilhões ao câmbio de hoje), foi fechado na feira China International Import Expo (CIIE), em Xangai. A expectativa é que os primeiros embarques do contrato aconteçam em 30 dias.

Em entrevista ao Valor, o presidente da JBS Carnes, Renato Costa, disse que a carne bovina deverá ser o produto incluído no contrato mais demandado pelos chineses. Segundo o executivo, a JBS já vinha desenvolvendo cortes e embalagens de carne para atender ao comércio eletrônico.

Em parceria com a Win Chain, braço de alimentos frescos do Alibaba, a empresa brasileira já havia feito alguns embarques “piloto”, disse Costa. Na China, a logística de distribuição dos produtos da JBS ficará por conta da Win Chain. “Eles têm toda a plataforma logística”, acrescentou.

Segundo Costa, o acordo firmado com a JBS faz parte de um pacote de US$ 200 bilhões em compras assinado hoje pela Win Chain com diversas empresas de alimentos. Ao longo dos próximos quatro anos, o braço do Alibaba gastará US$ 50 bilhões anuais em importação.

Atualmente, a JBS conta com seis frigoríficos de bovinos no Brasil autorizados a vender aos chineses. De acordo com o executivo, essas unidades são capazes de cumprir o novo contrato com a Win Chain e também com os atuais fornecedores. A China já é o maior destino das exportações de carne bovina da JBS a partir do Brasil, disse o executivo.

Neste ano, lembrou Costa, a JBS investiu R$ 45 milhões para ampliar a capacidade dos frigoríficos de Iturama e Ituiutaba, em Minas Gerais. Essas duas unidades estão entre as plantas autorizadas a exportar aos chineses. Além dessas, a JBS também pode vender pelas unidades de Lins (SP), Andradina (SP), Mozarlândia (GO) e Barra do Garças (MT).

Entre janeiro e setembro, o Brasil exportou 227,6 mil toneladas de carne bovina à China, o que representou 18% do volume total comercializado no período, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. Em receita, as importações chinesas renderam mais de US$ 1,2 bilhão.

Durante a China International Import Expo (CIIE), uma das maiores feiras da China, a JBS ocupou posição de destaque. Na abertura do evento, Renato Costa representou a empresa em um encontro privado com o presidente da China, Xi Jinping. Desse encontro participaram 21 CEOs de todo o mundo. Costa foi o único de uma empresa sul-americana.

FONTE: Valor Econômico
#181106-02
06/11/2018

Exportações do agronegócio batem recordes em 2018

Volume recorde e desvalorização do real favorecem faturamento com exportações

As exportações brasileiras do agronegócio continuam registrando volumes recordes em 2018, segundo indicam pesquisas realizadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. De janeiro a setembro, a quantidade embarcada superou em 1% à do mesmo período do ano passado. Quanto ao faturamento, já atingiu US$ 76 bilhões na parcial de 2018, favorecido pela recuperação do dólar nesse período. O faturamento em moeda nacional aumentou mais de 10%, devido à desvalorização de 9% do Real.

Os Pesquisadores do Cepea indicam que a soja em grão foi o carro-chefe do resultado positivo de janeiro a setembro de 2018, tendo a China como principal destino – o país asiático absorveu quase 80% das vendas brasileiras da oleaginosa em 2018.

De janeiro a setembro de 2018, a China se manteve como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com participação de mais de 34% do total, seguida pelos países da Zona do Euro (13%) e dos Estados Unidos (6%).

Outro produto importante é a carne bovina. Do total da carne brasileira exportada de janeiro a setembro, quase 28% tiveram a China como destino – o país figura como segundo principal destino das exportações brasileiras desse produto, atrás apenas de Hong Kong.

A inflação ao redor da meta e a redução nas taxas de juros podem favorecer os investimentos na produção agrícola, o que contribui para que a oferta brasileira de alimentos, fibras e energia continue em expansão nos próximos meses. Além disso, a demanda internacional parece se manter firme, com a China demonstrando forte disposição em aumentar suas compras de alimentos.

Em relação ao Real, a definição do quadro político nacional deve trazer certa estabilidade à moeda nacional neste fim de 2018. A oferta brasileira elevada na última safra e os preços externos em patamares altos devem ser fatores essenciais para que o setor mantenha o bom desempenho nos últimos meses de 2018.

FONTE: Suinocultura Industrial
#181105-05
05/11/2018

Soja começa novembro com alta

Os preços da soja no Brasil iniciaram o mês de novembro em alta, motivados pelo crescimento de 3,75% das cotações em Chicago e pela possibilidade do retorno ao entendimento entre os Estados Unidos e a China. De acordo com o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, a alta foi leve, com a maioria dos mercados permanecendo inalterados. 

“A maioria dos mercados permaneceu parado, com os agricultores mais voltados para o plantio do que para a comercialização. A exceção foi o MT, onde foram negociadas cerca de 30.000 toneladas no mercado spot no sul do estado, a preços entre R$ 72,00 em Campo Verde e Primavera do Leste e R$ 75,00 em Rondonópolis”, escreveu o especialista. 

Segundo Pacheco, a tendência futura depende de dois fatores fundamentais. O primeiro deles é a resolução das negociações entre EUA e China, para as cotações de Chicago e o segundo os rumos que o próximo governo tomar na implantação das medidas de ajuste fiscal e retomada da economia, para o dólar. “Com relação à produção, as perspectivas são boas, para o Brasil, até o momento”, completa. 

“As exportações de soja do Brasil cresceram em outubro tanto na comparação mensal quanto na anual, a um recorde para o mês, mostraram dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgados nesta quinta-feira, com o apetite da China pela commodity mantendo fortes os embarques do maior exportador global da oleaginosa”, informa. 

Isso porque, foram vendidas 5,3 milhões de toneladas de soja para o exterior no mês passado. Um volume 16% maior do que o mês anterior e duas vezes superior ao indicado no mesmo período do ano passado. Com isso, as exportações brasileiras de soja acumularam nos 10 primeiros meses de 2018 cerca de 74,5 milhões de toneladas”, finaliza.

FONTE: Jornal Integração
#181105-04
05/11/2018

Soja: Exportação do complexo cresce 79,8% em receita ante out/2017

As exportações brasileiras do complexo soja somaram 6,574 milhões de toneladas em outubro, com receita de US$ 2,609 bilhões. Em relação a igual período de 2017, o volume aumentou 69,5% e a receita, 79,8%. Já ante setembro deste ano foi registrado aumento de 9,9% na quantidade embarcada e de 8,9% no faturamento. Os dados foram divulgados nesta tarde pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Neste ano, a demanda pela oleaginosa brasileira aumentou com a quebra na safra de soja da Argentina e a disputa comercial entre Estados Unidos e China. Isso, aliado à safrinha menor de milho, fez com que a janela de exportação de soja, que tradicionalmente ocorre no primeiro semestre, se estendesse ao longo do terceiro trimestre. Os embarques de soja em grão seguem em patamar bem mais alto do que em igual período do ano passado, embora já estejam bem abaixo dos observados em agosto.

As exportações de soja em grão somaram 5,353 milhões de toneladas em outubro. Na comparação com igual período de 2017, quando foram embarcados 2,486 milhões de toneladas, o aumento chega a 115,3%. O faturamento com as vendas externas do grão atingiu US$ 2,108 bilhão no mês passado, crescimento de 124,4% em relação a outubro de 2017 (US$ 939,5 milhões). Na comparação com setembro, quando foram embarcados 4,610 milhões de toneladas, as exportações subiram 16,1% em volume. Em receita, o aumento foi de 15,1% ante o total de US$ 1,831 bilhão de agosto. O preço médio do produto exportado foi de US$ 393,80/tonelada, ante US$ 397,20/t em setembro e US$ 377,80/t em outubro do ano passado.

De farelo de soja, o volume exportado somou 1,141 milhão de toneladas, queda de 10,5% em relação a outubro de 2017, quando o Brasil enviou ao exterior 1,275 milhão de toneladas. Ante setembro, a queda foi de 11,4%. Naquele mês, o País exportou 1,289 milhão de toneladas. A receita com a exportação em outubro totalizou US$ 447,6 milhões, incremento de 5,7% em relação aos US$ 423,5 milhões de igual período de 2017. Em relação a setembro, quando o Brasil havia obtido receita de US$ 508,3 milhões, o recuo foi de 11,9%.

Ainda entre os derivados, os embarques de óleo de soja somaram 79,2 mil toneladas em outubro, queda de 31,5% em relação a igual mês de 2017, quando as exportações haviam totalizado 115,6 mil toneladas. Quando comparado a setembro (84,6 mil toneladas), houve recuo de 6,4%. A receita obtida com os embarques de óleo de soja somou US$ 53,1 milhões em outubro. O recuo foi de 39,9% ante o valor registrado em igual período do ano passado, de US$ 88,3 milhões. Na comparação com setembro (US$ 56,1 milhões), houve queda de 5,3% (Broadcast, 1/11/188).

FONTE: Brasil Agro
#181105-03
05/11/2018

Exportação agropecuária tem entrave e oportunidade

Embaixada do Brasil em Pequim alerta que o País poderá ingressar na OMC contra cobranças extras

A pauta brasileira de exportações agropecuárias para a China é bastante centrada na soja, mas ainda assim tem espaço para diferentes produtos e potencial de expansão. Mas também tem problemas a serem resolvidos. Enquanto o fluxo da venda de soja segue em alta, o Brasil tenta ampliar o mercado de carnes, por exemplo. Mas, é no segmento animal que hoje se concentram duas negociações para superar entraves chineses.

Estão entre os focos de trabalho da diplomacia do Brasil em Pequim a venda de miúdos de gado e o fim da sobretaxa ao frango. Atualmente, o Brasil vende as partes menos nobres do rebanho bovino, como miúdos, apenas para Hong Kong. Mas, de acordo com Hugo Peres, um dos responsáveis pela área do agronegócio brasileiro na embaixada brasileira em Pequim, questões sanitárias são o que ainda impedem o ingresso do produto em todo o continente.

"Já exportamos para Hong Kong, mas para a China continental ainda não, porque não atualizaram o status sanitário do Brasil, referente a doença da vaca louca, pela qualificação da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal). Estamos negociando para que aceitem essa qualificação, onde o Brasil tem o melhor status possível", explica Peres.

Enquanto avança na questão dos miúdos de gado, as tratativas para encerrar a sobretaxa ao frango brasileiro podem migrar para uma esfera maior. Desde o início do ano, a China decidiu sobretaxar o frango alegando dumping. Peres defende que a acusação de dumping é motivada por pressão de produtores de frango do gigante asiático e partem de uma premissa errada.

A embaixada do Brasil alerta queo País poderá ingressar na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a cobrança extra à produção avícola brasileira. "O Brasil fornece 84% das importações de frango da China. E eles têm uma produção interna relevante e sofrem pressões dos produtores para proteger o seu mercado", avalia Peres. O argumento de dumping estaria baseado em um cálculo errado, segundo Peres, porque levam em conta o preço a partir de um somatório de tudo que é vendido. E como o preço do pé de galinha, amplamente consumido na China é muito barato, já que no Brasil é descartado e no país asiático valorizado, isso colocaria o valor médio abaixo do real.

Peres ressalta, porém, que, apesar de a carne de frango e de gado serem produtos importantes, o Brasil ainda não tem nenhuma frente aberta no mercado de frutas. "O Brasil não exporta nenhuma fruta para cá, ao contrário de muitos outros países latinos. Estamos com negociação para começar a exportar melão", diz Peres.

No segmento de grãos, o diplomata avalia que há espaço para a venda de sorgo para alimentação animal, já que a China importa 90% do produto dos Estados Unidos. E com a guerra comercial, deverá mudar os fornecedores. Mas é a soja, claro, que segue despertando o grande apetite chinês. Também atuante na área econômica da embaixada, Ricardo Andrade destaca que neste ano a oleaginosa brasileira expandiu significativamente sua presença no país asiático.

"Neste ano, o Brasil já respondeu por 70% de toda a soja importada pela China. No ano passado, foram 51%", ressalta Andrade, que aponta este como sendo um reflexo da guerra comercial com os Estados Unidos. O avanço do país asiático sobre a soja brasileira, no entanto, não se limita à compra de grãos, mas também a investimentos diretos no Brasil. A internacionalização das empresas chinesas em toda a cadeia produtiva da oleaginosa é tema do pesquisador brasileiro Tomaz Fares. Doutorando pela Universidade de Londres, ele está na China levantando dados sobre o setor.

"A minha ideia é entender os investimentos chineses no Brasil, em toda a cadeia da soja. Passando por empresas como a Cofco (empresa chinesa de beneficiamento de soja), portos, processamento, produção e aquisição de empresas", explica Fares.

FONTE: Jornal do Comércio
#181105-02
05/11/2018

Brasil negocia aumento de exportação de farelo de soja para China, diz Abiove

A indústria de processamento de soja do Brasil está negociando com autoridades do governo da China maneiras de elevar as exportações de farelo de soja para o gigante asiático, que já compra cerca de 80 por cento das exportações brasileiras de soja em grão, disse a Abiove nesta segunda-feira.

Em vídeo mostrado para participantes de uma conferência sobre biodiesel em São Paulo, o presidente da Abiove, André Nassar, disse que há necessidade de um equilíbrio entre as exportações de grãos e farelo do país, para ajudar os processadores locais, que estão enfrentando um aumento dos custos da matéria-prima.

Nassar integra uma delegação brasileira que está acompanhando uma missão do Ministério da Agricultura em uma viagem à China nesta semana para discutir o comércio agrícola.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181104-01
04/11/2018

Algodão: exportação cai 2,91% em volume e sobe 5,91% em receita

O Brasil exportou em outubro 163,0 mil toneladas de algodão, 2,91% menos que em igual período do ano passado, quando foram embarcadas 167,9 mil toneladas. Em receita, as vendas externas da pluma renderam US$ 282,8 milhões, 5,91% acima dos US$ 267 milhões faturados em outubro de 2017.

Conforme os dados divulgados nesta tarde de quinta-feira, 1, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), em relação a setembro o resultado é positivo, com aumento de 124,5% no volume (72,6 mil toneladas em setembro/2018) e 121,8% na receita (US$ 127,5 milhões em setembro/2018).

No acumulado dos dez primeiros meses de 2018, o Brasil exportou 502,1 mil toneladas de algodão, com receita de US$ 870,7 milhões.

O preço médio da tonelada de algodão exportada em outubro foi de US$ 1.735,20, ante US$ 1.757,00 em setembro deste ano e US$ 1.590,60 em outubro do ano passado.

FONTE: Jornal Integração
#181025-02
25/10/2018

Exportação de carne bovina diminui, mas segue acima do registrado em 2017

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, até a terceira semana de outubro o Brasil exportou 95,1 mil toneladas de carne bovina in natura.

O volume diário embarcado foi de 6,8 mil toneladas, queda de 14,4% na comparação com a média diária de setembro último. Entretanto, na comparação com outubro de 2017, houve alta de 20,2%.

Caso o ritmo de embarque continue até o fim do mês, o país deverá exportar 149,42 mil toneladas, o que seria o segundo maior volume exportado.

A desvalorização do dólar frente ao real explica a queda do embarque em outubro em relação ao mês anterior.

Porém, mesmo com a variação cambial, o dólar segue em patamares mais altos em relação ao ano anterior.

FONTE: Scot Consultoria
#181025-01
25/10/2018

Produção deve subir 50% nos próximos 5 anos

Em discurso no Partnership Meeting 2018, o encontro anual da World Cocoa Foundation (WCF), a Fundação Mundial do Cacau, em São Paulo, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) estimou aumento da produção brasileira de cacau em 50% nos próximos cinco anos, atingindo 300 mil toneladas anuais, e aumento de 100% na produção de amêndoas em dez anos.

O ministro, que destacou a sustentabilidade da produção agropecuária do País, disse que esse aumento está previsto no Plano de Expansão Sustentável da Produção. E lembrou que, na Amazônia, de onde o fruto é originário, tem revelado crescimento médio de 10 mil hectares por ano de sistemas agroflorestais com o produto, incluindo a recuperação de áreas degradadas. Como árvore nativa desse bioma, foi inserida na Linha ABC do Plano Safra 2018/2019 para o crédito agrícola.

O evento internacional acontece pela primeira vez no Brasil e visa ações voltadas às parcerias público-privadas do setor. Entre as metas do setor produtivo, de acordo com a Ceplac, vinculada ao Mapa, é retomar a posição do Brasil de maior produtor mundial de cacau, que tinha na década de 1980, quando produzia 400 mil toneladas anuais.

Exportação – Blairo Maggi adiantou que estão em andamento “tratativas finais visando reconhecimento internacional para exportar 20% do cacau brasileiro com selo de qualidade diferenciada. Queremos vender para o mundo o cacau ‘fino e de aroma’, para entrarmos no seleto clube dos 12 países que possuem essa distinção, o que vai nos possibilitar vender o produto especial pelo dobro do preço médio comercializado atualmente”.

Isso será possível, segundo o ministro, com o retorno do País como membro efetivo, com direito a voto, do International Cocas Organization (ICCO). “Às vezes, não é dada a devida importância a um fórum como esse ou outro. Mas é nesses fóruns que saem as linhas para o futuro, onde são estabelecidas as políticas. Por isso a importância de estar todo mundo junto”.

Maggi disse ainda que “temos um grande mercado a conquistar com a venda de produtos com maior valor agregado. O Brasil tem a tendência à especialização em produção de chocolates orgânicos, chocolate gourmet, entre outros nichos de mercado que queremos e podemos alcançar”.

O Brasil possui todos os elos da cadeia produtiva do cacau e do chocolate, desde a produção de amêndoas, passando pelo processamento, até chegar à produção do chocolate. “É uma vantagem competitiva rara que possuímos e temos que explorá-la”, afirmou.

FONTE: Diario do Comércio
#181024-09
24/10/2018

Exportações da soja na primeira quinzena de outubro atingem recorde

A guerra comercial entre China e EUA contribuiu para o aumento dos embarques nacionais neste mês, aponta analista

As exportações da soja brasileira na primeira quinzena de outubro atingem recorde para o mês, mostram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

De acordo com analista de mercado da Terra Agronegócio Ênio Fernandes, a guerra comercial entre Chinas e EUA contribuiu para o aumento dos embarques nacionais.

FONTE: Canal Rural
#181024-08
24/10/2018

Produção brasileira de celulose cresce 10,2% em setembro, diz Ibá

A produção brasileira de celulose em setembro cresceu 10,2 por cento sobre o mesmo mês do ano passado, para 1,769 milhão de toneladas, conforme dados preliminares divulgados pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) nesta quarta-feira.

As exportações da matéria-prima subiram 7,6 por cento na mesma comparação, para 1,186 milhão de toneladas, enquanto o consumo aparente aumentou 14 por cento, para 595 mil toneladas, disse a entidade representativa do setor.

No acumulado do ano até setembro, o Brasil produziu 15,776 milhões de toneladas de celulose, superando em 10 por cento o volume apurado nos nove primeiros meses de 2017, de acordo com o levantamento. Já os embarques internacionais da matéria-prima cresceram 10,7 por cento no período, para 11,079 milhões de toneladas.

Enquanto isso, a produção de papel em setembro aumentou 0,5 por cento sobre igual mês um ano atrás, para 890 mil toneladas. O total produzido nos nove primeiros meses de 2018 somou 7,768 milhões de toneladas, queda de 0,4 por cento ano a ano.

As vendas domésticas de papel ficaram estáveis em 465 mil toneladas no mês passado, enquanto as exportações avançaram 3 por cento em relação a setembro de 2017, para 174 mil toneladas.

De janeiro a setembro, foram vendidas 4,039 milhões de toneladas de papel ao mercado interno, alta de 1 por cento sobre o mesmo intervalo do ano passado. Os embarques, no entanto, caíram 6,6 por cento no acumulado de 2018, para 1,481 milhão de toneladas.

No caso dos painéis de madeira, as vendas domésticas em setembro subiram 6,5 por cento ano a ano e as exportações caíram 9,3 por cento nessa comparação. No acumulado do ano, houve alta de 5 por cento nas vendas domésticas e de 2,3 por cento nos embarques ao exterior.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181024-07
24/10/2018

Exportação de carne bate recorde em agosto, diz Abrafrigo

A exportação total de carne bovina (in natura e processada) alcançou 173.826 toneladas em agosto, estabelecendo um novo recorde mensal no setor, e representou um crescimento de 19% sobre agosto de 2017, quando as exportações foram de 145.550 toneladas. A receita cambial no mês passado aumentou 16%, passando de US$ 605,3 milhões em agosto de 2017 para US$ 699,8 milhões em igual mês de 2018.

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por meio da Secex/Decex.

Segundo a Abrafrigo, o total exportado já supera 1 milhão de toneladas nos oito primeiros meses de 2018: até agosto de 2017, haviam sido exportadas 929.284 toneladas e, neste ano, foram embarcadas 1.014.841 toneladas, num aumento de 9%. A receita correspondente é de US$ 3,77 bilhões em 2017 e, neste ano, já alcança US$ 4,2 bilhões, um crescimento de 12%. A associação prevê que até o fim do ano o País atingirá a meta de crescer 10%, ultrapassando 1,5 milhão de toneladas de carne bovina exportada.

A China continua comandando o crescimento das exportações brasileiras. Pela Cidade Estado de Hong Kong foram movimentadas 249.808 toneladas nos oito primeiros meses do ano, num crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2017, enquanto pelo continente a movimentação somou 191.118 toneladas, num aumento de 49% em relação ao ano passado.

O Egito também vem ampliando suas importações (+25%), com 104.180 toneladas; Chile (+92%), com 75.062 toneladas e quase todos os países integrantes da União Europeia.

A Abrafrigo destaca, ainda, a participação do Uruguai que, em 2017, até agosto, tinha importado apenas 2 mil toneladas da carne bovina brasileira e neste ano comprou 35.834 toneladas, se encontrando na sexta posição entre os maiores clientes do País.

Além da Rússia, que não faz negócios envolvendo carne bovina brasileira desde dezembro de 2017, as maiores quedas nas importações entre os grandes clientes do Brasil foram: Estados Unidos (-30%); Irã (-25%) e Arábia Saudita (-23%). No total, até agosto, 95 países ampliaram as aquisições e outros 55 reduziram as compras de carne bovina brasileira.

FONTE: Cuiabá Hoje
#181024-02
24/10/2018

2019: tendências da exportação mundial de carne de frango

Em suas primeiras projeções sobre o provável comportamento das exportações mundiais de carne de frango em 2019, o Departamento de Agricultura dos EUA estima que as vendas externas do produto brasileiro aumentarão perto de 2,5%, ou seja, menos que a média mundial (+4,18%), menos que os EUA (+2,85%) e bem menos que dois antigos integrantes da União Soviética, Ucrânia e Rússia, cujas exportações tende a um crescimento de, respectivamente, 16% e 20%. Isto para não falar da Argentina, que pode aumentar suas vendas em 16%.

O desempenho previsto para os nossos vizinhos é exuberante. Mesmo assim não se pode deixar de notar que, em comparação a 2014 (um quinquênio), o previsto é uma redução superior a 47% e que não é exclusividade da avicultura argentina: no período, as exportações dos norte-americanos decrescem acima de 3% e a do Canadá 5%. Enquanto as brasileiras crescem pouco mais de 6%.

É verdade, neste caso, que estamos abaixo da média mundial (quase 11% de acréscimo no quinquênio) e muito aquém, entre outros, de União Europeia e Tailândia (+32% e +64%, respectivamente). Mas a baixa evolução das exportações brasileiras está relacionada, também, à expansão de exportadores que, até recentemente, eram grandes importadores de carne de frango. Casos, por exemplo, da Rússia (+260%), da Ucrânia (+108%) e de Belarus (+63%).

Segundo o USDA, o volume total previsto para 2019 representa novo recorde mundial. Mas o recorde não se aplica ao Brasil que, nas estatísticas do órgão norte-americano, exportou seu maior volume em 2016, ocasião em que a quantidade embarcada ficou em 3,889 milhões de toneladas e representou 36,3% do total exportado mundialmente (notar, em relação a esse volume, que o USDA desconsidera as exportações de pés/patas de frango).

 

FONTE: Avisite
#181024-01
24/10/2018

Exportação de algodão do Brasil deve atingir recorde de 1,2 mi t em 18/19, diz Anea

A exportação de algodão em pluma do Brasil deverá atingir a marca de histórica de 1,2 milhão de toneladas no período de julho de 2018 a junho de 2019, após uma safra recorde, estimou nesta quarta-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

O volume apagaria o recorde verificado na exportação da commodity do país entre julho de 2011 e junho de 2012, quando o Brasil embarcou 1,03 milhão de toneladas.

Desde então, o volume embarcado oscilava entre 500 mil e 900 mil toneladas ao ano.

"O momento representa uma ótima oportunidade para o país, que produz algodão em grande escala com tecnologia e responsabilidade socioambiental, fazendo com que o Brasil seja o maior fornecedor de algodão certificado do mundo", disse em nota o presidente da Anea, Henrique Snitcovski.

De acordo com a associação, mercado de algodão brasileiro está em um novo patamar.

Com uma safra recorde de 2,1 milhões de toneladas registrada na temporada 2017/2018, a qualidade do produto ofertado no mercado internacional, preço competitivo e câmbio favorável, o Brasil tem o potencial de se tornar o segundo maior exportador mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, reiterando avaliação do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) também tem tal avaliação, apostando na demanda da China.

Atualmente, o país ocupa a quarta posição no ranking global da exportação desta commodity, depois de Estados Unidos, Índia e Austrália, segundo a Anea.

"O Brasil está bem consolidado nos principais mercados consumidores de algodão e ainda há espaço para expansão dessa atuação. Esse é um bom momento por conta da qualidade, da regularidade no fornecimento, da perspectiva de uma melhor absorção do produto brasileiro nos principais países consumidores", disse Snitcovski.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181023-02
23/10/2018

Exportação de milho do Brasil perde ritmo em relação a setembro e soja mantém a força

As exportações de milho do Brasil somaram em outubro 162.400 toneladas por dia em média, até a terceira semana do mês, contra 180.000 toneladas na média de setembro, segundo dados divulgados ontem (22/10) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Faltando uma semana e meia para o final do mês, o volume de milho exportado no acumulado de outubro somou 2.27 milhões de toneladas, contra 3.4 milhões de toneladas no mês passado. Em outubro do ano passado, o Brasil, um dos maiores exportadores globais de milho, embarcou mais de cinco milhões de toneladas.

Com os embarques já realizados, as exportações de milho do Brasil, de acordo com dados do governo, somam no acumulado do ano cerca de 15 milhões de toneladas. De janeiro a setembro do ano passado, haviam acumulado 16.7 milhões de toneladas.

Os embarques do cereal foram prejudicados este ano pelos custos adicionais decorrentes da tabela de frete rodoviário mínimo, estabelecida após a greve dos caminhoneiros em maio.

Integrantes do mercado falaram anteriormente que o Brasil pode exportar cerca de 20 milhões de toneladas em 2018, contra mais de 30 milhões de toneladas no ano passado.

Soja mantém a força

As exportações de soja do Brasil, maior exportador global da oleaginosa, estão fortes, na esteira da demanda da China, registrando média diária para outubro superior à fechada de setembro (280.500 toneladas, contra 242.700 toneladas).

Com isso, os embarques em outubro se aproximaram de quatro milhões de toneladas, contra 4.6 milhões de toneladas em setembro e 2.5 milhões de toneladas em outubro de 2017.

As exportações no acumulado do ano já somam 73.1 milhões de toneladas, segundo dados do governo. No ano passado, de janeiro até setembro, tinham somado 61 milhões de toneladas.

FONTE: SNA - Sociedade Nacional de Agricultura
#181023-01
23/10/2018

Comércio internacional: RS vai retomar exportação de carne de frango para o Chile

A documentação que oficializa a decisão deve ser enviada ao Brasil até o fim do mês

O Chile vai retomar as compras de carne de frango do Rio Grande do Sul, após 12 anos de suspensão. O comércio será restabelecido pois o Chile reconheceu o estado como livre da Doença de Newcastle. “A documentação do serviço sanitário chileno (Servício Agrícola y Ganadero - SAG), que vai oficializar a decisão, será enviada ao Brasil até o final deste mês”, informou o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques.

Marques esteve na quarta-feira (17), no Chile, tratando de temas sanitários e foi informado da reabertura do comércio, já que foram satisfatórios resultados de missão chilena realizada no RS, entre 30 de abril e 10 de maio. O representante do Serviço Veterinário Oficial (SVO) visitou áreas de produção de aves, Unidades Veterinárias Locais (UVL), o Serviço Veterinário Estadual e a Superintendência Federal da Agricultura (SFA/RS), a fim de coletar informações quanto aos controles sanitários para manutenção dos plantéis avícolas gaúchos e para avaliar as medidas que asseguram que encontram-se livres da doença de Newcastle.

Em julho de 2006, o Chile havia suspendido as compras de carne de frango dos criadores gaúchos, após um caso de Doença de Newcastle ter sido constatado em uma ave no município de Vale Real, na região do Vale do Caí. Desde então, o Mapa realizou gestões junto ao governo chileno para que essa restrição fosse revista, já que o caso foi isolado, registrado em uma propriedade de subsistência, e, ocorreu em animais não oriundos do sistema tecnificado produtivo do estado.

A retomada dos embarques de carne de frango ao Chile é um pleito antigo do setor avícola, tendo em vista a importância socioeconômica deste segmento para os criadores gaúchos. O país representa um mercado importante, tem critérios exigentes para habilitação de estados e estabelecimentos. “A aprovação dos controles sanitários do RS mostra a eficiência do SVO do estado e do Mapa”, segundo Guilherme Marques.

O Rio Grande do Sul responde por 14 % da produção carne de frango brasileira. Em relação ao mercado internacional, 18% das exportações são procedentes do estado, direcionadas para mais de 150 países. Pelas estimativas da Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV), nos últimos 12 anos, o estado deixou de exportar para aquele país cerca de 385 mil toneladas de carne de frango.

FONTE: Portal do Agronegócio
#181019-02
19/10/2018

Mais de metade dos produtores do Brasil não conhece biodefensivos, diz estudo

Produtos são considerados um importante complemento para controle de pragas e doenças

Você já ouviu falar de biodefensivos? Um estudo da ABC Bio constatou que 57% dos produtores rurais brasileiros não sabe o que são esses produtos, considerados um importante complemento para o controle de pragas e doenças. De acordo com a consultora-executiva da ABC Bio, Amália Piazentim, a pesquisa foi feita nas principais regiões agrícolas do Brasil, englobando 15 estados e 11 culturas.

FONTE: Canal Rural
#181019-01
19/10/2018

Brasil cria norma que facilita importação de grãos do Paraguai

Do ponto de vista logístico, faria sentido para indústrias da região Sul buscarem matéria-prima no país vizinho, afirma consultor

O Ministério da Agricultura criou uma norma que vai facilitar a importação de grãos do Paraguai. A informação divulgada pelo jornal Valor Econômico é de que a medida vai ter regras mais flexíveis para a entrada de grãos do país vizinho, como soja, milho, trigo e arroz, para atender estados como Paraná, Santa Catarina e São Paulo. “Do ponto de vista logístico, faz sentido para indústrias importarem essa matéria-prima do Paraguai, pois é mais favorável do que trazer de Mato Grosso”, afirma o consultor da Céleres Anderson Galvão.

FONTE: Canal Rural
#181018-01
18/10/2018

Maggi assina normas para facilitar o comércio internacional

O ministério da Agricultura diz que a medida vai desburocratizar a fiscalização e promover celeridade dos fluxos de cargas

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, assinou na quarta-feira (17/10) normas que visam facilitar o comércio agropecuário, como a que dispensa a exigência de Certificado Fitossanitário para importações em Áreas de Controle Integrado (ACI) no âmbito do Mercosul.

Em nota, a pasta diz que a medida vai desburocratizar a fiscalização e promover celeridade dos fluxos de cargas em fronteiras como as de Foz do Iguaçu e Santa Helena (PR), Uruguaiana e São Borja (RS) e Dionísio Cerqueira (SC), entre outras.

Ainda segundo o ministério, Maggi também assinou proposta de Instrução Normativa Conjunta com a Receita Federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que institui as Comissões Locais de Facilitação de Comércio (Colfacs) vinculadas ao Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac). O Comitê é integrante da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e foi criado em 2016.

Blairo Maggi participou, em Curitiba, da Abertura da 1ª Reunião Nacional do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) e da comemoração de 20 anos de existência do sistema.

FONTE: Globo Rural
#181017-04
17/10/2018

Algodão brasileiro deve se beneficiar com recuo da safra da Austrália

Brasil deve ser o 2º maior exportador global de algodão, prevê consultoria

No último trimestre do ano, o mercado de algodão será marcado pela validação da perspectiva atual de um balanço de oferta e demanda mais robusto em 2018 — com a recuperação das safras nos Estados Unidos e China, além do avanço da produção no Brasil —, e pela incerteza orbitando o futuro das relações comerciais entre o principal exportador mundial de algodão e a principal consumidora global, Estados Unidos e China.

“O avanço da cultura no Brasil e a perspectiva de um recuo de 44% da produção da Austrália, devido à seca, devem favorecer as exportações brasileiras no próximo ciclo, se tornando o segundo maior exportador mundial”, analisa a consultoria INTL FCStone, em relatório.

De acordo com o balanço de Oferta & Demanda de outubro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê uma redução de 2,2% dos carregamentos de algodão dos EUA no ano-safra corrente, totalizando 3,37 milhões de toneladas. “A contração da estimativa decorre principalmente de cancelamentos de compras previamente realizadas por fiações chinesas, levando a uma diminuição do ritmo de vendas após o início da vigência das tarifas de importação sobre fardos norte-americanos”, explica a analista de mercado da INTL FCStone, Gabriela Fontanari.

Isto ocorre em um contexto no qual o USDA continuamente eleva suas estimativas para a produção dos EUA. No entanto, a passagem do furacão Michael pelo sudeste do país, atravessando a Georgia, segundo maior estado produtor, levou chuvas de até 200mm de chuvas à região em época de finalização da abertura dos capulhos e início da colheita. Conforme o avanço da colheita nos próximos meses, os cotonicultores da região podem contabilizar perda de qualidade da fibra dos algodoais afetados pelo furacão. “A possibilidade de perda de produtividade das lavouras poderia acarretar em uma revisão das estimativas atuais do USDA, consequentemente diminuindo o excedente exportável do país em 2018/19”, avalia a analista Gabriela.

Na Ásia, a China deve finalizar a colheita da safra 2018/19 nas próximas semanas, com uma estimativa de produção de 5,7 milhões de toneladas, de acordo com a publicação Beijing Cotton Outlook (BCO), representando um recuo de apenas 0,34% frente ao observado em 2017. “A perspectiva de uma oferta maior no mercado interno garantiu à indústria têxtil nacional um fôlego adicional ao buscar fardos no mercado internacional, como observado nos cancelamentos dos carregamentos de fardos dos EUA”, afirma a INTL FCStone, em relatório. A maior disponibilidade de fibra de melhor qualidade levou a uma queda de 20,8% nas vendas dos leilões de 2018 da Reserva Estatal.

Fardos de algodão de outros grandes exportadores, como o Brasil, se tornaram mais atrativos às fiações chinesas nos últimos meses, fornecendo a oportunidade para os cotonicultores brasileiros elevarem seu market share nas importações da China.

Nos próximos meses, as exportações do Brasil se aquecem e adentram o mercado internacional, com estimativa de atingirem 1,0 milhão de toneladas em 2017/18, de acordo com a Conab. O fortalecimento da cotonicultura brasileira deve levar a um aumento expressivo de 22% da área plantada em 2018/19, segundo a Abrapa, com início do plantio no final do ano.

FONTE: DCI
#181017-03
17/10/2018

Venda de fertilizantes registra alta de 0,3% em setembro de 2018

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro cresceram 0,3% em setembro ante igual mês de 2017, para 4,25 milhões de toneladas, enquanto no acumulado do ano estão 4,3%, somando 25,86 milhões de toneladas, informou nesta terça-feira (16) a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Segundo a entidade, a produção de fertilizantes intermediários aumentou 16,2% no nono mês do ano, a 746,24 mil toneladas. Já a importação desses produtos cresceu 18,8% na mesma base, a 2,74 milhões de toneladas.

FONTE: DCI
#181017-02
17/10/2018

Consumo de adubo deve ser recorde em 2018 no Brasil, prevê consultoria

Demanda de produtores de soja reverte projeção anterior, que era de queda em relação a 2017.

O consumo de fertilizantes no Brasil deve crescer 2,8% em 2018, para um recorde de pouco mais de 35 milhões de toneladas, com a demanda de produtores de soja, em especial, contrabalançando o aumento dos custos com fretes e o impacto da greve dos caminhoneiros, projetou nesta quarta-feira (17) a consultoria FCStone.

A estimativa ocorre um dia após a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) mostrar que as entregas de fertilizantes no acumulado de 2018, até setembro, foram mais de 4% superiores na comparação com igual período do ano anterior.

A alta esperada pela FCStone reverte uma previsão de queda de 3,7% feita pela própria consultoria em julho, logo após a entrada em vigor da tabela de preços mínimos para fretes, uma das medidas tomadas pelo governo para acabar com a paralisação de caminhoneiros de maio.

"Tivemos atraso (nas entregas), com a greve dos caminhoneiros, mas depois tivemos uma retomada forte. Nos últimos meses, vimos uma alta forte nas compras (de fertilizantes) justamente por causa do plantio de soja", resumiu o analista Fábio Rezende.

Somente em agosto, as entregas foram de 4,8 milhões de toneladas, um recorde. Em setembro, somaram 4,25 milhões de toneladas.

Compras adiantadas

Para Rezende, a tendência é de que nos últimos meses do ano o consumo de fertilizantes no país recue, ficando abaixo do observado no quarto trimestre de 2017, uma vez que as compras voltadas à soja foram muito "adiantadas".

"Será uma entrega recorde, pode até ser maior, mas a tendência é de que o consumo comece a cair agora", concluiu.

Maior exportador global, o Brasil deve plantar uma área recorde de soja na atual temporada 2018/19, na casa dos 36 milhões de hectares. O impulso se dá em meio a um forte apetite da China, em disputa comercial com os Estados Unidos, pelo produto brasileiro.

 

FONTE: G1
#181017-01
17/10/2018

Importações chinesas de carne suína devem crescer 8% neste ano

Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima que volume chegue a 1,75 milhão de toneladas

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta que as importações de carne suína pela China subam 8% neste ano para 1,75 milhão de toneladas. A agência estima também que no próximo ano esse volume seja ainda maior.

A perspectiva pode fornecer suporte para os preços globais, que estão pressionados devido ao recuo na demanda chinesa. Mas, segundo o USDA, apesar do incremento, as importações chinesas tendem a permanecer abaixo dos níveis de 2016, em meio à expansão do setor chinês de carne suína.

Já os futuros de suínos, negociados na Bolsa Mercantil de Chicago (CME, na sigla em inglês), avançaram nos últimos dias. Dennis Smith, da consultoria Archer Financial Services, considera que novos relatos de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) na China provavelmente levem ao abate de milhares de animais. "Caso contrário, a doença continuará se espalhando como uma epidemia", acrescenta.

FONTE: Globo Rural
#181016-09
16/10/2018

Tailândia volta a comprar couro brasileiro

Comunicado foi feito oficialmente pela autoridade sanitária do país

O Departamento de Pecuária e Desenvolvimento (DLD), autoridade sanitária da Tailândia, comunicou oficialmente ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) a aceitação de proposta brasileira de Certificado Sanitário para exportação de peles tratadas e de couros wet blue, semiacabados ou acabados.

Desde o primeiro semestre deste ano, o comércio estava embargado pelas autoridades tailandesas, que passaram a exigir certificação sanitária baseada na aplicada pela China, Hong Kong e Vietnã, apesar do risco sanitário desprezível dos produtos originários do Brasil.

A notícia vai ao encontro das expectativas do setor brasileiro de couro que, recentemente, anunciou intenção de aumentar suas vendas externas, que somam aproximadamente US$ 2 bilhões ao ano, observa o secretário de relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No ano passado, a Tailândia importou cerca de US$ 713,803 milhões em peles e couros.

FONTE: MAPA
#181016-06
16/10/2018

Brasil faz ação para promover carne bovina na Europa

Em parceria com a Apex-Brasil e presença de 20 empresas associadas, Abiec participa da Sial Paris para divulgar a qualidade da carne bovina brasileira

De olho no desempenho da carne brasileira no mercado europeu, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) novamente irá marcar presença na Sial Paris, uma das principais feiras de alimento do mundo, que acontece de 21 a 25 de outubro na capital francesa. A ação é feita em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com quem a ABIEC desenvolve o projeto Brazilian Beef, de promoção internacional do produto nacional.

Com um estande de 990 metros quadrados, o espaço brasileiro contará com a participação de 20 empresas associadas: Agra, Barra Mansa, Boi Brasil, Cooperfrigu, Fortefrigo, Frigol, Frigon, Frigosul, Frigotil, Frisa, Iguatemi, JBS, Mafripar, Marfrig, Masterboi, Mataboi, Minerva Foods, Naturafrig, Rio Maria e Xinguara.  Como parte da ação de promoção, ao longo da feira, serão servidos 950 quilos de carne bovina brasileira, em cortes como picanha, filé mignon, contrafilé e cupim, para degustação.

A Europa é um dos mercados mais importantes do Brasil e responde por 12,6% das exportações. Em 2017 o Brasil exportou quase 110 mil toneladas de carne para o continente, com receita de USD 709 milhões. De janeiro a setembro deste ano, já foram embarcadas 85 mil toneladas de carne bovina, com faturamento USD 620 milhões. Crescimento de 12% e 26% respectivamente. “A Europa é um mercado importante e exigente. E a feira é uma ótima oportunidade para mostrar toda a qualidade e controle da carne bovina brasileira”, afirma o presidente da ABIEC, Antônio Jorge Camardelli.

A participação brasileira contará ainda com dias temáticos, com objetivo de mostrar a diversidade da produção nacional. Em parceria com a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, será promovido o Halal Day, com foco no público dos países mulçumanos. O estande da ABIEC também irá abrigar o Angus Day, feito em parceria com a Associação Brasileira de Angus. “É importante mostrar a capacidade que o Brasil possui de atender as mais diferentes exigências dos mercados internacionais”, ressalta Camardelli.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181016-05
16/10/2018

País deve elevar importação de trigo em 2018

Em cenário de incertezas sobre a cotação do dólar, moinhos ainda não sabem o quanto pagarão pelo produto e não preveem repasse de preços; Argentina é o principal fornecedor do Brasil.

A baixa qualidade e o menor volume de produção de trigo no Paraná, principal produtor do cereal no Brasil, devem fazer com que os moinhos ampliem as importações neste ano. A expectativa é que o País importe 7 milhões de toneladas em 2018.

De acordo com o conselheiro da Associação Brasileira das Indústrias de Trigo (Abitrigo), Marcelo Vosnika, desde o começo da safra 2018 já havia uma expectativa de uma importação entre 6,5 milhões de toneladas e 7 milhões de toneladas, devido à expectativa de área menor de cultivo no Paraná. Até agosto deste ano, o Brasil importou 4,5 milhões de toneladas, segundo a associação. A média anual tem sido de 5,5 milhões de toneladas por ano.

Ainda conforme a Abitrigo, o Brasil importou 6 milhões de toneladas em 2017. “Agora, a tendência é que a importação chegue a 7 milhões de toneladas, bem próximo do recorde”, estima o dirigente, referindo-se à perspectiva de perdas nas lavouras paranaenses devido ao clima.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181016-04
16/10/2018

Anda: volume de entregas de fertilizantes sobe apenas 0,3% em setembro

As entregas de fertilizantes ao mercado em setembro totalizaram 4,25 milhões de toneladas, 0,3% acima do registrado em igual mês de 2017. Os dados são da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Em agosto, o incremento na comparação anual foi de 19%, com 4,83 milhões de toneladas entregues no mercado interno. No acumulado do ano, as entregas chegam a 25,855 milhões de toneladas, volume 4,3% superior ao contabilizado de janeiro a setembro do ano passado.

A produção do insumo aumentou em setembro ante igual mês de 2017, interrompendo uma sequência de recuos nos últimos meses. No mês passado, 746,2 mil toneladas foram produzidas no Brasil, 16,2% a mais que em setembro de 2017. Em nove meses, o volume chega a 5,929 milhões de toneladas, 4,8% a menos do que em igual intervalo do ano passado.

Já a importação de fertilizantes intermediários continua crescendo. Em setembro, 2,737 milhões de toneladas vieram do exterior, 18,8% a mais que há um ano. Entre janeiro e setembro, o volume desembarcado no País, 18,9 milhões de toneladas, ainda é 1,4% inferior ao apurado no mesmo período de 2017.

A Anda informa também que os estoques de produtos intermediários para fertilizantes e formulações NPK em 31 de dezembro de 2017 era de 5,533 milhões de toneladas, 9,1% mais que no ano anterior.

FONTE: Isto É
#181016-02
16/10/2018

Trigo: produção aumenta no Brasil e Argentina, mas oferta global deve cair

A safra brasileira do cereal deve aumentar 26,6%. Na Argentina, alta pode ser de 5,4% em relação ao ciclo anterior

Apesar das adversidades climáticas no Brasil e na Argentina, a produção de trigo nesses países deve ser maior que na temporada anterior. Já a oferta mundial pode ser menor.

De acordo com dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a oferta brasileira da atual temporada deve chegar a 5,4 milhões de toneladas, 26,6% a mais que a da safra anterior. Isso é resultado da maior produtividade no campo, que deve aumentar 19%, e do incremento de 6,4% na área.

Na Argentina, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima produção de 19,5 milhões de toneladas, volume 5,4% acima da safra passada.

Mundialmente, a estimativa do órgão americano aponta redução de 3,8% na produção do cereal, com 730 milhões de toneladas. Os dados mostram menor oferta na Rússia (-17,6%), Austrália (-13,1%) e União Europeia (-9,3%) no comparativo com a safra anterior. O USDA aponta que nessas três regiões produtoras a oferta restrita se deve ao clima desfavorável, que afetou a produtividade da safra.

FONTE: Folha de São Paulo
#181016-01
16/10/2018

Brasil ganha mercado de soja na China, mas perde espaço para EUA na Europa

Desde acentuação da guerra comercial, americanos exportaram 188% mais para europeus

Os Estados Unidos exportaram apenas 68 mil toneladas de soja para a China em agosto. Um volume muito pequeno em relação ao 1,22 milhão e ao 1,92 milhão de toneladas nos meses de agosto de 2017 e de 2016, respectivamente.

Essa queda ocorre devido à guerra comercial entre os dois países, e o Brasil está sendo o grande ganhador com o recuo das exportações americanas.

De janeiro a setembro, os brasileiros já exportaram 55,1 milhões de toneladas de soja para a China, 15% mais do que em igual período de 2017.

De janeiro a agosto, as exportações dos EUA para a China caíram para 6,35 milhões de toneladas, 33% menos do que em igual período de 2017.

Os americanos perderam o mercado chinês, mas ganharam o europeu. Nos últimos quatro meses, quando a guerra comercial se acentuou, a Europa importou 188% mais soja dos Estados Unidos.

Nesse caso, foram os americanos que roubaram parte do mercado brasileiro na Europa. A evolução das vendas externas do Brasil para os europeus foi de apenas 7% no período.

O avanço dos americanos no mercado europeu, porém, não dá muito fôlego às exportações daquele país. A Europa tem uma importação restrita, em relação à chinesa.

Os americanos perderam o mercado chinês, mas ganharam espaço em outros países da Ásia. Nessa região, à exceção da China, o Brasil teve retração de 31% nas vendas.

Enquanto não houver uma solução para a guerra comercial entre os dois países, os preços da soja vão ficar contidos na Bolsa de Chicago.

“Sem a China, o mercado perde o dinamismo e tem dificuldades para subir”, diz Daniele Siqueira, analista da Agência Rural.

Os estoques finais de soja dos americanos, que foram de 8,2 milhões na safra 2016/17, subiram para 11,9 milhões em 2017/18. Aumento de produção e dificuldades nas exportações deverão elevar esse volume para 24,1 milhões de toneladas no período 2018/19.

Na avaliação de Siqueira, o mercado pode até ter períodos de alta, como o ocorrido nesta segunda-feira (15), mas será provocado por questões pontuais de mercado.

Nesta segunda, o contrato de novembro fechou a US$ 8,9150 por bushel na Bolsa de Chicago, 2,5% mais do que na sexta-feira (12).

Queda do dólar, antecipação do período de neve em algumas regiões dos Estados Unidos —o que atrasa a colheita— e esmagamento interno maior da oleaginosa permitiram a alta de preço.

VANTAGENS DO BIODIESEL

A mistura do biodiesel ao diesel tem um componente importante: o da estabilidade de preços do combustível renovável. A avaliação é de Daniel Furlan Amaral, da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais).

Evolução anual da oferta de biodiesel

Em milhões de m³

 

Os leilões para a definição dos preços do biodiesel ocorrem a cada dois meses e têm transparência. São feitos por meio de leilões públicos, nos quais há uma competição de valores entre usinas produtoras e distribuidoras, afirma ele.

A partir de março de 2019, a mistura deverá ser de 11%.

 

Agrotóxicos De 2011 a 2016, houve aumento acentuado no consumo de agrotóxicos em alguns países da Europa. O maior crescimento ocorreu na Áustria, cujas vendas subiram 27% no período.


Líderes A França, uma das principais produtoras agrícolas da Europa, teve aumento de 17%. França, Alemanha, Itália e Espanha concentraram 50% das vendas de agrotóxicos de 2016, segundo dados da União Europeia.

Mulheres no campo Pesquisa da Corteva Agriscience, do setor de agronegócio, apontou que o rendimento das mulheres que trabalham no campo no Brasil cobrem mais as despesas da família do que em vários países.

Melhor do que nos EUA No Brasil, 23% das mulheres que trabalham no campo disseram que os salários não são suficientes para garantir os gastos familiares. Nos EUA, são 37%. Na China, 5%.

FONTE: Folha de São Paulo
#181015-12
15/10/2018

Análise: preço do caroço de algodão e impactos da exportação

Após a quebra de safra em 2016, a produção de algodão aumentou em 2017 e 2018. Em 2017, o Brasil produziu 2,3 milhões de toneladas de caroço de algodão, já na safra 2017/18 a produção foi de 3 milhões de toneladas (+30,8%).

A boa rentabilidade da cultura incentivou o aumento da área semeada e colaborou com o aumento da produção.

A maior oferta do produto no mercado interno pressionou as cotações, que vêm caindo desde 2017 .

Cotação do caroço de algodão, em R$/tonelada, deflacionado pelo IGP-DI, considerando o estado de São Paulo:

O caroço de algodão é consumido principalmente no mercado interno e, mesmo com o dólar valorizado frente à moeda brasileira, a exportação não é tão relevante.

Produção e exportação brasileira de caroço de algodão, escala em mil toneladas:

Dos últimos quatro anos, as vendas para o mercado internacional tiveram maior importância em 2016, pois além da quebra de safra, foi o ano que a exportação teve maior participação frente à produção total.

Cenário atual

Assim como no ano passado, em 2018 houve aumento tanto da área semeada quanto da produtividade, o que vem mantendo os preços com viés de baixa.

Com o desempenho da exportação nada exuberante, de janeiro a agosto o país embarcou 9,25 mil toneladas (0,3% da produção total), ou seja, a disponibilidade no mercado interno deverá ser alta.

Portanto, mesmo que a exportação ganhe ritmo nessa reta final de ano, dificilmente será suficiente para impor pressão positiva nas cotações.

A desvalorização do produto abre uma oportunidade para os pecuaristas, uma vez que viabiliza o uso do caroço na alimentação de bovinos.

Para calcular o custo oportunidade do caroço de algodão na dieta dos bovinos adota-se a seguinte equação:

R$/t = (0,915M + 0,381F) x %MS

No qual M = preço do milho em grão (R$/t) e F = preço do farelo de soja (R$/t).

Considerando que em setembro de 2018 a tonelada do milho (Campinas-SP) ficou cotada, em média, em R$666,67 e o farelo de soja (considerando o estado de São Paulo) em R$1.450,10 e adotando a % de matéria seca do caroço de algodão como 90%, o custo oportunidade do caroço de algodão é de R$1.107,24.

Ou seja, se no mercado o caroço estiver cotado abaixo de R$1.107,24 (custo oportunidade) é viável adquirir o produto.

Como atualmente o caroço está cotado, em média, em R$676,00 por tonelada, é, então, uma oportunidade para o produtor utilizar o caroço de algodão na alimentação de bovinos, desde que tomado todas as precauções a respeito das limitações nutritivas de seu uso.

FONTE: Canal Rural
#181015-11
15/10/2018

Plantio de soja no Brasil atinge 20% e já é o mais rápido da história, diz consultoria

Na mesma época do ano passado, 12% da área estava plantada; nos últimos 5 anos, média foi de 10%, segundo AgRural

O plantio de soja 2018/19 no Brasil está no ritmo mais acelerado da história, atingindo um quinto da área total prevista e puxado por Mato Grosso e Paraná, justamente os principais produtores da oleaginosa, informou nesta segunda-feira (15) a AgRural.

Conforme a consultoria, o total de 20% da área semeada até quinta-feira no país, o maior exportador mundial da commodity, superava tanto os 12% de um ano atrás quanto os 10% de média nos últimos cinco anos.

Com o bom início do plantio, algumas regiões devem ter colheita já no final de dezembro, trazendo algum alívio para o mercado após exportações recordes do país que reduziram os estoques a volumes mínimos neste ano.

Até então, o plantio mais rápido para esta época do ano havia se dado no ciclo 2016/17, quando os trabalhos alcançavam 18% da área."A aceleração dos trabalhos em Mato Grosso e o bom ritmo mantido no Paraná garantiram que o plantio da safra 2018/19 de soja saltasse dez pontos percentuais em uma semana", frisou a AgRural em boletim semanal.

Segundo a consultoria, pancadas esparsas de chuva têm garantido umidade adequada para o plantio em Mato Grosso, onde 34% da área já estava semeada até quinta-feira, contra 14% na semana anterior, 18% há um ano e 14 na média.

Com efeito, nos últimos sete dias as precipitações ficaram acima do normal em todas as regiões mato-grossenses, segundo o Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon. Os dados mostram ainda que a parte sul do Estado terá chuvas acima ou na média histórica até o final do mês, enquanto o norte receberá menos chuva do que o normal.

Mais cedo nesta segunda-feira, o Imea já havia destacado um plantio acelerado em Mato Grosso.

No Paraná, o bom avanço do plantio no norte compensou parcialmente a lentidão causada pelas chuvas frequentes no oeste, disse a AgRural. Até quinta-feira, 40% da área de soja do Estado da região Sul estava semeada, ante 30% há um ano e 29% na média de cinco anos.

A consultoria relatou ainda avanço no plantio em Mato Grosso do Sul (26%), Goiás (13%), São Paulo (30%) e Rio Grande do Sul (0,8%).

Milho

O plantio de milho de primeira safra no centro-sul do Brasil avançou seis pontos em uma semana e foi a 44% da área até quinta-feira, frente 37% há um ano e 38% na média.

"Santa Catarina continua na liderança, com 91% de sua área já plantada. Em seguida vêm Rio Grande do Sul e Paraná, com 84% cada, e São Paulo, com 21%", afirmou a AgRural, acrescentando que em Minas Gerais e Goiás o plantio só começa no fim de outubro ou início de novembro, dependendo da região.

FONTE: G1
#181015-09
15/10/2018

Projeções confirmam o peso do Brasil nas exportações de grãos

Estimativas divulgadas na quinta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmaram que o Brasil deverá liderar com folga as exportações globais de soja nesta safra 2018/19 e tende a recuperar o espaço perdido no mercado internacional de milho depois da forte queda da produção na temporada 2017/18.

Segundo a Conab, a colheita brasileira de soja, no ciclo que está sendo semeado deverá somar entre 117 milhões e 119,4 milhões de toneladas, ante o recorde de 119,3 milhões registrado na temporada passada. De acordo com os dados do USDA, serão 120,5 milhões de toneladas em 2018/19, cerca de 700 mil a mais que em 2017/18, que permitirão que o país exporte 75 milhões de toneladas.

Se a direção das projeções for confirmada, o Brasil continuará atrás dos EUA na produção, já que o USDA prevê uma colheita americana recorde de 127,7 milhões de toneladas, mas voltará a liderar as exportações mundiais, com quase 19 milhões de toneladas a mais que o principal "rival". Em larga medida, a projeção de avanço da produção americana não é acompanhada por uma estimativa de expansão dos embarques em virtude das disputas comerciais de Washington com a China.

Assim, a expectativa é que a "simbiose" nipo-brasileira no mercado de soja continue a dar o tom, mesmo levando-se em conta a possibilidade de um armistício entre as duas potências. Para a China, o USDA prevê importações de 94 milhões de toneladas em 2018/19, mesmo patamar de 2017/18.

Na safra atual os chineses deverão responder por pouco mais de 60% das importações mundiais, ao passo que Brasil e EUA, juntos, novamente representarão 83,3% das exportações, mesmo com a recuperação da produção na Argentina, golpeada por problemas climáticos no ciclo 2017/18.

Se haverá poucas mudanças para o Brasil no tabuleiro da soja, no do milho as perspectivas confirmam um cenário de recuperação. A Conab projetou a colheita brasileira total (primeira e segunda safras) entre 89,7 milhões e 91,1 milhões de toneladas em 2018/19, um aumento de até 11,1% em relação a 2017/18, ciclo marcado por intempéries. O USDA projeta um volume ainda maior - 94,5 milhões de toneladas, 12,5 milhões a mais que na temporada passada.

Diante dessa recuperação expressiva da oferta, o órgão americano estimou as exportações do Brasil, terceiro maior produtor global do cereal, em 29 milhões de toneladas em 2018/19, ante 22 milhões de toneladas em 2017/18. Os problemas deste ano tiraram do país o posto de segunda maior exportador de milho do mundo - atrás dos EUA -, que voltou a ser ocupado temporariamente pela Argentina. Mas, se tudo correr como indicam as projeções, a ordem será retomada agora.

FONTE: Valor Econômico
#181015-08
15/10/2018

Evolução da exportação de carne de frango, bovina e suína em 20 anos

O Farmnews apresenta dados da evolução da exportação de carne de frango, bovina e suína do Brasil nas últimas 2 décadas.

A Tabela a seguir apresenta os dados de receita com a exportação de carne de frango, bovina e suína “in natura” do Brasil e a respectiva variação acumulada entre os meses de janeiro a setembro de 1999 a 2018, segundo dados do MDIC.

E os dados da evolução da exportação de carnes “in natura” do Brasil destacam o crescimento das vendas de carne bovina, com alta acumulada acima de 1.100% entre os anos de 1999 a 2018.

A exportação de carne bovina do Brasil entre os meses de janeiro e setembro cresceu 1.139,5% de 1999 a 2018, passando de um faturamento de US$326,3 milhões em 1999 para US$4.011,5 milhões em 2018.

No mesmo período, o crescimento das vendas de carne de frango e suína do Brasil foi de 563,5% e 834,3%, respectivamente. Isso porque entre janeiro e setembro de 1999 o Brasil exportou o equivalente a US$659,8 milhões em carne de frango e no mesmo período de 2018, US$4.377,9 milhões. Pois é, apesar do crescimento do mercado de exportação de carne bovina ser maior no período, em termos absolutos o comércio de carne de frango brasileira para o exterior é superior.

Já a exportação de carne suína do Brasil evoluiu de um faturamento de US$84,0 milhões entre janeiro e setembro de 1999 para US$784,7 milhões no mesmo período de 2018.

A Figura a seguir ilustra a evolução da exportação de carnes do Brasil, considerando a variação acumulada das receitas, entre os anos de 1999 a 2018.

FONTE: Farm News
#181015-07
15/10/2018

Soja e petróleo impulsionam em 15,7% exportações de produtos básicos

Mesmo com a recuperação significativa das exportações nos últimos anos, os produtos industrializados continuam a perder participação nas vendas externas brasileiras. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a fatia dos manufaturados nas exportações caiu de 36% nos nove primeiros meses de 2017 para 35,2% no mesmo período deste ano.

Em valores absolutos, a venda de bens industrializados acumula alta de 6,8% nos nove primeiros meses do ano na comparação com os mesmos meses de 2017, totalizando US$ 63,244 bilhões. Este é o maior valor para o período desde 2013. As vendas de produtos básicos, no entanto, têm apresentado melhor desempenho neste ano, reduzindo o peso dos manufaturados na balança comercial.

Em contrapartida, beneficiadas pela alta da cotação internacional do petróleo e da soja, as exportações de produtos básicos saltaram 15,7% nos nove primeiros meses do ano. A participação dos bens primários nas exportações totais subiu de 47,6% de janeiro a setembro do ano passado para 50,4% nos mesmos meses de 2018.

Câmbio

As exportações de manufaturados têm sido beneficiadas pela alta do dólar, que subiu 21,9% de janeiro a setembro. O câmbio torna mais competitivas as vendas de produtos industrializados, enquanto as exportações de commodities (bens primários) dependem mais das cotações internacionais de minérios e de produtos agropecuários.

Segundo o MDIC, o bom desempenho das exportações de manufaturados em 2018 concentra-se em cinco produtos. A maior alta, de 353%, foi registrada nas vendas de plataformas para extração de petróleo na comparação entre os nove primeiros meses de 2018 e os mesmos meses do ano passado. Em seguida, vêm partes de motores e turbinas para aeronaves (101,2%), óleos combustíveis (70,2%), motores para veículos e partes (24,7%) e máquinas para terraplanagem (22,9%).

As vendas externas de produtos industrializados poderiam registrar desempenho melhor não fosse a situação nos países vizinhos. A crise cambial na Argentina, o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, prejudicou as exportações de veículos. De janeiro a setembro, o valor das vendas de automóveis de passageiros caiu 13,8%. As exportações de veículos de carga recuaram 14,2%. A Argentina é um dos principais compradores de veículos brasileiros.

FONTE: +Soja
#181015-05
15/10/2018

Exportações do agronegócio do Brasil rumo ao recorde de US$100 bi

Em setembro de 2018, as exportações do agronegócio do Brasil somaram US$8,17 bilhões. O saldo da balança comercial foi positivo em US$7,1 bilhões.

O agronegócio do Brasil foi responsável por 42,9% das exportações totais do País, que somaram US$ 19,06 bilhões em setembro de 2018.

As vendas da soja em grãos alcançaram US$1,83 bilhão e foram recordes para setembro em quantidade, somando 4,61 milhões de toneladas. O produto representou 76,2% do total exportado pelo complexo soja no período.

A celulose registrou US$681,26 milhões e 1,25 milhão de tonelada em exportação, o que representou recorde para setembro. Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, houve aumento de 21,6% em valor e 8,9% na quantidade embarcada, que foi de 1,25 milhão de tonelada.

As exportações de carnes somaram US$1,41 bilhão, 2,7% acima do que foi registrado em setembro do ano passado. Houve recorde histórico na quantidade mensal exportada de carne bovina in natura: 150,66 mil toneladas. Foram exportados US$698,01 milhões em carne bovina e US$572,5 milhões em carne de frango no mês. Em conjunto, os dois produtos foram responsáveis por 90% do valor exportados pelo setor de carnes. As exportações de carne suína sofreram queda de 32,5%, alcançando US$93,65 milhões.

O MAPA ressalta o recorde ocorrido também nas exportações mensais de bovinos vivos, em valor e quantidade (US$101,1 milhões e 46,9 mil toneladas), a ainda de chocolate e preparações alimentícias, contendo cacau em valor (US$55,8 milhões) e amendoim em grãos em valor (US$ 22,2 milhões).

As exportações do agronegócio do Brasil atingiram US$76,66 bilhões entre janeiro e setembro, com incremento de 3,6% em relação aos US$73,98 bilhões exportados no mesmo período em 2017.

Vale destacar que o ministro do MAPA, Blairo Maggi, disse em outubro de 2018 que o agronegócio do Brasil deverá encerrar o ano com exportações de US$100 bilhões. “É uma marca que vínhamos perseguindo e, agora, vamos alcançar”, disse o ministro.

FONTE: Farm News
#181015-04
15/10/2018

Exportações brasileiras cresceram na semana passada

Média diária dos embarques ficou 10,5% acima da registrada na primeira semana de outubro, segundo o MDIC.

O Brasil registrou aumento nas exportações na segunda semana de outubro frente à primeira. No período, a média das exportações foi de US$ 1,1 bilhão, 10,5% a mais do a média de US$ 1 bilhão da semana anterior. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (15) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O número refletiu as vendas externas de produtos semimanufaturados, que subiram 86%, e de manufaturados, 12,4% maiores. Os embarques totais no período foram de US$ 4,467 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 2,721 bilhões. O superávit registrado foi de US$ 1,746 bilhão na semana, que teve quatro dias úteis.

Já no mês, as exportações chegam a US$ 9,519 bilhões, e as importações a US$ 6,46 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,059 bilhões. No ano, os embarques renderam US$ 189,178 bilhões e as importações, US$ 141,805 bilhões, com saldo positivo de US$ 47,374 bilhões.

Na categoria dos semimanufaturados, na semana passada, o MDIC destacou a venda de açúcar de cana em bruto, ferro fundido, semimanufaturados de ferro/aço, madeira serrada ou fendida e celulose. Entre os principais embarques de manufaturados estiveram tratores, torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes e partes, e aviões. Nos produtos básicos houve queda de 7,9%, puxada pela soja em grãos, minérios de cobre e seus concentrados, milho em grãos, entre outros. Queda também nas importações, com média 9% menor comparada à da primeira semana.

Evolução no mês

Comparando-se a média diária das exportações nas duas primeiras semanas de outubro (US$ 1 bilhão) com a média do mesmo mês de 2017, houve crescimento de 17,7%. No paralelo com o mês de setembro de 2018, os embarques subiram 5,4%.

As importações apresentaram melhora de 10,2% na média diária até a segunda semana de outubro de 2018, sobre o mesmo mês de 2017, para US$ 717,7 milhões. As importações com relação a setembro deste ano caíram em 3,4%, pela queda nas compras de adubos e fertilizantes, siderúrgicos, cereais e produtos da indústria de moagem, veículos automóveis e partes, e equipamentos eletroeletrônicos.

FONTE: Anba - Agência de Notícias Brasil-Árabe
#181015-03
15/10/2018

Conab vê safra e exportação recordes de algodão do País

O Brasil poderá elevar em até 20,4 por cento o plantio de algodão na safra 2018/19, com impulso de bons negócios já realizados, o que permitirá colheita e exportação recordes na nova temporada, avaliou nesta quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em sua primeira estimativa para o ciclo.

Se o tempo for favorável, o Brasil poderia produzir entre 2,0,8 milhões e 2,3 milhões de toneladas da pluma, ante um recorde de 2 milhões de toneladas registrado na temporada anterior.

O plantio de algodão, uma cultura das mais intensivas em capital e tecnologia, atingiria históricos 1,4 milhão de hectares no país, disse a Conab.

“A comercialização da safra 2017/18, aliada às boas perspectivas futuras de mercado, vem gerando um ambiente de otimismo no setor produtivo”, afirmou a companhia em relatório, no qual também estimou volumosas safras de soja e milho, cujo plantio já se desenvolve no Brasil.

O plantio de algodão começa mais tarde nos principais produtores (Mato Grosso e Bahia), nos próximos meses.

A Conab destacou que a comercialização da safra 2018/19 em Mato Grosso está avançada, já atingindo 67 por cento do total.

“Em Mato Grosso, maior produtor nacional, o plantio ocorre apenas a partir de dezembro... Todavia, já é possível estimar um aumento significativo na área plantada devido aos bons retornos financeiros da cultura”, disse.

O analista sênior de agronegócios do Itaú BBA, Guilherme Bellotti, apontou que os números do algodão da Conab, que vieram dentro da expectativa, destacam-se no relatório da estatal.

O aumento “significativo” de área, acrescentou ele, “é resultado das boas margens que têm sido observadas na safra 17/18 e das perspectivas positivas para a próxima safra”.

Com uma boa safra, o Departamento de Agricultura norte-americano estima que o Brasil poderá superar a Índia em 2018/19 como o segundo maior exportador global da pluma, ficando apenas atrás dos EUA.

A Conab estima exportações de 1,33 milhão de toneladas da pluma em 2018/19, ante a marca histórica de 1 milhão de toneladas de 2017/18. O consumo do país deverá crescer em 50 mil toneladas na nova safra, para 750 mil.

FONTE: Mato Grosso Digital
#181015-02
15/10/2018

Brasil embarca 165,3 mil toneladas de carne de frango em outubro

Volume representa US$ 247,9 milhões exportados

Na segunda semana de outubro de 2018, com 4 dias úteis, foram embarcadas 165,3 mil toneladas de carne de frango in natura, chegando a US$ 247,9 milhões.  A média diária teve uma leve alta de 4,1% em relação ao mês de setembro e alta de 15% em relação a 2017.

O valor pago por tonelada foi menor, representando uma queda de 2,6% referente a setembro e de 10,1% referente a outubro de 2017.

Em resultados gerais a balança comercial registrou superávit de US$ 1,746 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,467 bilhões e importações de US$ 2,721 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 9,519 bilhões e as importações, US$ 6,460 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,059 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 189,178 bilhões e as importações, US$ 141,805 bilhões, com saldo positivo de US$ 47,374 bilhões.

FONTE: Avicultura Industrial
#181015-01
15/10/2018

Carnes: as projeções da CONAB para 2018

Nas projeções da CONAB, embora menor (queda de 0,29%), a produção brasileira de carnes em 2018 deve manter-se, como em 2017, em torno dos 26,2 milhões de toneladas. A queda, neste caso, estará sendo determinada pela produção de carne de frango, prevista em 13,4 milhões de toneladas, 1,34% menos que no ano passado.

Na exportação, a carne de frango também recua. Mas a queda projetada, de 2,18%, é inferior à prevista para a carne suína, de praticamente 15%. Como resultado, as exportações totais, de pouco mais de 6,7 milhões de toneladas, recuarão 2,39% no ano.

A disponibilidade interna total tende a um crescimento médio próximo de meio por cento. Mas em decorrência, sobretudo, do forte retrocesso nas exportações de carne suína. Nestas projeções, a disponibilidade de carne de frango será perto de 1% menor.

Como corolário, a disponibilidade per capita das três carnes somadas tende a um recuo inferior a meio por cento. Mas, novamente, a contribuição maior para a (quase) manutenção dessa disponibilidade vem da carne suína, pois o per capita da carne bovina tende a uma redução de 0,3% e o da carne de frango de 1,77%.

FONTE: Avisite
#181008-03
08/10/2018

Aumentou o número de UFs exportadoras de carne de frango

Operações de escoamento da soja baiana no terminal de Cotegipe vão até janeiro; há até 'overbook' de navios

O último dado da SECEX/MDIC relativo às Unidades Federativas brasileiras exportadoras de carne de frango surpreende. Porque aumentou em quase 30% o número de UFs que efetuam negociações externas com o produto: no fechamento do primeiro semestre eram 17; agora elas somam 22 UFs.

Detalhando, entre janeiro e junho deste ano o rol de UFs exportadoras foi composto pelos três estados do Sul (PR, SC e RS), pelas quatro UFs do Centro-Oeste (MS, GO, MT e DF), por três do Sudeste (SP, MG e ES), por três do Nordeste (PE, BA e PB) e por quatro da Região Norte (TO, PA, RR e AM).

Agora, passam a integrar o “clube” os estados do Acre e Rondônia, pela Região Norte; Ceará e Maranhão, pelo Nordeste; e o Rio de Janeiro, pelo Sudeste. Isto, sem contar que o último dado da SECEX/MDIC traz uma inédita Zona Não Declarada, com pouco mais de uma tonelada de produto exportado.

Nada disso, porém, altera o status anterior das exportações. Ou seja: a Região Sul permanece na liderança absoluta e com participação crescente no setor. Nos mesmos nove meses de 2017 respondeu por 77,29% do total exportado e, neste ano, por 79,45%, quase 3% a mais. 

Vale notar, aqui, que esse ganho foi proporcionado sobretudo por Santa Catarina, já que Paraná e Rio Grande do Sul registraram redução no volume exportado. Aliás, junto com Santa Catarina, apenas três outros estados fecharam os nove primeiros meses de 2018 com aumento no volume exportado: Espírito Santo, Paraíba e Roraima.

FONTE: Avisite
#181008-02
08/10/2018

Abrafrigo: exportação de carne bate recorde em setembro, para 178,5 mil t

Operações de escoamento da soja baiana no terminal de Cotegipe vão até janeiro; há até 'overbook' de navios

A exportação total de carne bovina em setembro (in natura e processada) registrou novo recorde em setembro, atingindo volume de 178.513 toneladas, um crescimento de 32% sobre o mesmo mês do ano passado (135.467 toneladas). A receita cambial alcançou no mês passado US$ 698 milhões, representando elevação de 26% ante igual mês de 2017 (US$ 554,6 milhões).

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) que compilou os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por meio da Secex/Ddecex.

Com esse resultado, no acumulado do ano, o Brasil já exportou 1.193.605 toneladas do produto, em comparação com 1.064.752 no mesmo período do ano passado, o que corresponde a um aumento de 12%. Em receita, nos primeiros nove meses do ano, o total atinge US$ 4,9 bilhões ante US$ 4,3 bilhões em 2017, ou 13% de crescimento.

Em setembro foram exportadas 150,7 mil toneladas de carne in natura e 28,8 mil toneladas de carnes processadas.

A Abrafrigo considera que, caso as exportações se mantenham no mesmo ritmo de agosto e setembro, que foram recorde, a meta de crescer 10% neste ano será facilmente atingida, podendo se aproximar de 15%.

O principal destino do produto nacional continua sendo a China que, por meio da cidade-Estado de Hong Kong e pelas importações realizadas pelo continente, comprou, nos nove primeiros meses deste ano, 517.084 toneladas do produto brasileiro, ante 392.745 toneladas no mesmo período de 2017. Com isso, o país asiático passou a representar 43,3% das vendas brasileiras em 2018, ante 36,9% em 2017.

Também apresentaram aumento relevante: Egito, que passou de 104.618 toneladas em 2017 para 125.576 toneladas em 2018 (+ 20%); Chile, que foi de 43.910 toneladas para 84.208 toneladas (+92%) e Uruguai, que saiu de apenas 2.653 toneladas para 37.266 toneladas neste ano (+304%).

No total, 100 países aumentaram suas compras enquanto outros 54 reduziram. A Abrafrigo destaca, ainda, a ausência da Rússia, que já foi o maior comprador do produto brasileiro em anos passados e que zerou suas importações desde dezembro de 2017. No ano passado aquele país havia adquirido 116.804 toneladas de carne bovina brasileira.

FONTE: Terra
#181008-01
08/10/2018

Produtos agrícolas respondem por 26% das exportações via Porto de Salvador

 

Operações de escoamento da soja baiana no terminal de Cotegipe vão até janeiro; há até 'overbook' de navios

As exportações de frutas e outros produtos agrícolas já representam mais de um quarto das mercadorias que circulam pelo Terminal de Contêineres do Porto de Salvador - Tecon, no bairro do Comércio. São mais de 710 mil toneladas de mercadorias vindas do campo, entre janeiro e agosto deste ano.

Entre as principais cargas estão celulose e papel, alimentos em geral - principalmente café, cacau e derivados - além de sucos, polpas de frutas e produtos têxteis como algodão e produtos da pecuária como cortes de aves e couro bovino. O terminal ainda envia para outros países o café do Sudoeste da Bahia, o feijão produzido no Tocantins, a laranja e o açúcar de Sergipe.

Segundo a administração do Tecon, em época de colheita de safra, as operações gerais de exportação por Salvador crescem mais de 20%. Em alguns casos, a elevação ultrapassa este percentual. O escoamento do limão produzido na Bahia, Sergipe e Norte de Minas, por exemplo, foi 34% maior do que em 2017.

“Temos orgulho em participar ativamente de uma logística que, dentro do menor tempo possível, precisa ser hábil para receber e embarcar os contêineres refrigerados cheios de frutas nos navios que seguem para Europa e Estados Unidos, maiores centros consumidores”, afirma Patrícia Iglesias, diretora comercial do Tecon Salvador.

Na primeira safra do ano, as operações de escoamento das uvas da Vale do São Francisco cresceram 68%, comparadas com o mesmo período do ano passado. Até dezembro, o intenso movimento de cargas deve se repetir com a safra de manga, vinda também do Norte da Bahia. 

“Sabemos da alta concorrência que nossas frutas enfrentam no mercado exterior, assim é preciso que cheguem em sua melhor qualidade, no menor tempo e com preço competitivo. Entendemos o potencial exponencial de crescimento que o Vale do São Francisco tem e buscamos nos equipar para apoiá-los nas exportações e assim difundir o nome da região pelo mundo”, acrescenta Patrícia Iglesias.

No primeiro semestre foram embarcados mais de 400 contêineres de limão, 278 de açúcar, 112 com cortes de carnes de aves, bovinos e jegues. Ano passado, no total, foram movimentados 195.669 contêineres entre exportação, importação e cabotagem. E a expectativa é a de que a movimentação se torne ainda mais intensa a partir do próximo ano. Isso porque desde junho o terminal baiano passou a ser o segundo do país autorizado a receber e operar navios de 366 metros de comprimento, com capacidade para transportar volumes acima de 14 mil contêineres de uma só vez.

A logística é o tema do 7º Seminário do Tecon, marcado para a próxima quarta-feira em Salvador. O evento vai reunir empresas de todo o Brasil e representantes do trade de comércio interno e externo. Eles vão discutir soluções e inovações para a cadeia logística nos portos. Este ano, o foco principal do evento será a gestão de pessoas. Também vão ser discutidas as dificuldades para obter profissionais qualificados, o futuro do mercado de trabalho no setor e as experiências bem-sucedidas com empresas de serviços específicos. Entre elas a startup i4Sea, que oferece um sistema de diagnóstico da influência do mar nas operações de navegação.

Superávit

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a Bahia atingiu a marca de US$ 6,15 bilhões em exportações entre janeiro e setembro deste ano. O valor é 2,34% maior do que o registrado no mesmo período de 2017. Inclui todos as mercadorias exportadas, entre eles polímeros, gasolina, ferros, alimentos, hidrocarbonetos e outros produtos manufaturados.

A Bahia continua ocupando a nona posição entre os estados que mais exportam, e tem assegurada 3,4% de participação nas exportações brasileiras. Este ano, até agora, o estado acumula um superávit comercial de US$ 417,82 milhões de dólares.

Soja

Entre janeiro e setembro deste ano, as exportações baianas de soja atingiram a marca dos US$ 978,2 milhões de dólares. Nestes meses, a Bahia enviou para outros países mais de 3 milhões e 630 mil toneladas de soja. O volume exportado é 5,3% maior do que no mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Já as exportações de farelo de soja e resíduos da extração do óleo cresceram 51% frente ao mesmo período de 2017.

Atualmente, a soja representa 16% do volume total das exportações baianas. Somando-se a este percentual os 5,4% das exportações do farelo e do óleo, o complexo soja equivale a 21,4% de tudo que foi exportado pela Bahia.

O volume é três vezes maior do que as exportações de automóveis. De acordo com os dados, os veículos representam 7,4% das mercadorias produzidas aqui no estado e enviadas para outros países. Até agora, a venda de automóveis rendeu US$ 455,68 milhões. Quase metade do obtido com as exportações de soja. O volume individual de exportações do grão só é superado pelo percentual da celulose, que corresponde a 18% do total.

Plantão

Operações de escoamento da soja baiana vão avançar até janeiro. Tem até “Overbook” de navios para exportar os grãos. Para transportar tanta soja, o principal porto de escoamento do grão na Bahia não dorme. Os caminhões carregados de soja não param de chegar ao Terminal Portuário de Cotegipe, na baía de Aratu, em Salvador. O porto particular é responsável pelo escoamento de mais de 90% da soja produzida no estado.

Na avenida que dá acesso ao terminal, perto da estrada da Base Naval, a fila é imensa e chega a mais de quarenta carretas por dia. As equipes se revezam para agilizar as operações de embarque nos navios graneleiros, com capacidade para transportar até 66 mil toneladas do grão. Em média, são necessários dois dias e meio para encher o porão de cada embarcação.
Ainda este ano, mais de trinta navios de grande porte devem atracar no porto, entre eles o Red Lotus, de bandeira panamenha, e o Sitc Huashan, com bandeira de Hong Kong.
“Entre julho e agosto, o volume de exportação chegou a diminuir por conta da superlotação no destino, quando muitos navios ficaram com restrições de saída. Mas agora a programação está intensa”, diz Jorge Pessôa, Diretor de Operações do Terminal Cotegipe.

Pela primeira vez o escoamento deve avançar até 2019, cinco meses além do período normal. “As operações devem se estender até janeiro, quando devemos receber pelo menos mais seis navios. Talvez até fevereiro. Este é um movimento totalmente atípico, por conta do grande volume de produção. E já tem empresa pedindo para entrar no lugar, caso haja alguma desistência. É como se estivéssemos com overbook de navios”, conclui Jorge Pessôa, que no ano passado já tinha estendido as operações até dezembro.

Este ano, o Oeste da Bahia produziu mais de 6,3 milhões de toneladas de soja. Um volume que superou as expectativas iniciais dos próprios produtores rurais. Segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), mais de 95% dos grãos já foram comercializados, só restam 5% para negociação. “Ainda temos muita soja armazenada nos silos das fazendas e contratos para serem embarcados até o fim do ano”, confirma Celestino Zanella, Presidente da Aiba.

A Bahia é responsável hoje por 5% da produção nacional de soja e por 58% da produção nordestina. E vem mais grãos por aí. Com o fim do vazio sanitário da soja, nesta segunda-feira começa o plantio da próxima safra. Os agricultores já estão preocupados com os novos problemas que podem surgir no armazenamento e no transporte.

“Esta soja que será plantada agora começara a ser colhida a partir do dia dez de janeiro de 2019. Ou seja, em plena colheita da próxima safra ainda estaremos escoando a anterior. Isto aumentará a demanda por portos. Vamos precisar de mais fluidez no transporte, e reavaliar os custos de produção e do frete. Mas sempre mantemos a perspectiva de que um ano vai ser melhor do que o outro”, acrescenta Zanella.


Recorde
O desempenho da Bahia no mercado da soja acompanha uma tendência nacional. Segundo o Ministério do Comércio Exterior, entre janeiro e setembro, o Brasil exportou 69,21 milhões de toneladas da commodity. O volume é 1,5% maior em comparação com a soja que foi exportada ao longo de todo o ano passado.
De acordo com a Scot Consultoria, a guerra comercial entre Estados Unidos e China, a quebra na safra da Argentina e a valorização do dólar influenciaram no crescimento dos embarques.

Principais exportações baianas de janeiro a setembro de 2018

Celulose: 18%
Soja: 16%
Farelo e Resíduos da extração de óleo de soja: 5,4%
Automóveis de passageiros: 7,4%
Óleos combustíveis (óleo diesel, Fuel-Oil, etc): 6,2%
Demais produtos manufaturados: 5,5%
Cátodos de Cobre: 3,6%
Demais produtos semimanifaturados: 3,3%
Hidrocarbonetos e derivados: 2,6%
Polímeros: 2,3%
Compostos de funções nitrogenadas: 2,1%
Cobre em Barras, perfis, fios, chapas, folhas e tiras: 1,9%
Pneumáticos: 1,9%
Ferroligas: 1,7%
Algodão: 1,7%
Manteiga, gorduras e óleo de cacau: 1,5%
Magnésia calcinada a fundo e outros óxidos: 1,3%
Calçados: 0.49%


FONTE: Correio 24horas
#181003-03
03/10/2018

Preço do algodão oscilou em setembro no mercado paulista

Em Mato Grosso, Imea vê influência pouco significativa da queda das cotações em Nova York sobre a paridade de exportação da pluma

O preço do algodão oscilou durante setembro e acabou encerrando o mês passado com leve alta. É o que ponta o indicador medido pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com base nos negócios realizados no Estado de São Paulo. A referência acumulou valorização de 0,21%, cotada a R$ 3,1962 por libra-peso em 28 de setembro.

“Como parte da pluma beneficiada tem sido direcionada às entregas de contratos, os valores internos acabaram se sustentando ao longo de setembro. Em relação às negociações, a disparidade entre o vendedor e o comprador quanto ao preço e à qualidade da pluma limitou os fechamentos”, dizem os pesquisadores, em nota divulgada nesta quarta-feira (3/10).

O indicador da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), baseado no produto posto em São Paulo, também apontou oscilação ao longo de setembro. Mas a cotação encerrou o mês inferior à do início. Dia 3 de setembro, a BBM apontava média de R$ 3,18 por libra-peso.  A referência chegou a cair para R$ 3,15. Voltou a subir e fechou a R$ 3,16 no dia 28 passado.

Em Mato Grosso, as cotações do algodão encerraram setembro com leve valorização, de acordo com o Instituto de Economia Agropecuária do Estado (Imea).  Só na semana passada, a cotação no mercado disponível subiu 0,44%, em média, a R$ 98,90 por arroba.

“Com a colheita de algodão em MT encerrada, os trabalhos de campo voltam-se neste momento para o carregamento de rolos, beneficiamento da pluma e destruição das soqueiras”, diz o Imea, em boletim semanal.

De acordo com os técnicos, a pressão sobre os preços veio de fora. Na Bolsa de Nova York, houve recuo de 3,68%, encerrando setembro com média equivalente a US$ 81,86 por arroba (os contratos em Nova York são referenciados em centavos de dólar por libra-peso).

"A pressão baixista se deu, principalmente, na segunda quinzena do mês, em decorrência da entrada de pluma disponível norte-americana. Além disso, as tensões comerciais entre os EUA e a China, que ameaçam implementações de novas taxas nas importações em ambos os países, trazem atenção ao mercado quanto à destinação da demanda pela pluma norte-americana", dizem os técnicos.

Segundo o Imea, a partidade de exportação do algodão mato-grossense com referência em dezembro de 2018 caiu 3,31% na semana passada, a R$ 100,33 por arroba. Na base julho de 2019, a queda foi de 2,99% no período, com a paridade em R$ 110,62 por arroba.

Ainda assim, o efeito sobre a paridade não foi tão intenso, avalia o Imea. Em setembro, acumulou alta de 0,17%, sustentada pela valorização do dólar, de mais de 4% no período.


FONTE: Globo Rural
#181003-01
03/10/2018

Qualidade do arroz brasileiro aumenta competitividade com os EUA

De março a agosto, conforme números do Irga, já foram exportadas 767,87 mil toneladas. A estimativa do setor é de que se supere 1,2 milhão de toneladas previstas pela Companhia Nacional de Abastecimento

Pela primeira vez em sete anos, desde que se deu início às exportações de arroz em casca pelo Brasil, o país vem aumentando sua competitividade em relação ao arroz produzido nos Estados Unidos. Segundo informações da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) vem sendo pago um prêmio aproximado de US$ 15,00 por tonelada em relação aos países da América Central, região importadora e exigente em qualidade.

O presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, afirma que o setor comemora essa conquista que foi construída junto com outras entidades e as tradings que operam com exportação do grão. “O arroz brasileiro vem se consolidando em função de sua qualidade. Está sendo muito importante o trabalho realizado pelas tradings, pela Federarroz e pelo Inistituto Rio Grandense do Arroz (Irga)”, destacou.

De março a agosto, conforme números do Irga, já foram exportadas 767,87 mil toneladas. A estimativa do setor é de que se supere 1,2 milhão de toneladas previstas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o ano comercial, de março de 2018 a fevereiro de 2019, sendo assim confirmando a expectativa de que os estoques de passagem para o arroz sejam os mais justos dos últimos anos.

FONTE: Canal Rural
#181001-01
01/10/2018

Exportação do complexo soja cresce 9,9% em volume e 19,3% em receita

As exportações brasileiras do complexo soja somaram 5,984 milhões de toneladas em setembro, com receita de US$ 2,40 bilhões. Em relação a igual período de 2017, o volume aumentou 9,9% e a receita, 19,3%. Já ante agosto deste ano foi registrada queda de 38,9% na quantidade embarcada e de 39,8% no faturamento. Os dados foram divulgados na tarde desta segunda-feira, 1º de outubro, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Neste ano, a demanda pela oleaginosa brasileira aumentou com a quebra na safra de soja da Argentina e a disputa comercial entre Estados Unidos e China. Isso, aliado ao atraso na colheita de milho e à safrinha menor do cereal, fez com que a janela de exportação de soja, que tradicionalmente ocorre no primeiro semestre, se estendesse ao longo do terceiro trimestre. Os embarques de soja em grão seguem em patamar bem mais alto do que em igual período do ano passado, embora já estejam bem abaixo dos observados em agosto.

No acumulado de 2018, o Brasil já exportou 83,46 milhões de toneladas de soja, farelo e óleo, ante 73,313 milhões de toneladas em igual período do ano passado. A receita obtida com as vendas do complexo nos nove primeiros meses deste ano totalizou US$ 33,60 bilhões, ante US$ 27,72 bilhões em igual intervalo de 2017.

As exportações de soja em grão somaram 4,610 milhões de toneladas em setembro. Na comparação com igual período de 2017, quando foram embarcados 4,272 milhões de toneladas, o aumento chega a 7,9%. O faturamento com as vendas externas do grão atingiu US$ 1,83 bilhão no mês passado, aumento de 13,7% em relação a setembro de 2017 (US$ 1,61 bilhão). Na comparação com agosto, quando foram embarcados 8,127 milhões de toneladas, as exportações caíram 43,3% em volume. Em receita, o recuo chegou a 43,0% ante o total de US$ 3,21 bilhões de agosto.O preço médio do produto exportado foi de US$ 397,2/tonelada, ante US$ 395,3/t em agosto e US$ 376,9/t em setembro do ano passado.

De farelo de soja, o volume exportado somou 1,289 milhão de toneladas, aumento de 10,8% em relação a setembro de 2017, quando o Brasil enviou ao exterior 1,163 milhão de toneladas. Ante agosto, a queda foi de 11,8%. Naquele mês, o País exportou 1,461 milhão de toneladas. A receita com a exportação em setembro totalizou US$ 508,3 milhões, incremento de 30,6% em relação aos US$ 389,1 milhões de igual período de 2017. Em relação a agosto, quando o Brasil havia obtido receita de US$ 621,8 milhões, o recuo foi de 18,3%.

Ainda entre os derivados, os embarques de óleo de soja somaram 84,6 mil toneladas em setembro, aumento de 713,5% em relação a igual mês de 2017, quando as exportações haviam totalizado 10,4 mil toneladas. Quando comparado a agosto (209,3 mil toneladas), houve recuo de 59,6%. A receita obtida com os embarques de óleo de soja somou US$ 56,1 milhões em setembro. O incremento foi de 610,1% ante o valor registrado em igual período do ano passado, de US$ 7,9 milhões. Na comparação com agosto (US$ 142,8 milhões), houve queda de 60,7%.

FONTE: Globo Rural
#180926-03
26/09/2018

Exportadores de carne suína comemoram abertura do mercado da Índia

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou comunicado no qual comemora a abertura do mercado indiano para a carne suína do Brasil, conforme anunciado na terça-feira, 25, pelo Ministério da Agricultura. O presidente da ABPA, Francisco Turra, informou que as negociações entre brasileiros e indianos, para tornar viável as exportações de carne suína, estavam na pauta das relações comerciais dos dois países há, pelo menos, quatro anos, a partir de um pedido feito pela ABPA ao governo brasileiro.

"Se por um lado é uma vitória para o Brasil, por outro, é o reconhecimento da capacidade brasileira de ofertar produtos com excelência acerca da qualidade dos produtos e do preservado status sanitário, especialmente neste momento em que diversas nações produtoras sofrem com incontáveis focos de peste suína africana", disse o presidente da ABPA no comunicado.

A agilidade nas tratativas ocorreu após visita do ministro Blairo Maggi à Índia. País com a segunda maior população mundial, com 1,3 bilhão de habitantes, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima de 6%, de acordo com o Banco Mundial, a Índia é um dos mais ambicionados mercados para o setor de proteína animal mundial, explicou Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

"Com uma renda per capita crescente, o país passa por um intenso processo de urbanização, o que gera a necessidade de oferta de produtos e uma natural migração do consumo, com maior presença de proteínas animais na composição da cesta de alimentos. Neste contexto, o setor brasileiro buscará preencher lacunas não ocupadas pelos produtores locais, como o food service para hotéis e outros nichos de mercado emergentes", destacou Santin.

FONTE: Terra
#180926-01
26/09/2018

Dados: China registra redução na importação de grãos

Dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China indicam que o país asiático registrou uma redução significativa nas importações de grãos após impor tarifas aos embarques dos Estados Unidos. De acordo com as informações, a China comprou apenas 60 mil toneladas de sorgo em agosto, 79% abaixo das 259.892 toneladas importadas no ano anterior.

Nesse cenário, a Administração Geral das Alfândegas indicou que foram adquiridas apenas 330 mil toneladas de milho em agosto, uma queda de 13,5% em relação às 377,5 mil toneladas de agosto do ano passado. Além disso, as importações de trigo também caíram 51,6%, com 140 mil toneladas recebidas.

Embora a instituição não ter listado os dados totais de importação de países específicos, como os Estados Unidos que são os mais influenciados pela medida, a China tipicamente importa cerca de um terço de seu milho e trigo e quase todo o seu sorgo dos norte-americanos. Em julho, os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre todo o alumínio e o aço provenientes da China, e os chineses responderam cobrando tarifas de vários produtos norte-americanos, incluindo soja, sorgo e milho.

Os volumes totais de importação de soja para agosto não foram listados no relatório, mas o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou recentemente que as importações chinesas para o ano comercial de 2018-2019 deverão cair em 1 milhão de toneladas. Sendo assim, o alvo dos orientais passa a ser o mercado sul-americano da oleaginosa, com destaque para Brasil e Argentina, que já exportaram uma quantidade significativa de soja para a China na última safra.

FONTE: Cenário MT
#180925-05
25/09/2018

Maggi: Imposto sobre ingredientes ativos de 60% dos inseticidas é zerado

Segundo o ministro da Agricultura, a decisão valerá quando for publicada no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer em uma semana

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, relatou nesta terça-feira, dia 25, que o Comitê Executivo de Gestão da Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) aprovou a redução de 8% para zero por cento da alíquota de importação de dez ingredientes ativos utilizados na formulação de inseticidas aplicados em lavouras do país. Os produtos são: bendiocarbe, bifentrina, clorfenapir, ciflutrina, deltametrina, etofenprox, fenitrotion, lambda-cialotrina, malathion, pirimfós-metila ou propoxur.

“Esses ingredientes ativos representam cerca de 60% dos inseticidas utilizados no país e são utilizados em cultivos como soja, milho, arroz, amendoim, batata, cana-de-açúcar, cebola, citros, feijão, girassol, palma forrageira, pastagens, pepino, sorgo, tomate e trigo”, relatou o ministro.

Segundo ele, a decisão valerá quando for publicada no Diário Oficial da União, o que deve levar uma semana. “O ministério trabalha para reduzir os custos de produção, aumentar a renda do produtor e colocar mais produtos na mesa dos consumidores brasileiros e estrangeiros.”

FONTE: Canal Rural
#180925-01
25/09/2018

Soja já representa 25% do valor da produção agropecuária brasileira

Estimativas do ministério mostram que, em 2011, a participação era de 17%

O Ministério da Agricultura voltou a elevar sua estimativa para o valor bruto da produção (VBP) agropecuária do país em 2018. Graças a uma visão ainda mais otimista sobre o mercado de soja, carro-chefe do agronegócio nacional, a Pasta passou a prever o VBP do campo em R$ 565,6 bilhões este ano, R$ 2,1 bilhões a mais que em 2017 mas montante ainda 2,5% menor que o de 2017.
 
Embalada por mais uma safra recorde, valorizada pela quebra da produção na Argentina e pelas disputas comerciais entre Estados Unidos e China, a soja deverá representar quase 25% do valor total.

O ministério aumentou sua previsão para o VBP da oleaginosa para R$ 139,9 bilhões, um novo recorde 10,6% superior ao anterior, de 2017. Desde 2011 o VBP da soja só faz crescer. Naquele ano, o grão respondeu por 16,7% do VBP total.
 
Em relação apenas ao valor da produção das 21 culturas agrícolas que fazem parte do levantamento, a fatia da soja deverá crescer de 25,3%, em 2011, para 36,4% em 2018 — o Ministério da Agricultura projeta o VBP da agricultura brasileira este ano em R$ 384,23 bilhões, 1,2% abaixo do resultado do ano passado.
 
Essa queda, apesar do avanço da soja e dos expressivos crescimentos dos valores das produções de algodão (44,4%, para R$ 33,5 bilhões), de café (7,9%, para R$ 24,3 bilhões) e de trigo (79,2%, para R$ 4,9 bilhões), está sendo determinada por resultados negativos previstos para cana, milho, laranja, mandioca, banana, arroz e feijão, que em geral amargaram quedas de preços.
 
Dessa lista, o maior tombo projetado pelo ministério é o do feijão (30,2%, para R$ 6,2 bilhões). Em seguida aparecem a laranja (queda de 19,4%, para 12,3 bilhões), o arroz (R$ 18%, para R$ 9,7 bilhões), a mandioca (17,8%, para R$ 10,6 bilhões), o milho (10,8%, para R$ 45,7 bilhões), a cana (10,7%, para R$ 65,1 bilhões) e a banana (8,7%, para R$ 10,6 bilhões).
 
Para as cinco principais cadeias da pecuária brasileira, o Ministério da Agricultura elevou sua estimativa para o VBP para R$ 181,3 bilhões. Mas, ainda que seja R$ 1,6 bilhão superior ao valor previsto em agosto, o novo montante ainda é 5,1% menor que o calculado para 2017. E o peso para essa baixa é exercido por todas as cadeias produtivas do segmento.
 
Em época de problemas na economia, o consumo de proteínas animais normalmente sofre mais, e neste ano as exportações não estão compensando a queda, que também sofre a influência da greve dos caminhoneiros em maio — a paralisação prejudicou especialmente os segmentos de leite e frango. Mesmo os ovos, que estão com demanda bastante aquecida, não têm apresentado altas de preços capazes de impulsionar seu VBP.
 
Conforme o ministério, na pecuária a maior retração do valor da produção será:

- suínos (19%, para R$ 13,9 bilhões);
- ovos (12,1%, para R$ 10,6 bilhões);
- frango (5,1%, para R$ 50,5 bilhões);
- leite (4,3%, para R$ 31,1 bilhões), e,
- bovinos (1,2%, para R$ 75,2 bilhões).


Ainda que o recuo do VBP dos bovinos seja modesto, é o terceiro seguido, o que mostra a relação do consumo do produto com o crescimento da economia.

FONTE: DefesaNet
#180918-01
18/09/2018

Safra 2018 de café deve ser a maior da história com 60 milhões de sacas

Os dados foram divulgados pela Conab nesta terça-feira. O volume representa um crescimento de 33,2% em relação à safra passada

O terceiro levantamento da safra 2018 de café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira, dia 18, confirmou que o Brasil terá a maior produção da sua história. Ao todo, deverão ser colhidas 59,9 milhões de sacas de 60 quilos, o que representa um crescimento de 33,2% em relação à safra passada, que alcançou 45 milhões de sacas.

Do total estimado, 45,9 milhões de sacas são do café arábica que teve um aumento de 34,1%. Já o café conilon, com menor volume, deverá alcançar 14 milhões de sacas, o que representa um aumento de 30,3%. De acordo com o estudo, a bienalidade positiva e as boas condições climáticas são as principais responsáveis pelos bons resultados. Soma-se a isto, o avanço da tecnologia neste setor, sobretudo em relação à produtividade.

O período mais recente de alta bienalidade ocorreu em 2016, quando o Brasil teve uma produção de 51,4 milhões de sacas que foi considerada, até então, a maior safra do grão no país, superada agora por esse recorde deste ano.

Minas Gerais continua como o maior estado produtor, com 31,9 milhões de sacas, sendo 31,6 milhões do arábica e 218,3 mil sacas do conilon. No Espírito Santo, a produção chegou a 13,5 milhões de sacas, com 8,8 milhões para conilon e 4,7 milhões para arábica.

Em São Paulo, a produção é exclusivamente de café arábica e a quantidade chegou a 6,2 milhões de sacas. A Bahia teve uma produção de 2,9 milhões do conilon e 1,9 milhão do arábica.

Outro estado que apresentou bons resultados foi Rondônia, com uma produção de 1,9 milhão de sacas, devido ao maior investimento na cultura, com a produtividade aumentando significativamente nos últimos 6 anos, passando de 10,8 sacas por hectare em 2012 para 30,9 sacas na safra atual.

A área total engloba os cafezais em formação e em produção em todo o país e deve alcançar 2,16 milhões de hectares, sendo 294,4 mil para o café em formação e 1,86 milhão de hectares para o que está em produção.

FONTE: Canal Rural
#180917-07
17/09/2018

Exportação agrícola aumenta 4,7% e soma US$ 68,52 bilhões

Importações apresentaram queda de 0,7%, chegando a US$ 9,47 bilhões no período

O valor das exportações do agronegócio de janeiro a agosto cresceu 4,7%, somando um total de US$ 68,52 bilhões. O aumento ocorreu em função, principalmente, da alta do volume exportado, que subiu 3,8% no período analisado, em relação aos primeiros oito meses do ano passado. As importações no setor apresentaram queda de 0,7%, chegando a US$ 9,47 bilhões no período.

Como resultado, o saldo da balança comercial do agronegócio nos primeiros oito meses do ano foi de US$ 59 bilhões.

Os dados integram a mais recente edição do Boletim da Balança Comercial do Agronegócio, divulgado pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ontem. 

As cargas agrícolas estão entre as principais mercadorias movimentadas no Porto de Santos, que lidera as operações de commodities como açúcar, café, complexo soja (grãos, farelo e óleo), suco de laranja e celulose no Brasil.

O principal segmento exportador do agro continuou sendo o complexo soja (grão, farelo e óleo), segundo o boletim do Mapa. As exportações desses produtos somaram US$ 25,79 bilhões entre janeiro e agosto de 2017 e subiram para US$ 31,25 bilhões entre janeiro e agosto deste ano, uma alta de 21,2%.

A soja em grão é o principal produto exportado nesse segmento, com vendas externas de US$ 25,72 bilhões (+20%). A quantidade exportada de soja em grão subiu de 56,9 milhões de toneladas, entre janeiro e agosto de 2017, para uma quantidade recorde, de 64,6 milhões de toneladas entre janeiro e agosto de 2018.

De acordo com o órgão federal, essa quantidade representou 54% das 119,3 milhões de toneladas colhidas na safra 2017/2018.

As exportações de farelo foram de US$ 4,69 bilhões (+32%). O volume exportado foi recorde, com 11,8 milhões de toneladas.

Outro produto de destaque no período de janeiro a agosto deste ano foi a celulose, que bateu recorde de venda em valor (US$ 5,63 bilhões em alta de 37,9%) e quantidade (10,3 milhões de toneladas em alta de 9,9%). Santos conta com terminais especializados neste tipo de commodity.

FONTE: A Tribuna
#180917-06
17/09/2018

DE JANEIRO A AGOSTO 80% DA EXPORTAÇÃO DE SOJA VAI PARA CHINA

De janeiro a agosto de 2017, as exportações do Brasil para a China haviam atingido 44,1 milhões de toneladas

As exportações de soja do Brasil para a China somaram 50,9 milhões de toneladas de janeiro a agosto, volume que representa 78,8 por cento de toda a oleaginosa exportada pelos brasileiros no período, à medida que o gigante asiático evita comprar o produto dos EUA devido a uma tarifa de 25 por cento.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da Agricultura, que apontou também que as exportações totais do Brasil nos oito primeiros meses de 2018 somaram um recorde de 64,6 milhões de toneladas, versus 56,9 milhões de toneladas no mesmo período de 2017.

De janeiro a agosto de 2017, as exportações do Brasil para a China haviam atingido 44,1 milhões de toneladas, o que representou uma fatia de cerca de 77,5 por cento de tudo o que o país exportou no período.

As exportações brasileiras de soja do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa, estão estimadas em 76 milhões de toneladas em 2017/18, resultando em estoques finais mínimos, o que indica que o país não terá muito mais soja para ofertar aos chineses nos próximos meses, até a entrada da nova safra, a partir de janeiro.

Buscando evitar a soja dos EUA, taxada em 25 por cento pelos chineses desde julho, em meio a uma guerra comercial, a China já deu mostras de que busca alternativas.

Nesta semana, a China reduziu sua previsão de importações anuais de soja no ano-safra que começa em 1º de outubro para 83,65 milhões de toneladas, ante 93,8 milhões de toneladas na previsão anterior, planejando recorrer a outros produtos para fabricar ração animal.

O ministério brasileiro informou ainda que, de janeiro a agosto, as exportações de soja, o principal produto exportado pelo país, somaram 25,72 bilhões de dólares, alta de 20 por cento na comparação anual.

O governo relatou também que as exportações de soja em grão para a China responderam por quase 30 por cento do valor total exportado em produtos do agronegócio brasileiro (68,52 bilhões de dólares, de janeiro a agosto), o que ressalta a dependência brasileira da China no comércio global.

O gigante asiático comprou sozinho, de janeiro a agosto, 42,7 por cento da safra de soja em grão brasileira 2017/2018, que atingiu um recorde de 119,3 milhões de toneladas.

Já as exportações de farelo de soja também atingiram volume recorde, com 11,8 milhões de toneladas de janeiro a agosto, gerando divisas de 4,69 bilhões de dólares (+32 por cento), de acordo com o ministério. O produto, no entanto, teve como principal destino a União Europeia.

RECORDE DE CARNE

Segundo o ministério, a China também adquiriu 41,7 por cento da quantidade total exportada pelo Brasil de celulose e quase 20 por cento da quantidade exportada de carne bovina in natura.

A propósito, a quantidade de carne bovina in natura comercializada para o exterior apresentou recorde mensal em agosto, com 144,42 mil toneladas negociadas, aumento de 17,6 por cento, e crescimento de 13,5 por cento em valor (590 milhões de dólares), conforme a Reuters antecipou no início do mês.

A alta foi registrada apesar da queda do preço médio (- 3,5 por cento), segundo o ministério.

Os principais destinos foram a China, com 33,3 mil toneladas (+23 por cento), e Hong Kong, com 26,6 mil toneladas (+18 por cento) da carne bovina in natura.

FONTE: Compre Rural
#180917-05
17/09/2018

Brasil passa a ser 3º maior exportador agrícola, mas clima ameaça futuro

ONU alerta que exportações para China e Europa podem ser afetadas até 2050 por mudanças climáticas

O Brasil já é o terceiro maior exportador agrícola do mundo. Mas as mudanças climáticas podem representar um desafio real para a expansão produtora do País e gerar uma contração das vendas externas até 2050.

Os dados são da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), que, nesta segunda-feira, 17, apresentou seu informe anual sobre a produção de commodities. No levantamento, o Brasil terminou o ano de 2016 com uma fatia de 5,7% do mercado global, abaixo apenas dos Estados Unidos, com 11%, e Europa, com 41%.

No início do século, o Brasil era superado por Canadá e Austrália, somando apenas 3,2% das exportações mundiais e disputando posição com a China, com 3%. De acordo com a FAO, o valor adicionado da agricultura por trabalhador também dobrou entre 2000 e 2015. No início do século, ele era de US$ 4,5 mil, chegando a US$ 11,1 mil em 2015.

A expansão não se limitou ao Brasil. De acordo com a entidade liderada pelo brasileiro José Graziano da Silva, os países emergentes já representavam 20,1% do mercado agrícola global em 2015, contra apenas 9,4% em 2000. Além de Brasil e China, Indonésia e Índia foram os principais motores dessa expansão. Dos dez primeiros exportadores hoje, quatro são economias em desenvolvimento.

Enquanto isso, o porcentual do mercado dominado por EUA, União Europeia, Austrália e Canadá foi reduzido em dez pontos porcentuais.

Se o Brasil ganhou espaço entre os exportadores, ele desapareceu da lista dos 20 maiores importadores de alimentos. Em 2000, o Brasil era o 13.º maior importador, com 0,9% do mercado mundial. Em 2016, a lista dos 20 primeiros colocados já não traz o mercado brasileiro.

O mercado mundial, enquanto isso, triplicou. O comércio agrícola, que movimentava US$ 570 bilhões em 2000, passou a registrar um fluxo de US$ 1,6 trilhão em 2016.  A expansão econômica da China e a demanda por biocombustíveis foram os principais fatores desse crescimento.

Mudanças climáticas podem afetar produção

Mas se a expansão foi clara nos 15 primeiros anos do século, os cenários até 2050 para o Brasil vão depender do impacto das mudanças climáticas no planeta. De acordo com a FAO, o mundo terá de dobrar sua produção agrícola nos próximos 30 anos.

Mas o impacto das mudanças climáticas pode representar desafios reais para a produção brasileira, que poderia inclusive sofrer uma queda. “Mudanças climáticas vão afetar a agricultura global de forma desigual, melhorando as condições de produção em alguns locais. Mas afetando outros e criando “vencedores” e “perdedores”, indicou o informe da FAO.

Os países em baixas latitudes seriam aqueles que mais sofreriam. Já regiões com climas temperados poderiam ver uma maior produção agrícola, diante da elevação de temperatura.

No caso do Brasil, a previsão é de que, se nada for feito no mercado global, suas exportações seriam afetadas negativamente e haveria até uma leve queda no volume vendido. O mesmo ocorreria com o restante da América do Sul e países africanos. Já Europa, EUA e Canadá registrariam fortes desempenhos.

As exportações brasileiras para África e Índia aumentariam. Mas haveria também incremento de importações vindas da América do Norte e Europa. Já as vendas brasileiras para a Europa e China - seus dois principais mercados - poderiam ser reduzidas em mais de US$ 1 bilhão cada.

O temor da FAO é que as mudanças climáticas aprofundem a disparidade entre países ricos e emergentes, já que a produção agrícola poderia ser afetada. “Precisamos garantir que a evolução e a expansão do comércio agrícola funcionem para eliminar a fome e a desnutrição”, disse José Graziano da Silva.

Para ele, o comércio internacional tem o potencial de estabilizar os mercados e realocar alimentos de regiões com superávit para aqueles com déficit. Caso as mudanças climáticas fossem acompanhadas, até 2050, pela abertura dos mercados, o Brasil seria o país que veria uma das maiores expansões do comércio agrícola.

FONTE: Estadão
#180917-01
17/09/2018

FEIJÃO: Cenário atual e futuro

Em agosto se vendeu abaixo do preço de custo. Devemos ter diminuição na área plantada

Na última reportagem da série, o Portal Agrolink questionou o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, sobre como está o momento econômico do mercado do feijão no Brasil. “No feijão-carioca [principal variedade], produtores estão com margens muito baixas este ano. Inclusive durante agosto se vendeu abaixo do preço de custo”, lamenta.

Por outro lado, diz o especialista, no feijão-rajado os produtores estão vendendo com boa margem, de até 30%. “Pela primeira vez está sendo exportado”, comemora Lüders. Ele acrescenta que, o feijão-preto está com preço estável, dando pequena margem média na faixa de 20%, enquanto no feijão-caupi do Mato Grosso há excesso de oferta.

Perguntado sobre quais seriam as explicações para esse cenário atual, o presidente do Ibrafe diz que 70% da área é plantado com feijão-carioca, e há aumento de produtividade. Além disso aponta a capacidade de armazenagem (com armazéns climatizados), variedades que não perdem a cor e, por fim, aumento de área de pivôs de irrigação.

“Devemos ter, no início do próximo ano, diminuição na área plantada com feijão-carioca e um pequeno aumento da área plantada com feijão-rajado e preto. Portanto há chance do feijão-carioca ter um preço médio melhor no primeiro trimestre de 2019 do que entre junho-agosto de 2018. Se houver este cenário os produtores se sentirão confiantes para novamente aumentar a área de plantio da segunda safra de feijão-carioca. Recomendo buscar informações, pouco antes da época do plantio, de quais são as previsões para o momento da colheita. Bem orientado, o produtor poderá aproveitar bons momentos de mercado de outros feijões”, conclui.

FONTE: Agrolink
#180914-01
14/09/2018

Volume de soja exportada cresceu 58,6%

Enquanto importantes grupos de produtos como o café e as carnes mostraram retração no volume exportado, a soja encerrou os primeiros oito meses de 2018 com expansão nos embarques. Ao todo, o setor foi responsável por uma movimentação financeira de US$ 1,5 bilhão, valor que superou em 68,3% os US$ 937,7 milhões registrados em igual período do ano passado.

Em volume, as exportações cresceram 58,6%, com o embarque de 3,8 milhões de toneladas. A comercialização da soja em grão com o exterior foi responsável por um faturamento de US$ 1,45 bilhão, variação positiva de 69%. O incremento em volume ficou em 58,4% com a exportação de 3,6 milhões de toneladas.

Os embarques de farelo de soja, produto que tem maior valor agregado, cresceram 58% em volume (203,5 mil toneladas) e 57% em faturamento, US$ 115,8 milhões.

Resultado positivo também foi observado nos embarques de produtos florestais. As exportações renderam a Minas Gerais US$ 532,4 milhões, aumento de 36,3% quando comparado com o faturamento gerado em igual período do ano anterior, quando a movimentação financeira chegou a US$ 390,5 milhões. Em volume foi registrada queda de 2%, com a destinação de 806,5 mil toneladas de produtos florestais ao mercado internacional.

FONTE: Diário do Comércio
#180913-01
13/09/2018

Exportações brasileiras avançam 33,4%

A exportação de café verde do Brasil em agosto atingiu 3,07 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 33,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, com impulso de uma grande colheita que também registra boa qualidade, afirmou ontem o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé).

“Os resultados das exportações do café brasileiro no mês de agosto apresentaram, conforme prevíamos, um crescimento muito significativo, registrando um dos maiores volumes mensais dos últimos dois anos”, declarou o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, em comunicado.

Segundo ele, com a boa safra e a colheita praticamente encerrada, “os números confirmam o ótimo desempenho do café arábica, bem como a forte recuperação do café conilon”.

Os maiores embarques ocorrem também em um ambiente de dólar forte frente ao real, o que tende a impulsionar vendas do Brasil, o maior produtor e exportador global. O País está finalizando uma colheita recorde de 57,4 milhões de sacas, previu na véspera o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado contrasta com meses anteriores deste ano, quando as exportações brasileiras apresentaram volumes mínimos históricos, com o mercado lidando com baixos estoques antes da entrada da safra. “Os volumes do mês refletem ainda a excelente qualidade do produto brasileiro para atender ao exigente mercado internacional…”, declarou Carvalhaes, em referência à nova safra.

A exportação de café arábica do Brasil em agosto atingiu 2,54 milhões de sacas, alta de 11,6% na comparação anual. Já a exportação de café robusta somou 537,4 mil sacas, aumento de 1693% ante agosto do ano passado, quando os embarques sentiam os efeitos da seca.

Considerando a soma de café verde, solúvel e torrado e moído, o Brasil exportou 3,4 milhões de sacas de café, registrando crescimento de 30,4% em relação a agosto de 2017, quando o País exportou 2,6 milhões de sacas.

A receita cambial chegou a US$ 470,65 milhões, representando aumento de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado.

No acumulado do ano de janeiro a agosto, o Brasil exportou 20,5 milhões de sacas, crescimento de 4,5% na comparação com igual período do ano passado. A receita cambial no período apresentou uma queda de 7,5%, alcançando US$ 3,1 bilhões.

O preço médio do café exportado em agosto teve queda de 15,6%, para US$ 138,24 por saca, enquanto os contratos futuros do arábica em Nova York oscilam perto de mínimas em 12 anos, na expectativa da grande safra do Brasil e com pressão do câmbio.

EUA, Alemanha e Itália se mantiveram, respectivamente, como os três principais destinos do café brasileiro. Os EUA importaram 3,6 milhões de sacas de café de janeiro a agosto, enquanto a Alemanha importou 3,1 milhões e a Itália, 1,9 milhão de sacas.

Em relação aos cafés diferenciados, no ano, o Brasil exportou 3,45 milhões sacas, uma participação de 16,9% no volume total do café exportado, e 20,5% da receita cambial, disse o Cecafé, ressaltando crescimento em volume de 15,9% em relação ao mesmo período de 2017.

FONTE: Diário do Comércio
#180911-01
11/09/2018

Safra de soja chega a recorde de 119,3 milhões de toneladas, diz Conab

No geral, safra de grãos será a 2ª maior da história, diz companhia. Projeção de estoques de soja, no entanto, está em níveis historicamente baixos devido ao alto volume de exportação.

A safra de soja do Brasil 2017/18 somou um recorde de 119,3 milhões de toneladas, crescimento de 4,6% em relação à anterior, estimou nesta terça-feira (11) a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu último levantamento para a temporada.

No levantamento de agosto, a Conab havia estimado a produção da oleaginosa em 119 milhões de toneladas.

Considerando a safra total de grãos e oleaginosas, a produção brasileira em 2017/18 fechou em 228,3 milhões de toneladas, a segunda maior da história do país, atrás apenas da temporada anterior.

A produção total ficou abaixo da de 2016/17 devido principalmente a uma queda na produção de milho, atingida por uma severa seca.

Estoque

Já a estimativa para os estoques finais de soja do Brasil em 2017/18 ficou em 434 mil toneladas, ante 638 mil toneladas esperadas em agosto, em meio a um ligeiro aumento na previsão de colheita, já encerrada.

Os estoques, contudo, são projetados em níveis historicamente baixos, com o Brasil embarcando para exportação volumes recordes de 76 milhões de toneladas em 2017/18, com impulso principalmente da demanda da China.

FONTE: G1
#180910-01
10/09/2018

Exportação de carne in natura do Brasil cresce 17,6% em agosto e atinge recorde

Segundo dados da Secex (Secretaria Comércio Exterior), a exportação de carne bovina in natura do Brasil somou 144,42 mil toneladas em agosto, um novo recorde histórico. 

O volume embarcado pelo Brasil, maior exportador global de carne bovina, representou um aumento de 17,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

O recorde de agosto apagou a maior marca registrada anteriormente pelo setor, de 138,24 mil toneladas, em maio de 2007.

FONTE: JP News
#180904-01
04/09/2018

Mato Grosso recebe Missão Compradores 2018

Durante dois dias, Mato Grosso recebeu a visita de estrangeiros interessados em conhecer melhor o sistema produtivo do algodão e de controle de qualidade, visando ampliar suas compras da pluma brasileira. Eles retornaram a seus países – Indonésia, Turquia, Bangladesh, Vietnã, China e Colômbia – mais confiantes, depois de conhecerem laboratórios de classificação de fibra, usinas de beneficiamento e fazendas em quatro municípios mato-grossenses, na etapa final da Missão Compradores 2018, realizada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em parceria com a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).

"Estamos buscando alternativas para a pluma importada da Austrália e dos Estados Unidos, que está se tornando muita cara para nós. Há um mal-entendido no meu país quanto ao índice de fibras curtas no algodão brasileiro, mas após esta visita retorno mais confiante", comentou Tasnim Sadek, CEO e diretor de compras da Roshawa Spinning Mills, uma das principais indústrias de fiação de Bangladesh. Sadek explicou que o comprimento da fibra é uma questão muito importante para a indústria de fiação já que tem impacto direto na velocidade de funcionamento das máquinas e, consequentemente, na produtividade e na rentabilidade da empresa num ambiente de negócios altamente competitivo. No momento, a Roshawa não compra algodão brasileiro, porém pretende retomar o consumo este ano. "Vamos fazer experiências para ver como será a performance da pluma brasileira, mas estou esperançoso", afirmou Sadek em Campo Verde, um dos municípios mato-grossenses visitados pelos compradores.

Bangladesh aparece hoje como um dos cinco maiores importadores da pluma brasileira, no período de janeiro a julho de 2018, segundo dados da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea), atrás de Indonésia, Turquia e Vietnã.  Eddy Ely, diretor comercial da P.T. Kusuma Sandang Mekar Jaya, indústria têxtil da Indonésia, também pretende ampliar o consumo da fibra brasileira a partir da visita a Mato Grosso e outros estados produtores. "Hoje o Brasil responde por 10% do total de nossas importações. Os Estados Unidos são nossos maiores fornecedores, mas nossa intenção é ampliar a participação brasileira em até 25%", disse Ely, ressaltando que tudo depende do preço. Segundo ele, a qualidade do algodão brasileiro melhorou bastante, contudo ainda desperta preocupação quanto ao percentual de fibras curtas.

O vietnamita Tran Quang Vinh, gerente de compras da Phu Gia Spinning Group, maior empresa do setor privado do Vietnã na fabricação de fios, que já tem o Brasil entre seus fornecedores (em torno de 7 mil toneladas de pluma/ano), também expressou sua preocupação com o índice de fibras curtas (Short Fibre Index). Vinh contou que o principal objetivo de sua primeira visita ao Brasil como comprador foi conhecer o controle da qualidade da pluma produzida no país e o resultado foi bem positivo. "A qualidade dos laboratórios de classificação de fibra me impressionou", comentou o vietnamita, acrescentando que aconselharia seus amigos a comprarem mais algodão brasileiro.

Opinião semelhante foi compartilhada pelo chinês James Wang, vice-diretor de Shandong D&Y Group e gerente geral da Shandong D&Y Textile &Ganment Group, e pelo turco Ismail Nohutlu, proprietário da Nipas Textile. As duas empresas já trabalham com algodão brasileiro, porém tinham algumas reservas quanto à qualidade da pluma no que diz respeito à uniformidade e ao índice de fibras curtas. "Estou mais confiante para comprar mais algodão do Brasil", comentou Wang, que representa um grupo de fiação, tecelagem e vestuário, com unidades na China e Malásia. Nohutlu, representante de uma empresa familiar na Turquia, também se disse mais confiante no algodão brasileiro após conhecer o processo de produção e o sistema de controle das empresas que visitou.

O colombiano Jorge Hernan Olarte Ochoa, diretor executivo da Diagonal, empresa fundada em 1950 para facilitar o fornecimento de matéria-prima para a indústria têxtil da Colômbia, foi outro que se mostrou otimista quanto à compra de algodão do Brasil. Hoje, sua empresa importa 30 mil toneladas de pluma, sendo aproximadamente 80% dos Estados Unidos. "Viemos para conhecer a qualidade da pluma brasileira e verificar a rastreabilidade do produto. O Brasil está perto da Colômbia e pretendemos comprar mais, porém tudo depende do preço. Hoje o frete encarece a pluma brasileira", afirmou Ochoa, que elogiou "o profissionalismo e a honestidade" dos produtores brasileiros.

Recepção – Os representantes da Ampa e do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) se esmeraram na recepção aos integrantes da Missão Compradores. O primeiro compromisso foi no Centro de Treinamento e Difusão Tecnológica do Núcleo Regional Sul, em Rondonópolis (210 km ao Sul de Cuiabá), onde o grupo desembarcou na manhã de quinta-feira (30 de agosto), procedente de Goiás. Os visitantes foram recebidos pelo presidente da Ampa, Alexandre Schenkel, e, após uma breve apresentação sobre a cotonicultura em Mato Grosso (estado responsável por 67% da produção brasileira e aproximadamente 70% das exportações do país), conheceram um pouco sobre o trabalho realizado pelo IMAmt no desenvolvimento e difusão de novas tecnologias, e em prol da qualificação da mão de obra. Também receberam informações sobre o trabalho desenvolvido pelo Instituto Algodão Social (IAS) quanto à certificação da pluma de Mato Grosso.

Durante a visita ao CTDT, os estrangeiros conheceram a Escola de Beneficiamento do Algodão, que será inaugurada oficialmente nesta quarta-feira (5 de setembro).  O grupo estava acompanhado pelo presidente da Abrapa, Arlindo Moura, e pelo presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), Carlos Alberto Moresco, e foi recepcionado em Rondonópolis pelos diretores executivos do IMAmt e do IAS, Alvaro Salles e Félix Balaniuc, respectivamente.

De Rondonópolis, a comitiva seguiu de ônibus até a Serra da Petrovina, no município de Pedra Preta, onde foi recebida para um almoço na Fazenda Farroupilha. O presidente da Sementes Petrovina, Carlos Ernesto Augustin, ex-presidente da Ampa, foi o anfitrião do tour pela fazenda, que incluiu visita à usina de beneficiamento – uma das maiores do Brasil, com capacidade para beneficiamento de 7 toneladas de pluma por hora - e o laboratório de classificação de fibra.

O terceiro compromisso foi uma visita à Unicotton, em Primavera do Leste, onde o grupo conheceu o Laboratório de Classificação Tecnológica, em companhia do presidente Alessandro Polato, que é diretor da Ampa. A primeira jornada em Mato Grosso foi encerrada em Campo Verde com um jantar oferecido pela Cooperfibra, que contou com as presenças do presidente José Carlos Dolphine e do vice Gustavo Pinheiro Berto (que é diretor presidente do Núcleo Regional Centro da Ampa), entre outros associados.

Na sexta-feira, o grupo permaneceu em Campo Verde, onde visitou o laboratório de Análise de Fibra de Algodão e a indústria de fiação da Cooperfibra, e a usina de beneficiamento da Cooperbem, antes de seguir para as fazendas Santo Antonio e Filadélfia do Grupo Bom Futuro. Após terem sido saudados por Fernando Maggi Scheffer, um dos proprietários do grupo, os estrangeiros almoçaram e tiraram muitas fotos em meio à colheita de algodão, antes de embarcarem de volta a São Paulo, de onde cada um retornou a seu país, carregado de informações e lembranças de Mato Grosso e outros estados visitados no Brasil.

Além de Alexandre Schenkel, que fez questão de ciceronear o grupo durante todo o périplo em Mato Grosso, outros dirigentes da Ampa marcaram presença na Missão Compradores como os ex-presidentes João Luiz Ribas Pessa, Sérgio De Marco e Milton Garbugio (vice-presidente da Abrapa); e o diretor presidente do Núcleo Regional Centro Leste Romeu Froelich.

Iniciada na Bahia no dia 27, a Missão Compradores 2018 tem como objetivo apresentar ao mercado global o modelo nacional de produzir algodão, caracterizado por altas produtividades, intenso uso de tecnologias e práticas sustentáveis. Os países participantes, majoritariamente asiáticos, estão entre os maiores compradores do algodão brasileiro, escolhidos juntamente com as cinco tradings que mediam os negócios com a commodity: Ecom, Reinhart, Cofco, Louis Dreyfus e Cargill. Na safra corrente, Mato Grosso ampliou sua área de cultivo do algodão e as estimativas da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e da Ampa preveem a colheita de 1,3 milhão de toneladas de pluma.

"A Missão Compradores é uma vitrine para o mundo. Trata-se de uma oportunidade para mostrarmos a nossa responsabilidade enquanto produtores em relação ao cumprimento de contratos, ao processo produtivo e à qualidade da pluma mato-grossense", afirma o presidente.

FONTE: Grupo Cultivar
#180831-02
31/08/2018

Comitê Executivo da Camex aprova fim do imposto de exportação do couro wet blue

Após 18 anos de aplicação de imposto de exportação ao couro wet blue e 26 anos para o couro salgado, o Comitê Executivo de Gestão (Gecex), da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a retirada da alíquota. O pedido de exclusão foi defendido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a partir de solicitação da Associação Brasileira de Frigorífico (Abrafrigo) referendada pela Sociedade Rural Brasileira (SRB), pela Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e pela Associação Brasileira de Criadores (ABC).

No Mapa, o entendimento foi de que o imposto de exportação era distorcivo e que a melhor estratégia para o desenvolvimento da produção é a adoção de medidas que visem ganhos a todos os elos da cadeia, até o produto final. De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do ministério, há disposição de dialogar com representantes do setor de forma a construir uma agenda estruturante que foque na melhoria do couro nacional.

Foram realizadas reuniões técnicas com o objetivo de elencar os elementos para subsidiar os ministérios que integram a Camex (Casa Civil, Secretaria Geral da Pressidência da República, Mapa, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, das Relaões Exteriores, da Fazenda, dos Transportes e do Orçamento e Gestão.

Fungicidas

Na reunião, o Mapa defendeu o indeferimento de pleito da Adama Brasil de elevação da alíquota do imposto de importação para o fungicida tebconazol técnico, de 2% para 14%, e para o formulado, de 8% para 14%, por entender que a elevação implicaria em aumento de custos da produção. Trata-se de um dos defensivos mais utilizados no país, com aplicação em diferentes culturas, desde as de menor escala, como abacaxi, beterraba, cevadas, como nas maiores, soja, trigo, milho e arroz.

O Comitê indeferiu, também, pleito da Lamberti Brasil Ltda, de elevação da alíquota, de 2% para 12%, do Dipropilenoglicol Dibenzoato, solvente para formulação de inseticida. O Dipropileno é empregado como diluente do lufenuron, defensivo amplamente empregado na nas culturas de grãos, frutas e hortaliças.

FONTE: Mapa
#180831-01
31/08/2018

Brasil pode expandir exportação de carne suína para China

A previsão é do Rabobank, que alerta para o cenário ainda de incertezas, pela extensão dos problemas enfrentados pela China.

Os surtos de Peste Suína Africana (PSA) registrados na China, nos últimos meses, levantam a possibilidade de que a China, maior mercado consumidor de carne suína no mundo, precise ampliar as importações desta proteína em 2019. A avaliação é do Rabobank, que divulgou relatório à imprensa nesta quinta-feira, dia 30. Para o banco, o cenário ainda é de incertezas, pois não se sabe ao certo a extensão dos problemas enfrentados pela China. Conforme a análise, o Brasil pode se beneficiar deste caso, impulsionando duas exportações para os chineses. O que contribui para essa avaliação é a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Com este cenário, produtores norte-americanos encontram barreiras para exportar para os chineses.

FONTE: Pork World
#180820-02
20/08/2018

Produção e exportação de milho devem crescer na safra 2018/2019

Estimativa da Conab para a próxima safra é de 96 milhões de toneladas.

A produção brasileira de milho deve crescer, na comparação entre as safras 2017/2018 e 2018/2019, saindo de 82 milhões para 96 milhões de toneladas, respectivamente. A projeção foi apresentada ontem(20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) durante evento em Brasília.

O encontro contou com a participação de representantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), órgão cujas análises dos mercados mundiais de grãos serviram de referência para as estimativas da Conab.

O Brasil é atualmente o terceiro maior produtor de milho do mundo. A China, na segunda posição, foi responsável por 215 milhões de toneladas na safra 2017/2018 e deve chegar a 225 milhões de toneladas na de 2018/2019, de acordo com estimativa do USDA. Já os Estados Unidos lideram a produção, com 370 milhões de toneladas na safra 2017/2018. Para 2018/2019, o desempenho do país deve oscilar, ficando em 361,4 milhões de toneladas.

De acordo com a Conab, a melhoria brasileira projetada representa uma retomada, uma vez que o país teve problemas climáticos na safra deste ano. Outro fator impulsionador do aumento da produção deve ser a ampliação do consumo, que, conforme o USDA, deve ir de 59,8 milhões para 65,5 milhões de toneladas entre a safra deste ano e a do ano que vem. Os técnicos da Conab, contudo, consideram essa projeção difícil de ser concretizada.

Exportações

Ainda de acordo com os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, as exportações brasileiras de milho devem sair de 27 milhões de toneladas, na safra 2017/2018, para 31 milhões na safra 2018/2019. A margem significa uma recuperação do patamar da safra 2016/2017, quando o país registrou 30,8 milhões de toneladas enviadas para fora.

Em se confirmando a projeção, o Brasil pode se consolidar na vice-liderança no ranking mundial, atrás dos Estados Unidos. A projeção do USDA é que a produção estadunidense caia de 60,9 milhões de toneladas na safra deste ano para 56,5 milhões de toneladas na do ano que vem. Ainda assim, os EUA devem manter o domínio do mercado mundial, em um nível de exportações que representa quase o dobro do brasileiro. Além das duas nações, a safra de 2018/2019 deve ter como destaque a Argentina (com 27 milhões de toneladas) e a Ucrânia (com 24 milhões de toneladas).

Na avaliação do analista de mercado da Conab que apresentou as tendências no setor de milho no evento, Thomé Guth, um elemento importante do desempenho brasileiro nas exportações será a definição das regras de frete diante da polêmica do tabelamento conquistado pelos caminhoneiros após semanas de mobilização em maio.

“O tabelamento do frete tem causado incerteza, o que tem feito com que companhias se retirem do mercado. O que tem de exportação ocorrendo é o que já tinha sido acordado. Agentes de mercado começaram a rever número de exportação. Estoque ainda é confortável, não impacta tanto no preço nem na disponibilidade do produto. Mas o preço do frete passar de um patamar e ficar muito alto, pode impactar as exportações”, afirmou o analista.

Mercado mundial

Segundo dados da USDA, a produção mundial de milho deve atingir em 1,054 bilhão na safra 2018/2019, com uma leve oscilação frente ao ano anterior, quando ficou em 1,033 bilhão. A estimativa é menor do que o registrado em 2016/2017, quando chegaram ao mercado 1,078 bilhão de toneladas do grão.

Já o consumo vem aumentando levemente. Enquanto em 2016/2017, foram consumidos 1,036 bilhão de toneladas, em 2018/2019 a expectativa do USDA é de consumo de 1,087 bilhão de toneladas. Um dos principais vetores de ampliação é a destinação do produto para alimentação animal, alternativa que teve crescimento de 13,41% em cinco anos.

FONTE: Agência Brasil.
#180817-02
17/08/2018

Importações de fertilizantes dos países árabes caem 18,4% no ano e somam US$ 830 milhões

O mercado brasileiro diminuiu em 18,4% as suas compras de fertilizantes de países árabes de janeiro a julho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. A queda se refere a valores: o Brasil gastou US$ 830 milhões com compras de fertilizantes da região no período.

O diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, acredita que o Brasil está comprando mais fertilizantes da Rússia para poder barganhar a venda de produtos brasileiros ao mercado de lá. A Rússia embargou a carne bovina do País e o assunto está sendo negociado. Os russos são os maiores fornecedores de adubos para o Brasil no exterior, com vendas de US$ 924,4 milhões de janeiro a julho. Houve aumento de 8,6% na comercialização no período.

Apesar na queda das importações de adubos de países árabes pelo Brasil, a região é importante fornecedora do segmento e responde por cerca de um quarto de todo o fertilizante que o País compra do exterior. Nos sete primeiros meses deste ano, o mercado brasileiro importou US$ 3,6 bilhões em geral. Os árabes responderam por 23% do total. Houve recuo na importação de adubos pelo Brasil como um todo, de 13% em valores.

No mundo árabe, o Marrocos foi o maior fornecedor de fertilizantes para o Brasil de janeiro a julho deste ano, seguido por Arábia Saudita, Catar, Argélia e Kuwait. Uma empresa marroquina, o Grupo OCP, tem filial de comercialização e distribuição de fertilizantes no Brasil e ainda participação em operações da multinacional de fertilizantes Yara no mercado brasileiro.

Os marroquinos, porém, diminuíram as vendas de adubos ao Brasil de janeiro a julho sobre iguais meses de 2017, em 27%, para US$ 251 milhões. Os sauditas reduziram as vendas em 25%, para US$ 127 milhões, e o Catar exportou 44% menos, com US$ 125 milhões. O quarto país árabe da lista de fornecedores do Brasil, a Argélia, aumentou as vendas em 97%, para US$ 82,8 milhões. O Kuwait mais que dobrou a comercialização, para US$ 67,7 milhões.

Apesar do recuo na importação brasileira de fertilizantes como um todo e dos países árabes no acumulado deste ano até julho, Michel Alaby acredita que as perspectivas futuras para as compras do produto do exterior são boas, frente aos planos do Brasil de aumento da produção agrícola. O País pretende ampliar também a produção nacional de adubos, mas o diretor geral da Câmara Árabe lembra que esse plano ainda não evoluiu muito. A importação responde por cerca de 80% do abastecimento de fertilizantes no mercado brasileiro atualmente.

Em julho, individualmente, houve aumento na importação brasileira de fertilizantes. A Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), que divulga os dados em volume, informou aumento de 0,8% nas compras do produto do exterior no mês passado, para 2,44 milhões de toneladas. O aumento ocorreu antes do início do plantio da safra 2018/2019, em setembro, e depois da greve dos caminhoneiros, entre o final de maio e começo de junho, que represou as entregas de todo tipo de produto no Brasil, inclusive de adubos.

Dados do MDIC mostram que a importação brasileira de fertilizantes de países árabes cresceu 32,2% em valores em julho sobre o mesmo mês de 2017 e ficou em US$ 183 milhões.

FONTE: Comex do Brasil.
#180817-01
17/08/2018

Exportação de carne cresce 11%. Egito é o 3º mercado

Vendas externas do produto brasileiro somaram US$ 3,5 bilhões de janeiro a julho. Países árabes importaram o equivalente a US$ 514 milhões.

As exportações brasileiras de carne bovina de janeiro a julho somaram US$ 3,5 bilhões, um aumento de 11,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram embarcadas 844 mil toneladas, um crescimento de 8,3% na mesma comparação. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (17) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os principais mercados atendidos nos sete primeiros meses de 2018 foram Hong Kong, China, Egito, Chile, Irã, Estados Unidos e Alemanha.

Para os países árabes, o Brasil vendeu o equivalente a US$ 514 milhões, um avanço de 1,4% sobre o período de janeiro a julho de 2017. Foram enviadas 149,7 mil toneladas, um acréscimo de 15,8% na mesma comparação, segundo dados da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

O Egito, primeiro mercado entre os árabes e terceiro no mundo, importou US$ 246 milhões em carne bovina brasileira, um crescimento de 19,58% em relação aos sete primeiros meses do ano passado. O país comprou 57,4 mil toneladas, um aumento de 41,2%.

FONTE: ANBA - Agência de Notícias Brasil-Árabe.
#180803-04
03/08/2018

China aumenta gradativamente importações de carne bovina

O consumo total de carne bovina na China em 2018 foi estimado em 8,5 milhões de toneladas, perdendo apenas para os EUA, de acordo com o Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Em uma base per capita, isso é pouco mais de 6 quilos (base de carcaça) ou cerca de 4,26 quilos por pessoa (base de varejo).

Este nível é de 16 por cento do consumo de carne bovina de varejo projetado nos EUA em 2018, de 26,17 quilos per capita. Na China, o consumo de carne bovina é de cerca de 11% do consumo total de carne, atrás de frango (15%) e carne suína, que é muito popular e representa 74% do consumo de carne. Estes valores não incluem peixe e marisco, que são muito populares na China.

O consumo de carne bovina na China é baixo, mas está aumentando. Apesar de ser um grande país produtor e consumidor de carne bovina por muitos anos, a China nunca participou muito dos mercados globais de carne bovina até recentemente. Desde 2014, o consumo de carne bovina superou a produção doméstica e as importações chinesas de aumentaram acentuadamente.

Em 2016, a China ultrapassou o Japão como o segundo maior país importador de carne bovina. No ritmo atual, a China poderia ser o maior país importador de carne bovina do mundo em mais um ano ou dois. Mais de 95% das importações chinesas de carne são provenientes do Brasil, Uruguai, Austrália, Nova Zelândia e Argentina.

As exportações de carne bovina dos EUA para a China recomeçaram em 2017 após uma ausência de quase 14 anos e estão se desenvolvendo muito lentamente. Nos últimos 12 meses, as exportações para a China representaram 0,6% das exportações totais de carne bovina dos EUA.

Qual é o potencial futuro da carne bovina dos EUA na China? Além dos obstáculos adicionais devido à atual guerra comercial, a construção de mercados para a carne bovina dos EUA na China enfrentará vários desafios. O preço é um deles.

A carne bovina é cara na China em relação a outras carnes, ainda mais do que nos EUA. Embora a demanda crescente de carne bovina na China seja o resultado de uma população urbana de rápido crescimento, a carne continua sendo cara para muitos consumidores. Carne bovina importada dos EUA é especialmente cara.

O maior desafio para a carne bovina dos EUA é o papel da carne bovina na culinária chinesa. A China não é uma terra de churrascarias, embora os restaurantes de steaks de estilo ocidental estejam crescendo em popularidade e representem a demanda mais imediata de carne bovina dos EUA. Esta demanda é pequena, mas está se expandindo.

A culinária chinesa é caracterizada pelo hot pot, pratos fritos e churrasco chinês que usam pequenas quantidades de carne em pedaços ou em fatias finas, em vez de grandes cortes de carne. Os miúdos são muito populares e mais acessíveis para muitos consumidores.

Em todos os mercados, a qualidade da carne é definida pelas preferências do consumidor e pela maneira como o produto é usado. A carne bovina americana altamente marmorizada não representa necessariamente qualidade adicional em muitos pratos chineses. Isso faz com que a carne bovina dos Estados Unidos seja ainda mais cara em relação à carne bovina chinesa e à maior parte da carne bovina importada. Isso não quer dizer que não haja potencial para a carne bovina dos EUA na China.

No entanto, isso ilustra que um maios acesso ao mercado chinês não é simplesmente uma questão de enviar bifes dos EUA para a China. A equipe da Federação de Exportação de Carnes dos EUA na China está buscando um esforço inovador e dedicado para aumentar a participação de mercado da carne bovina dos EUA. Há um potencial considerável para a carne bovina dos EUA na China, mas levará tempo, paciência e persistência.

FONTE: BeefPoint.
#180803-02
03/08/2018

Aumento das exportações brasileiras de milho

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 1,17 milhão de toneladas de milho grão em julho

A média diária foi de 53,19 mil toneladas embarcadas, volume quase oito vezes (+681,7%) maior que o registrado em junho deste ano. No entanto, frente a julho de 2017, o volume exportado diariamente diminuiu 51,9%.

No acumulado de janeiro a julho o país exportou 6,36 milhões de toneladas do cereal, 15,1% a mais, frente ao mesmo período do ano passado.

Por ora, este quadro pode ser atribuído ao maior volume embarcado no primeiro trimestre, especialmente em janeiro deste ano (3,02 milhões de toneladas), já que desde abril os volumes mensais foram menores comparativamente com o mesmo período de 2017.

A greve dos caminhoneiros no final de maio e o tabelamento do frete rodoviário contribuíram para esta menor movimentação para exportação nos últimos meses. As indecisões com relação ao frete têm travado o mercado de grãos e escoamento até os portos para exportação.

FONTE: Pork World.
#180803-01
03/08/2018

Demanda aquecida faz importação de adubo crescer 10% em julho

Os gastos somaram US$ 807 milhões, acima dos de julho de 2017

O setor de fertilizante ainda está apreensivo com o ritmo da distribuição do produto nas próximas semanas, período de maior demanda pelos agricultores devido ao plantio de verão.

O imbróglio dos últimos meses, provocado pela greve dos caminhoneiros, acabou tendo um impacto menos preocupante do que se esperava na distribuição. A pressão nos custos, porém, continua.

As entregas de adubo para os produtores, em junho, após a queda de 28% em maio, foram recordes. Já as importações de julho são as maiores, em dólares, desde o final de 2014, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Carlos Eduardo Florence, diretor-executivo da AMA (Associações dos Misturadores de Adubos do Brasil), diz que o setor esperava problemas maiores na distribuição de junho, o que não ocorreu. “Trabalhou-se com os estoques de fábrica e as empresas entregaram até mais do que em junho do ano passado.”

A distribuição de junho foi recorde. Com isso, o acumulado do primeiro semestre deste ano somou 12,8 milhões de toneladas, próximo dos 13,1 milhões de igual período anterior.

Se o ritmo das entregas melhorou, o mesmo não aconteceu com os custos, que subiram, segundo Florence. As maiores dificuldades são com as entregas de longa distância.

O executivo da AMA afirma que não se sabe como as coisas vão ficar daqui para a frente, mas a indústria espera entregar pelo menos 34,4 milhões de toneladas de fertilizantes neste ano, volume igual ao de 2017.

As importações do ano passado atingiram 26,3 milhões de toneladas, 76% do total que foi distribuído pelas indústrias no período, conforme dados da Anda (Associação Nacional para a Difusão de Adubos).

FONTE: Folha de São Paulo.
#180802-01
02/08/2018

Exportação mundial de café aumentou 2,6% em junho

As informações fazem parte de levantamento mensal da Organização Internacional do café (OIC), divulgadas hoje.

A exportação mundial de café aumentou 2,6% em junho, para 10,45 milhões de sacas de 60 kg, em comparação com 10,19 milhões de sacas no mesmo mês de 2017. As informações fazem parte de levantamento mensal da Organização Internacional do café (OIC), divulgadas hoje. Do total embarcado em junho, houve queda de 0,4% na exportação global de arábica, de 6,54 milhões de sacas para 6,51 milhões de sacas.

O volume de robusta exportado subiu 7,9% entre os dois períodos, de 3,66 milhões de sacas em junho de 2017 para 3,95 milhões de sacas em junho deste ano. Já a exportação nos primeiros nove meses do ano agrícola 2017/18 (outubro a junho) apresentou elevação de 0,3%, de 90,55 milhões em 2016/17 para 90,86 milhões.

A exportação de arábica teve redução de 1,5%, de 57,91 milhões de sacas para 57,06 milhões de sacas. A exportação de robusta subiu 3,6% no período, de 32,64 milhões de sacas para 33,80 milhões de sacas.

Nos últimos 12 meses encerrados em junho, a exportação de arábica totalizou 75,08 milhões de sacas, em comparação com 75,46 milhões de sacas no mesmo período anterior. O embarque de robusta no período saiu de 44,05 milhões de sacas para 44,55 milhões de sacas.

FONTE: Revista Cafeicultura.
#180801-05
01/08/2018

Exportações de carne de frango têm em julho o maior fluxo mensal da história do setor

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 463,1 mil toneladas em julho, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).  O número, 20,6% superior às 384 mil toneladas exportadas no sétimo mês de 2017, é o maior fluxo mensal de embarques já registrado na história do setor.

O salto nas exportações geraram receita de US$ 711,6 milhões, desempenho 15,7% acima do alcançado em julho do ano passado, com US$ 614,8 milhões.

“O número de exportações em patamar recorde é consequência direta do reestabelecimento dos níveis dos embarques nos portos após o fim dos bloqueios nas estradas, bem como da normalização do fluxo de dados no novo sistema de coleta de informações do MDIC.  Ao mesmo tempo, mostra uma rápida resposta do setor ao apoio do Governo, após os impactos da greve dos caminhoneiros”, analisa Francisco Turra, presidente da ABPA.

Com o número significativamente maior das exportações do mês passado, o saldo dos embarques registrados em 2018 reduziram os níveis de perdas acumuladas na comparação com o ano anterior. Entre janeiro e julho deste ano, foram exportadas 2,3 milhões de toneladas, volume 8,2% abaixo das 2,505 milhões de toneladas efetivadas nos sete primeiros meses de 2017 (entre janeiro e junho, a retração era de 13,5%).  A receita das vendas internacionais neste ano totalizaram US$ 3,675 bilhões, número 12,4% menor que os US$ 4,197 bilhões obtidas no ano passado.

“Considerando a data de início da nova metodologia, o acumulado em exportações de carne de frango alcançou até aqui médias mensais superiores a 320 mil toneladas, ritmo próximo dos padrões normais para o setor de carne de frango. Além disto, se somados os últimos dois meses, a média registrada também indica recuperação do fluxo de exportação próximo de 350 mil toneladas”, ressalta Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

Carne suína in natura

As exportações de carne suína in natura totalizaram em julho 57 mil toneladas, volume 17,1% acima do registrado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 48,7 mil toneladas.   Com este desempenho, a receita do setor chegou a US$ 105,8 milhões, número 13,8% inferior que o saldo de julho de 2017, com US$ 122,7 milhões.

As exportações entre janeiro e julho totalizaram 293,7 mil toneladas, volume 14,2% menor que as 342,4 mil toneladas embarcadas nos sete primeiros meses do ano passado.  A receita das vendas chegou a US$ 619,3 milhões, resultado 28,2% menor que os US$ 863 milhões obtidos em 2017.

“O comportamento visto nas exportações de carne suína é influenciado pelos mesmos fatores registrados da carne de frango.  Ao mesmo tempo, perduram as fortes compras de produtos pelos chineses, reduzindo os impactos do embargo russo ao setor brasileiro.  Apesar disto, se considerarmos a média dos dois últimos meses somados, vemos volumes de embarques de 43,4 mil toneladas, dado em patamar próximo ao da média registrada em 2017”, analisa Santin.

FONTE: Comex do Brasil.
#180801-03
01/08/2018

Importações de fertilizantes registram aumento de 26% em junho

Segundo levantamento do GlobalFert, o volume de fertilizantes importado pelo Brasil em junho foi de 1,9 milhão de toneladas, aumento de 26% em relação ao mês de maio onde foi importado 1,5 milhões de toneladas de fertilizantes. 

A importação de fertilizantes nitrogenados teve uma queda de 16%, fosfatados um aumento de 64%, e de Cloreto de Potássio teve um aumento de 54% respectivamente, entre junho e maio. 

O principal porto de entrada de fertilizantes em junho foi o Porto de Paranaguá responsável por 38% do total de importações de fertilizantes. O segundo maior porto importador de fertilizantes no mês foi o Porto de Santos com 14% seguido pelo Porto de Rio Grande com 11% do volume.

FONTE: GlobalFert.
#180730-02
30/07/2018

Guerra comercial pode beneficiar setor de carnes do Brasil

As perdas na indústria de carne suína dos EUA, devido a disputa comercial com a China, podem chegar a US$ 770 milhões neste ano.

O Brasil vinha passando por um momento difícil no setor de carnes devido a escândalos de corrupção envolvendo a empresa do ramo, JBS, e as sanções imposta por parte da Europa, mas, esse senário pode melhorar com a disputa comercial travada entre a China e os Estados Unidos. Isso acontece porque a guerra deve prejudicar o comércio de carne dos EUA, principal concorrente do Brasil no setor.

De acordo com dados da US Meat Export Federation (USMEF), as perdas na indústria de carne suína dos EUA, devido guerra com a China, podem chegar a US$ 770 milhões  entre maio e dezembro de 2018 e US$ 1,14 bilhão no anotodo, uma média de US$ 9 a menos por cabeça. Além disso, as tarifas impostas pelo México podem gerar um prejuízo de mais US$ 300 milhões para os cofres norte-americanos no restante do ano.

Aliado à estimativa de prejuízo dos EUA, as exportações de carne bovina brasileira geraram uma receita de US$ 6,2 bilhões em 2017, um aumento de cerca de 13% em relação a 2016. Em volume, os embarques totalizaram 1,53 milhões de toneladas, um aumento de 9% em ante o mesmo período do ano anterior.

De acordo com Jorge Camardelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), os números reiteram a capacidade do Brasil de competir em um alto nível com países como os EUA. Além disso, ele garantiu que a expectativa é de que, ao final de 2018, o saldo de exportação e vendas seja ainda mais positivo do que foi em 2017.

“Estimamos que, em 2018, teremos um aumento no volume embarcado e um crescimento nas vendas de exportação. Novos mercados são um dos focos da associação, que também pretende aumentar a presença de produtos brasileiros em países parceiros, sempre pautados pelos princípios da ética e da transparência”, finaliza Camardelli.

FONTE: Diário do Estado - GO.
#180726-01
26/07/2018

Brasil e China discutem maior aproximação comercial no setor de agro

Reunião de hoje — Governo brasileiro se reuniu com o presidente da China Xi Jinping durante a 10ª Cúpula do Brics, em Joanesburgo, África do Sul

O governo brasileiro e da China se reuniram nesta quinta-feira durante a 10ª Cúpula do Brics para discutir a pauta econômica, especificamente a agrícola. Com o presidente da China Xi Jinping foi tratado o fim da sobretaxa imposta pelo país asiático ao frango e ao açúcar brasileiros.

A comitiva brasileira afirma que o governo chinês recebeu a questão com acolhimento e se comprometeu a examinar com prioridade como estreitar as relações comerciais entre os dois países. “O presidente chinês disse que vai fazer o encaminhamento necessário. Nossa pauta de exportação com eles precisa ser aumentada e Jinping disse que quer ampliar o mercado”, afirmou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, após a reunião bilateral em Joanesburgo, na África do Sul.

O Brasil, que exporta grão de soja em grande quantidade para a China, também busca alcançar a exportação de elementos processados, ou seja, óleo e farelo de soja. “Este é o 5º encontro que nós temos e o que vem se solidificando é essa pauta agrícola com a China”, concluiu o presidente Michel Temer.

Concessões

A participação chinesa em empresas brasileiras também foi tema debatido nesse primeiro diálogo do dia, diante da percepção de que as parcerias que já ocorrem têm sido positivas e de que novas podem ser fechadas, especialmente nos campos de ferrovias, portos, aeroportos, linhas de transmissão e distribuidoras de energia. De acordo com a quarta edição do Boletim sobre Investimentos Chineses no Brasil, lançado em 9 de maio pelo Ministério do Planejamento, a China integrou 262 projetos no Brasil no período entre 2003 e 2018, com valores totais de US$ 126,7 bilhões. Os dados apontam aumento da diversificação dos investimentos das empresas privadas chinesas.

O encontro

A 10ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vai até sexta-feira (27). Durante a cúpula, os países do bloco devem discutir a abertura de um escritório regional do Novo Banco do Desenvolvimento (NBD), o Banco do Brics, em São Paulo, com escritório também em Brasília.

Os países integrantes do Brics representam 43% da população mundial e 26% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta.

FONTE: Último Instante.
#180725-01
25/07/2018

Governo cria selo para produtos de exportação

Criado pelo Ministério da Agricultura, o selo identifica produtos do agronegócio de origem brasileira no exterior

Para incentivar a abertura de novos mercados, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou um selo que identifica no exterior os produtos do agronegócio de origem brasileira. Conhecido como Brazil Agro - Good for Nature, o selo é voltado para produtos da pauta de exportação, como carne e leite. Segundo o Mapa, a identificação vai ficar contida por meio de um QR Code com informações de origem dos alimentos, adesivados em embalagens e latarias.

As empresas brasileiras que desejam garantir a certificação devem aderir ao programa através do ministério. De acordo com o ministro do Mapa, Blairo Maggi, nove associações que representam dezenas de empresas já demonstraram interesse em aderir ao selo. Para obter o selo, algumas das exigências são as boas práticas e o bem estar animal, o cumprimento da legislação, a conformidade internacional, o uso sustentável dos recursos e a preservação do meio ambiente. Isso tudo é para garantir qualidade nas mercadorias.

Segundo o ministério, essa é uma medida voltada para buscar crescimentos financeiros dos produtos brasileiros em outros países. A expectativa é atingir a meta de conquistar a elevação da participação do País no mercado mundial de alimentos dos atuais US$ 96 bilhões para aproximadamente US$ 146 bilhões. A intenção é associar produtos do setor a sua origem, a condições de qualidade, sustentabilidade e de padrões internacionais. Assim, será possível consolidar a imagem do Brasil como produtor e exportador de mercadorias seguras para os consumidores.

A assinatura do termo de autorização para que seja utilizado o selo aconteceu na última segunda-feira durante o evento internacional Global Agribusiness Fórum 2018, que aconteceu em São Paulo. O desenvolvimento do selo foi discutido com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no mês passado.

FONTE: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.
#180723-02
23/07/2018

Exportação de café verde do Brasil em julho deve ser de cerca de 2 mi sacas, diz Cecafé

Carvalhaes falou no intervalo do Global Agribusiness Forum (GAF), em São Paulo

A exportação de café verde do Brasil em julho deve ficar próxima de 2 milhões de sacas, em linha com o observado em junho, mas tende a aumentar a partir de agosto, conforme mais café da safra nova chega ao mercado, disse nesta segunda-feira o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.

Para ele, a qualidade do produto neste ano tem sido "espetacular".

"A partir de agosto os volumes de exportação do Brasil vão apresentar recuperação expressiva", disse, projetando uma maior oferta pelo maior produtor e exportador global da commodity.

Carvalhaes falou no intervalo do Global Agribusiness Forum (GAF), em São Paulo.

FONTE: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.
#180720-01
20/07/2018

Exportação de soja do Brasil deve ir a recorde de 75 mi t no próximo ano, diz Safras

As exportações brasileiras de soja devem crescer no próximo ano para um novo recorde, de 75 milhões de toneladas, projetou nesta sexta-feira a Safras & Mercado, em meio a um cenário de produção novamente volumosa.

De acordo com a consultoria, que considera em sua estimativa o ano comercial 2019/20, de fevereiro a janeiro, os embarques representariam aumento de 1 por cento ante os 74,5 milhões de toneladas previstos para o atual ciclo 2018/19. O Brasil é o maior exportador global da oleaginosa em grão.

A projeção se dá em meio a expectativas de uma produção recorde no ano que vem, de quase 120 milhões de toneladas, conforme a Safras.

A consultoria não cita justificativas para suas previsões, mas as exportações recordes também podem incorporar o potencial de uma maior demanda da China, que trava uma guerra comercial com os Estados Unidos, incluindo a aplicação de taxas sobre a compra de soja norte-americana.

De acordo com a Safras, o esmagamento de soja no Brasil no próximo ano será de 44 milhões de toneladas, aumento de 2 por cento na comparação com a atual temporada. Os estoques ao término do ciclo seguinte devem cair para 429 mil toneladas, de 2,5 milhões, em razão das exportações e também de um consumo 1 por cento superior.

DERIVADOS

A Safras prevê uma produção de farelo de soja de 33,47 milhões de toneladas no próximo ano, alta de 2 por cento, mas com exportações 13 por cento menores, em 15 milhões de toneladas

No caso do óleo de soja, a expectativa da consultoria é de produção de 8,735 milhões de toneladas, com embarques de 1,1 milhão de toneladas, recuo de 8 por cento.

Os estoques finais de farelo e óleo no ano que vem devem somar 2,142 milhões e 114 mil toneladas, respectivamente.

FONTE: Notícias Agrícolas
#180718-02
18/07/2018

Brasil ainda importa a maioria dos fertilizantes usados na agricultura

Segundo o engenheiro agrônomo, Wladimir Chaga, os fertilizantes especiais também chamados de micronutrientes são produzidos em sua maioria localmente

Quase 80% da nossa produção é fertilizada por insumos que vem de fora do país. Enquanto a produção local do produto não passa de 15% da necessidade do mercado. Sobre esse assunto, o programa conversou com o engenheiro agrônomo e presidente da Brandt no Brasil, Wladimir Chaga.

De acordo com ele, "para a adubação a gente fala praticamente de três fontes: o calcário, que é a correção do solo; uma segunda que são os nitrogênios, fósforos e potássio. Já a Brandt trabalha com fertilizantes especiais, que são os micronutrientes. Então a base da adubação é o nitrogênio, fósforo e potássio enquanto os micronutrientes são aqueles elementos básicos mas essenciais. Se você não tem, por exemplo, um micronutriente disponível na planta, às vezes, ela não consegue absorver aquele potássio, fósforo que está no solo", explica Chaga. 

Hoje o Brasil é o segundo maior competidor de grandes culturas no mundo. Ficando só um pouquinho atrás dos EUA. Mas ainda não temos condições de usar todos os recursos produzidos no país. Sendo o mercado hoje, a maioria, proveniente de importação. Segundo Chaga, diferente dos fertilizantes comuns, os foliares que são os micronutrientes são em sua maioria produzidos localmente. Mercado esse que vem crescendo bastante de uns anos para cá. 

FONTE: EBC - Empresa Brasil de Comunicação
#180705-03
05/07/2018

Brasil deve colher 55 milhões de toneladas de milho de segunda safra

Segundo Agroconsult, problemas climáticos e atraso no plantio estão entre os fatores que levaram a redução da expectativa

O Brasil deve colher neste ano em torno de 55 milhões de toneladas de milho de segunda safra, estima a consultoria Agroconsult, 13 milhões a menos que no mesmo período em 2017, quando a colheita no período foi estimada em 68 milhões de toneladas. Somando o volume de “safrinha” com a safra de verão, a consultoria acredita em uma colheita total de 82 milhões de toneladas na safra 2017/2018.

Sócio diretor da Agroconsult, Andre Pessoa comentou esses números durante o 8º Encontro de Previsão de Safra Anec/Anea, organizado por exportadores de cereais e algodão, em São Paulo (SP). Os dados foram resultado das últimas etapas do Rally da Safra, organizado pela Agroconsult, que analisaram lavouras de milho de meio de ano.

De acordo com o consultor, as produtividades caíram em todas as principais regiões produtoras. Redução de área e de uso de tecnologia, atraso no plantio e problemas climáticos em diversos locais de produção foram os principais fatores de redução na colheita deste ano. A expectativa inicial da Agroconsult para a safrinha de milho 2017/2018 era de 65 milhões de toneladas.

“A quebra só não foi maior porque as produções de Goiás e Mato Grosso surpreenderam positivamente, apesar de alguma coisa plantada fora da janela ideal e por conta da capacidade de plantio e colheita que o produtor tem hoje, com máquinas que corrigiram o atraso”, explicou.

Apesar das adversidade, Andre Pessoa disse acredita que as margens para o produtor de milho foram positivas. Segundo ele, poucos agricultores devem ter prejuízos com a cultura no Brasil.

Exportações

A Agroconsult também diminuiu a estimativa para as exportações de milho. Inicialmente, o número estava em 31 milhões de toneladas e, agora, em 28 milhões. De acordo com André Pessoa, os indicadores de venda antecipada de milho estão “robustos”. A maior dificuldade é a de escoar a produção até os portos.

“Haverá um volume menor para o mercado externo do sul do Brasil, em função da quebra no verão e da safrinha mais curta. O centro sul está com preços aquecidos, operando acima da paridade o que faz com que o impeto de exportação seja menor. Em Goias e Mato Grosso, os números de escoamento serão maiores”, disse Pessoa.

Em relação aos preços, o sócio diretor da Agroconsult avaliou que, se não fosse a guerra comercial entre Estados Unidos e China, que deve ter novos desdobramentos nesta sexta-feira (6/7), o viés das cotações internacionais do cereal seria de alta. A safra de milho dos Estados Unidos vem apresentando boas condições, mas os estoques tiveram forte queda, o que ajuda a dar suporte aos preços.

“Eu vejo um cenário de preços de milho entre US$ 3,50 e US$ 4, mas não acima de US$ 4 (por bushel)”, avaliou André Pessoa.

FONTE: Globo Rural
#180705-02
05/07/2018

INTL FCStone: Brasil deve retomar ritmo de exportação de carne no 2º semestre

Depois de ter atingido, em junho, o menor volume exportado desde janeiro de 2011, o embarque de carne bovina do Brasil para o exterior pode mostrar reação no segundo semestre, estima Caio Toledo, consultor em gerenciamento de riscos da INTL FCStone. “Sazonalmente a demanda do mercado externo pela proteína brasileira é mais elevada entre agosto e dezembro, o que coloca alguma possibilidade de recuperação do volume embarcado acumulado”, explica.

Para o especialista, o cenário cambial também é mais favorável este ano, pois a desvalorização do real aumenta a competitividade da carne in natura do Brasil no mercado global. Mais cedo, a consultoria divulgou relatório com análise dos dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) apresentados nesta semana.

Segundo o levantamento da FCStone, a instabilidade gerada no setor logístico brasileiro, tanto pela greve dos caminhoneiros quanto pela falta de resolução sobre a fixação de preços mínimos de frete, foi o principal fator negativo para as exportações de junho. “Em termos monetários, as exportações totalizaram US$ 278,81 milhões, sinalizando um recuo de 33,5% no comparativo com o ano imediatamente anterior, e o menor valor para o mês desde 2007”, diz a consultoria.

Depois da greve, a cadeia de bovinos enfrenta dificuldades de recomposição da produção. A paralisação, em primeiro momento, afetou o fluxo de saída das carnes das câmaras frias dos frigoríficos para os portos, para então dificultar o transporte de animais para o abate. Com isso, a produção ficou estagnada e houve recuo na oferta do mercado interno.

“Destaca-se que os acertos ainda pendentes sobre a tabela de fretes também favoreceram uma menor oferta para a nutrição pecuária, que já sofre impactos da elevação dos preços do milho, estes em um patamar 20,5% acima da média dos últimos anos devido ao contexto de quebra da safrinha no Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná”, acrescenta o relatório.

FONTE: ISTOÉ
#180705-01
05/07/2018

Brasil pode importar soja para lucrar com disputa de EUA e China

Os EUA são o segundo maior fornecedor de soja para a China e as remessas podem ser reduzidas a menos da metade se as tarifas forem aplicadas. Isso beneficiaria o Brasil, que já é o maior fornecedor para a China

A disputa comercial entre EUA e China está agitando o mercado global da soja e pode fazer o Brasil, maior exportador da commodity, recorrer a importações.

Como os prêmios brasileiros estão se beneficiando com a briga, o país pode aproveitar e ampliar as vendas à maior importadora, a China. Mas para isso terá que recorrer ao farelo de soja da vizinha Argentina, um ingrediente importante e necessário para alimentar a indústria aviária brasileira, segundo o JPMorgan Chase.

O Brasil poderia até mesmo avaliar a importação de soja a um preço menor que o de exportação, disse André Pessôa, presidente da Agroconsult em São Paulo.

A tensão comercial que sacudiu o mercado agrícola nos últimos 30 dias aumentará se o presidente dos EUA, Donald Trump, aplicar tarifas a US$ 34 bilhões em produtos chineses na sexta-feira, conforme o planejado, medida para a qual a China promete retaliação equivalente. Os EUA são o segundo maior fornecedor de soja para a China e as remessas podem ser reduzidas a menos da metade se as tarifas forem aplicadas. Isso beneficiaria o Brasil, que já é o maior fornecedor para a China.

“Precisaremos trazer farelo de soja da Argentina para o Brasil” para atender à demanda por ração, disse Tracey Allen, analista do JPMorgan em Londres. “Sendo realista, essa é a única forma de possibilitar o fluxo máximo de exportação de soja do Brasil para a China e de atender à demanda interna.”

Devido à queda dos preços da soja dos EUA, o prêmio obtido pelo grão brasileiro sobre os contratos futuros em Chicago já dobrou. Para tirar vantagem disso, o Brasil pode tentar importar uma oferta mais barata de outros lugares, tanto para esmagar no país quanto para reexportar, disse Pessôa.

O Brasil poderia aumentar as importações do Paraguai na próxima safra, disse Ana Luiza Lodi, analista da corretora INTL FCStone em Campinas, São Paulo. É menos provável que ocorram importações dos EUA devido ao custo elevado do frete, disse ela. Uma tarifa de importação de 8 por cento aplicada à soja americana também aumenta o custo das transações.

“Será muito caro transportar grãos dos EUA para as instalações de esmagamento do interior do Brasil, porque elas normalmente ficam perto das regiões agrícolas do Mato Grosso e de outros estados onde os grãos são produzidos”, disse Allen, do JPMorgan. “Veremos certo volume de soja vindo dos EUA para o Brasil, mas não creio que este venha a ser o fluxo de comércio dominante.”

Para atender à demanda do Brasil por farelo de soja, a Argentina, assolada pela seca, pode precisar importar soja dos EUA, e há sinais de que isso já esteja acontecendo. A Argentina se comprometeu a comprar 540.000 toneladas dos EUA na safra 2018-19, que começa em setembro, total que se soma à compra de 89.000 toneladas desta temporada, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA.

FONTE: InfoMoney
#180704-01
04/07/2018

Exportação de soja segue firme apesar da disparada do frete

O aumento do custo do frete e a desaceleração das vendas dos agricultores não frearam as exportações de soja do Brasil em meio à crescente demanda da China, que busca alternativas aos produtos dos EUA que logo sofrerão novas taxas em meio à guerra comercial.

Os embarques de soja chegaram a 10,4 milhões de toneladas no mês passado, uma alta de 13 por cento em relação a junho de 2017, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento divulgados na terça-feira. As exportações recuaram um pouco em relação às 12,4 milhões de toneladas registradas em maio, que costuma ser o auge da temporada com a conclusão da colheita. O Brasil é o maior produtor e exportador de soja do mundo.

A safra de 2018 foi a maior já vista no País, mas a greve de caminhoneiros paralisou as entregas aos portos por 10 dias em maio e levou o governo a impor um frete mínimo que elevou o custo de transporte do campo ao mercado. Os fazendeiros também reduziram as vendas na expectativa de melhores preços da soja e de mais clareza sobre os fretes, o que obrigou exportadores a recorrer aos seus estoques.

"O transporte de grãos continua na maior parte do País", disse Abner Matheus João, analista da Esalq-Log, divisão de pesquisa em logística da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista por telefone. "Os exportadores não podem deixar a soja no campo porque têm navios para carregar e contratos a serem cumpridos."

Para muitos exportadores, isso significa pagar mais. Em algumas rotas, o custo mais que dobrou após o governo definir um piso para o transporte rodoviário de carga, que entrou em vigor em 30 de maio. Mas muitas transportadoras estão aceitando receber fretes abaixo do mínimo estipulado pela tabela imposta pelo governo, de acordo com João.

Em uma das rotas mais longas, com 1.600 quilômetros, que vai de Primavera do Leste (MT) até o Porto de Santos, exportadores pagaram R$ 244,20 por tonelada pelo frete rodoviário em junho, de acordo com a Esalq-Log. O piso estabelecido pelo governo nessa rota é de R$ 270,98.

Em trechos mais curtos, os fretes estão acima do valor mínimo definido por lei. De Sinop (MT) até o terminal fluvial de Miritituba (PA), exportadores têm pago 40 por cento acima da tabela, segundo a Esalq-Log. De Sorriso até o terminal ferroviário de Rondonópolis, ambos em Mato Grosso, o valor do transporte rodoviário está em linha com o que o governo estabeleceu como mínimo, embora esteja 16 por cento mais caro do que no ano passado.

O custo de frete provavelmente aumentará mais neste mês, prevê João. Além da força da demanda na China, os agricultores brasileiros vão acelerar a colheita do milho de inverno em julho, impulsionando a demanda por caminhões pelos exportadores. O Brasil é o segundo maior exportador mundial de milho, atrás dos EUA.

FONTE: UOL Economia
#180629-01
29/06/2018

Índia vai comprar do Brasil bois para reprodução e ovos sem patógenos específicos

A Índia vai comprar do Brasil bovinos para reprodução e ovos Livres de Patógenos Específicos (Specific Pathogen Free, SPF, na sigla em inglês). O Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu nesta quinta-feira (28) informe da aceitação dos modelos de certificados zoossanitários para exportação pelo Departamento de Pecuária, Laticínios e Pesca da Índia (Departament of Animal Husbanfry, Dairying & Fisheries of Ministry of Agriculture and Farmers).

Os negócios envolvendo embarques de bovinos e material de reprodução se intensificaram em abril, na 84ª Expozebu, em Uberaba (MG). Nove países participaram das rodadas de negociação promovidas pelo DSA, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

A Índia é o país de origem do gado Zebu, mas o melhoramento genético realizado no rebanho zebuíno brasileiro gerou ganhos de produtividade e tornou-o atraente a criadores indianos. Segundo o secretário de Relações Internacionais do Mapa, Odilson Silva, enquanto uma vaca da raça Gir (zebuína) leiteira produz no máximo, 6 Kg/dia de leite na Índia, o rebanho Gir leiteiro do Brasil, fornece 15 Kg/leite por dia e uma fêmea Gir de elite produz cerca de 70 kg diários de leite.

Maior produtora de leite do mundo, a Índia está investindo na melhoria genética de seu rebanho. Desde 2016, o Brasil exporta sêmen bovino para produtores indianos e, recentemente, autorizou a importação de embriões bovinos “in vivo” (gerados no ventre da mãe).

Em relação às exportações de ovos SPF, as tratativas entre os dois países foram iniciadas em 2014. Esses ovos são produzidos em estabelecimentos avícolas registrados e monitorados sanitariamente pelo ministério e têm alto padrão de biosseguridade. Os ovos SPF são matérias-primas para a produção de insumos, antígenos e vacinas para animais, assim como de vacinas para uso humano. Também são utilizados como meios de cultura in vivo para pesquisas científicas e diagnóstico de microrganismos responsáveis por ocasionar doenças em humanos e animais.

Poucos países no mundo produzem esse tipo de ovo, em virtude do nível de tecnologia e controle sanitário aplicados nos estabelecimentos avícolas autorizados a realizar a atividade. O Brasil produz cerca de cinco milhões de ovos SPF, por ano, o que representa ao redor de 8% da produção mundial. Cada unidade de ovo SPF tem preço médio de R$ 5,50.

A Índia tem uma demanda de consumo de ovos SPF estimada em 1,8 milhão de unidades por ano, o que poderá torná-lo o maior cliente do Brasil para esse produto.

FONTE: ASCOM MAPA
#180625-02
25/06/2018

Pais exporta carne resfriada para Israel

O embarque foi possível graças a uma série de garantias técnicas que elevou o prazo de validade da carne bovina resfriada para 85 dias

As boas notícias continuam sendo do agronegócio. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes Bovinas (ABIEC) informa que durante o mês de maio o Brasil realizou a sua primeira exportação de carne bovina resfriada para Israel. O embarque foi possível graças a uma série de garantias técnicas fornecidas pelas empresas associadas à ABIEC, o que elevou o prazo de validade da carne bovina resfriada para aquele país para 85 dias. Com isso, apesar de os volumes ainda serem pequenos, a expectativa é de que o início da exportação desse tipo de produto represente uma oportunidade para o Brasil ampliar sua participação no mercado de Israel, um dos vinte maiores importadores de carne bovina do mundo, informa a Abiec.

O Brasil já exporta carne in natura para Israel. 

FONTE: Globo Rural
#180622-02
22/06/2018

Compradores de grãos do Brasil estão fora do mercado há 3 semanas, dizem operadores

Tradings de grãos pararam de comprar milho e soja de produtores no Brasil há mais de três semanas, na medida em que preocupações com os crescente custos de frete congelaram o mercado de duas das principais commodities do país, disseram operadores à Reuters nesta sexta-feira.

O Brasil terminou recentemente de colher a soja de 2018 e está colhendo a segunda safra de milho.

O aumento dos preços de frete também está dificultando o transporte da soja comprada durante abril e maio, quando os prêmios dos portos dispararam com o cenário da disputa comercial entre os Estados Unidos e a China acelerando as vendas dos grãos brasileiros.

Receios com os custos de transporte levaram as tradings no Brasil a atrasarem a remoção dos produtos dos armazéns de produtores, para evitar prejuízos, disse um operador.

"A ordem é para não comprar", disse um operador de Mato Grosso à Reuters.

"Não houve propostas para o milho ou para a soja futura por cerca de 25 dias", disse um operador do Paraná, que também não está autorizado a falar com a imprensa.

O problema deve persistir até que as regras para estabelecer custos de frete estejam mais definidas pelo governo, disseram operadores.

"Em algum momento, eles precisaram retornar ao mercado para suprir os pedidos (de exportação) e honrar contratos", disse um dos operadores.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), até a semana passada o maior Estado produtor de grãos do Brasil ainda precisava vender cerca de 32 por cento da sua segunda safra de milho.

Os custos de embarque de grãos no Brasil aumentaram acentuadamente nas últimas semanas, depois que o governo impôs preços mínimos para o frete rodoviário. Tal medida seguiu protestos nacionais de caminhoneiros, que paralisaram virtualmente a economia do país por 11 dias no mês passado.

O movimento forçou o governo federal a subsidiar o combustível e impor preços mínimos de frete como parte da solução para suspender as paralisações.

O caos no setor de transportes brasileiro e a baixa dos preços dos grãos na Bolsa de Chicago, pela intensificação da guerra comercial global, também fizeram com que os produtores brasileiros perdessem a oportunidade de vender a soja futura, disseram os operadores.

"Há uma forte demanda pela soja brasileira, mas nosso gargalo logístico significa que os agricultores não podem tirar vantagem", disse um dos operadores.

FONTE: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.
#180622-01
22/06/2018

Exportação de produtos florestais cresce e segmento já é o segundo da pauta do agro

Compromisso brasileiro no Acordo de Paris defende a atividade como benéfica para a fixação de carbono e retenção de água no solo.

Os produtos florestais têm se destacado na pauta de exportações do agronegócio, atingindo a segunda posição entre os principais segmentos da balança comercial do setor no período de janeiro a maio deste ano. O volume exportado alcançou US$ 5,75 bilhões nesses primeiros cinco meses, em alta de 30,5% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo superado apenas pelas vendas do complexo soja e a frente da exportação de carnes.

As exportações de madeiras e suas obras aumentaram 16,3%, atingindo US$ 1,44 bilhão. As vendas externas de papel chegaram a US$ 803,34 milhões.

O principal produto florestal é a celulose com valor recorde de US$ 3,51 bilhões. A quantidade exportada também foi recorde com 6,5 milhões de toneladas (+14,0%) e o preço médio de exportação subiu (+28,5%).

O Brasil hoje é o 3º maior exportador de celulose, participando com 13,2% do mercado mundial de US$ 47,98 bi. Do total da produção brasileira 69% destina-se à exportação.

Segundo dados do IBGE, as florestas plantadas ocupam atualmente 10 milhões de hectares, o que corresponde a 1% da área agricultável do país.

“O clima, o solo e a tecnologia que dispomos no País permitiram que atingíssemos as maiores produtividades médias por ano do mundo”, explica o engenheiro agrônomo João Salomão, coordenador geral de Florestas e Assuntos da Pecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Em 2016, o Brasil liderou o ranking global de produtividade florestal, com média de 35,7 m³ ha/ano no plantio de eucalipto e 30,5 m³ ha/ano no plantio de pinus, de acordo com os dados da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ). A China está em segundo lugar com 29 m³ ha/ano (eucalipto) e 20 m³ ha/ano (pinus). Moçambique é o terceiro com 25 m³/ha ao ano (eucalipto) e 12 m³/ha (pinus).

“A produtividade brasileira é maior que a de nossos concorrentes e ainda oferecemos produtos a preços mais competitivos no mercado mundial. Estamos aliados, naturalmente, ao desempenho das empresas brasileiras com âmbito internacional de atuação, bem relacionadas no mercado exterior, o que nos garantiu que alcançássemos números de produção e exportação bastante expressivos”.

A velocidade de crescimento da área de plantio é de 100 a 200 mil hectares/ano, variação que depende da demanda dos consumidores internacionais e das condições econômicas. O Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas prevê incremento de 2 milhões de hectares de florestas plantadas até 2030.

O aumento de 20% da área plantada nesse prazo é uma estimativa “bastante conservadora”, segundo Salomão. “A meta é bem possível de ser alcançada.”

Sustentabilidade

Salomão acredita que apesar de grande potencial de crescimento, em razão dos níveis de produtividade, das pesquisas e de novas tecnologias, o setor ainda enfrenta “reações com viés ideológico”, de críticas às culturas de pinus e de eucalipto que seriam causadoras de danos ao meio ambiente.

O efeito é inverso na opinião do engenheiro agrônomo.

“Na verdade, todos os compromissos brasileiros relacionados às mudanças do clima – 
como o Acordo de Paris, por exemplo - sugerem que devemos aumentar as áreas de florestas plantadas. As pesquisas e os dados hoje comprovam que as florestas plantadas são importantes para a conservação do meio ambiente, benéficas para a fixação de carbono e a retenção de água no solo.”

Salomão indica que há outro efeito indireto, essencialmente benéfico para o meio ambiente. Somente a área agricultável de 1% com florestas plantadas atende a 90% da demanda de produtos florestais para a indústria brasileiras.

“Se estamos consumindo florestas plantadas”, conclui Salomão, “contribuímos para preservar as florestas primárias”.

No entanto, em divergência com a política nacional, algumas legislações estaduais, a exemplo do Rio Grande do Sul, exigem licenciamento ambiental que trata floresta plantada como atividade de alto potencial poluidor.

“Se plantar florestas é bom, no mínimo devemos questionar a necessidade desse licenciamento. Plantio de floresta não pode ter exigência de licenciamento semelhante ao de uma mineradora”.

Duas outras barreiras que bloqueiam o aumento da produção de florestas plantadas estão relacionadas ao crédito e à logística.

“É preciso dispor de crédito adequado à característica de longo prazo do setor, que demanda de 12 a 15 anos para a colheita, como é o caso de pinus. As nossas linhas de financiamento precisam estar ajustadas a esses prazos. A logística é também importante. A floresta não se transporta por longas distâncias. Precisamos de logística adequada, acessível para escoamento da produção”.

No Plano Agrícola e Pecuário (PAP 2018/2019) há linha de crédito de até R$ 5 milhões por projeto.

Política vem de 1970 

A política de Florestas Plantadas começou a ser implementada nas décadas de 1970/1980, baseada em incentivo fiscal para plantações de maciços florestais, sob administração do IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal.

Em agosto de 2008, foi criada no Ministério da Agricultura a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Silvicultura.

A partir de 2011, novos debates resultaram no decreto 8,375, de 11 de dezembro de 2014, que transferiu o setor para o Ministério da Agricultura. Antes de 2014, algumas funções importantes, com exceção da política e do planejamento estratégico, já eram desempenhadas pelo MAPA, tais como o registro de mudas e o crédito florestal.
O decreto de 2014 transferiu integralmente para o Ministério da Agricultura o setor de florestas plantadas, incluindo a política e seus instrumentos.

A Câmara Setorial de Silvicultura, com o nome atualizado para Florestas Plantadas, é presidida por Walter Vieira Rezende, representante da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA).

FONTE: Notícias Agrícolas
#180621-01
21/06/2018

Blairo tentará reverter antidumping chinês em viagem à África do Sul

Horas antes de uma viagem que fará à África do Sul para uma reunião ministerial dos países dos Brics, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse nesta quarta-feira que aproveitará o encontro para reforçar a posição contrária do Brasil à aplicação de uma tarifa antidumping pela China contra o frango do Brasil e tentar mais uma vez levantar o embargo russo às exportações brasileiras de carne suína.

Maggi explicou que a reunião de ministros de Agricultura de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que dura até o próximo sábado, vai anteceder o encontro anual de presidentes do bloco já agendado para julho. E, nessa ocasião, o presidente Michel Temer deve reforçar os pleitos da carne brasileira com o presidente chinês Xi Jin Ping e com o russo Vladimir Putin.

“Temos esperança de reverter o antidumping chinês. Está vindo uma missão da China que não é sanitária, mas para checar os custos de produção de três plantas no Brasil, eles alegam dumping, o que não é verdade”, disse o ministro, após evento no Ministério da Agricultura para lançar um plano de incentivo às exportações de feijão e pulses.

Segundo Maggi, o Brasil é muito competitivo na produção de carnes por conta da abundante oferta de matérias-primas para a ração animal como soja e milho, que fazem baratear o preço final.

Ele alerta, porém, que esse poder de fogo não pode servir para “inundar” os mercados compradores e nem “desestruturar” as cadeias produtivas desses países com nossas exportações.

No caso do embargo da Rússia, o ministro lembrou que o Ministério da Agricultura já atendeu todas as exigências sanitárias feitas pro Moscou e ainda está aguardando a liberação para a retomada das vendas externas de carne suína brasileira.

FONTE: O Nortão
#180620-02
20/06/2018

Governo lança plano para aumentar produção e exportação de feijão e pulses

Foi lançado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta quarta-feira (20), o Plano Nacional para o Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Feijão e Pulses

O ministro Blairo Maggi assinou portaria que define o plano e cria comitê gestor para fomentar a atividade. Maggi destacou que, para aumentar a participação no mercado internacional do agronegócio, o país precisa diversificar as culturas, além da soja e do milho, investindo, por exemplo, na produção de feijões, leguminosas e frutas (que também já têm um plano em curso).

A iniciativa é resultado de parceria do ministério e das entidades do setor liderado pelo Conselho Brasileiro do Feijão e Pulses (CBFP) e pelo Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe). Entre as metas do plano está a de ampliar em 5 quilos per capita ano o consumo de feijão no país; elevar a exportação em 500 mil toneladas anuais até 2028 de feijões e pulses (lentilha, grão de bico e ervilha) e incrementar em 20% a produção de variedades diversificadas de pulses, para abastecimento dos mercados interno e externo.

O Plano nasceu a partir da detecção da demanda crescente da Ásia por grãos secos, na viagem do ministro Blairo Maggi aquele continente em 2016. Os principais desafios à implementação são aumentar a capacidade de armazenagem; compensar a oscilação de preços, reforçar a sanidade vegetal; estimular o processamento e a industrialização para agregar valor aos produtos e; maior assistência técnica e extensão rural (ATER) pois a maioria dos produtores são de pequeno e médio porte.

Eumar Novacki, secretário-executivo do Mapa, destacou a parceria com a iniciativa privada e o trabalho desenvolvido pelo ministério para que o setor deslanche como o Agro+ lançado em 2016 e que acabou com cerca de 840 problemas que os produtores enfrentavam, entre medidos burocráticas e de procedimentos.

Cenário

 

A produção e o consumo de feijão no Brasil seguem estáveis há mais de 10 anos. Em 2011/12 a produção do grão era de 2,9 milhões de toneladas e na safra passada o volume era de 3,3 milhões de toneladas. A exportação de feijões somava 36.164 toneladas em 2012, e, no ano passado chegou a 106.330 toneladas.

Um dos principais motivos da exportação quase simbólica de feijão, comparada aos outros grãos, é que a produção se concentra basicamente no feijão carioca, variedade que não encontra muita demanda no exterior. Até pouco tempo, o Brasil também tinha uma produção muito pequena de pulses.

Em contrapartida, há um mercado externo com demanda crescente por grãos secos, principalmente em países de maioria vegetariana, como a Índia. Da análise desse contexto, foi percebida oportunidade para o Brasil ampliar ainda mais sua carta de produtos para exportação.

FONTE: InfoMoney
#180517-01
17/05/2018

Blairo anuncia avanço nas negociações para exportação de mais nove produtos brasileiros

Em missão internacional para recuperação e abertura de novos mercados, o ministro da Agricultura Blairo Maggi cumpriu agenda com a antiga AQSIQ, comissão que aprova as condições sanitárias e fitossanitárias para o comércio de produtos agropecuários com a China.

Segundo Maggi, esse é o começo de um novo tempo para as relações comerciais entre os dois países já que há dois anos não tinham uma pauta comum.

“São mais de 2 anos sem que tivéssemos uma reunião com essa subcomissão, sendo que, é ela quem coordena as ações de mercado e onde podemos abrir espaço para discutir pautas de exportação e importação. Essas coisas só estão avançando, e muito, porque no próximo dia 20 o Brasil receberá da OIE o certificado de país livre da aftosa. Isso com certeza vai mudar o perfil das nossas exportações”, disse o ministro.

Maggi ressaltou que após reunião com o vice-ministro da Administração Geral de Aduana da China, Mr. Zou Zhiwu, foi firmado acordo para realização de inspeção e quarentena entre os dois países (IN n.13).

“Outra reunião ocorrerá ainda nesse ano com uma nova pauta de exportações. A pecuária brasileira será a grande beneficiada já que não conseguíamos, até então, exportar carne com osso e miúdos. São produtos de grande valor agregado e que mudarão o cenário do mercado no Brasil”, expôs Blairo.

O ministro antecipou ainda quais são os produtos que estarão nessa pauta de negociações com a China: miúdos de suínos e bovinos; carnes com osso; carnes termicamente processadas; arroz, produtos lácteos; farinha para ração animal; ovos férteis; frutas e pescado.

MERCADO

A China já é a principal parceira comercial do Brasil. No ano passado, foram mais de U$ 26 milhões em exportação, ou seja, sozinhos os chineses representam quase 28% do volume total das exportações brasileiras.

FONTE: Mato Grosso Mais
#180426-01
26/04/2018

Cebola: Baixo volume nacional favorece importações

Com a safra de cebolas perto do fim no Sul do País e com a oferta ainda restrita na região de Irecê (BA), devido às chuvas que afetaram a produtividade no início da temporada no primeiro semestre, os bulbos de origem argentina se valorizaram na fronteira de Porto Xavier (RS) nos últimos dias. Entre 16 e 20 de abril, o preço da saca de 20 kg da caixa 3 beneficiada teve média de R$ 55,00 na praça sul-rio-grandense, alta de 11,5% frente à média da semana anterior. Segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea, sacas de cebolas holandesas estão previstas para chegar ao Brasil em maio, mas a qualidade dos bulbos pode não ser satisfatória, visto que a safra europeia é “antiga”. Importadores esperam que os preços subam ainda mais de abril para maio, já que o volume nacional não tem perspectiva de aumento expressivo no curto-prazo.

FONTE: Notícias Agrícolas
#180425-02
25/04/2018

Soja bate nos R$ 88/saca em Paranaguá com dólar em alta, prêmios fortes e melhora em Chicago

Nesta quarta-feira (25), os preços da soja subiram de forma quase generalizada no mercado brasileiro diante de uma combinação de patamares levemente mais altos em Chicago, prêmios ainda positivos - na casa de US$ 1,30 sobre os valores do mercado internacional - e o dólar chegando a bater nos R$ 3,50. Os negócios, porém, ainda seguem pontuais nesta semana. 

Entre as praças de comercialização do interior do país pesquisadas pelo Notícias Agrícolas, os ganhos variaram de 0,65% a 2,90%, como foram os casos de, respectivamente, Rio do Sul, em Santa Catarina, e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, onde as referências fecharam o dia com R$ 77,00 e R$ 71,00 por saca. 

Entre os portos, o destaque ficou para Rio Grande, onde os ganhos passaram de 1% nos principais indicativos. A soja disponível fechou com R$ 86,20, subindo 1,53% e a referência maio/18 foi a R$ 86,70, avançando 1,29%. Em Paranaguá, alta de 2,33% para R$ 88,00 no produto disponível. 

Como explica o diretor da Labhoro Corretora, Ginaldo Sousa, esse continua a ser um momento importante e de grandes oportunidades para o produtor brasileiro. A composição de um cenário positivo com os três principais pés de formação para as cotações já motivou bons negócios nas última semanas e poderia chamar os sojicultores para novas operações, principalmente, com entrega e pagamento mais a frente. 

Neste momento, a capacidade logística do Brasil está praticamente esgotada, com os line-ups completamente preenchido para os próximos meses e, embora tudo esteja sendo controlado, os comerciantes precisam agora de tempo para despachar todo esse produto que já foi negociado. 

Mas, como disse Sousa, "há compradores e as oportunidades são muito boas", em entrevista nesta quarta-feira. 

Mercado Internacional

Em Chicago, as posições mais negociadas terminaram o dia subindo entre 5,25 e 5,50 pontos, levando o maio/18 a terminar a sessão com US$ 10,27 por bushel. Ao longo do dia, as altas passaram de 10 pontos e o contrato chegou a superar os US$ 10,30. 

Segundo explicaram analistas internacionais, além do impulso dado pelos mercados vizinhos do milho e do trigo - que subiram para alcançar seus melhores níveis em cinco semanas - a proximidade de um acordo entre China e Estados Unidos na disputa comerical em torno da soja ajudou os preços. 

Há semanas o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) não traz novos anúncios de vendas de soja norte-americana para a nação asiática e isso preocupa o mercado. 

No contraponto, há a expectativa de que compradores menores migrem suas compras para os EUA, onde a soja é mais competitiva, o que poderia dar algum suporte às cotações.

FONTE: Notícias Agrícolas
#180410-02
10/04/2018

Produção do agronegócio no Estado deve ultrapassar R$ 63 bi em 2018, diz Imea

A produção do agronegócio mato-grossense deverá crescer 4,4% este ano na comparação com ano passado, totalizando R$ 63,9 bilhões. Os dados são da estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VPB) referentes a abril, do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Na projeção da conjuntura econômica de março deste ano, o VPB do Imea apontava um valor de R$ 61,2 bilhões. Com a atual projeção de R$ 63,9 bilhões, o valor da produção do agronegócio mato-grossense, se consolidada, deverá superar em R$ 440 milhões o valor bruto gerado pela agropecuária em 2017. O VBP é baseado sobre a multiplicação do valor de mercado pela quantidade de produção. 

De acordo com os técnicos do Imea, as revisões positivas nas estimativas de safras para culturas de soja, milho e algodão impulsionaram o aumento na perspectiva da produção econômica no Estado.

“Desta maneira, o VBP da agricultura e floresta passou a participar com 77% sobre o VBP total, enquanto que o VBP da pecuária, com 23%. Já na atualização da sexta estimativa para 2017 houve uma estabilização, com variação de -0,3% perante a quinta estimativa. O valor total foi de R$ 63,5 bilhões, com as maiores mudanças advindas dos setores de arroz e aves, ambos em queda devido aos preços mais baixos praticados nos últimos três meses”, destacam os técnicos do Imea.

De acordo com a projeção, outros fatores também influenciarão o desempenho positivo da produção mato-grossense, a exemplo do aumento de 1,2% no valor do dólar verificado nas últimas semanas, com a cotação da moeda americana cotada em R$ 3,36/US$. De acordo com o Relatório Focus, essa alta se deu em razão do receio da guerra comercial e as tensões diplomáticas com a Rússia.

Outro fator que contribuía para a conjuntura econômica mato-grossense são as importações do Estado, que registraram avanço de 16,7%, que, segundo o Imea, pode ser esclarecido pela maior obtenção de produtos, como adubos e fertilizantes, que em fevereiro deste ano voltaram a subir, sendo importados US$ 64,9 milhões, sendo o maior valor desde novembro de 2017.

Por fim, o Imea denota que em março deste ano a maioria dos índices do varejo apontou variações de queda, mas próximas à estabilidade se comparado a fevereiro deste ano.

Avanço moderado

De acordo com o Imea, no comparativo entre os anos, o VBP 2018 apresentou um crescimento de 0,7%, com destaque para os avanços no algodão (+18,9%) no segmento da agricultura e a bovinocultura de corte (+9,8%) no segmento da pecuária.

Em 2017, o algodão rendeu R$ 6,4 bilhões em Mato Grosso de VBP. Para este ano, a estimativa é que o valor se situe em R$ 7,6 bilhões. Já a produção de carne bovina em 2017 alcançou a cifra de R$ 10,9 bilhões, enquanto que a previsão para este ano seja de R$ 11,9 bilhões.

Conforme o relatório, no caso do algodão, a alta se deu devido à revisão para cima da estimativa de produção de pluma e caroço na safra 17/18, enquanto que na bovinocultura de corte a perspectiva é de maior abate e de preços melhores na média anual, se comparados aos preços recebidos pelo produtor rural no último ano.

"Já em relação à soja, que é a cultura que possui maior representatividade no VBP, é esperada para o ano atual uma leve queda de 2,1%, pois os preços praticados na comercialização desta safra vêm se apresentando ligeiramente menores até o momento quando comparados aos preços da safra passada”, pontua.

Em 2017, a soja rendeu R$ 32,2 bilhões em Mato Grosso, enquanto que para este ano, a última projeção do Imea é que se situe em R$ 31,6 bilhões.

FONTE: RD NEWS
#180405-03
05/04/2018

Brasil deve ampliar mercado para carne bovina com certificado de eliminação da aftosa, diz ministro

Título de país livre de aftosa com vacinação será entregue ao Brasil em maio pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP-MT), afirmou, nesta quinta-feira (5), que o Brasil deve abrir novos mercados com a conquista do título de país livre de aftosa com vacinação. O reconhecimento internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) será oficializado entre os dias 20 e 25 de maio, em Paris.

Blairo participou de cerimônia de sobre a erradicação plena da aftosa na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), com a presença do presidente Michel Temer. O governo federal lançou um selo comemorativo dos Correios com o logo: "Brasil, Livre de Aftosa".

"Com essa certificação, vamos conseguir frequentar outros países, que são mais rígidos e pagam melhor pela carne. O simbolismo é muito grande e vai trazer um novo status para o país”, afirmou o ministro.

Durante o evento, Blairo Maggi anunciou um plano estratégico para a retirada da vacinação contra febre aftosa. A partir de 2019, o trabalho começa no Norte e segue em direção ao Sul, até alcançar todo o país, em 2023. Em 5 anos, o governo federal quer eliminar a imunização animal contra a doença e, assim, receber um novo título de país livre de aftosa sem vacinação. Hoje, apenas Santa Catarina tem este reconhecimento.

“Inicialmente, começa com Amapá, depois vem Acre, Amazonas, Roraima e vem descendo. Isso porque, o Ministério da Agricultura fez um grande estudo dos fluxos sobre os locais onde os animais vivos transitam. Esses fluxos são sempre das zonas de menor volume de produção para região de maior produção para abates e mercado”, esclareceu Blairo Maggi.

De acordo com o Ministério da Agricultura, estados como Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul querem acelerar o processo e apresentar planos paralelos ao governo para a retirada da vacina.

O presidente Michel Temer afirmou que um possível mercado novo para o Brasil é o Japão. "Num encontro com japoneses, muito se falou sobre produtos brasileiros. Acho que podemos ampliar o mercado de carne no Japão, que hoje só importante um tipo de carne", afirmou Temer. Segundo o presidente, a erradicação da aftosa é um combate em conjunto e sem o apoio dos pecuaristas não seria possível combater a doença.

Aftosa no Brasil

O primeiro registro oficial de febre aftosa no Brasil foi no Triângulo Mineiro, em 1895. Os focos na América do Sul coincidiram com a importação de animais da Europa e com surgimento da indústria frigorífica no Brasil.

Em 1951, foi criado o Centro Pan Americano da Aftosa e reconhecida a necessidade de ações conjuntas entre os países do continente. Já em 1992, o Ministério da Agricultura criou o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, com a adoção de medidas regionais e da campanha sistemática da vacinação.

O último foco de aftosa foi registrado no município de Japorã, Mato Grosso do Sul, em 14 abril de 2006. Por outro lado, em 2007, o estado de Santa Catarina foi reconhecido pela OIE como a primeira zona livre da aftosa sem vacinação do país.

Hoje, o Brasil tem o maior rebanho comercial do mundo, com 218,7 milhões de cabeças de bovinos e búfalos. É também o maior exportador de carne com vendas para mais de 140 países.

O que é febre aftosa

A febre aftosa é uma doença infecciosa aguda que causa febre e, em seguida, provoca o aparecimento de aftas, principalmente na boca e nos pés de animais de casco fendido. A doença afeta bovinos, ovinos, suínos e caprinos, sendo causada por um vírus, altamente contagioso, que está presente em grande quantidade na saliva, no leite, nas fezes e até no sangue dos animais contaminados.

O principal efeito da febre aftosa é comercial. A ocorrência da doença impõe barreiras ao comércio de produtos de origem animais e ainda afeta a abertura de novos mercados.

FONTE: G1.
#180405-02
05/04/2018

Exportação de milho brasileiro foi recorde em 2017

Segundo a Abramilho, o Brasil exportou 29,25 milhões de toneladas do cereal no ano passado.

Na segunda-feira (02/04), o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) divulgou os resultados da exportação do mês de março, de acordo com a publicação houve um crescimento de 9,6% sobre março de 2017, pela média diária. No mês, as importações totalizaram US$ 13,8 bilhões, com acréscimo de 16,9% sobre o mesmo período do ano passado. O milho foi um dos itens na lista que teve recorde de exportação.

Desempenho em 2017

Segundo o MDIC, em 2017 o Brasil exportou um total de 29,25 milhões de toneladas de milho. O volume de milho exportado foi recorde. Na comparação com 2016 houve aumento de 33,8% no total embarcado e frente a 2015 (ano, até então, recorde) a alta foi de 1,2%. De acordo com informações da Associação dos Produtores de Milho (Abramilho), o milho brasileiro continua sendo muito valorizado no exterior pela qualidade e pela diferença cambial. Outra razão apontada por ele é o recente interesse pelo mercado mexicano em vista dos problemas que estão tendo em adquirir o milho americano.

Exportação de milho

Entre os principais países compradores do milho brasileiro no ano de 2017 estão os países asiáticos como Japão, Vietnã, Taiwan, Coréia do Sul e Malásia com US$1,82 bilhão. Outro grande comprador é o Irã com US$ 782,61 milhões de dólares, na Europa um dos principais compradores é a Espanha com US$ 436,93 milhões.

“Estamos frente ao final da segunda safra e, definitivamente, precisamos plantar mais milho”, afirmou Cesário Ramalho, vice-presidente da Abramilho. “Existe sim, mercado para o nosso milho. Já temos mais de 500 plantas de produção de etanol, hoje sabemos que várias destas plantas estão aceitando milho para a produção. Ou seja, nosso produtor precisa estar atento às novas oportunidades.”

FONTE: Farming Brasil.
#180405-01
05/04/2018

Nova taxação chinesa inclui soja dos EUA

Especialista pede cautela, mas admite que o momento atual é favorável à venda de parte da produção.

A inclusão da soja na lista de produtos norte-americanos que podem ser sobretaxados pela China deixou o Brasil ainda mais de sobreaviso quanto ao futuro da crise sino-americana. Como Brasil e EUA são os dois maiores fornecedores do grão para o país asiático, qualquer movimentação que afete as vendas de um alcançará os negócios de outro. Ontem, após o governo Xi Jiping incluir a oleaginosa na lista de mais 106 produtos norte-americanos que podem ser sobretaxados, oscilaram significativamente o preço do grão em Chicago e o prêmio pago pela soja brasileira. Um cenário propício para a especulação, alertam especialistas.

Enquanto a cotação da oleaginosa em Chicago encerrou o dia com queda de 2,2% (já que o grão poderá sobrar no mercado interno norte-americano), o prêmio pago pela soja brasileira deu um salto: passou de 110 centavos de dólar, na terça-feira, para até 165 centavos de dólar ontem.

"No cálculo final, a cotação fechou positiva para a o produto brasileiro, pois teve perde de US$ 0,22 na cotação internacional e ganho de US$ 0,50 no prêmio pago em Paranaguá no spot para maio (entrega imediata)", explica o analista Luiz Fernando Gutierrez Roque, da Safras & Mercado.

No porto do Rio Grande, segundo Guterrez, a cotação subiu de R$ 83,00, na terça-feira, para R$ 84,50 ontem (alta de 1,8%). Com a melhora no preço, diz o analista, o cenário é positivo para que produtores brasileiros fecham contratos agora. "É preciso ter cautela, claro, mas recomendo que o produtor venda uma parte do que tem disponível para negócios agora. Amanhã, os dois países podem sentar novamente, negociar, e tudo se normalizar", alerta Roque.

Para o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), o movimento de especulação, de uma forma ou de outra, não deverá alterar as cotações do grão em médio e longo prazos. "A demanda pela soja em si não será alterada por essa briga política e comercial. Então, apesar de o anúncio chinês ter algum impacto imediato, não deve alterar significativamente os preços", avalia Feldman.

Superintendente de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Lígia Dutra reforça que cautela deve ser a palavra de ordem no momento. A executiva da CNA alerta que o cenário ainda está sujeito a muitas variáveis e que o comunicado chinês sequer traz uma data para início da sobretaxa. "Vale lembrar que associação de produtores norte-americanos de soja divulgou uma carta aberta defendendo que Donald Trump encerre essa briga comercial com a China. Eles são a base do eleitorado de Trump, e o lobby do agronegócio é fortíssimo nos Estados Unidos", destaca Lígia.

Entenda o caso

· A briga político-comercial entre os Estados Unidos e a China teve como um dos marcos o dia 22 de janeiro, quando o presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu sobretaxar produtos importados da China, como painéis solares e máquinas de lavar, para "proteger os trabalhadores norte-americanos e a indústria local da importação massiva de produtos com preços baixos".

· Em 13 de fevereiro, Trump sinalizou que as políticas para proteger a produção local seriam mais agressivas e que considerava tarifar a importação de aço e alumínio de muitos países. Em 8 de março, ele assinou o ato que estabelece tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio importado pelos Estados Unidos.

· A China, então, respondeu, na voz de seu ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, dizendo que agiria do modo que fosse necessário no caso de uma guerra comercial com os Estados Unidos.

· No domingo, dia 1 de abril, o governo chinês informou que incluiria tarifa de importação entre 15% e 25% sobre cerca de 120 produtos norte-americanos.

· No dia 3 de abril, o governo norte- -americano divulgou lista com 1,3 mil produtos sobretaxados, com itens como luzes de LED, telas do tipo touch screen, televisores, motores, aço e componentes eletrônicos, atingindo diretamente a China.

· Ontem, a China revidou e acrescentou mais 106 produtos na lista inicial, divulgada em 1 de abril, incluindo a soja. Junto com o Brasil, que, em 2017, exportou 53,8 milhões de toneladas de soja para a China, os EUA (com 32 milhões de toneladas) são os maiores fornecedores do grão ao país asiático.

Crise pode afetar comércio global

Para o professor de Administração da Ufrgs Antônio Padula, estudioso das relações comercias chinesas, ainda é prematuro achar que a China não comprará soja norte-americana ou qualquer outro produto. E, mesmo que faça a sobretaxação, as muitas possibilidades no horizonte impedem qualquer tipo de planejamento sobre os rumos do grão.

"O Brasil não pode aumentar a área plantada, por exemplo, porque tudo pode mudar e ficarmos com excesso de produção. E esse é apenas um dos riscos. Para mim, o que de mais grave está ocorrendo é a fragilização que Trump está promovendo nos organismos internacionais de comércio", alerta Padula.

Ontem, a China informou que entrou com um "pedido de consultas" na Organização Mundial de Comércio (OMC), em resposta ao anúncio de tarifas dos EUA contra produtos chineses. Com isso, a entidade sediada em Genebra, que dispara o mecanismo de resolução de disputas da OMC, deverá iniciar consultas entre as duas nações. Isso se antes o governo Trump não der início a processo de negociação com Pequim, como esperam alguns analistas.

FONTE: Jornal do Comércio.
#180403-01
03/04/2018

Exportações de soja do Brasil mais do que triplicam em março

As exportações de soja do Brasil saltaram quase 208% em março ante fevereiro, para 8,81 milhões de toneladas, e ficaram bem próximas das 8,97 milhões de igual período do ano passado, com o ritmo diário de embarques mais forte em 2018.

Dados divulgados nesta segunda-feira (02) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, em março, foram vendidas ao exterior, em média, 419,7 mil toneladas da oleaginosa por dia, contra 390,4 mil toneladas por dia há um ano.

O Brasil é o maior exportador mundial de soja, e seus embarques costumam aumentar a partir de março, à medida que avança a colheita país afora. O ritmo de exportação mais acentuado neste ano, contudo, pode indicar uma maior procura pela commodity brasileira, uma vez que a Argentina, outro importante fornecedor mundial, viu sua safra quebrar em razão de uma severa estiagem. Os problemas no país vizinho acabaram por dar sustentação aos preços internacionais da soja, estimulando os produtores brasileiros a comercializar.

De acordo com o Cepea, os preços da soja voltaram a subir nos últimos dias, especialmente em razão da recente valorização do dólar frente ao real. Além disso, produtores estão retraídos, fazendo com que compradores paguem mais pela oleaginosa.

A firme demanda externa, especialmente da China (pelo grão) e da Coreia do Sul (para o farelo), também deu suporte aos prêmios de exportação e aos valores domésticos. No porto de Paranaguá (PR), o valor médio do Indicador Esalq/BM&FBovespa da soja, em março, superou em 6,25% o de fevereiro.

Milho

As exportações de milho do Brasil também cresceram em março na comparação anual, embora tenham caído em relação ao mês de fevereiro.

Segundo a Secex, foram exportadas 605,3 mil toneladas do cereal no mês passado, ante 1,25 milhão em fevereiro e 243 mil um ano antes. A expectativa de analistas do mercado é de que o País exporte 30 milhões de toneladas do grão neste ano.

No mercado físico, de acordo com o Cepea, os preços do milho continuam em baixa em muitas praças de São Paulo, Santa Catarina e de Mato Grosso do Sul. Em Campinas (SP), região de referência do Indicador Esalq/BM&FBovespa, o recuo foi de 1,63% entre 23 e 29 de março, fechando a R$ 40,35 por saca de 60 kg na quinta-feira (29). No mês, porém, o Indicador ainda acumulou alta, de 2,93%.

FONTE: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.
#180402-01
02/04/2018

Taxa de importação sobre frutas americanas por parte da China pode gerar oportunidades ao Brasil

A Nação asiática anunciou taxa de importação de 15% sobre frutas dos EUA. Medida entra em vigor nesta segunda-feira (2). EUA exportam grandes quantidades de cerejas, maçãs, uvas, cítricos, ameixas, peras e morangos para a China. Brasil pode se beneficiar, especialmente em maçã e uva.

A China impôs uma taxa de importação de 15% sobre frutas norte-americanas. A medida, que entra em vigor nesta segunda-feira (2), é uma retaliação ao governo dos EUA, que divulgou no final de março taxas de importação sobre alumínio e aço da nação asiática.

Com a formação desse cenário, a expectativa é que o mercado brasileiro de frutas seja beneficiado. "Ainda é prematuro falar sobre assunto, ainda mais quando envolve a política de países como China e EUA. Acredito que ainda terá muita conversação, mas é um momento de reflexão", destaca o produtor rural, Roberto Losqui.

Os EUA exportam grandes quantidades de cerejas, maçãs, uvas, cítricos, ameixas, peras e morangos aos chineses. Ainda na visão do produtor, o Brasil poderia se beneficiar, especialmente nos embarques de frutas como maçãs e uvas.

"No caso das outras frutas não teríamos condições de atender a essa demanda devido ao tempo de prateleira que não temos. E com certeza, o Nordeste seria beneficiado em função do clima, as frutas têm potencial melhor para as exportações", explica Losqui.

FONTE: Notícias Agrícolas