#190401-04
01/04/2019

Marfrig reinaugura complexo industrial em Mato Grosso

A Mafrig Global Foods reinaugurou uma planta frigorífica em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, nesta segunda-feira (01.04). Com investimento da ordem de R$ 50 milhões, a unidade deverá abater até 1,5 mil animais por dia e gerar dois mil empregos diretos. A unidade deverá produzir carne in natura e processada para países de todo o mundo.

Autoridades do estado, representantes do setor produtivo, a diretoria e funcionários do Grupo Marfrig participaram da cerimônia de abertura da unidade realizada no complexo industrial de Várzea Grande. De acordo com o diretor operacional da empresa, Artemio Listoni, a Marfrig priorizou os investimentos em Mato Grosso por acreditar no potencial da região.

“A diretoria remanejou os investimentos que seriam alocados em outro estado para investir nesta unidade que possui capacidade para produzir bovinos e carnes processadas para todo o mundo. Nossa meta é chegar a produção de 70 mil toneladas de industrializados por ano”, afirmou o diretor.

A unidade reinaugurada pela Marfrig estava sob responsabilidade compartilhada das empresas Minerva e BRF Foods, porém não estava operando em sua totalidade. A partir de um acordo comercial, Minerva assumiu a planta frigorífica que a Marfrig possui no município de Parantinga em troca da unidade de Várzea Grande, que possui como diferencial a infraestrutura para fabricação da hambúrgueres, almondegas e carne cozida.

O presidente do Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC), Guilherme Linares Nolasco,  destaca a importância da unidade para o setor, que passa a contar com mais uma indústria para o processamento e também exportação da carne de Mato Grosso. “Esta fábrica possui habilitação para os principais mercados, como União Europeia, Chile, Irã, entre outros grandes consumidores da nossa carne, ampliando as opções para os pecuaristas, a nossa produção industrial e consequentemente a receita para nosso estado”, afirmou Nolasco.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, afirmou que o setor industrial é essencial para a recuperação econômica do estado. “Precisamos recuperar os investimentos para gerar emprego para a população e superar a crise que atingiu Mato Grosso. Vamos contar com mais dois mil empregos diretos. É uma das grandes empresas do país que está prestigiando nosso estado”.

Para o senador da república Jayme Campo, o município de Várzea Grande e todo o estado ganham com a reinauguração da unidade. “Precisamos de empresas que acreditem e invistam para gerar empregos para nossa população. Este é único meio de se fazer justiça social”, declarou o senador.

Também participaram do evento o filho do presidente da Marfrig Global Foods, Marcos Fernando Marçal dos Santos, a prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos, o Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Normando Corral, a diretora-executiva da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Daniella Bueno Soares, Presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Jorge Pires de Miranda, e o presidente da Associação dos Criadores de Nelore, Breno Molina.

FONTE: Notícias Agrícolas
#190401-03
01/04/2019

Nigéria tem interesse em importar a tecnologia brasileira em agricultura

A ministra de Estado da Indústria do país africano, Hajiya Aisha Abubakar, esteve em reunião no Brasil na semana passada; setor de óleo e gás e serviços financeiros também estão no foco

O conhecimento e a tecnologia que o Brasil possui nos setores da produção agrícola, automotivo, serviços financeiros e de óleo e gás estão no foco dos interesses do governo e das empresas da Nigéria.

Na semana passada, uma delegação nigeriana chefiada pela ministra de Estado da Indústria, Comércio e Investimentos do país africano, Hajiya Aisha Abubakar, esteve no Brasil para discutir esses temas com o governo e setor privado nacional.

Em entrevista ao DCI, Abubakar contou que a reunião com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Economia, na última terça (26), discutiu formas de cooperação bilateral, mas que não houve um acordo mais propositivo.

“Há muitas oportunidades de colaboração entre Nigéria e o Brasil. Para nós, nos interessa, particularmente, o conhecimento brasileiro na área da agricultura, serviços financeiros, setor automotivo e de construção civil”, destacou a ministra nigeriana.

Na reunião, também foi debatido como as duas nações podem integrar as suas cadeias de produção e internacionalizar suas empresas.

O diretor-geral do Bank of Industry da Nigéria, Leonard Kange, reforçou que o interesse nigeriano no know-how (conhecimento prático) brasileiro, especialmente na agricultura, está relacionado com as similaridades que os dois países têm em termos de clima, população e indústria. Além do setores elencados pela ministra da Indústria, Kange cita que a tecnologia brasileira na área de petróleo e gás natural é outra necessidade da Nigéria neste momento.

Números das trocas

Em 2018, a balança comercial do Brasil com a Nigéria ficou deficitária em US$ 964 milhões, decorrente de exportações no valor de US$ 667 milhões e importações de US$ 1,631 bilhão. Dentre os principais produtos que o Brasil vende para a Nigéria, estão o açúcar em bruto (56%), ônibus (17%), fumo (4,6%) e tratores (2%). Já as nossas compras da Nigéria são, basicamente, petróleo em bruto (84%), seguido de ureia (8,2%) e gás natural (6,8%), segundo dados do Ministério da Economia.

A presidente da Câmara de Comércio Brasil África (Ecowas Brazil), Silvana Saraiva, afirma, por outro lado, que o processo de diversificação da economia não só da Nigéria, como de outros países africanos é uma oportunidade para o Brasil ampliar suas exportações.

“Muitos países africanos estão com crescimento acelerado, o que tem possibilitado a diversificação das suas economias. Porém o Brasil não tem aproveitado essa potencialidade”, diz Saraiva. O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) do continente africano cresça 4,0% em 2019 e 4,1% em 2020.

A presidente da Ecowas Brazil afirma que, como a indústria africana ainda não está fortalecida, as oportunidades de exportação e investimentos na África estão na área de máquinas e equipamentos, além de tecnologia, seja na forma de oferta de serviços, conhecimento e mercadorias.

“Falta ao empresário brasileiro ter mais conhecimento do mercado consumidor africano e saber que os bancos de lá, por exemplo, estão bastante fortalecidos”, ressalta Saraiva. Em relação às nossas importações, a presidente da Ecowas Brazil diz que as compras brasileiras de manteiga de karité da Nigéria e de pasta de cacau da Costa do Marfim tem crescido, porém ainda há potencial para uma expansão maior.

A balança comercial do Brasil com a África ficou positiva em US$ 1,558 bilhão em 2018, resultado de exportações no valor de US$ 8,1 bilhões e importações de US$ 6,6 bilhões. Nossas vendas à África se concentram em açúcar, carnes e minério de ferro, enquanto as compras, em petróleo bruto.

FONTE: Portal do Agronegócio
#190401-02
01/042019

Algodão: volume exportado sobe 107% em um ano, revela Secex

Em receita, as vendas externas da pluma renderam US$ 166,2 milhões, 102,18% acima dos US$ 82,2 milhões faturados em março de 2018

Durante o mês de março, o Brasil exportou 97,6 mil toneladas de algodão, , 107,21% mais quando comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 47,1 mil toneladas. Em receita, as vendas externas da pluma renderam US$ 166,2 milhões, 102,18% acima dos US$ 82,2 milhões faturados em março de 2018. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, dia 1°,  pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Segundo o departamento, as exportações de algodão atingem o pico durante o segundo semestre do ano e depois diminuem progressivamente na entressafra. Neste ano, entretanto, os volumes seguem maiores do que os embarcados no ano passado por causa da safra volumosa no País e da demanda chinesa aquecida.

Na comparação com fevereiro de 2019, o resultado é positivo tanto em volume, com avanço de 11,79% quanto em receita, que subiu 11,84% ou US$ 148,6 milhões. No acumulado dos três meses de 2019, o país embarcou 293,8 mil toneladas de algodão, com receita de US$ 503 milhões.

O preço médio da tonelada da pluma exportada no mês passado foi de US$ 1.702,20, ante igual valor de fevereiro deste ano e US$ 1.742,70 em março do ano passado.

FONTE: Canal Rural
#190401-01
01/04/2019

China reduz importações da soja, mas compensa comprando mais carne suína

Se a China vai comprar menos soja em 2019 – não só dos EUA, mas de uma forma geral – seu movimento deverá ser compensado com maiores importações de carne suína. A demanda da nação asiática por farelo de soja e, consequentemente, pelo grão começou a perder força depois que o país foi - e tem sido - acometido por um surto de Peste Suína Africana. Embora os impactos deste momento apareçam como pílulas nos preços e nos negócios, a doença é cruel com os planteis da nação asiática e de países vizinhos.

Estimativas mostram que os chineses poderiam importar o dobro de carne suína neste ano, elevando o volume total a algo próximo de 2 milhões de toneladas. Para alguns, essa estimativa é conservadora. Em entrevista à Bloomberg, o estrategista chefe da consultoria internacional Allendale, Rich Nelson, as compras chinesas podem triplicar ou até quadruplicar este ano. 

Números do Rabobank mostram esse potencial de importação, contra a possibilidade de uma queda de cerca de 20% na produção local de carne de porco. Caso isso se confirme, a produção chinesa poderia cair para um total entre 50 e 51 milhões de toneladas, contra o volume do ano passado de algo variando entre 54 e 55 milhões de toneladas. 

“Estive em um congresso de carnes em que a notícia foi de que a China poderia reduzir de 4 a 5 milhões de toneladas de carne suína este ano. A título de comparação, a produção total do Brasil é de 3,8 milhões. Ou seja, os chineses poderiam perder uma produção brasileira de carne de porco em um ano”, explica o sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo.

Somente dos EUA, de acordo com fontes familiarizadas com o assunto e ouvidas pela Bloomberg, a China deverá importar 300 mil toneladas de carne suína em 2019. Somente na primeira metade do ano, o total poderia alcançar 200 mil toneladas.

O volume é 81% maior do que o de 2017, por exemplo, antes do início da disputa comercial. Em 2018, o volume importado foi de 85,7 mil toneladas. Voltando parte de suas compras para o mercado norte-americano, os chineses atendem parte de sua demanda e ainda amenizam as tensões instaladas com os EUA há mais de um ano, quando foi iniciada a guerra comercial.  

O gráfico a seguir, da Bloomberg, traz dados da Administração geral de Alfândegas da China e mostra como evoluíram as compras chinesas de carne de porco nos Estados Unidos nos últimos oito anos.

A produção de carne suína na China vem sendo consideravelmente reduzida desde que o último trimestre do ano passado, quando os casos da peste suína africana começaram a se intensificar, segundo reportam agências internacionais de notícias. 

De acordo com especialistas internacionais, a doença tem se mostrado de difícil controle e ainda tem provocado a morte e a necessidade de abates sanitários de muitos animais. A população de porcas já caiu 15% no rebanho chinês, que é o maior do mundo. E casos têm sido registrados também na Mongolia e no Vietnã. 

"A China está com 115 casos de peste suína neste momento e com uma falsa impressão de que está havendo menos relato de caso, e que está havendo um controle. Mas não é nada disso. As notícias verdadeiras que vêm de lá, concretas, é de que estão sendo relatados menos casos para não perderem o subsídio que o governo está pagando pelos animais abatidos. Os casos não estão desaparecendo, o surto não está sob controle, e a China vai continuar comprando grandes volumes de carne suína e vai, neste meio tempo, ter que reduzir as compras de soja em grão e fazer menos farelo. E isso está sendo mal interpretado", explica Cogo. 

Assim, segundo Pan Chenjun, analista internacional do Rabobank em Hong Kong, "todas as proteínas deverão subir, mas só o aumento das importações do produto americano será insuficiente para suprir as necessidades do país". O Brasil, mesmo com o mercado americano em um dos focos, poderia ser o maior beneficado nessa mudança no mercado global de suínos. 

Em fevereiro, as exportações brasileiras de suíno se recuperaram com força depois de um dezembro e janeiro mais fracos e alcançaram o recorde de 53,3 mil toneladas, 27% a mais do que em fevereiro do ano anterior. No primeiro trimestre de 2019, as vendas externas brasileiras de carne suína foram 20% maiores do que o mesmo período de 2018. E desde iniciada a guerra comercial, as exportações desse produto do Brasil para a China cresceram quase 200% até agora. 

A demanda maior foi registrada não só pela China, mas por países asiáticos de uma forma geral, onde a doença também tem sido registrada. Juntos, China e Hong Kong respondem por mais de 40% das exportações de carne suína do Brasil até este momento de 2019. 

Demanda por Ração

Se a demanda por carne suína vem crescendo no país, os abates de porcos por conta da doença, porém, têm reduzido a demanda por rações e, consequentemente, por farelo de soja na China. Segundo Li Ning, gerente geral de uma trader de commodities de Xangai, Living Water Trade Co. Ltd, a demanda de ração para suínos na temporada 2018/19 - de outubro a setembro - deverá apresentar um recuo de 12%, e a para farelo de soja, no mesmo período, de 5,5%. 

Para Li Qiang, consultor chefe da Shangai Intelligence Co Ltd á Reuters Internacional, o consumo chinês de ração suína caíra de 25% a 30% em 2019, e toda a ração geral poder apresentar um consumo menor na casa de 12 a 15%. 

Se comprarem menos soja, que comprem mais carne, portanto. Como explicou Carlos Cogo, essa proteína terá que ser produzida em algum lugar para que a China seja abastecida. 

Com informações da Bloomberg e da Reuters Internacional.

JBS: China antecipa uma demanda forte para todas as proteínas de origem animal

O surto de Peste Suína Africana (PSA) na China antecipou “uma forte demanda por proteína animal” que já era esperada para acontecer na Ásia, disse nesta sexta-feira, 29, o CEO da JBS USA, André Nogueira, em teleconferência com analistas para comentar resultados do quarto trimestre de 2018 e o consolidado do ano passado.

O diretor presidente do grupo JBS, Gilberto Tomazoni, acrescenta que o modelo de negócios da companhia, com atuação nos principais países produtores de carnes como Brasil, Estados Unidos, Canadá e Austrália, e a variedade de proteínas produzidas (cinco), permite que a companhia tenha uma ampla vantagem competitiva para atender demandas acionais por carnes.

Rabobank: peste suína africana deve causar perda de até 35% na produção chinesa

O economista do Rabobank, Adolfo Fontes, estima que o principal efeito da peste suína africana nas exportações para a China ainda está por vir. Ele afirma que o gigante asiático ainda precisará importar carne suína, mas também a bovina e de frango. “É um país que produz metade da carne suína do mundo e ainda importa o produto, então é muito importante”, explicou.

Fontes diz que as estimativas de perdas causadas pela peste no gigante asiático vão de 20% a 35% da produção total. “Tratando-se da China, que produz metade da carne suína no mundo e ainda importa, isso é algo muito relevante”, diz.

O economista estima que o Brasil deve passar a exportar mais carne para a China e para Hong Kong no restante deste ano. “Embora as exportações para Hong Kong tenham caído no primeiro bimestre deste ano ante o primeiro período de 2018, nós estimamos que a situação deve se estabilizar”, diz ele.

FONTE: Notícias Agrícolas
#190329-06
29/03/2019

Abertura dos EUA terá pouco impacto nas exportações de carne em 2019

Analistas estimam reabertura do mercado norte-americano a partir de agosto; missão desembarca no Brasil em junho

A missão norte-americana para auditoria no sistema de inspeção de estabelecimentos de carnes bovinas e suínas desembarcará no Brasil em 10 de junho, segundo confirmação recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No entanto, segundo relata a consultoria Informa FNP em seu boletim semanal, pelo menos neste ano, o Brasil terá poucas chances de tirar proveito de uma eventual reabertura do mercado norte-americano a partir do segundo semestre do ano.

Segundo relata a consultoria paulista, a indústria brasileira de carne bovina deverá disputar uma cota de 64,8 mil toneladas com países incluídos em um bloco chamado “outros”. Dessa cota, 24% já foram preenchidos até 20 de março pelos demais concorrentes, informa. “Após agosto, esse volume será bem menor”, relata a FNP.

A carne exportada fora da cota preestabelecida tem alíquotas de importação que tornam as vendas inviáveis para o Brasil e outros países.

Em junho de 2017, o USDA suspendeu as importações de carne fresca do Brasil sob a justificativa de preocupações recorrentes em relação à segurança sanitária dos produtos destinados ao mercado norte-americano – foram detectados em lotes da carne brasileira a presença de abcessos (surgimento de pus), ocasionados pela reação à vacina contra a febre aftosa.

FONTE: Portal do Agronegócio
#190329-05
29/03/2019

Ou diversifica a produção de Feijões ou tempos críticos virão pela frente

O recado que vem do momento de comercialização do Feijão mais do que nunca indica a necessidade de mudança e evolução em todos os níveis. Se diversificar o plantio era uma alternativa, agora tem se transformado em necessidade vital. O volume de sementes vendido ultimamente aponta para o excesso de produção no segundo semestre. Alguns produtores mais perspicazes silenciosamente estão migrando um percentual da área de plantio para Feijões exportáveis. Ninguém que plantou no ano passado os Feijões exportáveis se arrependeu. Rajado, vermelho, cranberry adzuki e, mais recentemente, o grão-de-bico têm a capacidade de distensionar o estressante mercado de Feijão-carioca. O recorde de exportação no ano passado deixa claro que nunca vendemos tanto Feijões em dólar. Fixar preços de contrato nesta semana tem sido bastante animador. O Brasil está longe de resolver o problema de liquidez de todos os produtores, mas estima-se que este plantio, já com comprador certo, tem crescido ao redor de 15% sobre as médias do ano anterior.
Acompanhe as planilhas de valores abaixo que são atualizadas a cada duas horas.

FONTE: IBRAFE
#190329-04
29/03/2019

Setor algodoeiro consolida as primeiras previsões para 2019/20

Com estimativa de produzir 2,8 milhões de toneladas de algodão em pluma, aumento de 31% em relação à safra 2017/18, o Brasil deve bater dois recordes na safra 2018/19. O primeiro, consecutivo, em relação ao volume de pluma, ante a marca anterior de 2,1 milhão de toneladas no ciclo passado, e o segundo, nas exportações. A previsão da Câmara é de embarque de dois milhões de toneladas de pluma este ano, contra 1,3 milhões de toneladas da safra anterior. Se confirmado, o país galgará o posto de segundo maior exportador mundial da fibra, atrás dos Estados Unidos. No mercado interno, o consumo da commodity é de, aproximadamente, 700 mil toneladas e todo o excedente é exportado. Os números do setor algodoeiro foram consolidados na quarta-feira, 28, durante a primeira reunião da Câmara Setorial do Algodão e derivados do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), que reúne representantes de toda a cadeia produtiva da fibra.

A reunião marcou o término do mandato do ex-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Arlindo de Azevedo Moura, à frente do fórum, que aguarda agora a nomeação do novo condutor. A sugestão da Câmara enviada ao Mapa é o presidente da Abrapa para o biênio 2019-2020, Milton Garbugio.

Nos dez estados produtores, a previsão é de incremento de safra, com destaque para o Mato Grosso, responsável por 66% da produção nacional, que plantou um adicional de 300 mil hectares na safra em curso, equivalentes a 36% a mais que no ciclo anterior, chegando a 1,07 milhão de hectares de lavouras. O estado deve colher 1,8 milhão de toneladas de algodão em pluma. A Bahia, segundo maior provedor nacional da fibra, plantou 26% a mais, em uma extensão de 333 mil hectares, com expectativa de colher 629 mil toneladas de pluma. Já Goiás, terceiro maior estado em produção, plantou 42 mil hectares, um incremento de 30% em relação ao ano-safra passado, e espera colher 70,7 mil toneladas.

A área plantada nacional foi de 1,6 milhão de hectares, 31% maior que na safra 2017/2018, com produtividade média de 1770 quilos por hectare, uma ligeira redução de 3% no índice, em relação ao período antecedente. “Esses números colocam o país numa situação de destaque no mercado mundial, fazendo com que o Brasil passe a influenciar na formação do preço da commodity, definido em Nova Iorque. Nos últimos três anos, praticamente dobramos a nossa área plantada, muito em função do mercado, mas também da capacidade do produtor”, explica Arlindo Moura.

Exportações – Com uma safra maior, a projeção da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) é de um volume de dois milhões de toneladas a serem embarcados, após o abastecimento do mercado interno. “De uma tradição de concentrar as exportações no segundo semestre, vamos passar para uma nova realidade de mandar algodão para fora ao longo dos doze meses do ano. Já nesta safra, a relação de volume por semestre será de 55% a 45%, respectivamente, no segundo semestre de 2019 e no primeiro de 2020, mas em breve esses percentuais vão se equiparar nos dois períodos”, disse o presidente da Anea, Henrique Snitcovski.

De acordo com pesquisas informais da Anea junto aos armadores, empresas e instituições portuárias, o Brasil já embarcou, de julho de 2018 até a terceira semana de março de 2019, em torno de um milhão de toneladas. Os dados oficiais são aproximadamente 50 mil toneladas inferiores. Até junho, devem partir para o mercado externo 1,3 milhão de toneladas de algodão em pluma da safra 2017/18. O número é um recorde sobre a marca alcançada em 2011/12, que foi de 1,03 mil toneladas. “Se isso se efetivar, superamos a Índia em volume exportado, e ficaremos atrás apenas dos Estados Unidos”, disse Snitcovski.

Retomada chinesa – À época do último recorde de exportações, 30% do algodão brasileiro tinham como destino a China, mas os altos estoques mantidos por política governamental naquele país fizeram com que a demanda diminuísse, chegando a bater em 10%. “Agora, no acumulado do segundo semestre de 2018 ao primeiro de 2019, a China já representa 40% das exportações brasileiras de algodão – cerca de 400 mil toneladas – e o Brasil segue forte em mercados já consolidados, como Indonésia, Vietnã e Bangladesh, com oportunidades na Turquia e na Coreia do Sul”, revela. A Anea defende que seja intensificado um trabalho de relacionamento com o gigante asiático, uma vez que o algodão nacional representou, nos últimos anos, cerca de 10% do montante importado naquele destino. No ciclo atual de exportações da safra 2017/18, esse número deve crescer para 25%. “Mas não podemos nos confortar com esse incremento, pois sabemos da perda de competitividade do algodão procedente dos Estados Unido,s em virtude das restrições tarifárias aplicadas entre os dois países, temos que aumentar e consolidar a participação do algodão brasileiro no mercado chinês”, diz.

Henrique Snitcovski acredita que, para isso, além de ser competitivo, o Brasil precisa garantir a regularidade do fornecimento, levando em consideração, além do volume de produção, o tempo de trânsito da origem ao destino. “O nosso transit time para a Ásia, principal consumidor, na melhor das hipóteses, leva 35 dias. Em algumas linhas, levam-se 70 dias. Os Estados Unidos entregam em 20 a 22 dias e a Austrália, entre 10 e 12. São os nossos principais concorrentes”, diz.

Capacidade – Os tempos de fluxo de comercialização e embarque também vão mudar, segundo a Anea, considerando uma safra maior e a distribuição do escoamento ao longo de doze meses. Snitcovski acredita que o país tem condições de se preparar para isso, uma vez que tem alcançado êxitos recentemente. “No final do ano passado, conseguimos, num único mês, exportar 215 mil toneladas de algodão. Se fizemos isso em um mês, temos de estar preparados para repetir o feito o ano inteiro.

Indústria – O mês de março criou perspectivas fortes para o setor de transformação de algodão. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), Fernando Pimentel, o carnaval em março e as chuvas do período aqueceram o consumo no varejo, e, consequentemente, a atividade industrial. O momento, contudo, foi de queda nas exportações de vestuário e têxteis para a Argentina, em torno de 30%, sem previsão de retomada em curto prazo. O país vizinho representa um quarto das vendas brasileiras, e, segundo Pimentel, a expectativa é “desconfortável”.

Para 2019, a Abit acredita que terá de rever a estimativa de crescimento, que era da ordem de 2% a 2,5%, e deve cair para algo entre 1,5% e 2%. “Houve um arrefecimento na expectativa da indústria após toda essa cacofonia no cenário político econômico. Logo após as eleições, fizemos uma pesquisa e tínhamos mais de 80% de ‘ótimo’ e ‘bom’ na percepção para o novo governo. Vamos repetir essa pesquisa, mas temos muita clareza de que aquele ímpeto inicial, pelo menos pela ótica da indústria, diminuiu, apesar das conversas sobre a reforma da previdência”, disse.

Como ponto positivo, o presidente da Abit diz que, nesse inverno, os varejistas vão poder dar saída aos estoques que sobraram da temporada do frio do ano passado. “O varejo tem mercadoria no pipeline e, havendo frio, essa sobra vai junto e puxa a produção nacional”, explica. Em termos de preços no ponto de venda, Pimentel diz que consumidor continua retraído quanto a aceitar pagar por qualquer adicional de valor. O Índice de Preço ao Produtor (IPP) Têxtil e do Vestuário, em doze meses, teve 7,83% de reajuste. “Mas precisaríamos do dobro disso para compensar os aumentos de custo não só com a matéria-prima algodão, como com energia e outros insumos relevantes”. Ele destaca o aumento nos custos com o corante índigo, na área do jeans, por conta do fechamento de fábricas na China.

Preço mínimo – Durante a reunião da Câmara Setorial, o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, disse que o reajuste no valor do Preço Mínimo, hoje fixado em R$64,42 a arroba, é uma prioridade do setor produtivo. O valor é referencial para os programas de crédito do Governo Federal, e também para as ocasiões em que são necessárias subvenções à comercialização e escoamento da safra. O último reajuste, feito na safra 2017/18 para 2018/19, foi de 14,5%. “Mesmo com essa correção, o preço mínimo ainda está defasado em 38%, em relação ao pago pelo mercado, que é de R$89,61 a arroba”, compara o executivo da Abrapa.

A proposta da Câmara é que se chegue a um valor de R$ 83,19 a arroba. Após a conclusão dos estudos, a Câmara vai entregar a argumentação para a ministra Tereza Cristina, que, se considerar o pleito, apresentará a sugestão à área econômica do Governo. “É importante revisar isso a cada ano. Já ficamos uma década sem mexer no preço mínimo e nunca mais conseguimos alcançar um valor mais aproximado do que é pago pelo mercado”, ressalvou Portocarrero.

FONTE: Jornal Nova Fronteira
#190329-03
29/03/2019

Burocracia atrasa exportação de mais de mil contêineres de carnes

Embora preocupado em desburocratizar a economia, prometendo até o “Revogaço” de normas, o governo federal implantou medida que está travando as exportações de carnes e outros alimentos. Nos portos catarinenses há mais de mil contêineres de carnes com embarques atrasados, causando milhões de dólares em prejuízos.

O problema é a mudança na forma de concessão do Cerificado Sanitário Internacional (CSI). Antes, esse documento era fornecido nas próprias agroindústrias por fiscais sanitários que atuam nas empresas. Há cerca de um mês, o documento passou a ser liberado somente na nova Central de Certificação estadual, que não tem profissionais suficientes para liberar os certificados nos prazos necessários.

A central de SC fica em Itajaí e conta somente com seis médicos veterinários para a tarefa enquanto a demanda de trabalho requer muito mais pessoas. Quem está arcando com os prejuízos são exportadores de carne suína, frango, queijos e outros alimentos que requerem inspeção.

Navios estão partindo sem as cargas previstas. Antes dessa mudança, os 60 fiscais que atuam nas empresas do Estado concediam o documento. Agroindústrias e entidades do agronegócio estão desesperadas com esse novo entrave, além da série de outros que já enfrentam o tempo todo. Pressionam o Ministério da Agricultura e Pecuária para resolver o problema com a maior rapidez possível.

FONTE: NSC Total
#190329-02
29/03/2019

Cooxupé divulga exportação de 3,92 milhões de sacas de café em 2018

Maior cooperativa do setor no Brasil havia embarcado pouco mais de 4 milhões de sacas em 2017. Greve dos caminhoneiros afetou desempenho. Entidade terá novo presidente

A Cooxupé exportou 3,92 milhões de sacas de 60 kg de café em 2018, frente a pouco mais de 4 milhões de sacas no ano anterior, informou em comunicado nesta sexta-feira (29). A maior cooperativa brasileira do setor também anunciou mudanças na sua diretoria, com um novo presidente executivo.

Segundo a Cooxupé, o recebimento de café pela cooperativa no ano totalizou um recorde de 6,45 milhões de sacas, contra 5,2 milhões de sacas em 2017.

"As exportações diretas só não foram maiores por conta da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio, no entanto o resultado ainda ficou dentro do esperado", disse em nota o presidente da Cooxupé, Carlos Paulino.

Segundo a cooperativa, a produção de café arábica em 2018 em sua área de atuação (Sul de Minas Gerais, Cerrado Mineiro e Média Mogiana Paulista) atingiu 8,4 milhões de sacas, consideravelmente acima das 6,68 milhões de sacas de 2017.

A Cooxupé reportou um faturamento de R$ 3,793 bilhões em 2018, com sobras de quase R$ 144 milhões, 42% acima do ano anterior, e distribuição de pouco mais de R$ 50 milhões aos cooperados.

Nova diretoria

Após assembleia geral, a Cooxupé ainda divulgou nesta sexta-feira uma nova diretoria. A presidência será assumida nos próximos quatro anos por Carlos Augusto Rodrigues de Melo, que anteriormente atuou como vice-presidente.

Carlos Paulino, presidente por quatro mandatos consecutivos, desde 2003, passará a ser membro do Conselho de Administração da Cooxupé, que também foi renovado durante a assembleia.

FONTE: G1
#190329-01
29/03/2019

Brasil pode exportar menos soja e ter aceleração do milho, diz Agrinvest

A partir de maio as exportações do Brasil perdem ritmo e, em contrapartida, os embarques de milho para o exterior ganham força, estima o analista Eduardo Vanin, da corretora Agrinvest, do Paraná

No ano passado, devido à forte demanda da China, que recorreu ao Brasil durante a guerra comercial com os Estados Unidos, a movimentação com soja tomou os portos durante boa parte do ano, tirando espaço do milho. Neste ano, o quadro mudou, disse o analista, em seminário online realizado na terça-feira, 26.

Segundo ele, a demanda chinesa se enfraqueceu, com queda do processamento de carne, por causa da peste suína africana, e os prêmios pagos pela soja brasileira estão longe do patamar da temporada passada. Tradings registram margens negativas em várias operações no Brasil - os valores pedidos em Sinop (aquisição de soja por R$ 65/saca para levar para o porto de Barcarena, no Pará) e em Sorriso (R$ 63/saca para levar ao porto de Santos (SP), não cobrem custos. "Tradings vão parar o programa de exportação de soja mais cedo neste ano", afirma ele.

Até agora, o total de soja comprometido para exportação no Brasil é de 21 milhões de toneladas. Em 2018, nesta época, o volume era semelhante, mas a partir de abril foram fechadas novas vendas da oleaginosa brasileira com a imposição de tarifa pela China à importação de soja dos EUA. Conforme Vanin, sem a repetição da demanda, multinacionais começarão em maio a ocupar com milho os terminais de exportação, cumprindo contratos de transporte do tipo "take or pay" (o pagamento é realizado independente do uso), movimento que deve ganhar força em junho. Em virtude de o cereal ter sido plantado cedo e da perspectiva até o momento de produção volumosa no País, há ofertas de milho com preço considerado atrativo para a segunda quinzena de junho. "O milho brasileiro está muito competitivo na exportação", disse Vanin. Segundo ele, a exportação pode chegar a 33 milhões de toneladas do cereal. "O consumidor interno precisa ficar atento porque uma demanda externa grande pode enxugar rápido os estoques e aumentar a concorrência pelo milho.

"Vanin disse ainda que, se houver acordo entre China e EUA, a nação asiática pode ampliar em muito o volume adquirido dos EUA - o compromisso é o de comprar US$ 30 bilhões em produtos norte-americanos. "A última vez que a China comprou tanto volume dos EUA foi em 2012, quando adquiriu US$ 26 bilhões, mas, naquele momento, os preços estavam muito mais elevados. Com os atuais preços baixos de soja, milho e trigo, a China teria que comprar um grande volume de produto norte-americano para chegar a esse montante", disse. "Isso enxugaria os estoques dos EUA, o que seria um ponto positivo para os futuros na Bolsa de Chicago, mas para os prêmios no Brasil não seria tão bom."

FONTE: Portal do Agronegócio
#190319-11
19/03/2019

Brasil importou 24,96 milhões de toneladas de fertilizantes

Os nitrogenados importados equivalem a 8,77 milhões de toneladas

Um levantamento realizado e divulgado pela Globalfert indicou que o Brasil acabou importando um total de 24,96 milhões de toneladas de fertilizantes durante o ano de 2018, o que representou um aumento de 4% em relação ao ano anterior. Nesse cenário, os fertilizantes nitrogenados foram responsáveis por 35% do volume total das importações.

Além disso, os nitrogenados importados equivalem a 8,77 milhões de toneladas e um aumento de 1% quando comparado com o ano de 2017. Sendo assim, o Sulfato de amônio foi o tipo de fertilizante que mais registrou aumento no ano passado, com um percentual total de ganho de 22%. Ao todo, foi responsável por 26% do volume de nitrogenados comprados, ou seja, 2,3 milhões de toneladas.

Bastante usada, a Ureia não registrou nenhum ganho na importação, ficando com 0% no índice levantado pela Globalfert. Mesmo assim foi responsável por 62% do volume total dos nitrogenados importados, com 5,4 milhões e toneladas, sendo que os meses em que essa importação foi maior foram outubro, novembro e dezembro, ficando aquém em janeiro, março e julho.

Quanto ao nitrato de amônio, o resultado captado pelo levantamento foi negativo no âmbito da importação, com um percentual de –22% no ano passado, representando 12% do volume total da categoria e um milhão de toneladas. Em relação ao período de tempo, os meses que mais registraram importação desse produto foram também os três últimos do ano, ficando abaixo do esperado durante os meses de fevereiro e março.

FONTE: Portal do Agronegócio
#190319-10
19/03/2019

Mercado: Brasil inicia exportação de semente de aveia preta à União Europeia

Pela primeira vez, o Brasil exportou semente convencional de aveia preta à União Europeia, ao embarcar no dia 26 de fevereiro um contêiner com 24 toneladas do produto, produzido pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).

As sementes foram enviadas à França, certificadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

As informações são da coordenadora-geral de Sementes, Mudas e Proteção de Cultivares da Secretaria de Defesa Agropecuária, Virgínia Carpi.

A exportação de sementes para aquele país somente pode ser realizada mediante o reconhecimento da União Europeia (UE) da equivalência dos sistemas de certificação.

A equivalência foi obtida no final do ano passado para sementes de cereais e forrageiras produzidas no Brasil.

Essa habilitação é o reconhecimento técnico que demonstra a qualidade do sistema brasileiro de certificação de sementes, observa Virgínia Carpi.

As sementes de aveia são utilizadas para a formação de pastagem destinada à alimentação de rebanhos.

A exportação foi realizada pela empresa gaúcha ADKalil Agricultural Consulting & Trading, de Porto Alegre (RS), por meio de parceria com o Iapar para a produção das sementes com base nas regras de certificação da UE.

O acordo contou ainda com a colaboração da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio (Fapeagro).

A venda de sementes pelo Brasil é promissora pela capacidade de produção comparada aos demais países (clima tropical, terras e água), lembra a coordenadora. Historicamente Goiás tem exportado sementes de milho.

Quem está habilitado e como certificar

O produtor de sementes, inscrito no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem), pode solicitar ao Mapa a certificação sob as regras da UE, conforme a Instrução Normativa nº 36, de 4 de outubro de 2017, que fixa as normas para certificação de sementes destinadas à União Europeia.

Estão aptas à certificação para a UE as cultivares que constam na lista de cultivares da OECD (Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico) e do Catálogo Comum de Cultivares da Comissão Europeia.

A certificação é realizada pelo Mapa, tendo como referência as normas de certificação da UE e da OECD.

FONTE: Dourados Agora
#190319-09
19/03/2019

Produtores de carne bovina investem em certificação e exportação para a Europa cresce quase 9% em 2018

Performance continua boa em 2019, com mais embarques totais de carne e aumento no número de solicitações para rastreamento de animais em janeiro e fevereiro

O Brasil provavelmente irá bater em 2019 um novo recorde na exportação de carne bovina para o mercado internacional, com o apoio do embarque da proteína para o exigente mercado europeu, aonde os frigoríficos chegam a pagar até R$ 4,00 a mais por arroba ao pecuarista.

O Brasil teve um ótimo desempenho na comercialização total de carne bovina no ano passado. O país embarcou 1,643 milhão de toneladas, crescimento de 11% sobre 2017, quando negociou 1,478 milhão. Foi o maior volume já comercializado pelo país na história e também recorde entre todos os produtores tradicionais do segmento no planeta. Em receita, o valor alcançado foi de US$ 6,57 bilhões, 7,9% acima do ano anterior.

"Os bons resultados são frutos de um trabalho de melhoria em todas as etapas do processo produtivo, que nos permite cumprir as mais exigentes regras internacionais com uma carne de qualidade e competitiva", afirmou o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antônio Jorge Camardelli. Hong Kong e China se revezaram como o principal destino. Em volume, Hong Kong foi o principal, com 24% do total, quase 395 mil toneladas. A China se destacou no faturamento, representando US$ 1,49 bilhão (22,63% do total).

E o envio de carne bovina para um dos mercados mais exigentes do mundo, a União Europeia, seguiu na mesma trilha, 8,8% de crescimento nas exportações em 2018. Envio de 118,317 mil toneladas sobre as 108,75 mil toneladas verificadas em 2017. Basicamente, com os cinco cortes nobres da carcaça, algo perto de oitenta quilos por animal. E um faturamento alcançado de US$ 728,1 milhões, 2,65% a mais do que em 2017, quando o país teve receita cambial de US$ 709,5 milhões. Os dados são da ABIEC e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX Brasil).

O mercado europeu representa um selo que atesta a qualidade de produção de carne bovina para o mundo inteiro. E paga a mais pela proteína desde que ela seja produzida com normas pré-estabelecidas. É justamente a certificação destas normas e a habilitação de fazendas pecuárias que seguem as regras que representam uma importante janela de oportunidades para os produtores de carne bovina do país no futuro. É o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (SISBOV), que identifica individualmente os animais de fazendas que desejam fornecer carne para mercados mais exigentes. E que hoje pode ser usado pelos pecuaristas brasileiros para agregar valor ao seu produto e qualificar melhor à carteira de compradores, no mercado interno e externo. O Brasil possui 1.780 fazendas certificadas e aproximadamente 4,3 milhões de animais por ano são rastreados. A exportação brasileira representa 22% da produção, onde 18 % deste total são destinados ao mercado Europeu.

O Serviço Brasileiro de Certificações (SBC) é uma das empresas credenciadas a realizar este trabalho e atualmente atende 820 fazendas com identificação, sendo que aproximadamente 540 delas estão habilitadas para a exportação Europa. São dois milhões de animais por ano, o que equivale a um pouco mais de 40% do mercado. “Participamos ativamente desta evolução no ano passado e crescemos 15% em fazendas certificadas, além de outros 23% em animais rastreados. A certificação SISBOV traz lucro para toda a cadeia. Premia o pecuarista, valoriza os negócios dos frigoríficos, obtém proteína de qualidade e ganha a confiança dos consumidores exigentes”, explicou Sérgio Ribas Moreira, Diretor da SBC.

E pelos números obtidos nos dois primeiros meses deste ano, o segmento pode avançar ainda mais nas duas frentes em 2019. As vendas totais da proteína atingiram 102,4 mil toneladas em janeiro, evolução de 2,9% sobre o mesmo mês de 2018, quando foram embarcadas 99,4 mil toneladas. Os dados são da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais.

Em fevereiro, um recorde. 115,5 mil toneladas embarcadas, 17,37% mais ante as 98,4 mil toneladas de fevereiro do ano passado e avanço de 12,79% sobre as 102,4 mil toneladas embarcadas em janeiro. Um recorde para meses de fevereiro. Resultados que sinalizam o mesmo caminho trilhado pela SBC em relação aos pecuaristas que acessam o mercado europeu. A empresa registrou em janeiro uma evolução de 26% no número de animais rastreados, em relação a janeiro de 2018. “O ano começou realmente acelerado, penso que 2019 será um ano promissor para as exportações de carne bovina”, analisou Sergio Ribas.

Segundo os especialistas, o mercado internacional de carne bovina vai continuar atraente para a proteína brasileira, de olho na ‘fome’ de importadores como China, Hon Kong e demais países Asiáticos, nas compras consistentes de países como Chile e a volta da Rússia, e a possibilidade dos Estados Unidos reabrirem suas compras. “Estamos projetando nosso crescimento em 2019 em 15%. Há demanda de novos produtores ingressarem ao SISBOV, os frigoríficos estão fomentando, pois precisam atender aos compradores mais exigentes. E a certificação para Europa ajuda a agregar mais lucro aos produtores”, conclui Sérgio Ribas.

FONTE: Notícias Agrícolas
#190319-08
19/03/2019

Cafés do Brasil geram US$ 28,6 bi de receita cambial em cinco anos

Exportações somam 175 milhões de sacas de 2014 a 2018, e mantém o café em 5º lugar nas exportações do agronegócio

As exportações brasileiras de café, no período de 2014-2018, atingiram o volume de 174,25 milhões de sacas de 60kg e arrecadaram US$ 28,62 bilhões de receita cambial. Assim, o preço médio nesse período foi de US$ 164,24 por saca. Resultado é que, em 2014, com a exportação de 36,43 milhões de sacas, as receitas  atingiram US$ 6,61 bilhões; em 2015, com a exportação de 37,02 milhões de sacas – US$ 6,16 bilhões; em 2016, cujo volume exportado foi de 34,27 milhões de sacas e a receita US$ 5,45 bilhões; no ano de 2017 as exportações somaram 30,93 milhões de sacas com uma receita cambial de US$ 5,25 bilhões; e, finalmente, em 2018, foram exportadas 35,61 milhões de sacas de 60kg e a receita atingiu US$ 5,15 bilhões.

Mesmo com decréscimo na receita cambial,  o café  se mantem em quinto lugar no ranking das exportações do agronegócio, o qual em 2018 teve a seguinte performance: 1° – complexo soja, 2° – carnes, 3° – complexo sucroalcooleiro, 4° – produtos florestais e, 5°, o café. Em relação ao Valor Bruto da Produção – VBP (exclusivamente das lavouras), o café também se destaca em quinto lugar nesse ranking: soja, novamente em primeiro, cana-de-açúcar em segundo, milho em terceiro e algodão herbáceo em quarto, precedendo o café.

Em fevereiro de 2019, o desempenho dos Cafés do Brasil manteve destaque com a exportação de  3,42 milhões de sacas, um recorde mensal, quando comparado com  fevereiro dos anos anteriores. Com relação ao café solúvel,  que agrega valor com processo industrial, o preço médio obtido foi de US$ 150,84 por saca, valor aproximadamente 68% superior ao preço do café robusta (principal insumo da indústria de café solúvel), que teve média de US$ 89,84 por saca. Disso mais, o café arábica foi vendido por US$ 132,02 por saca em fevereiro.

Com relação a janeiro e fevereiro de 2019, os cafés diferenciados exportados perfizeram o preço médio de US$ 168,86 por saca,  39% superior ao preço médio dos cafés Naturais/Médios (US$ 121,48 por saca). E, além disso, também em relação ao preço médio citado, houve acréscimo de 13% se comparado com o preço médio dos cafés industrializados (Solúvel e T&M), que foram vendidos ao preço médio equivalente de US$ 149,51 por saca. Esta análise das exportações dos Cafés do Brasil foi baseada nos dados do Relatório mensal fevereiro 2019, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé.

O Cecafé estima nesta edição de fevereiro,  que se mantido o desempenho das exportações nos próximos meses, o volume exportado neste ano cafeeiro deverá ser próximo de 40 milhões de sacas. O Conselho atribui essa perspectiva de crescimento como sendo “(…) reflexo da liderança absoluta do agronegócio café do Brasil, por meio da organização e eficiência logística do comércio exportador, bem como dos consistentes investimentos em pesquisa, tecnologia e sustentabilidade de todos os elos da cadeia produtiva”.

FONTE: Portal DBO
#190319-07
19/03/2019

Exportações do agronegócio renderam US$ 7,2 bi em fevereiro

Puxadas mais uma vez pelas receitas com os embarques de soja, as exportações do agronegócio brasileiro renderam US$ 7,2 bilhões em fevereiro, crescimento de 15,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura.

No mês passado, as importações do setor somaram US$ 1,2 bilhão, alta de 10,4%. Com isso, o superávit comercial do agronegócio brasileiro cresceu 16,5% em fevereiro, a US$ 6 bilhões.

Com o aumento das vendas, a participação do agronegócio nas exportações do Brasil teve um grande salto na mesma base de comparação, passando de 36% em fevereiro de 2018 a 44,5%.

A China seguiu como principal destino das exportações do agronegócio. No mês passado, o país asiático respondeu por 32,8% da receita obtida pelo setor. Nesse período, os embarques do agronegócio brasileiro ao país asiático somaram US$ 2,3 bilhões, crescimento anual de 77,2%.

Considerando todos os destinos, o destaque foram para exportações do complexo soja (grãos, farelo e óleo), que pela primeira vez ultrapassaram a marca de US$ 2 bilhões para meses de fevereiro. No período, atingiram US$ 2,6 bilhões, avanço de 54% em relação a fevereiro de 2018.

No período, os embarques de soja em grão renderam US$ 2,21 bilhões, mais que o dobro registrado em igual intervalo do ano passado. Por outro lado, a receita com as exportações de farelo de soja recuaram 29%, para US$ 341,9 milhões. A receita com as exportações de óleo de soja diminuiu 71,3%, para US$ 28,6 milhões.

De acordo com o Ministério da Agricultura, as exportações de carnes também cresceram em fevereiro, com receita cambial de US$ 1,1 bilhão em exportações, 4,8% a mais que em fevereiro de 2018. Em volume, essas exportações bateram o recorde para o mês, com 520 mil toneladas.

A receita com as exportações de carne bovina e de frango foi praticamente idêntica em fevereiro —US$ 518 milhões de cada. Além dessas carnes, o Brasil obteve uma receita de US$ 99 milhões com os embarques de carne suína, incremento de 7,5% nas comparação anual. As exportações de carne de peru, por sua vez, renderam US$ 4,3 milhões em fevereiro, diminuição de 64,5%.

No caso do café, as exportações somaram US$ 452,3 milhões, incremento de 10,4%. Segundo o Ministério da Agricultura vendas de café verde (em grão) registraram recorde em volume exportado para meses de fevereiro, com 186,7 mil toneladas. As exportações de cereais, farinhas e preparações também tiveram aumento, de 40,6%, para US$ 373,4 milhões, com o milho tendo rendido US$ 309,8 milhões ao país, 54,8% a mais que em fevereiro do ano passado.

Na contramão dos principais commodities agrícolas comercializadas pelo Brasil, as exportações do complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol) registraram queda de 22,8% em fevereiro, para US$ 425,7 milhões.


FONTE: Portos e Navios
#190319-06
19/03/2019

Brasil implantará cota de importação de trigo americano sem tarifa

Em comunicado conjunto, presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump informaram que serão feitas inspeções de frigoríficos de carne bovina

Brasil vai implementar uma cota tarifária permitindo a importação de 750 mil toneladas de trigo dos Estados Unidos com tarifa zero. A informação está no comunicado conjunto divulgado prelos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, que se reuniram, nesta terça-feira (19/3), na Casa Branca, em Washington.

O documento não detalha como será feita ou negociada essa cota de importação. O principal fornecedor externo do cereal para o mercado brasileiro é a Argentina. E, pelas regras atuais do Mercosul, os países membros não podem negociar acordos comerciais sem envolver os demais parceiros. E o bloco prevê tarifas de importação de produtos de outras origens.

No caso do trigo, a Tarifa Externa Comum (TEC) é de 10%. Dependente das importações do grão, o Brasil chegou a zerar a tarifa para garantir o abastecimento do mercado interno em algumas ocasiões, especialmente em anos de menor disponibilidade de oferta argentina.

O governo americano agendará uma visita técnica de inspeção sanitária. A intenção é a retomada das exportações de carne bovina in natura brasileira, suspensas depois da identificação de abscessos provocados pela aplicação da vacina contra a febre aftosa.

“Com o objetivo de permitir a retomada das exportações de carne bovina do Brasil, os Estados Unidos concordaram a agendar rapidamente uma visita técnica do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do Departamento de Agricultura para inspecionar o sistema de inspeção de carne “in natura” do Brasil, assim que esteja satisfeito com a documentação sobre segurança alimentar do Brasil”, diz o comunicado.

O comunicado conjunto informa também que Brasil se comprometeu a importar carne suína norte-americana. Sem mais detalhes, os dois presidentes anunciaram apenas que essas operações serão realizadas de acordo com “condições baseadas na ciência”.

Representante da cadeia produtiva da carne suína, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) diz concordar com a abertura do mercado brasileiro para a carne suína americana. Pontua apenas esperar reciprocidade.

“O setor de suínos do Brasil se manifestou em concordância com a abertura, ao mesmo tempo em que espera reciprocidade de tratamento com a autorização de todos os estados brasileiros para exportar carne suína para os EUA”, diz a entidade, em nota.

FONTE: Globo Rural
#190319-02
19/03/2019

Exportação de soja ultrapassa US$ 2,5 bi em fevereiro

As exportações do complexo soja (grãos, farelo e óleo) suplantaram pela primeira vez a barreira dos US$ 2 bilhões para os meses de fevereiro, registrando US$ 2,58 bilhões no segundo mês deste ano. O grande destaque foi a venda de soja em grão, com 6,1 milhões de toneladas. Com esse recorde na quantidade exportada (+112,7%), mesmo com a queda de 5,1% no preço médio de exportação, o valor de soja foi recorde no mês, atingindo US$ 2,21 bilhões (+101,8%).

Esse desempenho contribuiu para que as exportações do agronegócio crescessem de US$ 6,27 bilhões para US$ 7,25 bilhões no mês passado. O incremento das exportações em 15,6% ocorreu, especialmente, devido à elevação de 20,8% no índice de quantum das exportações. As importações também aumentaram, passando de US$ 1,08 bilhão para US$ 1,20 bilhão em fevereiro deste ano (+10,4%).

A participação do agronegócio nas exportações totais do Brasil em fevereiro atingiu 44,5%, de acordo com dados da Balança Comercial do Agronegócio, elaborados pela Secretaria Comercial e Relações Internacionais, foi feita nesta segunda-feira (18).

Além das exportações de soja em grão, o setor exportou US$ 341,9 milhões de farelo de soja (-29,0%) e US$ 28,6 milhões de óleo de soja (-71,3%).

As vendas de carnes foram de US$ 1,17 bilhão em fevereiro, em alta de 4,8% em relação ao valor exportado em no mesmo mês de 2018. A quantidade exportada de todas as carnes foi recorde para os meses de fevereiro, com 520 mil toneladas. O valor registrado em carne bovina e de frango foi praticamente igual, US$ 518 milhões de cada tipo. Além dessas carnes, foram negociados US$ 99 milhões de carne suína (+7,5%) e US$ 4,3 milhões de carne de peru (-64,5%).

O café também teve destaque, sendo exportados US$ 452,31 milhões, sendo US$ 409,23 milhões de café verde (+13,1%) e US$ 40,75 milhões do solúvel (-2,5%). A quantidade exportada de café verde, 186,71 mil toneladas, foi recorde para fevereiro.

No agrupamento cereais, farinhas e preparações houve aumento das vendas externas de US$ 265,57 milhões para US$ 373,47 milhões (+40,6%). O milho é o principal produto de exportação do segmento, com US$ 309,88 milhões (+54,8%).

FONTE: Investimentos e Notícias
#190319-01
19/03/2019

Vendas externas de café aos árabes cresce 40% em volume

Os embarques renderam US$ 33,7 milhões, um crescimento de 8% na mesma comparação

O Brasil exportou 281,6 mil sacas de 60 quilos de café aos países árabes no primeiro bimestre, um aumento de 40% sobre o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

“É importante considerar que temos maior oferta, qualidade e diferenciação de nosso produto que, ao longo dos últimos anos, vem despertando maior interesse dos países árabes”, informou o Cecafé por e-mail à ANBA em comentário ao desempenho.

A entidade destacou o forte crescimento das importações da Síria (123,5%), além das compras do Marrocos, Omã, Líbia, Egito, Kuwait, Jordânia, Arábia Saudita, Líbano e Emirados Árabes Unidos.

As vendas ao mundo árabe seguiram a tendência das exportações brasileiras de café como um todo. Em janeiro e fevereiro, os embarques totais avançaram 31,5% em relação aos dois primeiros meses de 2018, para 6,88 milhões de sacas.

As receitas aumentaram 8% na mesma comparação, para US$ 911 milhões. O preço médio da saca, por sua vez, recuou 18%.

De acordo com o Cecafé, em fevereiro de 2019 as exportações foram recorde para o mês. Foram embarcadas 3,4 milhões de sacas, um acréscimo de 36,3% frente a fevereiro de 2018. As vendas somaram US$ 449 milhões, um crescimento de 10,6% na mesma comparação.

No mês passado, o café do tipo arábica respondeu por 86,2% das exportações, o solúvel por 8,2% e o da espécie robusta por 5,5%. Houve aumento nos embarques dos três grupos.

“Os volumes de exportação de café apresentados em fevereiro registram o segundo recorde mensal consecutivo e histórico, neste ano. Tudo indica que se continuarmos nessa performance, deveremos encerrar o ano cafeeiro próximo a 40 milhões de sacas, o que também será um recorde histórico”, disse o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, segundo nota da entidade.

“É importante ainda ressaltar que esses resultados demonstram que o Brasil está em franca recuperação de participação do mercado global, atendendo aos mais diversos e exigentes mercados”, acrescentou.

No primeiro bimestre, os principais mercados do café brasileiro foram a Alemanha, os Estados Unidos, Itália, Japão, Bélgica, Turquia, Reino Unido, França, Rússia e Canadá. A maior parte do café do Brasil (81,5%) é exportado pelo Porto de Santos, em São Paulo.

FONTE: RVTV
#190318-10
18/03/2019

Exportação cresce 15% e superávit do agro em fevereiro é de US$ 6 bilhões

Produtos agrícolas representaram mais de 44% do total embarcado pelo Brasil no mês passado. O principal setor exportador foi o do complexo soja

O agronegócio brasileiro exportou US$ 7,25 bilhões em fevereiro, 15,6% mais que em igual mês de 2018, informou o Ministério da Agricultura. As importações somaram US$ 1,20 bilhão, crescimento de 10,4%. Com isso, o superávit no período foi de US$ 6,058 bilhões, ante US$ 5,190 bilhões no mesmo mês em 2018.

A participação do agronegócio nos embarques totais do Brasil no mês passado foi de 44,5%. O principal setor exportador foi o do complexo soja, com US$ 2,58 bilhões em fevereiro. Foram embarcadas 6,1 milhões de toneladas de soja e receita de US$ 2,21 bilhões, mais do que o dobro do ano passado. Em farelo de soja o faturamento foi de US$ 341,9 milhões (-29,0%) e, em óleo, US$ 28,6 milhões (-71,3%).

As vendas de carnes totalizaram US$ 1,17 bilhão, alta de 4,8% em relação a fevereiro de 2018. A quantidade exportada de todas as carnes foi recorde para o mês, com 520 mil toneladas.

Conforme a pasta, o café também teve destaque, sendo exportados US$ 452,31 milhões, sendo US$ 409,23 milhões de café verde (+13,1%) e US$ 40,75 milhões do solúvel (-2,5%). A quantidade exportada de café verde, 186,71 mil toneladas, foi recorde para fevereiro.

FONTE: Canal Rural
#190318-04
18/03/2019

Cresce exportação de soja do Brasil para a China

Exportação da “commodity” aumenta mesmo com negociação entre China e EUA pelo fim da guerra comercial

O Brasil nunca vendeu tanta soja para a China como agora. Só neste ano, 14,66 milhões de toneladas já foram embarcadas e também nomeadas, ou seja, confirmadas para embarque nos próximos meses. São 2 milhões de toneladas a mais que no mesmo período do ano passado.

E este comércio acontece não apenas porque a China deixou de comprar o grão dos Estados Unidos, mas porque a soja brasileira está mais competitiva no mercado internacional.

Só que este bom momento da commodity brasileira se depara com negociações, entre Estados Unidos e China, que podem resultar numa trégua comercial entre os dois países. Se o país asiático voltar a comprar a soja norte-americana, como ficará o produto e o produtor brasileiro?

Para o especialista em agronegócio,  professor Marcos Fava Neves, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, em um primeiro momento os produtores brasileiros sentirão o impacto.  

O professor garante, no entanto, que esse impacto será passageiro, porque, ao redirecionar suas vendas para a China, os Estados Unidos deixarão de atender a vários países compradores e o Brasil vai suprir essa lacuna.

É bom lembrar que a liderança brasileira nesse mercado é recente. O País lidera as exportações mundiais de soja com 43% das vendas externas. Os Estados Unidos perderam a hegemonia e caíram para o segundo lugar, com 40% do mercado.

FONTE: Jornal da USP
#190318-03
18/03/2019

Economia interna e mercado global devem impulsionar suinocultura, avalia Santin

Boas notícias do mercado internacional se somam à expectativa de crescimento econômico no Brasil

O suinocultor brasileiro, que trabalha com sistemas de integração ou de forma independente, pode comemorar um ano de 2019 bastante favorável para o setor. Depois de penalizado em 2018 por embargos e operações sanitárias que mancharam a imagem da suinocultura brasileira, grandes mercados mundiais reabrem suas portas e novos parceiros podem ganhar relevância nas exportações. São os casos de China, que precisa importar carne por conta do surto de Peste Suína Africana, que diminuiu os planteis e dificultou a logística no gigante asiático, de Rússia, que recentemente reabriu o mercado para a carne brasileira após longo embargo comercial, e de México, país em que as lideranças da suinocultura brasileira concentram esforços para começar a vender.

As boas notícias do mercado internacional se somam à expectativa de crescimento econômico no Brasil, que garante maior poder de compra ao consumidor, que reflete diretamente no consumo de carnes. Elas chegam depois de um 2018 marcado por dificuldades para os suinocultores brasileiros e para as agroindústrias. O custo de produção permaneceu em patamares elevados, a remuneração paga ao produtor não atingiu as cifras desejadas e as empresas sofreram com os reflexos das operações Carne Fraca e Trapaça, que fizeram com que países importadores das carnes brasileiras suspendessem as importações do Brasil. Em meio ao caos político, no ano passado também houve a greve dos caminhoneiros, que resultou em perdas para vários setores da economia.

Em entrevista para a Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o diretor-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, faz projeções otimistas para a suinicultura após o ano a ser esquecido. “Tivemos um ano de 2018 difícil por causa do bloqueio das exportações para a Rússia, mas no final do ano nós conseguimos a reabertura deste mercado. Na China vemos a Peste Suína Africana (PSA) avançar em proporções grandes. Fala-se que a China precisará importar de três a cinco milhões de toneladas de carne suína para atender a demanda. A gente já sabe que essa quantia não está disponível nos países exportadores, incluindo o Brasil”, aponta o executivo.

De acordo com Santin, os chineses vão precisar aumentar o consumo de carne de frango e bovina para suprir a falta de carne suína. Ele reforça que pela retomada das exportações para a Rússia e o episódio de PSA na China o Brasil vai ter um ano positivo na suinocultura.

Santin explica que é cedo para projetar o crescimento nos embarques, mas se nada acontecer de anormal nas questões sanitárias e comerciais, os embarques naturalmente vão ser maiores que os registrados no ano passado. “Devemos exportar muito mais do que as quase 600 mil toneladas de 2018. Infelizmente o envio de carne suína para outros países foi menor no ano passado em relação a 2017, mas em 2019 pretendemos ter patamares muito mais positivos. Como ainda dependemos verificar o panorama global, principalmente o de importação de carne suína da China, a gente ainda não fala em números. Mas se não houver nenhum episódio diferente, nós devemos ter crescimento entre 2 e 5% nos embarques de carne suína”, aponta o dirigente associativista.

Principais mercados externos

A figura dos importadores brasileiros não deve mudar muito, segundo Santin, mas a China deve tomar o posto de maior importador. “A China deve se confirmar como a maior importadora de carne brasileira, superando Hong Kong. Neste ano esperamos a habilitação de novas plantas para a China Continental. Hong Kong, que hoje é o maior importador de proteína brasileira, deve manter um bom volume de compras. A Rússia deve habilitar novas plantas para importar carne do Brasil. Esperamos exportar para a Coreia do Sul, mas temos grande expectativa em relação ao México, que é também um grande importador de carne”, menciona o diretor-executivo da ABPA. “A Ásia e alguns países da Europa estão sentindo os efeitos da Peste Suína Africana. Nós vamos ter a oportunidade de aumentar as nossas exportações porque eles terão diminuição da produção”, amplia.

No entanto, aponta Santin, é preciso manter o status sanitário para que a abertura comercial esperada se confirme. “A PSA está presente em vários países da Ásia, mas principalmente na China. Nós como produtores de suínos precisamos reforçar os cuidados com a sanidade da nossa propriedade. A sanidade é um dos grandes segredos do sucesso da nossa exportação. Esses cuidados devem ser ainda maiores em Santa Catarina, que é livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica”, orienta.

Imagem restaurada

Santin explica que a ABPA e outras entidades parceiras fazem um trabalho de recuperação da imagem desgastada após as operações sanitárias envolvendo a produção de carnes no Brasil. “Nós estamos fazendo um trabalho de recuperação da imagem global, mostrando a qualidade do nosso produto. Tivemos dificuldades de imagem, sim, mas é importante lembrar que desde a operação Carne Fraca, apenas 70 dos 160 mercados que nós atendemos barraram a importação de carnes do Brasil. Hoje todos esses países reabriram mercado com o Brasil”.

Ele amplia: “Continuamos a vender mais de quatro milhões de toneladas e 600 mil toneladas de suínos. Isso mostra a confiança que o mercado internacional tem em nosso produto. Existe muito trabalho para reconquistar a credibilidade e acredito que este ano será muito positivo não somente para o setor, mas também para a imagem brasileira do agronegócio”, aposta a liderança.

Fim da recessão

Ele explica ainda que as expectativas do setor suinícola se renovam com a entrada de um governo supostamente disposto a dar mais atenção ao agronegócio brasileiro, pilar da economia e fonte absoluta do superávit na balança comercial. “As expectativas que a gente tem com o novo governo e com o Ministério da Agricultura (Pecuária e Abastecimento) são positivas. O novo governo traz a responsabilidade de fazer reformas e colocar o país nos trilhos de novo. Nós já percebemos a economia caminhando, o crescimento do emprego e a confiança dos empresários retomada. Felizmente acabou aquele ciclo de retração econômica que nós vivenciamos nos últimos três anos. O crescimento projetado para a economia em 2019 está na casa dos 2,5 a 3%”, menciona Ricardo Santin.

Com relação a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a expectativa é ainda mais positiva. “A ministra é uma grande conhecedora do nosso setor, uma especialista em agronegócio. Ela também tem o apoio do secretário-executivo Marcos Montes. Vamos ter um ciclo muito positivo para as carnes suína, de aves e de ovos, que são representadas pela ABPA”, sustenta.

FONTE: O Presente Rural
#190318-02
18/03/2019

Ministra da Agricultura prepara missão à China para aumentar exportações

Intenção da ministra é aumentar o número de frigoríficos com habilitação sanitária a exportar para o país asiático

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse no domingo (17) que pretende organizar uma missão para a China na primeira semana de maio para tentar ampliar as exportações de carne suína, bovina e de frango ao mercado chinês. A intenção da ministra é aumentar o número de frigoríficos com habilitação sanitária a exportar para o país asiático, hoje o maior parceiro comercial do Brasil, além de tratar a questão da exportação de soja.

Maior exportador de soja para a China, o Brasil pode perder espaço com os Estados Unidos a caminho de negociarem um acordo comercial com o país asiático. A ministra defendeu a importância da China para a agricultura brasileira, e revelou que a missão tentará aumentar o leque de produtos exportados para o país.

A China se mantém como o principal parceiro comercial brasileiro, mas o governo chinês tem mostrado desconforto com a retórica anti-chinesa que prevaleceu no discurso do presidente Bolsonaro durante a campanha e ainda existe no governo.

Recentemente, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, questionou se a parceria com a China seria tão benéfica para o Brasil quanto se prega. “De fato, a China passou a ser o grande parceiro comercial do Brasil e, coincidência ou não, tem sido um período de estagnação do Brasil”, disse. O chanceler afirmou que o Brasil quer vender minério de ferro e soja, mas não vai “vender a alma” para isso.

As declarações irritaram os produtores rurais, e Araújo tentou desarmar o mal estar em uma agenda com o presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), no dia seguinte, enquanto o restante do governo vem tentando baixar o tom das declarações anti-chinesas.

O próprio Bolsonaro entrou em campo e, na última quinta-feira (14), durante uma transmissão ao vivo pelo Facebook, afirmou que a China é uma “grande parceira” e que pretende ir ele mesmo ao país no segundo semestre deste ano.

Dados referentes a 2018 do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram que a China se manteve como principal destino das exportações brasileiras, chegando a 64,2 bilhões de dólares no ano passado.

FONTE: O Presente Rural
#190318-01
18/03/2019

Frango: exportação sobe mais de 12% em fevereiro, aponta Secex

 

O volume é 1,5% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Cerca de metade da carne exportada pelo Brasil teve como destino a China

O volume de carne de frango exportado pelo Brasil aumentou em fevereiro, animando agentes do setor. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações de produtos avícolas, considerando a carne in natura, salgada e industrializada, somaram 316,9 mil toneladas em fevereiro, aumentos de 12,4% frente ao mês anterior e de 1,5% em relação ao mesmo período de 2018.

Cerca de metade da carne de frango exportada pelo Brasil no mês passado teve como destino a China, a Arábia Saudita, o Japão, os Emirados Árabes Unidos e a União Europeia. Destes, apenas a Arábia Saudita reduziu suas compras entre os dois primeiros meses do ano, em 7%, enquanto a China expandiu em 15% as importações do produto brasileiro, no mesmo comparativo.

Com essas alterações, a China passou a ser o principal destino da carne de frango brasileira. Esse cenário, somado às vendas aquecidas no mercado doméstico, tem elevado as cotações internas da proteína. No acumulado do mês, até o dia 14 de março, o preço do frango inteiro congelado registrou alta de 2,9% no atacado da Grande São Paulo, a R$ 4,41/kg na última quinta-feira, 14. Para o produto resfriado, no mesmo comparativo, a valorização foi de 2,8%, a R$ 4,46/kg, no dia 14.

FONTE: Canal Rural
#190312-02
12/03/2019

Trigo: Brasil reduziu importações, apesar da entressafra

Embora o período seja de entressafra no Brasil e de oferta na Argentina, as importações nacionais de trigo recuaram em fevereiro

Colaboradores do Cepea indicam que muitos moinhos têm estoques suficientes para o médio prazo e, portanto, não têm necessidade imediata de compras externas.

Conforme dados da Secex, em fevereiro/19, chegaram aos portos brasileiros 605,78 mil toneladas de trigo em grão, volume 3,1% inferior ao de janeiro/19. Do total importado, 92,6% vieram da Argentina e 7,4%, do Paraguai.

No mercado interno, a comercialização está em ritmo lento, com agentes negociando apenas quando as oportunidades são melhores. Nesse cenário, os preços registram poucas alterações.

FONTE: Agro News
#190312-01
12/03/2019

Safra de grãos deve crescer 1% e chegar a 228,8 milhões de toneladas em 2019

A segunda estimativa para safra de grãos em 2019 indicou produção de 228,8 milhões de toneladas, 1% maior que a do ano passado. A estimativa da área colhida deve crescer 1,7% frente a 2018, somando 61,9 milhões de hectares. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje pelo IBGE.

A pesquisa também mostrou a evolução dos resultados em relação à primeira estimativa, divulgada em fevereiro. A estimativa da produção de grãos caiu 0,8% e da área colhida, 0,3%. Ainda assim, a safra deste ano deve ser a segunda maior da série histórica, atrás apenas das 240,6 milhões de toneladas produzidas em 2017.

Na comparação com o ano passado, a área plantada da soja deve crescer 1,7%, porém é esperada queda de 3,8% na produção, totalizando 113,4 milhões de toneladas. Segundo o gerente da pesquisa, Carlos Antônio Barradas, a colheita deve sofrer com o clima menos favorável.

“Os principais estados produtores sofreram com a seca, que ocorreu em fases mais sensíveis, como o florescimento e o preenchimento dos grãos. Isso diminui a expectativa de uma maior colheita neste ano, mas ainda é uma safra expressiva”, comenta.

Para o milho, deve haver altas de 10,9% na área plantada e de 9,8% na produção, totalizando 89,4 milhões de toneladas, o segundo maior resultado da série histórica depois de 2017, quando a safra alcançou 99,5 milhões de toneladas.

“Como os preços do milho estão em patamares superiores aos do ano passado, espera-se que os produtores aumentem os investimentos em tecnologia de produção, ocorrendo incremento da produtividade”, ressalta o pesquisador.

Destaque também para a safra de algodão, que deve crescer 13% e ter produção recorde em 2019, com 5,5 milhões de toneladas. Já para o arroz são esperadas quedas de 10,9% na produção e de 9,4% na área plantada. “Em algumas cidades produtoras, houve pouca insolação e baixas temperaturas”, frisa Barradas.

Centro-Oeste responde por 44,4% da safra de grãos

Entre as grandes regiões, o Centro-Oeste, com 44,4%, deve responder pela maior participação na produção de grãos neste ano, seguido por Sul, 33,4%, Sudeste, 10,1%, Nordeste 8,2% e Norte 3,9%. O Mato Grosso lidera entre os estados, devendo responder por 26,2% da safra.

FONTE: Ultimo Instante
#190311-02
11/03/2019

Exportações de carne de frango chegam a 316,9 mil toneladas em fevereiro, diz ABPA

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 316,9 mil toneladas em fevereiro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é 2,2% superior em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 310,2 mil toneladas.

Em receita, o resultado do segundo mês de 2019 é 6,3% maior na comparação com o ano anterior. Foram US$ 526 milhões neste ano, contra US$ 494,9 milhões em relação a fevereiro de 2018.

No bimestre, o saldo das exportações de carne de frango alcançou 598,7 mil toneladas, volume 6,6% menor que as 640,7 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. Em receita, as vendas bimestrais chegaram a US$ 979,1 milhões, resultado 3,6% menor que os US$ 1,015 bilhão gerados em 2018.

O principal destaque do mês é a China, que assumiu a liderança entre os destinos das exportações brasileiras em fevereiro. O mercado chinês importou no período 38,8 mil toneladas, elevando suas compras em 11% em relação ao segundo mês de 2018. No bimestre, a alta das vendas ao mercado chinês alcança 5%, com 72,5 mil toneladas.

A Coreia do Sul, que recentemente habilitou mais 26 plantas exportadoras de aves, também incrementou suas compras. No mês, a elevação chegou a 24%, com 8,2 mil toneladas. No bimestre, a alta é de 6%, com embarques totais de 15,6 mil toneladas.

Abaixo está a lista dos principais destinos das exportações de carne de frango no bimestre. Neste período, a Arábia Saudita segue como principal destino de exportações.

FONTE: Ultimo Instante
#190311-01
11/03/2019

Exportação de carne bovina avança 6,76% no primeiro bimestre

As exportações brasileiras de carne bovina – que consideram o produto in natura, industrializado, além de cortes salgados e miúdos – tiveram avanço de 6,76% no primeiro bimestre de 2019, alcançando 262.418 toneladas, em comparação com 245.801 toneladas embarcadas no primeiro bimestre do ano passado.

Já a receita teve queda de 2,80%, para US$ 979,38 milhões, ante US$ 1,007 bilhão no primeiro bimestre de 2018.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 8, pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).No mês de fevereiro, as exportações foram de 139.141 toneladas (+14,33% ante as 121.700 toneladas de fevereiro de 2018) e a receita ficou em US$ 520,32 milhões (avanço de 6,77% ante o mesmo mês de 2018). O resultado para fevereiro é o melhor para o mês desde 2014.

Hong Kong foi o país que mais comprou carne bovina brasileira no primeiro bimestre – 57.192,37 toneladas. A China ficou em segundo lugar, com 49.396,35, avanço de 24% ante fevereiro de 2018. A Rússia também teve crescimento substancial: de 295 toneladas em fevereiro de 2018 para 5.236 no mesmo mês deste ano.

O presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, demonstra otimismo: “Os resultados desse primeiro bimestre são positivos e vão de encontro com as projeções de crescimento das exportações para o ano de 2019.”

FONTE: AgroNews
#190310-01
10/03/2019

Algodão brasileiro deve bater recorde de produção nesta safra

O entrevistado do Direto ao Ponto neste domingo foi o o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Milton Garbugio; confira o programa na íntegra

Mato Grosso, além de líder na produção de grãos, também é o maior produtor de algodão do país. Para esta safra, a área destinada para o cultivo da pluma ficou ainda maior, passando de 794,3 mil hectares para mais de 1 milhão, de acordo com o Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o que representa um aumento de 32,5% se comparado ao ciclo passado.

“Hoje, Mato Grosso representa cerca de 70% da produção brasileira de algodão’’ conta o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Milton Garbugio. Em entrevista ao programa Direto ao Ponto deste domingo, dia 10, Garbugio destacou a grande participação de Mato Grosso e o potencial produtivo da pluma no país.

Segundo ele, neste ciclo o Brasil atingirá o recorde na produção da pluma. “Teremos uma safra recorde brasileira esse ano, a expectativa de produção e qualidade de algodão é uma das melhores que já tivemos.”

FONTE: Canal Rural
#190308-05
08/03/2019

Café do Brasil, Colômbia e Peru representa 48% da produção mundial

Safra de café da América do Sul atinge 80 milhões de sacas no ano-cafeeiro 2018-2019

Os países produtores de café da América do Sul, principal região fornecedora do produto em nível mundial, no mês de janeiro de 2019, exportaram 4,76 milhões de sacas, volume que representa um acréscimo de 16,4%, se comparado com o mesmo mês do ano anterior. Se forem consideradas as exportações acumuladas em quatro meses seguidos (outubro de 2018 a janeiro de 2019), o total exportado soma 21,6 milhões de sacas, com percentual de crescimento de 17,9%, na comparação com o mesmo período anterior.

No caso dos Cafés do Brasil, com relação a exportações no mesmo período quadrimestral objeto desta análise, as vendas aumentaram 26,8%, com 14,73 milhões de sacas. Quanto à Colômbia, as exportações atingiram 4,79 milhões, volume que denotou crescimento de 5% em relação ao mesmo período anterior. E as exportações do Peru somaram 1,92 milhão de sacas, as quais registraram aumento de 1,3%.

Quanto à produção de cafés na América do Sul – Brasil, Colômbia e Peru -, região responsável por 47,7% da produção global no ano-cafeeiro 2018-2019, os números indicam que a safra aumentou 4,3%, ao atingir 79,94 milhões de sacas. Somente a produção do Brasil, maior produtor mundial, com aproximadamente 35% da safra mundial, que bateu um recorde histórico, somou 60,1 milhões de sacas.

A Colômbia, que é o segundo maior produtor de café do Continente Americano, de acordo com estimativas, obteve uma safra 14,2 milhões de sacas, volume 2,7% maior que o ano-cafeeiro passado. E o Peru, com safra de 4,36 milhões de sacas de 60kg, registrou 1,7% de crescimento, tendo como base a safra anterior. A produção da Colômbia corresponde a 8,6%, e a do Peru a 2,6%, respectivamente, da produção mundial em 2018.

Os dados e números que permitiram realizar esta análise constam do Relatório sobre o mercado de Café fevereiro 2019, da Organização Internacional do Café – OIC, o qual está disponível para consulta na íntegra no Observatório do café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Para a OIC, o ano-cafeeiro global compreende o período que abrange os meses de outubro a setembro. As demais edições desse Relatório, desde julho de 2014, também estão acessíveis na íntegra no Observatório do Café.

Conforme os dados do Relatório sobre o mercado de Café, com relação às exportações dos demais países produtores de cafés do Continente Americano, especificamente na América Central & México, segundo a OIC, as vendas ao exterior registraram queda de 23,7%, com a venda de 1,18 milhão de sacas no mês de janeiro de 2019. E, ainda, que houve queda de 13,7%, com 3,15 milhões de sacas, nos quatro primeiros meses do ano-cafeeiro de 2018-2019. Nesse contexto, o Relatório ressalta que, Honduras, maior exportador regional e o 8º em nível mundial, no período de outubro de 2018 a janeiro de 2019, exportou 1,19 milhão de sacas, número 22,4% menor que o período passado.

Com base nas análises dos dados das exportações globais, de acordo com as estatísticas da OIC, verifica-se que as vendas do México ao exterior, no período ora citado, caíram 7,7%, ao atingir 850 mil sacas. E que as exportações da Costa Rica caíram 5,3%, com 148,06 mil sacas, após três anos consecutivos de aumento. Em contraponto, as exportações de El Salvador aumentaram 15,9%, ao somar 81,29 mil sacas.

O Relatório sobre o mercado de Café destaca que a produção da América Central & México foi estimada em 21,72 milhões de sacas, a qual registrou um ligeiro decréscimo de 0,5% em relação ao mesmo período anterior. Por fim, estima que a produção de Honduras reduziu 1,5%, passando para 7,45 milhões de sacas; e a do México aumentou 2,5%, pois atingiu 4,5 milhões de sacas. E, ainda, salienta que, com um acréscimo de 34 mil sacas, a produção da Costa Rica totalizou 1,6 milhão de sacas. E, concluindo, as análises da produção dessa região geográfica, o Relatório informa que a produção de El Salvador permanecerá inalterada em relação ao ano passado.

FONTE: Portal DBO
#190308-04
08/03/2019

Café especial produzido por mulheres chega ao mercado externo

Cafeicultoras de Carlópolis e Tomazina, no Norte Pioneiro do Paraná, estão exportando o café especial que produzem na região. A venda das 460 primeiras sacas do produto ao Japão e à Austrália, nos últimos dois anos, representou aumento na renda das famílias e também mais um passo do projeto Mulheres do Café, implantado pelo Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) na região.

O café especial rende três vezes mais do que o comum. Uma saca do grão verde do especial é vendida entre R$ 1,2 mil e R$ 1,5 mil. A economista doméstica da Emater de Pinhalão, Cíntia Mara Lopes de Souza, explica que a assistência técnica para as cerca de 250 cafeicultoras da região envolve desde a escolha do local do plantio até a comercialização do produto. Onze profissionais da Emater estão envolvidos diretamente no projeto.

“A exportação é um dos resultados do trabalho que desenvolvemos. O mercado externo exige qualidade, sendo um desafio para as produtoras da agricultura familiar”, afirma Cíntia. Além do exterior, o mercado interno também tem demanda para o café especial produzido pelas mulheres do Norte Pioneiro. O produto já pode ser encontrado em cafeterias do Sul do país e de São Paulo.

AGREGAR VALOR – O objetivo do projeto Mulheres do Café é agregar valor à produção, com um tipo de produto que consegue valores mais elevados na venda. Com base em um protocolo internacional, criado pela Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA), o produto deve apresentar pontuação acima de 80.

No processo de produção, os grãos devem passar por uma padronização na peneira e os que apresentam defeitos são eliminados. A classificação especial ainda envolve o acréscimo de atributos que dizem respeito aos sabores identificados, conforme o lote. Alguns sabores podem estar relacionados a especiarias, chocolate ou frutas e são atribuídos por especialistas da SCAA, degustadores oficiais e avaliadores da qualidade (Q-Grader).
TIPO EXPORTAÇÃO – O projeto Mulheres do Café está presente em 11 municípios do Norte Pioneiro, sendo que dois grupos começaram a exportar. As produtoras de Carlópolis venderam 260 sacas para uma empresa japonesa e o grupo Matão, de Tomazina, vendeu 200 sacas para a Austrália.

A cafeicultora e coordenadora do projeto no município, Rosana de Azevedo Felet, conta que receberam a visita de compradores japoneses, gravaram um vídeo de divulgação e venderam as primeiras 260 sacas com destino ao Oriente. “Ficamos satisfeitas, porque pudemos receber melhor pelo produto”, afirma.

Em Carlópolis o grupo soma 25 mulheres, que se reúnem com regularidade com a equipe da Emater. “O técnico da Emater explica certinho como cuidar da lavoura. Em cada época tem uma reunião diferente, antes da colheita e depois da colheita, como fazer a poda no cafeeiro, como adubar. É muito importante o projeto”.

O valor do café especial é recompensado no momento da venda. Diferente do café comum, que custa cerca de R$ 400 a saca, o especial chega a ser vendido por até R$ 1,5 mil a saca como ocorreu durante leilão realizado em Tomazina. As cafeicultoras do Grupo do Matão logo perceberam que o retorno financeiro surge quando o trabalho pela excelência do produto surge.

A coordenadora do Grupo do Matão, Maristela Fátima da Silva Souza, conta que o resultado positivo só foi alcançado pelo trabalho conjunto das cafeicultoras. “Nosso grupo arregaçou as mangas e partiu para a coleta seletiva para fazer um café de qualidade. Vencemos em três categorias em concurso de café de qualidade realizado no Paraná. A empresa exportadora veio no leilão e arrematou os lotes para exportar para a Austrália, com valor bem acima do normal”.

No ano passado, a empresa exportadora voltou a comprar café especial do Grupo do Matão, que oferece produtos com atributos diversos, como acidez cítrica, adocicado, gosto de fruta, mel e chocolate. Além das 200 sacas já vendidas à Austrália, a perspectiva para 2019 é positiva para a exportação.

“A renda do café mantém as famílias de cada uma das 23 cafeicultoras que compõem o Grupo do Matão. É característica deste grupo de Tomazina o processo essencialmente manual e que exige mais tempo nos estágios de produção”, explica Maristela.
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Projeto orienta as mulheres, valoriza o trabalho e gera renda

O projeto Mulheres do Café foi idealizado e é coordenado e executado pelo Instituto Emater desde 2013. Com metodologia criada exclusivamente para atender o projeto, o Emater disponibiliza equipe multidisciplinar para orientar as mulheres, valorizar o trabalho feminino e gerar renda.

As 250 cafeicultoras atendidas possuem pequenas propriedades em 11 municípios do Norte Pioneiro do Paraná: Curíúva, Figueira, Ibaiti, Japira, Jaboti, Pinhalão, Tomazina, Siqueira Campos, Salto do Itararé, Joaquim Távora e Carlópolis. A Emater promove reuniões técnicas, encontros, visitas técnicas, cursos e colabora na valorização do café produzido pelas cafeiculturas.

Em 2013, o Norte Pioneiro foi a primeira região a formalizar o Sub Capítulo da Aliança Internacional das Mulheres do Café - IWCA Brasil e ganhar o reconhecimento do projeto como referência entre os trabalhos desenvolvidos nos países onde a Aliança está presente.

FONTE: Governo do Paraná
#190308-03
08/03/2019

Exportações do complexo soja sobem 54,1% em volume e 63% em receita

As exportações brasileiras do complexo soja somaram 7,104 milhões de toneladas em fevereiro, com receita de US$ 2,573 bilhões

Em relação a igual período de 2018, os aumentos foram, respectivamente, de 63,5% e 54,1%. Já ante janeiro, houve aumento de 105,6% em volume e de 94,7% em receita. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Com a colheita adiantada da soja da safra 2018/2019 e a demanda chinesa ainda firme por causa da guerra comercial, os embarques do País já estão mais acelerados do que há um ano. No acumulado de 2019, o Brasil já exportou 10,559 milhões de toneladas de soja, farelo e óleo, 49,6% acima de igual intervalo do ano anterior. A receita obtida com as vendas do complexo nos dois primeiros meses de 2019 somou US$ 3,894 bilhões, 44,4% acima do primeiro bimestre de 2018.

As exportações de soja em grão somaram 6,091 milhões de toneladas em fevereiro. Na comparação com igual período de 2018, quando foram embarcados 2,864 milhões de toneladas, o aumento chegou a 112,7%. A receita com as vendas externas do grão atingiu US$ 2,206 bilhões, incremento de 101,8% em relação a fevereiro do ano passado (US$ 1,093 bilhão).

Na comparação com janeiro, quando foram embarcados 2,154 milhões de toneladas, as exportações aumentaram 182,8% em volume. Em receita, o incremento foi de 170,7% ante o total de US$ 815,0 milhões de janeiro. O preço médio do produto exportado foi de US$ 362,20/tonelada, ante US$ 378,40/t em janeiro e US$ 381,70/t em fevereiro de 2018. No acumulado de 2019, foram exportadas 8,245 milhões de toneladas, 87,4% acima de igual período de 2018. A receita totalizou US$ 3,021 bilhões (+79%).

Farelo de soja

De farelo de soja, o volume exportado somou 976,4 mil toneladas, queda de 27,9% em relação a fevereiro de 2018, quando o Brasil enviou ao exterior 1,354 milhão de toneladas. Ante janeiro, quando os embarques somaram 1,261 milhão de toneladas, houve queda de 22,6%. A receita com a exportação em fevereiro totalizou US$ 341,6 milhões, recuo de 29,1% em relação aos US$ 481,5 milhões de igual período de 2018.

Em relação ao mês anterior, quando o faturamento somou US$ 481,6 milhões, a queda foi de 29,1%. No acumulado deste ano, os embarques somaram 2,237 milhões de toneladas, queda de 9,9% ante igual período de 2018. A receita somou US$ 823,20 milhões (-6,1%).

Óleo de soja

Já de óleo de soja, as exportações em fevereiro somaram 36,6 mil toneladas, queda de 70,9% em relação a igual mês de 2018, quando os embarques haviam somado 125,6 mil toneladas. Em relação a janeiro, quando foram embarcadas 39,6 mil toneladas, a redução foi de 7,6%. A receita referente às vendas externas somou US$ 24,6 milhões em fevereiro.

A queda foi de 73,9% ante igual período do ano passado, quando os recursos com a exportação haviam totalizado US$ 94,3 milhões.

Na comparação com janeiro, quando a receita somou US$ 25 milhões, a diminuição foi de 1,6%. No acumulado de 2019, as exportações totalizaram 76,2 mil toneladas, recuo de 56,8% na comparação com primeiro bimestre de 2018. A receita somou US$ 49,6 milhões (-62,7%).

FONTE: Midia News
#190308-02
08/03/2019

Argentina e Brasil firmam acordo para retomar comércio de maçãs e pêras

O acordo será oficializado a partir da publicação no Diário Oficial da União

O Brasil firmou acordo com a Argentina e vai retomar as importações de pêras e maçãs do país vizinho, informou nesta quinta-feira, 7, a Secretaria de Governo da Agroindústria da Argentina, em nota. O acordo será oficializado a partir da publicação no Diário Oficial da União, acrescentou a secretaria argentina.

Desde março de 2015 as importações de maçãs, pêras e também marmelo frescos da Argentina estavam suspensas pelo Brasil, em virtude da presença da praga Cydia pomonella, conhecida como traça-da-maçã, em carregamentos provenientes daquele país. A C. pomonella, que pode causar sérios prejuízos à fruticultura, foi erradicada no Brasil em 2014, e a suspensão visava à proteção dos pomares brasileiros.

A secretaria argentina informou que, para liberar o comércio, foram feitas reuniões, no Brasil, entre autoridades do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) e do Serviço de Proteção de Plantas e do Certificação Fitossanitária da Argentina com a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura brasileiro. "Nas reuniões, se concordou em levantar a suspensão das exportações de pêras e maçãs argentinas para o Brasil", diz a nota.

"Graças a uma gestão conjunta com o presidente da Senasa, Ricardo Negri, conseguimos este acordo. Quero enfatizar a disposição das autoridades brasileiras, especialmente a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para encontrar, em tão pouco tempo, uma solução para o assunto", disse o secretário de Governo da Agroindústria da Argentina, Luis Etchevehere.

"No acordo foram aceitas as propostas da Argentina, que consistem em intensificar o monitoramento e controle da produção de ambas as frutas para esta safra", afirmou Negri, da Senasa, acrescentando que será necessário que todos os atores da cadeia continuem gerando confiança nos mercados internacionais, "apesar desta crise específica".

FONTE: Globo Rural
#190308-01
08/03/2019

China com apetite e Rússia de volta às compras impulsionam carne bovina brasileira

No primeiro bimestre do ano, somente a China aumentou em 24% suas importações

As exportações brasileiras de carne bovina - que consideram o produto in natura, industrializado, além de cortes salgados e miúdos - fecharam em alta no primeiro bimestre do ano. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes Bovinas (Abiec), os embarques somaram 262.418 toneladas, crescimento 6,76% em relação as 245.801 toneladas no mesmo período do ano passado. Em receita, as vendas do período somaram US$ 979,38 milhões, leve redução de 2,80% ante a receita de US$ 1.007,62 bilhão no primeiro bimestre de 2018.

Os resultados foram puxados pelo desempenho das exportações no mês de fevereiro, que registraram 139.141 toneladas em volume e US$ 520,32 em receita, crescimento de 14,33% e 6,77%, respectivamente, no comparativo com o ano anterior, quando as exportações fecharam em 121.700 toneladas e US$ 487,32 milhões em receita. Trata-se do melhor resultado para o mês de fevereiro desde 2014.

FONTE: Gazeta do Povo
#190307-03
07/03/2019

Milho: Exportação e demanda interna elevam em mais de 10% preço nos portos

Produtores, porém, estão evitando novas vendas à espera de melhores momentos de comercialização

Os preços do milho nos portos do Brasil mantidos no patamar dos R$ 40,00 por saca continua indicando a firmeza deste mercado. E segundo o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalize Consulting, a tendência é de que os valores do cereal continuem sustentados, podendo dar ainda melhores oportunidades de comercialização para o produtor brasileiro.

No mercado futuro nacional, as cotações também seguem reagindo com consistência, refletindo os baixos estoques nacionais e a demanda aquecida tanto nas exportações, quanto internamente. 

Desde o último dia 6 de fevereiro, o contrato março subiu 3,79%, passando de R$ 40,90 para R$ 42,45 por saca, enquanto o setembro tem 1,50% de ganho, com a última referência em R$ 35,80. Para a primeira posição, a alta desde o começo de 2019 é de 6,39% e para a segunda, de 3,50%.

A melhora no setor de proteínas animais, com boas exportações nas carnes bovina, suína e de frango, e um repasse das altas conseguido pelo varejo têm dado espaço para uma melhora também no setor de rações, que também demanda mais milho agora.

"As indústrias estão buscando milho. E agora em março, depois de passado o carnaval, a volta da demanda interna pode dar mais um fôlego para o mercado doméstico", diz Brandalizze. 

A boa demanda pelo grão do Brasil - que já se mostra como segundo maior exportador mundial - nos portos ajuda a manter o quadro firme e de boas expectativas para mais adiante. Nos últimos 30 dias, o valor do cereal no porto de Paranaguá subiu 11,11%, passando de R$ 36,00 para R$ 40,00 por saca. No acumulado do ano, o ganho é de 12,01%.

Ainda segundo o consultor, o milho brasileiro tem se mostrado bastante competitivo neste momento, com destaque nas vendas para o Irã e demais países árabes. Somente no mês de fevereiro, o Brasil exportou, de acordo com números da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), 1.650,7 milhão de toneladas, contra pouco mais de 1,2 milhão de fevereiro de 2018.

Com essas vendas externas aquecidas - tendo ganhado ritmo desde outubro - os estoques brasileiros são cada vez mais escassos e ajudam a manter os preços sustentados. De outubro até o mês passado, o acumulado pode ser contabilizado em até 17,5 milhões de toneladas.

Novas vendas, principalmente na exportação, tem se mostrado raras, ainda de acordo com Vlamir Brandalizze. O consultor explica que os produtores têm, de fato, segurado mais o volume que ainda têm para comercializar, aguardando preços um pouco mais elevados.

"Produtores continuam segurando o máximo que podem à espera de novas altas, e assim não tem rodado nada de novo na exportação", diz. E a situação é semelhante em quase todos os principais estados produtores. 

Um levantamento feito pela Brandalizze Consulting mostra que, em Goiás, por exemplo, há indicativos variando entre R$ 26,00 e R$ 32,00, e os negócios são bastante escassos. Já em Mato Grosso, onde a produção é maior, as referências trabalham no intervalo de R$ 21,00 a R$ 27,00 no disponível, com os produtores apontando alguns momentos de picos de preços para participarem com algumas vendas pontuais.

A colheita da safra de verão caminha bem e se aproxima de 60% da área, enquanto o plantio da safrinha está praticamente concluído, com as condições de clima se mostrando bastante adequadas para os trabalhos de campo até este momento. Nesta segunda safra, os produtores brasileiros deverão semear cerca de 12,5 milhõe de hectares, cerca de 500 mil a mais do que a safrinha do ano passsado.

Apesar de uma grande safra a caminho, em função principalmente deste aumento de área, Brandalizze não acredita que a chegada dessa nova oferta possa pressionar de forma muito severa as cotações no mercado nacional no momento em que começar a chegar ao mercado.

"O Centro-Oeste já tem cerca de 40% dessa safrinha vendida e o produtor está reticente em vender", diz o consultor. "E devemos continuar exportando bem no segundo semestre", completa. Além disso, explica que com o passar dos anos os produtores têm investido mais em armazenagem - principalmente silo-bags - para também otimizar sua estratégia de comercialização. 

Brasil x Bolsa de Chicago

O que ainda limita preços melhores para o milho brasileiro é a pressão sobre os futuros do cereal negociados na Bolsa de Chicago. No entanto, para Brandalizze, o espaço para baixas mais intensas não é tão grande apesar desse recuo no quadro internacional.

Cálculos do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) mostram que a paridade de exportação do milho de Mato Grosso, em fevereiro, recuou 9,87% em relação ao último dia de fevereiro. Assim, o contrato julho/19 fechou com R$ 19,33 por saca.

"Um dos motivos que pautaram a queda foi a desvalorização do cereal na bolsa de Chicago (jul/19) em 3,37%, influenciada pelas indefinições quanto à guerra comercial entre a China e os Estados Unidos. Os prêmios de milho nos portos também apresentaram recuo de 7,14%, no entanto, a recuperação do dólar em 2,37% pelo menor apetite dos investidores no exterior ante à guerra comercial, impediu um recuo ainda maior do preço", explicam os analista do Imea em seu reporte semanal.

Dessa forma - e apesar de a paridade estar R$ 1,52 por saca acima do mesmo período do ano passado - os instituto orienta ainda os produtores a estarem atentos aos desdobramentos do grão no mercado internacional, bem como suas influências sobre as cotações no mercado interno.

FONTE: Notícias Agrícolas
#190306-02
06/03/2019

China segue comprando soja do Brasil diante de acordo com os EUA na corda bamba

Exportações do acumulado deste ano já superam mesmo período do ano passado; racionamento da demanda brasileira será necessário

Enquanto o acordo entre China e Estados Unidos continua como especulação, a demanda da nação asiática pela soja brasileira é realidade e continua bastante aquecida. Números já mostram que as exportações da oleaginosa do Brasil são maiores do que as do ano passado e os lineups indicam que nos próximos meses seguem fortes os embarques de soja para a China.

Segundo um levantamento da Agrinvest Commodities, o Brasil já tem 14,66 milhões de toneladas comprometidas (embarcadas + nomeadas) no acumulado do ano, contra 12,8 milhões do mesmo período de 2018. "O fluxo continua forte no Brasil, e o ritmo está mais acelerado do que no ano passado", explica o analista de mercado da consultoria.

A soja brasileira continua mais competitiva no mercado internacional e, portanto, ainda atraindo os compradores da China, os quais ainda têm de enfrentar a tarifação de 25% caso optem pelo produto dos Estados Unidos. "E além dos prêmios, a soja brasileira ainda tem um prêmio de qualidade de 20 cents de dólar por bushel sobre Chicago", lembra Araújo.

É destaque na mídia internacional a movimentação de alta dos preços e dos prêmios pagos pela soja brasileira nos últimos dias. Michael Cordonnier, um dos maiores especialistas estrangeiros em agronegócio da América do Sul, diz em seu portal que "a demanda forte pela soja do Brasil continua a estimular os prêmios e os preços no interior do país", citando a análise de Carlos Cogo, diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio.

E em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta quarta-feira, Cogo ainda completa dizendo que veio a confirmação de que "os chineses estavam mesmo esperando a chegada da nova safra da América do Sul para voltarem às compras", e reafirma os números recordes das exportações de soja do Brasil no primeiro bimestre de 2019 de 8,245 milhões de toneladas, 86% maiores do que no mesmo intervalo do ano passado.

"Com isso, os prêmios tendem a continuar subindo nos portos, e já vimos os meses mais adiante com valores mais altos, o que mostra a força da demanda pela soja brasileira", diz. "E temos os dois maiores produtores mundias com redução de oferta, o Brasil por quebra na safra e os EUA com redução de área na próxima temporada", completa.

Para o executivo, a safra brasileira 2018/19 deve ficar entre 113 e 113,5 milhões de toneladas, podendo admitir números ainda menores, uma vez que ainda há quebras sendo registradas em alguns pontos do país. Dessa forma, as exportações do Brasil poderão sim ser menores do que as recordes 84 milhões de toneladas do ano passado, mas em função de um saldo exportável menor do que o de 2018.

"Se mantivermos o ritmo como está, a situação do abastecimento interno ficará mais apertada e a disputa será acirrada", diz Cogo. "Assim, o natural seria que o Brasil exportasse menos este ano por ter uma produção menor, mas isso não é obrigatório que aconteça".

O mesmo alerta é feito também pela Agrinvest, com seus analistas explicando ainda o o programa de exportações de soja deste ano é "incompatível com o tamanho da oferta".

"Para atender a produção, o Brasil teria de reduzir suas exportações na ordem de 14 milhões de toneladas", explica Marcos Araújo, com a Agrinvest estimando a safra nacional em 113,2 milhões de toneladas. "O racionamento da demanda terá que vir na exportação ou no consumo interno", conclui o analista.

Para Vlamir Brandalizze, a análise é a mesma. "Neste ano temos menos soja para exportar e não vai dar para bater recorde sempre. Mas acho difícil (a venda do Brasil) cair, porque o mercado segue muito comprador. Se cair, será mais em função da falta de oferta, do que da demanda".

Atualmente, o Brasil responde por 43% do market share, contra 40% dos EUA. Na temporada 1981/82, eram 86% dos norte-americanos e 3% dos brasileiros.

Comercialização

Ainda segundo Araújo, o Brasil deverá contar com preços fortes da soja no segundo semestre do ano e, esperando por essas melhores oportunidades, o produtor brasileiro opta por não fazer novas vendas e e a comercialização permanece travada neste momento. No entanto, o representante da Agrinvest orienta para que o produtor evite caminhar sem uma estratégia de comercialização para que não perca bons momentos de trava de preços.

"Nosso conselho agora é de que o produtor, que queira carregar sua soja no estoque, faça hedge, vendendo contratos futuros de novembro na Bolsa de Chicago e travando o dólar futuro outubro. Esperar sem ter uma estratégia é como um tiro no escuro", explica.

Para Carlos Cogo, o ideal também é que o produtor parcele o saldo do que ainda tem para vender em três ou quatro porções para aproveitar essas oportunidades que aparecem na medida em que oscilam os fatores que compõem o preço da soja. "E este ano os preços já estão mais altos do que no ano passado", completa.

China x EUA

Enquanto não se efetiva um acordo entre chineses e americanos - com a possibilidade de ser revisado e assinado por Donald Trump e Xi Jinping, talvez, em 27 de março - as especulações continuam e a fragilidade das últimas conversas se mostram ainda mais claras.

Embora as conversas sobre questões comerciais tenham avançado de forma considerável, há questões políticas entre China e Estados Unidos muito mais profundas do que se pode observar a olho nu que mantém tudo o que foi costurado até esse momento sobre uma corda bamba.

"Não acredito em um acordo, mas em uma progressão para um acordo. O Trump está tentando aliviar a forte pressão interna que há sobre ele", acredita Carlos Cogo. "E eles podem evoluir, mas talvez não para uma retirada das tarifações".

E com a alíquota dos 25% sobre a soja dos EUA ainda em vigor, o produto se torna o menos competitivo no comércio global da commodity. Os estoques americanos, dessa forma, continuam elevados e os números de vendas e embarques semanais continuam mostrando que a China ainda não compra soja dos EUA, além das 10 milhões de toneladas da última promessa da nação asiática feita aos americanos.

Ademais, nem mesmo os US$ 12 bilhões prometidos de subsídio pelo presidente americano a seus produtores já foram pagos integralmente, o que os desestimula ainda mais. Nos EUA, alguns dos chamados "elevators", que são como estações recebedoras de grãos pararam de receber novos lotes de soja.

A consultoria The Van Trump Report, norte-americana, traz em rápidos gráficos a forte mudança da participação dos EUA, do Brasil e do restante do mundo no mercado mundial da soja mostrando o maior equilíbrio que se observa nesta temporada.
FONTE: Notícias Agrícolas
#190306-01
06/03/2019

Exportação de algodão sobe 60,47% em receita em fevereiro, diz Secex

Segundo o órgão, o Brasil exportou em fevereiro 87,3 mil toneladas de algodão, 60,8% mais do que em igual período do ano passado

O Brasil exportou em fevereiro deste ano, 87,3 mil toneladas de algodão, 60,8% mais do que em igual período do ano passado, quando foram embarcadas 54,3 mil toneladas. Em receita, as vendas externas da pluma renderam US$ 148,6 milhões, 60,47% acima dos US$ 92,6 milhões faturados em fevereiro de 2018.
Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, divulgados na tarde desta sexta-feira, 1º de março.
As exportações de algodão atingem o pico durante o segundo semestre do ano e depois diminuem progressivamente na entressafra. Neste ano, entretanto, os volumes seguem maiores do que os embarcados no ano passado devido à safra volumosa no País e à demanda chinesa aquecida.
Na comparação com janeiro de 2019, o resultado é negativo tanto em volume, com queda de 108,9 mil toneladas do primeiro mês do ano, ou 19,8%, quanto em receita, que recuou 21% o que equivale a US$ 188,2 milhões.
No acumulado dos dois meses de 2019, o País embarcou 196,2 mil toneladas de algodão, com receita de US$ 336,8 milhões.

O preço médio da tonelada da pluma exportada no mês passado foi de US$ 1.702,20, contra US$ 1.729,10 em janeiro deste ano e US$ 1.703,90 em fevereiro do ano passado.
FONTE: Canal Rural
#190228-02
28/02/2019

Exportação de carne: Coreia do Sul habilita mais 9 frigoríficos do Brasil

Novos estabelecimentos se somam a quatro que já possuíam permissão; potencial é de faturar mais US$ 189 milhões no mercado sul-coreano

O Ministério da Agricultura informou que a Agência de Quarentena Animal e Vegetal da Coreia do Sul (APQA) anunciou na quarta-feira, 27, a habilitação de mais nove frigoríficos brasileiros para exportar carnes para seu mercado. “Esses novos estabelecimentos habilitados já haviam cumprido com a etapa anterior, de autorização junto ao Ministério da Segurança dos Alimentos e Medicamentos (MFDS) daquele país. Dessa maneira, estão prontos para iniciar as exportações de carnes para o país”, disse a pasta em nota.
Conforme o Ministério, as habilitações foram resultado de missão de auditoria realizada por autoridades sul-coreanas, em outubro do ano passado. Esses estabelecimentos autorizados se somam a quatro que já possuíam permissão para exportar ao país asiático. Das nove plantas habilitadas agora, cinco são de carne suína e quatro de aves.

De acordo ainda com a pasta, a Coreia do Sul importa cerca de US$ 1,5 bilhão por ano em carne suína. “Levando em consideração a fatia de 9% do mercado mundial do produto ocupada pelo Brasil, é estimado o potencial do mercado sul-coreano em 189 milhões de dólares com as novas plantas. No que se refere à carne de frango, o Brasil já ocupa uma posição privilegiada, respondendo por 85% das importações da Coreia do Sul. O valor das vendas brasileiras de carne de frango in natura para o país asiático chegou a 169 milhões de dólares em 2018.”
FONTE: Gazeta do Povo
#190228-01
28/02/2019

Rússia nega planos de restrições à exportação de grão

Especulações de que a Rússia poderia limitar exportações na temporada 2018/19 vêm suportando periodicamente os preços globais do trigo nos últimos meses

A Rússia, maior exportadora de trigo do mundo, não planeja impor restrições às exportações de grãos, afirmou o Ministério da Agricultura na quarta-feira (27), classificando como falsas reportagens que diziam que o país estabeleceria cotas de exportação para negociadores.
Especulações de que a Rússia poderia limitar exportações na temporada 2018/19, que vai até 30 de junho, vêm suportando periodicamente os preços globais do trigo nos últimos meses, conforme o ministério, em reuniões regulares com grandes exportadores, tem monitorado como eles estão se saindo, devido à menor safra em 2018.
Mais cedo na quarta-feira, o diário russo Vedomosti publicou que fontes do mercado e autoridades declararam sob condição de anonimato que a Rússia estabeleceu cotas informais de exportação de grãos para prevenir que operadores enviem para fora do país uma quantidade acima da exportação prevista pelo governo.

Os exportadores foram informados sobre as cotas em uma reunião com o Ministério da Agricultura, disse o Vedomosti, acrescentando que o órgão de fiscalização agrícola, Rosselkhoznadzor, iniciou checagens mais cuidadosas sobre as exportações de grãos.
FONTE: O Presente Rural
#190225-02
25/02/2019

Milho e soja permanecem em alta no início da segunda quinzena

No caso do milho as preocupações relacionadas aos fretes e à redução da oferta do Centro-Oeste têm feito com que compradores realizem suas aquisições no mercado paulista

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços dos milho e da soja mantém a alta nos preços no início da primeira quinzena de janeiro.

Após dias de baixa liquidez no mercado de soja, as negociações começam a se aquecer, motivadas pelo aumento da paridade de exportação no porto de Paranaguá (PR). Esse movimento, por sua vez, se deve à valorização dos contratos futuros na CME Group (Bolsa de Chicago), os quais foram influenciados pelas estimativas de menor área de soja nos Estados Unidos na temporada 2019/20 e pelas expectativas de que o acordo comercial entre EUA e China seja firmado em breve.

Segundo colaboradores do Cepea, esse cenário incentivou produtores a efetivar negociações para entrega a partir de abril, com maiores volumes para junho e julho. Há, também, sinalização de crescimento na competitividade entre compradores externos e indústrias brasileiras. Com isso, sojicultores brasileiros voltaram a fixar maiores lotes de soja, o que elevou a movimentação nos portos brasileiros.

Com isso, compradores se aproximam dos preços de venda para efetivar as negociações. Na sexta-feira (22/02) Indicador Da Soja Esalq/Bm&Fbovespa – Paranaguá fechou em R$  78,99 a saca de 60Kg

Os preços do milho continuam firmes na maior parte das regiões acompanhas pelo Cepea, mesmo diante do avanço da colheita da safra de verão. Segundo pesquisadores do Cepea, a sustentação vem da perspectiva de menor oferta nesta primeira safra, em função do clima desfavorável, e do ritmo aquecido das exportações.

Esse contexto mantém parte dos vendedores recuada do mercado, enquanto outros negociam apenas pequenos lotes, à espera de maiores valorizações. Além disso, muitos produtores estão com as atenções voltadas ao andamento da colheita. Já compradores estão mais ativos, com necessidade de repor estoques no curto prazo, o que, inclusive, impulsiona o movimento de alta dos preços em algumas regiões. Nesse cenário, as negociações no mercado interno estão lentas.

 Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa fechou a R$ 41,65/saca de 60 kg na sexta-feira, 22, alta de 1,3% frente ao do dia 15 de fevereiro. No acumulado deste mês, a elevação chega a 5,9%. As preocupações relacionadas aos fretes e à redução da oferta do Centro-Oeste têm feito com que compradores realizem suas aquisições no mercado paulista em detrimento dos outros estados, aceitando pagar maiores patamares.

FONTE: Suino Cultura
#190222-01
22/02/2019

USDA prevê alta nos estoques finais de algodão, na produção e na exportação

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta sexta-feira, 22, as previsões para o algodão na safra 2019/20. Segundo o órgão federal, os estoques finais domésticos devem ter alta de 46,5%, a 6,30 milhões de fardos (1,37 milhão de toneladas).

Já a produção doméstica deve aumentar 22,3%, a 22,5 milhões de fardos (4,9 milhões de toneladas).

As exportações também têm previsão de alta: 13,3%, a 17,0 milhões de fardos (3,7 milhões de toneladas).

Em contrapartida, a projeção da produtividade é de leve queda, de 0,4%, a 835 libras por acre – 745 quilos/hectare.

Os dados foram publicados como parte do Fórum de Perspectivas Agrícolas, que ocorreu ontem e hoje em Arlington, no Estado de Virgínia, EUA.

FONTE: Isto É
#190221-02
21/02/2019

Previsão de exportação de soja cai a 70 milhões de toneladas, diz Anec

A mudança se deve aos preços atuais e à rentabilidade da operação de saída da oleaginosa

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) disse ao Broadcast Agro que decidiu rever a sua projeção de exportação de soja em 2019 de 73 milhões de toneladas para 70 milhões de toneladas.

Segundo a Anec, a revisão se deve aos preços atuais da soja e à rentabilidade da operação de exportação da oleaginosa, que não estão tão positivos como no ano passado.

"Em função dos prêmios, do basis hoje pago pela soja, a Anec acredita que, principalmente no segundo semestre, as exportações vão estar mais concentradas no milho e não tão direcionadas para a soja. Os preços da soja hoje e as margens de lucro operacional não estão tão bons como no ano passado", disse o assistente executivo da Anec, Lucas Brito, ao Broadcast Agro.

"Faz mais sentido, com base nos atuais preços, no basis da soja hoje, ter uma exportação de cerca de 70 milhões de toneladas." Brito destacou ainda que, com os baixos estoques no Brasil na virada de 2018 para 2019 e uma safra cerca de 5 milhões de toneladas menor do que a obtida em 2017/18, o País não conseguirá repetir as exportações de 2018 que, segundo dados da Anec, atingiram 82,8 milhões de toneladas.

"Devemos ter exportações muito inferiores às de 2018 em virtude dessa oferta menor de produto no mercado." Segundo ele, a previsão de exportação do Brasil ainda pode mudar de acordo com os desdobramentos das discussões comerciais entre Estados Unidos e China.

"Claro que o fator da guerra comercial influencia isso, mas é uma variável que a gente não consegue controlar. Esse número pode ser revisto no segundo semestre em razão da continuidade ou não da guerra comercial", comentou Brito.

"Caso a guerra comercial se mantenha, a tendência é que os basis, os prêmios aumentem no segundo semestre, o que até possibilitaria um acréscimo nas exportações. Mas, como é uma variável que nós não podemos dimensionar de momento, o que o mercado demonstra é que as exportações de soja ficariam em torno de 70 milhões de toneladas."

Para o milho, a Anec mantém a previsão de exportação de 31 milhões de toneladas. "É o que a oferta de milho proporciona", afirmou Brito. "O tamanho da safra nos dá espaço para exportar acima de 30 milhões de toneladas, por isso a estimativa em torno de 31 milhões de toneladas, e os preços do milho, apesar de não estarem altos, ainda possibilitam um investimento por parte das tradings na exportação do cereal em razão do espaço disponível no mercado e da oferta do produto no Brasil."

Reforma da Previdência

A Anec acredita que o projeto de Reforma da Previdência, apresentado na quarta pelo governo ao Congresso, se aprovado, pode trazer um alívio nas contas públicas capaz de reduzir o apelo dos Estados por tributos que afetem a exportação de soja e milho.

No 10º Evento de Previsão de Safra da Anec e da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), realizado na quarta em Brasília, exportadores e produtores de grãos mostraram preocupação com os efeitos da cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) em Mato Grosso e com os questionamentos sobre a Lei Kandir.

O novo Fethab em Mato Grosso incide sobre as operações de exportação de soja, algodão, milho, carne e madeira. Já a Lei Kandir, que prevê a isenção de pagamento de ICMS sobre as exportações de produtos primários e semielaborados ou serviços, vem sendo questionada por governos de Estados exportadores, que reclamam não receber a compensação do governo federal pela perda de arrecadação.

"Na medida que o governo não tem esse desespero mais de caixa (se aprovada a Reforma da Previdência), trata logo de ressarcir os Estados naquilo que é necessário e eles não começam a inventar taxas sobre exportação. É como organizar a nossa casa, se você melhora bem o Orçamento de um lado, pode ter tranquilidade do outro", disse o diretor-geral da Anec, Sérgio Mendes.

FONTE: Globo Rural
#190220-01
20/02/2019

Para cobrir rombo, estados aumentam taxação sobre agronegócio

Diante da crise fiscal que ainda vive o país, vários Estados pretendem taxar tanto a produção quanto as exportações do agronegócio, setor mais dinâmico e o que mais cresce da economia brasileira nos últimos anos.

Os governos estaduais alegam estar em sérias dificuldades ficais, agravadas pela falta de repasses da União como compensação à Lei Kandir, que desde 1996 zerou o ICMS cobrado sobre as exportações de matérias-primas como grãos e minérios.

As exportações do agronegócio somaram US$ 102,1 bilhões nos 12 meses até janeiro de 2019, equivalente a 42,3% de todas as exportações do país. E gerou superávit comercial de US$ 88,1 bilhões no período. Em 2018, o setor também registrou participação de aproximadamente 23% do PIB, segundo estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em outra frente, estudo recente da LCA Consultores mostrou que 16% da carga tributária do país é paga pelo agronegócio.

Para produtores rurais e exportadores agropecuários, está claro que o setor virou de vez um alvo preferencial da sanha tributária dos Estados. Alertam, porém, que os aumentos de impostos podem comprimir suas margens de lucro, comprometer os bons resultados conferidos na balança comercial, quando não pressionar a inflação de alimentos. E já preparam uma grande mobilização nacional, liderada pela própria CNA e Aprosoja Brasil. “Não se pode punir com mais impostos o setor que está trazendo prosperidade para o país”, disse ao Valor a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

O maior exemplo está em Mato Grosso, líder da produção nacional de grãos, como soja carro-chefe das exportações. No primeiro mês deste ano, ao mesmo tempo em que decretou situação de calamidade financeira do Estado, o novo governador Mauro Mendes sancionou lei que ampliou o escopo de um encargo que já incidia sobre a comercialização dos principais produtos agropecuários do Estado, o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

Enquanto soja, algodão, carnes e madeira tiveram aumento das alíquotas, o milho passou a ser incluído na lista dos itens onerados. No caso do algodão, o incremento foi expressivo: de 20,5% para 75% da Unidade de Padrão Fiscal (UPF) por toneladas, sendo que a proposta original do governo era chegar a 200%. A UPF é a base fiscal para incidência do Fethab, que em janeiro estava em R$ 139.

O secretário de Fazenda matogrossense, Rogério Gallo, argumenta que aumentar esse encargo ao agronegócio local não é a solução para todo o problema fiscal do Estado. A estimativa do ganho de arrecadação com o Fethab é de cerca de R$ 400 milhões por ano – o fundo arrecadou R$ 1 bilhão em 2018. Por outro lado, a nova gestão herdou déficit de R$ 2,1 bilhões.

Gallo nega que a nova administração esteja perseguindo o setor e defende que o Estado agregue mais valor à sua produção, com a implantação de agroindústrias que possam gerar riqueza internamente. “Prefiro isentar a exportação do óleo de soja produzido no Estado que a do grão in natura. Temos uma capacidade instalada de esmagamento de soja ociosa, alguma coisa está errada.”

Alexandre Schenkel, presidente da Ampa, entidade que reúne os produtores de algodão de Mato Grosso, diz que a medida do governo estadual “penaliza quem é eficiente” e diz que o aumento do Fethab sobre a fibra produzida no Estado vai abocanhar 20% da rentabilidade dos produtores da cultura. “Muitos produtores podem deixar de plantar na próxima safra.”

Na última sexta(15) o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, foi recebido com vaias por produtores rurais, durante o evento que marca o fim da colheita da soja, no município de Sorriso.

O evento contou com a participação do Vice-presidente da República, General Hamilton Mourão e também do CEO do grupo Havan, Luciano Hang.

Segundo o agricultor Arlei Locatelli, a vaia se deve à contrariedade do setor com a aprovação da segunda edição do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), que estima aumentar em 30% do valor arrecadado, que corresponde a um acréscimo de R$ 450 milhões.

“Os agricultores queriam tirar esse imposto e ele (governador), em vez de fazer isso, aumentou o valor. O custo da produção está muito cara e agora, ele lançando mais esse imposto, fica quase inviável produzir“, reclamou.

Esse caso, porém, não é o único. A partir de 1º de abril começa a vigorar em Santa Catarina um decreto editado ainda pela gestão anterior que passa a aplicar 17% de ICMS sobre dezenas de agrotóxicos – antes esses insumos eram isentos. O Estado espera arrecadar R$ 30 milhões por ano com a cobrança, mas o secretário de Fazenda, Paulo Eli, conta que o déficit é de R$ 2,5 bilhões.

Tocantins, cuja economia depende em grande parte da atividade agropecuária, também baixou portaria estadual em 1º de fevereiro que prevê a cobrança de 12% de ICMS interestadual sobre o frete rodoviário de cargas destinadas à exportação. O serviço era isento.

Outra grande preocupação do setor é o Convênio 100 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que desde 1997 isenta ou reduz ICMS sobre vários agroquímicos e fertilizantes. Por pressão do setor, o benefício sempre foi renovado, mas o temor agora é de que ele deixe de existir uma vez que sete Estados já decretaram calamidade financeira. Se o convênio for derrubado, o impacto estimado é de R$ 20 bilhões sobre o custo de produção.

“O agronegócio vai se tornar cada vez mais nos próximos anos ainda um alvo da sede arrecadatória do Estado, por uma falsa ideia de que o produtor ganha muito dinheiro. Apesar de o setor movimentar muito, as margens são muito pequenas, e está sujeito a risco alto“, diz o tributarista Eduardo Lourenço, sócio do escritório Maneira Advogados.

Para Rafael Fonteles, presidente do Consefaz, conselho de secretários de Fazenda, “ao mesmo tempo em que o agronegócio pode ser a base da economia de alguns Estados, ele é o setor responsável por boa parte do crescimento do país. Então às vezes, você gera uma tributação e resolve uma situação de curto prazo, mas termina gerando um desincentivo ao setor“.

FONTE: AgroNews Brasil
#190219-05
19/02/2019

Importação de alho da União Europeia pode ser sobretaxada como o leite

A medida é uma resposta às barreiras impostas pelos europeus, que podem gerar impacto de US$ 205,2 milhões, segundo o governo brasileiro

O documento enviado pelo governo brasileiro para a Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta segunda-feira, dia 18, propõe a aplicação de sobretaxas a 36 produtos europeus importados para cá. Além do leite, que está no topo da lista, alho, cigarros e artigos de couro estão entre os itens agropecuários ou com componentes provenientes do campo, como o fumo, que devem sofrer sanções.

A medida é reação à barreira colocada pela comunidade europeia ao aço nacional, com cotas de importação e imposto adicional de 25% para o que ultrapassar o teto estabelecido, que começou a vigorar no início deste mês.

A partir da notificação à OMC, o país tem 30 dias de prazo para  impor os novos valores para importação do bloco europeu. Geralmente existe uma negociação entre as partes, mas pelo teor do documento, a decisão pode ser unilateral dentro desse período.

Mais impostos

O Brasil informou que pretende aplicar uma alíquota extra de 15% para as compras dos derivados lácteos da União Europeia. Esse valor é somado aos 28% da Tarifa Externa Comum (TEC), válida para todos os países do Mercosul. A tarifa adicional valerá, caso seja aplicada, para leite em pó, integral e semidesnatado da UE.

Para o alho fresco ou refrigerado, a taxa é maior: 19%. Cigarros, cigarrilhas e charutos com tabaco terão imposto adicional de 11%. Já para os itens de couro, como bolsas, roupas e calçados de vários tipos, a alíquota varia entre 11% e 19%.

Argumentos

O Brasil afirma que a decisão da União Europeia de colocar uma cota para importação do aço nacional e a sobretaxa de 25% para o volume que ultrapassar esse teto resultaria em um impacto econômico estimado em 180 milhões de euros durante a vigência da medida, de 2 de fevereiro deste ano até 30 de junho de 2021.

“O valor das exportações brasileiras que seriam afetadas pelo direito adicional imposto nas medidas de salvaguarda seria de 90 milhões de euros em 2019, 60 milhões de euros em 2020 e 30 milhões em 2021. O montante total de 180 milhões de euros para o período de 2019 a 2021 foi convertido em dólares americanos, alcançando um total de US$ 205,2 milhões de exportações do Brasil para a União Europeia que seriam afetados pelo direito adicional de 25% imposto pelas medidas de salvaguarda. O montante total de tarifas gerado seria igual a US$ 51,3 milhões”, diz o ofício.

O documento também mostra que as importações de leite em pó da União Europeia para o Brasil em 2018 somaram US$ 1.527.952,00 e que o potencial de negociação durante a validade da salvaguarda dos europeus (até 3 de junho de 2021) é de US$ 553.883,00.

Na conclusão do documento, o governo brasileiro afirma que “uma suspensão de concessões comerciais sobre os produtos, que não exceda o montante que resultaria da aplicação das medidas da UE às importações do aço originários do Brasil representa uma suspensão adequada da aplicação de concessões comerciais equivalentes em conformidade com o Acordo sobre Salvaguardas”, em defesa da legalidade da opção encontrada como salvaguarda cruzada.

Sobretaxa para o alho

O presidente da Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), Rafael Corsino, considera positiva a intenção do governo brasileiro de sobretaxar a entrada do produto europeu aqui. Segundo ele, as importações, principalmente da Espanha, aumentaram muito nos últimos quatro anos. O pico foi em 2017, quando as compras foram de quase 20 mil toneladas. Em 2018, o total rondou 17 mil toneladas. A alíquota adicional de 19% daria mais competitividade aos produtores brasileiro, na opinião dele.

“Preocupa muito as importações. A Espanha é muito agressiva e entra justamente no período da safra no Cerrado: Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Bahia. Quando essas regiões estão colhendo, descarregam muitas cargas de alho e isso impacta, derruba o preço, porque ele entra subfaturado, muito mais barato. Se sobretaxar, vai ser bom para nós, nos dá mais competitividade porque a União Europeia têm subsídios muito altos e conseguem colocar o alho deles mais barato aqui no Brasil do que no mercado interno lá. Se isso acontecer, o governo vai corrigir uma competição desleal. Torço para isso acontecer”, afirmou.

Rafael Corsino destacou que a preocupação do setor aumentou depois da queda das tarifas antidumping do leite. O alho da China sofre essa barreira, mas os produtores brasileiros temem pela retirada da taxa depois das últimas movimentações da equipe econômica. “Se cair nossa tarifa antidumping, o alho brasileiro simplesmente desaparece”. Ele vai se reunir com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na próxima semana para tratar do tema.

Em relação aos produtos à base de tabaco, o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Werner, afirmou que a sobretaxa não muda em nada a realidade dos produtores brasileiros. O Canal Rural não conseguiu retorno da Abifumo (Associação Brasileira das Indústrias de Fumo) e das indústrias de couro quanto aos artigos dessa categoria.

Sem novas importações

Apesar da queda das tarifas antidumping para importação de leite em pó de 14,8% para a União Europeia e de 3,9% para a Nova Zelândia no dia 6 de fevereiro, até agora o governo brasileiro não identificou a entrada de nenhuma carga do produto desses países até hoje. “A Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais monitora diariamente a importação brasileira de leite em pó da União Europeia e da Nova Zelândia, origens que eram sobretaxadas com o antidumping de 14,8% e de 3,9%, respectivamente. O objetivo é identificar a ocorrência de oscilações nos volumes de importação que demandem medidas de defesa comercial. Até o momento, não foram identificadas operações de importação relacionadas ao encerramento do direito antidumping”, informou o Ministério da Economia.

FONTE: Canal Rural
#190219-04
19/02/2019

Soja: Disputa entre demandas interna e para exportação deve se acirrar e preços no BR podem se descolar de Chicago

Prêmios começam a se fortalecer no Brasil, com foco da demanda chinesa no mercado nacional, além das indústrias buscando mais soja e um provável racionamento da demanda mais adiante. Em Chicago, recuo desta terça-feira se deu, principalmente, com a expansão da peste suína para além China.

Nesta terça-feira (19), o mercado da soja teve queda de 10 pontos nos principais vencimentos da Bolsa de Chicago (CBOT). Os Estados Unidos voltam do feriado com baixas consideráveis. O maior destaque negativo foi a possibilidade de dispersão da peste suína no Vietnã e uma suspeita sobre o Canadá, terceiro maior exportador mundial de carne suína.

Como lembra Marcos Araújo, analista da Agrinvest, o controle para essa doença é o abate sanitário. Assim, pode haver uma menor demanda por farelo de soja e, consequentemente, pela soja em grão, o que faria com que os estoques norte-americanos, que já são os maiores da história, ficassem ainda mais altos.

O preço da carne suína vinha subindo na CME Group, mas a suspeita no Canadá fez o mercado operar na contramão. Assim, a cotação da soja também cai. Essa preocupação do mercado ainda deve ganhar mais corpo, a exemplo do que houve com a gripe aviária.

O Brasil, por sua vez, pode aproveitar essa chance para recuperar o mercado externo perdido após os desdobramentos da operação Carne Fraca. Algo que também poderia ajudar a demanda interna para as processadoras de soja.

Nos últimos dias, já se fala que o cenário de oferta e demanda para o Brasil está apertado. A estimativa da Agrinvest é de uma safra de soja em 113 milhões de toneladas. Somada a um estoque inicial de 1,5 milhões de toneladas e 500 mil de exportação, são 115 milhões de toneladas disponíveis. O consumo interno do Brasil é de 45 milhões de toneladas, de forma que restaria apenas um excedente de 70 milhões de toneladas.

No ano passado, o Brasil exportou 84 milhões de toneladas. Assim, os preços devem se comportar descolados de Chicago, já que irá ocorrer uma disputa acirrada pela soja brasileira.

FONTE: Notícias Agrícolas
#190219-03
19/02/2019

Exportação de soja na 1ª quinzena do mês supera volume de janeiro

Expectativa é de que as exportações de soja em fevereiro atinjam cerca de 6 milhões de toneladas

A exportação de soja do Brasil na primeira quinzena de fevereiro atingiu 2,36 milhões de toneladas, superando o volume registrado em todo o mês de janeiro (2,15 milhões), à medida que a colheita da oleaginosa no Brasil se desenvolve e está adiantada para a época, de acordo com dados da Secretaria de Comercio Exterior (Secex) divulgados na segunda-feira (18).

A expectativa é de que as exportações de soja em fevereiro atinjam cerca de 6 milhões de toneladas, segundo exportadores, um volume que tende a aumentar em março, quando a colheita estiver ainda mais avançada. Mais de um terço da área de soja do Brasil, maior exportador global da oleaginosa, já havia sido colhida até o final da semana passada, informou na segunda-feira a consultoria AgRural.

Os trabalhos seguem à frente do registrado no mesmo período do ano passado, quando 17% da área havia sido colhida, e também estão adiantados ante a média histórica para o período (19%), segundo a AgRural. A média diária de exportação de soja pelo Brasil até a terceira semana do mês somou 214,7 mil toneladas, ante 159,1 mil toneladas para todo o mês de fevereiro do ano passado.

Já a exportação de milho do Brasil em fevereiro atingiu até o dia 15 de fevereiro cerca de 1,3 milhão de toneladas, bem abaixo das 4,2 milhões de toneladas de janeiro, quando exportadores tinham aproveitado a redução dos embarques de soja —antes de a colheita ganhar ritmo— para exportar o cereal.

FONTE: O Presente Rural
#190219-02
18/02/2019

Indústria de suco de laranja do Brasil busca ampliar espaço na China

Segundo a CitruBR, empresas consideram até construir terminais no país em troca de medida que favoreça a competitividade do suco nacional

As maiores processadoras de suco de laranja no Brasil avaliam possibilidades de investimento na China em troca de medidas que melhorem a competitividade do produto nacional no mercado chinês. A Associação Brasileira dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) tem conversado sobre o assunto com o Ministério da Agricultura e representantes do país asiático e demonstra otimismo em relação aos rumos da discussão.

A indústria enfrenta no mercado chinês uma tarifa relacionada à temperatura do suco de laranja brasileiro. Se o produto chega a até 18 graus negativos, há uma sobretaxa de 7,5%. Se é 17,9 graus graus negativo, vai a 30%. É uma “barreira técnica” que não impede as exportações, mas as torna mais caras e impõe dificuldades de logística para os exportadores.

A proposta de investimentos vem sendo discutida pelo menos desde outubro de 2018, informa a CitrusBR, que representa Citrosuco, Cutrale e Louis Dreyfus (LDC). As processadoras querem a revisão da chamada “tarifa de temperatura”. Em contrapartida, consideram a possibilidade de construir terminais para desembarque de suco de laranja a granel no país asiático.

Recentemente, o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, esteve em diversas reuniões com parlamentares e o Ministério da Agricultura. Em 24 de janeiro, por exemplo, ele se encontrou com o secretário de Relações Internacionais, Orlando Leite Ribeiro para conversar sobre “proposta de investimentos do setor na China e possível apoio do Mapa”.

“É um assunto técnico, que está andando. Temos tido apoio da parte do governo brasileiro. Já estive com pessoas do governo da China. Tem tudo para ter um bom desfecho”, afirma ele, acrescentando que a CitrusBR pretende também fazer campanhas de promoção do suco brasileiro no país asiático, a exemplo do que é realizado na Europa.

Netto afirma que ainda não há, mesmo de forma preliminar, um estudo de viabilidade da construção dos terminais. Diz apenas que esse trabalho deve ser feito quando estiverem dadas as condições para o investimento que, explica, não é “algo exatamente barato”. Defende também maior frequência de missões dos dois lados para aumentar a interlocução entre os governos.

“A China tem um jeito muito peculiar de fazer negócios e sem esse olho no olho, sem essa conversa, fica difícil realmente acreditar que as coisas andem”, disse. 

Principal parceiro comercial do Brasil, a China também aumentou sua participação como destino das exportações do agronegócio brasileiro. O valor das vendas para o país asiático em 2018 somou US$ 35,59 bilhões, respondendo por 35% do total, o dobro da União Europeia (17,5%), por exemplo. Em 2017, a participação chinesa tinha sido de 27%.

Os embarques de suco de laranja para o mercado chinês aumentaram. De 2017 para 2018, o volume embarcado passou de 32,243 mil para 35,255 mil toneladas e o faturamento dos exportadores, de US$ 62,80 milhões para US$ 73,24 milhões, de acordo com estatísticas do Ministério da Agricultura.

Mas, diferente de outras commodities, a rapresentatividade é pequena. Em uma pauta dominada pelos complexos soja, carnes e de produtos florestais, o suco de laranja - do qual o Brasil é o maior produtor e exportador mundial - é apenas o décimo da lista.

Para as associadas da CitrusBR, uma revisão dessa tarifa significa melhorar o acesso a um mercado com perspectiva de crescimento, explica Ibiapaba Netto. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima um aumento de 3,65% na produção chinesa, que pode chegar a 45,400 mil toneladas na safra 2018/2019.

Mas o volume representa menos da metade do consumo no país estimado pelos técnicos do governo americano: 98,900 mil toneladas, 2,8% a mais que na safra 2017/2018. A demanda chinesa por suco estrangeiro deve passar de 55 mil para 56 mil toneladas na safra atual.

“A China é um mercado onde o consumo tem crescido, mas a participação brasileira não. Quando olhamos a nossa participação em outros mercados e comparamos com a China, é menor justamente pela falta de competitividade que a tarifa de temperatura nos impõe”, resume.

Ainda que os dados do USDA indiquem um consumo aumentando em ritmo um pouco menor que a produção de suco de laranja na China, Ibiapaba Netto entende que faz sentido o país incentivar importações. Argumenta que o mercado de mesa pagar mais pela fruta do que a indústria. Da safra chinesa de laranjas, apenas 5% viram suco, diz o diretor da CitrusBR.

."No final das contas, é uma combinação. Para exportar para a China, tem quer ter um bom produto, tradição no que faz e uma visão de futuro sobre essa relação. Quando junta tudo isso, cria o ambiente para que seja possível viabilizar uma questão. Acreditamos ter um bom caminho pela frente", explica Netto.

FONTE: Globo Rural
#190219-01
19/02/2019

Leite: governo estuda reduzir taxa de importação de equipamentos

Segundo a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, uma possível alternativa para o setor seria trazer robôs para desenvolver a pecuária leiteira

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta terça-feira, dia 19, que uma possível alternativa para os problemas de competitividade do setor leiteiro seria a redução de taxas de importação de máquinas e equipamentos, como robôs, que segundo ela são importantes para o desenvolvimento da pecuária leiteira moderna.

Em entrevista ao programa Direto ao Ponto, a ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) disse que o governo estuda três ou quatro outras maneiras de proteger a pecuária leiteira no curto prazo. Apesar dessa ajuda, a ministra ressalta que as medidas não podem ser para sempre. “Nós temos que dar recursos para que a cadeia consiga ficar em pé”, ponderou.

Segundo ela, enquanto estratégias estão sendo traçadas, o ministério da Economia segue acompanhando diariamente o volume de leite em pó importado pelo Brasil.

“Tem como, todo dia, ver se licenças de importação estão sendo pedidas para entrar leite no Brasil, para não deixar o leite em pó inundar o nosso país.”

Salvaguarda cruzada

Tereza também comentou sobre a medida de salvaguarda cruzada, usada para compensar o fim da taxa de importação de leite em pó vindo da União Europeia e Nova Zelândia. Isso porque nesta segunda-feira, dia 18, os ministérios da Agricultura, da Economia e das Relações Exteriores enviaram um pedido de compensações à União Europeia pelas taxações de importações do aço brasileiro impostas pelo bloco econômico.

“Nós ficamos com a política de antidumping desde 2003. A cada cinco anos, fazíamos uma pesquisa e voltava com a medida. No governo passado, venceria os cinco anos e foi feita a pesquisa novamente. Então se comprovou que não havia dumping porque as importações de leite (da União Europeia) eram pífias”, explicou.

Ela ressaltou que a cadeia leiteira está preservada por um tempo, mas que o setor precisa fazer a lição de casa. “O nosso maior gargalo é a logística, e também a energia elétrica. Várias coisas que precisamos resolver internamente”.

O próximo passo, segundo Cristina, seria uma força-tarefa para o Brasil se tornar um grande exportador do produto, podendo competir com UE, Nova Zelândia. “Quiçá se juntar com Argentina e Uruguai, fazer um bloco, com um volume de leite grande para que a gente possa incomodar lá fora”, comentou.

FONTE: Canal Rural
#190218-03
18/02/2019

Com prêmio mais alto nos portos, preço da soja deve subir, diz analista

Para fevereiro, cerca de 11 milhões de toneladas devem ser embarcadas, contra 3 milhões no mesmo período do ano passado

O mercado externo segue de olho nas negociações sobre o fim da guerra comercial entre americanos e chineses. Até o momento, o produtor rural brasileiro tem se beneficiado com com o impasse entre as duas potências.

Segundo o analista de mercado Étore Baroni, em fevereiro deste ano, cerca de 11 milhões de toneladas de soja esperam nos portos para embarcar, contra 3 milhões de toneladas exportados no ano passado. Além disso, o impasse entre EUA e China está elevando ainda mais o prêmio da oleaginosa. “Isso deve puxar o preço para cima”, afirma.

FONTE: Canal Rural
#190218-02
18/02/2019

Colheita menor deve ter impacto na balança comercial brasileira

A soja é hoje o principal produto de exportação do País e respondeu por 15% das vendas externas no ano passado

A quebra na safra de soja pode ter reflexo na balança comercial brasileira. O grão encabeça a lista dos produtos exportados pelo País - responde por 15% da receita das vendas externas. A Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec) prevê uma queda de 12% nas exportações neste ano, em razão da colheita menor. A previsão é de que o Brasil exporte 73 milhões de toneladas, ante 82,8 milhões enviadas ao exterior em 2018.

De acordo com o diretor-geral da Anec, Sérgio Castanho Teixeira Mendes, é preciso levar em conta que as exportações do ano passado foram "um ponto fora da curva" por causa da guerra comercial com os Estados Unidos, que levou a China a comprar mais soja do Brasil. "Estamos prevendo esse volume de exportações com base numa safra de 116 milhões de toneladas. Se a quebra for maior e essa produção não for alcançada, pode haver um impacto maior na exportação", diz. Mendes lembra que, em 2017, o Brasil exportou 68 milhões de toneladas.

A soja é cultivada de norte a sul do País, em praticamente todos os Estados. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), embora a área plantada tivesse mantido a tendência de crescimento dos últimos dez anos, atingindo 35,8 milhões de hectares, a produtividade foi bastante afetada pelas condições climáticas adversas nos principais Estados produtores.

'Cozimento'. O produtor Valdir Edemar Fries, de Itambé (PR), conta que as chuvas de novembro foram 50% menores que a média da região. "Em dezembro, passamos por estiagem e ficamos praticamente 20 dias sem ocorrências de chuvas. Isso, associado às altas temperaturas, prejudicou o desenvolvimento das lavouras. Antecipamos a colheita em 15 dias porque a estiagem e o calor anteciparam o ciclo da lavoura. Nesses talhões (unidades de cultivo dentro de uma propriedade), tive perdas de 30% numa área e de 60% em outra, que tinha um solo menos estruturado."

Segundo Fries, as perdas foram agravadas pelo sol escaldante, que acabou "cozinhando" a superfície. "São perdas que de fato aconteceram e nesta safra não tem como recuperar", afirma.

No sudoeste paulista, principal região produtora de soja de São Paulo, as lavouras tiveram perdas médias de 15%, segundo o dirigente da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado em Itapeva, Vandir Daniel da Silva. "Somente na regional de Itapeva a perda atinge 1 milhão de sacas, sendo mais da metade no próprio município de Itapeva", diz. Segundo ele, as lavouras foram afetadas pela falta de chuvas e temperaturas acima da média entre dezembro e janeiro.

O Rally da Safra, expedição técnica sobre a safra de grãos no Brasil, organizada pela consultoria Agroconsult, confirmou a quebra na produção de soja também em regiões do sudeste do Mato Grosso, onde são cultivadas lavouras de ciclo precoce.

De acordo com André Debastiani, coordenador de uma das equipes, no final de janeiro os técnicos já tinham confirmado um potencial produtivo um pouco abaixo do esperado nas regiões do médio-norte e oeste do Estado, maior produtor de soja do País. Entre as razões da baixa produtividade, segundo ele, estão as altas temperaturas de janeiro e fevereiro, que encurtaram o ciclo, afetando o peso dos grãos.

FONTE: Terra
#190218-01
18/02/2019

ALGODÃO: Ampliação da oferta tende a restringir a bonança da cultura

O período de bonança vivido pelos produtores de algodão mundo afora está ameaçado pelo crescimento da oferta previsto para a temporada internacional 2019/20. A mais recente sinalização nesse sentido veio na semana passada, quando o Conselho Nacional do Algodão (NCC, na sigla em inglês) divulgou projeção de aumento de área de 3% nos Estados Unidos, para 5,8 milhões de hectares.

Cotações - Considerado um aumento expressivo para os padrões americanos, a notícia pressionou as cotações na bolsa de Nova York, que caíram para o menor patamar em 14 meses. A tendência é que o cenário seja reforçado pela Austrália, que deverá ser o quarto maior país exportador no ciclo 2018/19 e onde também é esperado um aumento do plantio e recuperação de participação no mercado global.

Alta - Nos últimos três anos, os contratos de segunda posição de entrega do algodão acumularam alta de cerca de 22% em Nova York, passando de um patamar inferior a 59 centavos de dólar a libra-peso para quase 72 centavos de dólar. Esse salto estimulou a elevação da produção mundial. O Brasil não ficou de fora dessa barca e a área plantada no país passou de 940 mil hectares, em 2016/17, para 1,5 milhão em 2018/19, segundo estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Adversidades - No ciclo 2017/18, os produtores brasileiros foram beneficiados por adversidades que prejudicaram outros países. Nos EUA, a produção sofreu quebras e perdas de qualidade em decorrência do furacão Michael. Na Austrália, onde a produção é irrigada, a falta de água provocou uma redução de área de 43%, e a queda da produção foi estimada em 45%, para 566 mil toneladas, segundo o USDA. Na Índia, problemas com patentes fizeram a produção cair 7%, para 5,9 milhões de toneladas.

Colheita - Animados, os cotonicultores brasileiros deverão colher em 2018/19 um volume quase 25% maior, de aproximadamente 2,5 milhões de toneladas.

Ventos não tão favoráveis - As primeiras perspectivas apontam que os ventos não serão tão favoráveis na safra 2019/20, já que o aumento de área no mundo deverá pressionar as cotações, apesar do incremento da demanda mundial. Jack Scoville, analista da consultoria Price Futures Group, projeta que as cotações ficarão em torno de 65 centavos de dólar a libra-peso, o que representaria uma queda de quase 10% em relação a sexta-feira.

Austrália - “A tendência é que a Austrália volte a elevar sua produção para algo em torno de 800 mil toneladas”, avaliou Gabriela Fontanari, analista da consultoria americana INTL FCStone. Já o diretor do Comitê Internacional do Algodão (ICAC, na sigla em inglês), Andrei Guitchonts, acredita que as secas deverão continuar a limitar o avanço da área australiana.

Déficit - De todo modo, as estimativas para 2018/19 ainda apontam para um déficit de 5,5 milhões de toneladas de algodão na relação entre consumo e produção, e a perspectiva é que a China diminua sua área de cultivo, enquanto países como Turquia, Indonésia e Vietnã tendem a ampliar suas compras da commodity. “Temos de lembrar que várias fábricas de tecidos sintéticos estão sendo fechadas na China”, disse Gabriela Fontanari, ressaltando que a demanda pela fibra natural deverá se manter aquecida.

Fundamentos - Paralelamente aos fundamentos de oferta e demanda, a guerra comercial entre China e Estados Unidos, que dá sinais de que poderá arrefecer, continua a ser um pano de fundo das negociações em Nova York. Guitchonts, do ICAC, lembrou que parte da queda acumulada desde julho do ano passado, de quase 16% segundo cálculos do Valor Data, decorre da disputa entre os dois gigantes do comércio global. Caso Washington e Pequim entrem em acordo, pelo menos esse fator de pressão deixará de existir.

Recuperação - “Eu acredito em um acordo e na recuperação dos preços para patamares de 80 centavos de dólar por libra-peso, ou mais, até o fim da safra 2018/19”, afirmou. De acordo com John Pestell, trader na Índia, os preços ainda podem cair até o patamar de 60 centavos de dólar e, depois, se recuperar para um patamar entre 74 e 77 centavos de dólar a libra-peso.

Queda - Victor Ikeda, analista do banco holandês Rabobank no Brasil, avalia que os preços podem cair para 69,78 centavos a librapeso até o fim desta safra, considerando as quedas acentuadas no petróleo, matéria-prima para a produção do tecido sintético. Sem isso, disse, a tendência é de cotações acima de 70 centavos de dólar a libra-peso.

FONTE: Valor Econômico
#190215-02
15/02/2019

China isenta 14 empresas exportadoras de frango de taxa antidumping

A China confirmou as expectativas e oficializou um acordo de preços mínimos com 14 empresas e cooperativas brasileiras exportadoras de carne de frango, entre as quais BRF e JBS, mas confirmou a imposição de tarifas antidumping sobre as demais companhias do país.

Segundo o Ministério do Comércio chinês, os exportadores excluídos da lista de empresas e cooperativas que fecharam o acordo de preços mínimos deverão pagar tarifas de 17,8% a 32,4% a partir de domingo. A medida terá validade por cinco anos.

Além de BRF e JBS, estão na rol de 14 empresas Copacol, Consolata, Aurora Alimentos, Bello Alimentos, Lar, Coopavel, São Salvador Alimentos, Rivelli Alimentos, Gonçalves e Tortola, Copagril, e Vibra e Kaefer.

Apesar de representar um alento para o segmento, a decisão de Pequim desagradou à ABPA, entidade que representa os exportadores brasileiros de carne de frango.

“Conforme a ABPA tem defendido desde o início da investigação, não houve praticas de dumping e não há qualquer nexo causal entre as exportações de produtos avícolas do Brasil e eventuais situações mercadológicas locais. As provas já foram apresentadas pelo setor produtivo do Brasil”, afirma comunicado divulgado pela associação.

“Ao mesmo tempo”, continua o comunicado, “a ABPA e o governo brasileiro identificaram diversas violações no acordo internacional antidumping pela autoridade chinesa na análise de dano e nexo causal ao longo do processo. O conselho diretivo da ABPA analisará a decisão chinesa e submeterá suas considerações ao governo brasileiro para a decisão sobre futuras ações”.

Os exportadores que decidiram fechar o acordo, intermediado pela sócia do escritório de advocacia MPA Trade Law, Claudia Marques, o fizeram em razão da sinalização de que a China poderá reabrir seu mercado à carne de frango dos Estados Unidos como parte das tentativas dos dois países de pôr fim a suas disputas comerciais.

A volta da carne de frango americana ao mercado chinês, quatro anos após o país asiático vetar o produto devido a um surto de gripe aviária nos EUA, seria um grande um desafio para o Brasil. Os EUA são os segundos maiores exportadores de carne de frango, atrás do Brasil.

No ano passado, as exportações brasileiras de carne de frango à China somaram 438,8 mil toneladas e renderam US$ 799,7 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. Com participação de cerca de 10%, o país asiático foi o segundo principal destino dos embarques do país, atrás apenas da Arábia Saudita.

FONTE: Avisite
#190215-01
15/02/2019

Para cobrir rombo, Estados elevam tributação sobre agronegócio

Diante da crise fiscal que ainda vive o país, vários Estados pretendem taxar tanto a produção quanto as exportações do agronegócio, setor mais dinâmico e o que mais cresce da economia brasileira nos últimos anos

Os governos estaduais alegam estar em sérias dificuldades ficais, agravadas pela falta de repasses da União como compensação à Lei Kandir, que desde 1996 zerou o ICMS cobrado sobre as exportações de matérias-primas como grãos e minérios.

As exportações do agronegócio somaram US$ 102,1 bilhões nos 12 meses até janeiro de 2019, equivalente a 42,3% de todas as exportações do país. E gerou superávit comercial de US$ 88,1 bilhões no período. Em 2018, o setor também registrou participação de aproximadamente 23% do PIB, segundo estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em outra frente, estudo recente da LCA Consultores mostrou que 16% da carga tributária do país é paga pelo agronegócio.

Para produtores rurais e exportadores agropecuários, está claro que o setor virou de vez um alvo preferencial da sanha tributária dos Estados. Alertam, porém, que os aumentos de impostos podem comprimir suas margens de lucro, comprometer os bons resultados conferidos na balança comercial, quando não pressionar a inflação de alimentos. E já preparam uma grande mobilização nacional, liderada pela própria CNA e Aprosoja Brasil. "Não se pode punir com mais impostos o setor que está trazendo prosperidade para o país", disse ao Valor a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

O maior exemplo está em Mato Grosso, líder da produção nacional de grãos, como soja carro-chefe das exportações. No primeiro mês deste ano, ao mesmo tempo em que decretou situação de calamidade financeira do Estado, o novo governador Mauro Mendes sancionou lei que ampliou o escopo de um encargo que já incidia sobre a comercialização dos principais produtos agropecuários do Estado, o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

Enquanto soja, algodão, carnes e madeira tiveram aumento das alíquotas, o milho passou a ser incluído na lista dos itens onerados. No caso do algodão, o incremento foi expressivo: de 20,5% para 75% da Unidade de Padrão Fiscal (UPF) por toneladas, sendo que a proposta original do governo era chegar a 200%. A UPF é a base fiscal para incidência do Fethab, que em janeiro estava em R$ 139.

O secretário de Fazenda matogrossense, Rogério Gallo, argumenta que aumentar esse encargo ao agronegócio local não é a solução para todo o problema fiscal do Estado. A estimativa do ganho de arrecadação com o Fethab é de cerca de R$ 400 milhões por ano - o fundo arrecadou R$ 1 bilhão em 2018. Por outro lado, a nova gestão herdou déficit de R$ 2,1 bilhões.

Gallo nega que a nova administração esteja perseguindo o setor e defende que o Estado agregue mais valor à sua produção, com a implantação de agroindústrias que possam gerar riqueza internamente. "Prefiro isentar a exportação do óleo de soja produzido no Estado que a do grão in natura. Temos uma capacidade instalada de esmagamento de soja ociosa, alguma coisa está errada."

Alexandre Schenkel, presidente da Ampa, entidade que reúne os produtores de algodão de Mato Grosso, diz que a medida do governo estadual "penaliza quem é eficiente" e diz que o aumento do Fethab sobre a fibra produzida no Estado vai abocanhar 20% da rentabilidade dos produtores da cultura. "Muitos produtores podem deixar de plantar na próxima safra."

Esse caso, porém, não é o único. A partir de 1º de abril começa a vigorar em Santa Catarina um decreto editado ainda pela gestão anterior que passa a aplicar 17% de ICMS sobre dezenas de agrotóxicos - antes esses insumos eram isentos. O Estado espera arrecadar R$ 30 milhões por ano com a cobrança, mas o secretário de Fazenda, Paulo Eli, conta que o déficit é de R$ 2,5 bilhões.

Tocantins, cuja economia depende em grande parte da atividade agropecuária, também baixou portaria estadual em 1º de fevereiro que prevê a cobrança de 12% de ICMS interestadual sobre o frete rodoviário de cargas destinadas à exportação. O serviço era isento.

Outra grande preocupação do setor é o Convênio 100 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que desde 1997 isenta ou reduz ICMS sobre vários agroquímicos e fertilizantes. Por pressão do setor, o benefício sempre foi renovado, mas o temor agora é de que ele deixe de existir uma vez que sete Estados já decretaram calamidade financeira. Se o convênio for derrubado, o impacto estimado é de R$ 20 bilhões sobre o custo de produção.

"O agronegócio vai se tornar cada vez mais nos próximos anos ainda um alvo da sede arrecadatória do Estado, por uma falsa ideia de que o produtor ganha muito dinheiro. Apesar de o setor movimentar muito, as margens são muito pequenas, e está sujeito a risco alto", diz o tributarista Eduardo Lourenço, sócio do escritório Maneira Advogados.

Para Rafael Fonteles, presidente do Consefaz, conselho de secretários de Fazenda, "ao mesmo tempo em que o agronegócio pode ser a base da economia de alguns Estados, ele é o setor responsável por boa parte do crescimento do país. Então às vezes, você gera uma tributação e resolve uma situação de curto prazo, mas termina gerando um desincentivo ao setor".

FONTE: Portal do Agronegócio
#190212-02
12/02/2019

Média diária de exportações brasileiras de milho até 2ª semana de fevereiro é 81% maior do que ano passado

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até a segunda semana de fevereiro.

Segundo o levantamento, as exportações de milho em grão atingiram a média de 126,7 mil toneladas por dia útil até a semana que se encerrou dia 09 de fevereiro. No mesmo período do ano anterior, a média diária foi 69,7 mil toneladas. Em termos financeiros, as exportações do grão em fevereiro de 2019 já somam 130,6 milhões de dólares.

FONTE: Notícias Agrícolas
#190212-01
12/02/2019

Trigo: Importações registram queda em janeiro; exportações aumentam

As importações e as exportações de trigo andaram em direções opostas em janeiro, de acordo com dados da Secex. Enquanto as compras externas do cereal foram menores, as saídas nacionais aumentaram.

Neste último caso, devido ao menor interesse de compradores domésticos, ao excedente e à necessidade de maior escoamento de estoque. Segundo dados da Secex, em janeiro, foram enviadas ao exterior 378 mil toneladas de trigo, quase sete vezes mais que em dezembro e retornando aos mesmos patamares de 2015.

De maneira geral, boa parte do trigo exportado foi oriundo do Rio Grande do Sul, representando 73,5% do total, tendo como principais destinos Filipinas (45,6% do total), Vietnã (6%) e Indonésia (48,4%).

As importações, por sua vez, caíram 4,1% entre dezembro/18 e janeiro/19, mas ainda seguem em volumes expressivos. Quanto aos preços, entre 1º e 8 de fevereiro, subiram nas regiões pesquisadas pelo Cepea.

FONTE: Notícias Agrícolas
#190211-07
11/02/2019

Parceria entre Brasil e Índia garantirá importação de sêmen de búfalos para a Embrapa

Essa foi uma das vitórias do Programa de Melhoramento Genético de Búfalos com Inovação para o Estado do Pará, liderado pela Embrapa Amazônia Oriental

Nós próximos meses o Brasil, mais especificamente o estado do Pará, receberá centenas de doses de sêmen de búfalos das raças Murrah e Niili Ravi para a melhoria da qualidade genética dos rebanhos paraenses. Essa foi uma das vitórias do Programa de Melhoramento Genético de Búfalos com Inovação para o Estado do Pará (Promebull), liderado pela Embrapa Amazônia Oriental, após missão a Índia realizada no mês de janeiro.

O relatório e os resultados da missão para cooperação técnica com a índia, para o manejo e melhoramento da pecuária bubalina leiteira familiar do estado do Pará, ocorrida no início do mês de janeiro, foi apresentado na manhã dessa sexta-feira, 8, na sede da Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa), para representantes da cadeia bubalina local.

O Pará concentra o maior rebanho bubalino do Brasil, ultrapassando as 600 mil cabeças, conforme dados da Agencia de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará).

O pesquisador da Embrapa, Ribamar Marques, líder da missão, explicou que a Índia é berço da bubalinocultura mundial e local de ontem esses animais são originários. Ele afirmou que a parceria entre os países vai promover não apenas um salto de qualidade genética aos rebanhos paraenses, mas também o intercâmbio de tecnologias para o benefício de toda a cadeia. “As melhores fêmeas selecionadas entre os criadores parceiros do Promebull no estado serão inseminadas com sêmen de machos superiores vindos da Índia, para gerar filhotes mais produtivos em carne e leite. E os melhores novilhos e novilhas gerados nessa parceria, serão monitorados e também futuros doadores de material genético, garantindo a melhoramento constante dos rebanhos e sustentabilidade do Promebull”, enfatizou o pesquisador.

Um dos destaques do projeto e que garantiu o aceite dos indianos foi o caráter social e de democratização do Promebull no Marajó, uma das mesorregiões que concentram os menores índices de desenvolvimento no país, pois é voltado à pecuária leiteira familiar, chegando desde o pequeno produtor, com poucos animais, até os médios e grandes. “O que determina a parceria é a qualidade da fêmea a ser inseminada e já temos experiências exitosas com produtores em que os rebanhos não chegam a 20 cabeças”, comentou Marques.

Membro da diretoria de uma das parceiras do projeto, a Faepa, o zootecnista Guilherme Minssen, também participou da missão e avaliou a programação como extremamente exitosa. O diretor da Faepa analisa que a parceria Brasil-Índia vai acelerar a expansão da cadeia e que a federação vai atuar juntos aos sindicatos para fortalecer o Promebull em todo o estado.

Projeto responde aos anseios dos pecuaristas

“Essa é uma espera que já dura mais de duas décadas e vai ajudar a mudar a realidade no Marajó”, comemorou o presidente da Associação Paraense de Criadores de Búfalos, Roberto Fonseca. Atualmente, a média de produção de leite no arquipélago gira em torno de 2 litros/dia por vaca e com o melhoramento genético e o manejo correto, poderá chegar até 14 litros, conforme comentou Fonseca. “Vendendo o litro em média a R$ 5, o pequeno pecuarista vai aumentar sua renda, a qualidade de vida de sua família e também injetar dinheiro na região. É uma cadeia de benefícios sociais e econômicos”, prospecta o presidente da associação.

Sobre o Promebull

O Programa de Melhoramento Genético de Búfalos com Inovação para o Estado do Pará (Promebull) é realizado pela Embrapa Amazônia Oriental em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) tendo como meta a melhoria de índices econômicos de emprego e a renda para a pecuária bubalina leiteira para a agricultura familiar, por meio do melhoramento genético de boas praticas de manejo, alimentação e sanidade. O projeto foi iniciado pela Embrapa em 2015 e em abril de 2018 passou a ser programa de governo após convenio firmado com a Sedap. Desta forma, as ações que eram exclusivas do Marajó, passarão a abranger também as demais regiões do Pará.

FONTE: O Livre
#190211-06
11/02/2019

Ministério da Agricultura russo prepara nova associação de exportadores de grãos

O Ministério da Agricultura da Rússia irá criar uma nova associação de exportadores de grãos para entender melhor as necessidades do mercado, declarou a pasta nesta segunda-feira após sua reunião de rotina com negociadores locais de grãos.

Os negociadores interpretaram isso como resultado da atenção mais próxima com que oficiais russos têm monitorado como os grandes exportadores vêm se saindo, dada a baixa safra de 2018 desde setembro.

A nova associação será criada por volta de abril, quando o ministério planeja iniciar as discussões com os negociadores sobre planos de exportação de grãos para o ano comercial de 2019/20, que começa em 1º de julho.

O ministério também disse que não planeja impor quaisquer restrições às exportações de grãos. Ele manteve sua previsão de exportações no ano comercial de 2018/19 em 42 milhões de toneladas, incluindo 37 milhões de toneladas de trigo.

Especulações de que a Rússia, maior exportador mundial de trigo, possa limitar suas exportações no final da temporada 2018/19 têm sustentado os preços globais de trigo nos meses recentes.

FONTE: Mix Vale
#190211-05
11/02/2019

AGRONEGÓCIO: Exportações de café brasileiro atingem 3,28 milhões de sacas em janeiro

O Brasil começou bem o ano em termos de exportação de café. Segundo dados compilados pelo Cecafé, Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, em seu relatório de exportações mais recente, o país exportou 3,28 milhões de sacas de café em janeiro deste ano, considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído.

O volume no mês foi 20,8% superior a janeiro de 2018, quando o país havia exportado 2,72 milhões de sacas. A receita cambial também apresentou crescimento, de 0,2%, em relação ao mesmo mês do ao passado, chegando a US$ 439 milhões.

Com relação às variedades embarcadas, o café arábica representou 88,5% do volume total de café exportado em janeiro de 2019, com 2,9 milhões de sacas embarcadas, crescimento de 15,5% na comparação com janeiro de 2018.

O café solúvel representou 7,2% do volume total exportado, com 237 mil sacas, registrando incremento de 27,7%, também em relação a janeiro de 2018. O café conilon (robusta), por sua vez, representou 4,2% das exportações de café brasileiro em janeiro, com 138,5 mil sacas exportadas, aumento de 986% em relação ao ano passado.

“As exportações de café do Brasil seguem em um ritmo intenso. Registramos um recorde histórico para o mês de janeiro, confirmando as estimativas. Esse resultado é reflexo de uma boa safra e da qualidade e competência da cadeia produtiva brasileira. Nossa expectativa é que o desempenho das exportações continuará positivo durante o restante do ano cafeeiro, atendendo com excelência os importadores e, principalmente, os consumidores finais”, declara Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.

Ano-safra 2018/2019

Com relação as exportações de café no ano-safra 2018/2019 (jul/18 a jun/19), o Brasil apresentou desempenho de 24,2 milhões de sacas no período acumulado, crescimento de 30,5% em relação à mesma base comparativa do ano anterior, quando o país embarcou 18,5 milhões de sacas, sendo o melhor resultado dos últimos 5 anos.

Principais destinos

Na lista dos dez principais destinos do café brasileiro em janeiro estão a Alemanha, que importou 662 mil sacas de café (correspondendo a 20,2% das exportações do mês); os EUA, com 605 mil sacas importadas (18,4%); e Itália, com 355 mil sacas (10,8%).

Na sequência estão: Japão, com 275 mil sacas (8,4%); Bélgica, com 221 mil sacas (6,7%); França, com 110 mil sacas (3,4%); Turquia, com 106 mil sacas (3,2%); Federação Russa, com 74 mil sacas (2,3%); Reino Unido, com 64 mil sacas (1,9%); e Canadá, com 62 mil sacas (1,9%).

Diferenciados

Em relação aos cafés diferenciados, em janeiro, o Brasil exportou 631 mil sacas, uma participação de 19,2% no volume total do café embarcado, e de 24,5% da receita cambial. Comparado a janeiro de 2018, o volume representou um crescimento de 20,2%.

Os principais destinos em janeiro deste ano foram os EUA, que importaram 142 mil sacas de café brasileiro (22,5% do volume total embarcado no mês), seguido da Alemanha, com 109 mil sacas (17,2%) e do Japão, com 71 mil sacas (11,3%).

Seguem, na relação, a Bélgica, com 65 mil sacas (10,4%); Itália, com 43 mil sacas (6,8%); Canadá, com 27 mil sacas (4,2%); França, com 19 mil sacas (3%); Reino Unido, com 17 mil sacas (2,7%); Finlândia, com 16 mil sacas (2,5%); e Holanda, com 15 mil sacas (2,3%).

Preços

Em janeiro deste ano, o preço médio da saca de café foi de US$ 133,53/saca, queda de 17% na comparação com janeiro de 2018, quando a média fora de US$ 160,95/saca.

Portos

O Porto de Santos figura na liderança da maior parte das exportações em janeiro, com 82,3% do volume exportados a partir dele (2,7 milhões de sacas), enquanto que o Porto do Rio de Janeiro aparece na sequência, com 11,5% dos embarques (377 mil sacas).

FONTE: Investimentos e Notícias
#190211-04
11/02/2019

Exportação por Paranaguá cresce 20% em janeiro; grãos são destaque

Os embarques de soja, por exemplo, aumentaram quase 60% quando comparados ao total enviado através deste porto em 2018

O Porto de Paranaguá movimentou 20% mais cargas para exportação em janeiro deste ano em comparação com igual mês de 2018, informou, em nota, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Contribuiu para o avanço o tempo mais seco em janeiro deste ano – em janeiro de 2018 choveu por 13 dias; no mês passado, apenas 8.

“Juntos, os granéis farelo, trigo, soja e milho somaram 1,87 milhão de toneladas exportadas”, diz a nota, destacando a soja, que representou 575,57 mil toneladas deste total (+59% em janeiro ante janeiro de 2018). O milho, por sua vez, teve crescimento de 50% no período, para 259,08 mil toneladas.

Já o volume importado em janeiro deste ano alcançou 1,85 milhão de toneladas, ou 14% mais em relação a janeiro do ano passado.

Os fertilizantes continuam sendo o principal produto importado via portos do Paraná. Em Paranaguá, foram 977.073 toneladas descarregadas, com alta de 20% na comparação com igual mês de 2018. No Porto de Antonina, a movimentação somou 110.427 toneladas da carga.

As importações de trigo voltaram a acontecer em janeiro, conforme a Appa. Se em janeiro de 2018 não houve movimentação com o cereal importado, no mês passado, 64,43 mil toneladas foram desembarcadas.

A movimentação de cargas por contêineres também foi maior no fechamento do mês de janeiro, com avanço de 9%. Em unidade própria de medida (TEUs, unidade equivalente a 20 pés), são 62.617 contêineres movimentados em janeiro deste ano: 29.581 sentido exportação, 33.036 de importação.

Entre as cargas mais exportadas por contêiner estão madeira, carne de aves congelada, papel e derivados, farelo, soja e açúcar. Na importação, se destacam fertilizantes, reatores, caldeiras e maquinários e plásticos.

FONTE: Valor Econômico
#190211-03
11/02/2019

Indústria e agronegócio têm agenda antiprotecionismo para levar à OMC

O setor privado pediu ao governo para apresentar cinco propostas visando derrubar barreiras às exportações brasileiras, na revisão do Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (acordo SPS) na Organização Mundial do Comércio (OMC). Essa negociação sensível e importante para o setor agrícola deve durar todo o ano de 2019.

As medidas sanitárias e fitossanitárias são normas adotadas pelos países para proteger a saúde humana, animal e a sanidade vegetal. No entanto, elas podem criar obstáculos indevidos ao comércio internacional.

As exportações do agronegócio brasileiro movimentaram US$ 101,7 bilhões em 2018, que corresponderam a 42% das exportações brasileiras no período. Mas a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) calcula que barreiras impostas por outros países chegaram a reduzir 14% das vendas nacionais ao exterior, numa perda de US$ 14 bilhões.

"Barreiras disfarçadas, sem embasamento científico, estão aumentando e atingem nossas exportações", diz a gerente de Política Comercial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Constanza Negri Biasutti. Essas barreiras crescem sobretudo na Europa, na Ásia e, alguns casos específicos, nos EUA.

O Itamaraty deverá levar em conta as propostas da CNA e da CNI, até porque se enquadram na decisão do governo de ser agressivo e assumir papel de liderança na revisão do Acordo SPS, pelo peso do país, globalmente, no agronegócio. Os EUA, com o qual o Brasil está alinhado, têm interesse em mais clareza nesse acordo também.

Uma das propostas do setor privado visa estimular os países a aceitar o reconhecimento mútuo de medidas sanitárias e fitossanitárias. Quando os países recusarem a equivalência, precisarão explicar suas decisões. A falta desse acordo impede os produtores, por exemplo, de usar certificados sanitários de seus países e os obriga a emitir novos certificados nos país importador. Conforme a CNI e a CNA, há países que querem preservar sua própria burocracia e se recusam a reconhecer os padrões sanitários do parceiro comercial.

Exemplificam que uma clara barreira sanitária e fitossanitária é imposta pela União Europeia (UE) ao não reconhecer o sistema de controle sanitário brasileiro e, por isso, deixar de comprar carne suína do Brasil. Isso ocorre apesar de a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) certificar que o Brasil cumpre com os padrões internacionais em termos de bem-estar animal e segurança alimentar.

Outra proposta é para os 164 membros da OMC estabelecerem a regionalização, ou seja, cronograma para o reconhecimento de áreas livres de pragas e de doenças. Se um país não conceder o reconhecimento e impedir a importação, deve apresentar os critérios a serem cumpridos para o país exportador obter o atestado.

Essa medida reduziria casos como o embargo do Japão à carne bovina brasileira, que vem desde 2012, por causa de um caso atípico da doença da vaca louca. O Japão nunca suspendeu o embargo, embora o Brasil seja apto e exporte para outros mercados.

A CNI e CNA defendem também que, quando um país adota barreira provisória e, portanto, fecha o mercado, precisa mostrar evidência científica à medida. Para evitar as barreiras disfarçadas, outra proposta é para o país importador levar em conta os pareceres técnico-científicos da OIE, da Convenção Internacional de Proteção de Plantas (IPPC) e do Codex Alimentarius. Elas ajudam a atestar se uma área está livre ou não de pragas e doenças. As decisões passam a ser mais técnicas e menos política.

O Brasil deve levar adiante também uma proposta para que os prazos para controle, inspeção e aprovação de produtos importados sejam os mesmos que os dos bens nacionais. O setor privado reclama ser comum os países usarem atrasos em procedimentos como barreiras para a entrada de mercadorias estrangeiras.

"Se aceitas, essas propostas vão permitir ampliar o acesso dos produtos brasileiros no exterior e ampliar a inserção internacional e a competitividade das empresas brasileiras", diz o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

Para a coordenadora de Relações Internacionais da CNA, Camila Sande, "se não tivermos a OMC para regular, as perdas podem ser muito maiores do que os 14% que perdemos anualmente. Para nós, a OMC precisa ser mais rigorosa na regulação".

 

FONTE: Valor Econômico
#190211-02
11/02/2019

Produção brasileira de soja é reduzida para 112,5 milhões de toneladas

No início de janeiro a AgRural já havia cortado sua estimativa de produção para o Brasil em 4,5 milhões de toneladas, para 116,9 milhões, devido à irregularidade das chuvas e ao calor de dezembro

A colheita da safra 2018/2019 de soja chegou a 26% da área cultivada no Brasil, de acordo com levantamento da consultoria AgRural realizado na última quinta-feira, dia 7. O número representa avanço de sete pontos percentuais em uma semana e mantém ampla vantagem sobre os 10% de um ano atrás e os 12% da média de cinco anos.

A colheita acelerada, puxada por Mato Grosso com 57%, Paraná, 30% e Goiás com 30%, é resultado de um plantio antecipado e rápido e do encurtamento do ciclo das lavouras em algumas áreas devido ao tempo quente e seco.

As condições climáticas desfavoráveis, levaram a um novo corte na produção do Brasil, que agora é estimada pela AgRural em 112,5 milhões de toneladas. Se confirmado o número, o país terá nesta temporada a menor produção de soja em três anos.

Corte em janeiro

No início de janeiro a AgRural já havia cortado sua estimativa de produção para o Brasil em 4,5 milhões de toneladas, para 116,9 milhões, devido à irregularidade das chuvas e ao calor de dezembro, que afetaram as lavouras precoces de alguns estados, com destaque para Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Fevereiro

Agora em fevereiro, em linha com os alertas dados nas últimas semanas, a consultoria cortou mais 4,4 milhões de toneladas da produção brasileira, para 112,5 milhões de toneladas, devido à continuidade do tempo quente e seco ao longo de janeiro.

Desta vez, todos os estados produtores tiveram cortes, com exceção de Rio Grande do Sul, Pará e Rondônia. Em relação ao ano passado, os estados com as maiores perdas de produção são Paraná e Mato Grosso do Sul.

FONTE: Canal Rural
#190211-01
11/02/2019

Agroindústrias de aves buscam ampliar negócios com mercado árabe

ABPA leva 16 exportadores de carne de frango para a Gulfood 2019

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), levará exportadores de carne de frango e ovos para uma grande ação de negócios que acontecerá entre 17 e 21 de fevereiro, durante a Gulfood Dubai 2019.

Ao todo, dezesseis agroindústrias confirmaram participação, sendo elas a Agroaraçá, Aurora, Avenorte, Bello Alimentos, BRF, Copacol, Frango Granjeiro,  Frango Pioneiro, GTFoods, Integra, Jaguafrangos, Lar, Netto Alimentos, São Salvador Alimentos, Uniaves e Vibra.

Centenas de encontros de negócios já estão programados pelas empresas durante a ação, especialmente com importadores e potenciais clientes do Oriente Médio, Ásia e Leste Europeu.

Além de negócios, a participação na Gulfood tem outro objetivo: fortalecer a imagem do Brasil como parceiro dos países árabes para a garantia de oferta de alimentos. Com este foco, a ABPA participará de encontros com stakeholders do mercado árabe, e distribuirá materiais informativos para o público do evento, com informações sobre os produtos e as empresas brasileiras.

A qualidade e o sabor, atributos diferenciados do produto brasileiro no mercado internacional, também serão destacados pela ABPA na ação de Dubai. Para isto, uma grande ação de degustação será realizada no pavilhão das proteínas brasileiras na feira, com o serviço de carne de frango e ovos produzidos no Brasil. Omeletes e o Shawarma – prato típico árabe – serão servidos para os visitantes.

“Temos boas expectativas com o desempenho das exportações para o Oriente Médio neste ano, especialmente após a implantação do novo escritório da ABPA em Dubai, o que deverá ocorrer em breve. Exatamente por isso, a associação empregará esforços extras junto aos mercados árabes nas próximas semanas, a exemplo da ação na Gulfood”, detalha Turra.

A avicultura brasileira é a maior produtora e exportadora de carne de frango halal do mundo, com 1,438 milhão de toneladas embarcadas em 2018. A maior parte absoluta destes embarques segue para os países do Oriente Médio.

FONTE: O Presente Rural
#190207-01
07/02/2019

Boi: Exportação de carne começa 2019 em bom ritmo

Os embarques de carne bovina in natura registraram boa performance no primeiro mês do ano, cenário que colaborou para a sustentação dos valores da arroba no mercado brasileiro, de acordo com pesquisadores do Cepea. Em janeiro deste ano, o volume total de carne embarcada foi de 102,4 mil toneladas, elevação de 2,9% na comparação com o mesmo mês de 2018, segundo informações da Secex. A receita, porém, recuou no mesmo período, 9,84% (Secex). No mercado interno, dados do Cepea indicam que, no acumulado de janeiro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo recuou apenas 0,07%, fechando a R$ 153,30 no dia 31.

FONTE: Notícias Agrícolas
#190206-03
06/02/2019

Produtividade da agropecuária cresce 3,43% ao ano

A produtividade da agropecuária entre 1975 e 2017 tem impulsionado o setor, graças à evolução anual a uma taxa média de 3,43%, superior ao da agricultura americana, de 1,38% ao ano. Em período mais recente, de 2000 a 2017, a média brasileira alcançou 3,8 % ao ano. 

De acordo José Garcia Gasques, coordenador geral de Avaliação de Políticas e Informação, da Secretaria de Política Agrícola (SPA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), um dos autores do estudo, um conjunto de fatores influenciou a produtividade. Os mais importantes foram as políticas setoriais, o aumento de investimentos, o financiamento através do crédito rural, a abertura de mercados externos a produtos nacionais e a adoção de novos sistemas de produção.

Estados que lideram a produção agropecuária e as exportações são também os que apresentam as maiores taxas de crescimento de produtividade, como o Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Bahia, entre outros.

O trabalho mostra ainda que a taxa média de crescimento da produção agropecuária foi entre 3,8 % e 4% entre 1975 e 2017. Essas taxas correspondem a um acréscimo de quase cinco vezes do produto agropecuário. O aumento foi decorrente do crescimento da quantidade produzida, e também da inclusão de produtos de maior valor agregado, como carnes, frutas, produtos do setor sucroalcooleiro e grãos. A mudança de composição na produção também foi responsável pelos ganhos de produtividade.

Em 42 anos, a produção de grãos passou de 40,6 milhões de toneladas para 237,8 milhões de toneladas. Os destaques são a cultura da soja e de milho 2ª safra. A produção de carne bovina passou de 1,8 milhão de toneladas para 7,7 milhões de toneladas. A quantidade de carne suína cresceu de 500 mil toneladas para 3,8 milhões de toneladas e, de frango, de 373 mil toneladas para 13,6 milhões de toneladas.

Entre os indicadores de produtividade (mão de obra, terra e capital), o maior crescimento do uso desses fatores tem ocorrido no capital, formado por tratores, fertilizantes e defensivos. Para Gasques, o resultado do estudo reflete que a qualificação do pessoal ocupado na agricultura ocorre de forma lenta. Mas a dotação de equipamentos para o trabalho, como o uso de tratores e colheitadeiras, foi decisivo para o desempenho observado.

O estudo teve a colaboração de servidores da Secretária de Política Agrícola do Mapa, de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês).

FONTE: Notícias Agrícolas
#190206-02
06/02/2019

Exportações de grãos da Rússia devem desacelerar no curto prazo

As exportações russas de grãos cresceram 4 por cento até o momento neste ano comercial, ante 40 por cento no início de setembro

As exportações de grãos da Rússia vão desacelerar no curto prazo, uma vez que exportadores têm achado difícil oferecer preços competitivos no exterior devido aos elevados preços no mercado doméstico, disse o Ministério da Agricultura nesta quarta-feira.

Maior exportadora global de trigo, a Rússia tem visto suas exportações de grãos caírem de ritmo devido à menor oferta sazonal, mas essa queda até o momento foi mais lenta do que o esperado por muitos analistas.

As exportações foram fortes na primeira parte do atual ano comercial, que começa em 1° de julho. As exportações russas de grãos cresceram 4 por cento até o momento neste ano comercial, ante 40 por cento no início de setembro.

Os preços do trigo na Rússia seguem relativamente altos devido à demanda de exportadores que buscam oferta para cumprir contratos fechados anteriormente e à baixa oferta, uma vez que alguns produtores estão segurando as vendas de seus estoques na esperança de ver o preço crescer ainda mais nas próximas semanas.

"Há grãos suficientes para o país atualmente. A partir de março, os produtores domésticos irão começar vendas mais ativas de grãos devido à preparação para o plantio de primavera", disse o ministério.

A pasta de Agricultura afirmou ainda que não espera nenhum déficit de grãos no mercado doméstico e que os preços no mercado interno devem cair em um período de um a três meses.

FONTE: Portal Mato Grosso
#190206-01
06/02/2019

Fertilizantes Heringer pede recuperação judicial e fecha 9 unidades

Consultoria INTL FCStone indica que entrega de adubo não deve ser afetada porque outros fornecedores já estavam naturalmente suprindo a demanda da empresa

A Heringer, umas das maiores misturadoras de fertilizantes do Brasil, ajuizou nesta semana um pedido de recuperação judicial na comarca de Paulínia, interior de São Paulo. Em comunicado oficial, a companhia afirmou que reuniu esforços nos últimos meses para melhorar liquidez da empresa e tentou, inclusive, buscar potenciais investidores no mercado, mas não foi possível.

“Não obstante referidos esforços, a situação da companhia se deteriorou. Em consequência e aliado à recente conjuntura adversa no setor de atuação, os desafios decorrentes da situação econômico-financeira da Companhia se mantém e vêm se agravando”, disse.

Diante deste cenário, a Heringer informou que suspendeu as atividades em algumas de suas unidades de mistura, como em Rondonópolis (MT), Dourados (MS), Três Corações (MG), Uberaba (MG), Rio Verde (GO), Porto Alegre (RS), Rio Grande (RS), Paranaguá (PR) e Rosário do Catete (SE), com o desligamento de funcionários.

A expectativa de especialistas é de que o produtor rural não deve enfrentar grandes problemas no campo. O analista da consultoria INTL FCStone Marcelo Mello, afirma que como a empresa já vinha enfrentando problemas de caixa, e consequentemente reduzindo a produção e oferta de fertilizantes, outros fornecedores foram naturalmente suprindo a demanda que originalmente teria sido atendida pela empresa.

Ele ressalta ainda que apesar de o Brasil ter demanda por adubos o ano todo, o período de maior demanda ocorre entre agosto e outubro, quando agricultores se preparam para o plantio da safra verão de grãos. “Neste momento, em fevereiro, em que cerca de 20% da colheita da soja já aconteceu e a preparação para o plantio da safrinha de milho segue adiantada, grande parte dos fertilizantes já foram processados e distribuídos regionalmente”, disse.

Mello explica que o fortalecimento da demanda tende a ocorrer a partir de maio e junho deste ano, com picos maiores entre agosto e outubro. “Assim, tanto a Heringer como outras misturadoras terão tempo para adequar seu planejamento para evitar problemas de falta de produto”.

FONTE: Canal Rural
#190205-01
05/02/2019

China paga até 15% mais por café especial do Brasil

Segundo a CNA, para o chinês jovem, consumir a bebida é sinal de status, semelhante a carregar uma bolsa Channel para um ocidental

O avanço do hábito de beber café no lugar do chá, especialmente entre a população mais jovem, está fazendo da China o mais novo mercado promissor para as exportações do grão brasileiro. Faz dois anos, por exemplo, que a empresa mineira Veloso Green Coffee começou embarcar café verde para o país asiático. São cafés finos, da variedade arábica, colhidos nos 5 mil hectares de Cerrado que a companhia cultiva no município de Carmo do Parnaíba (MG).

“Nossas vendas em volume para a China têm crescido 30% ao ano e já temos pedidos colocados para este ano inteiro e também o próximo”, conta Gabriel Veloso, trader internacional da empresa.

Em 2018, a companhia exportou 192 mil sacas para cerca de 30 países e a China representa uma pequena parcela, de 5% a 10%. Por ser um café diferenciado, os chineses pagam entre 10% a 15% a mais do que o preço médio.

O avanço no fluxo de negócios com café, basicamente verde, entre Brasil e China já aparece nas estatísticas de exportações, apesar de a fatia do país asiático ainda ser muito pequena (0,46%) no total das vendas. No ano passado, os volumes embarcados para a China, a maior parte de café verde, cresceram 162% em relação ao ano anterior e somaram 162,9 mil sacas de 60 quilos. A receita de US$ 26,9 milhões avançou 143% em comparação com 2017, segundo o Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

“Não foi uma surpresa o forte crescimento das exportações para a China”, afirma o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes. Ele argumenta que o aumento do consumo dos chineses, que estão cada vez mais seguindo hábitos ocidentais, tem criado um mercado promissor para o grão. E o Brasil, como maior produtor e exportador mundial, surfa nessa onda.

Entre 2008 e 2018, o consumo de café na China passou de 300 mil sacas para 3,8 milhões de sacas, um aumento de mais de 1.000%, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A produção local gira em torno de 2,5 milhões de sacas por ano. impulsionado pelo rápido avanço das cafeterias, Carvalhaes acredita que, o consumo anual chinês poderá atingir 10 milhões de sacas.

A americana Starbucks, por exemplo, tem mais de 3.600 lojas na China, que se tornou o mercado internacional de maior crescimento para a rede. Ela concorre com a Luckin Coffee, startup de Pequim que entrega em domicílio a bebida pronta para consumo.

Questão de status

“Para o chinês jovem, consumir café é sinal de status, semelhante a carregar uma bolsa Channel para um ocidental”, diz o assessor da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Maciel Silva. Apesar do potencial, um obstáculo ao avanço das exportações é o imposto. A China aplica tarifas de importação de 8% para café verde e de 15% para o café torrado e moído.

Outros mercados

O cafeicultor paulista Mariano Martins investiu fortemente em qualidade para exportar seu café a um preço diferenciado. Com 1 milhão de cafeeiros em produção na Fazenda Santa Margarida, em São Manoel, interior de São Paulo, ele produz 600 mil sacas anuais de café arábica e 60% da produção – 360 mil sacas – se enquadram na categoria de café especial, com cotação até 25% acima do tradicional.

“Conseguimos abrir um mercado importante para nosso café nos Estados Unidos e 70% da produção de cafés especiais entregamos diretamente na Califórnia”, disse Martins. Os outros 30% desse café são absorvidos pelos pontos de venda de produto gourmet da Café Martins em São Paulo.

Ele afirma que o consumidor americano, assim como o europeu, se dispõe a pagar mais por um café diferenciado. O mercado da Califórnia se abriu para o café da Fazenda Santa Margarida quando um lote de sua produção recebeu 93 pontos de um renomado crítico americano de cafés – uma pontuação excepcional.

“Era nosso objetivo fazer exportação direta para absorver todas as vantagens da cadeia e essa pontuação abriu o mercado de lá para a gente”, conta Martins.

O produtor não se incomoda de depender, atualmente, de um único mercado importador. “Como nossa produção é pequena, comparando com outros exportadores, focamos num único mercado apenas por questão de custo e facilidades logísticas. É só um ponto de contato, um conjunto de normas para a exportação e um fluxo de contrato. Se abrirmos novos mercados mantendo a produção atual, aumentaríamos nossos custos sem aumentar a receita”, explica.

Os 40% de café não especial da safra da Santa Margarida são vendidos no mercado commodity. “Eu chamo de mercado impessoal. Uma parte pode estar indo para a Alemanha, outra para a China, por exemplo”, disse.

FONTE: Canal Rural
#190204-01
04/02/2019

Exportação de carne bovina avança 3% em janeiro, aponta Secex

O avanço nas vendas, na variação anual, está atrelado ao ritmo de compras aquecido do mercado chinês, país que foi um dos principais compradores do produto

As exportações brasileiras de carne bovina in natura subiram 2,99% em janeiro em relação ao igual período do ano passado, para 102,4 mil toneladas. Os dados  As proteínas de frango e suína in natura, no entanto, tiveram recuo no volume embarcado, no comparativo anual.

Em receita, as três proteínas apresentaram resultado menor ante janeiro de 2018. Os dados foram divulgados na última sexta-feira, 1º de fevereiro, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, e consideram 22 dias úteis.

O avanço nas vendas externas de carne bovina, na variação anual, está atrelado ao ritmo de compras aquecido do mercado chinês, país que foi um dos principais compradores da proteína brasileira no ano passado. Em relação a dezembro, porém, houve queda de 19,15% no volume exportado, atribuída à sazonalidade da comercialização, visto que a demanda internacional normalmente é maior nos últimos meses do ano.

A receita de janeiro somou US$ 383,9 milhões, redução de 9,77% ante os US$ 425,5 milhões de janeiro de 2018 e baixa de 20,51% ante os US$ 483 milhões de dezembro.

Frango

As exportações de frango in natura atingiram 260,7 mil toneladas em janeiro, volume 14,74% menor que o de janeiro de 2018 e 20,15% menor que o registrado em dezembro. A receita foi de US$ 407,5 milhões, baixa de 12,59% no comparativo anual e retração de 21,99% ante os US$ 522,4 milhões de dezembro.

No mês passado, cinco plantas frigoríficas de frango foram desautorizadas a exportar para a Arábia Saudita e, para os próximos meses, o setor poderá contar com a diminuição das tarifas antidumping do produto embarcado para a China, que está em fase de negociação.

Suíno

Os embarques de carne suína in natura totalizaram 41,9 mil toneladas em janeiro, volume 7,7% menor que os 45,4 mil toneladas registrados em igual período do ano passado e 12,34% inferior ao desempenho de dezembro. O faturamento do primeiro mês de 2019 alcançou US$ 84 milhões, queda de 14,02% ante os US$ 97,7 milhões de janeiro de 2018 e diminuição de 11,39% quando comparado aos US$ 94,8 milhões de dezembro. A expectativa é que as exportações de suínos se recuperem à medida que a Rússia retome o nível de compras da carne, após o fim do embargo anunciado em novembro último.

FONTE: Canal Rural
#190131-02
31/01/2019

Celulose é a principal exportação do Uruguai

A celulose converteu-se em 2018 no principal produto uruguaio exportável, segundo apreciou um relatório do Instituto de promoção comercial Uruguai XXI difundido hoje aqui.

Sob o o título 'Oportunidades de investimento: no setor florestal' o documento assinala que suas vendas ao exterior representaram 24 por cento do total de todas as que o país realizou, e totalizaram um valor de 1 bilhão e 660 milhões de dólares.

A fonte realça que essa cifra foi 25 por cento superior à 2017 e dessa maneira colocou o produto na posição que agora ocupa.

Agrega que a indústria florestal já conta com mais de 17 mil trabalhadores, de acordo com dados proporcionados pelo Banco de Previsão Social, e que as empresas vinculadas chegam as mil e 770, das quais 92 por cento são micros e pequenas.

Entre as exportadoras, destacam-se a finesa UPM e Montes do Prata, de capitais suecos, finlandeses e chilenos, que somaram 78 por cento do valor exportado pelo setor em 2017.

Informações do Banco Central do Uruguai indicam que o produto interno bruto da fase primária (silvicultura, extração de madeira e serviços conexos) mostrou uma trajetória crescente, com uma taxa média de 7,4 por cento anual na última década.

As duas principais correntes industriais é a celulósica mas também se desenvolveram outras atividades, como exportações de chips e madeira em rolos, que também podem ser destinados a polpa e o conteúdo.

Uma grande oferta de madeira de pino, proveniente de plantações manejadas e certificadas, transformou-se em um atrativo para a instalação de empresas de primeira e segunda transformação mecânica.

O Uruguai XXI afirma que a disponibilidade anual dessa madeira excede os três milhões de metros cúbicos anuais, e trabalha na promoção e no desenvolvimento da construção em madeira, o que gera espaços para novas empresas que apontem a produzir insumos para esta atividade.

FONTE: Pensa Latina
#190131-01
31/01/2019

China retoma compra de açúcar do Brasil e dá ânimo ao setor

Após compra de 56 mil toneladas no primeiro semestre de 2018, os chineses importaram 733 mil no segundo

As exportações brasileiras de açúcar para a China somaram 790 mil toneladas no ano passado, 132% mais do que em 2017. O número parece bom, mas foi 95% inferior ao da média anual das exportações de 2011 a 2016.

Em 2013, o Brasil chegou a exportar 3,5 milhões de toneladas de açúcar para a China. A redução das compras vinha ocorrendo há dois anos. No primeiro trimestre do ano ano passado caiu para apenas 56 mil toneladas.

O avanço do açúcar brasileiro no mercado chinês em anos anteriores fez o país asiático colocar pesadas taxas de importação sobre o produto nacional. A alíquota ficou próxima de 95%, o que inviabilizou as compras da commodity brasileira pelas tradings que abastecem o mercado chinês. 

No segundo semestre do ano passado, o cenário melhorou. Os chineses reduziram as alíquotas sobre a commodity brasileira e impuseram taxas também aos demais produtores mundiais.

A alíquota brasileira ficou no patamar da dos demais exportadores, e o Brasil voltou a ganhar competitividade no mercado da China. A queda do preço do açúcar e a redução tributária recolocaram as tradings no mercado nacional de açúcar.

Preço e logística novamente compensaram as compras no Brasil. Além disso, o açúcar brasileiro tem qualidade superior à dos demais países, o que reduz os custos dos importadores durante o refino. Os números do segundo semestre do ano passado já indicaram um cenário um pouco diferente.

As exportações do período subiram para 733 mil toneladas e o mercado aposta em uma continuidade das importações chinesas. Se a China repetir nos dois semestres deste ano o número de julho a dezembro de 2018, ela poderá ajudar na recuperação das exportações brasileiras.

Em 2017, o país havia colocado 29 milhões de toneladas no mercado externo. Em 2018, foram 21 milhões, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior. Em receitas, as exportações totais do ano passado somaram US$ 6,5 bilhões, bem abaixo dos US$ 11,4 bilhões de 2017.

Já a China gastou US$ 217 milhões com compra de açúcar no Brasil em 2018. 

FONTE: Folha de São Paulo
#190130-05
30/01/2019

Safra de soja brasileira deve somar 117,9 milhões de ton em 2019

A Soja, um dos principais pilares econômicos do agronegócio brasileiro, apresenta perspectiva de redução da sua produção para a safra 2018/19. Serão 117,9 milhões de ton segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), 3 milhões de toneladas a menos quando comparada com a previsão realizada em dezembro.

O ano de clima irregular, com períodos de estiagem e altas temperaturas, ocasionados em regiões produtoras do país é a causa principal para a redução das estimativas. A avaliação da Agroconsult indica que os estados mais prejudicados serão Mato Grosso do Sul e Paraná, com quebra efetiva acima da casa dos 10%.

Apesar do ano passado ter apresentado um recorde de produção de soja no Brasil, superando a marca de 120 milhões de toneladas, tivemos também um recorde de exportações, em torno de 83,8 milhões de toneladas, resultando em um estoque final baixo. Isso pode adicionar trazer pressão maior à oferta exportável.

Para o produtor atingido pelas dificuldades climáticas só resta esperar que o cenário de preços para o grão apresente evolução positiva, para compensar a iminente quebra de produtividade.

FONTE: Conexão Política
#190130-04
30/01/2019

Guerra comercial dispara exportações e coloca Brasil entre líderes no algodão

Favorecido pela guerra comercial entre EUA e China, algodão brasileiro aumenta participação no comércio mundial e toma da Índia o segundo lugar nas exportações

Os campos brancos de algodão vão ocupar uma área recorde nas regiões Centro-Oeste e Nordeste nos próximos meses para dar conta do crescente interesse mundial pelo produto brasileiro, valorizado em função da guerra comercial entre EUA e China. De uma safra para outra, o incremento nas exportações será de mais de 40%, ou cerca de 600 mil toneladas. Em ritmo acelerado de expansão, a pluma “Made in Brazil” já ultrapassou no ano passado a Índia no ranking de exportações, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Tamanha procura internacional pressiona a logística de exportação, que esbarra nos custos do frete rodoviário e estrutura portuária. “Esse é um gargalo que ainda temos: tirar o algodão o mais rápido possível depois da colheita”, aponta Milton Garbugio, agricultor mato-grossense que é presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).

No Mato Grosso, principal produtor nacional, os agricultores responderam rápido aos preços atrativos do algodão e aumentaram em 200 mil hectares a área plantada neste ciclo, totalizando 955,9 mil hectares. A produção total brasileira na safra 2019/20 deve crescer 17,8%, chegando a 2,5 milhões de toneladas, como resultado direto do aumento de 23,2% na área, estimada em 1,5 milhão de hectares. Em termos de produção, estão à frente do Brasil apenas os EUA (4,2 milhões de toneladas), China (5,8 milhões de toneladas) e Índia (6 milhões de toneladas).

O crescimento da participação brasileira no comércio internacional acontece num contexto de recuo de 5,3% nas exportações americanas, efeito da guerra comercial, e de 15,1% nos embarques da Índia, afetada por questões climáticas. “A China está olhando para o mercado brasileiro, por causa dessa dificuldade comercial com os americanos. Quem compra quer ter a certeza do fornecimento”, observa Garbugio.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea - Esalq/Usp), os contratos para exportação para embarques durante 2019 apresentam média de US$ 0,7901/lp, a mais elevada em quatro anos. No mercado interno, houve queda de 4,13% nas cotações devido a uma postura “recuada” das indústrias, segundo o Cepea, que estão comprando pequenos volumes e trabalhando com contratos já fechados anteriormente.

À parte oscilações pontuais, o engenheiro agrônomo Bento Ferreira, responsável pela Fazenda Bahia em Pedra Preta (MT), confirma a boa rentabilidade da cultura. “O Mato Grosso aumentou significativamente a área de produção de algodão em detrimento do milho e de outras culturas. É mais vantajoso do que soja e muito mais do que o milho”, assegura.

Sem blefes

Outra característica da cadeia produtiva é a venda antecipada. “Ninguém blefa com o algodão. Ele é muito caro, não dá para brincar. O custo de produção é de US$ 2 mil a US$ 2,5 mil o hectare. Se der uma baixa, você se enrola”, diz Ferreira. O ideal, explica o agrônomo, é trabalhar com custos protegidos, travando os preços para garantir o pagamento dos insumos.

Diante do cenário, surge a dúvida: o avanço do algodão não pode acabar retirando espaço do milho, principal cultura de inverno no Mato Grosso?

Para o gestor técnico do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer, o algodão apenas ‘empurra’ o milho para outras áreas. “São 200 mil hectares que acabam ganhando espaço. O algodão entra nessas áreas melhores e o milho acaba sendo remanejado para novas áreas. Nesta safra, teremos até um pequeno aumento da área cultivada de milho em relação ao ano passado”, assegura. Ele lembra que a produção de algodão é altamente tecnificada, ou seja, “a competição não ocorre necessariamente em todas as fazendas”.

A indústria nacional, que já chegou a consumir metade da produção de pluma de algodão, hoje processa apenas um terço, cerca de 700 a 750 mil toneladas. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, destaca a possibilidade de o país lucrar muito mais com essa cadeia produtiva. “Se considerarmos o algodão em pluma, existe um potencial de faturar quase US$ 2,5 bilhões em exportações. Mas se exportássemos produtos já confeccionados (vestuário), em vez de US$ 2,5 bilhões seriam US$ 25 bilhões. A capacidade de agregar valor é enorme, assim como a geração de empregos”, destaca.

Bangladesh, Vietnã e China são os três maiores importadores mundiais de pluma de algodão
Uma vantagem competitiva do algodão brasileiro no mercado internacional está na sustentabilidade de seu sistema de produção, com pouco uso de água – apenas 4% dos cultivos são irrigados. A Austrália, em contrapartida, sofre pressão ambiental por utilizar irrigação na maior parte da área de cultivo.

Pimentel observa que o Brasil deverá atender 40% do aumento mundial do consumo do algodão nos próximos 30 anos. “Nosso objetivo é que cada vez mais o algodão seja levado ao exterior como um produto de valor agregado, na forma de design, moda, sustentabilidade, inovação e tecnologia. Conseguir transformar o algodão cada vez mais aqui dentro, este é o meu sonho de consumo”, destaca.

A consistência da expansão da commodity no Brasil, segundo Garbugio, da ABRAPA, está relacionada a uma combinação de fatores: “Depende do clima para o próximo ano, se vai chover bem para ter janela e fazer o plantio na época certa. Depende também de maquinários e disponibilidade de recursos, que o algodão exige bastante. E tem a questão da tabela do frete, que ainda não está bem decidida. Por fim, se temos aumento de produção, precisamos de aumento de disponibilidade de navios e contêineres”.

O mercado mundial para fibras têxteis é de 100 milhões de toneladas. Atualmente, o poliéster responde por mais de metade da demanda, cerca de 52 milhões de toneladas. O algodão é responsável por outros 25%.

FONTE: Gazeta do Povo
#190130-03
30/01/2019

Brasil ocupará lugar de destaque na produção de milho, mas terá desafios

Para pesquisadores da Embrapa, políticas de clareza nos preços, financiamentos e comercialização serão fundamentais

O milho é a única cultura no mundo a ultrapassar 1 bilhão de toneladas produzidas em um ano. As aplicações do cereal já ultrapassam 3.500 usos, que vão da alimentação humana à animal, passando ainda por combustível, bebidas e até polímeros.

O crescimento da produção tem sido rápido, sendo que há duas décadas o volume colocado no mercado ficava abaixo de 600 milhões de toneladas.

A participação brasileira nessa cultura é crescente, e o destaque do Brasil será cada vez maior. O país tem pela frente, porém, uma série de desafios, segundo pesquisadores da Embrapa.

Entre os obstáculos que o Brasil precisa vencer para obter maior dinamismo e uma consolidação desse mercado estão a falta de clareza na formação dos preços, entraves nos financiamentos privados e empecilhos na comercialização, principalmente no processo de escoamento do produto.

O país está entre os três principais produtores de milho do mundo e é o segundo maior exportador. A participação brasileira deverá crescer ainda mais, mas um dos principais desafios é o aumento de produtividade.

Os produtores brasileiros colhem, em média, 5 toneladas do cereal por hectare. Os americanos produzem 11.

José Gasques, do Ministério da Agricultura, prevê que o país, após ter atingido o pico de produção de 98 milhões de toneladas na safra 2016/17, poderá atingir até 182 milhões de toneladas em dez anos.

Na avaliação dos pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo e da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, o país tem a seu favor um bom potencial de área, principalmente na safrinha e na incorporação de pastagens degradadas.

Outra vantagem é o aumento da disponibilidade de novas variedades, adaptadas às diversas regiões produtoras do país.

Manejo e controle de pragas e de doenças, porém, desafiam o avanço da produtividade.

Essas correções serão necessárias porque o país terá aumento de demanda interna, devido à produção de proteínas, e externa. Na avaliação do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o país colocará pelo menos 45 milhões de toneladas do cereal no mercado externo.

A solução dos desafios de manejo da cultura será essencial para que o país evite perdas de qualidade e de quantidade de produto, segundo os pesquisadores da Embrapa. Além disso, as exigências dos consumidores serão cada vez maiores.

Entre as recomendações de manejo estão a utilização de cultivares mais resistentes e o plantio em épocas adequadas. A utilização de sementes de qualidade e tratadas, além de rotação de cultura, também estão entre as recomendações dos pesquisadores.

Por ter uma agricultura tropical e fazer de duas a três safras ao ano, a infestação de pragas se torna cada vez mais preocupante. Esses desafios vão do combate aos insetos às plantas invasoras e resistentes aos agroquímicos.

O desafio à pesquisa agrícola se intensifica com o plantio do milho logo após o da soja. Este facilitou o aparecimento e a proliferação de novas pragas e doenças.

Segundo os pesquisadores, a solução de muitos dos problemas passa pela educação e comprometimento dos produtores e de empresas do setor agrícola em relação às boas práticas.

FONTE: Folha de São Paulo
#190130-02
30/01/2019

Com disputas EUA-China, Brasil se torna o maior exportador de soja

O Brasil se tornou o maior exportador de soja do mundo ao ultrapassar os Estados Unidos, beneficiando-se da guerra comercial entre americanos e chineses, mesmo após estes últimos terem retomado a compra dos grãos dos Estados Unidos em dezembro, segundo o The Wall Street Journal.

A China é o maior consumidor de soja do mundo ao concentrar 32% da demanda global, e é também o maior importador. Em abril, os EUA impuseram tarifas às importações de bens chineses, que revidaram, e passaram a comprar mais do mercado brasileiro. Os Estados Unidos eram os maiores exportadores do grão para o país asiático, mas perderam o posto para o Brasil, que, assim, tornou-se também o maior exportador global.

Nesta quarta-feira, o vice premiê chinês, Liu He, chega aos Estados Unidos para mais uma rodada de negociações envolvendo a disputa comercial entre os dois países.

FONTE: Portos e Navios
#190130-01
30/01/2019

Brado traz nova solução de logística multimodal para a importação de fertilizantes

A Brado registrou cerca de 1,3 mil contêineres movimentados no primeiro ano da operação de importação de fertilizantes. Iniciado em janeiro de 2018, o projeto trouxe uma nova solução logística para o fluxo de importação atendido pelo Porto de Paranaguá (PR), com ganhos operacionais relevantes para o transporte de contêineres reefer (refrigerados) destinados ao terminal de Cambé, no Norte do Paraná.

O objetivo da operação de fertilizantes é avançar o transporte da carga conteinerizada até o terminal multimodal de Cambé e ofertar o produto final mais próximo as regiões de consumo, reduzindo assim a dependência do fluxo rodoviário para estes clientes. O projeto nasceu por meio de um estudo de inteligência de mercado e de uma solução desenhada com conjunto com os armadores Maersk, Hamburg Süd e a TCP (Terminal de Contêineres de Paranaguá).

“Este novo desenho permitiu um fluxo round-trip muito mais eficiente, econômico e ambientalmente sustentável para os clientes finais, o que potencializou o crescimento de nossas operações”, afirma Daniel Salcedo, gerente executivo da Brado.

“Antes, as cargas eram manuseadas em terminais na retroárea do Porto de Paranaguá e seguiam por rodovia. Agora, os contêineres rodam aproximadamente 1.200 quilômetros na ferrovia entre os fluxos de ida e volta, sempre cheios de ponta a ponta”, explica.

Planejada e executada ao longo de todo o ano, a operação de importação de contêineres com fertilizantes tem volumes que variam de acordo com os períodos que antecedem as safras, principalmente as de soja, milho e algodão. 

Os contêineres que chegam pela ferrovia ao terminal da Brado em Cambé são entregues e descarregados por caminhões em armazéns localizados em um raio de até 30 quilômetros, por onde os big bags com fertilizantes são distribuídos aos consumidores finais (agricultores, atacadistas, varejistas e cooperativas) nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo e Goiás.

“Conseguimos otimizar os custos e o planejamento de transporte, armazenamento e distribuição”, diz Salcedo. “A solução trouxe benefícios para os importadores, agricultores e todas as partes envolvidas no processo logístico”.

Projeções para 2019

Conforme o terceiro prognóstico da Safra 2019, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 10 de janeiro deste ano, a safra de grãos deve ter um aumento de 3,1% em relação ao ano anterior – alavancada, principalmente, pelas altas na produção de milho (6,9 milhões) e soja (945,6 mil toneladas).

Os números positivos do setor agrícola também impulsionam as projeções da Brado para 2019. A empresa pretende dobrar a operação de fertilizantes, com aproximadamente 3500 contêineres movimentados.

Além do trajeto entre Paranaguá e Cambé, a empresa iniciou recentemente a importação de fertilizantes em contêineres no trecho entre o Porto de Santos (SP) e Rondonópolis (MT), ampliando o portfólio de serviços e soluções para este mercado de insumos agrícolas e contribuindo para novos recordes operacionais da Companhia.

FONTE: Portos e Navios
#190129-05
29/01/2019

Avicultura exporta 215,9 mil toneladas de carne in natura até quarta semana do mês

Com 18 dias úteis a média diária das exportações é de 12 mil toneladas, uma redução de 26,5% no comparativo com a média diária de dezembro

As exportações de carne de frango “in natura” somaram  215,9 mil mil toneladas  embarcadas na quarta semana  do mês de janeiro, o que representa uma movimentação de  US$ 337,7 milhões. Com 18 dias úteis a média diária das exportações é de 12 mil toneladas, uma redução de 26,5% no comparativo com a média diária de dezembro. Já em comparação a janeiro de 2018, a queda foi de quase 14%

O valor pago por tonelada também foi menor referente a dezembro, foram pagos US$ 1564,5 por tonelada ante US$ 1599,99 no mês anterior, uma desvalorização de 2,2%.  Em relação ao mês de janeiro de 2018 houve valorização de 2,6%, visto que o preço pago naquele período era US$ 1524,50;

Resultados gerais da balança comercial

Na quarta semana de janeiro de 2019, a balança comercial registrou superávit de US$ 618 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,620 bilhões e importações de US$ 3,002 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 16,274 bilhões e as importações, US$ 14,135 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,139 bilhões.

FONTE: Avicultura Industrial
#190129-04
29/01/2019

Malásia abre mercado e vai receber exportações de gado do Brasil

Em nota, ministérios disseram que decisão reforça a posição do Brasil como "um dos líderes mundiais na exportação de proteína animal".

A Malásia abriu seu mercado para exportações brasileiras de gado, informaram os ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura Pecuária e Abastecimento em nota conjunta nesta terça-feira (29).

De acordo com as pastas, a decisão de receber os bovinos vivos foi tomada após "aprovação dos requisitos sanitários" por parte dos ministérios do Brasil e o Ministério da Agricultura e Agroindústria da Malásia . 

Na nota, as pastas dizem que o governo do Brasil recebeu, "com satisfação", a notícia da abertura de mercado, e que a decisão "reforça a posição do Brasil como um dos líderes mundiais na exportação de proteína animal". 

A publicação também reforça que o "país asiático tem mais de 30 milhões de habitantes e importa cerca de 80% da carne bovina que consome", comemorando a possibilidade de conseguir exportar uma quantidade considerada de bovinos vivos .

O atual ministro das Relações Exteriores também se manifestou. Em sua conta oficial no Twitter, ele disse que o acordo foi fechado "após muito trabalho da diplomacia comercial" e ressaltou que atende normas fitossanitárias e de produção exigidas pela Malásia.

O texto oficial do governo federal ainda afirmou que o País continuará negociando com a Malásia "a exportação de gado vivo para reprodução, bem como a expansão das habilitações para exportação de carne de aves e de carne bovina".

Enquanto Malásia abre comércio para o Brasil, Arábia Saudita suspende produtos

Maior importadora de carne de frango do Brasil, a Arábia Saudita suspendeu, na última terçã-feira (22), as importações de 33 frigoríficos do Brasil. A decisão foi confirmada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

De acordo com a ABPA, entre os 58 frigoríficos de carne de frango habilitados para exportar ao país, apenas 25 foram autorizados pela  Arábia Saudita  para continuar o processo. Entre os descredenciados, estão unidades da BRF e JBS, grandes empresas do setor.

Segundo o ex-secretário geral da  Liga Árabe , Amr Moussa, a medida foi uma forma de retaliação à gestão de Bolsonaro, que propôs a mudança da embaixada do Brasil em Israel da cidade de Tel Aviv para Jerusalém. Ele declarou que "o mundo árabe está enfurecido " com o Brasil.

Assim como manteve contato para conseguir as novas relações com a Malásia, o governo brasileiro afirmou, em nota, que vai trabalhar para reestabelecer um melhor contato com a Arábia Saudita. "A ABPA está em contato com o governo Brasileiro para que, em tratativa com o Reino da Arábia Saudita, sejam solvidos os eventuais questionamentos e incluídas as demais plantas", diz a nota.

FONTE: IG
#190129-03
29/01/2019

Importação de químicos bate recorde de volume em 2018

O volume importado de produtos químicos totalizou 45,2 milhões de toneladas no ano passado, um recorde para o Brasil e 4,7% acima do volume registrado em 2017, segundo relatório da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Em valor, o Brasil importou US$ 43,3 bilhões em químicos, alta de 16,4%.

Conforme a entidade, as quantidades importadas superaram as 37,5 milhões de toneladas de 2013, quando foi registrado o maior déficit no histórico da balança comercial do setor, de US$ 32 bilhões, impulsionadas principalmente por produtos para o agronegócio. Intermediários para fertilizantes foram o principal item da pauta de importação do setor no ano passado, com US$ 7,6 bilhões e 65,6% (ou 27,3 milhões de toneladas) do volume total importado.

As exportações de químicos, por sua vez, ficaram praticamente estáveis, com queda de apenas 0,3%, em US$ 13,7 bilhões. Foram movimentadas 13,4 milhões de toneladas para diferentes destinos. Resinas termoplásticas corresponderam ao grupo mais exportado, com US$ 2,1 bilhões, apesar da redução de 9,2% do valor das vendas para o exterior e de 17% nas quantidades exportadas.

Diante disso, o déficit na balança comercial do setor somou US$ 29,6 bilhões, com "crescimento constante e progressivo nos últimos três anos", diante da retomada do crescimento da economia "sem que houvesse concomitante melhoria estrutural da competitividade nacional", aponta a Abiquim. A ociosidade média no setor ficou em 23% em 2018, contra nível considerado saudável de 10%.

Conforme a entidade, avaliando-se as trocas comerciais com os principais blocos econômicos regionais, o Brasil foi superavitário apenas em relação a países do Mercosul e Aliança Latino-Americana de Integração (Aladi), com saldos comerciais de US$ 813,8 milhões e de US$ 738 milhões, respectivamente. Em nota, o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, voltou a pedir atenção do governo a iniciativas que podem levar à retomada da competitividade da indústria brasileira, como as reformas da Previdência e tributária.

"A indústria química pode ser o motor do crescimento do país na próxima década, se tivermos nafta e gás natural a preços internacionais. No tocante à inserção internacional da economia brasileira, a Abiquim sempre foi e continuará sendo favorável a uma abertura comercial responsável, pois ela deve ocorrer concomitante a medidas de redução do Custo-Brasil", acrescentou.

FONTE: Valor Econômico
#190129-02
29/01/2019

Avicultura exporta 215,9 mil toneladas de carne in natura até quarta semana do mês

Com 18 dias úteis a média diária das exportações é de 12 mil toneladas, uma redução de 26,5% no comparativo com a média diária de dezembro

As exportações de carne de frango “in natura” somaram  215,9 mil mil toneladas  embarcadas na quarta semana  do mês de janeiro, o que representa uma movimentação de  US$ 337,7 milhões. Com 18 dias úteis a média diária das exportações é de 12 mil toneladas, uma redução de 26,5% no comparativo com a média diária de dezembro. Já em comparação a janeiro de 2018, a queda foi de quase 14%

O valor pago por tonelada também foi menor referente a dezembro, foram pagos US$ 1564,5 por tonelada ante US$ 1599,99 no mês anterior, uma desvalorização de 2,2%.  Em relação ao mês de janeiro de 2018 houve valorização de 2,6%, visto que o preço pago naquele período era US$ 1524,50;

Resultados gerais da balança comercial

Na quarta semana de janeiro de 2019, a balança comercial registrou superávit de US$ 618 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,620 bilhões e importações de US$ 3,002 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 16,274 bilhões e as importações, US$ 14,135 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,139 bilhões.

FONTE: Folha do Estado
#190129-01
29/01/2019

Indústria de fertilizantes importa mais e se prepara para safrinha

Setor terminou 2018 com entrega recorde de produtos e deve começar ano com ritmo intenso

O ano parecia ruim para o setor de fertilizantes, após a paralisação dos caminhoneiros, a ruptura na entrega de produtos e o imbróglio da tabela de frete. Não foi o que ocorreu.

O setor terminou 2018 —os dados ainda não estão disponíveis— com entrega recorde de produtos e deve começar 2019 com ritmo intenso.

O Brasil tem forte dependência externa no setor, e as compras de 2018 somaram 29,54 milhões de toneladas, com gastos de US$ 8,62 bilhões, segundo a Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Uma parte dessas importações não fica com as indústrias de adubos, mas é utilizada por outros setores.

Com isso, os números de importação do Siacesp (sindicato do setor) e da Anda (Associação Nacional para a Difusão de Adubos) indicam volume menor: 27,7 milhões de toneladas, 5,1% mais do que em 2017.

A indústria teve uma atividade intensa de julho a outubro, quando entregou 17,1 milhões de toneladas de fertilizantes, 9,4% mais do que em igual período anterior.

Não tirou os olhos, porém, da safrinha, que consumirá bom volume de adubo. No último trimestre, foram importados 8,7 milhões de toneladas, 22% mais do que de outubro a dezembro de 2017.

“O setor segue o padrão dos últimos 20 anos, crescendo a uma taxa anual de 5%”, diz Fabio Silveira, sócio-diretor da MacroSector Consultores.

Em 2018, a agricultura foi impulsionada pelas boas receitas, que cresceram de 3,5% a 4%, descontada a inflação. “E 2019 não vai ser muito diferente para insumos, devido ao colchão de preços que será proporcionado pela desvalorização cambial.”

Incertezas internas e externas provocarão turbulência, que será responsável por alta da taxa de câmbio.

Essa elevação do dólar aumenta as receitas dos produtores em reais.

As exportações de commodities não deverão ter a mesma intensidade das de 2018. Mas, mesmo com a queda de preços externos, o produtor vai ganhar. A desvalorização cambial garantirá receitas reais. Silveira estima o dólar em R$ 3,90, em média.

Em 2018, a desvalorização cambial garantiu boa parte dos lucros dos produtores, permitindo vendas maiores também para as indústrias de fertilizantes.

A comercialização de um volume maior de insumos, e a um preço melhor, reduziu os custos fixos médios, dando ganho de margens para as indústrias, segundo Silveira.

FONTE: Folha do Estado
#190128-04
28/01/2019

CARNE DE FRANGO: Exportação atinge 215,9 mil t em janeiro – Secex

As exportações de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 337,7 milhões em janeiro (18 dias úteis), com média diária de US$ 18,8 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 215,9 mil toneladas, com média diária de 12 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.564,50.

Na comparação com dezembro, houve baixa de 28,2% no valor médio diário da exportação, retração de 26,5% na quantidade média diária exportada e baixa de 2,2% no preço.

Na comparação com janeiro de 2018, houve perda de 11,5% no valor médio diário, retração de 13,7% na quantidade média diária e ganho de 2,6% no preço médio.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

FONTE: Safras e Mercado
#190128-03
28/01/2019

CARNE BOVINA: Exportação atinge 88,3 mil t em janeiro – Secex

As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 330,9 milhões em janeiro (18 dias úteis), com média diária de US$ 18,4 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 88,3 mil toneladas, com média diária de 4,9 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 3.746,00.

Na comparação com dezembro, houve queda de 23,9% no valor médio diário da exportação, baixa de 22,5% na quantidade média diária exportada e perda de 1,7% no preço.

Na comparação com janeiro de 2018, houve perda de 4,9% no valor médio diário, alta de 8,6% na quantidade média diária e recuo de 12,4% no preço médio.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

FONTE: Safras e Mercado
#190128-02
28/01/2019

Retomada da exportação de carne aos EUA pode estar próxima

Analista acredita que competitividade da carne brasileira no exterior e aproximação dos governos devem facilitar acordo

As exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde em volume e arrecadação em 2018 e iniciaram 2019 com excelentes perspectivas, apresentando números superiores aos de janeiro do ano passado. Os embarques vêm crescendo em ritmo acelerado desde 2017, mesmo em meio aos escândalos envolvendo a cadeia produtiva. Em um deles, foram encontrados nódulos nas carcaças enviadas aos Estados Unidos, o que fez com que os americanos impusessem um embargo à carne bovina in natura do Brasil.

Embora a suspensão ainda continue, existe possibilidade de que o Brasil consiga retomar os embarques para os EUA nos próximos meses, como prevê o analista de mercado do Notícias do Front, Rodrigo Albuquerque. “A expectativa é amplamente positiva em função das tratativas que os agentes brasileiros vêm tendo com os americanos e a aproximação dos dois governos. É muito provável que um acordo aconteça em breve”, destacou.

Um dos trunfos do Brasil é a alta competitividade da carne brasileira no exterior em relação ao dólar, fazendo com que a proteína produzida no Brasil seja a segunda mais barata do mundo para exportação. O preço só não é mais baixo do que o da Argentina, que não possui produção suficiente para atender toda a demanda de exportações.

“O Brasil tem preço e volume e isso nos dá um grande poder de barganha para alcançar novos países e retomar parcerias”, explica o analista. De acordo com a Scot Consultoria, a arroba brasileira em dólar ficou cotada em US$ 40,42, no dia 28 de janeiro. Já o preço em dólar da @ argentina ficou em US$ 39,70.

A competitividade da carne brasileira no exterior também leva o analista a afastar a possibilidade de um possível embargo da Arábia Saudita sobre a carne bovina, uma vez que o país descredenciou cinco frigoríficos de aves na última semana.

Além dos EUA, outra importante retomada citada por Albuquerque é a reabilitação de novos frigoríficos para exportar carne para a Rússia. Os russos já chegaram a ser o quinto maior importador de carne bovina brasileira, mas em dezembro de 2017 o país impôs um embargo à importação de carne bovina e suína do Brasil, que só foi retirado em novembro do ano passado. Desde então, o país tem adquirido pequenos lotes. “Essa reabilitação deve colocar a Rússia de volta em uma posição de destaque entre os principais importadores de carne do Brasil”, prevê.

No fim do ano passado, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), divulgou a expectativa de que os embarques de carne bovina in natura do Brasil cresçam 10% em 2019, alcançando a marca de 1,8 bilhão de toneladas e US$ 7,2 bilhões.

FONTE: Portal DBO
#190128-01
28/01/2019

Malásia autoriza importação de bovinos vivos do Brasil

País asiático importa 80% da carne que consome

A Malásia abriu seu mercado para as exportações de bovinos vivos do Brasil. Em nota, o Ministério da Agricultura informou que foram aprovados os requisitos sanitários negociados com o Ministério da Agricultura e Agroindústria da Malásia.

"O país asiático tem mais de 30 milhões de habitantes e importa cerca de 80% da carne bovina que consome", informa a Agricultura.

Os animais importados são abatidos no País. "O governo brasileiro seguirá negociando com o governo da Malásia a exportação de gado vivo para reprodução, bem como a expansão das habilitações para exportação de carne de aves e de carne bovina", disse a pasta.

FONTE: Globo Rural
#190125-02
25/01/2019

Importações chinesas de soja dos EUA atingem menor patamar desde 2008

Em contraste, a China comprou 4,39 milhões de toneladas de soja do Brasil em dezembro

As importações chinesas de soja dos Estados Unidos caíram 99% em dezembro para apenas 69.298 toneladas, mostraram dados alfandegários nesta sexta-feira (25), levando as importações de todo o ano de 2018 para o nível mais baixo desde 2008 em meio à guerra comercial.

Foi o segundo mês consecutivo em que as importações chinesas dos Estados Unidos ficaram praticamente estacionadas em meio à disputa, embora algumas aquisições tenham sido retomadas conforme as negociações seguem em curso entre as duas maiores economias do mundo.

Os embarques norte-americanos em dezembro caíram de 6,19 milhões de toneladas no ano anterior. A China não importou nenhum grão dos EUA em novembro.

Olhando para o ano inteiro, as importações vindas dos EUA foram de 16,6 milhões de toneladas, cerca de metade das 32,9 milhões de toneladas de 2017.

Em contraste, a China comprou 4,39 milhões de toneladas de soja do Brasil em dezembro, um aumento de 126% ante o patamar de 1,94 milhão de toneladas um ano antes, de acordo com os dados da Administração Geral das Alfândegas.

A China geralmente obtém a maior parte de suas importações de oleaginosas no último trimestre do ano dos Estados Unidos, já que a colheita dos EUA chega ao mercado nesta época.

Mas as compras caíram substancialmente depois que Pequim implementou uma tarifa adicional de 25% sobre as importações de soja dos EUA em 6 de julho, como parte da disputa comercial. Para preencher a lacuna, a China intensificou suas importações do Brasil.

FONTE: O Presente Rural
#190124-05
24/01/2019

Brasil deve exportar mais milho que soja em janeiro pela 1ª vez em um ano

O Brasil deverá exportar em janeiro mais milho que soja pela primeira vez em um ano, embora as vendas da oleaginosa ainda se mantenham em patamares elevados, podendo fechar o mês com volume recorde para o período, conforme dados do governo e de agendamento de navios compilados pela Reuters.

A exportação de milho no Brasil geralmente tem maior protagonismo no segundo semestre de cada ano, dada a colheita da “safrinha” e a entressafra de soja. Em 2017, por exemplo, o cereal “vence” a oleaginosa de setembro até dezembro.

Mas, ao longo de 2018, os exportadores impulsionaram as vendas de soja na esteira de uma colheita recorde e um forte apetite da China diante da guerra comercial com os Estados Unidos. Além disso, a safra de milho do Brasil quebrou, reduzindo a oferta do cereal.

A inversão de janeiro, contudo, tende a ser revertida já no próximo mês, já que os trabalhos de campo estão adiantados com a soja, puxando a oferta para embarques, disseram analistas ouvidos pela Reuters.

Conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até a terceira semana de janeiro a exportação de milho somou 2,80 milhões de toneladas, e mais 740,50 mil toneladas são esperadas até o fim do mês, tendo por base dados da agência marítima Williams. Assim, seriam enviados ao exterior em torno de 3,55 milhões de toneladas do cereal.

Quanto à soja, a exportação nas três primeiras semanas de janeiro foi de 1,34 milhão de toneladas, com mais 1,21 milhão agendado até 31 de janeiro, o que leva a um provável volume de quase cerca de 2,5 milhões de toneladas em embarques totais.

Caso se confirme, será a primeira vez que as vendas externas mensais de milho superam as de soja desde janeiro de 2018, quando foram enviados ao exterior 3 milhões e 1,56 milhões de toneladas de cada commodity, respectivamente.

O Brasil é o maior exportador mundial de soja e um dos maiores de milho, ao lado de Argentina e Ucrânia, em ranking liderado pelos EUA.

RECORDE PARA SOJA

Os 2,5 milhões de toneladas de soja seriam, aliás, uma quantidade recorde para o mês, conforme a série histórica da Secex com início em 2006, apesar de o Brasil ter passado de uma safra para outra com estoques mínimos, após recordes nas exportações da oleaginosa no ano passado.

“2018 foi um ano em que a prioridade de exportação foi para a soja. A janela de exportação de milho foi sendo empurrada. E na verdade foi empurrada muito mais do que a gente imaginava... Janeiro deve vir um volume alto (de milho). A partir de fevereiro já deve voltar a chave para soja, até pela questão de liquidez”, disse o analista Victor Ikeda, do Rabobank.

A retomada dos embarques de soja do Brasil a um ritmo mais forte, em linha com a colheita adiantada, é bastante aguardada no exterior. Isso porque os chineses, maiores importadores, estão comprando o produto nos EUA com tarifas elevadas aplicadas em meio à guerra comercial, desde meados do ano passado.

Com relação ao milho, o analista do Rabobank prevê que a exportação do Brasil deverá voltar “à normalidade” este ano, com a recomposição de oferta e exportações maiores a partir de agosto, setembro”, acrescentou.

Conforme ele, o Brasil tem potencial para exportar de 70 milhões a 71 milhões de toneladas de soja neste ano e em torno de 30 milhões de milho. Em 2018, foram cerca de 84 milhões e 23 milhões, respectivamente.

Em boletim, a Scot Consultoria também destacou que os envios de soja devem ganhar ritmo já a partir do fim deste mês.

“A expectativa é de que os embarques (de milho) diminuam gradualmente nas últimas semanas de janeiro em diante, conforme avançam as exportações de soja”, destacou a consultoria.

“Por ora, o bom ritmo das exportações, e as revisões para baixo na produtividade da safra de verão 2018/19, em função da falta de chuvas em importantes regiões produtoras, colaboram com o cenário de preços firmes para o milho no mercado interno”, comentou a Scot.

FONTE: Reuters
#190124-04
24/01/2019

Exportações de milho cresceram na primeira quinzena do ano

O ano começou com um bom ritmo das exportações de milho.

Segundo os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em janeiro, até a segunda semana, o país exportara em média, 268,78 mil toneladas por dia.

Este volume foi 33,9% maior que a média diária registrada em dezembro último e cresceu 95,7% na comparação com janeiro do ano passado.

Se este ritmo continuar, o país exportará 5,91 milhões de toneladas de milho no acumulado de janeiro. No entanto, a expectativa é de que os embarques diminuam gradualmente nas últimas semanas de janeiro em diante, conforme avançam as exportações de soja (carro-chefe).

Com isso, estimamos um volume próximo de 4,73 milhões de toneladas embarcadas em janeiro, o que seria o maior volume nos últimos anos para o mês. Veja a figura 1.

Figura 1.
Exportações brasileiras de milho grão, em milhões de toneladas.

Expectativa

Por ora, o bom ritmo das exportações, e as revisões para baixo na produtividade da safra de verão 2018/2019, em função da falta de chuvas em importantes regiões produtoras, colaboram com o cenário de preços firmes para o milho no mercado interno.

Pontualmente, temos verificado ofertas do lado vendedor a preços menores, principalmente nas regiões que produzem milho de primeira safra ou milho de verão, por exemplo, nas regiões Sudeste e Centro Sul.

Outro ponto de atenção é o recuo de preço da soja no mercado brasileiro (câmbio, colheita na América do Sul e incertezas do lado da demanda) que poderá aumentar o interesse do vendedor em negociar o milho nos próximos meses e, com isso, limitar as altas de preços ou até mesmo pressionar para baixo as cotações do cereal no país.

Com relação às exportações nacionais, para 2019 a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima 31 milhões de toneladas embarcadas, frente as 23,50 milhões no ano passado.

Os embarques deverão ser retomados na segunda metade do ano, após a colheita da segunda safra e maior disponibilidade interna.

Neste caso, a maior oferta prevista na temporada 2018/2019 e preços mais competitivos do milho brasileiro no mercado internacional deverão favorecer os embarques, especialmente no segundo semestre.

FONTE: Canal Rural
#190124-03
24/01/2019

Dados da exportação de gado em pé do Brasil, de 2009 a 2018

Afinal, como evoluíram os dados da exportação de gado em pé do Brasil em termos de receita, embarques e preços ao longo dos últimos 10 anos?

A Tabela a seguir apresenta os dados de receita, em milhões de dólares, embarques, em mil toneladas e de preço, em dólares por tonelada, em cada ano, de 2009 a 2018, segundo dados do MDIC.

 

Em 2018 a receita com a exportação de gado em pé do Brasil foi de US$534,75 milhões, alta de 93,7% frente ao valor apurado no ano de 2017, quando somou o equivalente a US$276,04 milhões.

Aliás, o faturamento com a exportação de gado em pé do Brasil em 2018 esteve longe dos recordes anteriores, uma vez que as vendas externas de bovinos vivos já somaram o equivalente a US$721,90 milhões no ano de 2013.

Contudo, no acumulado de 10 anos, de 2009 a 2018, a receita brasileira com a venda de gado em pé para o exterior cresceu 20,6%, saindo de US$443,52 milhões em 2009 para US$534,75 milhões em 2018.

O interessante é observar que ao longo desses 10 anos o crescimento dos embarques acumulou queda, ao contrário da receita, variando de 259,08 mil toneladas para 233,83 mil toneladas em 2018. Isso porque o preço do gado em pé no mercado internacional em 2009 foi de, em média, US$1.711,90 por tonelada para US$2.286,92 em 2018, uma alta acumulada de 33,6% no período.

A Figura abaixo ilustra a evolução da receita com a venda de gado em pé brasileiro no mercado internacional, em milhões de dólares, entre 2009 e 2018.

FONTE: Farm News
#190124-02
24/01/2019

Agronegócio bate recorde de exportações e fecha 2018 com US$ 101,69 bilhões

As exportações do setor de agronegócio bateram recorde na análise de 2018, fechando em US$ 101,69 bilhões, 5,9% a mais em relação a 2017, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) na última quarta-feira (23).

Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), boa parte do resultado é proveniente da comercialização dos produtos para a China, que registraram crescimento de US$ 9 bilhões.

A soja foi o principal produto exportado. O volume bateu recorde de 83,6 milhões de toneladas, com destaque para o mercado chinês novamente. O consumo do produto no país estrangeiro cresceu para 68,8 milhões de toneladas em 2018.

Outro recorde pôde ser visto com a comercialização da carne bovina in natura, que atingiu um volume corresponde a 1,35 milhão de toneladas, 12,2% a mais em comparação ao ano anterior. Só para a China, foram vendidas 322,3 mil toneladas.

A celulose também foi outro produto com grande participação nas exportações. 15,3 milhões de toneladas foram comercializadas para o mercado externo, o que corresponde a uma alta de 10,6%. A demanda chinesa cresceu 20% no ano passado, totalizando 6,5 milhões de toneladas exportadas.

Do total das vendas externas do Brasil em 2018, o agronegócio apresentou uma parcela de 42,4%. As importações do setor recuaram 0,8%. Com isso, o saldo da balança comercial foi de US$ 87,6 bilhões.

FONTE: Money Times
#190124-01
24/01/2019

Feijão: Produtores voltam ao mercado e arriscam alguns novos negócios

Todas as alternativas de possível abastecimento, inclusive importações, são estudadas e analisadas neste momento. Ocorre que, da Argentina, os Feijões disponíveis são pretos. Certamente virão para o Brasil. Outras possibilidades, como Estados Unidos, estão sendo descartadas, uma vez que os Feijões somente chegariam aos portos brasileiros no mês de abril. Portanto, este argumento para fundamentar uma oferta por Feijão-carioca abaixo dos valores praticados não são válidos.

É da natureza humana precaver-se com mais do que necessita.

A imprensa está repercutindo esta semana, com intensidade, a escassez. Quem não precisa mais do que 1 ou 2 quilos para o mês vai comprar o dobro com medo da falta. E este valor vai potencializar o efeito da falta de produto. Quando chegamos a este ponto em outras ocasiões, mais notadamente no ano de 2016, com a soma de produtores e cerealistas com algum estoque mais o consumidor aumentando a demanda por medo da falta, sim, isso alavancou ainda mais as altas no preço.

Todos perderam o medo, tanto que ontem houve pelo menos um negócio reportado por R$ 315 por saca de 60 quilos em Goiás. Muitos e muitos lotes vêm sendo vendidos por R$ 300 ou por volta disso. Assim, está consolidado, pelo menos por agora, este patamar e o avanço para um novo objetivo, como R$ 350, passa a ser perseguido.

O Feijão-preto teve raras vendas ontem e todas ficaram ao redor de R$ 200, FOB Paraná.

FONTE: Notícias Agrícolas
#190122-07
22/01/2019

Produtos florestais sobem no ranking das exportações

 

Vendas externas de papel, celulose e madeira avançam 23% em 2018

A exportação de produtos florestais atingiu um destaque pouco comum no ano passado. O setor saiu da tradicional quarta posição na ranking das exportações do agronegócio e se aproximou do segundo posto, ocupado pelas carnes.

Em 2018, conforme os dados do Ministério da Agricultura, as exportações desse setor —papel, celulose e madeira— somaram US$ 14,2 bilhões, 23% mais do que em 2017.

Esses produtos desbancaram o complexo sucroenergético, cujas receitas —US$ 7,4 bilhões— caíram 39% em relação às de 2017. A diferença para as exportações de carnes, que renderam US$ 14,7 bilhões, foi pequena.

Volume e preço da celulose determinaram o avanço dos produtos florestais, aponta Carlos José Caetano Bacha, especialista no setor e professor do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz").

Além disso, a demanda externa foi forte neste ano. Para se precaver contra eventuais problemas de abastecimento de matérias-primas, principalmente após a guerra comercial com os Estados Unidos, a China aumentou seus estoques de celulose e de soja, segundo Bacha.

De outubro a dezembro, os chineses adquiriram 1,7 milhão de toneladas de celulose no Brasil, 38% mais do que em igual período de 2017. As compras de soja, subiram para 14 milhões de toneladas nos três últimos meses do ano passado, 128% mais do que no mesmo período de 2017.

Este ano, porém, será diferente. O país terá volume, mas os preços não serão tão elevados como os de 2018. A celulose vinha subindo desde janeiro de 2017. A alta só foi interrompida no último trimestre de 2018. Com estoques elevados, os chineses começam a forçar uma queda nos preços.

A conjuntura econômica externa não será tão favorável ao Brasil como vinha sendo, além de o país ter de concorrer com a oferta de produto de novos projetos externos que iniciam operação.

A economia dos Estados Unidos poderá entrar em recessão a partir do fim deste ano, e a da China deverá ter um ritmo menor de evolução.

Esses fatores promoverão uma uma queda nos preços, segundo Bacha. O cenário será um pouco diferente do dos últimos dois anos, quando o país colocou 2 milhões de toneladas a mais de celulose no mercado externo, com alta de US$ 100 cada uma.

Para Bacha, o ano foi bom para as indústrias de celulose, mas ruim para os produtores de madeira. Os contratos atuais não os favorecem.

O próximo US$ 1 tri

O agronegócio trouxe um saldo comercial de US$ 1,1 trilhão para dentro do Brasil nas últimas duas décadas. O aumento das exportações do setor fez com que o país eliminasse os déficits comerciais da balança, que ocorreram até 2000.

O grande avanço do setor se deu na última década, quando a média anual do saldo foi de US$ 75,4 bilhões, bem acima dos US$ 32 bilhões da anterior. A tendência é que o próximo trilhão de dólar ocorra bem mais rapidamente. Afinal, em 2018, a exportação já superou US$ 101 bilhões.

FONTE: Folha de São Paulo
#190121-05
21/01/2019

Brasil terá novo recorde em algodão

Safra 2018/19 está prevista para ser 19% maior que a anterior e preços continuarão pressionados para a indústria

A expectativa é o Brasil bater novo recorde na produção de algodão durante a safra 2018/19. O aumento projetado pela Abrapa (Associação Brasileira de Produtores de Algodão) seria de 19%, para atingir 2,5 milhões de toneladas. Pela análise do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o crescimento reflete a expansão da área semeada, com produtores estimulados pela maior rentabilidade do algodão frente a outras culturas e o ambiente favorável para contratos antecipados.

Segundo a Abrapa, todos os dez estados produtores do país vão plantar mais algodão na nova safra. Maior produtor brasileiro, Mato Grosso deverá trabalhar com área de um milhão de hectares, crescimento de 18% em relação à temporada 2017/2018. Com essa oferta ampliada, o Brasil terá que exportar ainda mais que na safra anterior, calculada em torno de 930 mil toneladas de janeiro a dezembro de 2018. A venda para o exterior será necessária até porque o consumo interno estaria estagnado, de acordo com a associação. O maior mercado consumidor de pluma de algodão é a indústria têxtil respondendo por cerca de 700 mil toneladas por safra. A expectativa é o consumo doméstico variar um pouco, para chegar a 750 mil toneladas na próxima temporada, estima o mercado.

PREÇOS AINDA AQUECIDO

Pelo boletim de desempenho anual de 2018 e perspectiva para 2019, o Cepea explica que, para o mercado interno, os contratos antecipados que vem acompanhando estão negociados na base de R$ 2,75 por libra-peso. “Os negócios registrados para entrega durante 2018, por sua vez, tiveram média de R$ 2,67/lp”, diz o boletim do Cepea. Ainda de acordo com o mesmo relatório, 21,9% da safra brasileira 2018/19 teriam sido comercializados até o dia 8 de janeiro. “Deste total, 50,4% foram direcionados ao mercado interno, 22,2%, ao externo e 27,4%, para contratos flex (exportação com opção para mercado interno)”, informa o centro de estudos da Esalq.

ICAC REVÊ PROJEÇÕES GLOBAIS

O Icac (International Cotton Advisory Committee) reviu para cima as projeções para o mercado global de algodão divulgadas em agosto. Segundo o relatório do início de janeiro, a produção mundial na safra 2018/19 vai aumentar em relação à estimativa de agosto, de 25,89 milhões toneladas, para 26,12 milhões de toneladas. Também o consumo deverá avançar para 26,70 milhões de toneladas, contra os 27,46 milhões de toneladas previstos em agosto. Essa expansão terá reflexos sobre o nível dos estoques mundiais. Se em agosto a projeção de estoque para a safra 2018/19 era de 17,71 milhões de toneladas, a revisão de janeiro do conselho indica que poderá subir para 18,21 milhões de toneladas.

FONTE: Correio do Estado
#190121-04
21/01/2019

Colheita da safra de verão de milho se inicia no Brasil

Quanto à segunda safra, alguns produtores já iniciaram os trabalhos de semeio

As atividades de colheita da safra de verão do milho começaram em algumas localidades de São Paulo e de Minas Gerais, de acordo com informações do Cepea. No Rio Grande do Sul, a colheita está um pouco mais avançada. Em São Paulo, apenas as regiões que têm irrigação iniciaram as atividades.

Esse cenário e a proximidade da colheita em outras praças paulistas têm resultado em quedas nos preços. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), caiu 1,21% entre 11 e 18 de janeiro, fechando a R$ 38,31/saca de 60 kg na sexta-feira. Quanto à segunda safra, alguns produtores já iniciaram os trabalhos de semeio.

No Paraná, até o dia 14, 9% da área havia sido cultivada. Em Mato Grosso, de acordo com o Imea, o semeio chegou em 1,37% até o dia 11, contra 1,28% no mesmo período do ano passado.

FONTE: Correio do Estado
#190121-03
21/01/2019

Exportação de carne bovina começa 2019 batendo recorde

Nas três primeiras semanas do ano, país embarcou 4,5% mais do que no ano passado

A exportação de carne bovina bateu recordes seguidos em 2018. A previsão é manter o mesmo ritmo em 2019. Nas três primeiras semanas de 2019, o Brasil exportou 4,7 mil toneladas por dia. O volume diário exportado está 4,5% maior do que no mesmo período de 2018. Analista da Scot Consultoria explica os números.

FONTE: Correio do Estado
#190121-02
21/01/2019

Plantio de milho inicia com expectativa de aumento nas exportações

Segunda safra representa quase 70% do total plantado atualmente

A segunda safra já começou a ser plantada em alguns estados brasileiros, entre eles, os dois maiores produtores, Mato Grosso e Paraná. A informação divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (21), é de que até a 3ª semana de janeiro já foram plantadas 6,61% do total de 4,6 milhões de hectares destinados a cultura de milho no Estado.

Esses números representam um aumento de 1% com relação ao plantado na safra 2018 e a expectativa é de crescimento na produtividade de 2,36% de 99 sacas por hectares para 101 esse ano. A antecipação do plantio e colheita das sojas motivaram o início do ciclo 2019, para o milho segunda safra.

Segundo apurado pelo site Notícias Agrícolas, no estado do Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral), aponta que cerca de 9% do total da área de milho, que deve der de aproximadamente 2,1 milhões de hectares, já foi plantada para a segunda safra do grão, que até o final de segunda semana de janeiro registrava 90% da área plantada em boas condições de qualidade e 10% como média.

Entre as cidades que tem os plantios mais avançados estão Irati, que já plantou 50% dos 10 mil hectares previstos, Pato Branco com 25% dos 50 mil hectares e Cascavel com 22% dos 315 mil hectares.

Segundo levantamento do IBGE, a safrinha de milho vem cada vez mais ganhando importância dentro da agricultura do Brasil. O Instituto aponta que em 2006 essa segunda safra representava 25% do total de milho do país, crescendo para 50% em 2012 e representando quase 70% do total de área plantada de milho atualmente.

Com essa crescente no percentual no plantio de milho da safrinha, a importância da rentabilidade também cresce para essa segunda safra do grão. De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq de Piracicaba, os preços domésticos do milho têm apresentado comportamentos distintos dentre as regiões acompanhadas, refletindo as ofertas e demandas regionais.

Quanto ao ritmo de negócios, especulações com relação ao impacto das chuvas irregulares no desenvolvimento das lavouras têm feito com que produtores posterguem a venda de grandes lotes e negociem apenas pontualmente. Compradores, por sua vez, ainda não têm retomado as aquisições de forma mais expressiva, o que, de certa maneira, sustenta as cotações internas.

FONTE: Correio do Estado
#190121-01
21/01/2019

Exportações do agro ultrapassam US$ 100 bilhões

Exportações do agronegócio aumentam quase 6%, o valor é recorde, com destaque para as compras chinesas de soja em grão, carne bovina in natura e celulose.

As exportações do agronegócio atingiram o valor recorde nominal de US$ 101,69 bilhões em 2018, com crescimento de 5,9% em relação aos US$ 96,01 bilhões exportados em 2017. O recorde anual anterior ocorreu em 2013, quando o país exportou US$ 99,93 bilhões em produtos do setor.

De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as vendas para a China explicam o comportamento da balança do agro. As exportações para o país aumentaram US$ 9 bilhões. O valor supera o aumento US$ 5,67 bilhões registrado no mercado externo de alimentos como um todo.

No complexo soja, o grão foi o principal produto exportado com volume recorde de 83,6 milhões de toneladas. Segundo o boletim da Secretaria, o incremento na quantidade exportada não ocorreria sem a forte demanda chinesa. O consumo chinês cresceu de 53,8 milhões de toneladas, em 2017, para 68,8 milhões de toneladas, em 2018, com aumento de 15 milhões de toneladas de soja em grãos.

Já o comércio de carne bovina in natura atingiu volume recorde na série histórica iniciada em 1997. No ano passado, foram exportadas 1,35 milhão de toneladas (+12,2%). Foram vendidas para a China 322,3 mil toneladas com acréscimo de 111,1 mil toneladas em relação a 2017.

Outro produto que teve desempenho favorável, nos últimos 12 meses, foi a celulose, dentro do segmento de produtos florestais. A celulose obteve valor recorde de US$ 8,35 bilhões (+31,5%), também, em quantidade, chegando a 15,3 milhões de toneladas (+10,6%). Também a demanda chinesa explica em grande parte esse incremento. O país asiático aumentou as aquisições para 6,5 milhões de toneladas de celulose em 2018 (+20%).

A participação do Agronegócio representou 42,4% do total das vendas externas brasileiras no ano. As importações do agro registraram retração de 0,8%, somando US$ 14 bilhões. Como resultado, o saldo da balança comercial do setor foi de US$ 87,6 bilhões (+7,1%).

FONTE: Compre Rural
#190117-01
17/01/2019

Balança tem superávit de US$ 58,7 bilhões em 2018, aponta FGV/Icomex

A balança comercial fechou o ano de 2018 com um superávit de US$ 58,7 bilhões, com destaque para a participação da China como principal destino das exportações brasileiras. Embora o resultado tenha sido inferior ao de 2017, de US$ 67 bilhões, foi o segundo melhor desempenho da série histórica, segundo os dados do Indicador do Comércio Exterior (Icomex), divulgado nesta quinta-feira, 17, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A China deteve 26,8% das exportações brasileiras, mais do que o dobro da participação dos Estados Unidos, responsável por 12% das vendas externas do Brasil. O terceiro principal parceiro foi a Argentina, embora esta tenha reduzido sua participação no ranking de destino de exportações, passando de 8,1% em 2017 para 6,2% em 2018.

No ano passado, os chineses aumentaram sua participação nas exportações do Brasil, em relação a 2017, quando compraram 21,8% do total exportado. O crescimento de 35,2% nas exportações para a China em 2018 foi puxado pela soja em grão, petróleo bruto e minério de ferro. Os três produtos somam 82% das exportações brasileiras para território chinês.

O petróleo superou a participação do minério de ferro pela primeira vez nas vendas externas brasileiras para a China, ressaltou a FGV.

"A importância da China para as exportações brasileiras é reafirmada quando analisamos os dez principais produtos exportados pelo Brasil", declara o relatório do Icomex. "O segundo principal produto exportado pelo Brasil é o óleo bruto de petróleo e a participação da China no total exportado passou de 44,2% para 57%, entre 2017 e 2018. Nas exportações de carne bovina, oitavo principal produto, o porcentual da China foi de 18,3% em 2017, e de 27,2% em 2018", completou.

Quanto às importações, a China é o principal mercado de origem, mas com menor diferença em relação ao segundo colocado. A China foi responsável por 19,2% das importações brasileiras, enquanto os Estados Unidos detiveram 18,1% das importações totais em 2018.

A FGV lembrou ainda que houve extraordinariamente um aumento nas importações totais em 2018 influenciado pelas mudanças do Repetro, regime fiscal do setor de óleo e gás.

Em 2018, o volume exportado pelo Brasil cresceu 4,6% em 2018, enquanto as importações subiram 12%. Se excluídas as plataformas, a alta no volume importado seria de 6%. A FGV espera algumas eventuais operações de retorno contábil das plataformas de petróleo via importações em 2019, "no entanto, não se espera um impacto semelhante ao que ocorreu em 2018", prevê o relatório.

FONTE: Uol Economia
#190103-05
03/01/2019

União Europeia reforça posição como importador de grãos com compras de milho

A União Europeia reforçou sua posição recém-adquirida como importador líquido de grãos no final de dezembro, com um ritmo recorde de importação de milho, que continua a superar as exportações de trigo e cevada, mostraram dados oficiais nesta quinta-feira.

Em 30 de dezembro, os 28 países da UE haviam importado 14,8 milhões de toneladas de cereais desde o início da safra 2018/19, em julho, em comparação com as exportações de cereais de 13,6 milhões de toneladas, mostraram os dados da Comissão Europeia. Isso mostra uma diferença crescente entre importações e exportações depois que a UE se tornou importadora líquida em meados de dezembro pela primeira vez em mais de 10 anos.

A UE é um dos maiores exportadores de trigo do mundo e também um importante fornecedor de cevada, mas seu papel exportador foi refreado por uma safra atingida pela seca no ano passado e pela concorrência das enormes remessas russas de trigo até agora nesta temporada.

As importações de milho da UE até agora em 2018/19 foram de 11,3 milhões de toneladas. Isso representa um aumento de 48 por cento em relação aos 7,7 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado, quando a UE estabeleceu um recorde anual para as importações de milho.

Os fluxos de importação foram encorajados por uma colheita abundante na Ucrânia e os dados da UE mostraram que o milho ucraniano respondeu por 48 por cento das importações da UE nesta temporada, seguido por uma participação de 32 por cento do milho brasileiro.

FONTE: Ultimo Instante
#190103-04
03/01/2019

Exportações brasileiras de milho fecham dezembro de 2018 maiores do que o registrado em dezembro de 2017

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas no acumulado o final do mês de dezembro.

Segundo o levantamento, as exportações de milho em grão atingiram a média de 200,7 mil toneladas por dia útil em dezembro. No mesmo período do ano anterior, a média diária foi 199,7 mil toneladas. Em termos financeiros, as exportações do grão em dezembro de 2018 somaram 707,9 milhões de dólares.

FONTE: Noticias Agrícolas
#190103-03
03/01/2019

AGRONEGÓCIO: Com alta produção, preços do café podem se manter baixos

O Brasil deve colher uma boa safra em 2019/20, depois do recorde da produção na temporada 2018/19, de acordo com informações do Cepea. Mesmo com a bienalidade negativa do arábica, o clima tem auxiliado o desenvolvimento das plantas, o que pode aumentar a produtividade.

Assim, os valores interno e externo do café arábica podem seguir em patamares abaixo dos observados em outros anos de bienalidade negativa. Quanto ao robusta, a produção também deve ser elevada em 2019/20, devido às chuvas volumosas a partir de agosto de 2018, que favoreceram a recuperação dos cafezais após a colheita.

FONTE: Investimentos e Noticias
#190103-01
03/01/2019

Exportação de soja pelo Brasil atinge recorde em 2018, com a maior demanda da China

O Brasil exportou um recorde de quase 84 milhões de toneladas de soja em grão em 2018, apontou  a Secretaria de Comércio Exterior, destacando aumento também nas vendas de café, mas quedas expressivas nas de açúcar e milho após safras menores.

O volume de soja exportado no ano passado, de 83,8 milhões de toneladas, foi 23,1% na comparação com 2017. Em maio, os embarques totalizaram um recorde mensal de 12,35 milhões de toneladas, ou 15% de tudo o que viria a ser vendido em 2018.

Sojicultores brasileiros impulsionaram as vendas no último ano na esteira do maior apetite da China, que taxou a oleaginosa norte-americana em razão de uma série de disputas comerciais e teve de se voltar ao produto sul-americano para suprir a demanda doméstica.

Guerra comercial

Os negócios entre as duas maiores economias do mundo voltaram a ocorrer no fim de 2018, graças a uma trégua na guerra comercial, mas ainda em ritmo lento.

Também favoreceram as exportações brasileiras uma safra histórica de cerca de 120 milhões de toneladas de soja. Uma grande colheita também impulsionou as exportações de café, commodity que, ao lado da soja, tem o Brasil como maior exportador mundial.

Os embarques de café em grãos fecharam 2018 em 30,4 milhões de sacas, após uma safra recorde de cerca de 60 milhões de sacas, puxada pelo ciclo de bienalidade positiva do arábica, principal variedade cultivada no País.

Os envios brasileiros de café em 2018 superaram em 10,7% o registrado em 2017. Em dezembro, as exportações da commodity alcançaram um recorde mensal acima de 4 milhões de sacas.

Exportações de milho

Na contramão de soja e café, as exportações de milho do Brasil caíram 18,3% em 2018 ante 2017, para 23,9 milhões de toneladas. Tais embarques foram afetados por uma safra menor e, em parte, pelo tabelamento de fretes, uma medida adotada pelo governo do ex-presidente Michel Temer para ajudar a acabar com a greve dos caminhoneiros e que ainda é motivo de críticas no setor produtivo.

Já no caso do açúcar, também houve retração: de 21,5% nas exportações do adoçante bruto, para 18,3 milhões de toneladas; e de 42,2% nas do produto refinado, com 3,1 milhões de toneladas.

Usinas do País priorizaram em 2018 a produção de etanol, em detrimento do açúcar, graças a uma maior rentabilidade do biocombustível. Segundo a Secex, as exportações de álcool do Brasil em 2018 aumentaram quase 20%, para 1,7 bilhão de litros.

FONTE: Radio Fandango
#190102-03
02/01/2019

Exportação de algodão soma 214,6 mil t em dezembro, indica Secex

As exportações de algodão do Brasil renderam US$ 371,7 milhões em dezembro (20 dias úteis), com média diária de US$ 18,6 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 214,60 mil toneladas, com média diária de 10,7 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.732,30.

Na comparação com novembro, houve alta de 8% no valor médio diário exportado, ganho de 8,2% na quantidade média e desvalorização de 0,2% no preço médio.

Em relação a dezembro de 2017, houve alta de 64% no valor médio diário da exportação, ganho de 54,8% na quantidade média diária exportada e valorização de 6% no preço médio.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

FONTE: Safras e Mercado
#190102-01
02/01/2019

Exportação de algodão aumenta 9,7% em volume e 16,8% em receita em 2018

O Brasil exportou 915,1 mil toneladas de algodão em 2018, aumento de 9,7% ante as 834 mil toneladas de 2017. A receita obtida com vendas externas totalizou US$ 1,585 bilhão, crescimento de 16,8% ante o US$ 1,357 milhão de 2017.

Em dezembro, o Brasil exportou 214,6 mil toneladas, aumento de 54,7% em relação às 138,7 mil toneladas de igual período do ano passado. Na comparação com o mês anterior, quando o País vendeu 198,4 mil toneladas, o aumento foi de 8,2%. Em receita, foram exportados US$ 371,7 milhões, 64% acima dos US$ 226,7 milhões obtidos há um ano. Na comparação com novembro, quando foram exportados US$ 344,2 milhões, o incremento foi de 8%.

O preço médio da tonelada de algodão exportada em dezembro foi de US$ 1.732,30, ante US$ 1.735,30 em novembro de 2018 e US$ 1.634,90 em igual mês do ano anterior.

FONTE: Isto É
#181218-06
18/12/2018

Governo Bolsonaro: Alho e cebola entram no radar da Receita Federal e Comércio Exterior

O presidente das Associações Nacionais dos Produtores de Alho (ANAPA) e Cebola (ANACE), Rafael Jorge Corsino, discutiu as assimetrias do Mercosul, na manhã desta terça-feira (18), em encontro com a futura Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e os futuros secretários da Receita Federal, o economista e ex-deputado Marcos Cintra, e o de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, o diplomata Marcos Troyjo. A audiência, de iniciativa do deputado Luis Carlos Heinze (PP/RS), contou ainda com a participação do deputado Jerônimo Goergen (PP/RS) e reuniu, além dos setores do alho e da cebola, outros segmentos rurais, como: arroz, leite, maçã, trigo, uva e vinho. A audiência ocorreu no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde está a equipe de transição de governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Na visão do presidente da ANAPA e da ANACE, existe uma competição desleal, principalmente no mercado de importação. Segundo ele, há práticas ilegais e abusivas que devem ser combatidas, principalmente nas questões que tange o subfaturamento, a triangulação e o não recolhimento do direito antidumping.

“Como pode uma desembargadora voltar da decisão três vezes, sem ter mudado nada do conteúdo da discussão jurídica? Enquanto o processo está parado, as empresas importadoras estão desembaraçando o alho sem pagar a taxa de importação, prejudicando toda uma cadeia”, desabafou Corsino, ao falar sobre a concessão indevida de liminares judiciais, que autorizam o não recolhimento da tarifa antidumping.

Rafael Corsino frisou que a resolução n.47/2017 põe fim a discussão, pois esclarece que todo alho (fresco ou refrigerado) importado da China, tem de pagar a taxa antidumping. Ainda de acordo com ele, as liminares são estratégias de importadoras para burlar o pagamento da tarifa de importação e criar uma reserva de mercado.

“Um juiz federal, que a ANAPA denunciou em 2008, foi punido somente agora. Ocorre que não dá para esperarmos mais oito anos, para que esses magistrados, que estão concedendo indevidamente essas liminares, sejam punidos. Isso precisa ser investigado, pois o setor não comporta mais essa injustiça. Mais de cinco mil agricultores familiares estão sendo penalizados e saindo da atividade, para enriquecimento de meia dúzia de empresas”, avaliou o presidente nacional.

Receita Federal e Ministério da Agricultura

“Nós queremos estar mais próximos da Receita Federal e do Ministério da Agricultura, pois sentimos que esses Órgãos ainda trabalham de forma muito distante do setor. Queremos ser parceiros e subsidiar essas pastas com informações que só nós, que estamos dentro do mercado, temos”, adiantou Rafael Corsino.

Segundo ele, até para agendamento de audiências, as associações do alho e da cebola encontram dificuldades. “A ANAPA e ANACE são entidades que lutam contra as operações de concorrência desleal. Quando ocorre uma prática predatória, por qualquer ator da cadeia, o negocio desregula e prejudica todo um setor”, avaliou.

MERCOSUL

Para o presidente da ANAPA e da ANACE, o governo brasileiro precisa ser mais criterioso, inclusive, com os produtos importados enviados ao Brasil. Na opinião dele, o Brasil não poderia aceitar a internalização de produtos agrícolas que contém defensivos que não são permitidos no mercado interno. “Se os agricultores brasileiros não podem utilizar certos agroquímicos, não deveria permitir a importação de produtos que contém substancias não autorizadas aqui.  O jogo tem de ser igual”, disse.

Cebola

De acordo com Corsino, a cebola também sofre concorrência desleal, sobretudo, das importações advindas da comunidade europeia. Recentemente o produto foi incluído na LETEC (Lista de Exceção à Tarifa Externa Comum) para corrigir as possíveis distorções do mercado de importação. “No entanto, sabemos que a inclusão da cebola nesta lista é provisório. Nós queremos uma solução definitiva para a cebolicultura nacional, pois a tarifação da LETEC vai embora, mas os subsídios para a cebola importada da Europa permanecerão”, disparou.

“Assim como um fusca não tem chances de competir com um BMW, nós, produtores brasileiros não temos condições de competir com países que contam com subsídios e custos de produção mais baixos. Precisamos de um veículo da mesma categoria, com as mesmas condições”, concluiu o presidente.

FONTE: ANAPA
#181218-10
18/12/2018

Perspectivas do mercado mundial de carne bovina em 2019

O Farmnews apresenta alguns dados que revelam as perspectivas do mercado mundial de carne bovina para o ano de 2019

Afinal, o que se espera da produção, consumo e exportação no mercado mundial de carne bovina em 2019, segundo previsões do USDA?

A produção mundial de carne bovina deve seguir em crescimento em 2019 e novamente alcançar patamar recorde, de 63,62 milhões de toneladas.

O aumento da produção de carne bovina deve ser de 1,2%, uma vez que em 2018 a expectativa é que a produção seja de 62,87 milhões de toneladas. Vale lembrar que o crescimento projetado em 2019 é um pouco menor do esperado em 2018, de 2,0%, já que a produção mundial de carne bovina em 2017 foi de 61,62 milhões de toneladas.

Dentre os principais produtores mundiais, tanto os Estados Unidos como o Brasil devem apresentar aumento de produção de carne bovina. A projeção é que os Estados Unidos produzam o equivalente a 12,72 milhões de toneladas, um crescimento de 3,5% frente a 2018 (esperado em 12,28 milhões de toneladas).

No Brasil a expectativa é que a produção supere pela primeira vez na história a marca de 10,0 milhões de toneladas e encerre 2019 com produção total de 10,20 milhões de toneladas. Lembrando que a produção brasileira em 2018 deve ficar em 9,90 milhões de toneladas.

A China, Índia e Argentina devem apresentar pequeno aumento na produção de carne bovina, com expectativa de que alcance 7,40, 4,33 e 3,0 milhões de toneladas, respectivamente.

Por outro lado, UE e Austrália devem produzir menos carne bovina em 2019, com produção estimada em 7,80 e 2,18 milhões de toneladas, nessa ordem.

É esperado que o consumo mundial de carne bovina, a exemplo da produção, também aumente em 2019 e alcance 61,73 milhões de toneladas, um aumento de cerca de 1,0 milhão frente a 2017.

O maior aumento de consumo, em termos absolutos, é esperado que aconteça nos Estados Unidos, maior produtor e consumidor mundial. O consumo nos Estados Unidos deve chegar em 12,64 milhões de toneladas, crescimento de 3,6% em relação a 2017 (12,20 milhões de toneladas).

A China, segundo maior consumidor mundial em termos absolutos também deve apresentar crescimento, com consumo estimado em 8,70 milhões de toneladas em 2019.

O Brasil pode superar o consumo da UE em 2019, já que por aqui o consumo é crescente e na UE a tendência é de queda. Com isso, no Brasil o consumo em 2019 deve ficar em 8,04 milhões de toneladas (7,85 milhões em 2017) e na UE, 7,82 milhões de toneladas.

Já o mercado mundial de carne bovina, quando o assunto é exportação, deve apresentar relativa estabilidade frente a 2018. Isso porque a expectativa é que em 2019 a exportação de carne bovina some 10,57 milhões de toneladas, enquanto em 2018 a estimativa é que esse valor seja de 10,55 milhões de toneladas.

FONTE: Farmnews
#181218-04
18/12/2018

Exportação brasileira de produtos agrícolas supera marca de US$ 100 bilhões

Segundo o Ministério da Agricultura, resultado ocorreu em função do incremento de 5,3% na quantidade embarcada

As exportações do agronegócio atingiram US$ 100,1 bilhões entre dezembro de 2017 e novembro de 2018. O aumento das exportações ocorreu em função do incremento de 5,3% na quantidade exportada.

“A superação da marca dos US$ 100 bilhões de exportações anuais do agronegócio brasileiro reflete tanto a boa gestão do Ministério da Agricultura como a excelência do nosso setor produtivo”, comemora o secretário de relações internacionais do agronegócio do Ministério da Agricultura, Odilson Ribeiro e Silva.

A participação do setor nas exportações totais brasileiras registraram 42,1%.

Vendas em novembro

As exportações do agronegócio em novembro atingiram US$ 8,37 bilhões, em alta de 18,3%. Apesar desse crescimento, a participação dos produtos do agronegócio no total exportado pelo Brasil no período diminuiu, passando de 42,4% para 40%.

As importações tiveram incremento de 2,2% no mês de novembro, com US$ 1,18 bilhão. O saldo da balança comercial do agronegócio alcançou US$ 7,20 bilhões.

Em relação aos produtos exportados em novembro deste ano, destacam-se os recordes da soja em grãos, café verde, celulose, papel, carne bovinain natura e algodão.

As vendas de soja em grãos, que alcançaram valor e volume recordes para todos os meses de novembro, registraram no período 5,07 milhões de toneladas, alta de 136,6%, num total de US$ 2 bilhões.

O café verde obteve recorde em quantidade para todos os meses, em alta de 44,5% em relação a novembro de 2017, com 234 mil toneladas.

As exportações de carne bovina in natura foram recorde para novembro, com US$ 521,75 milhões. Em relação à quantidade, também houve recorde para o mês, com 130,57 mil toneladas comercializadas.

O principal produto negociado no setor de produtos florestais foi a celulose, com o valor recorde novembro de US$ 649,40 milhões (+17,6%) e quantidade também recorde de 1,24 milhão de tonelada (+14,2%). As vendas externas de papel igualmente foram recorde, com a soma de US$ 184,04 milhões (+13,9%), para quantum também recorde de 185,98 mil toneladas (+5,6%).

Nas fibras e produtos têxteis, houve destaque do algodão, com recordes no valor e quantidade exportada. As vendas somaram US$ 344 milhões (+36,6%), com 198 mil toneladas do produto comercializadas.

FONTE: Canal Rural
#181218-03
18/12/2018

Agronegócio amplia participação nas exportações e atinge US$ 5,4 bilhões em faturamento

Vendas internacionais do setor cresceram acima da média em 2018. Carne de aves, soja e carne suína são os principais produtos exportados

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o agronegócio foi responsável por 66% de toda exportação catarinense de janeiro a novembro de 2018. O faturamento nesses 11 meses ultrapassa os US$ 5,4 bilhões.  Os destaques são as carnes de aves (US$ 1,58 bilhão), a soja (US$ 868 milhões), e a carne de suínos (US$ 517 milhões).

Em 2018, Santa Catarina ampliou a presença internacional de seus produtos. Além disso, o ritmo de crescimento do setor agropecuário é superior aos outros setores da economia. Enquanto as exportações do Estado aumentaram 4,8% em relação aos onze meses de 2017, as vendas para o exterior do agronegócio tiveram um aumento de 6,6%.

“A agricultura tem um papel fundamental no crescimento econômico em Santa Catarina. O agronegócio representa 29% do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense e 60% desse valor vem da produção de proteína animal. Esse ano tivemos resultados importantes”, afirma o governador Eduardo Pinho Moreira.

Investimentos

“Em Santa Catarina, o governo do Estado investe em políticas públicas que geram inovações tecnológicas, levam conhecimento aos produtores rurais e mantém a sanidade animal e vegetal dos nossos produtos. Além disso, os programas de fomento agropecuário alavancam novas oportunidades, melhorando a produtividade e a competitividade da agricultura familiar”, ressalta o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.

“Provamos que a agricultura familiar é capaz de gerar uma grande riqueza por conta de seu profissionalismo e das conexões entre as cadeias agroindustriais e o mercado. As ações de governo têm beneficiado os catarinenses com produtos de alta qualidade, com custos de produção competitivos, capazes de gerar empregos e oportunidades de trabalho tanto no meio rural quanto urbano”, conclui.

FONTE: Jornal Celeiro
#181218-01
18/12/2018

Carnes brasileiras podem ganhar mercado na China em 2019

Número de plantas autorizadas a exportar produtos suínos e bovinos ao país asiático pode triplicar no próximo ano, de acordo com consultoria

Uma missão chinesa terminou a visita ao Brasil no fim de novembro. Se, após a passagem da comitiva, novas plantas para abates de bovinos e suínos forem habilitadas para exportar para o país asiático, o mercado de carnes deve ficar aquecido em 2019. A consultoria Cross Investimentos projeta que possa triplicar o número de frigoríficos habilitados a exportar carne para a China no próximo ano. O analista de mercado Caio Junqueira traz mais informações.

FONTE: Canal Rural
#181217-02
17/12/2018

CARNE BOVINA: Exportação atinge 63,2 mil t em dezembro – Secex

As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 243,3 milhões em dezembro (10 dias úteis), com média diária de US$ 24,3 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 63,2 mil toneladas, com média diária de 6,3 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 3.847,40.

Na comparação com novembro, houve perda de 6,7% no valor médio diário da exportação, baixa de 3,2% na quantidade média diária exportada e queda de 3,2% no preço.

Na comparação com dezembro de 2017, houve ganho de 4,2% no valor médio diário, alta de 16,5% na quantidade média diária e recuo de 10,5% no preço médio.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

FONTE: Safras
#181213-03
13/12/2018

Receita com exportações de carne bovina devem chegar a US$ 6,5 bilhões, segundo a Abiec

As exportações brasileiras de carne bovina podem chegar a 1,62 milhão de toneladas até o final do ano, um aumento de 10% em relação a 2017, de acordo com previsão da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Se o volume for confirmado, será um recorde, dando sequência a uma tendência de alta dos embarques brasileiros, que nos últimos dois anos vêm crescendo numa média de 10% ao ano em volume e faturamento. A estimativa é que a receita com as vendas externas alcance US$ 6,541 bilhões, valor 7,4% superior ao do ano passado.

Segundo o presidente da Abiec, Antônio Camardelli, o resultado de 2018 confirma que a carne brasileira mantém uma boa imagem e que sua qualidade é reconhecida internacionalmente. “O setor passa por um processo de melhoria contínua e o crescimento das exportações mostra a qualidade e competitividade da nossa carne, além da confiança dos mercados internacionais no nosso produto”, afirmou ele, em nota divulgada pela entidade.

De janeiro a novembro, as vendas totalizaram 1,49 milhão de toneladas, um aumento de 10,67% ante igual período de 2017; o faturamento foi de US$ 5,99 bilhões, valor 8,31% superior no mesmo comparativo.

O segundo semestre registrou os melhores resultados do ano, com destaque para o mês de setembro, em que os embarques somaram 178 mil toneladas, e o faturamento, US$ 700 milhões. Tal resultado representa alta de 31,75% em volume e 25,86% em faturamento se comparado com igual mês do ano passado.

Países

Três países árabes estão entre os dez principais importadores de carne bovina brasileira, considerando o período de janeiro a novembro deste ano. O Egito aparece em terceiro lugar, à frente de todo o bloco da União Europeia, com US$ 485,6 milhões em vendas e mais de 166 mil toneladas embarcadas, um crescimento de 1,32% em receita e de 20,1% em volume, em relação ao mesmo período de 2017. A Arábia Saudita está em 7º lugar, com US$ 143,5 milhões e 38,5 mil toneladas, uma baixa de quase 11% na receita e de 4,27% no volume. Os Emirados Árabes Unidos vêm em 9ª colocação, com quase US$ 105 milhões e 26,6 mil toneladas, e crescimento de mais de 20% em receita e de 31,6% em volume no período.

Os Top 10, em ordem decrescente, são Hong Kong, China, Egito, União Europeia, Chile, Irã, Arábia Saudita, Estados Unidos, Emirados e Filipinas. Hong Kong e China se revezam como o principal destino da carne bovina do País.

Egito, União Europeia e Chile são mercados de destaque entre os principais países compradores, com crescimento tanto em volume quanto em faturamento no acumulado de janeiro a novembro.

Perspectivas

As perspectivas para 2019, segundo a Abiec, são positivas. Considerando os números de 2018, a entidade projeta um crescimento de 10,7% no volume exportado em 2019, chegando a 1,8 milhão de toneladas, e uma alta de 11% em faturamento, totalizando US$ 7,26 bilhões.

De acordo com a associação, os fatores que devem favorecer os resultados esperados para 2019 são a retomada das exportações para a Rússia – que em 2017 comprou mais de 130 mil toneladas e mais de US$ 452 milhões -, a expectativa de retorno ao mercado americano e o crescimento dos embarques para a China.

FONTE: Comex do Brasil
#181213-02
13/12/2018

Safra de café do Brasil é recorde, diz IBGE

País deve produzir 59,6 milhões de sacas de 60 kg este ano, indica o levantamento de novembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estática.

O volume de café produzido pelo Brasil este ano é recorde, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE). O levantamento de novembro foi divulgado na terça-feira (11) e aponta para 59,6 milhões de sacas de 60 kg produzidas. O volume corresponde a 3,6 milhões de toneladas do grão. O número representa crescimento de 30% em relação ao total de 46 milhões de sacas, ou 2,77 milhões de toneladas, produzidas em 2017, segundo o IBGE.

Segundo Instituto, o número foi alavancado pela bienalidade positiva do cultivo, que costuma produzir menos em um ano e mais no ano seguinte. O IBGE indica o clima mais chuvoso nas principais regiões produtoras e os maiores investimentos em tratos culturais realizados pelos produtores como motivos para o recorde.

O dado acompanha o crescimento das exportações de café de 24,4% em novembro em relação ao mesmo mês de 2017, de acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O total de café (incluindo grão verde, solúvel e torrado & moído) exportado foi de 3,68 milhões de sacas em novembro.

Em relação ao ano anterior, a produção da espécie arábica teve elevação de 28,2%. Outro aumento considerável foi na produção do café robusta, que apresentou crescimento de 30,4%. Os dados que mais chamam atenção são dos estados do Espírito Santo (53,0%) e Bahia (15,7%). Ambos são grandes produtores do café robusta e sofreram com déficit hídrico nos últimos anos. Agora, as produções vêm se recuperando.

Em novembro, houve redução das produções de Rondônia (1,2%) e Minas Gerais (12,3%), comparando com o mesmo mês de 2017.

FONTE: ANBA - Agência de Notícias Brasil-Árabe
#181211-02
11/12/2018

Abiec: volume de exportação de carne bovina deve fechar 2018 a 1,626 mi de toneladas

A exportação brasileira total de carne bovina – que considera o produto in natura, industrializado, além de cortes salgados e miúdos – deve fechar 2018 com 1,626 milhão de toneladas, aumento de 10% em relação ao volume embarcado pelo País em 2017, estima o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli.

Em receita, a expectativa é atingir US$ 6,541 bilhões, montante 7,4% maior que o registrado no acumulado do ano passado.

De acordo com o executivo, o principal destino comprador foi Hong Kong, responsável por 24,3% do volume embarcado. Na sequência, aparece a China, que correspondeu a 19,7% do volume da proteína exportada pelo Brasil. Na terceira posição está o Egito, com 11,2% do total.

Camardelli explica que, até o momento, o acordo sanitário estabelecido com os chineses permite que seja enviada apenas carne bovina in natura. Por meio de Hong Kong, também há possibilidade de embarcar carne com osso e miúdos de boi. “Podemos adiantar que a China aceitou nossas ponderações e estamos trabalhando para ter o mesmo benefício que o Uruguai e poder mandar carne com osso e alguns miúdos diretamente para a China”, afirma.

Em virtude da concentração dos embarques nas duas regiões asiáticas, o executivo destaca que os frigoríficos brasileiros precisam manter “os olhos abertos” com relação à manutenção do status sanitário da carne, dado o rigor dos compradores.

Questionado sobre o efeito da constatação de um surto de Peste Suína Africana na China, o presidente da Abiec afasta a possibilidade de substituição de proteínas e espera que haja algum aumento apenas nas importações de carne suína, e não bovina, especificamente em razão desse problema.

FONTE: Isto É Dinheiro
#181211-01
11/12/2018

Soja: importação da China cai quase 40% e tem pior desempenho em 2 anos

Segundo dados divulgados pelo Departamento de Alfândegas da China, os embarques para chineses totalizaram 5,38 milhões toneladas no período

As importações chinesas de soja em novembro caíram 38% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados pelo Departamento de Alfândegas da China, os embarques para os chineses totalizaram 5,38 milhões de toneladas. Já no acumulado de janeiro a novembro de 2018, foram importados 82,31 milhões de toneladas, recuo de 4,3% na comparação anual.

[...]

FONTE: Canal Rural
#181203-02
03/12/2018

Milho: volume exportado em novembro sobe 13,5% em relação a 2017

No acumulado do ano, no entanto, embarques do cereal tiveram queda de 20% em relação aos primeiros 11 meses do ano passado, de acordo com Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

As exportações brasileiras de milho em novembro totalizaram 3,996 milhões de toneladas, 13,5% acima do volume embarcado em novembro de 2017, quando somaram 3,519 milhões de toneladas. A receita com as vendas externas do cereal chegou a US$ 711,9 milhões, 32,5% maior que a registrada em novembro do ano passado, que foi de US$ 537,1 milhões. Os dados foram divulgados nesta tarde de segunda-feira, dia 3, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e consideram 20 dias úteis.

Na comparação com outubro, quando os embarques somaram 3,2 milhões de toneladas, o volume exportado em novembro foi 24% maior. A receita também subiu de um mês para o outro, 28% – em outubro, atingiu US$ 554 milhões.

Os embarques mensais foram impulsionados principalmente pelos estados do Centro-Oeste. Mato Grosso, por exemplo, costuma embarcar grandes volumes para o exterior em novembro. Além disso, a valorização do dólar estimulou os embarques. A alta na exportação inverte uma curva descendente – de julho até outubro os embarques vinham caindo, na comparação anual.

No acumulado de 11 meses, a exportação do cereal alcança 19,885 milhões de toneladas, 20% menos que os 24,931 milhões de toneladas embarcadas em igual intervalo de 2017. A receita cambial obtida entre janeiro e novembro deste ano, de US$ 3,412 bilhões, foi 15,4% menor que a registrada no intervalo correspondente do ano passado, de US$ 4,036 bilhões.

O preço médio do cereal exportado em novembro foi de US$ 178,1 a tonelada, ante US$ 173,1 em outubro e US$ 152,6 por tonelada em novembro de 2017.


FONTE: Canal Rural
#181129-08
29/11/2018

Pouco caupi também afeta o Feijão-carioca

Um fator que tem contribuído em algum grau para que o Feijão-carioca siga firme é que os estoques de caupis baixaram bastante também. Muitos dos consumidores do Nordeste acabam migrando para outros Feijões e, neste momento, é a vez do carioca. Exportação, consumo interno e parte destinada para ração deram conta de diminuir os estoques de todos os Feijões de corda.

Ontem, o fato de a adrenalina ficar menor nas negociações não significou absolutamente nada de diferente nos valores praticados nas fontes. Com o Feijão em mãos de poucos produtores no Centro-Oeste e já sendo colhido mais lentamente em São Paulo, os preços continuam firmes nos patamares de R$ 150/160 em Minas Gerais, dependendo da cor, e R$ 170/180 em São Paulo, dependendo da umidade.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181129-06
29/11/2018

Empresas de agronegócio apostam em certificação internacional para ampliar faturamento

Cada vez mais, as empresas brasileiras de agronegócio estão investindo em certificações internacionais. Uma das mais procuradas é a GLOBALG.A.P., referência mundial para a área agrícola, em especial para o setor de frutas, legumes e verdura.

Luciano Grassi Tamiso, responsável pelo desenvolvimento de novos negócios da WQS do Brasil, que atua no setor de certificação, inspeção e treinamentos, explica que, nos últimos anos, surgiu um movimento interessante de empresas em busca desta certificação. “As solicitações para obter a certificação GLOBALG.A.P. cresceram basicamente por dois motivos: a) diferenciar-se no mercado interno e se posicionar como uma empresa que oferece mais qualidade e segurança do alimento para o comprador; ou b) querem iniciar ou ampliar as exportações”, acrescenta Tamiso.

O responsável pelo desenvolvimento de novos negócios da WQS acrescenta que, embora o mercado interno não exija a certificação, algumas empresas já definiram prazos para seus fornecedores se certificarem. “É o caso do Walmart Brasil, que está cobrando a certificação GLOBALG.A.P. de forma gradativa, desde o ano passado, para todos os seus produtores de verduras e legumes”, explica.

Plano de Expansão - A AlfaCitrus, uma das cinco maiores beneficiadoras de laranjas e tangerinas do Brasil, acaba de ser certificada no padrão GLOBALG.A.P.. Emílio Favero, sócio e diretor comercial da empresa, destaca que esta certificação irá contribuir para o plano de expansão da AlfaCitrus em 2019. “No próximo ano, temos a intensão de diversificar a venda de laranjas e tangerinas, iniciando a exportação de frutas. A maior parte dos importadores exige a certificação GLOBALG.A.P. para comprar produtos do Brasil, uma vez que ela garante uma excelente qualidade das frutas e boas práticas de produção”, observa Favero.

O diretor da AlfaCitrus destaca que a certificação GLOBALG.A.P. reforça a preocupação da empresa em fornecer produtos seguros e saudáveis. “Com mais de 40 anos de tradição na produção e comercialização de laranjas e tangerinas, utilizamos sempre as melhores práticas, que unem tecnologia e trabalho manual, para garantir que os consumidores tenham acesso a ótimos produtos”.

FONTE: Revista Cultivar
#181129-05
29/11/2018

Brasil pode encerrar 2018 com recorde na exportação de soja

Os exportadores de soja em grãos têm bons motivos para comemorar o desempenho do setor ao longo de 2018, mantendo-se na liderança do ranking internacional, posição que tem-se alternado com os Estados Unidos. A projeção é a de atingir, no fechamento do ano, 80 milhões de toneladas, número que ainda pode ser acrescido em mais dois milhões de toneladas. Caso se confirme, o Brasil terá exportado uma quantidade 19,4% superior à do ano passado, de 67 milhões de toneladas).

Esse volume superou as expectativas do setor, que projetava algo em torno de 70 milhões de toneladas, de acordo com Sergio Mendes, diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Ele disse que além do câmbio favorável, dos bons preços na cotação da commoditie, esse resultado, sem dúvida, teve a influência do fato de os chineses terem sobretaxado a soja americana.

Apesar disso, o executivo destacou que “o Brasil é competitivo em qualquer situação e não precisa que os Estados Unidos tenham problemas comerciais com a China”, se referindo às negociações com o grão. Mendes informou que, sozinho, os chineses consomem 80% da soja exportada e os 20% restante seguem para outros países asiáticos e parte da Europa.

Para o próximo ano, o dirigente acredita que o setor continuará obtendo bons resultados, mas avalia ser difícil fazer qualquer projeção justificando que tudo vai depender do comportamento do mercado. “Vamos crescer em 3% na produção, mas precisamos esperar um pouco mais para estimar se as exportações poderão crescer também”.

Sergio Mendes manifestou a expectativa de que seja mantida a política de desoneração do setor por meio da Lei Kandir, já que, uma eventual revogação seria “uma burrice e uma verdadeira maldição” porque o Brasil só se tornou competitivo nesse setor justamente pelos incentivos fiscais.

Mendes também queixou-se das desvantagens de custo com seu maior competidor no mercado internacional, apontando que o país gasta por tonelada US$ 40 a mais do que os Estados Unidos para embarcar a mercadoria.

FONTE: Agência Brasil
#181129-01
29/11/2018

Exportações de carne em ritmo acelerado em novembro

Até a quarta semana do mês, média diária embarcada foi 24,6% maior do que no ano anterior

As exportações brasileiras de carne bovina têm mantido ritmo acelerado em novembro. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, até a quarta semana do mês, o Brasil exportou 107.900 toneladas de carne bovina in natura.

O volume diário embarcado foi de 7.200 toneladas, alta de 24,6% na comparação anual e 16,4% frente à média de outubro de 2018. Se o ritmo continuar, o país exportará 143.840 toneladas de carne bovina in natura no acumulado de novembro.

O dólar valorizado ante o real tem colaborado com este cenário.

Apesar do mercado externo absorver, historicamente, cerca de 20% da produção de carne bovina, esta ainda é uma importante via de escoamento e o aumento da exportação do produto pode colaborar com a maior precificação da carne no mercado interno.

FONTE: Portal DBO
#181128-06
28/11/2018

Milho: bom ritmo de exportações sustenta preços no Brasil

Bolsa de de Chicago para o milho fechou com preços mistos, próximos da estabilidade

Os preços internos do milho ficaram firmes nesta terça-feira, dia 27. Segundo o analista de Safras & Mercado Paulo Molinari, o mercado paulista foi o mais valorizado. “De uma forma geral, o movimento de exportação segue bom, aliviando a pressão da oferta interna”, disse.

A Bolsa de de Chicago para o milho fechou com preços mistos, próximos da estabilidade. Durante boa parte do dia, o mercado tentou uma recuperação técnica frente às perdas da sessão anterior. As dúvidas quanto a um acordo entre Estados Unidos e China contribuíram para a pressão negativa no fim da sessão.

Com a colheita praticamente encaminhada nos EUA, as atenções agora se voltam para o clima na América do Sul. O mercado também foca as na reunião da cúpula do G-20, que ocorre na sexta-feira e no sábado, na Argentina.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de milho. Até 25 de novembro, a área colhida estava em 94%. Em igual período do ano passado o número era de 94%. A média para os últimos cinco anos é de 96%. Na semana anterior, o percentual era de 90 pontos.

FONTE: Sistema FAEP
#181128-02
28/11/2018

Brasil abre mercado saudita de genética bovina e avícola

Arábia Saudita autorizou importações de material genético animal brasileiro pela primeira vez. Diretor da Câmara Árabe estima crescimento de 30% nas exportações de genética bovina para os árabes em 2019.

A Arábia Saudita autorizou a importação de material genético bovino e avícola do Brasil. O comunicado das autoridades sanitárias sauditas foi recebido segunda-feira (26) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Estão autorizadas as exportações brasileiras de ovos férteis, pintos de um dia, embriões bovinos “in vivo”, embriões “in vitro” e sêmen bovino.

As negociações sanitárias começaram no 2º semestre de 2017 com base em ações de prospecção de mercados realizadas pelo Mapa junto ao setor agropecuário brasileiro. Foi identificada a oportunidade de exportação desses materiais para o mercado saudita. Na foto acima, fazenda de gado leiteiro na Arábia Saudita.

O Ministério de Meio Ambiente, Água e Agricultura saudita (Mewa, na sigla em inglês) aprovou os modelos de Certificado Zoosanitário Internacional (CZI) de material genético bovino e avícola do Brasil elaborados pelo Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa. Em outubro, foi realizada uma missão técnica ao país árabe liderada pelo secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel, com o diretor do DSA, Guilherme Marques, que contribuiu para o avanço nas negociações com as autoridades árabes.

“Estimamos um crescimento de 30% na exportação de material genético bovino para os países árabes em 2019”, informou o diretor-geral interino da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Tamer Mansour. Ele disse que, com essa conquista, o Brasil está se tornando um país pioneiro no setor de tecnologia genética, e que o fato de a Arábia Saudita ter aprovado as certificações demonstra confiança do governo saudita quanto ao sistema de vigilância sanitária brasileiro, e indica que os dois governos estão “falando a mesma língua”.

Os sauditas são o segundo maior parceiro do Brasil na compra de carne de frango e já compravam ovos férteis. No setor de carne bovina, os sauditas ficam em sétimo lugar nas exportações brasileiras. Os dados são de janeiro a outubro de 2018. “Essas cooperações técnicas incrementam cada vez mais as parcerias governamentais e a iniciativa privada, tornando o Brasil não apenas um exportador, mas um parceiro estratégico na relação entre os países”, completou Mansour. Na semana passada, a Arábia Saudita havia autorizado a importação de mel e derivados do Brasil.

O Brasil já exporta material genético bovino para os Emirados Árabes Unidos e para o Egito, fazendo da Arábia Saudita o terceiro país árabe a comprar o produto brasileiro. Segundo a gerente de relações internacionais da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Icce Garbellini, o Brasil exporta material genético bovino principalmente para países da América Latina, como Colômbia, Panamá e Paraguai.

“A ABCZ vem auxiliando o Mapa nas articulações para aprovação dos protocolos sanitários em vários países, e a Arábia Saudita foi um deles”, disse Garbellini. A gerente informou que o material genético pode ser utilizado tanto para a criação de gado de corte quanto para gado de leite, dependendo da demanda do criador. “Os países árabes têm um enorme potencial e estamos trabalhando articulações com outros países da região do Oriente Médio e Norte da África”, contou.

O material genético avícola brasileiro é exportado para mais de 50 países entre Américas, Oriente Médio, África, Europa e Ásia. Entre os árabes, a Arábia Saudita entra na lista que inclui Sudão, Omã e Emirados, segundo relatório anual da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) 2018, que contém dados das exportações de 2017.

A ampliação de mercados importadores de ovos férteis e pintos de um dia do Brasil vem se expandindo nos últimos anos. Segundo Guilherme Marques, um dos principais fatores para a conquista de novos mercados foi o reconhecimento internacional da condição sanitária dos plantéis avícolas nacionais – o Brasil nunca teve casos de Influenza Aviária. Marques citou ainda, de acordo com nota do Mapa, “o nível de biosseguridade implementado pelos produtores de genética brasileira, as linhagens avícolas e a transferência de aspectos que permitem desenvolver produtos com qualidade e produtividade”.

Segundo o comunicado do Mapa, o Brasil tem ampliado o número de mercados importadores de embriões bovinos “in vivo” (estimulação hormonal dos ovários de uma vaca doadora para induzir o desenvolvimento e a maturação de vários folículos simultaneamente), embriões “in vitro” (maturação e fecundação in vitro de células sexuais produzidas nos ovários, obtidos de novilhas ou vacas) e sêmen bovinos. Marques atribuiu o crescimento do setor aos avanços sanitários das últimas décadas, e destacou o reconhecimento do Brasil pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em maio, como país livre de febre aftosa com vacinação.

O diretor citou também o melhoramento genético nas raças bovinas taurinas e zebuínas, a consolidação da produção e transferência de embriões “in vivo” e o crescente uso da fertilização “in vitro”, além do investimento pelos centros de coleta e processamento de sêmen e embriões em tecnologia e biosseguridade para atendimento a exigências internacionais.

Em nota, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, ressaltou a importância da Arábia Saudita como parceiro comercial do Brasil – o país importou mais de US$ 2,6 bilhões em produtos brasileiros em 2017, sendo mais de US$ 1 bilhão somente em carne de frango. Maggi destacou que a abertura de novos mercados ajuda na diversificação da pauta e contribui para o alcance da meta de 10% de participação do Brasil no mercado mundial de produtos agropecuários.

FONTE: ANBA - Agência de Notícias Brasil-Árabe
#181127-01
27/11/2018

Maersk vê aumento de mais de 50% em exportação de algodão do Brasil até 2020/21

As exportações de algodão em pluma do Brasil devem aumentar mais de 50 por cento nos próximos três anos, para acima de 2 milhões de toneladas, em meio a uma safra também crescente, projetou nesta terça-feira a Maersk Line, ponderando sobre a possibilidade de uma nova dinâmica nos embarques por falta de contêineres.

Em relatório, a companhia marítima disse que os envios de algodão do Brasil devem oscilar de 1,4 milhão a 1,5 milhão de toneladas na atual safra 2018/19, subindo para algo entre 2,1 milhões e 2,2 milhões em 2020/21.

No mesmo período, a produção nacional da fibra deve ir a 3 milhões de toneladas, de 2,2 milhões esperados para o ciclo vigente.

Líder em carregamento de algodão, a Maersk fez suas estimativas com base em informações obtidas junto a agentes do mercado.

As projeções da companhia são bem semelhantes às do governo brasileiro. Em seu mais recente boletim, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou uma safra de algodão 2018/19 em 2,2 milhões de toneladas, com exportações de 1,3 milhão de toneladas.

As perspectivas para este ano são recordes e refletem um aumento forte na área plantada. A semeadura se concentra nos Estados de Mato Grosso e Bahia, e a colheita se desenrola em meados do ano, com os embarques se intensificando ao longo do segundo semestre.

Mas conforme Denis Freitas, diretor da Safmarine, subsidiária da Maersk, esse pico de vendas está mais "diluído" pela falta de contêineres no país.

"As exportações tinham pico em setembro, outubro e novembro. Mas agora já estão entrando para o ano seguinte. Já temos expectativa de carregar ao longo de todo o primeiro trimestre (de 2019)", afirmou à Reuters.

O Brasil é um grande exportador de produtos, desde agrícolas até manufaturados, ao passo que importa menos do que vende ao exterior. Com isso, há menos contêineres vindo ao país e mais necessidade desses equipamentos para envios, afirmou Freitas.

É isso que tem afetado --e pode continuar afetando-- as exportações de algodão do Brasil.

"Com essa queda na importação... A gente está vendo os navios vindo para o Brasil com bem menos contêineres. Pode ter uma falta de equipamento para atender a demanda de exportação... Quando encontramos um balanço saudável entre exportação e importação, não temos o custo de trazer contêiner vazio para o Brasil", disse o diretor da Safmarine, que responde pela Costa Leste da América do Sul.

FONTE: Extra
#181112-01
12/11/2018

Só o Brasil pode elevar a produção de soja, diz executivo chinês

A China está precisando de mais soja, e o Brasil é o único lugar que pode aumentar a produção da oleaginosa, porque os EUA já estão em posição estável e a Argentina também, destacou o presidente da trading chinesa Hopefull Grain and Oil, Lin Tan, durante a palestra o “Mercado de soja em época de conflito comercial”, no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), em Cuiabá. “Somente o Brasil pode satisfazer o mercado da China”, enfatizou.

Durante a palestra, realizada na semana passada, Lin Tan disse também que a “guerra comercial” entre os Estados Unidos e a China” tem potencial de abalar a atividade econômica global, com reflexos no mercado da soja.

Segundo Lin Tan, os governos dos EUA e da China afirmam que não se trata de uma guerra comercial, mas quando um país impõe tarifas comerciais à importação de uma nação, sobretaxando os produtos de seu concorrente, pode ser entendido como uma guerra comercial.

O palestrante disse ainda que as guerras comerciais podem gerar impactos negativos para os dois lados, caso não terminem em uma solução negociada. Ele entende que, por se tratar das duas maiores potências mundiais, os conflitos tendem a afetar a economia de outros países, porque as cadeias de produção e consumo estão interligadas.

“Os conflitos podem levar a uma escalada de tarifas, aumentar os custos, as exportações e gerar um ciclo de diminuição do comércio internacional. E, consequentemente, isso “freia” o crescimento econômico global”, observou Lin Tan.

Os conflitos começaram na primeira semana de março deste ano, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs tarifas de 25% sobre a importação de aço e 10% sobre o alumínio de diversos países. Segundo o chinês, esse desequilíbrio no comércio internacional pode exercer pressão sobre o câmbio.

“O que vai ocorrer é uma valorização do dólar e uma desvalorização das moedas, especialmente nos países emergentes. A queda estimularia a exportação, mas implicaria numa importação mais cara”, apontou Lin Tan.

Os Estados Unidos têm com a China um déficit comercial, que é o que ocorre quando as suas importações são maiores do que as exportações. Para tentar equilibrar a situação, o governo Trump quer reduzir em pelo menos US$ 100 bilhões o rombo com a China. Entretanto, os países se divergem nas contas.

Consumo global da oleaginosa

Lin Tan apresentou dados de oferta e demanda mundial, ilustrando os principais países produtores e apontando a China como maior consumidora mundial da oleaginosa.

A China importou soja pela primeira vez em 1996 e, desde então, não parou mais. A nação asiática importou 28% mais soja do Brasil em setembro deste ano. Normalmente, os chineses compram a maior parte de sua soja no quarto semestre do ano nos Estados Unidos, mas, neste ano, isso mudou por causa da guerra comercial.

“As compras da oleaginosa brasileira, em setembro, totalizaram 7,59 milhões de toneladas, contra 5,49 milhões do mesmo mês em 2017. Assim, o Brasil respondeu por 95% das importações de soja da China, que foram de 8,01 milhões de toneladas, contra 73% do mesmo período no ano passado”, ilustrou.

Se a China e os EUA entrarem em um acordo no encontro do G-20, previsto para o fim deste mês, na Argentina, provavelmente os chineses vão aceitar comprar mais soja dos americanos e os prêmios no Brasil devem cair bastante, o que deve reduzir os preços para o produtor brasileiro. Caso não haja um consenso, os prêmios e os preços no Brasil continuarão como estão por mais uma safra. Mas, em longo prazo, com ou sem acerto, o mercado deve voltar ao normal.

FONTE: Agro em dia
#181109-03
09/11/2018

Exportação de café foi recorde em outubro

As exportações brasileiras de café bateram recorde mensal em outubro deste ano. Segundo dados divulgados ontem pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), os embarques somaram 3.746 milhões de sacas no mês passado, com aumento de 29,1% em relação às 2.9 milhões de sacas exportadas em igual mês de 2017.

Os volumes incluem café verde, torrado e moído, e café solúvel. Segundo o Cecafé, foram exportadas 3.091 milhões de sacas de café arábica, um aumento de 20,2% em relação à outubro de 2017. Os embarques de café conilon totalizaram 364.715 sacas, com aumento de 1.796,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Os embarques de café industrializado caíram 6,8%, para 290.942 sacas. O forte incremento das vendas externas de conilon no mês passado reflete a recuperação da safra no Espírito Santo, maior produtor da espécie no Brasil, após duas temporadas afetadas pela seca.

Apesar da alta nos volumes, a receita com as vendas externas de café em outubro ficou praticamente estável em relação a igual mês de 2017 (alta de 0,7%) e somou US$ 490.289 milhões. A razão é que o preço médio na exportação continua em queda, em decorrência da pressão nas cotações internacionais. Em outubro, o valor médio da saca foi US$ 130,86 por saca, 22% abaixo de igual mês de 2017.

No acumulado de janeiro a outubro, as exportações brasileiras de café alcançaram 27.501 milhões de sacas (café verde e industrializado), com alta de 10,3% sobre igual intervalo de 2017. Mas com os preços internacionais deprimidos, a receita com exportações de café no período caiu 4,9%, para US$ 4.042 bilhões.

Segundo o Cecafé, as vendas externas de arábica no período totalizaram 22.408 milhões de sacas, com alta de 2,6% sobre janeiro a outubro de 2017. Os embarques de conilon, por sua vez, cresceram expressivos 874,5% no período, para 2.072 milhões de sacas. O avanço também reflete a retomada produção capixaba.

“Os volumes de exportação de café foram muito positivos no mês de outubro, registrando um novo recorde de volume mensal atingido. Continuamos com os problemas de rolagem dos embarques nos navios. Caso contrário, poderíamos ter atingido o patamar de quatro milhões de sacas”, disse, em nota, Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.

“Os dados indicam uma performance positiva para os próximos meses, encerrando o ano civil com bons resultados e consolidando cada vez mais a liderança do Brasil em volumes exportados e o compromisso com a qualidade e a sustentabilidade”.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181109-02
09/11/2018

Por conta dos direitos de exportação, Argentina deve plantar 1 mi ha a menos em 2019

Por conta do aumento dos direitos de exportação, as chamadas "retenciones" e a volta de casos nos quais os impostos tinham baixado para 0%, como no trigo e no milho, entre outros produtos, a próxima safra agrícola deverá ter uma queda de um milhão de hectares na área plantada.

Além disso, por efeito dessas medidas que impactam sobre as decisões dos produtores, na soma das safras 2018/19 e 2019/20 a Argentina deverá ter 0,2% e 0,4% de crescimento, respectivamente.

Esses dados são de um boletim do Instituto de Economia da Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Em setembro do ano passado, a soja teve um direito de exportação efetivo de 28%, com 18% fixos e o restante proveniente do novo esquema de AR$4 por dólar exportado. Contudo, o trigo, o milho, o girassol, entre outros produtos, passaram a ter também o esquema de AR$4 por dólar exportado.

Segundo o trabalho, as medidas impactarão de maneira negativa sobre a área plantada, o investimento por hectare, a produção, a moagem e as exportações.

"Como boa parte das decisões de plantio para a safra 2018/19 já estavam tomadas quando foram feitos os anúncios, a próxima safra apenas que irá refletir completamente os efeitos: a redução da superfície plantada poderá alcançar um milhão de hectares, com o ajuste mais importante na área de milho (-5,3%)", destaca o trabalho.

Vale lembra que em setembro do ano passado a entidade projetou um plantio total de 33,53 milhões de hectares, com um aumento de 3,6% versus o ciclo anterior.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181109-01
09/11/2018

Exportação de carne bovina no acumulado até outubro. Dados de 10 anos!

Os dados de exportação de carne bovina do Brasil no acumulado de 2018, até outubro, é recorde histórico.

O ano de 2018 tem tudo para ser recorde histórico quando o assunto é embarques e faturamento de carne bovina, como sugerem os dados apresentados na Tabela abaixo.

Entre janeiro e outubro de 2018 o Brasil exportou o equivalente a US$4,59 bilhões em carne bovina, valor 11,2% superior ao faturamento observado no mesmo período de 2017 e inferior apenas ao total faturamento para o período, em 2014.

Apesar do faturamento na parcial de 2018 ser inferior a receita apurada em 2014, em termos de embarques de carne bovina, o valor de 2018 é recorde histórico para o período. Isso porque em 2018, até outubro, o Brasil exportou 1.096 mil toneladas de carne bovina in natura, valor 11,2% maior que o total comercializado em 2017 e superior ao recorde anterior de 2014, quando o País vendeu 1.028,9 mil toneladas de carne bovina in natura.

Pois é, em 2018 o faturamento apenas não é recorde histórico porque o preço médio da carne bovina é menor quando comparado ao preço praticado em 2014. Em 2014 o preço médio da carne bovina exportada do Brasil foi de US$4,71 mil por tonelada, enquanto entre janeiro e outubro de 2018 a média foi de US$4,19 mil por tonelada.

Vale destacar também que a exportação de carne bovina do Brasil cresceu 86,8% na última década, saindo de um faturamento de US$2,46 bilhões entre janeiro e outubro de 2009 para US$4,59 bilhões em 2018. Já em termos de embarques, o crescimento foi de 42,4% no período, variando de 769,3 mil toneladas para 1.096,0 mil toneladas.

Aliás, a Figura a seguir ilustra a evolução do ritmo de embarques de carne bovina do Brasil no acumulado até outubro de cada ano, de 2009 a 2018, em mil toneladas.

 

FONTE: Farmnews
#181108-02
08/11/2018

Exportação de carne suína sobe 11% em outubro

As exportações de carne suína in natura registraram alta de 11% em outubro deste ano, totalizando 54,3 mil toneladas. As informações divulgadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicaram que em receita, houve retração de 18,8%, alcançando US$ 97,3 milhões.

Considerando as vendas registradas entre janeiro e outubro, os embarques do setor alcançaram 450,2 mil toneladas, volume 10,5% menor que as 502,9 mil toneladas exportadas em 2017. Em receita, as vendas de 2018 atingiram US$ 925,8 milhões, 26,1% a menos que o saldo dos 10 primeiros meses do ano passado, com US$ 1,252 bilhão.

“A China continua se destacando como destino com maior elevação nas importações, compensando as perdas causadas pelo fechamento do mercado russo, agora, reaberto para o Brasil. As vendas para mercados da América do Sul, como Argentina, Chile e Uruguai, juntamente com Angola, também ajudaram a sustentar o bom desempenho de outubro”, explica Ricardo Santin, diretor-executivo da entidade.

Carne de frango
O levantamentos da ABPA também mostrou que os embarques de carne de frango totalizaram em outubro 366,3 mil toneladas, volume que supera em 0,4% as exportações realizadas no mesmo mês do ano passado, com 364,3 mil toneladas.

Em receita, as vendas do período alcançaram US$ 578,5 milhões, número 8,3% menor que o resultado obtido em outubro de 2017, com US$ 631,2 milhões.

No acumulado do ano, o setor exportou 3,425 milhões de toneladas, volume 6,7% menor que as 3,673 milhões de toneladas embarcadas entre janeiro e outubro de 2017. Em receita, a retração é de 11,2%, com US$ 5,4 bilhões de toneladas nos 10 primeiros meses deste ano, contra US$ 6,1 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

“A média das exportações registradas ao longo deste segundo semestre, de 397 mil toneladas mensais, superam em mais de 8% do desempenho alcançado no ano passado, o que confirma a perspectiva de recuperação apontada pela ABPA para 2018”, destacou Francisco Turra, presidente da entidade.

FONTE: Alvorada Notícias
#181108-01
08/11/2018

Abiove prevê crescimento de 2,6% na exportação de soja em 2018, de 77 milhões para 79 milhões de toneladas

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) divulgou, nesta terça (6), as estatísticas mensais do complexo soja. Neste ano, a entidade projeta que o Brasil, maior exportador mundial de soja, finalize 2018 com alta na produção e nos embarques.

A estimativa de produção foi revisada para cima 0,8%, de 119,5 para 120,5 milhões de toneladas enquanto a projeção de exportação aumentou 2,6%, passando de 77 milhões para 79 milhões de toneladas de soja em grão. Segundo Daniel Furlan Amaral, economista-chefe da ABIOVE, o cenário atual é decorrente dos efeitos do embate comercial entre Estados Unidos e China.

Para o farelo, a associação estima que os números se manterão estáveis para esse ano. A produção esperada é 32,8 milhões de toneladas e a exportação em 16,750 milhões de toneladas.

A Abiove aumentou a previsão de exportação de óleo em 3,6%, de 1,4 milhão para 1,450 milhão de toneladas. A China também é o principal destino desses embarques.

Já para os estoques finais de soja é esperado uma redução de 27,3%, de 1,465 para 1,065 milhões de toneladas. O farelo poderá continuar com 2,694 milhões de toneladas.

2019
Para o ano que vem, a Abiove prevê redução de 6,5% para a exportação de soja, 73,9 milhões de toneladas, ante 79 milhões de toneladas da previsão para 2018.

No farelo, a entidade projeta que a exportação cairá 3,3%, de 16,750 para 16,2 milhões de toneladas e a produção reduzirá 0,6%, de 32,8 para 32,6 milhões de toneladas.

A aprovação da mistura do aumento do biodiesel para B11, a partir de junho, deve aumentar a demanda interna do óleo. A Abiove estima crescimento do consumo de 7,9%, passando de 7,6 para 8,2 milhões de toneladas. Com a demanda maior, a associação projeta que o embarque no exterior diminuirá 72,4%, de 1450 para 400 mil toneladas.

Para o próximo ano, a ABIOVE projeta estoques finais de 1,365 milhão de toneladas para a soja, 2,894 milhões de toneladas para o farelo e 113 mil toneladas para o óleo de soja.

FONTE: Revista Cultivar
#181106-01
06/11/2018

JBS fecha acordo de US$ 1,5 bi com Alibaba para vender carnes à China

A JBS assinou hoje um memorando de entendimentos com a Win Chain, subsidiária do grupo chinês Alibaba, para exportar carnes do Brasil ao país asiático nos próximos três anos. O acordo, de US$ 1,5 bilhão (mais de R$ 5,5 bilhões ao câmbio de hoje), foi fechado na feira China International Import Expo (CIIE), em Xangai. A expectativa é que os primeiros embarques do contrato aconteçam em 30 dias.

Em entrevista ao Valor, o presidente da JBS Carnes, Renato Costa, disse que a carne bovina deverá ser o produto incluído no contrato mais demandado pelos chineses. Segundo o executivo, a JBS já vinha desenvolvendo cortes e embalagens de carne para atender ao comércio eletrônico.

Em parceria com a Win Chain, braço de alimentos frescos do Alibaba, a empresa brasileira já havia feito alguns embarques “piloto”, disse Costa. Na China, a logística de distribuição dos produtos da JBS ficará por conta da Win Chain. “Eles têm toda a plataforma logística”, acrescentou.

Segundo Costa, o acordo firmado com a JBS faz parte de um pacote de US$ 200 bilhões em compras assinado hoje pela Win Chain com diversas empresas de alimentos. Ao longo dos próximos quatro anos, o braço do Alibaba gastará US$ 50 bilhões anuais em importação.

Atualmente, a JBS conta com seis frigoríficos de bovinos no Brasil autorizados a vender aos chineses. De acordo com o executivo, essas unidades são capazes de cumprir o novo contrato com a Win Chain e também com os atuais fornecedores. A China já é o maior destino das exportações de carne bovina da JBS a partir do Brasil, disse o executivo.

Neste ano, lembrou Costa, a JBS investiu R$ 45 milhões para ampliar a capacidade dos frigoríficos de Iturama e Ituiutaba, em Minas Gerais. Essas duas unidades estão entre as plantas autorizadas a exportar aos chineses. Além dessas, a JBS também pode vender pelas unidades de Lins (SP), Andradina (SP), Mozarlândia (GO) e Barra do Garças (MT).

Entre janeiro e setembro, o Brasil exportou 227,6 mil toneladas de carne bovina à China, o que representou 18% do volume total comercializado no período, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. Em receita, as importações chinesas renderam mais de US$ 1,2 bilhão.

Durante a China International Import Expo (CIIE), uma das maiores feiras da China, a JBS ocupou posição de destaque. Na abertura do evento, Renato Costa representou a empresa em um encontro privado com o presidente da China, Xi Jinping. Desse encontro participaram 21 CEOs de todo o mundo. Costa foi o único de uma empresa sul-americana.

FONTE: Valor Econômico
#181106-02
06/11/2018

Exportações do agronegócio batem recordes em 2018

Volume recorde e desvalorização do real favorecem faturamento com exportações

As exportações brasileiras do agronegócio continuam registrando volumes recordes em 2018, segundo indicam pesquisas realizadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. De janeiro a setembro, a quantidade embarcada superou em 1% à do mesmo período do ano passado. Quanto ao faturamento, já atingiu US$ 76 bilhões na parcial de 2018, favorecido pela recuperação do dólar nesse período. O faturamento em moeda nacional aumentou mais de 10%, devido à desvalorização de 9% do Real.

Os Pesquisadores do Cepea indicam que a soja em grão foi o carro-chefe do resultado positivo de janeiro a setembro de 2018, tendo a China como principal destino – o país asiático absorveu quase 80% das vendas brasileiras da oleaginosa em 2018.

De janeiro a setembro de 2018, a China se manteve como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com participação de mais de 34% do total, seguida pelos países da Zona do Euro (13%) e dos Estados Unidos (6%).

Outro produto importante é a carne bovina. Do total da carne brasileira exportada de janeiro a setembro, quase 28% tiveram a China como destino – o país figura como segundo principal destino das exportações brasileiras desse produto, atrás apenas de Hong Kong.

A inflação ao redor da meta e a redução nas taxas de juros podem favorecer os investimentos na produção agrícola, o que contribui para que a oferta brasileira de alimentos, fibras e energia continue em expansão nos próximos meses. Além disso, a demanda internacional parece se manter firme, com a China demonstrando forte disposição em aumentar suas compras de alimentos.

Em relação ao Real, a definição do quadro político nacional deve trazer certa estabilidade à moeda nacional neste fim de 2018. A oferta brasileira elevada na última safra e os preços externos em patamares altos devem ser fatores essenciais para que o setor mantenha o bom desempenho nos últimos meses de 2018.

FONTE: Suinocultura Industrial
#181105-05
05/11/2018

Soja começa novembro com alta

Os preços da soja no Brasil iniciaram o mês de novembro em alta, motivados pelo crescimento de 3,75% das cotações em Chicago e pela possibilidade do retorno ao entendimento entre os Estados Unidos e a China. De acordo com o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, a alta foi leve, com a maioria dos mercados permanecendo inalterados. 

“A maioria dos mercados permaneceu parado, com os agricultores mais voltados para o plantio do que para a comercialização. A exceção foi o MT, onde foram negociadas cerca de 30.000 toneladas no mercado spot no sul do estado, a preços entre R$ 72,00 em Campo Verde e Primavera do Leste e R$ 75,00 em Rondonópolis”, escreveu o especialista. 

Segundo Pacheco, a tendência futura depende de dois fatores fundamentais. O primeiro deles é a resolução das negociações entre EUA e China, para as cotações de Chicago e o segundo os rumos que o próximo governo tomar na implantação das medidas de ajuste fiscal e retomada da economia, para o dólar. “Com relação à produção, as perspectivas são boas, para o Brasil, até o momento”, completa. 

“As exportações de soja do Brasil cresceram em outubro tanto na comparação mensal quanto na anual, a um recorde para o mês, mostraram dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgados nesta quinta-feira, com o apetite da China pela commodity mantendo fortes os embarques do maior exportador global da oleaginosa”, informa. 

Isso porque, foram vendidas 5,3 milhões de toneladas de soja para o exterior no mês passado. Um volume 16% maior do que o mês anterior e duas vezes superior ao indicado no mesmo período do ano passado. Com isso, as exportações brasileiras de soja acumularam nos 10 primeiros meses de 2018 cerca de 74,5 milhões de toneladas”, finaliza.

FONTE: Jornal Integração
#181105-04
05/11/2018

Soja: Exportação do complexo cresce 79,8% em receita ante out/2017

As exportações brasileiras do complexo soja somaram 6,574 milhões de toneladas em outubro, com receita de US$ 2,609 bilhões. Em relação a igual período de 2017, o volume aumentou 69,5% e a receita, 79,8%. Já ante setembro deste ano foi registrado aumento de 9,9% na quantidade embarcada e de 8,9% no faturamento. Os dados foram divulgados nesta tarde pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Neste ano, a demanda pela oleaginosa brasileira aumentou com a quebra na safra de soja da Argentina e a disputa comercial entre Estados Unidos e China. Isso, aliado à safrinha menor de milho, fez com que a janela de exportação de soja, que tradicionalmente ocorre no primeiro semestre, se estendesse ao longo do terceiro trimestre. Os embarques de soja em grão seguem em patamar bem mais alto do que em igual período do ano passado, embora já estejam bem abaixo dos observados em agosto.

As exportações de soja em grão somaram 5,353 milhões de toneladas em outubro. Na comparação com igual período de 2017, quando foram embarcados 2,486 milhões de toneladas, o aumento chega a 115,3%. O faturamento com as vendas externas do grão atingiu US$ 2,108 bilhão no mês passado, crescimento de 124,4% em relação a outubro de 2017 (US$ 939,5 milhões). Na comparação com setembro, quando foram embarcados 4,610 milhões de toneladas, as exportações subiram 16,1% em volume. Em receita, o aumento foi de 15,1% ante o total de US$ 1,831 bilhão de agosto. O preço médio do produto exportado foi de US$ 393,80/tonelada, ante US$ 397,20/t em setembro e US$ 377,80/t em outubro do ano passado.

De farelo de soja, o volume exportado somou 1,141 milhão de toneladas, queda de 10,5% em relação a outubro de 2017, quando o Brasil enviou ao exterior 1,275 milhão de toneladas. Ante setembro, a queda foi de 11,4%. Naquele mês, o País exportou 1,289 milhão de toneladas. A receita com a exportação em outubro totalizou US$ 447,6 milhões, incremento de 5,7% em relação aos US$ 423,5 milhões de igual período de 2017. Em relação a setembro, quando o Brasil havia obtido receita de US$ 508,3 milhões, o recuo foi de 11,9%.

Ainda entre os derivados, os embarques de óleo de soja somaram 79,2 mil toneladas em outubro, queda de 31,5% em relação a igual mês de 2017, quando as exportações haviam totalizado 115,6 mil toneladas. Quando comparado a setembro (84,6 mil toneladas), houve recuo de 6,4%. A receita obtida com os embarques de óleo de soja somou US$ 53,1 milhões em outubro. O recuo foi de 39,9% ante o valor registrado em igual período do ano passado, de US$ 88,3 milhões. Na comparação com setembro (US$ 56,1 milhões), houve queda de 5,3% (Broadcast, 1/11/188).

FONTE: Brasil Agro
#181105-03
05/11/2018

Exportação agropecuária tem entrave e oportunidade

Embaixada do Brasil em Pequim alerta que o País poderá ingressar na OMC contra cobranças extras

A pauta brasileira de exportações agropecuárias para a China é bastante centrada na soja, mas ainda assim tem espaço para diferentes produtos e potencial de expansão. Mas também tem problemas a serem resolvidos. Enquanto o fluxo da venda de soja segue em alta, o Brasil tenta ampliar o mercado de carnes, por exemplo. Mas, é no segmento animal que hoje se concentram duas negociações para superar entraves chineses.

Estão entre os focos de trabalho da diplomacia do Brasil em Pequim a venda de miúdos de gado e o fim da sobretaxa ao frango. Atualmente, o Brasil vende as partes menos nobres do rebanho bovino, como miúdos, apenas para Hong Kong. Mas, de acordo com Hugo Peres, um dos responsáveis pela área do agronegócio brasileiro na embaixada brasileira em Pequim, questões sanitárias são o que ainda impedem o ingresso do produto em todo o continente.

"Já exportamos para Hong Kong, mas para a China continental ainda não, porque não atualizaram o status sanitário do Brasil, referente a doença da vaca louca, pela qualificação da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal). Estamos negociando para que aceitem essa qualificação, onde o Brasil tem o melhor status possível", explica Peres.

Enquanto avança na questão dos miúdos de gado, as tratativas para encerrar a sobretaxa ao frango brasileiro podem migrar para uma esfera maior. Desde o início do ano, a China decidiu sobretaxar o frango alegando dumping. Peres defende que a acusação de dumping é motivada por pressão de produtores de frango do gigante asiático e partem de uma premissa errada.

A embaixada do Brasil alerta queo País poderá ingressar na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a cobrança extra à produção avícola brasileira. "O Brasil fornece 84% das importações de frango da China. E eles têm uma produção interna relevante e sofrem pressões dos produtores para proteger o seu mercado", avalia Peres. O argumento de dumping estaria baseado em um cálculo errado, segundo Peres, porque levam em conta o preço a partir de um somatório de tudo que é vendido. E como o preço do pé de galinha, amplamente consumido na China é muito barato, já que no Brasil é descartado e no país asiático valorizado, isso colocaria o valor médio abaixo do real.

Peres ressalta, porém, que, apesar de a carne de frango e de gado serem produtos importantes, o Brasil ainda não tem nenhuma frente aberta no mercado de frutas. "O Brasil não exporta nenhuma fruta para cá, ao contrário de muitos outros países latinos. Estamos com negociação para começar a exportar melão", diz Peres.

No segmento de grãos, o diplomata avalia que há espaço para a venda de sorgo para alimentação animal, já que a China importa 90% do produto dos Estados Unidos. E com a guerra comercial, deverá mudar os fornecedores. Mas é a soja, claro, que segue despertando o grande apetite chinês. Também atuante na área econômica da embaixada, Ricardo Andrade destaca que neste ano a oleaginosa brasileira expandiu significativamente sua presença no país asiático.

"Neste ano, o Brasil já respondeu por 70% de toda a soja importada pela China. No ano passado, foram 51%", ressalta Andrade, que aponta este como sendo um reflexo da guerra comercial com os Estados Unidos. O avanço do país asiático sobre a soja brasileira, no entanto, não se limita à compra de grãos, mas também a investimentos diretos no Brasil. A internacionalização das empresas chinesas em toda a cadeia produtiva da oleaginosa é tema do pesquisador brasileiro Tomaz Fares. Doutorando pela Universidade de Londres, ele está na China levantando dados sobre o setor.

"A minha ideia é entender os investimentos chineses no Brasil, em toda a cadeia da soja. Passando por empresas como a Cofco (empresa chinesa de beneficiamento de soja), portos, processamento, produção e aquisição de empresas", explica Fares.

FONTE: Jornal do Comércio
#181105-02
05/11/2018

Brasil negocia aumento de exportação de farelo de soja para China, diz Abiove

A indústria de processamento de soja do Brasil está negociando com autoridades do governo da China maneiras de elevar as exportações de farelo de soja para o gigante asiático, que já compra cerca de 80 por cento das exportações brasileiras de soja em grão, disse a Abiove nesta segunda-feira.

Em vídeo mostrado para participantes de uma conferência sobre biodiesel em São Paulo, o presidente da Abiove, André Nassar, disse que há necessidade de um equilíbrio entre as exportações de grãos e farelo do país, para ajudar os processadores locais, que estão enfrentando um aumento dos custos da matéria-prima.

Nassar integra uma delegação brasileira que está acompanhando uma missão do Ministério da Agricultura em uma viagem à China nesta semana para discutir o comércio agrícola.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181104-01
04/11/2018

Algodão: exportação cai 2,91% em volume e sobe 5,91% em receita

O Brasil exportou em outubro 163,0 mil toneladas de algodão, 2,91% menos que em igual período do ano passado, quando foram embarcadas 167,9 mil toneladas. Em receita, as vendas externas da pluma renderam US$ 282,8 milhões, 5,91% acima dos US$ 267 milhões faturados em outubro de 2017.

Conforme os dados divulgados nesta tarde de quinta-feira, 1, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), em relação a setembro o resultado é positivo, com aumento de 124,5% no volume (72,6 mil toneladas em setembro/2018) e 121,8% na receita (US$ 127,5 milhões em setembro/2018).

No acumulado dos dez primeiros meses de 2018, o Brasil exportou 502,1 mil toneladas de algodão, com receita de US$ 870,7 milhões.

O preço médio da tonelada de algodão exportada em outubro foi de US$ 1.735,20, ante US$ 1.757,00 em setembro deste ano e US$ 1.590,60 em outubro do ano passado.

FONTE: Jornal Integração
#181025-02
25/10/2018

Exportação de carne bovina diminui, mas segue acima do registrado em 2017

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, até a terceira semana de outubro o Brasil exportou 95,1 mil toneladas de carne bovina in natura.

O volume diário embarcado foi de 6,8 mil toneladas, queda de 14,4% na comparação com a média diária de setembro último. Entretanto, na comparação com outubro de 2017, houve alta de 20,2%.

Caso o ritmo de embarque continue até o fim do mês, o país deverá exportar 149,42 mil toneladas, o que seria o segundo maior volume exportado.

A desvalorização do dólar frente ao real explica a queda do embarque em outubro em relação ao mês anterior.

Porém, mesmo com a variação cambial, o dólar segue em patamares mais altos em relação ao ano anterior.

FONTE: Scot Consultoria
#181025-01
25/10/2018

Produção deve subir 50% nos próximos 5 anos

Em discurso no Partnership Meeting 2018, o encontro anual da World Cocoa Foundation (WCF), a Fundação Mundial do Cacau, em São Paulo, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) estimou aumento da produção brasileira de cacau em 50% nos próximos cinco anos, atingindo 300 mil toneladas anuais, e aumento de 100% na produção de amêndoas em dez anos.

O ministro, que destacou a sustentabilidade da produção agropecuária do País, disse que esse aumento está previsto no Plano de Expansão Sustentável da Produção. E lembrou que, na Amazônia, de onde o fruto é originário, tem revelado crescimento médio de 10 mil hectares por ano de sistemas agroflorestais com o produto, incluindo a recuperação de áreas degradadas. Como árvore nativa desse bioma, foi inserida na Linha ABC do Plano Safra 2018/2019 para o crédito agrícola.

O evento internacional acontece pela primeira vez no Brasil e visa ações voltadas às parcerias público-privadas do setor. Entre as metas do setor produtivo, de acordo com a Ceplac, vinculada ao Mapa, é retomar a posição do Brasil de maior produtor mundial de cacau, que tinha na década de 1980, quando produzia 400 mil toneladas anuais.

Exportação – Blairo Maggi adiantou que estão em andamento “tratativas finais visando reconhecimento internacional para exportar 20% do cacau brasileiro com selo de qualidade diferenciada. Queremos vender para o mundo o cacau ‘fino e de aroma’, para entrarmos no seleto clube dos 12 países que possuem essa distinção, o que vai nos possibilitar vender o produto especial pelo dobro do preço médio comercializado atualmente”.

Isso será possível, segundo o ministro, com o retorno do País como membro efetivo, com direito a voto, do International Cocas Organization (ICCO). “Às vezes, não é dada a devida importância a um fórum como esse ou outro. Mas é nesses fóruns que saem as linhas para o futuro, onde são estabelecidas as políticas. Por isso a importância de estar todo mundo junto”.

Maggi disse ainda que “temos um grande mercado a conquistar com a venda de produtos com maior valor agregado. O Brasil tem a tendência à especialização em produção de chocolates orgânicos, chocolate gourmet, entre outros nichos de mercado que queremos e podemos alcançar”.

O Brasil possui todos os elos da cadeia produtiva do cacau e do chocolate, desde a produção de amêndoas, passando pelo processamento, até chegar à produção do chocolate. “É uma vantagem competitiva rara que possuímos e temos que explorá-la”, afirmou.

FONTE: Diario do Comércio
#181024-09
24/10/2018

Exportações da soja na primeira quinzena de outubro atingem recorde

A guerra comercial entre China e EUA contribuiu para o aumento dos embarques nacionais neste mês, aponta analista

As exportações da soja brasileira na primeira quinzena de outubro atingem recorde para o mês, mostram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

De acordo com analista de mercado da Terra Agronegócio Ênio Fernandes, a guerra comercial entre Chinas e EUA contribuiu para o aumento dos embarques nacionais.

FONTE: Canal Rural
#181024-08
24/10/2018

Produção brasileira de celulose cresce 10,2% em setembro, diz Ibá

A produção brasileira de celulose em setembro cresceu 10,2 por cento sobre o mesmo mês do ano passado, para 1,769 milhão de toneladas, conforme dados preliminares divulgados pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) nesta quarta-feira.

As exportações da matéria-prima subiram 7,6 por cento na mesma comparação, para 1,186 milhão de toneladas, enquanto o consumo aparente aumentou 14 por cento, para 595 mil toneladas, disse a entidade representativa do setor.

No acumulado do ano até setembro, o Brasil produziu 15,776 milhões de toneladas de celulose, superando em 10 por cento o volume apurado nos nove primeiros meses de 2017, de acordo com o levantamento. Já os embarques internacionais da matéria-prima cresceram 10,7 por cento no período, para 11,079 milhões de toneladas.

Enquanto isso, a produção de papel em setembro aumentou 0,5 por cento sobre igual mês um ano atrás, para 890 mil toneladas. O total produzido nos nove primeiros meses de 2018 somou 7,768 milhões de toneladas, queda de 0,4 por cento ano a ano.

As vendas domésticas de papel ficaram estáveis em 465 mil toneladas no mês passado, enquanto as exportações avançaram 3 por cento em relação a setembro de 2017, para 174 mil toneladas.

De janeiro a setembro, foram vendidas 4,039 milhões de toneladas de papel ao mercado interno, alta de 1 por cento sobre o mesmo intervalo do ano passado. Os embarques, no entanto, caíram 6,6 por cento no acumulado de 2018, para 1,481 milhão de toneladas.

No caso dos painéis de madeira, as vendas domésticas em setembro subiram 6,5 por cento ano a ano e as exportações caíram 9,3 por cento nessa comparação. No acumulado do ano, houve alta de 5 por cento nas vendas domésticas e de 2,3 por cento nos embarques ao exterior.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181024-07
24/10/2018

Exportação de carne bate recorde em agosto, diz Abrafrigo

A exportação total de carne bovina (in natura e processada) alcançou 173.826 toneladas em agosto, estabelecendo um novo recorde mensal no setor, e representou um crescimento de 19% sobre agosto de 2017, quando as exportações foram de 145.550 toneladas. A receita cambial no mês passado aumentou 16%, passando de US$ 605,3 milhões em agosto de 2017 para US$ 699,8 milhões em igual mês de 2018.

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por meio da Secex/Decex.

Segundo a Abrafrigo, o total exportado já supera 1 milhão de toneladas nos oito primeiros meses de 2018: até agosto de 2017, haviam sido exportadas 929.284 toneladas e, neste ano, foram embarcadas 1.014.841 toneladas, num aumento de 9%. A receita correspondente é de US$ 3,77 bilhões em 2017 e, neste ano, já alcança US$ 4,2 bilhões, um crescimento de 12%. A associação prevê que até o fim do ano o País atingirá a meta de crescer 10%, ultrapassando 1,5 milhão de toneladas de carne bovina exportada.

A China continua comandando o crescimento das exportações brasileiras. Pela Cidade Estado de Hong Kong foram movimentadas 249.808 toneladas nos oito primeiros meses do ano, num crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2017, enquanto pelo continente a movimentação somou 191.118 toneladas, num aumento de 49% em relação ao ano passado.

O Egito também vem ampliando suas importações (+25%), com 104.180 toneladas; Chile (+92%), com 75.062 toneladas e quase todos os países integrantes da União Europeia.

A Abrafrigo destaca, ainda, a participação do Uruguai que, em 2017, até agosto, tinha importado apenas 2 mil toneladas da carne bovina brasileira e neste ano comprou 35.834 toneladas, se encontrando na sexta posição entre os maiores clientes do País.

Além da Rússia, que não faz negócios envolvendo carne bovina brasileira desde dezembro de 2017, as maiores quedas nas importações entre os grandes clientes do Brasil foram: Estados Unidos (-30%); Irã (-25%) e Arábia Saudita (-23%). No total, até agosto, 95 países ampliaram as aquisições e outros 55 reduziram as compras de carne bovina brasileira.

FONTE: Cuiabá Hoje
#181024-02
24/10/2018

2019: tendências da exportação mundial de carne de frango

Em suas primeiras projeções sobre o provável comportamento das exportações mundiais de carne de frango em 2019, o Departamento de Agricultura dos EUA estima que as vendas externas do produto brasileiro aumentarão perto de 2,5%, ou seja, menos que a média mundial (+4,18%), menos que os EUA (+2,85%) e bem menos que dois antigos integrantes da União Soviética, Ucrânia e Rússia, cujas exportações tende a um crescimento de, respectivamente, 16% e 20%. Isto para não falar da Argentina, que pode aumentar suas vendas em 16%.

O desempenho previsto para os nossos vizinhos é exuberante. Mesmo assim não se pode deixar de notar que, em comparação a 2014 (um quinquênio), o previsto é uma redução superior a 47% e que não é exclusividade da avicultura argentina: no período, as exportações dos norte-americanos decrescem acima de 3% e a do Canadá 5%. Enquanto as brasileiras crescem pouco mais de 6%.

É verdade, neste caso, que estamos abaixo da média mundial (quase 11% de acréscimo no quinquênio) e muito aquém, entre outros, de União Europeia e Tailândia (+32% e +64%, respectivamente). Mas a baixa evolução das exportações brasileiras está relacionada, também, à expansão de exportadores que, até recentemente, eram grandes importadores de carne de frango. Casos, por exemplo, da Rússia (+260%), da Ucrânia (+108%) e de Belarus (+63%).

Segundo o USDA, o volume total previsto para 2019 representa novo recorde mundial. Mas o recorde não se aplica ao Brasil que, nas estatísticas do órgão norte-americano, exportou seu maior volume em 2016, ocasião em que a quantidade embarcada ficou em 3,889 milhões de toneladas e representou 36,3% do total exportado mundialmente (notar, em relação a esse volume, que o USDA desconsidera as exportações de pés/patas de frango).

 

FONTE: Avisite
#181024-01
24/10/2018

Exportação de algodão do Brasil deve atingir recorde de 1,2 mi t em 18/19, diz Anea

A exportação de algodão em pluma do Brasil deverá atingir a marca de histórica de 1,2 milhão de toneladas no período de julho de 2018 a junho de 2019, após uma safra recorde, estimou nesta quarta-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

O volume apagaria o recorde verificado na exportação da commodity do país entre julho de 2011 e junho de 2012, quando o Brasil embarcou 1,03 milhão de toneladas.

Desde então, o volume embarcado oscilava entre 500 mil e 900 mil toneladas ao ano.

"O momento representa uma ótima oportunidade para o país, que produz algodão em grande escala com tecnologia e responsabilidade socioambiental, fazendo com que o Brasil seja o maior fornecedor de algodão certificado do mundo", disse em nota o presidente da Anea, Henrique Snitcovski.

De acordo com a associação, mercado de algodão brasileiro está em um novo patamar.

Com uma safra recorde de 2,1 milhões de toneladas registrada na temporada 2017/2018, a qualidade do produto ofertado no mercado internacional, preço competitivo e câmbio favorável, o Brasil tem o potencial de se tornar o segundo maior exportador mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, reiterando avaliação do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) também tem tal avaliação, apostando na demanda da China.

Atualmente, o país ocupa a quarta posição no ranking global da exportação desta commodity, depois de Estados Unidos, Índia e Austrália, segundo a Anea.

"O Brasil está bem consolidado nos principais mercados consumidores de algodão e ainda há espaço para expansão dessa atuação. Esse é um bom momento por conta da qualidade, da regularidade no fornecimento, da perspectiva de uma melhor absorção do produto brasileiro nos principais países consumidores", disse Snitcovski.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181023-02
23/10/2018

Exportação de milho do Brasil perde ritmo em relação a setembro e soja mantém a força

As exportações de milho do Brasil somaram em outubro 162.400 toneladas por dia em média, até a terceira semana do mês, contra 180.000 toneladas na média de setembro, segundo dados divulgados ontem (22/10) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Faltando uma semana e meia para o final do mês, o volume de milho exportado no acumulado de outubro somou 2.27 milhões de toneladas, contra 3.4 milhões de toneladas no mês passado. Em outubro do ano passado, o Brasil, um dos maiores exportadores globais de milho, embarcou mais de cinco milhões de toneladas.

Com os embarques já realizados, as exportações de milho do Brasil, de acordo com dados do governo, somam no acumulado do ano cerca de 15 milhões de toneladas. De janeiro a setembro do ano passado, haviam acumulado 16.7 milhões de toneladas.

Os embarques do cereal foram prejudicados este ano pelos custos adicionais decorrentes da tabela de frete rodoviário mínimo, estabelecida após a greve dos caminhoneiros em maio.

Integrantes do mercado falaram anteriormente que o Brasil pode exportar cerca de 20 milhões de toneladas em 2018, contra mais de 30 milhões de toneladas no ano passado.

Soja mantém a força

As exportações de soja do Brasil, maior exportador global da oleaginosa, estão fortes, na esteira da demanda da China, registrando média diária para outubro superior à fechada de setembro (280.500 toneladas, contra 242.700 toneladas).

Com isso, os embarques em outubro se aproximaram de quatro milhões de toneladas, contra 4.6 milhões de toneladas em setembro e 2.5 milhões de toneladas em outubro de 2017.

As exportações no acumulado do ano já somam 73.1 milhões de toneladas, segundo dados do governo. No ano passado, de janeiro até setembro, tinham somado 61 milhões de toneladas.

FONTE: SNA - Sociedade Nacional de Agricultura
#181023-01
23/10/2018

Comércio internacional: RS vai retomar exportação de carne de frango para o Chile

A documentação que oficializa a decisão deve ser enviada ao Brasil até o fim do mês

O Chile vai retomar as compras de carne de frango do Rio Grande do Sul, após 12 anos de suspensão. O comércio será restabelecido pois o Chile reconheceu o estado como livre da Doença de Newcastle. “A documentação do serviço sanitário chileno (Servício Agrícola y Ganadero - SAG), que vai oficializar a decisão, será enviada ao Brasil até o final deste mês”, informou o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques.

Marques esteve na quarta-feira (17), no Chile, tratando de temas sanitários e foi informado da reabertura do comércio, já que foram satisfatórios resultados de missão chilena realizada no RS, entre 30 de abril e 10 de maio. O representante do Serviço Veterinário Oficial (SVO) visitou áreas de produção de aves, Unidades Veterinárias Locais (UVL), o Serviço Veterinário Estadual e a Superintendência Federal da Agricultura (SFA/RS), a fim de coletar informações quanto aos controles sanitários para manutenção dos plantéis avícolas gaúchos e para avaliar as medidas que asseguram que encontram-se livres da doença de Newcastle.

Em julho de 2006, o Chile havia suspendido as compras de carne de frango dos criadores gaúchos, após um caso de Doença de Newcastle ter sido constatado em uma ave no município de Vale Real, na região do Vale do Caí. Desde então, o Mapa realizou gestões junto ao governo chileno para que essa restrição fosse revista, já que o caso foi isolado, registrado em uma propriedade de subsistência, e, ocorreu em animais não oriundos do sistema tecnificado produtivo do estado.

A retomada dos embarques de carne de frango ao Chile é um pleito antigo do setor avícola, tendo em vista a importância socioeconômica deste segmento para os criadores gaúchos. O país representa um mercado importante, tem critérios exigentes para habilitação de estados e estabelecimentos. “A aprovação dos controles sanitários do RS mostra a eficiência do SVO do estado e do Mapa”, segundo Guilherme Marques.

O Rio Grande do Sul responde por 14 % da produção carne de frango brasileira. Em relação ao mercado internacional, 18% das exportações são procedentes do estado, direcionadas para mais de 150 países. Pelas estimativas da Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV), nos últimos 12 anos, o estado deixou de exportar para aquele país cerca de 385 mil toneladas de carne de frango.

FONTE: Portal do Agronegócio
#181019-02
19/10/2018

Mais de metade dos produtores do Brasil não conhece biodefensivos, diz estudo

Produtos são considerados um importante complemento para controle de pragas e doenças

Você já ouviu falar de biodefensivos? Um estudo da ABC Bio constatou que 57% dos produtores rurais brasileiros não sabe o que são esses produtos, considerados um importante complemento para o controle de pragas e doenças. De acordo com a consultora-executiva da ABC Bio, Amália Piazentim, a pesquisa foi feita nas principais regiões agrícolas do Brasil, englobando 15 estados e 11 culturas.

FONTE: Canal Rural
#181019-01
19/10/2018

Brasil cria norma que facilita importação de grãos do Paraguai

Do ponto de vista logístico, faria sentido para indústrias da região Sul buscarem matéria-prima no país vizinho, afirma consultor

O Ministério da Agricultura criou uma norma que vai facilitar a importação de grãos do Paraguai. A informação divulgada pelo jornal Valor Econômico é de que a medida vai ter regras mais flexíveis para a entrada de grãos do país vizinho, como soja, milho, trigo e arroz, para atender estados como Paraná, Santa Catarina e São Paulo. “Do ponto de vista logístico, faz sentido para indústrias importarem essa matéria-prima do Paraguai, pois é mais favorável do que trazer de Mato Grosso”, afirma o consultor da Céleres Anderson Galvão.

FONTE: Canal Rural
#181018-01
18/10/2018

Maggi assina normas para facilitar o comércio internacional

O ministério da Agricultura diz que a medida vai desburocratizar a fiscalização e promover celeridade dos fluxos de cargas

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, assinou na quarta-feira (17/10) normas que visam facilitar o comércio agropecuário, como a que dispensa a exigência de Certificado Fitossanitário para importações em Áreas de Controle Integrado (ACI) no âmbito do Mercosul.

Em nota, a pasta diz que a medida vai desburocratizar a fiscalização e promover celeridade dos fluxos de cargas em fronteiras como as de Foz do Iguaçu e Santa Helena (PR), Uruguaiana e São Borja (RS) e Dionísio Cerqueira (SC), entre outras.

Ainda segundo o ministério, Maggi também assinou proposta de Instrução Normativa Conjunta com a Receita Federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que institui as Comissões Locais de Facilitação de Comércio (Colfacs) vinculadas ao Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac). O Comitê é integrante da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e foi criado em 2016.

Blairo Maggi participou, em Curitiba, da Abertura da 1ª Reunião Nacional do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) e da comemoração de 20 anos de existência do sistema.

FONTE: Globo Rural
#181017-04
17/10/2018

Algodão brasileiro deve se beneficiar com recuo da safra da Austrália

Brasil deve ser o 2º maior exportador global de algodão, prevê consultoria

No último trimestre do ano, o mercado de algodão será marcado pela validação da perspectiva atual de um balanço de oferta e demanda mais robusto em 2018 — com a recuperação das safras nos Estados Unidos e China, além do avanço da produção no Brasil —, e pela incerteza orbitando o futuro das relações comerciais entre o principal exportador mundial de algodão e a principal consumidora global, Estados Unidos e China.

“O avanço da cultura no Brasil e a perspectiva de um recuo de 44% da produção da Austrália, devido à seca, devem favorecer as exportações brasileiras no próximo ciclo, se tornando o segundo maior exportador mundial”, analisa a consultoria INTL FCStone, em relatório.

De acordo com o balanço de Oferta & Demanda de outubro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê uma redução de 2,2% dos carregamentos de algodão dos EUA no ano-safra corrente, totalizando 3,37 milhões de toneladas. “A contração da estimativa decorre principalmente de cancelamentos de compras previamente realizadas por fiações chinesas, levando a uma diminuição do ritmo de vendas após o início da vigência das tarifas de importação sobre fardos norte-americanos”, explica a analista de mercado da INTL FCStone, Gabriela Fontanari.

Isto ocorre em um contexto no qual o USDA continuamente eleva suas estimativas para a produção dos EUA. No entanto, a passagem do furacão Michael pelo sudeste do país, atravessando a Georgia, segundo maior estado produtor, levou chuvas de até 200mm de chuvas à região em época de finalização da abertura dos capulhos e início da colheita. Conforme o avanço da colheita nos próximos meses, os cotonicultores da região podem contabilizar perda de qualidade da fibra dos algodoais afetados pelo furacão. “A possibilidade de perda de produtividade das lavouras poderia acarretar em uma revisão das estimativas atuais do USDA, consequentemente diminuindo o excedente exportável do país em 2018/19”, avalia a analista Gabriela.

Na Ásia, a China deve finalizar a colheita da safra 2018/19 nas próximas semanas, com uma estimativa de produção de 5,7 milhões de toneladas, de acordo com a publicação Beijing Cotton Outlook (BCO), representando um recuo de apenas 0,34% frente ao observado em 2017. “A perspectiva de uma oferta maior no mercado interno garantiu à indústria têxtil nacional um fôlego adicional ao buscar fardos no mercado internacional, como observado nos cancelamentos dos carregamentos de fardos dos EUA”, afirma a INTL FCStone, em relatório. A maior disponibilidade de fibra de melhor qualidade levou a uma queda de 20,8% nas vendas dos leilões de 2018 da Reserva Estatal.

Fardos de algodão de outros grandes exportadores, como o Brasil, se tornaram mais atrativos às fiações chinesas nos últimos meses, fornecendo a oportunidade para os cotonicultores brasileiros elevarem seu market share nas importações da China.

Nos próximos meses, as exportações do Brasil se aquecem e adentram o mercado internacional, com estimativa de atingirem 1,0 milhão de toneladas em 2017/18, de acordo com a Conab. O fortalecimento da cotonicultura brasileira deve levar a um aumento expressivo de 22% da área plantada em 2018/19, segundo a Abrapa, com início do plantio no final do ano.

FONTE: DCI
#181017-03
17/10/2018

Venda de fertilizantes registra alta de 0,3% em setembro de 2018

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro cresceram 0,3% em setembro ante igual mês de 2017, para 4,25 milhões de toneladas, enquanto no acumulado do ano estão 4,3%, somando 25,86 milhões de toneladas, informou nesta terça-feira (16) a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Segundo a entidade, a produção de fertilizantes intermediários aumentou 16,2% no nono mês do ano, a 746,24 mil toneladas. Já a importação desses produtos cresceu 18,8% na mesma base, a 2,74 milhões de toneladas.

FONTE: DCI
#181017-02
17/10/2018

Consumo de adubo deve ser recorde em 2018 no Brasil, prevê consultoria

Demanda de produtores de soja reverte projeção anterior, que era de queda em relação a 2017.

O consumo de fertilizantes no Brasil deve crescer 2,8% em 2018, para um recorde de pouco mais de 35 milhões de toneladas, com a demanda de produtores de soja, em especial, contrabalançando o aumento dos custos com fretes e o impacto da greve dos caminhoneiros, projetou nesta quarta-feira (17) a consultoria FCStone.

A estimativa ocorre um dia após a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) mostrar que as entregas de fertilizantes no acumulado de 2018, até setembro, foram mais de 4% superiores na comparação com igual período do ano anterior.

A alta esperada pela FCStone reverte uma previsão de queda de 3,7% feita pela própria consultoria em julho, logo após a entrada em vigor da tabela de preços mínimos para fretes, uma das medidas tomadas pelo governo para acabar com a paralisação de caminhoneiros de maio.

"Tivemos atraso (nas entregas), com a greve dos caminhoneiros, mas depois tivemos uma retomada forte. Nos últimos meses, vimos uma alta forte nas compras (de fertilizantes) justamente por causa do plantio de soja", resumiu o analista Fábio Rezende.

Somente em agosto, as entregas foram de 4,8 milhões de toneladas, um recorde. Em setembro, somaram 4,25 milhões de toneladas.

Compras adiantadas

Para Rezende, a tendência é de que nos últimos meses do ano o consumo de fertilizantes no país recue, ficando abaixo do observado no quarto trimestre de 2017, uma vez que as compras voltadas à soja foram muito "adiantadas".

"Será uma entrega recorde, pode até ser maior, mas a tendência é de que o consumo comece a cair agora", concluiu.

Maior exportador global, o Brasil deve plantar uma área recorde de soja na atual temporada 2018/19, na casa dos 36 milhões de hectares. O impulso se dá em meio a um forte apetite da China, em disputa comercial com os Estados Unidos, pelo produto brasileiro.

 

FONTE: G1
#181017-01
17/10/2018

Importações chinesas de carne suína devem crescer 8% neste ano

Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima que volume chegue a 1,75 milhão de toneladas

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta que as importações de carne suína pela China subam 8% neste ano para 1,75 milhão de toneladas. A agência estima também que no próximo ano esse volume seja ainda maior.

A perspectiva pode fornecer suporte para os preços globais, que estão pressionados devido ao recuo na demanda chinesa. Mas, segundo o USDA, apesar do incremento, as importações chinesas tendem a permanecer abaixo dos níveis de 2016, em meio à expansão do setor chinês de carne suína.

Já os futuros de suínos, negociados na Bolsa Mercantil de Chicago (CME, na sigla em inglês), avançaram nos últimos dias. Dennis Smith, da consultoria Archer Financial Services, considera que novos relatos de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) na China provavelmente levem ao abate de milhares de animais. "Caso contrário, a doença continuará se espalhando como uma epidemia", acrescenta.

FONTE: Globo Rural
#181016-09
16/10/2018

Tailândia volta a comprar couro brasileiro

Comunicado foi feito oficialmente pela autoridade sanitária do país

O Departamento de Pecuária e Desenvolvimento (DLD), autoridade sanitária da Tailândia, comunicou oficialmente ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) a aceitação de proposta brasileira de Certificado Sanitário para exportação de peles tratadas e de couros wet blue, semiacabados ou acabados.

Desde o primeiro semestre deste ano, o comércio estava embargado pelas autoridades tailandesas, que passaram a exigir certificação sanitária baseada na aplicada pela China, Hong Kong e Vietnã, apesar do risco sanitário desprezível dos produtos originários do Brasil.

A notícia vai ao encontro das expectativas do setor brasileiro de couro que, recentemente, anunciou intenção de aumentar suas vendas externas, que somam aproximadamente US$ 2 bilhões ao ano, observa o secretário de relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No ano passado, a Tailândia importou cerca de US$ 713,803 milhões em peles e couros.

FONTE: MAPA
#181016-06
16/10/2018

Brasil faz ação para promover carne bovina na Europa

Em parceria com a Apex-Brasil e presença de 20 empresas associadas, Abiec participa da Sial Paris para divulgar a qualidade da carne bovina brasileira

De olho no desempenho da carne brasileira no mercado europeu, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) novamente irá marcar presença na Sial Paris, uma das principais feiras de alimento do mundo, que acontece de 21 a 25 de outubro na capital francesa. A ação é feita em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com quem a ABIEC desenvolve o projeto Brazilian Beef, de promoção internacional do produto nacional.

Com um estande de 990 metros quadrados, o espaço brasileiro contará com a participação de 20 empresas associadas: Agra, Barra Mansa, Boi Brasil, Cooperfrigu, Fortefrigo, Frigol, Frigon, Frigosul, Frigotil, Frisa, Iguatemi, JBS, Mafripar, Marfrig, Masterboi, Mataboi, Minerva Foods, Naturafrig, Rio Maria e Xinguara.  Como parte da ação de promoção, ao longo da feira, serão servidos 950 quilos de carne bovina brasileira, em cortes como picanha, filé mignon, contrafilé e cupim, para degustação.

A Europa é um dos mercados mais importantes do Brasil e responde por 12,6% das exportações. Em 2017 o Brasil exportou quase 110 mil toneladas de carne para o continente, com receita de USD 709 milhões. De janeiro a setembro deste ano, já foram embarcadas 85 mil toneladas de carne bovina, com faturamento USD 620 milhões. Crescimento de 12% e 26% respectivamente. “A Europa é um mercado importante e exigente. E a feira é uma ótima oportunidade para mostrar toda a qualidade e controle da carne bovina brasileira”, afirma o presidente da ABIEC, Antônio Jorge Camardelli.

A participação brasileira contará ainda com dias temáticos, com objetivo de mostrar a diversidade da produção nacional. Em parceria com a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, será promovido o Halal Day, com foco no público dos países mulçumanos. O estande da ABIEC também irá abrigar o Angus Day, feito em parceria com a Associação Brasileira de Angus. “É importante mostrar a capacidade que o Brasil possui de atender as mais diferentes exigências dos mercados internacionais”, ressalta Camardelli.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181016-05
16/10/2018

País deve elevar importação de trigo em 2018

Em cenário de incertezas sobre a cotação do dólar, moinhos ainda não sabem o quanto pagarão pelo produto e não preveem repasse de preços; Argentina é o principal fornecedor do Brasil.

A baixa qualidade e o menor volume de produção de trigo no Paraná, principal produtor do cereal no Brasil, devem fazer com que os moinhos ampliem as importações neste ano. A expectativa é que o País importe 7 milhões de toneladas em 2018.

De acordo com o conselheiro da Associação Brasileira das Indústrias de Trigo (Abitrigo), Marcelo Vosnika, desde o começo da safra 2018 já havia uma expectativa de uma importação entre 6,5 milhões de toneladas e 7 milhões de toneladas, devido à expectativa de área menor de cultivo no Paraná. Até agosto deste ano, o Brasil importou 4,5 milhões de toneladas, segundo a associação. A média anual tem sido de 5,5 milhões de toneladas por ano.

Ainda conforme a Abitrigo, o Brasil importou 6 milhões de toneladas em 2017. “Agora, a tendência é que a importação chegue a 7 milhões de toneladas, bem próximo do recorde”, estima o dirigente, referindo-se à perspectiva de perdas nas lavouras paranaenses devido ao clima.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181016-04
16/10/2018

Anda: volume de entregas de fertilizantes sobe apenas 0,3% em setembro

As entregas de fertilizantes ao mercado em setembro totalizaram 4,25 milhões de toneladas, 0,3% acima do registrado em igual mês de 2017. Os dados são da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Em agosto, o incremento na comparação anual foi de 19%, com 4,83 milhões de toneladas entregues no mercado interno. No acumulado do ano, as entregas chegam a 25,855 milhões de toneladas, volume 4,3% superior ao contabilizado de janeiro a setembro do ano passado.

A produção do insumo aumentou em setembro ante igual mês de 2017, interrompendo uma sequência de recuos nos últimos meses. No mês passado, 746,2 mil toneladas foram produzidas no Brasil, 16,2% a mais que em setembro de 2017. Em nove meses, o volume chega a 5,929 milhões de toneladas, 4,8% a menos do que em igual intervalo do ano passado.

Já a importação de fertilizantes intermediários continua crescendo. Em setembro, 2,737 milhões de toneladas vieram do exterior, 18,8% a mais que há um ano. Entre janeiro e setembro, o volume desembarcado no País, 18,9 milhões de toneladas, ainda é 1,4% inferior ao apurado no mesmo período de 2017.

A Anda informa também que os estoques de produtos intermediários para fertilizantes e formulações NPK em 31 de dezembro de 2017 era de 5,533 milhões de toneladas, 9,1% mais que no ano anterior.

FONTE: Isto É
#181016-02
16/10/2018

Trigo: produção aumenta no Brasil e Argentina, mas oferta global deve cair

A safra brasileira do cereal deve aumentar 26,6%. Na Argentina, alta pode ser de 5,4% em relação ao ciclo anterior

Apesar das adversidades climáticas no Brasil e na Argentina, a produção de trigo nesses países deve ser maior que na temporada anterior. Já a oferta mundial pode ser menor.

De acordo com dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a oferta brasileira da atual temporada deve chegar a 5,4 milhões de toneladas, 26,6% a mais que a da safra anterior. Isso é resultado da maior produtividade no campo, que deve aumentar 19%, e do incremento de 6,4% na área.

Na Argentina, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima produção de 19,5 milhões de toneladas, volume 5,4% acima da safra passada.

Mundialmente, a estimativa do órgão americano aponta redução de 3,8% na produção do cereal, com 730 milhões de toneladas. Os dados mostram menor oferta na Rússia (-17,6%), Austrália (-13,1%) e União Europeia (-9,3%) no comparativo com a safra anterior. O USDA aponta que nessas três regiões produtoras a oferta restrita se deve ao clima desfavorável, que afetou a produtividade da safra.

FONTE: Folha de São Paulo
#181016-01
16/10/2018

Brasil ganha mercado de soja na China, mas perde espaço para EUA na Europa

Desde acentuação da guerra comercial, americanos exportaram 188% mais para europeus

Os Estados Unidos exportaram apenas 68 mil toneladas de soja para a China em agosto. Um volume muito pequeno em relação ao 1,22 milhão e ao 1,92 milhão de toneladas nos meses de agosto de 2017 e de 2016, respectivamente.

Essa queda ocorre devido à guerra comercial entre os dois países, e o Brasil está sendo o grande ganhador com o recuo das exportações americanas.

De janeiro a setembro, os brasileiros já exportaram 55,1 milhões de toneladas de soja para a China, 15% mais do que em igual período de 2017.

De janeiro a agosto, as exportações dos EUA para a China caíram para 6,35 milhões de toneladas, 33% menos do que em igual período de 2017.

Os americanos perderam o mercado chinês, mas ganharam o europeu. Nos últimos quatro meses, quando a guerra comercial se acentuou, a Europa importou 188% mais soja dos Estados Unidos.

Nesse caso, foram os americanos que roubaram parte do mercado brasileiro na Europa. A evolução das vendas externas do Brasil para os europeus foi de apenas 7% no período.

O avanço dos americanos no mercado europeu, porém, não dá muito fôlego às exportações daquele país. A Europa tem uma importação restrita, em relação à chinesa.

Os americanos perderam o mercado chinês, mas ganharam espaço em outros países da Ásia. Nessa região, à exceção da China, o Brasil teve retração de 31% nas vendas.

Enquanto não houver uma solução para a guerra comercial entre os dois países, os preços da soja vão ficar contidos na Bolsa de Chicago.

“Sem a China, o mercado perde o dinamismo e tem dificuldades para subir”, diz Daniele Siqueira, analista da Agência Rural.

Os estoques finais de soja dos americanos, que foram de 8,2 milhões na safra 2016/17, subiram para 11,9 milhões em 2017/18. Aumento de produção e dificuldades nas exportações deverão elevar esse volume para 24,1 milhões de toneladas no período 2018/19.

Na avaliação de Siqueira, o mercado pode até ter períodos de alta, como o ocorrido nesta segunda-feira (15), mas será provocado por questões pontuais de mercado.

Nesta segunda, o contrato de novembro fechou a US$ 8,9150 por bushel na Bolsa de Chicago, 2,5% mais do que na sexta-feira (12).

Queda do dólar, antecipação do período de neve em algumas regiões dos Estados Unidos —o que atrasa a colheita— e esmagamento interno maior da oleaginosa permitiram a alta de preço.

VANTAGENS DO BIODIESEL

A mistura do biodiesel ao diesel tem um componente importante: o da estabilidade de preços do combustível renovável. A avaliação é de Daniel Furlan Amaral, da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais).

Evolução anual da oferta de biodiesel

Em milhões de m³

 

Os leilões para a definição dos preços do biodiesel ocorrem a cada dois meses e têm transparência. São feitos por meio de leilões públicos, nos quais há uma competição de valores entre usinas produtoras e distribuidoras, afirma ele.

A partir de março de 2019, a mistura deverá ser de 11%.

 

Agrotóxicos De 2011 a 2016, houve aumento acentuado no consumo de agrotóxicos em alguns países da Europa. O maior crescimento ocorreu na Áustria, cujas vendas subiram 27% no período.


Líderes A França, uma das principais produtoras agrícolas da Europa, teve aumento de 17%. França, Alemanha, Itália e Espanha concentraram 50% das vendas de agrotóxicos de 2016, segundo dados da União Europeia.

Mulheres no campo Pesquisa da Corteva Agriscience, do setor de agronegócio, apontou que o rendimento das mulheres que trabalham no campo no Brasil cobrem mais as despesas da família do que em vários países.

Melhor do que nos EUA No Brasil, 23% das mulheres que trabalham no campo disseram que os salários não são suficientes para garantir os gastos familiares. Nos EUA, são 37%. Na China, 5%.

FONTE: Folha de São Paulo
#181015-12
15/10/2018

Análise: preço do caroço de algodão e impactos da exportação

Após a quebra de safra em 2016, a produção de algodão aumentou em 2017 e 2018. Em 2017, o Brasil produziu 2,3 milhões de toneladas de caroço de algodão, já na safra 2017/18 a produção foi de 3 milhões de toneladas (+30,8%).

A boa rentabilidade da cultura incentivou o aumento da área semeada e colaborou com o aumento da produção.

A maior oferta do produto no mercado interno pressionou as cotações, que vêm caindo desde 2017 .

Cotação do caroço de algodão, em R$/tonelada, deflacionado pelo IGP-DI, considerando o estado de São Paulo:

O caroço de algodão é consumido principalmente no mercado interno e, mesmo com o dólar valorizado frente à moeda brasileira, a exportação não é tão relevante.

Produção e exportação brasileira de caroço de algodão, escala em mil toneladas:

Dos últimos quatro anos, as vendas para o mercado internacional tiveram maior importância em 2016, pois além da quebra de safra, foi o ano que a exportação teve maior participação frente à produção total.

Cenário atual

Assim como no ano passado, em 2018 houve aumento tanto da área semeada quanto da produtividade, o que vem mantendo os preços com viés de baixa.

Com o desempenho da exportação nada exuberante, de janeiro a agosto o país embarcou 9,25 mil toneladas (0,3% da produção total), ou seja, a disponibilidade no mercado interno deverá ser alta.

Portanto, mesmo que a exportação ganhe ritmo nessa reta final de ano, dificilmente será suficiente para impor pressão positiva nas cotações.

A desvalorização do produto abre uma oportunidade para os pecuaristas, uma vez que viabiliza o uso do caroço na alimentação de bovinos.

Para calcular o custo oportunidade do caroço de algodão na dieta dos bovinos adota-se a seguinte equação:

R$/t = (0,915M + 0,381F) x %MS

No qual M = preço do milho em grão (R$/t) e F = preço do farelo de soja (R$/t).

Considerando que em setembro de 2018 a tonelada do milho (Campinas-SP) ficou cotada, em média, em R$666,67 e o farelo de soja (considerando o estado de São Paulo) em R$1.450,10 e adotando a % de matéria seca do caroço de algodão como 90%, o custo oportunidade do caroço de algodão é de R$1.107,24.

Ou seja, se no mercado o caroço estiver cotado abaixo de R$1.107,24 (custo oportunidade) é viável adquirir o produto.

Como atualmente o caroço está cotado, em média, em R$676,00 por tonelada, é, então, uma oportunidade para o produtor utilizar o caroço de algodão na alimentação de bovinos, desde que tomado todas as precauções a respeito das limitações nutritivas de seu uso.

FONTE: Canal Rural
#181015-11
15/10/2018

Plantio de soja no Brasil atinge 20% e já é o mais rápido da história, diz consultoria

Na mesma época do ano passado, 12% da área estava plantada; nos últimos 5 anos, média foi de 10%, segundo AgRural

O plantio de soja 2018/19 no Brasil está no ritmo mais acelerado da história, atingindo um quinto da área total prevista e puxado por Mato Grosso e Paraná, justamente os principais produtores da oleaginosa, informou nesta segunda-feira (15) a AgRural.

Conforme a consultoria, o total de 20% da área semeada até quinta-feira no país, o maior exportador mundial da commodity, superava tanto os 12% de um ano atrás quanto os 10% de média nos últimos cinco anos.

Com o bom início do plantio, algumas regiões devem ter colheita já no final de dezembro, trazendo algum alívio para o mercado após exportações recordes do país que reduziram os estoques a volumes mínimos neste ano.

Até então, o plantio mais rápido para esta época do ano havia se dado no ciclo 2016/17, quando os trabalhos alcançavam 18% da área."A aceleração dos trabalhos em Mato Grosso e o bom ritmo mantido no Paraná garantiram que o plantio da safra 2018/19 de soja saltasse dez pontos percentuais em uma semana", frisou a AgRural em boletim semanal.

Segundo a consultoria, pancadas esparsas de chuva têm garantido umidade adequada para o plantio em Mato Grosso, onde 34% da área já estava semeada até quinta-feira, contra 14% na semana anterior, 18% há um ano e 14 na média.

Com efeito, nos últimos sete dias as precipitações ficaram acima do normal em todas as regiões mato-grossenses, segundo o Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon. Os dados mostram ainda que a parte sul do Estado terá chuvas acima ou na média histórica até o final do mês, enquanto o norte receberá menos chuva do que o normal.

Mais cedo nesta segunda-feira, o Imea já havia destacado um plantio acelerado em Mato Grosso.

No Paraná, o bom avanço do plantio no norte compensou parcialmente a lentidão causada pelas chuvas frequentes no oeste, disse a AgRural. Até quinta-feira, 40% da área de soja do Estado da região Sul estava semeada, ante 30% há um ano e 29% na média de cinco anos.

A consultoria relatou ainda avanço no plantio em Mato Grosso do Sul (26%), Goiás (13%), São Paulo (30%) e Rio Grande do Sul (0,8%).

Milho

O plantio de milho de primeira safra no centro-sul do Brasil avançou seis pontos em uma semana e foi a 44% da área até quinta-feira, frente 37% há um ano e 38% na média.

"Santa Catarina continua na liderança, com 91% de sua área já plantada. Em seguida vêm Rio Grande do Sul e Paraná, com 84% cada, e São Paulo, com 21%", afirmou a AgRural, acrescentando que em Minas Gerais e Goiás o plantio só começa no fim de outubro ou início de novembro, dependendo da região.

FONTE: G1
#181015-09
15/10/2018

Projeções confirmam o peso do Brasil nas exportações de grãos

Estimativas divulgadas na quinta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmaram que o Brasil deverá liderar com folga as exportações globais de soja nesta safra 2018/19 e tende a recuperar o espaço perdido no mercado internacional de milho depois da forte queda da produção na temporada 2017/18.

Segundo a Conab, a colheita brasileira de soja, no ciclo que está sendo semeado deverá somar entre 117 milhões e 119,4 milhões de toneladas, ante o recorde de 119,3 milhões registrado na temporada passada. De acordo com os dados do USDA, serão 120,5 milhões de toneladas em 2018/19, cerca de 700 mil a mais que em 2017/18, que permitirão que o país exporte 75 milhões de toneladas.

Se a direção das projeções for confirmada, o Brasil continuará atrás dos EUA na produção, já que o USDA prevê uma colheita americana recorde de 127,7 milhões de toneladas, mas voltará a liderar as exportações mundiais, com quase 19 milhões de toneladas a mais que o principal "rival". Em larga medida, a projeção de avanço da produção americana não é acompanhada por uma estimativa de expansão dos embarques em virtude das disputas comerciais de Washington com a China.

Assim, a expectativa é que a "simbiose" nipo-brasileira no mercado de soja continue a dar o tom, mesmo levando-se em conta a possibilidade de um armistício entre as duas potências. Para a China, o USDA prevê importações de 94 milhões de toneladas em 2018/19, mesmo patamar de 2017/18.

Na safra atual os chineses deverão responder por pouco mais de 60% das importações mundiais, ao passo que Brasil e EUA, juntos, novamente representarão 83,3% das exportações, mesmo com a recuperação da produção na Argentina, golpeada por problemas climáticos no ciclo 2017/18.

Se haverá poucas mudanças para o Brasil no tabuleiro da soja, no do milho as perspectivas confirmam um cenário de recuperação. A Conab projetou a colheita brasileira total (primeira e segunda safras) entre 89,7 milhões e 91,1 milhões de toneladas em 2018/19, um aumento de até 11,1% em relação a 2017/18, ciclo marcado por intempéries. O USDA projeta um volume ainda maior - 94,5 milhões de toneladas, 12,5 milhões a mais que na temporada passada.

Diante dessa recuperação expressiva da oferta, o órgão americano estimou as exportações do Brasil, terceiro maior produtor global do cereal, em 29 milhões de toneladas em 2018/19, ante 22 milhões de toneladas em 2017/18. Os problemas deste ano tiraram do país o posto de segunda maior exportador de milho do mundo - atrás dos EUA -, que voltou a ser ocupado temporariamente pela Argentina. Mas, se tudo correr como indicam as projeções, a ordem será retomada agora.

FONTE: Valor Econômico
#181015-08
15/10/2018

Evolução da exportação de carne de frango, bovina e suína em 20 anos

O Farmnews apresenta dados da evolução da exportação de carne de frango, bovina e suína do Brasil nas últimas 2 décadas.

A Tabela a seguir apresenta os dados de receita com a exportação de carne de frango, bovina e suína “in natura” do Brasil e a respectiva variação acumulada entre os meses de janeiro a setembro de 1999 a 2018, segundo dados do MDIC.

E os dados da evolução da exportação de carnes “in natura” do Brasil destacam o crescimento das vendas de carne bovina, com alta acumulada acima de 1.100% entre os anos de 1999 a 2018.

A exportação de carne bovina do Brasil entre os meses de janeiro e setembro cresceu 1.139,5% de 1999 a 2018, passando de um faturamento de US$326,3 milhões em 1999 para US$4.011,5 milhões em 2018.

No mesmo período, o crescimento das vendas de carne de frango e suína do Brasil foi de 563,5% e 834,3%, respectivamente. Isso porque entre janeiro e setembro de 1999 o Brasil exportou o equivalente a US$659,8 milhões em carne de frango e no mesmo período de 2018, US$4.377,9 milhões. Pois é, apesar do crescimento do mercado de exportação de carne bovina ser maior no período, em termos absolutos o comércio de carne de frango brasileira para o exterior é superior.

Já a exportação de carne suína do Brasil evoluiu de um faturamento de US$84,0 milhões entre janeiro e setembro de 1999 para US$784,7 milhões no mesmo período de 2018.

A Figura a seguir ilustra a evolução da exportação de carnes do Brasil, considerando a variação acumulada das receitas, entre os anos de 1999 a 2018.

FONTE: Farm News
#181015-07
15/10/2018

Soja e petróleo impulsionam em 15,7% exportações de produtos básicos

Mesmo com a recuperação significativa das exportações nos últimos anos, os produtos industrializados continuam a perder participação nas vendas externas brasileiras. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a fatia dos manufaturados nas exportações caiu de 36% nos nove primeiros meses de 2017 para 35,2% no mesmo período deste ano.

Em valores absolutos, a venda de bens industrializados acumula alta de 6,8% nos nove primeiros meses do ano na comparação com os mesmos meses de 2017, totalizando US$ 63,244 bilhões. Este é o maior valor para o período desde 2013. As vendas de produtos básicos, no entanto, têm apresentado melhor desempenho neste ano, reduzindo o peso dos manufaturados na balança comercial.

Em contrapartida, beneficiadas pela alta da cotação internacional do petróleo e da soja, as exportações de produtos básicos saltaram 15,7% nos nove primeiros meses do ano. A participação dos bens primários nas exportações totais subiu de 47,6% de janeiro a setembro do ano passado para 50,4% nos mesmos meses de 2018.

Câmbio

As exportações de manufaturados têm sido beneficiadas pela alta do dólar, que subiu 21,9% de janeiro a setembro. O câmbio torna mais competitivas as vendas de produtos industrializados, enquanto as exportações de commodities (bens primários) dependem mais das cotações internacionais de minérios e de produtos agropecuários.

Segundo o MDIC, o bom desempenho das exportações de manufaturados em 2018 concentra-se em cinco produtos. A maior alta, de 353%, foi registrada nas vendas de plataformas para extração de petróleo na comparação entre os nove primeiros meses de 2018 e os mesmos meses do ano passado. Em seguida, vêm partes de motores e turbinas para aeronaves (101,2%), óleos combustíveis (70,2%), motores para veículos e partes (24,7%) e máquinas para terraplanagem (22,9%).

As vendas externas de produtos industrializados poderiam registrar desempenho melhor não fosse a situação nos países vizinhos. A crise cambial na Argentina, o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, prejudicou as exportações de veículos. De janeiro a setembro, o valor das vendas de automóveis de passageiros caiu 13,8%. As exportações de veículos de carga recuaram 14,2%. A Argentina é um dos principais compradores de veículos brasileiros.

FONTE: +Soja
#181015-05
15/10/2018

Exportações do agronegócio do Brasil rumo ao recorde de US$100 bi

Em setembro de 2018, as exportações do agronegócio do Brasil somaram US$8,17 bilhões. O saldo da balança comercial foi positivo em US$7,1 bilhões.

O agronegócio do Brasil foi responsável por 42,9% das exportações totais do País, que somaram US$ 19,06 bilhões em setembro de 2018.

As vendas da soja em grãos alcançaram US$1,83 bilhão e foram recordes para setembro em quantidade, somando 4,61 milhões de toneladas. O produto representou 76,2% do total exportado pelo complexo soja no período.

A celulose registrou US$681,26 milhões e 1,25 milhão de tonelada em exportação, o que representou recorde para setembro. Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, houve aumento de 21,6% em valor e 8,9% na quantidade embarcada, que foi de 1,25 milhão de tonelada.

As exportações de carnes somaram US$1,41 bilhão, 2,7% acima do que foi registrado em setembro do ano passado. Houve recorde histórico na quantidade mensal exportada de carne bovina in natura: 150,66 mil toneladas. Foram exportados US$698,01 milhões em carne bovina e US$572,5 milhões em carne de frango no mês. Em conjunto, os dois produtos foram responsáveis por 90% do valor exportados pelo setor de carnes. As exportações de carne suína sofreram queda de 32,5%, alcançando US$93,65 milhões.

O MAPA ressalta o recorde ocorrido também nas exportações mensais de bovinos vivos, em valor e quantidade (US$101,1 milhões e 46,9 mil toneladas), a ainda de chocolate e preparações alimentícias, contendo cacau em valor (US$55,8 milhões) e amendoim em grãos em valor (US$ 22,2 milhões).

As exportações do agronegócio do Brasil atingiram US$76,66 bilhões entre janeiro e setembro, com incremento de 3,6% em relação aos US$73,98 bilhões exportados no mesmo período em 2017.

Vale destacar que o ministro do MAPA, Blairo Maggi, disse em outubro de 2018 que o agronegócio do Brasil deverá encerrar o ano com exportações de US$100 bilhões. “É uma marca que vínhamos perseguindo e, agora, vamos alcançar”, disse o ministro.

FONTE: Farm News
#181015-04
15/10/2018

Exportações brasileiras cresceram na semana passada

Média diária dos embarques ficou 10,5% acima da registrada na primeira semana de outubro, segundo o MDIC.

O Brasil registrou aumento nas exportações na segunda semana de outubro frente à primeira. No período, a média das exportações foi de US$ 1,1 bilhão, 10,5% a mais do a média de US$ 1 bilhão da semana anterior. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (15) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O número refletiu as vendas externas de produtos semimanufaturados, que subiram 86%, e de manufaturados, 12,4% maiores. Os embarques totais no período foram de US$ 4,467 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 2,721 bilhões. O superávit registrado foi de US$ 1,746 bilhão na semana, que teve quatro dias úteis.

Já no mês, as exportações chegam a US$ 9,519 bilhões, e as importações a US$ 6,46 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,059 bilhões. No ano, os embarques renderam US$ 189,178 bilhões e as importações, US$ 141,805 bilhões, com saldo positivo de US$ 47,374 bilhões.

Na categoria dos semimanufaturados, na semana passada, o MDIC destacou a venda de açúcar de cana em bruto, ferro fundido, semimanufaturados de ferro/aço, madeira serrada ou fendida e celulose. Entre os principais embarques de manufaturados estiveram tratores, torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes e partes, e aviões. Nos produtos básicos houve queda de 7,9%, puxada pela soja em grãos, minérios de cobre e seus concentrados, milho em grãos, entre outros. Queda também nas importações, com média 9% menor comparada à da primeira semana.

Evolução no mês

Comparando-se a média diária das exportações nas duas primeiras semanas de outubro (US$ 1 bilhão) com a média do mesmo mês de 2017, houve crescimento de 17,7%. No paralelo com o mês de setembro de 2018, os embarques subiram 5,4%.

As importações apresentaram melhora de 10,2% na média diária até a segunda semana de outubro de 2018, sobre o mesmo mês de 2017, para US$ 717,7 milhões. As importações com relação a setembro deste ano caíram em 3,4%, pela queda nas compras de adubos e fertilizantes, siderúrgicos, cereais e produtos da indústria de moagem, veículos automóveis e partes, e equipamentos eletroeletrônicos.

FONTE: Anba - Agência de Notícias Brasil-Árabe
#181015-03
15/10/2018

Conab vê safra e exportação recordes de algodão do País

O Brasil poderá elevar em até 20,4 por cento o plantio de algodão na safra 2018/19, com impulso de bons negócios já realizados, o que permitirá colheita e exportação recordes na nova temporada, avaliou nesta quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em sua primeira estimativa para o ciclo.

Se o tempo for favorável, o Brasil poderia produzir entre 2,0,8 milhões e 2,3 milhões de toneladas da pluma, ante um recorde de 2 milhões de toneladas registrado na temporada anterior.

O plantio de algodão, uma cultura das mais intensivas em capital e tecnologia, atingiria históricos 1,4 milhão de hectares no país, disse a Conab.

“A comercialização da safra 2017/18, aliada às boas perspectivas futuras de mercado, vem gerando um ambiente de otimismo no setor produtivo”, afirmou a companhia em relatório, no qual também estimou volumosas safras de soja e milho, cujo plantio já se desenvolve no Brasil.

O plantio de algodão começa mais tarde nos principais produtores (Mato Grosso e Bahia), nos próximos meses.

A Conab destacou que a comercialização da safra 2018/19 em Mato Grosso está avançada, já atingindo 67 por cento do total.

“Em Mato Grosso, maior produtor nacional, o plantio ocorre apenas a partir de dezembro... Todavia, já é possível estimar um aumento significativo na área plantada devido aos bons retornos financeiros da cultura”, disse.

O analista sênior de agronegócios do Itaú BBA, Guilherme Bellotti, apontou que os números do algodão da Conab, que vieram dentro da expectativa, destacam-se no relatório da estatal.

O aumento “significativo” de área, acrescentou ele, “é resultado das boas margens que têm sido observadas na safra 17/18 e das perspectivas positivas para a próxima safra”.

Com uma boa safra, o Departamento de Agricultura norte-americano estima que o Brasil poderá superar a Índia em 2018/19 como o segundo maior exportador global da pluma, ficando apenas atrás dos EUA.

A Conab estima exportações de 1,33 milhão de toneladas da pluma em 2018/19, ante a marca histórica de 1 milhão de toneladas de 2017/18. O consumo do país deverá crescer em 50 mil toneladas na nova safra, para 750 mil.

FONTE: Mato Grosso Digital
#181015-02
15/10/2018

Brasil embarca 165,3 mil toneladas de carne de frango em outubro

Volume representa US$ 247,9 milhões exportados

Na segunda semana de outubro de 2018, com 4 dias úteis, foram embarcadas 165,3 mil toneladas de carne de frango in natura, chegando a US$ 247,9 milhões.  A média diária teve uma leve alta de 4,1% em relação ao mês de setembro e alta de 15% em relação a 2017.

O valor pago por tonelada foi menor, representando uma queda de 2,6% referente a setembro e de 10,1% referente a outubro de 2017.

Em resultados gerais a balança comercial registrou superávit de US$ 1,746 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,467 bilhões e importações de US$ 2,721 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 9,519 bilhões e as importações, US$ 6,460 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,059 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 189,178 bilhões e as importações, US$ 141,805 bilhões, com saldo positivo de US$ 47,374 bilhões.

FONTE: Avicultura Industrial
#181015-01
15/10/2018

Carnes: as projeções da CONAB para 2018

Nas projeções da CONAB, embora menor (queda de 0,29%), a produção brasileira de carnes em 2018 deve manter-se, como em 2017, em torno dos 26,2 milhões de toneladas. A queda, neste caso, estará sendo determinada pela produção de carne de frango, prevista em 13,4 milhões de toneladas, 1,34% menos que no ano passado.

Na exportação, a carne de frango também recua. Mas a queda projetada, de 2,18%, é inferior à prevista para a carne suína, de praticamente 15%. Como resultado, as exportações totais, de pouco mais de 6,7 milhões de toneladas, recuarão 2,39% no ano.

A disponibilidade interna total tende a um crescimento médio próximo de meio por cento. Mas em decorrência, sobretudo, do forte retrocesso nas exportações de carne suína. Nestas projeções, a disponibilidade de carne de frango será perto de 1% menor.

Como corolário, a disponibilidade per capita das três carnes somadas tende a um recuo inferior a meio por cento. Mas, novamente, a contribuição maior para a (quase) manutenção dessa disponibilidade vem da carne suína, pois o per capita da carne bovina tende a uma redução de 0,3% e o da carne de frango de 1,77%.

FONTE: Avisite
#181008-03
08/10/2018

Aumentou o número de UFs exportadoras de carne de frango

Operações de escoamento da soja baiana no terminal de Cotegipe vão até janeiro; há até 'overbook' de navios

O último dado da SECEX/MDIC relativo às Unidades Federativas brasileiras exportadoras de carne de frango surpreende. Porque aumentou em quase 30% o número de UFs que efetuam negociações externas com o produto: no fechamento do primeiro semestre eram 17; agora elas somam 22 UFs.

Detalhando, entre janeiro e junho deste ano o rol de UFs exportadoras foi composto pelos três estados do Sul (PR, SC e RS), pelas quatro UFs do Centro-Oeste (MS, GO, MT e DF), por três do Sudeste (SP, MG e ES), por três do Nordeste (PE, BA e PB) e por quatro da Região Norte (TO, PA, RR e AM).

Agora, passam a integrar o “clube” os estados do Acre e Rondônia, pela Região Norte; Ceará e Maranhão, pelo Nordeste; e o Rio de Janeiro, pelo Sudeste. Isto, sem contar que o último dado da SECEX/MDIC traz uma inédita Zona Não Declarada, com pouco mais de uma tonelada de produto exportado.

Nada disso, porém, altera o status anterior das exportações. Ou seja: a Região Sul permanece na liderança absoluta e com participação crescente no setor. Nos mesmos nove meses de 2017 respondeu por 77,29% do total exportado e, neste ano, por 79,45%, quase 3% a mais. 

Vale notar, aqui, que esse ganho foi proporcionado sobretudo por Santa Catarina, já que Paraná e Rio Grande do Sul registraram redução no volume exportado. Aliás, junto com Santa Catarina, apenas três outros estados fecharam os nove primeiros meses de 2018 com aumento no volume exportado: Espírito Santo, Paraíba e Roraima.

FONTE: Avisite
#181008-02
08/10/2018

Abrafrigo: exportação de carne bate recorde em setembro, para 178,5 mil t

Operações de escoamento da soja baiana no terminal de Cotegipe vão até janeiro; há até 'overbook' de navios

A exportação total de carne bovina em setembro (in natura e processada) registrou novo recorde em setembro, atingindo volume de 178.513 toneladas, um crescimento de 32% sobre o mesmo mês do ano passado (135.467 toneladas). A receita cambial alcançou no mês passado US$ 698 milhões, representando elevação de 26% ante igual mês de 2017 (US$ 554,6 milhões).

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) que compilou os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por meio da Secex/Ddecex.

Com esse resultado, no acumulado do ano, o Brasil já exportou 1.193.605 toneladas do produto, em comparação com 1.064.752 no mesmo período do ano passado, o que corresponde a um aumento de 12%. Em receita, nos primeiros nove meses do ano, o total atinge US$ 4,9 bilhões ante US$ 4,3 bilhões em 2017, ou 13% de crescimento.

Em setembro foram exportadas 150,7 mil toneladas de carne in natura e 28,8 mil toneladas de carnes processadas.

A Abrafrigo considera que, caso as exportações se mantenham no mesmo ritmo de agosto e setembro, que foram recorde, a meta de crescer 10% neste ano será facilmente atingida, podendo se aproximar de 15%.

O principal destino do produto nacional continua sendo a China que, por meio da cidade-Estado de Hong Kong e pelas importações realizadas pelo continente, comprou, nos nove primeiros meses deste ano, 517.084 toneladas do produto brasileiro, ante 392.745 toneladas no mesmo período de 2017. Com isso, o país asiático passou a representar 43,3% das vendas brasileiras em 2018, ante 36,9% em 2017.

Também apresentaram aumento relevante: Egito, que passou de 104.618 toneladas em 2017 para 125.576 toneladas em 2018 (+ 20%); Chile, que foi de 43.910 toneladas para 84.208 toneladas (+92%) e Uruguai, que saiu de apenas 2.653 toneladas para 37.266 toneladas neste ano (+304%).

No total, 100 países aumentaram suas compras enquanto outros 54 reduziram. A Abrafrigo destaca, ainda, a ausência da Rússia, que já foi o maior comprador do produto brasileiro em anos passados e que zerou suas importações desde dezembro de 2017. No ano passado aquele país havia adquirido 116.804 toneladas de carne bovina brasileira.

FONTE: Terra
#181008-01
08/10/2018

Produtos agrícolas respondem por 26% das exportações via Porto de Salvador

 

Operações de escoamento da soja baiana no terminal de Cotegipe vão até janeiro; há até 'overbook' de navios

As exportações de frutas e outros produtos agrícolas já representam mais de um quarto das mercadorias que circulam pelo Terminal de Contêineres do Porto de Salvador - Tecon, no bairro do Comércio. São mais de 710 mil toneladas de mercadorias vindas do campo, entre janeiro e agosto deste ano.

Entre as principais cargas estão celulose e papel, alimentos em geral - principalmente café, cacau e derivados - além de sucos, polpas de frutas e produtos têxteis como algodão e produtos da pecuária como cortes de aves e couro bovino. O terminal ainda envia para outros países o café do Sudoeste da Bahia, o feijão produzido no Tocantins, a laranja e o açúcar de Sergipe.

Segundo a administração do Tecon, em época de colheita de safra, as operações gerais de exportação por Salvador crescem mais de 20%. Em alguns casos, a elevação ultrapassa este percentual. O escoamento do limão produzido na Bahia, Sergipe e Norte de Minas, por exemplo, foi 34% maior do que em 2017.

“Temos orgulho em participar ativamente de uma logística que, dentro do menor tempo possível, precisa ser hábil para receber e embarcar os contêineres refrigerados cheios de frutas nos navios que seguem para Europa e Estados Unidos, maiores centros consumidores”, afirma Patrícia Iglesias, diretora comercial do Tecon Salvador.

Na primeira safra do ano, as operações de escoamento das uvas da Vale do São Francisco cresceram 68%, comparadas com o mesmo período do ano passado. Até dezembro, o intenso movimento de cargas deve se repetir com a safra de manga, vinda também do Norte da Bahia. 

“Sabemos da alta concorrência que nossas frutas enfrentam no mercado exterior, assim é preciso que cheguem em sua melhor qualidade, no menor tempo e com preço competitivo. Entendemos o potencial exponencial de crescimento que o Vale do São Francisco tem e buscamos nos equipar para apoiá-los nas exportações e assim difundir o nome da região pelo mundo”, acrescenta Patrícia Iglesias.

No primeiro semestre foram embarcados mais de 400 contêineres de limão, 278 de açúcar, 112 com cortes de carnes de aves, bovinos e jegues. Ano passado, no total, foram movimentados 195.669 contêineres entre exportação, importação e cabotagem. E a expectativa é a de que a movimentação se torne ainda mais intensa a partir do próximo ano. Isso porque desde junho o terminal baiano passou a ser o segundo do país autorizado a receber e operar navios de 366 metros de comprimento, com capacidade para transportar volumes acima de 14 mil contêineres de uma só vez.

A logística é o tema do 7º Seminário do Tecon, marcado para a próxima quarta-feira em Salvador. O evento vai reunir empresas de todo o Brasil e representantes do trade de comércio interno e externo. Eles vão discutir soluções e inovações para a cadeia logística nos portos. Este ano, o foco principal do evento será a gestão de pessoas. Também vão ser discutidas as dificuldades para obter profissionais qualificados, o futuro do mercado de trabalho no setor e as experiências bem-sucedidas com empresas de serviços específicos. Entre elas a startup i4Sea, que oferece um sistema de diagnóstico da influência do mar nas operações de navegação.

Superávit

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a Bahia atingiu a marca de US$ 6,15 bilhões em exportações entre janeiro e setembro deste ano. O valor é 2,34% maior do que o registrado no mesmo período de 2017. Inclui todos as mercadorias exportadas, entre eles polímeros, gasolina, ferros, alimentos, hidrocarbonetos e outros produtos manufaturados.

A Bahia continua ocupando a nona posição entre os estados que mais exportam, e tem assegurada 3,4% de participação nas exportações brasileiras. Este ano, até agora, o estado acumula um superávit comercial de US$ 417,82 milhões de dólares.

Soja

Entre janeiro e setembro deste ano, as exportações baianas de soja atingiram a marca dos US$ 978,2 milhões de dólares. Nestes meses, a Bahia enviou para outros países mais de 3 milhões e 630 mil toneladas de soja. O volume exportado é 5,3% maior do que no mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Já as exportações de farelo de soja e resíduos da extração do óleo cresceram 51% frente ao mesmo período de 2017.

Atualmente, a soja representa 16% do volume total das exportações baianas. Somando-se a este percentual os 5,4% das exportações do farelo e do óleo, o complexo soja equivale a 21,4% de tudo que foi exportado pela Bahia.

O volume é três vezes maior do que as exportações de automóveis. De acordo com os dados, os veículos representam 7,4% das mercadorias produzidas aqui no estado e enviadas para outros países. Até agora, a venda de automóveis rendeu US$ 455,68 milhões. Quase metade do obtido com as exportações de soja. O volume individual de exportações do grão só é superado pelo percentual da celulose, que corresponde a 18% do total.

Plantão

Operações de escoamento da soja baiana vão avançar até janeiro. Tem até “Overbook” de navios para exportar os grãos. Para transportar tanta soja, o principal porto de escoamento do grão na Bahia não dorme. Os caminhões carregados de soja não param de chegar ao Terminal Portuário de Cotegipe, na baía de Aratu, em Salvador. O porto particular é responsável pelo escoamento de mais de 90% da soja produzida no estado.

Na avenida que dá acesso ao terminal, perto da estrada da Base Naval, a fila é imensa e chega a mais de quarenta carretas por dia. As equipes se revezam para agilizar as operações de embarque nos navios graneleiros, com capacidade para transportar até 66 mil toneladas do grão. Em média, são necessários dois dias e meio para encher o porão de cada embarcação.
Ainda este ano, mais de trinta navios de grande porte devem atracar no porto, entre eles o Red Lotus, de bandeira panamenha, e o Sitc Huashan, com bandeira de Hong Kong.
“Entre julho e agosto, o volume de exportação chegou a diminuir por conta da superlotação no destino, quando muitos navios ficaram com restrições de saída. Mas agora a programação está intensa”, diz Jorge Pessôa, Diretor de Operações do Terminal Cotegipe.

Pela primeira vez o escoamento deve avançar até 2019, cinco meses além do período normal. “As operações devem se estender até janeiro, quando devemos receber pelo menos mais seis navios. Talvez até fevereiro. Este é um movimento totalmente atípico, por conta do grande volume de produção. E já tem empresa pedindo para entrar no lugar, caso haja alguma desistência. É como se estivéssemos com overbook de navios”, conclui Jorge Pessôa, que no ano passado já tinha estendido as operações até dezembro.

Este ano, o Oeste da Bahia produziu mais de 6,3 milhões de toneladas de soja. Um volume que superou as expectativas iniciais dos próprios produtores rurais. Segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), mais de 95% dos grãos já foram comercializados, só restam 5% para negociação. “Ainda temos muita soja armazenada nos silos das fazendas e contratos para serem embarcados até o fim do ano”, confirma Celestino Zanella, Presidente da Aiba.

A Bahia é responsável hoje por 5% da produção nacional de soja e por 58% da produção nordestina. E vem mais grãos por aí. Com o fim do vazio sanitário da soja, nesta segunda-feira começa o plantio da próxima safra. Os agricultores já estão preocupados com os novos problemas que podem surgir no armazenamento e no transporte.

“Esta soja que será plantada agora começara a ser colhida a partir do dia dez de janeiro de 2019. Ou seja, em plena colheita da próxima safra ainda estaremos escoando a anterior. Isto aumentará a demanda por portos. Vamos precisar de mais fluidez no transporte, e reavaliar os custos de produção e do frete. Mas sempre mantemos a perspectiva de que um ano vai ser melhor do que o outro”, acrescenta Zanella.


Recorde
O desempenho da Bahia no mercado da soja acompanha uma tendência nacional. Segundo o Ministério do Comércio Exterior, entre janeiro e setembro, o Brasil exportou 69,21 milhões de toneladas da commodity. O volume é 1,5% maior em comparação com a soja que foi exportada ao longo de todo o ano passado.
De acordo com a Scot Consultoria, a guerra comercial entre Estados Unidos e China, a quebra na safra da Argentina e a valorização do dólar influenciaram no crescimento dos embarques.

Principais exportações baianas de janeiro a setembro de 2018

Celulose: 18%
Soja: 16%
Farelo e Resíduos da extração de óleo de soja: 5,4%
Automóveis de passageiros: 7,4%
Óleos combustíveis (óleo diesel, Fuel-Oil, etc): 6,2%
Demais produtos manufaturados: 5,5%
Cátodos de Cobre: 3,6%
Demais produtos semimanifaturados: 3,3%
Hidrocarbonetos e derivados: 2,6%
Polímeros: 2,3%
Compostos de funções nitrogenadas: 2,1%
Cobre em Barras, perfis, fios, chapas, folhas e tiras: 1,9%
Pneumáticos: 1,9%
Ferroligas: 1,7%
Algodão: 1,7%
Manteiga, gorduras e óleo de cacau: 1,5%
Magnésia calcinada a fundo e outros óxidos: 1,3%
Calçados: 0.49%


FONTE: Correio 24horas
#181003-03
03/10/2018

Preço do algodão oscilou em setembro no mercado paulista

Em Mato Grosso, Imea vê influência pouco significativa da queda das cotações em Nova York sobre a paridade de exportação da pluma

O preço do algodão oscilou durante setembro e acabou encerrando o mês passado com leve alta. É o que ponta o indicador medido pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com base nos negócios realizados no Estado de São Paulo. A referência acumulou valorização de 0,21%, cotada a R$ 3,1962 por libra-peso em 28 de setembro.

“Como parte da pluma beneficiada tem sido direcionada às entregas de contratos, os valores internos acabaram se sustentando ao longo de setembro. Em relação às negociações, a disparidade entre o vendedor e o comprador quanto ao preço e à qualidade da pluma limitou os fechamentos”, dizem os pesquisadores, em nota divulgada nesta quarta-feira (3/10).

O indicador da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), baseado no produto posto em São Paulo, também apontou oscilação ao longo de setembro. Mas a cotação encerrou o mês inferior à do início. Dia 3 de setembro, a BBM apontava média de R$ 3,18 por libra-peso.  A referência chegou a cair para R$ 3,15. Voltou a subir e fechou a R$ 3,16 no dia 28 passado.

Em Mato Grosso, as cotações do algodão encerraram setembro com leve valorização, de acordo com o Instituto de Economia Agropecuária do Estado (Imea).  Só na semana passada, a cotação no mercado disponível subiu 0,44%, em média, a R$ 98,90 por arroba.

“Com a colheita de algodão em MT encerrada, os trabalhos de campo voltam-se neste momento para o carregamento de rolos, beneficiamento da pluma e destruição das soqueiras”, diz o Imea, em boletim semanal.

De acordo com os técnicos, a pressão sobre os preços veio de fora. Na Bolsa de Nova York, houve recuo de 3,68%, encerrando setembro com média equivalente a US$ 81,86 por arroba (os contratos em Nova York são referenciados em centavos de dólar por libra-peso).

"A pressão baixista se deu, principalmente, na segunda quinzena do mês, em decorrência da entrada de pluma disponível norte-americana. Além disso, as tensões comerciais entre os EUA e a China, que ameaçam implementações de novas taxas nas importações em ambos os países, trazem atenção ao mercado quanto à destinação da demanda pela pluma norte-americana", dizem os técnicos.

Segundo o Imea, a partidade de exportação do algodão mato-grossense com referência em dezembro de 2018 caiu 3,31% na semana passada, a R$ 100,33 por arroba. Na base julho de 2019, a queda foi de 2,99% no período, com a paridade em R$ 110,62 por arroba.

Ainda assim, o efeito sobre a paridade não foi tão intenso, avalia o Imea. Em setembro, acumulou alta de 0,17%, sustentada pela valorização do dólar, de mais de 4% no período.


FONTE: Globo Rural
#181003-01
03/10/2018

Qualidade do arroz brasileiro aumenta competitividade com os EUA

De março a agosto, conforme números do Irga, já foram exportadas 767,87 mil toneladas. A estimativa do setor é de que se supere 1,2 milhão de toneladas previstas pela Companhia Nacional de Abastecimento

Pela primeira vez em sete anos, desde que se deu início às exportações de arroz em casca pelo Brasil, o país vem aumentando sua competitividade em relação ao arroz produzido nos Estados Unidos. Segundo informações da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) vem sendo pago um prêmio aproximado de US$ 15,00 por tonelada em relação aos países da América Central, região importadora e exigente em qualidade.

O presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, afirma que o setor comemora essa conquista que foi construída junto com outras entidades e as tradings que operam com exportação do grão. “O arroz brasileiro vem se consolidando em função de sua qualidade. Está sendo muito importante o trabalho realizado pelas tradings, pela Federarroz e pelo Inistituto Rio Grandense do Arroz (Irga)”, destacou.

De março a agosto, conforme números do Irga, já foram exportadas 767,87 mil toneladas. A estimativa do setor é de que se supere 1,2 milhão de toneladas previstas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o ano comercial, de março de 2018 a fevereiro de 2019, sendo assim confirmando a expectativa de que os estoques de passagem para o arroz sejam os mais justos dos últimos anos.

FONTE: Canal Rural
#181001-01
01/10/2018

Exportação do complexo soja cresce 9,9% em volume e 19,3% em receita

As exportações brasileiras do complexo soja somaram 5,984 milhões de toneladas em setembro, com receita de US$ 2,40 bilhões. Em relação a igual período de 2017, o volume aumentou 9,9% e a receita, 19,3%. Já ante agosto deste ano foi registrada queda de 38,9% na quantidade embarcada e de 39,8% no faturamento. Os dados foram divulgados na tarde desta segunda-feira, 1º de outubro, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Neste ano, a demanda pela oleaginosa brasileira aumentou com a quebra na safra de soja da Argentina e a disputa comercial entre Estados Unidos e China. Isso, aliado ao atraso na colheita de milho e à safrinha menor do cereal, fez com que a janela de exportação de soja, que tradicionalmente ocorre no primeiro semestre, se estendesse ao longo do terceiro trimestre. Os embarques de soja em grão seguem em patamar bem mais alto do que em igual período do ano passado, embora já estejam bem abaixo dos observados em agosto.

No acumulado de 2018, o Brasil já exportou 83,46 milhões de toneladas de soja, farelo e óleo, ante 73,313 milhões de toneladas em igual período do ano passado. A receita obtida com as vendas do complexo nos nove primeiros meses deste ano totalizou US$ 33,60 bilhões, ante US$ 27,72 bilhões em igual intervalo de 2017.

As exportações de soja em grão somaram 4,610 milhões de toneladas em setembro. Na comparação com igual período de 2017, quando foram embarcados 4,272 milhões de toneladas, o aumento chega a 7,9%. O faturamento com as vendas externas do grão atingiu US$ 1,83 bilhão no mês passado, aumento de 13,7% em relação a setembro de 2017 (US$ 1,61 bilhão). Na comparação com agosto, quando foram embarcados 8,127 milhões de toneladas, as exportações caíram 43,3% em volume. Em receita, o recuo chegou a 43,0% ante o total de US$ 3,21 bilhões de agosto.O preço médio do produto exportado foi de US$ 397,2/tonelada, ante US$ 395,3/t em agosto e US$ 376,9/t em setembro do ano passado.

De farelo de soja, o volume exportado somou 1,289 milhão de toneladas, aumento de 10,8% em relação a setembro de 2017, quando o Brasil enviou ao exterior 1,163 milhão de toneladas. Ante agosto, a queda foi de 11,8%. Naquele mês, o País exportou 1,461 milhão de toneladas. A receita com a exportação em setembro totalizou US$ 508,3 milhões, incremento de 30,6% em relação aos US$ 389,1 milhões de igual período de 2017. Em relação a agosto, quando o Brasil havia obtido receita de US$ 621,8 milhões, o recuo foi de 18,3%.

Ainda entre os derivados, os embarques de óleo de soja somaram 84,6 mil toneladas em setembro, aumento de 713,5% em relação a igual mês de 2017, quando as exportações haviam totalizado 10,4 mil toneladas. Quando comparado a agosto (209,3 mil toneladas), houve recuo de 59,6%. A receita obtida com os embarques de óleo de soja somou US$ 56,1 milhões em setembro. O incremento foi de 610,1% ante o valor registrado em igual período do ano passado, de US$ 7,9 milhões. Na comparação com agosto (US$ 142,8 milhões), houve queda de 60,7%.

FONTE: Globo Rural
#180926-03
26/09/2018

Exportadores de carne suína comemoram abertura do mercado da Índia

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou comunicado no qual comemora a abertura do mercado indiano para a carne suína do Brasil, conforme anunciado na terça-feira, 25, pelo Ministério da Agricultura. O presidente da ABPA, Francisco Turra, informou que as negociações entre brasileiros e indianos, para tornar viável as exportações de carne suína, estavam na pauta das relações comerciais dos dois países há, pelo menos, quatro anos, a partir de um pedido feito pela ABPA ao governo brasileiro.

"Se por um lado é uma vitória para o Brasil, por outro, é o reconhecimento da capacidade brasileira de ofertar produtos com excelência acerca da qualidade dos produtos e do preservado status sanitário, especialmente neste momento em que diversas nações produtoras sofrem com incontáveis focos de peste suína africana", disse o presidente da ABPA no comunicado.

A agilidade nas tratativas ocorreu após visita do ministro Blairo Maggi à Índia. País com a segunda maior população mundial, com 1,3 bilhão de habitantes, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima de 6%, de acordo com o Banco Mundial, a Índia é um dos mais ambicionados mercados para o setor de proteína animal mundial, explicou Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

"Com uma renda per capita crescente, o país passa por um intenso processo de urbanização, o que gera a necessidade de oferta de produtos e uma natural migração do consumo, com maior presença de proteínas animais na composição da cesta de alimentos. Neste contexto, o setor brasileiro buscará preencher lacunas não ocupadas pelos produtores locais, como o food service para hotéis e outros nichos de mercado emergentes", destacou Santin.

FONTE: Terra
#180926-01
26/09/2018

Dados: China registra redução na importação de grãos

Dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China indicam que o país asiático registrou uma redução significativa nas importações de grãos após impor tarifas aos embarques dos Estados Unidos. De acordo com as informações, a China comprou apenas 60 mil toneladas de sorgo em agosto, 79% abaixo das 259.892 toneladas importadas no ano anterior.

Nesse cenário, a Administração Geral das Alfândegas indicou que foram adquiridas apenas 330 mil toneladas de milho em agosto, uma queda de 13,5% em relação às 377,5 mil toneladas de agosto do ano passado. Além disso, as importações de trigo também caíram 51,6%, com 140 mil toneladas recebidas.

Embora a instituição não ter listado os dados totais de importação de países específicos, como os Estados Unidos que são os mais influenciados pela medida, a China tipicamente importa cerca de um terço de seu milho e trigo e quase todo o seu sorgo dos norte-americanos. Em julho, os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre todo o alumínio e o aço provenientes da China, e os chineses responderam cobrando tarifas de vários produtos norte-americanos, incluindo soja, sorgo e milho.

Os volumes totais de importação de soja para agosto não foram listados no relatório, mas o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou recentemente que as importações chinesas para o ano comercial de 2018-2019 deverão cair em 1 milhão de toneladas. Sendo assim, o alvo dos orientais passa a ser o mercado sul-americano da oleaginosa, com destaque para Brasil e Argentina, que já exportaram uma quantidade significativa de soja para a China na última safra.

FONTE: Cenário MT
#180925-05
25/09/2018

Maggi: Imposto sobre ingredientes ativos de 60% dos inseticidas é zerado

Segundo o ministro da Agricultura, a decisão valerá quando for publicada no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer em uma semana

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, relatou nesta terça-feira, dia 25, que o Comitê Executivo de Gestão da Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) aprovou a redução de 8% para zero por cento da alíquota de importação de dez ingredientes ativos utilizados na formulação de inseticidas aplicados em lavouras do país. Os produtos são: bendiocarbe, bifentrina, clorfenapir, ciflutrina, deltametrina, etofenprox, fenitrotion, lambda-cialotrina, malathion, pirimfós-metila ou propoxur.

“Esses ingredientes ativos representam cerca de 60% dos inseticidas utilizados no país e são utilizados em cultivos como soja, milho, arroz, amendoim, batata, cana-de-açúcar, cebola, citros, feijão, girassol, palma forrageira, pastagens, pepino, sorgo, tomate e trigo”, relatou o ministro.

Segundo ele, a decisão valerá quando for publicada no Diário Oficial da União, o que deve levar uma semana. “O ministério trabalha para reduzir os custos de produção, aumentar a renda do produtor e colocar mais produtos na mesa dos consumidores brasileiros e estrangeiros.”

FONTE: Canal Rural
#180925-01
25/09/2018

Soja já representa 25% do valor da produção agropecuária brasileira

Estimativas do ministério mostram que, em 2011, a participação era de 17%

O Ministério da Agricultura voltou a elevar sua estimativa para o valor bruto da produção (VBP) agropecuária do país em 2018. Graças a uma visão ainda mais otimista sobre o mercado de soja, carro-chefe do agronegócio nacional, a Pasta passou a prever o VBP do campo em R$ 565,6 bilhões este ano, R$ 2,1 bilhões a mais que em 2017 mas montante ainda 2,5% menor que o de 2017.
 
Embalada por mais uma safra recorde, valorizada pela quebra da produção na Argentina e pelas disputas comerciais entre Estados Unidos e China, a soja deverá representar quase 25% do valor total.

O ministério aumentou sua previsão para o VBP da oleaginosa para R$ 139,9 bilhões, um novo recorde 10,6% superior ao anterior, de 2017. Desde 2011 o VBP da soja só faz crescer. Naquele ano, o grão respondeu por 16,7% do VBP total.
 
Em relação apenas ao valor da produção das 21 culturas agrícolas que fazem parte do levantamento, a fatia da soja deverá crescer de 25,3%, em 2011, para 36,4% em 2018 — o Ministério da Agricultura projeta o VBP da agricultura brasileira este ano em R$ 384,23 bilhões, 1,2% abaixo do resultado do ano passado.
 
Essa queda, apesar do avanço da soja e dos expressivos crescimentos dos valores das produções de algodão (44,4%, para R$ 33,5 bilhões), de café (7,9%, para R$ 24,3 bilhões) e de trigo (79,2%, para R$ 4,9 bilhões), está sendo determinada por resultados negativos previstos para cana, milho, laranja, mandioca, banana, arroz e feijão, que em geral amargaram quedas de preços.
 
Dessa lista, o maior tombo projetado pelo ministério é o do feijão (30,2%, para R$ 6,2 bilhões). Em seguida aparecem a laranja (queda de 19,4%, para 12,3 bilhões), o arroz (R$ 18%, para R$ 9,7 bilhões), a mandioca (17,8%, para R$ 10,6 bilhões), o milho (10,8%, para R$ 45,7 bilhões), a cana (10,7%, para R$ 65,1 bilhões) e a banana (8,7%, para R$ 10,6 bilhões).
 
Para as cinco principais cadeias da pecuária brasileira, o Ministério da Agricultura elevou sua estimativa para o VBP para R$ 181,3 bilhões. Mas, ainda que seja R$ 1,6 bilhão superior ao valor previsto em agosto, o novo montante ainda é 5,1% menor que o calculado para 2017. E o peso para essa baixa é exercido por todas as cadeias produtivas do segmento.
 
Em época de problemas na economia, o consumo de proteínas animais normalmente sofre mais, e neste ano as exportações não estão compensando a queda, que também sofre a influência da greve dos caminhoneiros em maio — a paralisação prejudicou especialmente os segmentos de leite e frango. Mesmo os ovos, que estão com demanda bastante aquecida, não têm apresentado altas de preços capazes de impulsionar seu VBP.
 
Conforme o ministério, na pecuária a maior retração do valor da produção será:

- suínos (19%, para R$ 13,9 bilhões);
- ovos (12,1%, para R$ 10,6 bilhões);
- frango (5,1%, para R$ 50,5 bilhões);
- leite (4,3%, para R$ 31,1 bilhões), e,
- bovinos (1,2%, para R$ 75,2 bilhões).


Ainda que o recuo do VBP dos bovinos seja modesto, é o terceiro seguido, o que mostra a relação do consumo do produto com o crescimento da economia.

FONTE: DefesaNet
#180918-01
18/09/2018

Safra 2018 de café deve ser a maior da história com 60 milhões de sacas

Os dados foram divulgados pela Conab nesta terça-feira. O volume representa um crescimento de 33,2% em relação à safra passada

O terceiro levantamento da safra 2018 de café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira, dia 18, confirmou que o Brasil terá a maior produção da sua história. Ao todo, deverão ser colhidas 59,9 milhões de sacas de 60 quilos, o que representa um crescimento de 33,2% em relação à safra passada, que alcançou 45 milhões de sacas.

Do total estimado, 45,9 milhões de sacas são do café arábica que teve um aumento de 34,1%. Já o café conilon, com menor volume, deverá alcançar 14 milhões de sacas, o que representa um aumento de 30,3%. De acordo com o estudo, a bienalidade positiva e as boas condições climáticas são as principais responsáveis pelos bons resultados. Soma-se a isto, o avanço da tecnologia neste setor, sobretudo em relação à produtividade.

O período mais recente de alta bienalidade ocorreu em 2016, quando o Brasil teve uma produção de 51,4 milhões de sacas que foi considerada, até então, a maior safra do grão no país, superada agora por esse recorde deste ano.

Minas Gerais continua como o maior estado produtor, com 31,9 milhões de sacas, sendo 31,6 milhões do arábica e 218,3 mil sacas do conilon. No Espírito Santo, a produção chegou a 13,5 milhões de sacas, com 8,8 milhões para conilon e 4,7 milhões para arábica.

Em São Paulo, a produção é exclusivamente de café arábica e a quantidade chegou a 6,2 milhões de sacas. A Bahia teve uma produção de 2,9 milhões do conilon e 1,9 milhão do arábica.

Outro estado que apresentou bons resultados foi Rondônia, com uma produção de 1,9 milhão de sacas, devido ao maior investimento na cultura, com a produtividade aumentando significativamente nos últimos 6 anos, passando de 10,8 sacas por hectare em 2012 para 30,9 sacas na safra atual.

A área total engloba os cafezais em formação e em produção em todo o país e deve alcançar 2,16 milhões de hectares, sendo 294,4 mil para o café em formação e 1,86 milhão de hectares para o que está em produção.

FONTE: Canal Rural
#180917-07
17/09/2018

Exportação agrícola aumenta 4,7% e soma US$ 68,52 bilhões

Importações apresentaram queda de 0,7%, chegando a US$ 9,47 bilhões no período

O valor das exportações do agronegócio de janeiro a agosto cresceu 4,7%, somando um total de US$ 68,52 bilhões. O aumento ocorreu em função, principalmente, da alta do volume exportado, que subiu 3,8% no período analisado, em relação aos primeiros oito meses do ano passado. As importações no setor apresentaram queda de 0,7%, chegando a US$ 9,47 bilhões no período.

Como resultado, o saldo da balança comercial do agronegócio nos primeiros oito meses do ano foi de US$ 59 bilhões.

Os dados integram a mais recente edição do Boletim da Balança Comercial do Agronegócio, divulgado pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ontem. 

As cargas agrícolas estão entre as principais mercadorias movimentadas no Porto de Santos, que lidera as operações de commodities como açúcar, café, complexo soja (grãos, farelo e óleo), suco de laranja e celulose no Brasil.

O principal segmento exportador do agro continuou sendo o complexo soja (grão, farelo e óleo), segundo o boletim do Mapa. As exportações desses produtos somaram US$ 25,79 bilhões entre janeiro e agosto de 2017 e subiram para US$ 31,25 bilhões entre janeiro e agosto deste ano, uma alta de 21,2%.

A soja em grão é o principal produto exportado nesse segmento, com vendas externas de US$ 25,72 bilhões (+20%). A quantidade exportada de soja em grão subiu de 56,9 milhões de toneladas, entre janeiro e agosto de 2017, para uma quantidade recorde, de 64,6 milhões de toneladas entre janeiro e agosto de 2018.

De acordo com o órgão federal, essa quantidade representou 54% das 119,3 milhões de toneladas colhidas na safra 2017/2018.

As exportações de farelo foram de US$ 4,69 bilhões (+32%). O volume exportado foi recorde, com 11,8 milhões de toneladas.

Outro produto de destaque no período de janeiro a agosto deste ano foi a celulose, que bateu recorde de venda em valor (US$ 5,63 bilhões em alta de 37,9%) e quantidade (10,3 milhões de toneladas em alta de 9,9%). Santos conta com terminais especializados neste tipo de commodity.

FONTE: A Tribuna
#180917-06
17/09/2018

DE JANEIRO A AGOSTO 80% DA EXPORTAÇÃO DE SOJA VAI PARA CHINA

De janeiro a agosto de 2017, as exportações do Brasil para a China haviam atingido 44,1 milhões de toneladas

As exportações de soja do Brasil para a China somaram 50,9 milhões de toneladas de janeiro a agosto, volume que representa 78,8 por cento de toda a oleaginosa exportada pelos brasileiros no período, à medida que o gigante asiático evita comprar o produto dos EUA devido a uma tarifa de 25 por cento.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da Agricultura, que apontou também que as exportações totais do Brasil nos oito primeiros meses de 2018 somaram um recorde de 64,6 milhões de toneladas, versus 56,9 milhões de toneladas no mesmo período de 2017.

De janeiro a agosto de 2017, as exportações do Brasil para a China haviam atingido 44,1 milhões de toneladas, o que representou uma fatia de cerca de 77,5 por cento de tudo o que o país exportou no período.

As exportações brasileiras de soja do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa, estão estimadas em 76 milhões de toneladas em 2017/18, resultando em estoques finais mínimos, o que indica que o país não terá muito mais soja para ofertar aos chineses nos próximos meses, até a entrada da nova safra, a partir de janeiro.

Buscando evitar a soja dos EUA, taxada em 25 por cento pelos chineses desde julho, em meio a uma guerra comercial, a China já deu mostras de que busca alternativas.

Nesta semana, a China reduziu sua previsão de importações anuais de soja no ano-safra que começa em 1º de outubro para 83,65 milhões de toneladas, ante 93,8 milhões de toneladas na previsão anterior, planejando recorrer a outros produtos para fabricar ração animal.

O ministério brasileiro informou ainda que, de janeiro a agosto, as exportações de soja, o principal produto exportado pelo país, somaram 25,72 bilhões de dólares, alta de 20 por cento na comparação anual.

O governo relatou também que as exportações de soja em grão para a China responderam por quase 30 por cento do valor total exportado em produtos do agronegócio brasileiro (68,52 bilhões de dólares, de janeiro a agosto), o que ressalta a dependência brasileira da China no comércio global.

O gigante asiático comprou sozinho, de janeiro a agosto, 42,7 por cento da safra de soja em grão brasileira 2017/2018, que atingiu um recorde de 119,3 milhões de toneladas.

Já as exportações de farelo de soja também atingiram volume recorde, com 11,8 milhões de toneladas de janeiro a agosto, gerando divisas de 4,69 bilhões de dólares (+32 por cento), de acordo com o ministério. O produto, no entanto, teve como principal destino a União Europeia.

RECORDE DE CARNE

Segundo o ministério, a China também adquiriu 41,7 por cento da quantidade total exportada pelo Brasil de celulose e quase 20 por cento da quantidade exportada de carne bovina in natura.

A propósito, a quantidade de carne bovina in natura comercializada para o exterior apresentou recorde mensal em agosto, com 144,42 mil toneladas negociadas, aumento de 17,6 por cento, e crescimento de 13,5 por cento em valor (590 milhões de dólares), conforme a Reuters antecipou no início do mês.

A alta foi registrada apesar da queda do preço médio (- 3,5 por cento), segundo o ministério.

Os principais destinos foram a China, com 33,3 mil toneladas (+23 por cento), e Hong Kong, com 26,6 mil toneladas (+18 por cento) da carne bovina in natura.

FONTE: Compre Rural
#180917-05
17/09/2018

Brasil passa a ser 3º maior exportador agrícola, mas clima ameaça futuro

ONU alerta que exportações para China e Europa podem ser afetadas até 2050 por mudanças climáticas

O Brasil já é o terceiro maior exportador agrícola do mundo. Mas as mudanças climáticas podem representar um desafio real para a expansão produtora do País e gerar uma contração das vendas externas até 2050.

Os dados são da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), que, nesta segunda-feira, 17, apresentou seu informe anual sobre a produção de commodities. No levantamento, o Brasil terminou o ano de 2016 com uma fatia de 5,7% do mercado global, abaixo apenas dos Estados Unidos, com 11%, e Europa, com 41%.

No início do século, o Brasil era superado por Canadá e Austrália, somando apenas 3,2% das exportações mundiais e disputando posição com a China, com 3%. De acordo com a FAO, o valor adicionado da agricultura por trabalhador também dobrou entre 2000 e 2015. No início do século, ele era de US$ 4,5 mil, chegando a US$ 11,1 mil em 2015.

A expansão não se limitou ao Brasil. De acordo com a entidade liderada pelo brasileiro José Graziano da Silva, os países emergentes já representavam 20,1% do mercado agrícola global em 2015, contra apenas 9,4% em 2000. Além de Brasil e China, Indonésia e Índia foram os principais motores dessa expansão. Dos dez primeiros exportadores hoje, quatro são economias em desenvolvimento.

Enquanto isso, o porcentual do mercado dominado por EUA, União Europeia, Austrália e Canadá foi reduzido em dez pontos porcentuais.

Se o Brasil ganhou espaço entre os exportadores, ele desapareceu da lista dos 20 maiores importadores de alimentos. Em 2000, o Brasil era o 13.º maior importador, com 0,9% do mercado mundial. Em 2016, a lista dos 20 primeiros colocados já não traz o mercado brasileiro.

O mercado mundial, enquanto isso, triplicou. O comércio agrícola, que movimentava US$ 570 bilhões em 2000, passou a registrar um fluxo de US$ 1,6 trilhão em 2016.  A expansão econômica da China e a demanda por biocombustíveis foram os principais fatores desse crescimento.

Mudanças climáticas podem afetar produção

Mas se a expansão foi clara nos 15 primeiros anos do século, os cenários até 2050 para o Brasil vão depender do impacto das mudanças climáticas no planeta. De acordo com a FAO, o mundo terá de dobrar sua produção agrícola nos próximos 30 anos.

Mas o impacto das mudanças climáticas pode representar desafios reais para a produção brasileira, que poderia inclusive sofrer uma queda. “Mudanças climáticas vão afetar a agricultura global de forma desigual, melhorando as condições de produção em alguns locais. Mas afetando outros e criando “vencedores” e “perdedores”, indicou o informe da FAO.

Os países em baixas latitudes seriam aqueles que mais sofreriam. Já regiões com climas temperados poderiam ver uma maior produção agrícola, diante da elevação de temperatura.

No caso do Brasil, a previsão é de que, se nada for feito no mercado global, suas exportações seriam afetadas negativamente e haveria até uma leve queda no volume vendido. O mesmo ocorreria com o restante da América do Sul e países africanos. Já Europa, EUA e Canadá registrariam fortes desempenhos.

As exportações brasileiras para África e Índia aumentariam. Mas haveria também incremento de importações vindas da América do Norte e Europa. Já as vendas brasileiras para a Europa e China - seus dois principais mercados - poderiam ser reduzidas em mais de US$ 1 bilhão cada.

O temor da FAO é que as mudanças climáticas aprofundem a disparidade entre países ricos e emergentes, já que a produção agrícola poderia ser afetada. “Precisamos garantir que a evolução e a expansão do comércio agrícola funcionem para eliminar a fome e a desnutrição”, disse José Graziano da Silva.

Para ele, o comércio internacional tem o potencial de estabilizar os mercados e realocar alimentos de regiões com superávit para aqueles com déficit. Caso as mudanças climáticas fossem acompanhadas, até 2050, pela abertura dos mercados, o Brasil seria o país que veria uma das maiores expansões do comércio agrícola.

FONTE: Estadão
#180917-01
17/09/2018

FEIJÃO: Cenário atual e futuro

Em agosto se vendeu abaixo do preço de custo. Devemos ter diminuição na área plantada

Na última reportagem da série, o Portal Agrolink questionou o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, sobre como está o momento econômico do mercado do feijão no Brasil. “No feijão-carioca [principal variedade], produtores estão com margens muito baixas este ano. Inclusive durante agosto se vendeu abaixo do preço de custo”, lamenta.

Por outro lado, diz o especialista, no feijão-rajado os produtores estão vendendo com boa margem, de até 30%. “Pela primeira vez está sendo exportado”, comemora Lüders. Ele acrescenta que, o feijão-preto está com preço estável, dando pequena margem média na faixa de 20%, enquanto no feijão-caupi do Mato Grosso há excesso de oferta.

Perguntado sobre quais seriam as explicações para esse cenário atual, o presidente do Ibrafe diz que 70% da área é plantado com feijão-carioca, e há aumento de produtividade. Além disso aponta a capacidade de armazenagem (com armazéns climatizados), variedades que não perdem a cor e, por fim, aumento de área de pivôs de irrigação.

“Devemos ter, no início do próximo ano, diminuição na área plantada com feijão-carioca e um pequeno aumento da área plantada com feijão-rajado e preto. Portanto há chance do feijão-carioca ter um preço médio melhor no primeiro trimestre de 2019 do que entre junho-agosto de 2018. Se houver este cenário os produtores se sentirão confiantes para novamente aumentar a área de plantio da segunda safra de feijão-carioca. Recomendo buscar informações, pouco antes da época do plantio, de quais são as previsões para o momento da colheita. Bem orientado, o produtor poderá aproveitar bons momentos de mercado de outros feijões”, conclui.

FONTE: Agrolink
#180914-01
14/09/2018

Volume de soja exportada cresceu 58,6%

Enquanto importantes grupos de produtos como o café e as carnes mostraram retração no volume exportado, a soja encerrou os primeiros oito meses de 2018 com expansão nos embarques. Ao todo, o setor foi responsável por uma movimentação financeira de US$ 1,5 bilhão, valor que superou em 68,3% os US$ 937,7 milhões registrados em igual período do ano passado.

Em volume, as exportações cresceram 58,6%, com o embarque de 3,8 milhões de toneladas. A comercialização da soja em grão com o exterior foi responsável por um faturamento de US$ 1,45 bilhão, variação positiva de 69%. O incremento em volume ficou em 58,4% com a exportação de 3,6 milhões de toneladas.

Os embarques de farelo de soja, produto que tem maior valor agregado, cresceram 58% em volume (203,5 mil toneladas) e 57% em faturamento, US$ 115,8 milhões.

Resultado positivo também foi observado nos embarques de produtos florestais. As exportações renderam a Minas Gerais US$ 532,4 milhões, aumento de 36,3% quando comparado com o faturamento gerado em igual período do ano anterior, quando a movimentação financeira chegou a US$ 390,5 milhões. Em volume foi registrada queda de 2%, com a destinação de 806,5 mil toneladas de produtos florestais ao mercado internacional.

FONTE: Diário do Comércio
#180913-01
13/09/2018

Exportações brasileiras avançam 33,4%

A exportação de café verde do Brasil em agosto atingiu 3,07 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 33,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, com impulso de uma grande colheita que também registra boa qualidade, afirmou ontem o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé).

“Os resultados das exportações do café brasileiro no mês de agosto apresentaram, conforme prevíamos, um crescimento muito significativo, registrando um dos maiores volumes mensais dos últimos dois anos”, declarou o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, em comunicado.

Segundo ele, com a boa safra e a colheita praticamente encerrada, “os números confirmam o ótimo desempenho do café arábica, bem como a forte recuperação do café conilon”.

Os maiores embarques ocorrem também em um ambiente de dólar forte frente ao real, o que tende a impulsionar vendas do Brasil, o maior produtor e exportador global. O País está finalizando uma colheita recorde de 57,4 milhões de sacas, previu na véspera o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado contrasta com meses anteriores deste ano, quando as exportações brasileiras apresentaram volumes mínimos históricos, com o mercado lidando com baixos estoques antes da entrada da safra. “Os volumes do mês refletem ainda a excelente qualidade do produto brasileiro para atender ao exigente mercado internacional…”, declarou Carvalhaes, em referência à nova safra.

A exportação de café arábica do Brasil em agosto atingiu 2,54 milhões de sacas, alta de 11,6% na comparação anual. Já a exportação de café robusta somou 537,4 mil sacas, aumento de 1693% ante agosto do ano passado, quando os embarques sentiam os efeitos da seca.

Considerando a soma de café verde, solúvel e torrado e moído, o Brasil exportou 3,4 milhões de sacas de café, registrando crescimento de 30,4% em relação a agosto de 2017, quando o País exportou 2,6 milhões de sacas.

A receita cambial chegou a US$ 470,65 milhões, representando aumento de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado.

No acumulado do ano de janeiro a agosto, o Brasil exportou 20,5 milhões de sacas, crescimento de 4,5% na comparação com igual período do ano passado. A receita cambial no período apresentou uma queda de 7,5%, alcançando US$ 3,1 bilhões.

O preço médio do café exportado em agosto teve queda de 15,6%, para US$ 138,24 por saca, enquanto os contratos futuros do arábica em Nova York oscilam perto de mínimas em 12 anos, na expectativa da grande safra do Brasil e com pressão do câmbio.

EUA, Alemanha e Itália se mantiveram, respectivamente, como os três principais destinos do café brasileiro. Os EUA importaram 3,6 milhões de sacas de café de janeiro a agosto, enquanto a Alemanha importou 3,1 milhões e a Itália, 1,9 milhão de sacas.

Em relação aos cafés diferenciados, no ano, o Brasil exportou 3,45 milhões sacas, uma participação de 16,9% no volume total do café exportado, e 20,5% da receita cambial, disse o Cecafé, ressaltando crescimento em volume de 15,9% em relação ao mesmo período de 2017.

FONTE: Diário do Comércio
#180911-01
11/09/2018

Safra de soja chega a recorde de 119,3 milhões de toneladas, diz Conab

No geral, safra de grãos será a 2ª maior da história, diz companhia. Projeção de estoques de soja, no entanto, está em níveis historicamente baixos devido ao alto volume de exportação.

A safra de soja do Brasil 2017/18 somou um recorde de 119,3 milhões de toneladas, crescimento de 4,6% em relação à anterior, estimou nesta terça-feira (11) a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu último levantamento para a temporada.

No levantamento de agosto, a Conab havia estimado a produção da oleaginosa em 119 milhões de toneladas.

Considerando a safra total de grãos e oleaginosas, a produção brasileira em 2017/18 fechou em 228,3 milhões de toneladas, a segunda maior da história do país, atrás apenas da temporada anterior.

A produção total ficou abaixo da de 2016/17 devido principalmente a uma queda na produção de milho, atingida por uma severa seca.

Estoque

Já a estimativa para os estoques finais de soja do Brasil em 2017/18 ficou em 434 mil toneladas, ante 638 mil toneladas esperadas em agosto, em meio a um ligeiro aumento na previsão de colheita, já encerrada.

Os estoques, contudo, são projetados em níveis historicamente baixos, com o Brasil embarcando para exportação volumes recordes de 76 milhões de toneladas em 2017/18, com impulso principalmente da demanda da China.

FONTE: G1
#180910-01
10/09/2018

Exportação de carne in natura do Brasil cresce 17,6% em agosto e atinge recorde

Segundo dados da Secex (Secretaria Comércio Exterior), a exportação de carne bovina in natura do Brasil somou 144,42 mil toneladas em agosto, um novo recorde histórico. 

O volume embarcado pelo Brasil, maior exportador global de carne bovina, representou um aumento de 17,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

O recorde de agosto apagou a maior marca registrada anteriormente pelo setor, de 138,24 mil toneladas, em maio de 2007.

FONTE: JP News
#180904-01
04/09/2018

Mato Grosso recebe Missão Compradores 2018

Durante dois dias, Mato Grosso recebeu a visita de estrangeiros interessados em conhecer melhor o sistema produtivo do algodão e de controle de qualidade, visando ampliar suas compras da pluma brasileira. Eles retornaram a seus países – Indonésia, Turquia, Bangladesh, Vietnã, China e Colômbia – mais confiantes, depois de conhecerem laboratórios de classificação de fibra, usinas de beneficiamento e fazendas em quatro municípios mato-grossenses, na etapa final da Missão Compradores 2018, realizada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em parceria com a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).

"Estamos buscando alternativas para a pluma importada da Austrália e dos Estados Unidos, que está se tornando muita cara para nós. Há um mal-entendido no meu país quanto ao índice de fibras curtas no algodão brasileiro, mas após esta visita retorno mais confiante", comentou Tasnim Sadek, CEO e diretor de compras da Roshawa Spinning Mills, uma das principais indústrias de fiação de Bangladesh. Sadek explicou que o comprimento da fibra é uma questão muito importante para a indústria de fiação já que tem impacto direto na velocidade de funcionamento das máquinas e, consequentemente, na produtividade e na rentabilidade da empresa num ambiente de negócios altamente competitivo. No momento, a Roshawa não compra algodão brasileiro, porém pretende retomar o consumo este ano. "Vamos fazer experiências para ver como será a performance da pluma brasileira, mas estou esperançoso", afirmou Sadek em Campo Verde, um dos municípios mato-grossenses visitados pelos compradores.

Bangladesh aparece hoje como um dos cinco maiores importadores da pluma brasileira, no período de janeiro a julho de 2018, segundo dados da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea), atrás de Indonésia, Turquia e Vietnã.  Eddy Ely, diretor comercial da P.T. Kusuma Sandang Mekar Jaya, indústria têxtil da Indonésia, também pretende ampliar o consumo da fibra brasileira a partir da visita a Mato Grosso e outros estados produtores. "Hoje o Brasil responde por 10% do total de nossas importações. Os Estados Unidos são nossos maiores fornecedores, mas nossa intenção é ampliar a participação brasileira em até 25%", disse Ely, ressaltando que tudo depende do preço. Segundo ele, a qualidade do algodão brasileiro melhorou bastante, contudo ainda desperta preocupação quanto ao percentual de fibras curtas.

O vietnamita Tran Quang Vinh, gerente de compras da Phu Gia Spinning Group, maior empresa do setor privado do Vietnã na fabricação de fios, que já tem o Brasil entre seus fornecedores (em torno de 7 mil toneladas de pluma/ano), também expressou sua preocupação com o índice de fibras curtas (Short Fibre Index). Vinh contou que o principal objetivo de sua primeira visita ao Brasil como comprador foi conhecer o controle da qualidade da pluma produzida no país e o resultado foi bem positivo. "A qualidade dos laboratórios de classificação de fibra me impressionou", comentou o vietnamita, acrescentando que aconselharia seus amigos a comprarem mais algodão brasileiro.

Opinião semelhante foi compartilhada pelo chinês James Wang, vice-diretor de Shandong D&Y Group e gerente geral da Shandong D&Y Textile &Ganment Group, e pelo turco Ismail Nohutlu, proprietário da Nipas Textile. As duas empresas já trabalham com algodão brasileiro, porém tinham algumas reservas quanto à qualidade da pluma no que diz respeito à uniformidade e ao índice de fibras curtas. "Estou mais confiante para comprar mais algodão do Brasil", comentou Wang, que representa um grupo de fiação, tecelagem e vestuário, com unidades na China e Malásia. Nohutlu, representante de uma empresa familiar na Turquia, também se disse mais confiante no algodão brasileiro após conhecer o processo de produção e o sistema de controle das empresas que visitou.

O colombiano Jorge Hernan Olarte Ochoa, diretor executivo da Diagonal, empresa fundada em 1950 para facilitar o fornecimento de matéria-prima para a indústria têxtil da Colômbia, foi outro que se mostrou otimista quanto à compra de algodão do Brasil. Hoje, sua empresa importa 30 mil toneladas de pluma, sendo aproximadamente 80% dos Estados Unidos. "Viemos para conhecer a qualidade da pluma brasileira e verificar a rastreabilidade do produto. O Brasil está perto da Colômbia e pretendemos comprar mais, porém tudo depende do preço. Hoje o frete encarece a pluma brasileira", afirmou Ochoa, que elogiou "o profissionalismo e a honestidade" dos produtores brasileiros.

Recepção – Os representantes da Ampa e do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) se esmeraram na recepção aos integrantes da Missão Compradores. O primeiro compromisso foi no Centro de Treinamento e Difusão Tecnológica do Núcleo Regional Sul, em Rondonópolis (210 km ao Sul de Cuiabá), onde o grupo desembarcou na manhã de quinta-feira (30 de agosto), procedente de Goiás. Os visitantes foram recebidos pelo presidente da Ampa, Alexandre Schenkel, e, após uma breve apresentação sobre a cotonicultura em Mato Grosso (estado responsável por 67% da produção brasileira e aproximadamente 70% das exportações do país), conheceram um pouco sobre o trabalho realizado pelo IMAmt no desenvolvimento e difusão de novas tecnologias, e em prol da qualificação da mão de obra. Também receberam informações sobre o trabalho desenvolvido pelo Instituto Algodão Social (IAS) quanto à certificação da pluma de Mato Grosso.

Durante a visita ao CTDT, os estrangeiros conheceram a Escola de Beneficiamento do Algodão, que será inaugurada oficialmente nesta quarta-feira (5 de setembro).  O grupo estava acompanhado pelo presidente da Abrapa, Arlindo Moura, e pelo presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), Carlos Alberto Moresco, e foi recepcionado em Rondonópolis pelos diretores executivos do IMAmt e do IAS, Alvaro Salles e Félix Balaniuc, respectivamente.

De Rondonópolis, a comitiva seguiu de ônibus até a Serra da Petrovina, no município de Pedra Preta, onde foi recebida para um almoço na Fazenda Farroupilha. O presidente da Sementes Petrovina, Carlos Ernesto Augustin, ex-presidente da Ampa, foi o anfitrião do tour pela fazenda, que incluiu visita à usina de beneficiamento – uma das maiores do Brasil, com capacidade para beneficiamento de 7 toneladas de pluma por hora - e o laboratório de classificação de fibra.

O terceiro compromisso foi uma visita à Unicotton, em Primavera do Leste, onde o grupo conheceu o Laboratório de Classificação Tecnológica, em companhia do presidente Alessandro Polato, que é diretor da Ampa. A primeira jornada em Mato Grosso foi encerrada em Campo Verde com um jantar oferecido pela Cooperfibra, que contou com as presenças do presidente José Carlos Dolphine e do vice Gustavo Pinheiro Berto (que é diretor presidente do Núcleo Regional Centro da Ampa), entre outros associados.

Na sexta-feira, o grupo permaneceu em Campo Verde, onde visitou o laboratório de Análise de Fibra de Algodão e a indústria de fiação da Cooperfibra, e a usina de beneficiamento da Cooperbem, antes de seguir para as fazendas Santo Antonio e Filadélfia do Grupo Bom Futuro. Após terem sido saudados por Fernando Maggi Scheffer, um dos proprietários do grupo, os estrangeiros almoçaram e tiraram muitas fotos em meio à colheita de algodão, antes de embarcarem de volta a São Paulo, de onde cada um retornou a seu país, carregado de informações e lembranças de Mato Grosso e outros estados visitados no Brasil.

Além de Alexandre Schenkel, que fez questão de ciceronear o grupo durante todo o périplo em Mato Grosso, outros dirigentes da Ampa marcaram presença na Missão Compradores como os ex-presidentes João Luiz Ribas Pessa, Sérgio De Marco e Milton Garbugio (vice-presidente da Abrapa); e o diretor presidente do Núcleo Regional Centro Leste Romeu Froelich.

Iniciada na Bahia no dia 27, a Missão Compradores 2018 tem como objetivo apresentar ao mercado global o modelo nacional de produzir algodão, caracterizado por altas produtividades, intenso uso de tecnologias e práticas sustentáveis. Os países participantes, majoritariamente asiáticos, estão entre os maiores compradores do algodão brasileiro, escolhidos juntamente com as cinco tradings que mediam os negócios com a commodity: Ecom, Reinhart, Cofco, Louis Dreyfus e Cargill. Na safra corrente, Mato Grosso ampliou sua área de cultivo do algodão e as estimativas da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e da Ampa preveem a colheita de 1,3 milhão de toneladas de pluma.

"A Missão Compradores é uma vitrine para o mundo. Trata-se de uma oportunidade para mostrarmos a nossa responsabilidade enquanto produtores em relação ao cumprimento de contratos, ao processo produtivo e à qualidade da pluma mato-grossense", afirma o presidente.

FONTE: Grupo Cultivar
#180831-02
31/08/2018

Comitê Executivo da Camex aprova fim do imposto de exportação do couro wet blue

Após 18 anos de aplicação de imposto de exportação ao couro wet blue e 26 anos para o couro salgado, o Comitê Executivo de Gestão (Gecex), da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a retirada da alíquota. O pedido de exclusão foi defendido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a partir de solicitação da Associação Brasileira de Frigorífico (Abrafrigo) referendada pela Sociedade Rural Brasileira (SRB), pela Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e pela Associação Brasileira de Criadores (ABC).

No Mapa, o entendimento foi de que o imposto de exportação era distorcivo e que a melhor estratégia para o desenvolvimento da produção é a adoção de medidas que visem ganhos a todos os elos da cadeia, até o produto final. De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do ministério, há disposição de dialogar com representantes do setor de forma a construir uma agenda estruturante que foque na melhoria do couro nacional.

Foram realizadas reuniões técnicas com o objetivo de elencar os elementos para subsidiar os ministérios que integram a Camex (Casa Civil, Secretaria Geral da Pressidência da República, Mapa, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, das Relaões Exteriores, da Fazenda, dos Transportes e do Orçamento e Gestão.

Fungicidas

Na reunião, o Mapa defendeu o indeferimento de pleito da Adama Brasil de elevação da alíquota do imposto de importação para o fungicida tebconazol técnico, de 2% para 14%, e para o formulado, de 8% para 14%, por entender que a elevação implicaria em aumento de custos da produção. Trata-se de um dos defensivos mais utilizados no país, com aplicação em diferentes culturas, desde as de menor escala, como abacaxi, beterraba, cevadas, como nas maiores, soja, trigo, milho e arroz.

O Comitê indeferiu, também, pleito da Lamberti Brasil Ltda, de elevação da alíquota, de 2% para 12%, do Dipropilenoglicol Dibenzoato, solvente para formulação de inseticida. O Dipropileno é empregado como diluente do lufenuron, defensivo amplamente empregado na nas culturas de grãos, frutas e hortaliças.

FONTE: Mapa
#180831-01
31/08/2018

Brasil pode expandir exportação de carne suína para China

A previsão é do Rabobank, que alerta para o cenário ainda de incertezas, pela extensão dos problemas enfrentados pela China.

Os surtos de Peste Suína Africana (PSA) registrados na China, nos últimos meses, levantam a possibilidade de que a China, maior mercado consumidor de carne suína no mundo, precise ampliar as importações desta proteína em 2019. A avaliação é do Rabobank, que divulgou relatório à imprensa nesta quinta-feira, dia 30. Para o banco, o cenário ainda é de incertezas, pois não se sabe ao certo a extensão dos problemas enfrentados pela China. Conforme a análise, o Brasil pode se beneficiar deste caso, impulsionando duas exportações para os chineses. O que contribui para essa avaliação é a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Com este cenário, produtores norte-americanos encontram barreiras para exportar para os chineses.

FONTE: Pork World
#180820-02
20/08/2018

Produção e exportação de milho devem crescer na safra 2018/2019

Estimativa da Conab para a próxima safra é de 96 milhões de toneladas.

A produção brasileira de milho deve crescer, na comparação entre as safras 2017/2018 e 2018/2019, saindo de 82 milhões para 96 milhões de toneladas, respectivamente. A projeção foi apresentada ontem(20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) durante evento em Brasília.

O encontro contou com a participação de representantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), órgão cujas análises dos mercados mundiais de grãos serviram de referência para as estimativas da Conab.

O Brasil é atualmente o terceiro maior produtor de milho do mundo. A China, na segunda posição, foi responsável por 215 milhões de toneladas na safra 2017/2018 e deve chegar a 225 milhões de toneladas na de 2018/2019, de acordo com estimativa do USDA. Já os Estados Unidos lideram a produção, com 370 milhões de toneladas na safra 2017/2018. Para 2018/2019, o desempenho do país deve oscilar, ficando em 361,4 milhões de toneladas.

De acordo com a Conab, a melhoria brasileira projetada representa uma retomada, uma vez que o país teve problemas climáticos na safra deste ano. Outro fator impulsionador do aumento da produção deve ser a ampliação do consumo, que, conforme o USDA, deve ir de 59,8 milhões para 65,5 milhões de toneladas entre a safra deste ano e a do ano que vem. Os técnicos da Conab, contudo, consideram essa projeção difícil de ser concretizada.

Exportações

Ainda de acordo com os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, as exportações brasileiras de milho devem sair de 27 milhões de toneladas, na safra 2017/2018, para 31 milhões na safra 2018/2019. A margem significa uma recuperação do patamar da safra 2016/2017, quando o país registrou 30,8 milhões de toneladas enviadas para fora.

Em se confirmando a projeção, o Brasil pode se consolidar na vice-liderança no ranking mundial, atrás dos Estados Unidos. A projeção do USDA é que a produção estadunidense caia de 60,9 milhões de toneladas na safra deste ano para 56,5 milhões de toneladas na do ano que vem. Ainda assim, os EUA devem manter o domínio do mercado mundial, em um nível de exportações que representa quase o dobro do brasileiro. Além das duas nações, a safra de 2018/2019 deve ter como destaque a Argentina (com 27 milhões de toneladas) e a Ucrânia (com 24 milhões de toneladas).

Na avaliação do analista de mercado da Conab que apresentou as tendências no setor de milho no evento, Thomé Guth, um elemento importante do desempenho brasileiro nas exportações será a definição das regras de frete diante da polêmica do tabelamento conquistado pelos caminhoneiros após semanas de mobilização em maio.

“O tabelamento do frete tem causado incerteza, o que tem feito com que companhias se retirem do mercado. O que tem de exportação ocorrendo é o que já tinha sido acordado. Agentes de mercado começaram a rever número de exportação. Estoque ainda é confortável, não impacta tanto no preço nem na disponibilidade do produto. Mas o preço do frete passar de um patamar e ficar muito alto, pode impactar as exportações”, afirmou o analista.

Mercado mundial

Segundo dados da USDA, a produção mundial de milho deve atingir em 1,054 bilhão na safra 2018/2019, com uma leve oscilação frente ao ano anterior, quando ficou em 1,033 bilhão. A estimativa é menor do que o registrado em 2016/2017, quando chegaram ao mercado 1,078 bilhão de toneladas do grão.

Já o consumo vem aumentando levemente. Enquanto em 2016/2017, foram consumidos 1,036 bilhão de toneladas, em 2018/2019 a expectativa do USDA é de consumo de 1,087 bilhão de toneladas. Um dos principais vetores de ampliação é a destinação do produto para alimentação animal, alternativa que teve crescimento de 13,41% em cinco anos.

FONTE: Agência Brasil.
#180817-02
17/08/2018

Importações de fertilizantes dos países árabes caem 18,4% no ano e somam US$ 830 milhões

O mercado brasileiro diminuiu em 18,4% as suas compras de fertilizantes de países árabes de janeiro a julho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. A queda se refere a valores: o Brasil gastou US$ 830 milhões com compras de fertilizantes da região no período.

O diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, acredita que o Brasil está comprando mais fertilizantes da Rússia para poder barganhar a venda de produtos brasileiros ao mercado de lá. A Rússia embargou a carne bovina do País e o assunto está sendo negociado. Os russos são os maiores fornecedores de adubos para o Brasil no exterior, com vendas de US$ 924,4 milhões de janeiro a julho. Houve aumento de 8,6% na comercialização no período.

Apesar na queda das importações de adubos de países árabes pelo Brasil, a região é importante fornecedora do segmento e responde por cerca de um quarto de todo o fertilizante que o País compra do exterior. Nos sete primeiros meses deste ano, o mercado brasileiro importou US$ 3,6 bilhões em geral. Os árabes responderam por 23% do total. Houve recuo na importação de adubos pelo Brasil como um todo, de 13% em valores.

No mundo árabe, o Marrocos foi o maior fornecedor de fertilizantes para o Brasil de janeiro a julho deste ano, seguido por Arábia Saudita, Catar, Argélia e Kuwait. Uma empresa marroquina, o Grupo OCP, tem filial de comercialização e distribuição de fertilizantes no Brasil e ainda participação em operações da multinacional de fertilizantes Yara no mercado brasileiro.

Os marroquinos, porém, diminuíram as vendas de adubos ao Brasil de janeiro a julho sobre iguais meses de 2017, em 27%, para US$ 251 milhões. Os sauditas reduziram as vendas em 25%, para US$ 127 milhões, e o Catar exportou 44% menos, com US$ 125 milhões. O quarto país árabe da lista de fornecedores do Brasil, a Argélia, aumentou as vendas em 97%, para US$ 82,8 milhões. O Kuwait mais que dobrou a comercialização, para US$ 67,7 milhões.

Apesar do recuo na importação brasileira de fertilizantes como um todo e dos países árabes no acumulado deste ano até julho, Michel Alaby acredita que as perspectivas futuras para as compras do produto do exterior são boas, frente aos planos do Brasil de aumento da produção agrícola. O País pretende ampliar também a produção nacional de adubos, mas o diretor geral da Câmara Árabe lembra que esse plano ainda não evoluiu muito. A importação responde por cerca de 80% do abastecimento de fertilizantes no mercado brasileiro atualmente.

Em julho, individualmente, houve aumento na importação brasileira de fertilizantes. A Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), que divulga os dados em volume, informou aumento de 0,8% nas compras do produto do exterior no mês passado, para 2,44 milhões de toneladas. O aumento ocorreu antes do início do plantio da safra 2018/2019, em setembro, e depois da greve dos caminhoneiros, entre o final de maio e começo de junho, que represou as entregas de todo tipo de produto no Brasil, inclusive de adubos.

Dados do MDIC mostram que a importação brasileira de fertilizantes de países árabes cresceu 32,2% em valores em julho sobre o mesmo mês de 2017 e ficou em US$ 183 milhões.

FONTE: Comex do Brasil.
#180817-01
17/08/2018

Exportação de carne cresce 11%. Egito é o 3º mercado

Vendas externas do produto brasileiro somaram US$ 3,5 bilhões de janeiro a julho. Países árabes importaram o equivalente a US$ 514 milhões.

As exportações brasileiras de carne bovina de janeiro a julho somaram US$ 3,5 bilhões, um aumento de 11,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram embarcadas 844 mil toneladas, um crescimento de 8,3% na mesma comparação. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (17) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os principais mercados atendidos nos sete primeiros meses de 2018 foram Hong Kong, China, Egito, Chile, Irã, Estados Unidos e Alemanha.

Para os países árabes, o Brasil vendeu o equivalente a US$ 514 milhões, um avanço de 1,4% sobre o período de janeiro a julho de 2017. Foram enviadas 149,7 mil toneladas, um acréscimo de 15,8% na mesma comparação, segundo dados da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

O Egito, primeiro mercado entre os árabes e terceiro no mundo, importou US$ 246 milhões em carne bovina brasileira, um crescimento de 19,58% em relação aos sete primeiros meses do ano passado. O país comprou 57,4 mil toneladas, um aumento de 41,2%.

FONTE: ANBA - Agência de Notícias Brasil-Árabe.
#180803-04
03/08/2018

China aumenta gradativamente importações de carne bovina

O consumo total de carne bovina na China em 2018 foi estimado em 8,5 milhões de toneladas, perdendo apenas para os EUA, de acordo com o Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Em uma base per capita, isso é pouco mais de 6 quilos (base de carcaça) ou cerca de 4,26 quilos por pessoa (base de varejo).

Este nível é de 16 por cento do consumo de carne bovina de varejo projetado nos EUA em 2018, de 26,17 quilos per capita. Na China, o consumo de carne bovina é de cerca de 11% do consumo total de carne, atrás de frango (15%) e carne suína, que é muito popular e representa 74% do consumo de carne. Estes valores não incluem peixe e marisco, que são muito populares na China.

O consumo de carne bovina na China é baixo, mas está aumentando. Apesar de ser um grande país produtor e consumidor de carne bovina por muitos anos, a China nunca participou muito dos mercados globais de carne bovina até recentemente. Desde 2014, o consumo de carne bovina superou a produção doméstica e as importações chinesas de aumentaram acentuadamente.

Em 2016, a China ultrapassou o Japão como o segundo maior país importador de carne bovina. No ritmo atual, a China poderia ser o maior país importador de carne bovina do mundo em mais um ano ou dois. Mais de 95% das importações chinesas de carne são provenientes do Brasil, Uruguai, Austrália, Nova Zelândia e Argentina.

As exportações de carne bovina dos EUA para a China recomeçaram em 2017 após uma ausência de quase 14 anos e estão se desenvolvendo muito lentamente. Nos últimos 12 meses, as exportações para a China representaram 0,6% das exportações totais de carne bovina dos EUA.

Qual é o potencial futuro da carne bovina dos EUA na China? Além dos obstáculos adicionais devido à atual guerra comercial, a construção de mercados para a carne bovina dos EUA na China enfrentará vários desafios. O preço é um deles.

A carne bovina é cara na China em relação a outras carnes, ainda mais do que nos EUA. Embora a demanda crescente de carne bovina na China seja o resultado de uma população urbana de rápido crescimento, a carne continua sendo cara para muitos consumidores. Carne bovina importada dos EUA é especialmente cara.

O maior desafio para a carne bovina dos EUA é o papel da carne bovina na culinária chinesa. A China não é uma terra de churrascarias, embora os restaurantes de steaks de estilo ocidental estejam crescendo em popularidade e representem a demanda mais imediata de carne bovina dos EUA. Esta demanda é pequena, mas está se expandindo.

A culinária chinesa é caracterizada pelo hot pot, pratos fritos e churrasco chinês que usam pequenas quantidades de carne em pedaços ou em fatias finas, em vez de grandes cortes de carne. Os miúdos são muito populares e mais acessíveis para muitos consumidores.

Em todos os mercados, a qualidade da carne é definida pelas preferências do consumidor e pela maneira como o produto é usado. A carne bovina americana altamente marmorizada não representa necessariamente qualidade adicional em muitos pratos chineses. Isso faz com que a carne bovina dos Estados Unidos seja ainda mais cara em relação à carne bovina chinesa e à maior parte da carne bovina importada. Isso não quer dizer que não haja potencial para a carne bovina dos EUA na China.

No entanto, isso ilustra que um maios acesso ao mercado chinês não é simplesmente uma questão de enviar bifes dos EUA para a China. A equipe da Federação de Exportação de Carnes dos EUA na China está buscando um esforço inovador e dedicado para aumentar a participação de mercado da carne bovina dos EUA. Há um potencial considerável para a carne bovina dos EUA na China, mas levará tempo, paciência e persistência.

FONTE: BeefPoint.
#180803-02
03/08/2018

Aumento das exportações brasileiras de milho

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 1,17 milhão de toneladas de milho grão em julho

A média diária foi de 53,19 mil toneladas embarcadas, volume quase oito vezes (+681,7%) maior que o registrado em junho deste ano. No entanto, frente a julho de 2017, o volume exportado diariamente diminuiu 51,9%.

No acumulado de janeiro a julho o país exportou 6,36 milhões de toneladas do cereal, 15,1% a mais, frente ao mesmo período do ano passado.

Por ora, este quadro pode ser atribuído ao maior volume embarcado no primeiro trimestre, especialmente em janeiro deste ano (3,02 milhões de toneladas), já que desde abril os volumes mensais foram menores comparativamente com o mesmo período de 2017.

A greve dos caminhoneiros no final de maio e o tabelamento do frete rodoviário contribuíram para esta menor movimentação para exportação nos últimos meses. As indecisões com relação ao frete têm travado o mercado de grãos e escoamento até os portos para exportação.

FONTE: Pork World.
#180803-01
03/08/2018

Demanda aquecida faz importação de adubo crescer 10% em julho

Os gastos somaram US$ 807 milhões, acima dos de julho de 2017

O setor de fertilizante ainda está apreensivo com o ritmo da distribuição do produto nas próximas semanas, período de maior demanda pelos agricultores devido ao plantio de verão.

O imbróglio dos últimos meses, provocado pela greve dos caminhoneiros, acabou tendo um impacto menos preocupante do que se esperava na distribuição. A pressão nos custos, porém, continua.

As entregas de adubo para os produtores, em junho, após a queda de 28% em maio, foram recordes. Já as importações de julho são as maiores, em dólares, desde o final de 2014, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Carlos Eduardo Florence, diretor-executivo da AMA (Associações dos Misturadores de Adubos do Brasil), diz que o setor esperava problemas maiores na distribuição de junho, o que não ocorreu. “Trabalhou-se com os estoques de fábrica e as empresas entregaram até mais do que em junho do ano passado.”

A distribuição de junho foi recorde. Com isso, o acumulado do primeiro semestre deste ano somou 12,8 milhões de toneladas, próximo dos 13,1 milhões de igual período anterior.

Se o ritmo das entregas melhorou, o mesmo não aconteceu com os custos, que subiram, segundo Florence. As maiores dificuldades são com as entregas de longa distância.

O executivo da AMA afirma que não se sabe como as coisas vão ficar daqui para a frente, mas a indústria espera entregar pelo menos 34,4 milhões de toneladas de fertilizantes neste ano, volume igual ao de 2017.

As importações do ano passado atingiram 26,3 milhões de toneladas, 76% do total que foi distribuído pelas indústrias no período, conforme dados da Anda (Associação Nacional para a Difusão de Adubos).

FONTE: Folha de São Paulo.
#180802-01
02/08/2018

Exportação mundial de café aumentou 2,6% em junho

As informações fazem parte de levantamento mensal da Organização Internacional do café (OIC), divulgadas hoje.

A exportação mundial de café aumentou 2,6% em junho, para 10,45 milhões de sacas de 60 kg, em comparação com 10,19 milhões de sacas no mesmo mês de 2017. As informações fazem parte de levantamento mensal da Organização Internacional do café (OIC), divulgadas hoje. Do total embarcado em junho, houve queda de 0,4% na exportação global de arábica, de 6,54 milhões de sacas para 6,51 milhões de sacas.

O volume de robusta exportado subiu 7,9% entre os dois períodos, de 3,66 milhões de sacas em junho de 2017 para 3,95 milhões de sacas em junho deste ano. Já a exportação nos primeiros nove meses do ano agrícola 2017/18 (outubro a junho) apresentou elevação de 0,3%, de 90,55 milhões em 2016/17 para 90,86 milhões.

A exportação de arábica teve redução de 1,5%, de 57,91 milhões de sacas para 57,06 milhões de sacas. A exportação de robusta subiu 3,6% no período, de 32,64 milhões de sacas para 33,80 milhões de sacas.

Nos últimos 12 meses encerrados em junho, a exportação de arábica totalizou 75,08 milhões de sacas, em comparação com 75,46 milhões de sacas no mesmo período anterior. O embarque de robusta no período saiu de 44,05 milhões de sacas para 44,55 milhões de sacas.

FONTE: Revista Cafeicultura.
#180801-05
01/08/2018

Exportações de carne de frango têm em julho o maior fluxo mensal da história do setor

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 463,1 mil toneladas em julho, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).  O número, 20,6% superior às 384 mil toneladas exportadas no sétimo mês de 2017, é o maior fluxo mensal de embarques já registrado na história do setor.

O salto nas exportações geraram receita de US$ 711,6 milhões, desempenho 15,7% acima do alcançado em julho do ano passado, com US$ 614,8 milhões.

“O número de exportações em patamar recorde é consequência direta do reestabelecimento dos níveis dos embarques nos portos após o fim dos bloqueios nas estradas, bem como da normalização do fluxo de dados no novo sistema de coleta de informações do MDIC.  Ao mesmo tempo, mostra uma rápida resposta do setor ao apoio do Governo, após os impactos da greve dos caminhoneiros”, analisa Francisco Turra, presidente da ABPA.

Com o número significativamente maior das exportações do mês passado, o saldo dos embarques registrados em 2018 reduziram os níveis de perdas acumuladas na comparação com o ano anterior. Entre janeiro e julho deste ano, foram exportadas 2,3 milhões de toneladas, volume 8,2% abaixo das 2,505 milhões de toneladas efetivadas nos sete primeiros meses de 2017 (entre janeiro e junho, a retração era de 13,5%).  A receita das vendas internacionais neste ano totalizaram US$ 3,675 bilhões, número 12,4% menor que os US$ 4,197 bilhões obtidas no ano passado.

“Considerando a data de início da nova metodologia, o acumulado em exportações de carne de frango alcançou até aqui médias mensais superiores a 320 mil toneladas, ritmo próximo dos padrões normais para o setor de carne de frango. Além disto, se somados os últimos dois meses, a média registrada também indica recuperação do fluxo de exportação próximo de 350 mil toneladas”, ressalta Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

Carne suína in natura

As exportações de carne suína in natura totalizaram em julho 57 mil toneladas, volume 17,1% acima do registrado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 48,7 mil toneladas.   Com este desempenho, a receita do setor chegou a US$ 105,8 milhões, número 13,8% inferior que o saldo de julho de 2017, com US$ 122,7 milhões.

As exportações entre janeiro e julho totalizaram 293,7 mil toneladas, volume 14,2% menor que as 342,4 mil toneladas embarcadas nos sete primeiros meses do ano passado.  A receita das vendas chegou a US$ 619,3 milhões, resultado 28,2% menor que os US$ 863 milhões obtidos em 2017.

“O comportamento visto nas exportações de carne suína é influenciado pelos mesmos fatores registrados da carne de frango.  Ao mesmo tempo, perduram as fortes compras de produtos pelos chineses, reduzindo os impactos do embargo russo ao setor brasileiro.  Apesar disto, se considerarmos a média dos dois últimos meses somados, vemos volumes de embarques de 43,4 mil toneladas, dado em patamar próximo ao da média registrada em 2017”, analisa Santin.

FONTE: Comex do Brasil.
#180801-03
01/08/2018

Importações de fertilizantes registram aumento de 26% em junho

Segundo levantamento do GlobalFert, o volume de fertilizantes importado pelo Brasil em junho foi de 1,9 milhão de toneladas, aumento de 26% em relação ao mês de maio onde foi importado 1,5 milhões de toneladas de fertilizantes. 

A importação de fertilizantes nitrogenados teve uma queda de 16%, fosfatados um aumento de 64%, e de Cloreto de Potássio teve um aumento de 54% respectivamente, entre junho e maio. 

O principal porto de entrada de fertilizantes em junho foi o Porto de Paranaguá responsável por 38% do total de importações de fertilizantes. O segundo maior porto importador de fertilizantes no mês foi o Porto de Santos com 14% seguido pelo Porto de Rio Grande com 11% do volume.

FONTE: GlobalFert.
#180730-02
30/07/2018

Guerra comercial pode beneficiar setor de carnes do Brasil

As perdas na indústria de carne suína dos EUA, devido a disputa comercial com a China, podem chegar a US$ 770 milhões neste ano.

O Brasil vinha passando por um momento difícil no setor de carnes devido a escândalos de corrupção envolvendo a empresa do ramo, JBS, e as sanções imposta por parte da Europa, mas, esse senário pode melhorar com a disputa comercial travada entre a China e os Estados Unidos. Isso acontece porque a guerra deve prejudicar o comércio de carne dos EUA, principal concorrente do Brasil no setor.

De acordo com dados da US Meat Export Federation (USMEF), as perdas na indústria de carne suína dos EUA, devido guerra com a China, podem chegar a US$ 770 milhões  entre maio e dezembro de 2018 e US$ 1,14 bilhão no anotodo, uma média de US$ 9 a menos por cabeça. Além disso, as tarifas impostas pelo México podem gerar um prejuízo de mais US$ 300 milhões para os cofres norte-americanos no restante do ano.

Aliado à estimativa de prejuízo dos EUA, as exportações de carne bovina brasileira geraram uma receita de US$ 6,2 bilhões em 2017, um aumento de cerca de 13% em relação a 2016. Em volume, os embarques totalizaram 1,53 milhões de toneladas, um aumento de 9% em ante o mesmo período do ano anterior.

De acordo com Jorge Camardelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), os números reiteram a capacidade do Brasil de competir em um alto nível com países como os EUA. Além disso, ele garantiu que a expectativa é de que, ao final de 2018, o saldo de exportação e vendas seja ainda mais positivo do que foi em 2017.

“Estimamos que, em 2018, teremos um aumento no volume embarcado e um crescimento nas vendas de exportação. Novos mercados são um dos focos da associação, que também pretende aumentar a presença de produtos brasileiros em países parceiros, sempre pautados pelos princípios da ética e da transparência”, finaliza Camardelli.

FONTE: Diário do Estado - GO.
#180726-01
26/07/2018

Brasil e China discutem maior aproximação comercial no setor de agro

Reunião de hoje — Governo brasileiro se reuniu com o presidente da China Xi Jinping durante a 10ª Cúpula do Brics, em Joanesburgo, África do Sul

O governo brasileiro e da China se reuniram nesta quinta-feira durante a 10ª Cúpula do Brics para discutir a pauta econômica, especificamente a agrícola. Com o presidente da China Xi Jinping foi tratado o fim da sobretaxa imposta pelo país asiático ao frango e ao açúcar brasileiros.

A comitiva brasileira afirma que o governo chinês recebeu a questão com acolhimento e se comprometeu a examinar com prioridade como estreitar as relações comerciais entre os dois países. “O presidente chinês disse que vai fazer o encaminhamento necessário. Nossa pauta de exportação com eles precisa ser aumentada e Jinping disse que quer ampliar o mercado”, afirmou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, após a reunião bilateral em Joanesburgo, na África do Sul.

O Brasil, que exporta grão de soja em grande quantidade para a China, também busca alcançar a exportação de elementos processados, ou seja, óleo e farelo de soja. “Este é o 5º encontro que nós temos e o que vem se solidificando é essa pauta agrícola com a China”, concluiu o presidente Michel Temer.

Concessões

A participação chinesa em empresas brasileiras também foi tema debatido nesse primeiro diálogo do dia, diante da percepção de que as parcerias que já ocorrem têm sido positivas e de que novas podem ser fechadas, especialmente nos campos de ferrovias, portos, aeroportos, linhas de transmissão e distribuidoras de energia. De acordo com a quarta edição do Boletim sobre Investimentos Chineses no Brasil, lançado em 9 de maio pelo Ministério do Planejamento, a China integrou 262 projetos no Brasil no período entre 2003 e 2018, com valores totais de US$ 126,7 bilhões. Os dados apontam aumento da diversificação dos investimentos das empresas privadas chinesas.

O encontro

A 10ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vai até sexta-feira (27). Durante a cúpula, os países do bloco devem discutir a abertura de um escritório regional do Novo Banco do Desenvolvimento (NBD), o Banco do Brics, em São Paulo, com escritório também em Brasília.

Os países integrantes do Brics representam 43% da população mundial e 26% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta.

FONTE: Último Instante.
#180725-01
25/07/2018

Governo cria selo para produtos de exportação

Criado pelo Ministério da Agricultura, o selo identifica produtos do agronegócio de origem brasileira no exterior

Para incentivar a abertura de novos mercados, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou um selo que identifica no exterior os produtos do agronegócio de origem brasileira. Conhecido como Brazil Agro - Good for Nature, o selo é voltado para produtos da pauta de exportação, como carne e leite. Segundo o Mapa, a identificação vai ficar contida por meio de um QR Code com informações de origem dos alimentos, adesivados em embalagens e latarias.

As empresas brasileiras que desejam garantir a certificação devem aderir ao programa através do ministério. De acordo com o ministro do Mapa, Blairo Maggi, nove associações que representam dezenas de empresas já demonstraram interesse em aderir ao selo. Para obter o selo, algumas das exigências são as boas práticas e o bem estar animal, o cumprimento da legislação, a conformidade internacional, o uso sustentável dos recursos e a preservação do meio ambiente. Isso tudo é para garantir qualidade nas mercadorias.

Segundo o ministério, essa é uma medida voltada para buscar crescimentos financeiros dos produtos brasileiros em outros países. A expectativa é atingir a meta de conquistar a elevação da participação do País no mercado mundial de alimentos dos atuais US$ 96 bilhões para aproximadamente US$ 146 bilhões. A intenção é associar produtos do setor a sua origem, a condições de qualidade, sustentabilidade e de padrões internacionais. Assim, será possível consolidar a imagem do Brasil como produtor e exportador de mercadorias seguras para os consumidores.

A assinatura do termo de autorização para que seja utilizado o selo aconteceu na última segunda-feira durante o evento internacional Global Agribusiness Fórum 2018, que aconteceu em São Paulo. O desenvolvimento do selo foi discutido com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no mês passado.

FONTE: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.
#180723-02
23/07/2018

Exportação de café verde do Brasil em julho deve ser de cerca de 2 mi sacas, diz Cecafé

Carvalhaes falou no intervalo do Global Agribusiness Forum (GAF), em São Paulo

A exportação de café verde do Brasil em julho deve ficar próxima de 2 milhões de sacas, em linha com o observado em junho, mas tende a aumentar a partir de agosto, conforme mais café da safra nova chega ao mercado, disse nesta segunda-feira o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.

Para ele, a qualidade do produto neste ano tem sido "espetacular".

"A partir de agosto os volumes de exportação do Brasil vão apresentar recuperação expressiva", disse, projetando uma maior oferta pelo maior produtor e exportador global da commodity.

Carvalhaes falou no intervalo do Global Agribusiness Forum (GAF), em São Paulo.

FONTE: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.
#180720-01
20/07/2018

Exportação de soja do Brasil deve ir a recorde de 75 mi t no próximo ano, diz Safras

As exportações brasileiras de soja devem crescer no próximo ano para um novo recorde, de 75 milhões de toneladas, projetou nesta sexta-feira a Safras & Mercado, em meio a um cenário de produção novamente volumosa.

De acordo com a consultoria, que considera em sua estimativa o ano comercial 2019/20, de fevereiro a janeiro, os embarques representariam aumento de 1 por cento ante os 74,5 milhões de toneladas previstos para o atual ciclo 2018/19. O Brasil é o maior exportador global da oleaginosa em grão.

A projeção se dá em meio a expectativas de uma produção recorde no ano que vem, de quase 120 milhões de toneladas, conforme a Safras.

A consultoria não cita justificativas para suas previsões, mas as exportações recordes também podem incorporar o potencial de uma maior demanda da China, que trava uma guerra comercial com os Estados Unidos, incluindo a aplicação de taxas sobre a compra de soja norte-americana.

De acordo com a Safras, o esmagamento de soja no Brasil no próximo ano será de 44 milhões de toneladas, aumento de 2 por cento na comparação com a atual temporada. Os estoques ao término do ciclo seguinte devem cair para 429 mil toneladas, de 2,5 milhões, em razão das exportações e também de um consumo 1 por cento superior.

DERIVADOS

A Safras prevê uma produção de farelo de soja de 33,47 milhões de toneladas no próximo ano, alta de 2 por cento, mas com exportações 13 por cento menores, em 15 milhões de toneladas

No caso do óleo de soja, a expectativa da consultoria é de produção de 8,735 milhões de toneladas, com embarques de 1,1 milhão de toneladas, recuo de 8 por cento.

Os estoques finais de farelo e óleo no ano que vem devem somar 2,142 milhões e 114 mil toneladas, respectivamente.

FONTE: Notícias Agrícolas
#180718-02
18/07/2018

Brasil ainda importa a maioria dos fertilizantes usados na agricultura

Segundo o engenheiro agrônomo, Wladimir Chaga, os fertilizantes especiais também chamados de micronutrientes são produzidos em sua maioria localmente

Quase 80% da nossa produção é fertilizada por insumos que vem de fora do país. Enquanto a produção local do produto não passa de 15% da necessidade do mercado. Sobre esse assunto, o programa conversou com o engenheiro agrônomo e presidente da Brandt no Brasil, Wladimir Chaga.

De acordo com ele, "para a adubação a gente fala praticamente de três fontes: o calcário, que é a correção do solo; uma segunda que são os nitrogênios, fósforos e potássio. Já a Brandt trabalha com fertilizantes especiais, que são os micronutrientes. Então a base da adubação é o nitrogênio, fósforo e potássio enquanto os micronutrientes são aqueles elementos básicos mas essenciais. Se você não tem, por exemplo, um micronutriente disponível na planta, às vezes, ela não consegue absorver aquele potássio, fósforo que está no solo", explica Chaga. 

Hoje o Brasil é o segundo maior competidor de grandes culturas no mundo. Ficando só um pouquinho atrás dos EUA. Mas ainda não temos condições de usar todos os recursos produzidos no país. Sendo o mercado hoje, a maioria, proveniente de importação. Segundo Chaga, diferente dos fertilizantes comuns, os foliares que são os micronutrientes são em sua maioria produzidos localmente. Mercado esse que vem crescendo bastante de uns anos para cá. 

FONTE: EBC - Empresa Brasil de Comunicação
#180705-03
05/07/2018

Brasil deve colher 55 milhões de toneladas de milho de segunda safra

Segundo Agroconsult, problemas climáticos e atraso no plantio estão entre os fatores que levaram a redução da expectativa

O Brasil deve colher neste ano em torno de 55 milhões de toneladas de milho de segunda safra, estima a consultoria Agroconsult, 13 milhões a menos que no mesmo período em 2017, quando a colheita no período foi estimada em 68 milhões de toneladas. Somando o volume de “safrinha” com a safra de verão, a consultoria acredita em uma colheita total de 82 milhões de toneladas na safra 2017/2018.

Sócio diretor da Agroconsult, Andre Pessoa comentou esses números durante o 8º Encontro de Previsão de Safra Anec/Anea, organizado por exportadores de cereais e algodão, em São Paulo (SP). Os dados foram resultado das últimas etapas do Rally da Safra, organizado pela Agroconsult, que analisaram lavouras de milho de meio de ano.

De acordo com o consultor, as produtividades caíram em todas as principais regiões produtoras. Redução de área e de uso de tecnologia, atraso no plantio e problemas climáticos em diversos locais de produção foram os principais fatores de redução na colheita deste ano. A expectativa inicial da Agroconsult para a safrinha de milho 2017/2018 era de 65 milhões de toneladas.

“A quebra só não foi maior porque as produções de Goiás e Mato Grosso surpreenderam positivamente, apesar de alguma coisa plantada fora da janela ideal e por conta da capacidade de plantio e colheita que o produtor tem hoje, com máquinas que corrigiram o atraso”, explicou.

Apesar das adversidade, Andre Pessoa disse acredita que as margens para o produtor de milho foram positivas. Segundo ele, poucos agricultores devem ter prejuízos com a cultura no Brasil.

Exportações

A Agroconsult também diminuiu a estimativa para as exportações de milho. Inicialmente, o número estava em 31 milhões de toneladas e, agora, em 28 milhões. De acordo com André Pessoa, os indicadores de venda antecipada de milho estão “robustos”. A maior dificuldade é a de escoar a produção até os portos.

“Haverá um volume menor para o mercado externo do sul do Brasil, em função da quebra no verão e da safrinha mais curta. O centro sul está com preços aquecidos, operando acima da paridade o que faz com que o impeto de exportação seja menor. Em Goias e Mato Grosso, os números de escoamento serão maiores”, disse Pessoa.

Em relação aos preços, o sócio diretor da Agroconsult avaliou que, se não fosse a guerra comercial entre Estados Unidos e China, que deve ter novos desdobramentos nesta sexta-feira (6/7), o viés das cotações internacionais do cereal seria de alta. A safra de milho dos Estados Unidos vem apresentando boas condições, mas os estoques tiveram forte queda, o que ajuda a dar suporte aos preços.

“Eu vejo um cenário de preços de milho entre US$ 3,50 e US$ 4, mas não acima de US$ 4 (por bushel)”, avaliou André Pessoa.

FONTE: Globo Rural
#180705-02
05/07/2018

INTL FCStone: Brasil deve retomar ritmo de exportação de carne no 2º semestre

Depois de ter atingido, em junho, o menor volume exportado desde janeiro de 2011, o embarque de carne bovina do Brasil para o exterior pode mostrar reação no segundo semestre, estima Caio Toledo, consultor em gerenciamento de riscos da INTL FCStone. “Sazonalmente a demanda do mercado externo pela proteína brasileira é mais elevada entre agosto e dezembro, o que coloca alguma possibilidade de recuperação do volume embarcado acumulado”, explica.

Para o especialista, o cenário cambial também é mais favorável este ano, pois a desvalorização do real aumenta a competitividade da carne in natura do Brasil no mercado global. Mais cedo, a consultoria divulgou relatório com análise dos dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) apresentados nesta semana.

Segundo o levantamento da FCStone, a instabilidade gerada no setor logístico brasileiro, tanto pela greve dos caminhoneiros quanto pela falta de resolução sobre a fixação de preços mínimos de frete, foi o principal fator negativo para as exportações de junho. “Em termos monetários, as exportações totalizaram US$ 278,81 milhões, sinalizando um recuo de 33,5% no comparativo com o ano imediatamente anterior, e o menor valor para o mês desde 2007”, diz a consultoria.

Depois da greve, a cadeia de bovinos enfrenta dificuldades de recomposição da produção. A paralisação, em primeiro momento, afetou o fluxo de saída das carnes das câmaras frias dos frigoríficos para os portos, para então dificultar o transporte de animais para o abate. Com isso, a produção ficou estagnada e houve recuo na oferta do mercado interno.

“Destaca-se que os acertos ainda pendentes sobre a tabela de fretes também favoreceram uma menor oferta para a nutrição pecuária, que já sofre impactos da elevação dos preços do milho, estes em um patamar 20,5% acima da média dos últimos anos devido ao contexto de quebra da safrinha no Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná”, acrescenta o relatório.

FONTE: ISTOÉ
#180705-01
05/07/2018

Brasil pode importar soja para lucrar com disputa de EUA e China

Os EUA são o segundo maior fornecedor de soja para a China e as remessas podem ser reduzidas a menos da metade se as tarifas forem aplicadas. Isso beneficiaria o Brasil, que já é o maior fornecedor para a China

A disputa comercial entre EUA e China está agitando o mercado global da soja e pode fazer o Brasil, maior exportador da commodity, recorrer a importações.

Como os prêmios brasileiros estão se beneficiando com a briga, o país pode aproveitar e ampliar as vendas à maior importadora, a China. Mas para isso terá que recorrer ao farelo de soja da vizinha Argentina, um ingrediente importante e necessário para alimentar a indústria aviária brasileira, segundo o JPMorgan Chase.

O Brasil poderia até mesmo avaliar a importação de soja a um preço menor que o de exportação, disse André Pessôa, presidente da Agroconsult em São Paulo.

A tensão comercial que sacudiu o mercado agrícola nos últimos 30 dias aumentará se o presidente dos EUA, Donald Trump, aplicar tarifas a US$ 34 bilhões em produtos chineses na sexta-feira, conforme o planejado, medida para a qual a China promete retaliação equivalente. Os EUA são o segundo maior fornecedor de soja para a China e as remessas podem ser reduzidas a menos da metade se as tarifas forem aplicadas. Isso beneficiaria o Brasil, que já é o maior fornecedor para a China.

“Precisaremos trazer farelo de soja da Argentina para o Brasil” para atender à demanda por ração, disse Tracey Allen, analista do JPMorgan em Londres. “Sendo realista, essa é a única forma de possibilitar o fluxo máximo de exportação de soja do Brasil para a China e de atender à demanda interna.”

Devido à queda dos preços da soja dos EUA, o prêmio obtido pelo grão brasileiro sobre os contratos futuros em Chicago já dobrou. Para tirar vantagem disso, o Brasil pode tentar importar uma oferta mais barata de outros lugares, tanto para esmagar no país quanto para reexportar, disse Pessôa.

O Brasil poderia aumentar as importações do Paraguai na próxima safra, disse Ana Luiza Lodi, analista da corretora INTL FCStone em Campinas, São Paulo. É menos provável que ocorram importações dos EUA devido ao custo elevado do frete, disse ela. Uma tarifa de importação de 8 por cento aplicada à soja americana também aumenta o custo das transações.

“Será muito caro transportar grãos dos EUA para as instalações de esmagamento do interior do Brasil, porque elas normalmente ficam perto das regiões agrícolas do Mato Grosso e de outros estados onde os grãos são produzidos”, disse Allen, do JPMorgan. “Veremos certo volume de soja vindo dos EUA para o Brasil, mas não creio que este venha a ser o fluxo de comércio dominante.”

Para atender à demanda do Brasil por farelo de soja, a Argentina, assolada pela seca, pode precisar importar soja dos EUA, e há sinais de que isso já esteja acontecendo. A Argentina se comprometeu a comprar 540.000 toneladas dos EUA na safra 2018-19, que começa em setembro, total que se soma à compra de 89.000 toneladas desta temporada, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA.

FONTE: InfoMoney
#180704-01
04/07/2018

Exportação de soja segue firme apesar da disparada do frete

O aumento do custo do frete e a desaceleração das vendas dos agricultores não frearam as exportações de soja do Brasil em meio à crescente demanda da China, que busca alternativas aos produtos dos EUA que logo sofrerão novas taxas em meio à guerra comercial.

Os embarques de soja chegaram a 10,4 milhões de toneladas no mês passado, uma alta de 13 por cento em relação a junho de 2017, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento divulgados na terça-feira. As exportações recuaram um pouco em relação às 12,4 milhões de toneladas registradas em maio, que costuma ser o auge da temporada com a conclusão da colheita. O Brasil é o maior produtor e exportador de soja do mundo.

A safra de 2018 foi a maior já vista no País, mas a greve de caminhoneiros paralisou as entregas aos portos por 10 dias em maio e levou o governo a impor um frete mínimo que elevou o custo de transporte do campo ao mercado. Os fazendeiros também reduziram as vendas na expectativa de melhores preços da soja e de mais clareza sobre os fretes, o que obrigou exportadores a recorrer aos seus estoques.

"O transporte de grãos continua na maior parte do País", disse Abner Matheus João, analista da Esalq-Log, divisão de pesquisa em logística da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista por telefone. "Os exportadores não podem deixar a soja no campo porque têm navios para carregar e contratos a serem cumpridos."

Para muitos exportadores, isso significa pagar mais. Em algumas rotas, o custo mais que dobrou após o governo definir um piso para o transporte rodoviário de carga, que entrou em vigor em 30 de maio. Mas muitas transportadoras estão aceitando receber fretes abaixo do mínimo estipulado pela tabela imposta pelo governo, de acordo com João.

Em uma das rotas mais longas, com 1.600 quilômetros, que vai de Primavera do Leste (MT) até o Porto de Santos, exportadores pagaram R$ 244,20 por tonelada pelo frete rodoviário em junho, de acordo com a Esalq-Log. O piso estabelecido pelo governo nessa rota é de R$ 270,98.

Em trechos mais curtos, os fretes estão acima do valor mínimo definido por lei. De Sinop (MT) até o terminal fluvial de Miritituba (PA), exportadores têm pago 40 por cento acima da tabela, segundo a Esalq-Log. De Sorriso até o terminal ferroviário de Rondonópolis, ambos em Mato Grosso, o valor do transporte rodoviário está em linha com o que o governo estabeleceu como mínimo, embora esteja 16 por cento mais caro do que no ano passado.

O custo de frete provavelmente aumentará mais neste mês, prevê João. Além da força da demanda na China, os agricultores brasileiros vão acelerar a colheita do milho de inverno em julho, impulsionando a demanda por caminhões pelos exportadores. O Brasil é o segundo maior exportador mundial de milho, atrás dos EUA.

FONTE: UOL Economia
#180629-01
29/06/2018

Índia vai comprar do Brasil bois para reprodução e ovos sem patógenos específicos

A Índia vai comprar do Brasil bovinos para reprodução e ovos Livres de Patógenos Específicos (Specific Pathogen Free, SPF, na sigla em inglês). O Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu nesta quinta-feira (28) informe da aceitação dos modelos de certificados zoossanitários para exportação pelo Departamento de Pecuária, Laticínios e Pesca da Índia (Departament of Animal Husbanfry, Dairying & Fisheries of Ministry of Agriculture and Farmers).

Os negócios envolvendo embarques de bovinos e material de reprodução se intensificaram em abril, na 84ª Expozebu, em Uberaba (MG). Nove países participaram das rodadas de negociação promovidas pelo DSA, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

A Índia é o país de origem do gado Zebu, mas o melhoramento genético realizado no rebanho zebuíno brasileiro gerou ganhos de produtividade e tornou-o atraente a criadores indianos. Segundo o secretário de Relações Internacionais do Mapa, Odilson Silva, enquanto uma vaca da raça Gir (zebuína) leiteira produz no máximo, 6 Kg/dia de leite na Índia, o rebanho Gir leiteiro do Brasil, fornece 15 Kg/leite por dia e uma fêmea Gir de elite produz cerca de 70 kg diários de leite.

Maior produtora de leite do mundo, a Índia está investindo na melhoria genética de seu rebanho. Desde 2016, o Brasil exporta sêmen bovino para produtores indianos e, recentemente, autorizou a importação de embriões bovinos “in vivo” (gerados no ventre da mãe).

Em relação às exportações de ovos SPF, as tratativas entre os dois países foram iniciadas em 2014. Esses ovos são produzidos em estabelecimentos avícolas registrados e monitorados sanitariamente pelo ministério e têm alto padrão de biosseguridade. Os ovos SPF são matérias-primas para a produção de insumos, antígenos e vacinas para animais, assim como de vacinas para uso humano. Também são utilizados como meios de cultura in vivo para pesquisas científicas e diagnóstico de microrganismos responsáveis por ocasionar doenças em humanos e animais.

Poucos países no mundo produzem esse tipo de ovo, em virtude do nível de tecnologia e controle sanitário aplicados nos estabelecimentos avícolas autorizados a realizar a atividade. O Brasil produz cerca de cinco milhões de ovos SPF, por ano, o que representa ao redor de 8% da produção mundial. Cada unidade de ovo SPF tem preço médio de R$ 5,50.

A Índia tem uma demanda de consumo de ovos SPF estimada em 1,8 milhão de unidades por ano, o que poderá torná-lo o maior cliente do Brasil para esse produto.

FONTE: ASCOM MAPA
#180625-02
25/06/2018

Pais exporta carne resfriada para Israel

O embarque foi possível graças a uma série de garantias técnicas que elevou o prazo de validade da carne bovina resfriada para 85 dias

As boas notícias continuam sendo do agronegócio. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes Bovinas (ABIEC) informa que durante o mês de maio o Brasil realizou a sua primeira exportação de carne bovina resfriada para Israel. O embarque foi possível graças a uma série de garantias técnicas fornecidas pelas empresas associadas à ABIEC, o que elevou o prazo de validade da carne bovina resfriada para aquele país para 85 dias. Com isso, apesar de os volumes ainda serem pequenos, a expectativa é de que o início da exportação desse tipo de produto represente uma oportunidade para o Brasil ampliar sua participação no mercado de Israel, um dos vinte maiores importadores de carne bovina do mundo, informa a Abiec.

O Brasil já exporta carne in natura para Israel. 

FONTE: Globo Rural
#180622-02
22/06/2018

Compradores de grãos do Brasil estão fora do mercado há 3 semanas, dizem operadores

Tradings de grãos pararam de comprar milho e soja de produtores no Brasil há mais de três semanas, na medida em que preocupações com os crescente custos de frete congelaram o mercado de duas das principais commodities do país, disseram operadores à Reuters nesta sexta-feira.

O Brasil terminou recentemente de colher a soja de 2018 e está colhendo a segunda safra de milho.

O aumento dos preços de frete também está dificultando o transporte da soja comprada durante abril e maio, quando os prêmios dos portos dispararam com o cenário da disputa comercial entre os Estados Unidos e a China acelerando as vendas dos grãos brasileiros.

Receios com os custos de transporte levaram as tradings no Brasil a atrasarem a remoção dos produtos dos armazéns de produtores, para evitar prejuízos, disse um operador.

"A ordem é para não comprar", disse um operador de Mato Grosso à Reuters.

"Não houve propostas para o milho ou para a soja futura por cerca de 25 dias", disse um operador do Paraná, que também não está autorizado a falar com a imprensa.

O problema deve persistir até que as regras para estabelecer custos de frete estejam mais definidas pelo governo, disseram operadores.

"Em algum momento, eles precisaram retornar ao mercado para suprir os pedidos (de exportação) e honrar contratos", disse um dos operadores.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), até a semana passada o maior Estado produtor de grãos do Brasil ainda precisava vender cerca de 32 por cento da sua segunda safra de milho.

Os custos de embarque de grãos no Brasil aumentaram acentuadamente nas últimas semanas, depois que o governo impôs preços mínimos para o frete rodoviário. Tal medida seguiu protestos nacionais de caminhoneiros, que paralisaram virtualmente a economia do país por 11 dias no mês passado.

O movimento forçou o governo federal a subsidiar o combustível e impor preços mínimos de frete como parte da solução para suspender as paralisações.

O caos no setor de transportes brasileiro e a baixa dos preços dos grãos na Bolsa de Chicago, pela intensificação da guerra comercial global, também fizeram com que os produtores brasileiros perdessem a oportunidade de vender a soja futura, disseram os operadores.

"Há uma forte demanda pela soja brasileira, mas nosso gargalo logístico significa que os agricultores não podem tirar vantagem", disse um dos operadores.

FONTE: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.
#180622-01
22/06/2018

Exportação de produtos florestais cresce e segmento já é o segundo da pauta do agro

Compromisso brasileiro no Acordo de Paris defende a atividade como benéfica para a fixação de carbono e retenção de água no solo.

Os produtos florestais têm se destacado na pauta de exportações do agronegócio, atingindo a segunda posição entre os principais segmentos da balança comercial do setor no período de janeiro a maio deste ano. O volume exportado alcançou US$ 5,75 bilhões nesses primeiros cinco meses, em alta de 30,5% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo superado apenas pelas vendas do complexo soja e a frente da exportação de carnes.

As exportações de madeiras e suas obras aumentaram 16,3%, atingindo US$ 1,44 bilhão. As vendas externas de papel chegaram a US$ 803,34 milhões.

O principal produto florestal é a celulose com valor recorde de US$ 3,51 bilhões. A quantidade exportada também foi recorde com 6,5 milhões de toneladas (+14,0%) e o preço médio de exportação subiu (+28,5%).

O Brasil hoje é o 3º maior exportador de celulose, participando com 13,2% do mercado mundial de US$ 47,98 bi. Do total da produção brasileira 69% destina-se à exportação.

Segundo dados do IBGE, as florestas plantadas ocupam atualmente 10 milhões de hectares, o que corresponde a 1% da área agricultável do país.

“O clima, o solo e a tecnologia que dispomos no País permitiram que atingíssemos as maiores produtividades médias por ano do mundo”, explica o engenheiro agrônomo João Salomão, coordenador geral de Florestas e Assuntos da Pecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Em 2016, o Brasil liderou o ranking global de produtividade florestal, com média de 35,7 m³ ha/ano no plantio de eucalipto e 30,5 m³ ha/ano no plantio de pinus, de acordo com os dados da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ). A China está em segundo lugar com 29 m³ ha/ano (eucalipto) e 20 m³ ha/ano (pinus). Moçambique é o terceiro com 25 m³/ha ao ano (eucalipto) e 12 m³/ha (pinus).

“A produtividade brasileira é maior que a de nossos concorrentes e ainda oferecemos produtos a preços mais competitivos no mercado mundial. Estamos aliados, naturalmente, ao desempenho das empresas brasileiras com âmbito internacional de atuação, bem relacionadas no mercado exterior, o que nos garantiu que alcançássemos números de produção e exportação bastante expressivos”.

A velocidade de crescimento da área de plantio é de 100 a 200 mil hectares/ano, variação que depende da demanda dos consumidores internacionais e das condições econômicas. O Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas prevê incremento de 2 milhões de hectares de florestas plantadas até 2030.

O aumento de 20% da área plantada nesse prazo é uma estimativa “bastante conservadora”, segundo Salomão. “A meta é bem possível de ser alcançada.”

Sustentabilidade

Salomão acredita que apesar de grande potencial de crescimento, em razão dos níveis de produtividade, das pesquisas e de novas tecnologias, o setor ainda enfrenta “reações com viés ideológico”, de críticas às culturas de pinus e de eucalipto que seriam causadoras de danos ao meio ambiente.

O efeito é inverso na opinião do engenheiro agrônomo.

“Na verdade, todos os compromissos brasileiros relacionados às mudanças do clima – 
como o Acordo de Paris, por exemplo - sugerem que devemos aumentar as áreas de florestas plantadas. As pesquisas e os dados hoje comprovam que as florestas plantadas são importantes para a conservação do meio ambiente, benéficas para a fixação de carbono e a retenção de água no solo.”

Salomão indica que há outro efeito indireto, essencialmente benéfico para o meio ambiente. Somente a área agricultável de 1% com florestas plantadas atende a 90% da demanda de produtos florestais para a indústria brasileiras.

“Se estamos consumindo florestas plantadas”, conclui Salomão, “contribuímos para preservar as florestas primárias”.

No entanto, em divergência com a política nacional, algumas legislações estaduais, a exemplo do Rio Grande do Sul, exigem licenciamento ambiental que trata floresta plantada como atividade de alto potencial poluidor.

“Se plantar florestas é bom, no mínimo devemos questionar a necessidade desse licenciamento. Plantio de floresta não pode ter exigência de licenciamento semelhante ao de uma mineradora”.

Duas outras barreiras que bloqueiam o aumento da produção de florestas plantadas estão relacionadas ao crédito e à logística.

“É preciso dispor de crédito adequado à característica de longo prazo do setor, que demanda de 12 a 15 anos para a colheita, como é o caso de pinus. As nossas linhas de financiamento precisam estar ajustadas a esses prazos. A logística é também importante. A floresta não se transporta por longas distâncias. Precisamos de logística adequada, acessível para escoamento da produção”.

No Plano Agrícola e Pecuário (PAP 2018/2019) há linha de crédito de até R$ 5 milhões por projeto.

Política vem de 1970 

A política de Florestas Plantadas começou a ser implementada nas décadas de 1970/1980, baseada em incentivo fiscal para plantações de maciços florestais, sob administração do IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal.

Em agosto de 2008, foi criada no Ministério da Agricultura a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Silvicultura.

A partir de 2011, novos debates resultaram no decreto 8,375, de 11 de dezembro de 2014, que transferiu o setor para o Ministério da Agricultura. Antes de 2014, algumas funções importantes, com exceção da política e do planejamento estratégico, já eram desempenhadas pelo MAPA, tais como o registro de mudas e o crédito florestal.
O decreto de 2014 transferiu integralmente para o Ministério da Agricultura o setor de florestas plantadas, incluindo a política e seus instrumentos.

A Câmara Setorial de Silvicultura, com o nome atualizado para Florestas Plantadas, é presidida por Walter Vieira Rezende, representante da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA).

FONTE: Notícias Agrícolas
#180621-01
21/06/2018

Blairo tentará reverter antidumping chinês em viagem à África do Sul

Horas antes de uma viagem que fará à África do Sul para uma reunião ministerial dos países dos Brics, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse nesta quarta-feira que aproveitará o encontro para reforçar a posição contrária do Brasil à aplicação de uma tarifa antidumping pela China contra o frango do Brasil e tentar mais uma vez levantar o embargo russo às exportações brasileiras de carne suína.

Maggi explicou que a reunião de ministros de Agricultura de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que dura até o próximo sábado, vai anteceder o encontro anual de presidentes do bloco já agendado para julho. E, nessa ocasião, o presidente Michel Temer deve reforçar os pleitos da carne brasileira com o presidente chinês Xi Jin Ping e com o russo Vladimir Putin.

“Temos esperança de reverter o antidumping chinês. Está vindo uma missão da China que não é sanitária, mas para checar os custos de produção de três plantas no Brasil, eles alegam dumping, o que não é verdade”, disse o ministro, após evento no Ministério da Agricultura para lançar um plano de incentivo às exportações de feijão e pulses.

Segundo Maggi, o Brasil é muito competitivo na produção de carnes por conta da abundante oferta de matérias-primas para a ração animal como soja e milho, que fazem baratear o preço final.

Ele alerta, porém, que esse poder de fogo não pode servir para “inundar” os mercados compradores e nem “desestruturar” as cadeias produtivas desses países com nossas exportações.

No caso do embargo da Rússia, o ministro lembrou que o Ministério da Agricultura já atendeu todas as exigências sanitárias feitas pro Moscou e ainda está aguardando a liberação para a retomada das vendas externas de carne suína brasileira.

FONTE: O Nortão
#180620-02
20/06/2018

Governo lança plano para aumentar produção e exportação de feijão e pulses

Foi lançado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta quarta-feira (20), o Plano Nacional para o Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Feijão e Pulses

O ministro Blairo Maggi assinou portaria que define o plano e cria comitê gestor para fomentar a atividade. Maggi destacou que, para aumentar a participação no mercado internacional do agronegócio, o país precisa diversificar as culturas, além da soja e do milho, investindo, por exemplo, na produção de feijões, leguminosas e frutas (que também já têm um plano em curso).

A iniciativa é resultado de parceria do ministério e das entidades do setor liderado pelo Conselho Brasileiro do Feijão e Pulses (CBFP) e pelo Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe). Entre as metas do plano está a de ampliar em 5 quilos per capita ano o consumo de feijão no país; elevar a exportação em 500 mil toneladas anuais até 2028 de feijões e pulses (lentilha, grão de bico e ervilha) e incrementar em 20% a produção de variedades diversificadas de pulses, para abastecimento dos mercados interno e externo.

O Plano nasceu a partir da detecção da demanda crescente da Ásia por grãos secos, na viagem do ministro Blairo Maggi aquele continente em 2016. Os principais desafios à implementação são aumentar a capacidade de armazenagem; compensar a oscilação de preços, reforçar a sanidade vegetal; estimular o processamento e a industrialização para agregar valor aos produtos e; maior assistência técnica e extensão rural (ATER) pois a maioria dos produtores são de pequeno e médio porte.

Eumar Novacki, secretário-executivo do Mapa, destacou a parceria com a iniciativa privada e o trabalho desenvolvido pelo ministério para que o setor deslanche como o Agro+ lançado em 2016 e que acabou com cerca de 840 problemas que os produtores enfrentavam, entre medidos burocráticas e de procedimentos.

Cenário

 

A produção e o consumo de feijão no Brasil seguem estáveis há mais de 10 anos. Em 2011/12 a produção do grão era de 2,9 milhões de toneladas e na safra passada o volume era de 3,3 milhões de toneladas. A exportação de feijões somava 36.164 toneladas em 2012, e, no ano passado chegou a 106.330 toneladas.

Um dos principais motivos da exportação quase simbólica de feijão, comparada aos outros grãos, é que a produção se concentra basicamente no feijão carioca, variedade que não encontra muita demanda no exterior. Até pouco tempo, o Brasil também tinha uma produção muito pequena de pulses.

Em contrapartida, há um mercado externo com demanda crescente por grãos secos, principalmente em países de maioria vegetariana, como a Índia. Da análise desse contexto, foi percebida oportunidade para o Brasil ampliar ainda mais sua carta de produtos para exportação.

FONTE: InfoMoney
#180517-01
17/05/2018

Blairo anuncia avanço nas negociações para exportação de mais nove produtos brasileiros

Em missão internacional para recuperação e abertura de novos mercados, o ministro da Agricultura Blairo Maggi cumpriu agenda com a antiga AQSIQ, comissão que aprova as condições sanitárias e fitossanitárias para o comércio de produtos agropecuários com a China.

Segundo Maggi, esse é o começo de um novo tempo para as relações comerciais entre os dois países já que há dois anos não tinham uma pauta comum.

“São mais de 2 anos sem que tivéssemos uma reunião com essa subcomissão, sendo que, é ela quem coordena as ações de mercado e onde podemos abrir espaço para discutir pautas de exportação e importação. Essas coisas só estão avançando, e muito, porque no próximo dia 20 o Brasil receberá da OIE o certificado de país livre da aftosa. Isso com certeza vai mudar o perfil das nossas exportações”, disse o ministro.

Maggi ressaltou que após reunião com o vice-ministro da Administração Geral de Aduana da China, Mr. Zou Zhiwu, foi firmado acordo para realização de inspeção e quarentena entre os dois países (IN n.13).

“Outra reunião ocorrerá ainda nesse ano com uma nova pauta de exportações. A pecuária brasileira será a grande beneficiada já que não conseguíamos, até então, exportar carne com osso e miúdos. São produtos de grande valor agregado e que mudarão o cenário do mercado no Brasil”, expôs Blairo.

O ministro antecipou ainda quais são os produtos que estarão nessa pauta de negociações com a China: miúdos de suínos e bovinos; carnes com osso; carnes termicamente processadas; arroz, produtos lácteos; farinha para ração animal; ovos férteis; frutas e pescado.

MERCADO

A China já é a principal parceira comercial do Brasil. No ano passado, foram mais de U$ 26 milhões em exportação, ou seja, sozinhos os chineses representam quase 28% do volume total das exportações brasileiras.

FONTE: Mato Grosso Mais
#180426-01
26/04/2018

Cebola: Baixo volume nacional favorece importações

Com a safra de cebolas perto do fim no Sul do País e com a oferta ainda restrita na região de Irecê (BA), devido às chuvas que afetaram a produtividade no início da temporada no primeiro semestre, os bulbos de origem argentina se valorizaram na fronteira de Porto Xavier (RS) nos últimos dias. Entre 16 e 20 de abril, o preço da saca de 20 kg da caixa 3 beneficiada teve média de R$ 55,00 na praça sul-rio-grandense, alta de 11,5% frente à média da semana anterior. Segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea, sacas de cebolas holandesas estão previstas para chegar ao Brasil em maio, mas a qualidade dos bulbos pode não ser satisfatória, visto que a safra europeia é “antiga”. Importadores esperam que os preços subam ainda mais de abril para maio, já que o volume nacional não tem perspectiva de aumento expressivo no curto-prazo.

FONTE: Notícias Agrícolas
#180425-02
25/04/2018

Soja bate nos R$ 88/saca em Paranaguá com dólar em alta, prêmios fortes e melhora em Chicago

Nesta quarta-feira (25), os preços da soja subiram de forma quase generalizada no mercado brasileiro diante de uma combinação de patamares levemente mais altos em Chicago, prêmios ainda positivos - na casa de US$ 1,30 sobre os valores do mercado internacional - e o dólar chegando a bater nos R$ 3,50. Os negócios, porém, ainda seguem pontuais nesta semana. 

Entre as praças de comercialização do interior do país pesquisadas pelo Notícias Agrícolas, os ganhos variaram de 0,65% a 2,90%, como foram os casos de, respectivamente, Rio do Sul, em Santa Catarina, e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, onde as referências fecharam o dia com R$ 77,00 e R$ 71,00 por saca. 

Entre os portos, o destaque ficou para Rio Grande, onde os ganhos passaram de 1% nos principais indicativos. A soja disponível fechou com R$ 86,20, subindo 1,53% e a referência maio/18 foi a R$ 86,70, avançando 1,29%. Em Paranaguá, alta de 2,33% para R$ 88,00 no produto disponível. 

Como explica o diretor da Labhoro Corretora, Ginaldo Sousa, esse continua a ser um momento importante e de grandes oportunidades para o produtor brasileiro. A composição de um cenário positivo com os três principais pés de formação para as cotações já motivou bons negócios nas última semanas e poderia chamar os sojicultores para novas operações, principalmente, com entrega e pagamento mais a frente. 

Neste momento, a capacidade logística do Brasil está praticamente esgotada, com os line-ups completamente preenchido para os próximos meses e, embora tudo esteja sendo controlado, os comerciantes precisam agora de tempo para despachar todo esse produto que já foi negociado. 

Mas, como disse Sousa, "há compradores e as oportunidades são muito boas", em entrevista nesta quarta-feira. 

Mercado Internacional

Em Chicago, as posições mais negociadas terminaram o dia subindo entre 5,25 e 5,50 pontos, levando o maio/18 a terminar a sessão com US$ 10,27 por bushel. Ao longo do dia, as altas passaram de 10 pontos e o contrato chegou a superar os US$ 10,30. 

Segundo explicaram analistas internacionais, além do impulso dado pelos mercados vizinhos do milho e do trigo - que subiram para alcançar seus melhores níveis em cinco semanas - a proximidade de um acordo entre China e Estados Unidos na disputa comerical em torno da soja ajudou os preços. 

Há semanas o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) não traz novos anúncios de vendas de soja norte-americana para a nação asiática e isso preocupa o mercado. 

No contraponto, há a expectativa de que compradores menores migrem suas compras para os EUA, onde a soja é mais competitiva, o que poderia dar algum suporte às cotações.

FONTE: Notícias Agrícolas
#180410-02
10/04/2018

Produção do agronegócio no Estado deve ultrapassar R$ 63 bi em 2018, diz Imea

A produção do agronegócio mato-grossense deverá crescer 4,4% este ano na comparação com ano passado, totalizando R$ 63,9 bilhões. Os dados são da estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VPB) referentes a abril, do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Na projeção da conjuntura econômica de março deste ano, o VPB do Imea apontava um valor de R$ 61,2 bilhões. Com a atual projeção de R$ 63,9 bilhões, o valor da produção do agronegócio mato-grossense, se consolidada, deverá superar em R$ 440 milhões o valor bruto gerado pela agropecuária em 2017. O VBP é baseado sobre a multiplicação do valor de mercado pela quantidade de produção. 

De acordo com os técnicos do Imea, as revisões positivas nas estimativas de safras para culturas de soja, milho e algodão impulsionaram o aumento na perspectiva da produção econômica no Estado.

“Desta maneira, o VBP da agricultura e floresta passou a participar com 77% sobre o VBP total, enquanto que o VBP da pecuária, com 23%. Já na atualização da sexta estimativa para 2017 houve uma estabilização, com variação de -0,3% perante a quinta estimativa. O valor total foi de R$ 63,5 bilhões, com as maiores mudanças advindas dos setores de arroz e aves, ambos em queda devido aos preços mais baixos praticados nos últimos três meses”, destacam os técnicos do Imea.

De acordo com a projeção, outros fatores também influenciarão o desempenho positivo da produção mato-grossense, a exemplo do aumento de 1,2% no valor do dólar verificado nas últimas semanas, com a cotação da moeda americana cotada em R$ 3,36/US$. De acordo com o Relatório Focus, essa alta se deu em razão do receio da guerra comercial e as tensões diplomáticas com a Rússia.

Outro fator que contribuía para a conjuntura econômica mato-grossense são as importações do Estado, que registraram avanço de 16,7%, que, segundo o Imea, pode ser esclarecido pela maior obtenção de produtos, como adubos e fertilizantes, que em fevereiro deste ano voltaram a subir, sendo importados US$ 64,9 milhões, sendo o maior valor desde novembro de 2017.

Por fim, o Imea denota que em março deste ano a maioria dos índices do varejo apontou variações de queda, mas próximas à estabilidade se comparado a fevereiro deste ano.

Avanço moderado

De acordo com o Imea, no comparativo entre os anos, o VBP 2018 apresentou um crescimento de 0,7%, com destaque para os avanços no algodão (+18,9%) no segmento da agricultura e a bovinocultura de corte (+9,8%) no segmento da pecuária.

Em 2017, o algodão rendeu R$ 6,4 bilhões em Mato Grosso de VBP. Para este ano, a estimativa é que o valor se situe em R$ 7,6 bilhões. Já a produção de carne bovina em 2017 alcançou a cifra de R$ 10,9 bilhões, enquanto que a previsão para este ano seja de R$ 11,9 bilhões.

Conforme o relatório, no caso do algodão, a alta se deu devido à revisão para cima da estimativa de produção de pluma e caroço na safra 17/18, enquanto que na bovinocultura de corte a perspectiva é de maior abate e de preços melhores na média anual, se comparados aos preços recebidos pelo produtor rural no último ano.

"Já em relação à soja, que é a cultura que possui maior representatividade no VBP, é esperada para o ano atual uma leve queda de 2,1%, pois os preços praticados na comercialização desta safra vêm se apresentando ligeiramente menores até o momento quando comparados aos preços da safra passada”, pontua.

Em 2017, a soja rendeu R$ 32,2 bilhões em Mato Grosso, enquanto que para este ano, a última projeção do Imea é que se situe em R$ 31,6 bilhões.

FONTE: RD NEWS
#180405-03
05/04/2018

Brasil deve ampliar mercado para carne bovina com certificado de eliminação da aftosa, diz ministro

Título de país livre de aftosa com vacinação será entregue ao Brasil em maio pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP-MT), afirmou, nesta quinta-feira (5), que o Brasil deve abrir novos mercados com a conquista do título de país livre de aftosa com vacinação. O reconhecimento internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) será oficializado entre os dias 20 e 25 de maio, em Paris.

Blairo participou de cerimônia de sobre a erradicação plena da aftosa na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), com a presença do presidente Michel Temer. O governo federal lançou um selo comemorativo dos Correios com o logo: "Brasil, Livre de Aftosa".

"Com essa certificação, vamos conseguir frequentar outros países, que são mais rígidos e pagam melhor pela carne. O simbolismo é muito grande e vai trazer um novo status para o país”, afirmou o ministro.

Durante o evento, Blairo Maggi anunciou um plano estratégico para a retirada da vacinação contra febre aftosa. A partir de 2019, o trabalho começa no Norte e segue em direção ao Sul, até alcançar todo o país, em 2023. Em 5 anos, o governo federal quer eliminar a imunização animal contra a doença e, assim, receber um novo título de país livre de aftosa sem vacinação. Hoje, apenas Santa Catarina tem este reconhecimento.

“Inicialmente, começa com Amapá, depois vem Acre, Amazonas, Roraima e vem descendo. Isso porque, o Ministério da Agricultura fez um grande estudo dos fluxos sobre os locais onde os animais vivos transitam. Esses fluxos são sempre das zonas de menor volume de produção para região de maior produção para abates e mercado”, esclareceu Blairo Maggi.

De acordo com o Ministério da Agricultura, estados como Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul querem acelerar o processo e apresentar planos paralelos ao governo para a retirada da vacina.

O presidente Michel Temer afirmou que um possível mercado novo para o Brasil é o Japão. "Num encontro com japoneses, muito se falou sobre produtos brasileiros. Acho que podemos ampliar o mercado de carne no Japão, que hoje só importante um tipo de carne", afirmou Temer. Segundo o presidente, a erradicação da aftosa é um combate em conjunto e sem o apoio dos pecuaristas não seria possível combater a doença.

Aftosa no Brasil

O primeiro registro oficial de febre aftosa no Brasil foi no Triângulo Mineiro, em 1895. Os focos na América do Sul coincidiram com a importação de animais da Europa e com surgimento da indústria frigorífica no Brasil.

Em 1951, foi criado o Centro Pan Americano da Aftosa e reconhecida a necessidade de ações conjuntas entre os países do continente. Já em 1992, o Ministério da Agricultura criou o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, com a adoção de medidas regionais e da campanha sistemática da vacinação.

O último foco de aftosa foi registrado no município de Japorã, Mato Grosso do Sul, em 14 abril de 2006. Por outro lado, em 2007, o estado de Santa Catarina foi reconhecido pela OIE como a primeira zona livre da aftosa sem vacinação do país.

Hoje, o Brasil tem o maior rebanho comercial do mundo, com 218,7 milhões de cabeças de bovinos e búfalos. É também o maior exportador de carne com vendas para mais de 140 países.

O que é febre aftosa

A febre aftosa é uma doença infecciosa aguda que causa febre e, em seguida, provoca o aparecimento de aftas, principalmente na boca e nos pés de animais de casco fendido. A doença afeta bovinos, ovinos, suínos e caprinos, sendo causada por um vírus, altamente contagioso, que está presente em grande quantidade na saliva, no leite, nas fezes e até no sangue dos animais contaminados.

O principal efeito da febre aftosa é comercial. A ocorrência da doença impõe barreiras ao comércio de produtos de origem animais e ainda afeta a abertura de novos mercados.

FONTE: G1.
#180405-02
05/04/2018

Exportação de milho brasileiro foi recorde em 2017

Segundo a Abramilho, o Brasil exportou 29,25 milhões de toneladas do cereal no ano passado.

Na segunda-feira (02/04), o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) divulgou os resultados da exportação do mês de março, de acordo com a publicação houve um crescimento de 9,6% sobre março de 2017, pela média diária. No mês, as importações totalizaram US$ 13,8 bilhões, com acréscimo de 16,9% sobre o mesmo período do ano passado. O milho foi um dos itens na lista que teve recorde de exportação.

Desempenho em 2017

Segundo o MDIC, em 2017 o Brasil exportou um total de 29,25 milhões de toneladas de milho. O volume de milho exportado foi recorde. Na comparação com 2016 houve aumento de 33,8% no total embarcado e frente a 2015 (ano, até então, recorde) a alta foi de 1,2%. De acordo com informações da Associação dos Produtores de Milho (Abramilho), o milho brasileiro continua sendo muito valorizado no exterior pela qualidade e pela diferença cambial. Outra razão apontada por ele é o recente interesse pelo mercado mexicano em vista dos problemas que estão tendo em adquirir o milho americano.

Exportação de milho

Entre os principais países compradores do milho brasileiro no ano de 2017 estão os países asiáticos como Japão, Vietnã, Taiwan, Coréia do Sul e Malásia com US$1,82 bilhão. Outro grande comprador é o Irã com US$ 782,61 milhões de dólares, na Europa um dos principais compradores é a Espanha com US$ 436,93 milhões.

“Estamos frente ao final da segunda safra e, definitivamente, precisamos plantar mais milho”, afirmou Cesário Ramalho, vice-presidente da Abramilho. “Existe sim, mercado para o nosso milho. Já temos mais de 500 plantas de produção de etanol, hoje sabemos que várias destas plantas estão aceitando milho para a produção. Ou seja, nosso produtor precisa estar atento às novas oportunidades.”

FONTE: Farming Brasil.
#180405-01
05/04/2018

Nova taxação chinesa inclui soja dos EUA

Especialista pede cautela, mas admite que o momento atual é favorável à venda de parte da produção.

A inclusão da soja na lista de produtos norte-americanos que podem ser sobretaxados pela China deixou o Brasil ainda mais de sobreaviso quanto ao futuro da crise sino-americana. Como Brasil e EUA são os dois maiores fornecedores do grão para o país asiático, qualquer movimentação que afete as vendas de um alcançará os negócios de outro. Ontem, após o governo Xi Jiping incluir a oleaginosa na lista de mais 106 produtos norte-americanos que podem ser sobretaxados, oscilaram significativamente o preço do grão em Chicago e o prêmio pago pela soja brasileira. Um cenário propício para a especulação, alertam especialistas.

Enquanto a cotação da oleaginosa em Chicago encerrou o dia com queda de 2,2% (já que o grão poderá sobrar no mercado interno norte-americano), o prêmio pago pela soja brasileira deu um salto: passou de 110 centavos de dólar, na terça-feira, para até 165 centavos de dólar ontem.

"No cálculo final, a cotação fechou positiva para a o produto brasileiro, pois teve perde de US$ 0,22 na cotação internacional e ganho de US$ 0,50 no prêmio pago em Paranaguá no spot para maio (entrega imediata)", explica o analista Luiz Fernando Gutierrez Roque, da Safras & Mercado.

No porto do Rio Grande, segundo Guterrez, a cotação subiu de R$ 83,00, na terça-feira, para R$ 84,50 ontem (alta de 1,8%). Com a melhora no preço, diz o analista, o cenário é positivo para que produtores brasileiros fecham contratos agora. "É preciso ter cautela, claro, mas recomendo que o produtor venda uma parte do que tem disponível para negócios agora. Amanhã, os dois países podem sentar novamente, negociar, e tudo se normalizar", alerta Roque.

Para o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), o movimento de especulação, de uma forma ou de outra, não deverá alterar as cotações do grão em médio e longo prazos. "A demanda pela soja em si não será alterada por essa briga política e comercial. Então, apesar de o anúncio chinês ter algum impacto imediato, não deve alterar significativamente os preços", avalia Feldman.

Superintendente de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Lígia Dutra reforça que cautela deve ser a palavra de ordem no momento. A executiva da CNA alerta que o cenário ainda está sujeito a muitas variáveis e que o comunicado chinês sequer traz uma data para início da sobretaxa. "Vale lembrar que associação de produtores norte-americanos de soja divulgou uma carta aberta defendendo que Donald Trump encerre essa briga comercial com a China. Eles são a base do eleitorado de Trump, e o lobby do agronegócio é fortíssimo nos Estados Unidos", destaca Lígia.

Entenda o caso

· A briga político-comercial entre os Estados Unidos e a China teve como um dos marcos o dia 22 de janeiro, quando o presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu sobretaxar produtos importados da China, como painéis solares e máquinas de lavar, para "proteger os trabalhadores norte-americanos e a indústria local da importação massiva de produtos com preços baixos".

· Em 13 de fevereiro, Trump sinalizou que as políticas para proteger a produção local seriam mais agressivas e que considerava tarifar a importação de aço e alumínio de muitos países. Em 8 de março, ele assinou o ato que estabelece tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio importado pelos Estados Unidos.

· A China, então, respondeu, na voz de seu ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, dizendo que agiria do modo que fosse necessário no caso de uma guerra comercial com os Estados Unidos.

· No domingo, dia 1 de abril, o governo chinês informou que incluiria tarifa de importação entre 15% e 25% sobre cerca de 120 produtos norte-americanos.

· No dia 3 de abril, o governo norte- -americano divulgou lista com 1,3 mil produtos sobretaxados, com itens como luzes de LED, telas do tipo touch screen, televisores, motores, aço e componentes eletrônicos, atingindo diretamente a China.

· Ontem, a China revidou e acrescentou mais 106 produtos na lista inicial, divulgada em 1 de abril, incluindo a soja. Junto com o Brasil, que, em 2017, exportou 53,8 milhões de toneladas de soja para a China, os EUA (com 32 milhões de toneladas) são os maiores fornecedores do grão ao país asiático.

Crise pode afetar comércio global

Para o professor de Administração da Ufrgs Antônio Padula, estudioso das relações comercias chinesas, ainda é prematuro achar que a China não comprará soja norte-americana ou qualquer outro produto. E, mesmo que faça a sobretaxação, as muitas possibilidades no horizonte impedem qualquer tipo de planejamento sobre os rumos do grão.

"O Brasil não pode aumentar a área plantada, por exemplo, porque tudo pode mudar e ficarmos com excesso de produção. E esse é apenas um dos riscos. Para mim, o que de mais grave está ocorrendo é a fragilização que Trump está promovendo nos organismos internacionais de comércio", alerta Padula.

Ontem, a China informou que entrou com um "pedido de consultas" na Organização Mundial de Comércio (OMC), em resposta ao anúncio de tarifas dos EUA contra produtos chineses. Com isso, a entidade sediada em Genebra, que dispara o mecanismo de resolução de disputas da OMC, deverá iniciar consultas entre as duas nações. Isso se antes o governo Trump não der início a processo de negociação com Pequim, como esperam alguns analistas.

FONTE: Jornal do Comércio.
#180403-01
03/04/2018

Exportações de soja do Brasil mais do que triplicam em março

As exportações de soja do Brasil saltaram quase 208% em março ante fevereiro, para 8,81 milhões de toneladas, e ficaram bem próximas das 8,97 milhões de igual período do ano passado, com o ritmo diário de embarques mais forte em 2018.

Dados divulgados nesta segunda-feira (02) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, em março, foram vendidas ao exterior, em média, 419,7 mil toneladas da oleaginosa por dia, contra 390,4 mil toneladas por dia há um ano.

O Brasil é o maior exportador mundial de soja, e seus embarques costumam aumentar a partir de março, à medida que avança a colheita país afora. O ritmo de exportação mais acentuado neste ano, contudo, pode indicar uma maior procura pela commodity brasileira, uma vez que a Argentina, outro importante fornecedor mundial, viu sua safra quebrar em razão de uma severa estiagem. Os problemas no país vizinho acabaram por dar sustentação aos preços internacionais da soja, estimulando os produtores brasileiros a comercializar.

De acordo com o Cepea, os preços da soja voltaram a subir nos últimos dias, especialmente em razão da recente valorização do dólar frente ao real. Além disso, produtores estão retraídos, fazendo com que compradores paguem mais pela oleaginosa.

A firme demanda externa, especialmente da China (pelo grão) e da Coreia do Sul (para o farelo), também deu suporte aos prêmios de exportação e aos valores domésticos. No porto de Paranaguá (PR), o valor médio do Indicador Esalq/BM&FBovespa da soja, em março, superou em 6,25% o de fevereiro.

Milho

As exportações de milho do Brasil também cresceram em março na comparação anual, embora tenham caído em relação ao mês de fevereiro.

Segundo a Secex, foram exportadas 605,3 mil toneladas do cereal no mês passado, ante 1,25 milhão em fevereiro e 243 mil um ano antes. A expectativa de analistas do mercado é de que o País exporte 30 milhões de toneladas do grão neste ano.

No mercado físico, de acordo com o Cepea, os preços do milho continuam em baixa em muitas praças de São Paulo, Santa Catarina e de Mato Grosso do Sul. Em Campinas (SP), região de referência do Indicador Esalq/BM&FBovespa, o recuo foi de 1,63% entre 23 e 29 de março, fechando a R$ 40,35 por saca de 60 kg na quinta-feira (29). No mês, porém, o Indicador ainda acumulou alta, de 2,93%.

FONTE: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.
#180402-01
02/04/2018

Taxa de importação sobre frutas americanas por parte da China pode gerar oportunidades ao Brasil

A Nação asiática anunciou taxa de importação de 15% sobre frutas dos EUA. Medida entra em vigor nesta segunda-feira (2). EUA exportam grandes quantidades de cerejas, maçãs, uvas, cítricos, ameixas, peras e morangos para a China. Brasil pode se beneficiar, especialmente em maçã e uva.

A China impôs uma taxa de importação de 15% sobre frutas norte-americanas. A medida, que entra em vigor nesta segunda-feira (2), é uma retaliação ao governo dos EUA, que divulgou no final de março taxas de importação sobre alumínio e aço da nação asiática.

Com a formação desse cenário, a expectativa é que o mercado brasileiro de frutas seja beneficiado. "Ainda é prematuro falar sobre assunto, ainda mais quando envolve a política de países como China e EUA. Acredito que ainda terá muita conversação, mas é um momento de reflexão", destaca o produtor rural, Roberto Losqui.

Os EUA exportam grandes quantidades de cerejas, maçãs, uvas, cítricos, ameixas, peras e morangos aos chineses. Ainda na visão do produtor, o Brasil poderia se beneficiar, especialmente nos embarques de frutas como maçãs e uvas.

"No caso das outras frutas não teríamos condições de atender a essa demanda devido ao tempo de prateleira que não temos. E com certeza, o Nordeste seria beneficiado em função do clima, as frutas têm potencial melhor para as exportações", explica Losqui.

FONTE: Notícias Agrícolas