#181129-08
29/11/2018

Pouco caupi também afeta o Feijão-carioca

Um fator que tem contribuído em algum grau para que o Feijão-carioca siga firme é que os estoques de caupis baixaram bastante também. Muitos dos consumidores do Nordeste acabam migrando para outros Feijões e, neste momento, é a vez do carioca. Exportação, consumo interno e parte destinada para ração deram conta de diminuir os estoques de todos os Feijões de corda.

Ontem, o fato de a adrenalina ficar menor nas negociações não significou absolutamente nada de diferente nos valores praticados nas fontes. Com o Feijão em mãos de poucos produtores no Centro-Oeste e já sendo colhido mais lentamente em São Paulo, os preços continuam firmes nos patamares de R$ 150/160 em Minas Gerais, dependendo da cor, e R$ 170/180 em São Paulo, dependendo da umidade.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181129-06
29/11/2018

Empresas de agronegócio apostam em certificação internacional para ampliar faturamento

Cada vez mais, as empresas brasileiras de agronegócio estão investindo em certificações internacionais. Uma das mais procuradas é a GLOBALG.A.P., referência mundial para a área agrícola, em especial para o setor de frutas, legumes e verdura.

Luciano Grassi Tamiso, responsável pelo desenvolvimento de novos negócios da WQS do Brasil, que atua no setor de certificação, inspeção e treinamentos, explica que, nos últimos anos, surgiu um movimento interessante de empresas em busca desta certificação. “As solicitações para obter a certificação GLOBALG.A.P. cresceram basicamente por dois motivos: a) diferenciar-se no mercado interno e se posicionar como uma empresa que oferece mais qualidade e segurança do alimento para o comprador; ou b) querem iniciar ou ampliar as exportações”, acrescenta Tamiso.

O responsável pelo desenvolvimento de novos negócios da WQS acrescenta que, embora o mercado interno não exija a certificação, algumas empresas já definiram prazos para seus fornecedores se certificarem. “É o caso do Walmart Brasil, que está cobrando a certificação GLOBALG.A.P. de forma gradativa, desde o ano passado, para todos os seus produtores de verduras e legumes”, explica.

Plano de Expansão - A AlfaCitrus, uma das cinco maiores beneficiadoras de laranjas e tangerinas do Brasil, acaba de ser certificada no padrão GLOBALG.A.P.. Emílio Favero, sócio e diretor comercial da empresa, destaca que esta certificação irá contribuir para o plano de expansão da AlfaCitrus em 2019. “No próximo ano, temos a intensão de diversificar a venda de laranjas e tangerinas, iniciando a exportação de frutas. A maior parte dos importadores exige a certificação GLOBALG.A.P. para comprar produtos do Brasil, uma vez que ela garante uma excelente qualidade das frutas e boas práticas de produção”, observa Favero.

O diretor da AlfaCitrus destaca que a certificação GLOBALG.A.P. reforça a preocupação da empresa em fornecer produtos seguros e saudáveis. “Com mais de 40 anos de tradição na produção e comercialização de laranjas e tangerinas, utilizamos sempre as melhores práticas, que unem tecnologia e trabalho manual, para garantir que os consumidores tenham acesso a ótimos produtos”.

FONTE: Revista Cultivar
#181129-01
29/11/2018

Exportações de carne em ritmo acelerado em novembro

Até a quarta semana do mês, média diária embarcada foi 24,6% maior do que no ano anterior

As exportações brasileiras de carne bovina têm mantido ritmo acelerado em novembro. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, até a quarta semana do mês, o Brasil exportou 107.900 toneladas de carne bovina in natura.

O volume diário embarcado foi de 7.200 toneladas, alta de 24,6% na comparação anual e 16,4% frente à média de outubro de 2018. Se o ritmo continuar, o país exportará 143.840 toneladas de carne bovina in natura no acumulado de novembro.

O dólar valorizado ante o real tem colaborado com este cenário.

Apesar do mercado externo absorver, historicamente, cerca de 20% da produção de carne bovina, esta ainda é uma importante via de escoamento e o aumento da exportação do produto pode colaborar com a maior precificação da carne no mercado interno.

FONTE: Portal DBO
#181128-06
28/11/2018

Milho: bom ritmo de exportações sustenta preços no Brasil

Bolsa de de Chicago para o milho fechou com preços mistos, próximos da estabilidade

Os preços internos do milho ficaram firmes nesta terça-feira, dia 27. Segundo o analista de Safras & Mercado Paulo Molinari, o mercado paulista foi o mais valorizado. “De uma forma geral, o movimento de exportação segue bom, aliviando a pressão da oferta interna”, disse.

A Bolsa de de Chicago para o milho fechou com preços mistos, próximos da estabilidade. Durante boa parte do dia, o mercado tentou uma recuperação técnica frente às perdas da sessão anterior. As dúvidas quanto a um acordo entre Estados Unidos e China contribuíram para a pressão negativa no fim da sessão.

Com a colheita praticamente encaminhada nos EUA, as atenções agora se voltam para o clima na América do Sul. O mercado também foca as na reunião da cúpula do G-20, que ocorre na sexta-feira e no sábado, na Argentina.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de milho. Até 25 de novembro, a área colhida estava em 94%. Em igual período do ano passado o número era de 94%. A média para os últimos cinco anos é de 96%. Na semana anterior, o percentual era de 90 pontos.

FONTE: Sistema FAEP
#181109-03
09/11/2018

Exportação de café foi recorde em outubro

As exportações brasileiras de café bateram recorde mensal em outubro deste ano. Segundo dados divulgados ontem pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), os embarques somaram 3.746 milhões de sacas no mês passado, com aumento de 29,1% em relação às 2.9 milhões de sacas exportadas em igual mês de 2017.

Os volumes incluem café verde, torrado e moído, e café solúvel. Segundo o Cecafé, foram exportadas 3.091 milhões de sacas de café arábica, um aumento de 20,2% em relação à outubro de 2017. Os embarques de café conilon totalizaram 364.715 sacas, com aumento de 1.796,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Os embarques de café industrializado caíram 6,8%, para 290.942 sacas. O forte incremento das vendas externas de conilon no mês passado reflete a recuperação da safra no Espírito Santo, maior produtor da espécie no Brasil, após duas temporadas afetadas pela seca.

Apesar da alta nos volumes, a receita com as vendas externas de café em outubro ficou praticamente estável em relação a igual mês de 2017 (alta de 0,7%) e somou US$ 490.289 milhões. A razão é que o preço médio na exportação continua em queda, em decorrência da pressão nas cotações internacionais. Em outubro, o valor médio da saca foi US$ 130,86 por saca, 22% abaixo de igual mês de 2017.

No acumulado de janeiro a outubro, as exportações brasileiras de café alcançaram 27.501 milhões de sacas (café verde e industrializado), com alta de 10,3% sobre igual intervalo de 2017. Mas com os preços internacionais deprimidos, a receita com exportações de café no período caiu 4,9%, para US$ 4.042 bilhões.

Segundo o Cecafé, as vendas externas de arábica no período totalizaram 22.408 milhões de sacas, com alta de 2,6% sobre janeiro a outubro de 2017. Os embarques de conilon, por sua vez, cresceram expressivos 874,5% no período, para 2.072 milhões de sacas. O avanço também reflete a retomada produção capixaba.

“Os volumes de exportação de café foram muito positivos no mês de outubro, registrando um novo recorde de volume mensal atingido. Continuamos com os problemas de rolagem dos embarques nos navios. Caso contrário, poderíamos ter atingido o patamar de quatro milhões de sacas”, disse, em nota, Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.

“Os dados indicam uma performance positiva para os próximos meses, encerrando o ano civil com bons resultados e consolidando cada vez mais a liderança do Brasil em volumes exportados e o compromisso com a qualidade e a sustentabilidade”.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181109-01
09/11/2018

Exportação de carne bovina no acumulado até outubro. Dados de 10 anos!

Os dados de exportação de carne bovina do Brasil no acumulado de 2018, até outubro, é recorde histórico.

O ano de 2018 tem tudo para ser recorde histórico quando o assunto é embarques e faturamento de carne bovina, como sugerem os dados apresentados na Tabela abaixo.

Entre janeiro e outubro de 2018 o Brasil exportou o equivalente a US$4,59 bilhões em carne bovina, valor 11,2% superior ao faturamento observado no mesmo período de 2017 e inferior apenas ao total faturamento para o período, em 2014.

Apesar do faturamento na parcial de 2018 ser inferior a receita apurada em 2014, em termos de embarques de carne bovina, o valor de 2018 é recorde histórico para o período. Isso porque em 2018, até outubro, o Brasil exportou 1.096 mil toneladas de carne bovina in natura, valor 11,2% maior que o total comercializado em 2017 e superior ao recorde anterior de 2014, quando o País vendeu 1.028,9 mil toneladas de carne bovina in natura.

Pois é, em 2018 o faturamento apenas não é recorde histórico porque o preço médio da carne bovina é menor quando comparado ao preço praticado em 2014. Em 2014 o preço médio da carne bovina exportada do Brasil foi de US$4,71 mil por tonelada, enquanto entre janeiro e outubro de 2018 a média foi de US$4,19 mil por tonelada.

Vale destacar também que a exportação de carne bovina do Brasil cresceu 86,8% na última década, saindo de um faturamento de US$2,46 bilhões entre janeiro e outubro de 2009 para US$4,59 bilhões em 2018. Já em termos de embarques, o crescimento foi de 42,4% no período, variando de 769,3 mil toneladas para 1.096,0 mil toneladas.

Aliás, a Figura a seguir ilustra a evolução do ritmo de embarques de carne bovina do Brasil no acumulado até outubro de cada ano, de 2009 a 2018, em mil toneladas.

 

FONTE: Farmnews
#181108-02
08/11/2018

Exportação de carne suína sobe 11% em outubro

As exportações de carne suína in natura registraram alta de 11% em outubro deste ano, totalizando 54,3 mil toneladas. As informações divulgadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicaram que em receita, houve retração de 18,8%, alcançando US$ 97,3 milhões.

Considerando as vendas registradas entre janeiro e outubro, os embarques do setor alcançaram 450,2 mil toneladas, volume 10,5% menor que as 502,9 mil toneladas exportadas em 2017. Em receita, as vendas de 2018 atingiram US$ 925,8 milhões, 26,1% a menos que o saldo dos 10 primeiros meses do ano passado, com US$ 1,252 bilhão.

“A China continua se destacando como destino com maior elevação nas importações, compensando as perdas causadas pelo fechamento do mercado russo, agora, reaberto para o Brasil. As vendas para mercados da América do Sul, como Argentina, Chile e Uruguai, juntamente com Angola, também ajudaram a sustentar o bom desempenho de outubro”, explica Ricardo Santin, diretor-executivo da entidade.

Carne de frango
O levantamentos da ABPA também mostrou que os embarques de carne de frango totalizaram em outubro 366,3 mil toneladas, volume que supera em 0,4% as exportações realizadas no mesmo mês do ano passado, com 364,3 mil toneladas.

Em receita, as vendas do período alcançaram US$ 578,5 milhões, número 8,3% menor que o resultado obtido em outubro de 2017, com US$ 631,2 milhões.

No acumulado do ano, o setor exportou 3,425 milhões de toneladas, volume 6,7% menor que as 3,673 milhões de toneladas embarcadas entre janeiro e outubro de 2017. Em receita, a retração é de 11,2%, com US$ 5,4 bilhões de toneladas nos 10 primeiros meses deste ano, contra US$ 6,1 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

“A média das exportações registradas ao longo deste segundo semestre, de 397 mil toneladas mensais, superam em mais de 8% do desempenho alcançado no ano passado, o que confirma a perspectiva de recuperação apontada pela ABPA para 2018”, destacou Francisco Turra, presidente da entidade.

FONTE: Alvorada Notícias
#181106-01
06/11/2018

JBS fecha acordo de US$ 1,5 bi com Alibaba para vender carnes à China

A JBS assinou hoje um memorando de entendimentos com a Win Chain, subsidiária do grupo chinês Alibaba, para exportar carnes do Brasil ao país asiático nos próximos três anos. O acordo, de US$ 1,5 bilhão (mais de R$ 5,5 bilhões ao câmbio de hoje), foi fechado na feira China International Import Expo (CIIE), em Xangai. A expectativa é que os primeiros embarques do contrato aconteçam em 30 dias.

Em entrevista ao Valor, o presidente da JBS Carnes, Renato Costa, disse que a carne bovina deverá ser o produto incluído no contrato mais demandado pelos chineses. Segundo o executivo, a JBS já vinha desenvolvendo cortes e embalagens de carne para atender ao comércio eletrônico.

Em parceria com a Win Chain, braço de alimentos frescos do Alibaba, a empresa brasileira já havia feito alguns embarques “piloto”, disse Costa. Na China, a logística de distribuição dos produtos da JBS ficará por conta da Win Chain. “Eles têm toda a plataforma logística”, acrescentou.

Segundo Costa, o acordo firmado com a JBS faz parte de um pacote de US$ 200 bilhões em compras assinado hoje pela Win Chain com diversas empresas de alimentos. Ao longo dos próximos quatro anos, o braço do Alibaba gastará US$ 50 bilhões anuais em importação.

Atualmente, a JBS conta com seis frigoríficos de bovinos no Brasil autorizados a vender aos chineses. De acordo com o executivo, essas unidades são capazes de cumprir o novo contrato com a Win Chain e também com os atuais fornecedores. A China já é o maior destino das exportações de carne bovina da JBS a partir do Brasil, disse o executivo.

Neste ano, lembrou Costa, a JBS investiu R$ 45 milhões para ampliar a capacidade dos frigoríficos de Iturama e Ituiutaba, em Minas Gerais. Essas duas unidades estão entre as plantas autorizadas a exportar aos chineses. Além dessas, a JBS também pode vender pelas unidades de Lins (SP), Andradina (SP), Mozarlândia (GO) e Barra do Garças (MT).

Entre janeiro e setembro, o Brasil exportou 227,6 mil toneladas de carne bovina à China, o que representou 18% do volume total comercializado no período, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. Em receita, as importações chinesas renderam mais de US$ 1,2 bilhão.

Durante a China International Import Expo (CIIE), uma das maiores feiras da China, a JBS ocupou posição de destaque. Na abertura do evento, Renato Costa representou a empresa em um encontro privado com o presidente da China, Xi Jinping. Desse encontro participaram 21 CEOs de todo o mundo. Costa foi o único de uma empresa sul-americana.

FONTE: Valor Econômico
#181025-02
25/10/2018

Exportação de carne bovina diminui, mas segue acima do registrado em 2017

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, até a terceira semana de outubro o Brasil exportou 95,1 mil toneladas de carne bovina in natura.

O volume diário embarcado foi de 6,8 mil toneladas, queda de 14,4% na comparação com a média diária de setembro último. Entretanto, na comparação com outubro de 2017, houve alta de 20,2%.

Caso o ritmo de embarque continue até o fim do mês, o país deverá exportar 149,42 mil toneladas, o que seria o segundo maior volume exportado.

A desvalorização do dólar frente ao real explica a queda do embarque em outubro em relação ao mês anterior.

Porém, mesmo com a variação cambial, o dólar segue em patamares mais altos em relação ao ano anterior.

FONTE: Scot Consultoria
#181025-01
25/10/2018

Produção deve subir 50% nos próximos 5 anos

Em discurso no Partnership Meeting 2018, o encontro anual da World Cocoa Foundation (WCF), a Fundação Mundial do Cacau, em São Paulo, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) estimou aumento da produção brasileira de cacau em 50% nos próximos cinco anos, atingindo 300 mil toneladas anuais, e aumento de 100% na produção de amêndoas em dez anos.

O ministro, que destacou a sustentabilidade da produção agropecuária do País, disse que esse aumento está previsto no Plano de Expansão Sustentável da Produção. E lembrou que, na Amazônia, de onde o fruto é originário, tem revelado crescimento médio de 10 mil hectares por ano de sistemas agroflorestais com o produto, incluindo a recuperação de áreas degradadas. Como árvore nativa desse bioma, foi inserida na Linha ABC do Plano Safra 2018/2019 para o crédito agrícola.

O evento internacional acontece pela primeira vez no Brasil e visa ações voltadas às parcerias público-privadas do setor. Entre as metas do setor produtivo, de acordo com a Ceplac, vinculada ao Mapa, é retomar a posição do Brasil de maior produtor mundial de cacau, que tinha na década de 1980, quando produzia 400 mil toneladas anuais.

Exportação – Blairo Maggi adiantou que estão em andamento “tratativas finais visando reconhecimento internacional para exportar 20% do cacau brasileiro com selo de qualidade diferenciada. Queremos vender para o mundo o cacau ‘fino e de aroma’, para entrarmos no seleto clube dos 12 países que possuem essa distinção, o que vai nos possibilitar vender o produto especial pelo dobro do preço médio comercializado atualmente”.

Isso será possível, segundo o ministro, com o retorno do País como membro efetivo, com direito a voto, do International Cocas Organization (ICCO). “Às vezes, não é dada a devida importância a um fórum como esse ou outro. Mas é nesses fóruns que saem as linhas para o futuro, onde são estabelecidas as políticas. Por isso a importância de estar todo mundo junto”.

Maggi disse ainda que “temos um grande mercado a conquistar com a venda de produtos com maior valor agregado. O Brasil tem a tendência à especialização em produção de chocolates orgânicos, chocolate gourmet, entre outros nichos de mercado que queremos e podemos alcançar”.

O Brasil possui todos os elos da cadeia produtiva do cacau e do chocolate, desde a produção de amêndoas, passando pelo processamento, até chegar à produção do chocolate. “É uma vantagem competitiva rara que possuímos e temos que explorá-la”, afirmou.

FONTE: Diario do Comércio

#181024-07
24/10/2018

Exportação de carne bate recorde em agosto, diz Abrafrigo

A exportação total de carne bovina (in natura e processada) alcançou 173.826 toneladas em agosto, estabelecendo um novo recorde mensal no setor, e representou um crescimento de 19% sobre agosto de 2017, quando as exportações foram de 145.550 toneladas. A receita cambial no mês passado aumentou 16%, passando de US$ 605,3 milhões em agosto de 2017 para US$ 699,8 milhões em igual mês de 2018.

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por meio da Secex/Decex.

Segundo a Abrafrigo, o total exportado já supera 1 milhão de toneladas nos oito primeiros meses de 2018: até agosto de 2017, haviam sido exportadas 929.284 toneladas e, neste ano, foram embarcadas 1.014.841 toneladas, num aumento de 9%. A receita correspondente é de US$ 3,77 bilhões em 2017 e, neste ano, já alcança US$ 4,2 bilhões, um crescimento de 12%. A associação prevê que até o fim do ano o País atingirá a meta de crescer 10%, ultrapassando 1,5 milhão de toneladas de carne bovina exportada.

A China continua comandando o crescimento das exportações brasileiras. Pela Cidade Estado de Hong Kong foram movimentadas 249.808 toneladas nos oito primeiros meses do ano, num crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2017, enquanto pelo continente a movimentação somou 191.118 toneladas, num aumento de 49% em relação ao ano passado.

O Egito também vem ampliando suas importações (+25%), com 104.180 toneladas; Chile (+92%), com 75.062 toneladas e quase todos os países integrantes da União Europeia.

A Abrafrigo destaca, ainda, a participação do Uruguai que, em 2017, até agosto, tinha importado apenas 2 mil toneladas da carne bovina brasileira e neste ano comprou 35.834 toneladas, se encontrando na sexta posição entre os maiores clientes do País.

Além da Rússia, que não faz negócios envolvendo carne bovina brasileira desde dezembro de 2017, as maiores quedas nas importações entre os grandes clientes do Brasil foram: Estados Unidos (-30%); Irã (-25%) e Arábia Saudita (-23%). No total, até agosto, 95 países ampliaram as aquisições e outros 55 reduziram as compras de carne bovina brasileira.

FONTE: Cuiabá Hoje
#181024-02
24/10/2018

2019: tendências da exportação mundial de carne de frango

Em suas primeiras projeções sobre o provável comportamento das exportações mundiais de carne de frango em 2019, o Departamento de Agricultura dos EUA estima que as vendas externas do produto brasileiro aumentarão perto de 2,5%, ou seja, menos que a média mundial (+4,18%), menos que os EUA (+2,85%) e bem menos que dois antigos integrantes da União Soviética, Ucrânia e Rússia, cujas exportações tende a um crescimento de, respectivamente, 16% e 20%. Isto para não falar da Argentina, que pode aumentar suas vendas em 16%.

O desempenho previsto para os nossos vizinhos é exuberante. Mesmo assim não se pode deixar de notar que, em comparação a 2014 (um quinquênio), o previsto é uma redução superior a 47% e que não é exclusividade da avicultura argentina: no período, as exportações dos norte-americanos decrescem acima de 3% e a do Canadá 5%. Enquanto as brasileiras crescem pouco mais de 6%.

É verdade, neste caso, que estamos abaixo da média mundial (quase 11% de acréscimo no quinquênio) e muito aquém, entre outros, de União Europeia e Tailândia (+32% e +64%, respectivamente). Mas a baixa evolução das exportações brasileiras está relacionada, também, à expansão de exportadores que, até recentemente, eram grandes importadores de carne de frango. Casos, por exemplo, da Rússia (+260%), da Ucrânia (+108%) e de Belarus (+63%).

Segundo o USDA, o volume total previsto para 2019 representa novo recorde mundial. Mas o recorde não se aplica ao Brasil que, nas estatísticas do órgão norte-americano, exportou seu maior volume em 2016, ocasião em que a quantidade embarcada ficou em 3,889 milhões de toneladas e representou 36,3% do total exportado mundialmente (notar, em relação a esse volume, que o USDA desconsidera as exportações de pés/patas de frango).

 

FONTE: Avisite

#181023-02
23/10/2018

Exportação de milho do Brasil perde ritmo em relação a setembro e soja mantém a força

As exportações de milho do Brasil somaram em outubro 162.400 toneladas por dia em média, até a terceira semana do mês, contra 180.000 toneladas na média de setembro, segundo dados divulgados ontem (22/10) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Faltando uma semana e meia para o final do mês, o volume de milho exportado no acumulado de outubro somou 2.27 milhões de toneladas, contra 3.4 milhões de toneladas no mês passado. Em outubro do ano passado, o Brasil, um dos maiores exportadores globais de milho, embarcou mais de cinco milhões de toneladas.

Com os embarques já realizados, as exportações de milho do Brasil, de acordo com dados do governo, somam no acumulado do ano cerca de 15 milhões de toneladas. De janeiro a setembro do ano passado, haviam acumulado 16.7 milhões de toneladas.

Os embarques do cereal foram prejudicados este ano pelos custos adicionais decorrentes da tabela de frete rodoviário mínimo, estabelecida após a greve dos caminhoneiros em maio.

Integrantes do mercado falaram anteriormente que o Brasil pode exportar cerca de 20 milhões de toneladas em 2018, contra mais de 30 milhões de toneladas no ano passado.

Soja mantém a força

As exportações de soja do Brasil, maior exportador global da oleaginosa, estão fortes, na esteira da demanda da China, registrando média diária para outubro superior à fechada de setembro (280.500 toneladas, contra 242.700 toneladas).

Com isso, os embarques em outubro se aproximaram de quatro milhões de toneladas, contra 4.6 milhões de toneladas em setembro e 2.5 milhões de toneladas em outubro de 2017.

As exportações no acumulado do ano já somam 73.1 milhões de toneladas, segundo dados do governo. No ano passado, de janeiro até setembro, tinham somado 61 milhões de toneladas.

FONTE: SNA - Sociedade Nacional de Agricultura
#181023-01
23/10/2018

Comércio internacional: RS vai retomar exportação de carne de frango para o Chile

A documentação que oficializa a decisão deve ser enviada ao Brasil até o fim do mês

O Chile vai retomar as compras de carne de frango do Rio Grande do Sul, após 12 anos de suspensão. O comércio será restabelecido pois o Chile reconheceu o estado como livre da Doença de Newcastle. “A documentação do serviço sanitário chileno (Servício Agrícola y Ganadero - SAG), que vai oficializar a decisão, será enviada ao Brasil até o final deste mês”, informou o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques.

Marques esteve na quarta-feira (17), no Chile, tratando de temas sanitários e foi informado da reabertura do comércio, já que foram satisfatórios resultados de missão chilena realizada no RS, entre 30 de abril e 10 de maio. O representante do Serviço Veterinário Oficial (SVO) visitou áreas de produção de aves, Unidades Veterinárias Locais (UVL), o Serviço Veterinário Estadual e a Superintendência Federal da Agricultura (SFA/RS), a fim de coletar informações quanto aos controles sanitários para manutenção dos plantéis avícolas gaúchos e para avaliar as medidas que asseguram que encontram-se livres da doença de Newcastle.

Em julho de 2006, o Chile havia suspendido as compras de carne de frango dos criadores gaúchos, após um caso de Doença de Newcastle ter sido constatado em uma ave no município de Vale Real, na região do Vale do Caí. Desde então, o Mapa realizou gestões junto ao governo chileno para que essa restrição fosse revista, já que o caso foi isolado, registrado em uma propriedade de subsistência, e, ocorreu em animais não oriundos do sistema tecnificado produtivo do estado.

A retomada dos embarques de carne de frango ao Chile é um pleito antigo do setor avícola, tendo em vista a importância socioeconômica deste segmento para os criadores gaúchos. O país representa um mercado importante, tem critérios exigentes para habilitação de estados e estabelecimentos. “A aprovação dos controles sanitários do RS mostra a eficiência do SVO do estado e do Mapa”, segundo Guilherme Marques.

O Rio Grande do Sul responde por 14 % da produção carne de frango brasileira. Em relação ao mercado internacional, 18% das exportações são procedentes do estado, direcionadas para mais de 150 países. Pelas estimativas da Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV), nos últimos 12 anos, o estado deixou de exportar para aquele país cerca de 385 mil toneladas de carne de frango.

FONTE: Portal do Agronegócio

#181017-01
17/10/2018

Importações chinesas de carne suína devem crescer 8% neste ano

Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima que volume chegue a 1,75 milhão de toneladas

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta que as importações de carne suína pela China subam 8% neste ano para 1,75 milhão de toneladas. A agência estima também que no próximo ano esse volume seja ainda maior.

A perspectiva pode fornecer suporte para os preços globais, que estão pressionados devido ao recuo na demanda chinesa. Mas, segundo o USDA, apesar do incremento, as importações chinesas tendem a permanecer abaixo dos níveis de 2016, em meio à expansão do setor chinês de carne suína.

Já os futuros de suínos, negociados na Bolsa Mercantil de Chicago (CME, na sigla em inglês), avançaram nos últimos dias. Dennis Smith, da consultoria Archer Financial Services, considera que novos relatos de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) na China provavelmente levem ao abate de milhares de animais. "Caso contrário, a doença continuará se espalhando como uma epidemia", acrescenta.

FONTE: Globo Rural
#181016-06
16/10/2018

Brasil faz ação para promover carne bovina na Europa

Em parceria com a Apex-Brasil e presença de 20 empresas associadas, Abiec participa da Sial Paris para divulgar a qualidade da carne bovina brasileira

De olho no desempenho da carne brasileira no mercado europeu, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) novamente irá marcar presença na Sial Paris, uma das principais feiras de alimento do mundo, que acontece de 21 a 25 de outubro na capital francesa. A ação é feita em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com quem a ABIEC desenvolve o projeto Brazilian Beef, de promoção internacional do produto nacional.

Com um estande de 990 metros quadrados, o espaço brasileiro contará com a participação de 20 empresas associadas: Agra, Barra Mansa, Boi Brasil, Cooperfrigu, Fortefrigo, Frigol, Frigon, Frigosul, Frigotil, Frisa, Iguatemi, JBS, Mafripar, Marfrig, Masterboi, Mataboi, Minerva Foods, Naturafrig, Rio Maria e Xinguara.  Como parte da ação de promoção, ao longo da feira, serão servidos 950 quilos de carne bovina brasileira, em cortes como picanha, filé mignon, contrafilé e cupim, para degustação.

A Europa é um dos mercados mais importantes do Brasil e responde por 12,6% das exportações. Em 2017 o Brasil exportou quase 110 mil toneladas de carne para o continente, com receita de USD 709 milhões. De janeiro a setembro deste ano, já foram embarcadas 85 mil toneladas de carne bovina, com faturamento USD 620 milhões. Crescimento de 12% e 26% respectivamente. “A Europa é um mercado importante e exigente. E a feira é uma ótima oportunidade para mostrar toda a qualidade e controle da carne bovina brasileira”, afirma o presidente da ABIEC, Antônio Jorge Camardelli.

A participação brasileira contará ainda com dias temáticos, com objetivo de mostrar a diversidade da produção nacional. Em parceria com a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, será promovido o Halal Day, com foco no público dos países mulçumanos. O estande da ABIEC também irá abrigar o Angus Day, feito em parceria com a Associação Brasileira de Angus. “É importante mostrar a capacidade que o Brasil possui de atender as mais diferentes exigências dos mercados internacionais”, ressalta Camardelli.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181016-05
16/10/2018

País deve elevar importação de trigo em 2018

Em cenário de incertezas sobre a cotação do dólar, moinhos ainda não sabem o quanto pagarão pelo produto e não preveem repasse de preços; Argentina é o principal fornecedor do Brasil.

A baixa qualidade e o menor volume de produção de trigo no Paraná, principal produtor do cereal no Brasil, devem fazer com que os moinhos ampliem as importações neste ano. A expectativa é que o País importe 7 milhões de toneladas em 2018.

De acordo com o conselheiro da Associação Brasileira das Indústrias de Trigo (Abitrigo), Marcelo Vosnika, desde o começo da safra 2018 já havia uma expectativa de uma importação entre 6,5 milhões de toneladas e 7 milhões de toneladas, devido à expectativa de área menor de cultivo no Paraná. Até agosto deste ano, o Brasil importou 4,5 milhões de toneladas, segundo a associação. A média anual tem sido de 5,5 milhões de toneladas por ano.

Ainda conforme a Abitrigo, o Brasil importou 6 milhões de toneladas em 2017. “Agora, a tendência é que a importação chegue a 7 milhões de toneladas, bem próximo do recorde”, estima o dirigente, referindo-se à perspectiva de perdas nas lavouras paranaenses devido ao clima.

FONTE: Notícias Agrícolas
#181016-02
16/10/2018

Trigo: produção aumenta no Brasil e Argentina, mas oferta global deve cair

A safra brasileira do cereal deve aumentar 26,6%. Na Argentina, alta pode ser de 5,4% em relação ao ciclo anterior

Apesar das adversidades climáticas no Brasil e na Argentina, a produção de trigo nesses países deve ser maior que na temporada anterior. Já a oferta mundial pode ser menor.

De acordo com dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a oferta brasileira da atual temporada deve chegar a 5,4 milhões de toneladas, 26,6% a mais que a da safra anterior. Isso é resultado da maior produtividade no campo, que deve aumentar 19%, e do incremento de 6,4% na área.

Na Argentina, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima produção de 19,5 milhões de toneladas, volume 5,4% acima da safra passada.

Mundialmente, a estimativa do órgão americano aponta redução de 3,8% na produção do cereal, com 730 milhões de toneladas. Os dados mostram menor oferta na Rússia (-17,6%), Austrália (-13,1%) e União Europeia (-9,3%) no comparativo com a safra anterior. O USDA aponta que nessas três regiões produtoras a oferta restrita se deve ao clima desfavorável, que afetou a produtividade da safra.

FONTE: Folha de São Paulo
#181015-08
15/10/2018

Evolução da exportação de carne de frango, bovina e suína em 20 anos

O Farmnews apresenta dados da evolução da exportação de carne de frango, bovina e suína do Brasil nas últimas 2 décadas.

A Tabela a seguir apresenta os dados de receita com a exportação de carne de frango, bovina e suína “in natura” do Brasil e a respectiva variação acumulada entre os meses de janeiro a setembro de 1999 a 2018, segundo dados do MDIC.

E os dados da evolução da exportação de carnes “in natura” do Brasil destacam o crescimento das vendas de carne bovina, com alta acumulada acima de 1.100% entre os anos de 1999 a 2018.

A exportação de carne bovina do Brasil entre os meses de janeiro e setembro cresceu 1.139,5% de 1999 a 2018, passando de um faturamento de US$326,3 milhões em 1999 para US$4.011,5 milhões em 2018.

No mesmo período, o crescimento das vendas de carne de frango e suína do Brasil foi de 563,5% e 834,3%, respectivamente. Isso porque entre janeiro e setembro de 1999 o Brasil exportou o equivalente a US$659,8 milhões em carne de frango e no mesmo período de 2018, US$4.377,9 milhões. Pois é, apesar do crescimento do mercado de exportação de carne bovina ser maior no período, em termos absolutos o comércio de carne de frango brasileira para o exterior é superior.

Já a exportação de carne suína do Brasil evoluiu de um faturamento de US$84,0 milhões entre janeiro e setembro de 1999 para US$784,7 milhões no mesmo período de 2018.

A Figura a seguir ilustra a evolução da exportação de carnes do Brasil, considerando a variação acumulada das receitas, entre os anos de 1999 a 2018.

FONTE: Farm News
#181015-02
15/10/2018

Brasil embarca 165,3 mil toneladas de carne de frango em outubro

Volume representa US$ 247,9 milhões exportados

Na segunda semana de outubro de 2018, com 4 dias úteis, foram embarcadas 165,3 mil toneladas de carne de frango in natura, chegando a US$ 247,9 milhões.  A média diária teve uma leve alta de 4,1% em relação ao mês de setembro e alta de 15% em relação a 2017.

O valor pago por tonelada foi menor, representando uma queda de 2,6% referente a setembro e de 10,1% referente a outubro de 2017.

Em resultados gerais a balança comercial registrou superávit de US$ 1,746 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,467 bilhões e importações de US$ 2,721 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 9,519 bilhões e as importações, US$ 6,460 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,059 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 189,178 bilhões e as importações, US$ 141,805 bilhões, com saldo positivo de US$ 47,374 bilhões.

FONTE: Avicultura Industrial
#181015-01
15/10/2018

Carnes: as projeções da CONAB para 2018

Nas projeções da CONAB, embora menor (queda de 0,29%), a produção brasileira de carnes em 2018 deve manter-se, como em 2017, em torno dos 26,2 milhões de toneladas. A queda, neste caso, estará sendo determinada pela produção de carne de frango, prevista em 13,4 milhões de toneladas, 1,34% menos que no ano passado.

Na exportação, a carne de frango também recua. Mas a queda projetada, de 2,18%, é inferior à prevista para a carne suína, de praticamente 15%. Como resultado, as exportações totais, de pouco mais de 6,7 milhões de toneladas, recuarão 2,39% no ano.

A disponibilidade interna total tende a um crescimento médio próximo de meio por cento. Mas em decorrência, sobretudo, do forte retrocesso nas exportações de carne suína. Nestas projeções, a disponibilidade de carne de frango será perto de 1% menor.

Como corolário, a disponibilidade per capita das três carnes somadas tende a um recuo inferior a meio por cento. Mas, novamente, a contribuição maior para a (quase) manutenção dessa disponibilidade vem da carne suína, pois o per capita da carne bovina tende a uma redução de 0,3% e o da carne de frango de 1,77%.

FONTE: Avisite
#181008-03
08/10/2018

Aumentou o número de UFs exportadoras de carne de frango

Operações de escoamento da soja baiana no terminal de Cotegipe vão até janeiro; há até 'overbook' de navios

O último dado da SECEX/MDIC relativo às Unidades Federativas brasileiras exportadoras de carne de frango surpreende. Porque aumentou em quase 30% o número de UFs que efetuam negociações externas com o produto: no fechamento do primeiro semestre eram 17; agora elas somam 22 UFs.

Detalhando, entre janeiro e junho deste ano o rol de UFs exportadoras foi composto pelos três estados do Sul (PR, SC e RS), pelas quatro UFs do Centro-Oeste (MS, GO, MT e DF), por três do Sudeste (SP, MG e ES), por três do Nordeste (PE, BA e PB) e por quatro da Região Norte (TO, PA, RR e AM).

Agora, passam a integrar o “clube” os estados do Acre e Rondônia, pela Região Norte; Ceará e Maranhão, pelo Nordeste; e o Rio de Janeiro, pelo Sudeste. Isto, sem contar que o último dado da SECEX/MDIC traz uma inédita Zona Não Declarada, com pouco mais de uma tonelada de produto exportado.

Nada disso, porém, altera o status anterior das exportações. Ou seja: a Região Sul permanece na liderança absoluta e com participação crescente no setor. Nos mesmos nove meses de 2017 respondeu por 77,29% do total exportado e, neste ano, por 79,45%, quase 3% a mais. 

Vale notar, aqui, que esse ganho foi proporcionado sobretudo por Santa Catarina, já que Paraná e Rio Grande do Sul registraram redução no volume exportado. Aliás, junto com Santa Catarina, apenas três outros estados fecharam os nove primeiros meses de 2018 com aumento no volume exportado: Espírito Santo, Paraíba e Roraima.

FONTE: Avisite

#181008-02
08/10/2018

Abrafrigo: exportação de carne bate recorde em setembro, para 178,5 mil t

Operações de escoamento da soja baiana no terminal de Cotegipe vão até janeiro; há até 'overbook' de navios

A exportação total de carne bovina em setembro (in natura e processada) registrou novo recorde em setembro, atingindo volume de 178.513 toneladas, um crescimento de 32% sobre o mesmo mês do ano passado (135.467 toneladas). A receita cambial alcançou no mês passado US$ 698 milhões, representando elevação de 26% ante igual mês de 2017 (US$ 554,6 milhões).

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) que compilou os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por meio da Secex/Ddecex.

Com esse resultado, no acumulado do ano, o Brasil já exportou 1.193.605 toneladas do produto, em comparação com 1.064.752 no mesmo período do ano passado, o que corresponde a um aumento de 12%. Em receita, nos primeiros nove meses do ano, o total atinge US$ 4,9 bilhões ante US$ 4,3 bilhões em 2017, ou 13% de crescimento.

Em setembro foram exportadas 150,7 mil toneladas de carne in natura e 28,8 mil toneladas de carnes processadas.

A Abrafrigo considera que, caso as exportações se mantenham no mesmo ritmo de agosto e setembro, que foram recorde, a meta de crescer 10% neste ano será facilmente atingida, podendo se aproximar de 15%.

O principal destino do produto nacional continua sendo a China que, por meio da cidade-Estado de Hong Kong e pelas importações realizadas pelo continente, comprou, nos nove primeiros meses deste ano, 517.084 toneladas do produto brasileiro, ante 392.745 toneladas no mesmo período de 2017. Com isso, o país asiático passou a representar 43,3% das vendas brasileiras em 2018, ante 36,9% em 2017.

Também apresentaram aumento relevante: Egito, que passou de 104.618 toneladas em 2017 para 125.576 toneladas em 2018 (+ 20%); Chile, que foi de 43.910 toneladas para 84.208 toneladas (+92%) e Uruguai, que saiu de apenas 2.653 toneladas para 37.266 toneladas neste ano (+304%).

No total, 100 países aumentaram suas compras enquanto outros 54 reduziram. A Abrafrigo destaca, ainda, a ausência da Rússia, que já foi o maior comprador do produto brasileiro em anos passados e que zerou suas importações desde dezembro de 2017. No ano passado aquele país havia adquirido 116.804 toneladas de carne bovina brasileira.

FONTE: Terra
#181003-01
03/10/2018

Qualidade do arroz brasileiro aumenta competitividade com os EUA

De março a agosto, conforme números do Irga, já foram exportadas 767,87 mil toneladas. A estimativa do setor é de que se supere 1,2 milhão de toneladas previstas pela Companhia Nacional de Abastecimento

Pela primeira vez em sete anos, desde que se deu início às exportações de arroz em casca pelo Brasil, o país vem aumentando sua competitividade em relação ao arroz produzido nos Estados Unidos. Segundo informações da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) vem sendo pago um prêmio aproximado de US$ 15,00 por tonelada em relação aos países da América Central, região importadora e exigente em qualidade.

O presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, afirma que o setor comemora essa conquista que foi construída junto com outras entidades e as tradings que operam com exportação do grão. “O arroz brasileiro vem se consolidando em função de sua qualidade. Está sendo muito importante o trabalho realizado pelas tradings, pela Federarroz e pelo Inistituto Rio Grandense do Arroz (Irga)”, destacou.

De março a agosto, conforme números do Irga, já foram exportadas 767,87 mil toneladas. A estimativa do setor é de que se supere 1,2 milhão de toneladas previstas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o ano comercial, de março de 2018 a fevereiro de 2019, sendo assim confirmando a expectativa de que os estoques de passagem para o arroz sejam os mais justos dos últimos anos.

FONTE: Canal Rural
#180926-03
26/09/2018

Exportadores de carne suína comemoram abertura do mercado da Índia

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou comunicado no qual comemora a abertura do mercado indiano para a carne suína do Brasil, conforme anunciado na terça-feira, 25, pelo Ministério da Agricultura. O presidente da ABPA, Francisco Turra, informou que as negociações entre brasileiros e indianos, para tornar viável as exportações de carne suína, estavam na pauta das relações comerciais dos dois países há, pelo menos, quatro anos, a partir de um pedido feito pela ABPA ao governo brasileiro.

"Se por um lado é uma vitória para o Brasil, por outro, é o reconhecimento da capacidade brasileira de ofertar produtos com excelência acerca da qualidade dos produtos e do preservado status sanitário, especialmente neste momento em que diversas nações produtoras sofrem com incontáveis focos de peste suína africana", disse o presidente da ABPA no comunicado.

A agilidade nas tratativas ocorreu após visita do ministro Blairo Maggi à Índia. País com a segunda maior população mundial, com 1,3 bilhão de habitantes, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima de 6%, de acordo com o Banco Mundial, a Índia é um dos mais ambicionados mercados para o setor de proteína animal mundial, explicou Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

"Com uma renda per capita crescente, o país passa por um intenso processo de urbanização, o que gera a necessidade de oferta de produtos e uma natural migração do consumo, com maior presença de proteínas animais na composição da cesta de alimentos. Neste contexto, o setor brasileiro buscará preencher lacunas não ocupadas pelos produtores locais, como o food service para hotéis e outros nichos de mercado emergentes", destacou Santin.

FONTE: Terra
#180918-01
18/09/2018

Safra 2018 de café deve ser a maior da história com 60 milhões de sacas

Os dados foram divulgados pela Conab nesta terça-feira. O volume representa um crescimento de 33,2% em relação à safra passada

O terceiro levantamento da safra 2018 de café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira, dia 18, confirmou que o Brasil terá a maior produção da sua história. Ao todo, deverão ser colhidas 59,9 milhões de sacas de 60 quilos, o que representa um crescimento de 33,2% em relação à safra passada, que alcançou 45 milhões de sacas.

Do total estimado, 45,9 milhões de sacas são do café arábica que teve um aumento de 34,1%. Já o café conilon, com menor volume, deverá alcançar 14 milhões de sacas, o que representa um aumento de 30,3%. De acordo com o estudo, a bienalidade positiva e as boas condições climáticas são as principais responsáveis pelos bons resultados. Soma-se a isto, o avanço da tecnologia neste setor, sobretudo em relação à produtividade.

O período mais recente de alta bienalidade ocorreu em 2016, quando o Brasil teve uma produção de 51,4 milhões de sacas que foi considerada, até então, a maior safra do grão no país, superada agora por esse recorde deste ano.

Minas Gerais continua como o maior estado produtor, com 31,9 milhões de sacas, sendo 31,6 milhões do arábica e 218,3 mil sacas do conilon. No Espírito Santo, a produção chegou a 13,5 milhões de sacas, com 8,8 milhões para conilon e 4,7 milhões para arábica.

Em São Paulo, a produção é exclusivamente de café arábica e a quantidade chegou a 6,2 milhões de sacas. A Bahia teve uma produção de 2,9 milhões do conilon e 1,9 milhão do arábica.

Outro estado que apresentou bons resultados foi Rondônia, com uma produção de 1,9 milhão de sacas, devido ao maior investimento na cultura, com a produtividade aumentando significativamente nos últimos 6 anos, passando de 10,8 sacas por hectare em 2012 para 30,9 sacas na safra atual.

A área total engloba os cafezais em formação e em produção em todo o país e deve alcançar 2,16 milhões de hectares, sendo 294,4 mil para o café em formação e 1,86 milhão de hectares para o que está em produção.

FONTE: Canal Rural
#180917-01
17/09/2018

FEIJÃO: Cenário atual e futuro

Em agosto se vendeu abaixo do preço de custo. Devemos ter diminuição na área plantada

Na última reportagem da série, o Portal Agrolink questionou o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, sobre como está o momento econômico do mercado do feijão no Brasil. “No feijão-carioca [principal variedade], produtores estão com margens muito baixas este ano. Inclusive durante agosto se vendeu abaixo do preço de custo”, lamenta.

Por outro lado, diz o especialista, no feijão-rajado os produtores estão vendendo com boa margem, de até 30%. “Pela primeira vez está sendo exportado”, comemora Lüders. Ele acrescenta que, o feijão-preto está com preço estável, dando pequena margem média na faixa de 20%, enquanto no feijão-caupi do Mato Grosso há excesso de oferta.

Perguntado sobre quais seriam as explicações para esse cenário atual, o presidente do Ibrafe diz que 70% da área é plantado com feijão-carioca, e há aumento de produtividade. Além disso aponta a capacidade de armazenagem (com armazéns climatizados), variedades que não perdem a cor e, por fim, aumento de área de pivôs de irrigação.

“Devemos ter, no início do próximo ano, diminuição na área plantada com feijão-carioca e um pequeno aumento da área plantada com feijão-rajado e preto. Portanto há chance do feijão-carioca ter um preço médio melhor no primeiro trimestre de 2019 do que entre junho-agosto de 2018. Se houver este cenário os produtores se sentirão confiantes para novamente aumentar a área de plantio da segunda safra de feijão-carioca. Recomendo buscar informações, pouco antes da época do plantio, de quais são as previsões para o momento da colheita. Bem orientado, o produtor poderá aproveitar bons momentos de mercado de outros feijões”, conclui.

FONTE: Agrolink
#180913-01
13/09/2018

Exportações brasileiras avançam 33,4%

A exportação de café verde do Brasil em agosto atingiu 3,07 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 33,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, com impulso de uma grande colheita que também registra boa qualidade, afirmou ontem o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé).

“Os resultados das exportações do café brasileiro no mês de agosto apresentaram, conforme prevíamos, um crescimento muito significativo, registrando um dos maiores volumes mensais dos últimos dois anos”, declarou o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, em comunicado.

Segundo ele, com a boa safra e a colheita praticamente encerrada, “os números confirmam o ótimo desempenho do café arábica, bem como a forte recuperação do café conilon”.

Os maiores embarques ocorrem também em um ambiente de dólar forte frente ao real, o que tende a impulsionar vendas do Brasil, o maior produtor e exportador global. O País está finalizando uma colheita recorde de 57,4 milhões de sacas, previu na véspera o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado contrasta com meses anteriores deste ano, quando as exportações brasileiras apresentaram volumes mínimos históricos, com o mercado lidando com baixos estoques antes da entrada da safra. “Os volumes do mês refletem ainda a excelente qualidade do produto brasileiro para atender ao exigente mercado internacional…”, declarou Carvalhaes, em referência à nova safra.

A exportação de café arábica do Brasil em agosto atingiu 2,54 milhões de sacas, alta de 11,6% na comparação anual. Já a exportação de café robusta somou 537,4 mil sacas, aumento de 1693% ante agosto do ano passado, quando os embarques sentiam os efeitos da seca.

Considerando a soma de café verde, solúvel e torrado e moído, o Brasil exportou 3,4 milhões de sacas de café, registrando crescimento de 30,4% em relação a agosto de 2017, quando o País exportou 2,6 milhões de sacas.

A receita cambial chegou a US$ 470,65 milhões, representando aumento de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado.

No acumulado do ano de janeiro a agosto, o Brasil exportou 20,5 milhões de sacas, crescimento de 4,5% na comparação com igual período do ano passado. A receita cambial no período apresentou uma queda de 7,5%, alcançando US$ 3,1 bilhões.

O preço médio do café exportado em agosto teve queda de 15,6%, para US$ 138,24 por saca, enquanto os contratos futuros do arábica em Nova York oscilam perto de mínimas em 12 anos, na expectativa da grande safra do Brasil e com pressão do câmbio.

EUA, Alemanha e Itália se mantiveram, respectivamente, como os três principais destinos do café brasileiro. Os EUA importaram 3,6 milhões de sacas de café de janeiro a agosto, enquanto a Alemanha importou 3,1 milhões e a Itália, 1,9 milhão de sacas.

Em relação aos cafés diferenciados, no ano, o Brasil exportou 3,45 milhões sacas, uma participação de 16,9% no volume total do café exportado, e 20,5% da receita cambial, disse o Cecafé, ressaltando crescimento em volume de 15,9% em relação ao mesmo período de 2017.

FONTE: Diário do Comércio
#180910-01
10/09/2018

Exportação de carne in natura do Brasil cresce 17,6% em agosto e atinge recorde

Segundo dados da Secex (Secretaria Comércio Exterior), a exportação de carne bovina in natura do Brasil somou 144,42 mil toneladas em agosto, um novo recorde histórico. 

O volume embarcado pelo Brasil, maior exportador global de carne bovina, representou um aumento de 17,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

O recorde de agosto apagou a maior marca registrada anteriormente pelo setor, de 138,24 mil toneladas, em maio de 2007.

FONTE: JP News
#180831-01
31/08/2018

Brasil pode expandir exportação de carne suína para China

A previsão é do Rabobank, que alerta para o cenário ainda de incertezas, pela extensão dos problemas enfrentados pela China

Os surtos de Peste Suína Africana (PSA) registrados na China, nos últimos meses, levantam a possibilidade de que a China, maior mercado consumidor de carne suína no mundo, precise ampliar as importações desta proteína em 2019. A avaliação é do Rabobank, que divulgou relatório à imprensa nesta quinta-feira, dia 30. Para o banco, o cenário ainda é de incertezas, pois não se sabe ao certo a extensão dos problemas enfrentados pela China. Conforme a análise, o Brasil pode se beneficiar deste caso, impulsionando duas exportações para os chineses. O que contribui para essa avaliação é a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Com este cenário, produtores norte-americanos encontram barreiras para exportar para os chineses.

FONTE: Pork World
#180820-02
20/08/2018

Produção e exportação de milho devem crescer na safra 2018/2019

Estimativa da Conab para a próxima safra é de 96 milhões de toneladas.

A produção brasileira de milho deve crescer, na comparação entre as safras 2017/2018 e 2018/2019, saindo de 82 milhões para 96 milhões de toneladas, respectivamente. A projeção foi apresentada ontem(20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) durante evento em Brasília.

O encontro contou com a participação de representantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), órgão cujas análises dos mercados mundiais de grãos serviram de referência para as estimativas da Conab.

O Brasil é atualmente o terceiro maior produtor de milho do mundo. A China, na segunda posição, foi responsável por 215 milhões de toneladas na safra 2017/2018 e deve chegar a 225 milhões de toneladas na de 2018/2019, de acordo com estimativa do USDA. Já os Estados Unidos lideram a produção, com 370 milhões de toneladas na safra 2017/2018. Para 2018/2019, o desempenho do país deve oscilar, ficando em 361,4 milhões de toneladas.

De acordo com a Conab, a melhoria brasileira projetada representa uma retomada, uma vez que o país teve problemas climáticos na safra deste ano. Outro fator impulsionador do aumento da produção deve ser a ampliação do consumo, que, conforme o USDA, deve ir de 59,8 milhões para 65,5 milhões de toneladas entre a safra deste ano e a do ano que vem. Os técnicos da Conab, contudo, consideram essa projeção difícil de ser concretizada.

Exportações

Ainda de acordo com os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, as exportações brasileiras de milho devem sair de 27 milhões de toneladas, na safra 2017/2018, para 31 milhões na safra 2018/2019. A margem significa uma recuperação do patamar da safra 2016/2017, quando o país registrou 30,8 milhões de toneladas enviadas para fora.

Em se confirmando a projeção, o Brasil pode se consolidar na vice-liderança no ranking mundial, atrás dos Estados Unidos. A projeção do USDA é que a produção estadunidense caia de 60,9 milhões de toneladas na safra deste ano para 56,5 milhões de toneladas na do ano que vem. Ainda assim, os EUA devem manter o domínio do mercado mundial, em um nível de exportações que representa quase o dobro do brasileiro. Além das duas nações, a safra de 2018/2019 deve ter como destaque a Argentina (com 27 milhões de toneladas) e a Ucrânia (com 24 milhões de toneladas).

Na avaliação do analista de mercado da Conab que apresentou as tendências no setor de milho no evento, Thomé Guth, um elemento importante do desempenho brasileiro nas exportações será a definição das regras de frete diante da polêmica do tabelamento conquistado pelos caminhoneiros após semanas de mobilização em maio.

“O tabelamento do frete tem causado incerteza, o que tem feito com que companhias se retirem do mercado. O que tem de exportação ocorrendo é o que já tinha sido acordado. Agentes de mercado começaram a rever número de exportação. Estoque ainda é confortável, não impacta tanto no preço nem na disponibilidade do produto. Mas o preço do frete passar de um patamar e ficar muito alto, pode impactar as exportações”, afirmou o analista.

Mercado mundial

Segundo dados da USDA, a produção mundial de milho deve atingir em 1,054 bilhão na safra 2018/2019, com uma leve oscilação frente ao ano anterior, quando ficou em 1,033 bilhão. A estimativa é menor do que o registrado em 2016/2017, quando chegaram ao mercado 1,078 bilhão de toneladas do grão.

Já o consumo vem aumentando levemente. Enquanto em 2016/2017, foram consumidos 1,036 bilhão de toneladas, em 2018/2019 a expectativa do USDA é de consumo de 1,087 bilhão de toneladas. Um dos principais vetores de ampliação é a destinação do produto para alimentação animal, alternativa que teve crescimento de 13,41% em cinco anos.

FONTE: Agência Brasil.
#180817-01
17/08/2018

Exportação de carne cresce 11%. Egito é o 3º mercado

Vendas externas do produto brasileiro somaram US$ 3,5 bilhões de janeiro a julho. Países árabes importaram o equivalente a US$ 514 milhões.

As exportações brasileiras de carne bovina de janeiro a julho somaram US$ 3,5 bilhões, um aumento de 11,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram embarcadas 844 mil toneladas, um crescimento de 8,3% na mesma comparação. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (17) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os principais mercados atendidos nos sete primeiros meses de 2018 foram Hong Kong, China, Egito, Chile, Irã, Estados Unidos e Alemanha.

Para os países árabes, o Brasil vendeu o equivalente a US$ 514 milhões, um avanço de 1,4% sobre o período de janeiro a julho de 2017. Foram enviadas 149,7 mil toneladas, um acréscimo de 15,8% na mesma comparação, segundo dados da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

O Egito, primeiro mercado entre os árabes e terceiro no mundo, importou US$ 246 milhões em carne bovina brasileira, um crescimento de 19,58% em relação aos sete primeiros meses do ano passado. O país comprou 57,4 mil toneladas, um aumento de 41,2%.

FONTE: ANBA - Agência de Notícias Brasil-Árabe.
#180807-01
07/08/2018

Trigo: Com menor oferta de grãos de qualidade, importação segue firme

A baixa disponibilidade de trigo de qualidade no mercado brasileiro tem elevado o ritmo das importações do cereal, mesmo com o dólar mais valorizado. Em julho, o volume de trigo em grão adquirido pelo Brasil foi o maior desde outubro de 2016. No geral, o País intensificou as compras dos Estados Unidos, mas reduziu um pouco as aquisições da Argentina, devido à menor competitividade do grão argentino. Em julho, as importações brasileiras de trigo somaram 757,55 mil toneladas, crescimento de 29,5% em relação a junho, segundo dados da Secex. Com o dólar médio de R$ 3,83 no mês passado, o preço da importação foi de R$ 919,79/tonelada FOB (Free on Board), contra R$ 850,91/tonelada em junho. No Brasil, por outro lado, as cotações oscilaram, refletindo as incertezas quanto à comercialização do cereal.

FONTE: Notícias Agrícolas.
#180803-04
03/08/2018

China aumenta gradativamente importações de carne bovina

O consumo total de carne bovina na China em 2018 foi estimado em 8,5 milhões de toneladas, perdendo apenas para os EUA, de acordo com o Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Em uma base per capita, isso é pouco mais de 6 quilos (base de carcaça) ou cerca de 4,26 quilos por pessoa (base de varejo).

Este nível é de 16 por cento do consumo de carne bovina de varejo projetado nos EUA em 2018, de 26,17 quilos per capita. Na China, o consumo de carne bovina é de cerca de 11% do consumo total de carne, atrás de frango (15%) e carne suína, que é muito popular e representa 74% do consumo de carne. Estes valores não incluem peixe e marisco, que são muito populares na China.

O consumo de carne bovina na China é baixo, mas está aumentando. Apesar de ser um grande país produtor e consumidor de carne bovina por muitos anos, a China nunca participou muito dos mercados globais de carne bovina até recentemente. Desde 2014, o consumo de carne bovina superou a produção doméstica e as importações chinesas de aumentaram acentuadamente.

Em 2016, a China ultrapassou o Japão como o segundo maior país importador de carne bovina. No ritmo atual, a China poderia ser o maior país importador de carne bovina do mundo em mais um ano ou dois. Mais de 95% das importações chinesas de carne são provenientes do Brasil, Uruguai, Austrália, Nova Zelândia e Argentina.

As exportações de carne bovina dos EUA para a China recomeçaram em 2017 após uma ausência de quase 14 anos e estão se desenvolvendo muito lentamente. Nos últimos 12 meses, as exportações para a China representaram 0,6% das exportações totais de carne bovina dos EUA.

Qual é o potencial futuro da carne bovina dos EUA na China? Além dos obstáculos adicionais devido à atual guerra comercial, a construção de mercados para a carne bovina dos EUA na China enfrentará vários desafios. O preço é um deles.

A carne bovina é cara na China em relação a outras carnes, ainda mais do que nos EUA. Embora a demanda crescente de carne bovina na China seja o resultado de uma população urbana de rápido crescimento, a carne continua sendo cara para muitos consumidores. Carne bovina importada dos EUA é especialmente cara.

O maior desafio para a carne bovina dos EUA é o papel da carne bovina na culinária chinesa. A China não é uma terra de churrascarias, embora os restaurantes de steaks de estilo ocidental estejam crescendo em popularidade e representem a demanda mais imediata de carne bovina dos EUA. Esta demanda é pequena, mas está se expandindo.

A culinária chinesa é caracterizada pelo hot pot, pratos fritos e churrasco chinês que usam pequenas quantidades de carne em pedaços ou em fatias finas, em vez de grandes cortes de carne. Os miúdos são muito populares e mais acessíveis para muitos consumidores.

Em todos os mercados, a qualidade da carne é definida pelas preferências do consumidor e pela maneira como o produto é usado. A carne bovina americana altamente marmorizada não representa necessariamente qualidade adicional em muitos pratos chineses. Isso faz com que a carne bovina dos Estados Unidos seja ainda mais cara em relação à carne bovina chinesa e à maior parte da carne bovina importada. Isso não quer dizer que não haja potencial para a carne bovina dos EUA na China.

No entanto, isso ilustra que um maios acesso ao mercado chinês não é simplesmente uma questão de enviar bifes dos EUA para a China. A equipe da Federação de Exportação de Carnes dos EUA na China está buscando um esforço inovador e dedicado para aumentar a participação de mercado da carne bovina dos EUA. Há um potencial considerável para a carne bovina dos EUA na China, mas levará tempo, paciência e persistência.

FONTE: BeefPoint.