#181130-01
30/11/2018

Importação têxtil sobe quase 30%

Em outubro, o comércio exterior ficou aquecido, com as exportações brasileiras também crescendo na faixa dos 80%

Com o recuo na cotação do dólar, o comércio exterior brasileiro ficou aquecido em outubro. A importação de artigos têxteis aumentou 28% em relação a setembro, quando o setor freou as compras. Movimentou US$ 529,45 milhões, dos quais US$ 285,68 milhões fornecidos pela China, entre fios, tecidos e roupas, mostram os dados do sistema de controle da balança comercial do Brasil. A Índia é o segundo maior fornecedor do país, mas, com distantes US$ 53,75 milhões. A Indonésia se consolida como o terceiro maior vendedor para o mercado brasileiro com US$ 20,72 milhões. Sobre outubro de 2017, o crescimento girou em torno de 8%.

As importações de roupas avançaram no mesmo ritmo na passagem para outubro. A expansão de 28% sobre setembro correspondeu a US$ 162 milhões movimentados. Novamente quase a metade foi suprida pela China, responsável por US$ 87,15 milhões do total. Bangladesh é o segundo maior fornecedor de vestuário para o Brasil, tendo vendido US$ 19 milhões em outubro. O fluxo cresceu na mesma proporção (28,73%) também em relação a outubro do ano passado.

EXPORTAÇÃO AVANÇA MAIS

A venda de produtos brasileiros para o mercado externo deu um salto em outubro ainda maior que o registrado em setembro. Subiu 82,29%, atingindo US$ 367 milhões. Desse total, US$ 282,9 milhões representam exportação de algodão. Sobre outubro de 2017, as exportações brasileiras aumentaram 4%. Os três maiores compradores do mês foram China (US$ 87,23 milhões), Vietnã (US$ 52 milhões) e Indonésia (US$ 43,46 milhões), que compraram basicamente algodão, assinala o sistema oficial de monitoramento do comércio exterior.

As exportações de roupas contribuíram com US$ 12,1 milhões, praticamente o mesmo valor negociado em setembro (-0,83%). Sobre outubro de 2017 o aumento foi 13,29%. O Paraguai continuou como principal destino das roupas feitas no Brasil, tendo sido embarcados US$ 4,17 milhões. O Uruguai comprou um pouco menos que em setembro, movimentando US$ 1,51 milhão em outubro. Para os Estados Unidos foram enviados outros US$ 1,46 milhão.

Mesmo com a alta das exportações, a balança comercial brasileira do setor permanece deficitária, assinalando diferença de US$ 162,38 milhões em outubro.

FONTE: GBL Jeans
#181123-01
23/11/2018

Balança de denim acelera em outubro

Mesmo menor que em igual mês de 2017, as importações brasileiras subiram 66% no período e as exportações avançaram 50%

A balança comercial brasileira de denim aqueceu em outubro, diferentemente do que ocorreu em setembro. As importações não voltaram ao patamar de julho, mas, avançaram 65,79% para registrar US$ 1,77 milhão. A China forneceu praticamente todo o denim comprado pelo Brasil no mês, respondendo por US$ 1,38 milhão do total. O Equador aparece em segundo lugar, com a venda de US$ 301 mil, valor que vem caindo desde agosto, conforme registra o sistema de estatísticas de comércio exterior do governo brasileiro.

As exportações que recuaram em setembro ganharam fôlego em outubro. Cresceram 50% atingindo US$ 4,21 milhões. Ajudou nesse desempenho a volta das compras argentinas que consumiram US$ 1,26 milhão do denim embarcado pelo Brasil. Em outubro, a Bolívia foi o segundo principal destino dos produtos nacionais sustentando US$ 662 mil. O Peru comprou US$ 401 mil.

O saldo da balança comercial de denim permaneceu assim com superávit, com o saldo aumentando para US$ 2,43 milhões, 26% a mais em relação ao mês anterior e 64% acima do registrado em outubro de 2017.

ACUMULADO DO ANO

De janeiro a outubro, o Brasil importou US$ 22,17 milhões em denim, quase que dobrando o valor movimentado no mesmo período do ano passado. O peso da China aumentou na balança comercial do período. No acumulado do ano, as empresas chinesas venderam ao Brasil US$ 16,64 milhões, mais que o dobro do embarcado de janeiro a outubro de 2017 (US$ 7,14 milhões). O aumento também foi de quantidade, não apenas em valor. Nos primeiros nove meses de 2018, o Brasil importou praticamente 5 mil toneladas de denim chinês, contra 2,2 mil toneladas de janeiro a outubro de 2017.

No acumulado do ano, o volume exportado teve pequena variação positiva, aumentou 3,23% impulsionado basicamente pelas operações realizadas em outubro. Foram embarcados nos primeiros nove meses do ano US$ 35 milhões, dos quais US$ 10,8 milhões para a Argentina. Para a Colômbia foram enviados US$ 3,8 milhões, o dobro do ano passado, mostram os dados do sistema que registra e controla a balança comercial brasileira (Comexstat).

 

 
FONTE: GBL Jeans
#181108-05
08/11/2018

Outubro foi o melhor mês do ano para exportação de calçados

Brasil exportou o equivalente a US$ 93,77 milhões no mês passado, um aumento de 31% sobre setembro e de 0,2% em relação a outubro de 2017.

A exportação de calçados do Brasil rendeu US$ 93,77 milhões em outubro – o melhor resultado mensal do ano -, com um aumento de 0,2% sobre o mesmo mês do ano passado. Foram embarcados 11 milhões de pares, um recuo de 5,5% na mesma comparação, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (08) pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

Sobre setembro de 2018, as exportações de outubro cresceram 31% em receita e 11,2% em quantidade. No acumulado do ano, as vendas externas somaram US$ 793,76 milhões, um recuo de 10,8% em relação ao mesmo período de 2017. Foram embarcados 89,8 milhões de pares, uma queda de 10% na mesma comparação.

De acordo com a Acalçados, o resultado de outubro é reflexo da recuperação das vendas aos Estados Unidos, que voltaram a ser o maior mercado do calçado brasileiro. “Provavelmente, e em proporção maior do que esperávamos, já podemos notar o reflexo da medida em vigor desde o dia 13 de outubro e que reduziu o imposto de importação de calçados para aquele país, alguns a zero”, disse o presidente da entidade, Heitor Klein, em nota.

FONTE: ANBA - Agência de Notícias Brasil-Árabe
#181024-05
24/10/2018

África floresce na produção de vestuário

As potencialidades na produção de vestuário de África estão finalmente a dar frutos, depois de anos de potencial adormecido. Motivado, em parte, pelo desejo das empresas em diversificar a estratégia de produção à luz da guerra comercial entre os EUA e a China, juntamente com as limitações e riscos de outros países fornecedores, um grupo de nações africanas esta a emergir como uma opção viável no mapa do aprovisionamento.

A importação de vestuário de países da Africa Subsariana por parte dos EUA aumentou 17,97% para 659,71 milhões de dólares (cerca de 575 milhões de euros), até julho, quando comparado com igual período de 2017, de acordo com o OTEXA – Office of Textiles & Apparel do Departamento de Comércio. Estes números resultam, em parte, do AGOA – African Growth and Opportunity Act. Margaret Waithaka, diretora da promoção comercial e do AGOA no polo de investimento e comércio da África Oriental, revela que o vestuário é o produto não petrolífero mais exportado sob a alçada da AGOA nos sete estados da África Oriental que este programa apoia. «O nosso centro tem vindo a trabalhar com o sector privado, as associações comerciais, os organismos de certificação e Governos nacionais para expandir as exportações ao mercado global e, particularmente, aos EUA, sob a AGOA, que concede um acesso livre de impostos a 6421 linhas tarifárias, incluindo vestuário, têxteis-lar, artigos de viagem e calçado», explica Waithaka.

Steve Lamar, vice-presidente da American Apparel & Footwear Association acredita que África «vai tornar-se mais importante como destino de sourcing nos próximos anos». «Há muito tempo que sentimos isso, numa indústria que está sempre à procura de algo novo… Há poucos lugares que ainda não estão explorados. Quando se olha para Africa, há um muito potencial por descobrir», afirma Lamar. Além disso, está o «surpreendente caos no aprovisionamento que a guerra comercial com a China esta a causar». «Há muitas empresas que, atualmente, dizem coisas como “falei durante anos sobre diversificar, agora tenho mesmo de o fazer”. As empresas estão a tentar desenvolver estratégias de compra mais vastas, que estão a deslocar a produção e as cadeias de aprovisionamento da China para outros lugares. Sempre que conversamos com empresários, os países africanos são mencionados», acrescenta.

 

FONTE: Gbl Jeans
#181015-13
16/10/2018

IMPORTAÇÃO TÊXTIL RETRAI EM SETEMBRO

No acumulado do ano, a entrada de produtos de fora no país continua a subir mas perdeu força a partir do segundo semestre

A desaceleração do varejo refletiu nas importações brasileiras. Em setembro, as compras de produtos de fora caíram 16,74% em relação a agosto. Fecharam o mês somando US$ 413,58 milhões, quase 16% a menos (-15,55%) que em setembro de 2017. É o primeiro recuo depois de três meses em alta, mostram os dados do sistema de controle da balança comercial do país. A China forneceu US$ 193,21 milhões, em fios, tecidos e roupas. Em seguida, aparecem Índia, de onde o Brasil importou US$ 43,89 milhões em setembro, e Indonésia, de onde vieram mais US$ 21,27 milhões.

Do total, a importação de roupas correspondeu a US$ 125,84 milhões, praticamente metade (US$63,74 milhões) comprada da China. Bangladesh é o segundo maior fornecedor de vestuário para o Brasil, tendo vendido US$ 12,93 milhões em setembro. O mercado importou menos roupas no mês, com queda de 8,49% sobre agosto, e recuo de 9,41% na comparação com setembro de 2017.

EXPORTAÇÃO TOMA IMPULSO

A venda de produtos brasileiros para o mercado externo deu um salto em setembro de 53,78% em relação ao mês anterior, subindo para US$ 201,36 milhões. Mais da metade (US$ 127,55 milhões) representa a venda de algodão. Sobre setembro de 2017, as exportações brasileiras em geral caíram 32%. Os três maiores compradores de setembro foram Vietnã (US$ 34,33 milhões), Indonésia (US$ 23,28 milhões) e China (US$ 18,32 milhões), que adquiriram basicamente algodão.

As exportações de roupas contribuíram com US$ 12,2 milhões, alta de 18,58% sobre agosto e aumento de 8,22% em relação a setembro do ano passado. O Paraguai é o principal destino das roupas feitas no Brasil, tendo comprado US$ 3,98 milhões. Para o Uruguai foram embarcados US$ 2,22 milhões e para os Estados Unidos outros US$ 1,25 milhão.

Com a balança comercial enfraquecida, o setor continua a registrar déficit que em setembro alcançou US$ 212,21 milhões, 42% menos que o saldo negativo de agosto.

ACUMULADO DO ANO

De janeiro a setembro, o Brasil importou 13,09% a mais que em igual período de 2017, totalizando US$ 4,32 bilhões. Apesar da alta, a taxa de expansão perdeu força desde julho de modo geral. Só não para roupas, que avançaram 21% no período, passando para US$ 1,4 bilhão, basicamente pelo avanço dos embarques chineses (US$ 835,73 milhões, contra US$ 687,52 milhões de janeiro a setembro de 2017).

As exportações também esfriaram no acumulado dos primeiros nove meses, com queda de 3,73%, a primeira do ano, somando US$ 1,3 bilhão. As vendas brasileiras são bem pulverizadas. Maior comprador dos artigos têxteis produzidos no Brasil, a Argentina comprou US$ 175,78 milhões de janeiro a setembro.

 

FONTE: Gbl Jeans
#180926-04
26/09/2018

Isenção dos EUA para calçado anima exportador brasileiro

Em meio às informações frequentes sobre a guerra comercial que o presidente dos EUA, Donald Trump, move contra a China, passou quase despercebida uma decisão do governo americano na contramão dessa tendência e que beneficia a indústria brasileira de calçados. Publicada em 13 de setembro, a lei "Miscellaneous Tariff Bill Act of 2018" prevê a redução de tarifas de mais de 1,6 mil produtos importados, incluindo calçados.

A lei, que deve vigorar de 13 de outubro até 31 de dezembro de 2020, reduz tarifas para 40 categorias de calçados, incluindo sintéticos, de couro, têxteis e de segurança. As tarifas, que variavam de 6% a 37,5%, foram zeradas para cerca de 60% dos itens exportados pelo Brasil.

Além disso, a medida coloca o Brasil em vantagem em relação à China, o maior fornecedor de calçados para os Estados Unidos, com 1,7 bilhão de pares e US$ 14,8 bilhões no ano passado. Embora beneficiados pela nova lei, os calçados chineses de couro foram taxados em 10% na recente decisão de Trump para uma lista de US$ 200 bilhoes em importações.

"Com as medidas, os calçados brasileiros chegarão ao varejo americano mais baratos. Isso pode melhorar a negociação dos fabricantes brasileiros", diz Priscila Linck, coordenadora de inteligência de mercado da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

Em 2017, os EUA importaram 2,38 bilhões de pares de calçados, movimentando US$ 25,14 bilhões. O Brasil exportou apenas 12 milhões de pares aos americanos, somando US$ 204 milhões. Neste ano, os embarques vinham sendo reduzidos. A Radamés Soulmade Shoes espera ampliar as exportações de itens de couro em 15%, para 25 mil pares. A Kidy Calçados Infantis, de Birigui (SP), informou que já vai buscar novos clientes nos Estados Unidos, aproveitando o câmbio favorável e a isenção tarifária. A Bibi Calçados e a Via Uno, porém, não esperam mudanças significativas em suas exportações.

FONTE: Valor Econômico
#180911-02
11/09/2018

BRASIL DOBRA EXPORTAÇÃO DE DENIM EM AGOSTO

Importação recua quase 20% depois de dois meses seguidos de alta

A depreciação da cotação do real frente ao dólar americano favoreceu as exportações de denim brasileiro, que dobraram em agosto, como já acontecera em junho. De acordo com as estatísticas de comércio exterior do governo brasileiro, as vendas do tecido nacional somaram US$ 5 milhões, aumento de 108% sobre julho. Pelo segundo mês consecutivo, a Colômbia ultrapassa a Argentina como principal destino do denim nacional, com embarques avaliados em US$ 825,31 mil, que correspondem a crescimento de 50% sobre julho.

As compras argentinas mostraram reação em agosto, com aquisição de US$ 666,65 mil, o dobro do valor comercializado no mês anterior. O Equador permanece entre os três principais destinos, garantindo embarque de US$ 654,33 mil, em agosto, que representa 80% acima do que o Brasil vendeu ao mercado equatoriano em julho.

No acumulado de janeiro a agosto, o volume exportado cresceu 7% para alcançar US$ 28,02 milhões, mostram os dados do sistema que registra e controla a balança comercial brasileira (Comexstat). Nesse período, a Argentina prevalece até agosto como o maior comprador do denim produzido no Brasil, absorvendo embarques calculados em US$ 9,36 milhões. A Colômbia é o segundo destino, mas bem atrás, com a compra de U$ 3 milhões de janeiro a agosto, apesar de o país ter dobrado as compras em relação a igual período do ano passado.

DESEMPENHO DAS IMPORTAÇÕES
Depois de apresentar forte crescimento dois meses seguidos mesmo diante da escalada da cotação do dólar frente ao real, as importações brasileiras de denim arrefeceram em agosto, aparentemente contidas pela moeda vendida acima de R$ 4 somada à retração do mercado interno. O Brasil comprou US$ 2,62 milhões em tecido denim e a China vendeu quase tudo, com volume fornecido de US$ 2 milhões. Os outros três maiores fornecedores são Equador (US$ 430 mil), Índia (US$ 85 mil) e Peru (US$ 77 mil).

Mesmo com esse recuo, o Brasil já importou até agosto mais denim do que em 2017 inteiro. O país comprou US$ 19,32 milhões nos primeiros oito meses de 2018, aumento de 88% sobre igual período do ano passado, quando foram internados US$ 10,3 milhões. E a China só aumenta a participação. Do bolo total de 2018, os chineses mandaram para o Brasil US$ 14,73 milhões. Muito atrás, aparecem o Equador com embarque de US$ 2 milhões no período, aumento de 36% sobre 2017; e a Índia com US$ 1,24 milhão, quase o triplo do valor comercializado de janeiro a agosto do ano passado.

SALDO DA BALANÇA COMERCIAL DE DENIM
Diante do aumento expressivo das exportações em agosto, o deficit do setor em julho foi mais que superado com saldo positivo de US$ 2,37 milhões. No ano, a indústria nacional de denim opera com superavit na balança comercial de US$ 8,8 milhões, mas que corresponde a 61% a menos do saldo positivo que manteve entre janeiro e agosto de 2017.

FONTE: Gbl Jeans
#180806-02
06/08/2018

IMPORTAÇÃO AUMENTA EM JULHO

Alta não chegou a dois dígitos de expansão, mas compras estão voltando ao patamar de antes de maio, quando deram um salto a partir de janeiro

As importações brasileiras de roupas e outros itens têxteis subiram em julho 8,3% frente às transações realizadas no mês anterior, atingindo US$ 483,5 milhões. Também cresceram em relação a julho do ano passado, com avanço considerável de 21,22%, revelam os dados do sistema de controle da balança comercial do país administrado pelo ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Desde maio, a participação de roupas sobre o total importado vem caindo e não foi diferente em julho.

Com compras avaliadas em US$ 125,67 milhões, o vestuário respondeu por cerca de 26% das importações totais do setor (já chegou a representar 41%). O valor movimentado em julho representa 6,15% acima das operações realizadas em junho. Sobre julho do ano passado, a expansão foi de 11,37%. Como principal fornecedor de roupas e outros artigos têxteis, a China vendeu ao Brasil US$ 229,33 milhões em julho, dos quais US$ 63 milhões em itens de vestuário, praticamente repetindo o volume comercializado em junho.

Para efeito de comparação, o segundo maior fornecedor do Brasil continua sendo a Índia que vendeu, em julho, US$ 46,28 milhões entre produtos têxteis e vestuário. O terceiro país que mais forneceu ao mercado brasileiro no mês foi a Indonésia com vendas de US$ 23 milhões e os Estados Unidos aparecem logo atrás com operações de US$ 21,8 milhões. Em roupas, depois da China, estão bem atrás, Bangladesh (US$ 14,2 milhões) e Vietnã (US$ 5,9 milhões).

As exportações setoriais ao contrário decaíram, mesmo com o dólar apreciado em relação ao real, movimentando US$ 83,4 milhões, queda de quase 18% sobre junho e de 29% na comparação com julho de 2017. A Argentina é o principal destino dos produtos têxteis brasileiros em geral, respondendo por US$ 16,76 milhões em julho, menos do que comprou em junho. O Paraguai foi o segundo maior comprador, assumindo US$ 10,8 milhões em julho, na frente de Indonésia (US$ 7,3 milhões) e da Holanda (US$ 5,7 milhões).

As vendas de roupas minguaram ainda mais, caindo pelo quarto mês consecutivo. Em julho, o recuo foi de 14,5% em relação a junho, fechando o mês com embarques estimados em US$ 8 milhões. Sobre julho de 2017, a redução foi de 13%, mostram os dados da balança comercial brasileira. Novamente Paraguai e Uruguai foram os dois principais compradores das roupas brasileiras, sustentando US$ 2,88 milhões e US$ 1,18 milhão, respectivamente, em julho. Os Estados Unidos entram em quarto lugar na lista dos maiores compradores de vestuário adquirindo US$ 824 mil entre meias, maiôs e biquínis brasileiros.

FONTE: Gbl Jeans
#180713-01
13/07/2018

IMPORTAÇÃO TOMA IMPULSO EM JUNHO

Alta do dólar não desanimou os negócios, que cresceram quase 14% em junho sobre o movimento do mês anterior de compras de roupas e outros itens têxteis

As importações brasileiras de roupas e outros itens têxteis subiram em junho 13,76% sobre o movimento do mês anterior, atingindo US$ 446,5 milhões. Aparentemente, a alta do dólar não inibiu os negócios que cresceram também em relação a junho do ano passado, avanço de 8,63%), indicam os dados do sistema de controle da balança comercial do país administrado pelo ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Ao contrário do que ocorreu em outros meses do semestre, a participação de roupas sobre o total importado caiu em junho.

Com compras avaliadas em US$ 118,39 milhões, o vestuário respondeu por cerca de 27% das importações do setor. No pico do semestre, em março, quando foram negociados US$ 566 milhões, essa participação correspondia praticamente a 41%. O que não muda é a China como o principal país fornecedor do Brasil no setor. Em junho o país comprou US$ 63 milhões em roupas chinesas. Do total importado no mês, US$ 216,82 milhões foram enviados pela China. Para efeito de comparação, o segundo maior fornecedor é a Índia que vendeu US$ 32,31 milhões ao Brasil em junho.

As exportações setoriais também cresceram no mês. Subiram 10,55% em relação a maio para somar US$ 101,73 milhões. Mas sobre junho de 2017, essas operações diminuíram 4,33%. A Argentina é o principal destino dos produtos brasileiros, respondendo por US$ 22,33 milhões no mês. Os embarques de roupas perderam a força em junho, correspondendo a US$ 9,38 milhões, queda de 7,36% sobre maio e recuo de 11% sobre junho de 2017. O Paraguai comprou US$ 2,39 milhões em roupas nacionais e o Uruguai outros US$ 1,9 milhão.

RESULTADOS DO SEMESTRE

De janeiro a junho, a balança comercial brasileira em vestuário e itens têxteis avançou em torno de 20% sobre os resultados do primeiro semestre de 2017. As importações no período totalizaram 2,93 bilhões, 19,61% acima do negociado nos primeiros seis meses do ano passado. Desse total, as roupas representaram US$ 1,01 bilhão, dos quais US$ 640 milhões vindos da China. Bangladesh foi o segundo maior fornecedor, porém, em patamar bem distante, provendo US$ 104,63 milhões. Das importações gerais, a China forneceu US$ 1,571 bilhão no primeiro semestre de 2018.

No período, as exportações cresceram 19,61% em relação ao igual semestre do ano passado, atingindo US$ 891,98 milhões, dos quais US$ 407,22 milhões representam vendas de algodão. O maior comprador é a Argentina consumindo US$ 118,96 milhões de itens têxteis e outros produtos brasileiros. A Indonésia aparece em seguida com US$ 98,37 milhões, basicamente
compras de algodão (US$ 97,26 milhões).

FONTE: Gbl Jeans
#180410-01
10/04/2018

IMPORTAÇÕES ACENDEM SINAL AMARELO NO SETOR

Em março, as compras de produtos roupas vindas do exterior cresceram sobre uma base mais forte que em meses anteriores.

Estimuladas pelo câmbio considerado favorável para as importações, as empresas brasileiras continuaram a aumentar as compras no exterior, especialmente de roupas. Em março, as importações subiram para US$ 565,84 milhões, dos quais US$ 230 milhões correspondem a peças de vestuário, praticamente 70% vindos da China. Sobre fevereiro, o aumento das compras gerais cresceu em torno de 11%. Em roupas, o avanço foi bem maior, subindo 25%, mostra o sistema de acompanhamento da balança comercial brasileira operado pelo ministério da Indústria Comércio Exterior e Serviços.

As exportações pararam de cair, registrando em março ligeiro aumento de 2,75%, para US$ 170,76 milhões. Em março, os principais destinos de itens têxteis brasileiros foram pela ordem a Indonésia (US$ 23,73 milhões), seguida de perto pela Argentina (US$ 23,61 milhões) e o Vietnã (US$ 14,6 milhões). As roupas contribuíram com US$ 13,35 milhões do total, sendo o Paraguai o principal destino em março respondendo por US$ 4,75 milhões, quase quatro vezes mais o embarcado em fevereiro. O Uruguai vem se destacando, responsável por US$ 2,32 milhões, aumento de cerca de 7% sobre o embarque de fevereiro.

O déficit do setor piorou ainda mais em março, fechando o mês com saldo negativo de US$ 395 milhões, aumento de quase 15% sobre fevereiro.

 

FONTE: Gbl Jeans